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domingo, 30 de junho de 2013

A Segurança do Trabalho


 

A Segurança do Trabalho

Atendendo a instruções de Emmanuel, Chico iniciava os traba­lhos no “Centro Espírita Luiz Gonzaga” às oito da noite, encerran­do-os às dez horas, enquanto frequentou sozinho a instituição.

Fazia a prece de abertura, orava e, depois, lia páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, comentando-as, em voz alta, para os desencarnados.

Pessoas da família indagavam sobre aquela resolução de “falar sozinho”, entretanto, o Médium explicava:-

— Há muitos espíritos frequentando a casa. 

Chegam descon­solados e tristes e Emmanuel afirma que a obra de evangelização é necessária a todos nós. 

Não podemos parar...
Certa noite, uma senhora desencarnada em Pedro Leopoldo conversava com o Chico no salão do Centro, em que ele se achava aparentemente sozinho e o diálogo seguia, curioso:-

— Tenhamos fé em Jesus, minha irmã.

— Não desespere. 

Com a paciência alcançaremos a paz.
— Sem calma, tudo piora.

— Com o tempo, a senhora, verá que tudo está certo como está.

A conversação prosseguia assim, quando uma das irmãs do Médium, escutando-lhe a palavra, debruçada em janela próxima, per­guntou-lhe em voz
alta:-

— Chico, quem está conversando com você?

— Dona Chiquinha de Paula.

— Que história é esta? 

Dona Chiquinha já morreu...
— Ah! 

- Você é que pensa... 

Ela está bem viva.
A irmã do rapaz, alvoroçada, comunicou aos familiares o que ocorria.

Chico devia estar maluco.

Era preciso medicá-lo, socorrê-lo.

Outras irmãs do Médium, porém, apressaram-se a observar que ele trabalhava, corretamente, todos os dias.

Seria justo dar por louco um irmão que era amigo e útil?

Ficou então estabelecido em família que, enquanto o Chico estivesse firme no serviço, ninguém cogitaria de considerá-lo um alienado mental.

Desse modo, o Chico Xavier costuma dizer que o trabalho de cada dia, com a bênção de Deus, tem sido para ele a melhor segurança.

 
Livro:- Lindos Casos de Chico Xavier
 Ramiro Gama 

Companheiros alterados



Companheiros alterados


Quantas pessoas te cruzam o caminho, em plenitude de sanidade física, suportando enfermidades espirituais que desconheces? 

Se conduzidas a exame num laboratório, mostrarão índices perfeitos de equilíbrio orgânico, entretanto, nos recessos do próprio ser, são doentes da alma, em estado grave, reclamando assistência.
Daí nasce o impositivo da serenidade e da tolerância, em observando o comportamento estranho ou registrando determinados conceitos que não esperávamos da atitude ou dos lábios daqueles que convivem conosco.

- Esse amigo que se revelava, até ontem, inteiramente ao nosso lado, caminha hoje em direção oposta, ferindo-nos a sensibilidade; 
- A esposa, dantes compreensiva e leal, distanciou-se psicologicamente de nós, ao toque de afinidades outras que haverá descoberto; 
- O esposo devotado e fiel terá cedido a convites outros, abandonando-nos a companhia e desamparando os próprios filhos na idade tenra; 
- Esse ou aquele filho ou essa ou aquela filha, depois de crescidos, desprezaram os princípios que nos serviram de alicerces à vida, afastando-se-nos do caminho, conquanto o amor, que nos dediquem, lhes fique inalterável no coração.
Em semelhantes conflitos da alma, é indispensável saber Ouvir e Suportar, sem reclamações que lhes suscitariam perturbações de resultados imprevisíveis.

Ignoras quais as moléstias da alma de que estarão sendo portadores e, enquanto no corpo físico, não consegues avaliar as forças obsessivas que estarão agindo, por trás de alguém que a suposta normalidade parece favorecer.

Se encontras algum ente amado, em erro manifesto, suporta com Paciência o desequilíbrio em andamento e se ouves opiniões contraditórias ou insensatas, não discutas, acirrando animosidade ou separação.

Acalma-te e fala, asserenando o ambiente em que te vês, porque uma só frase de incompreensão ou de azedume, pode ser o fator desencadeante de terrível brecha para a selvageria da delinquência ou para as calamidades da obsessão.


 “Inspiração”
 Francisco Cândido Xavier
 Espírito Emmanuel

sábado, 29 de junho de 2013

O Prestígio do Chico


O Prestígio do Chico


O professor Lauro Pastor e sua digna esposa, D. Dayse, e o Professor Pastorino passaram uns dias em Pedro Leopoldo.
Numa tarde, dia de sessão, acompanhados do Chico, dirigiam-se ao LUIZ GONZAGA.

Na rua principal, esquina do Centro, esbarraram com um rapaz embriagado. 

O Chico, ao vê-lo:-
— Como vai, meu amigo? 

Fique com Deus!
— Vai também com Deus, Chico, que eu não sei com quem vou...

Terminada a sessão, o Professor Pastor, sua esposa e o Professor Pastorino, agora desacompanhados do Chico, caminhavam para o Hotel, onde se achavam hospedados, quando veem o moço, agora bem pior, xingando a todos os que lhe passavam perto.

Receosos de serem molestados, passaram de mansinho, para não serem percebidos. 

Mas foram por ele vistos e reconhecidos.
E, ante a surpresa dos que o rodeavam, do Professor Pastorino e do próprio casal, o moço ébrio fez um grande gesto para abrir caminho e exclamou bem alto:-
— Abram alas, companheiros. 

Deixem estes passar, isto é gente do Chico!
Livro:- ‘’Lindos Casos de Chico Xavier’’
 Ramiro Gama

Cristo e César



 
Cristo e César
 
As injunções dos relacionamentos humanos operam contínuas transformações nas paisagens íntimas da criatura, nem sempre saudáveis.
As constituições de ordem sócio-econômica produzem estados emocionais variados, raramente salutares.

As comunicações massificadoras revolvem os clichês mentais, e fixam painéis dificilmente edificantes.

O aturdimento humano, na atualidade, é inegável.

O predomínio dos títulos de César faz-se inexorável, conspirando contra a positiva alternativa dos valores apresentados por Cristo, a respeito de Deus.

Desertam companheiros das lides edificantes, a cada momento, permutando a simplicidade que dá paz pelos atavios que embaraçam.

Emocionalmente, a princípio, para depois fisicamente completar a distância, medra o desinteresse pela fé renovadora em muitos discípulos honestos e bem intencionados da Doutrina Espírita, vencidos pelos vapores tóxicos da psicosfera negativa onde se vêem obrigados a movimentar-se, na azáfama do dia-a-dia.

Lamentando o tempo, que passa rápido, diversos aprendizes do Evangelho se transferem para os campos das sensações e emoções mais fortes, perecendo extenuados pelo desequilíbrio e arrojando-se nos cipoais das ásperas aflições futuras.

Ação praticada, retorno difícil à posição antiga.

É urgente que faças uma revisão de conceitos e, quiçá, de atitudes.

Não te fascines pela ilusão, nem te atormentes sem necessidade.

Recupera-te, restaurando a tua paz.

Do que vale conquistar o mundo e perder-se?

Cristo e César prosseguem em litígio, no foro íntimo de cada ser.

Já conheces os resultados das induções e situações do mundo com César.

Não desperdices a oportunidade de viver o estágio espiritual com Jesus, desde hoje.



Livro:- Alerta 
Joanna de Ângelis
 Divaldo Pereira Franco

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Parábolo da Pequena Alma



Parábolo da Pequena Alma


De Neale Donald Walsch.

Trecho do livro:-
- Conversando com Deus III

“Você pode escolher qualquer Parte de Deus que desejar”, disse Eu para a Pequena Alma. 

“É Absoluta Divindade, experimentando-Se. 

Que Aspecto da Divindade deseja agora experimentar?”

“O Senhor quer dizer que eu tenho uma escolha?”, perguntou a Pequena Alma. 

E Eu respondi:-
- “Sim. 

Pode querer experimentar qualquer Aspecto da Divindade em, como e através de você”.

“Está bem”, disse a Pequena alma, “Então escolho o Perdão.

 Quero experimentar meu Eu como o Aspecto de Deus chamado Perdão Total”.

Bem, isso criou um pequeno desafio, como você pode imaginar.

Não havia ninguém para perdoar. 

Tudo que Eu criei é Perfeição e Amor.

“Ninguém para perdoar?

 perguntou a Pequena Alma, com uma certa incredulidade.

“Ninguém, repeti. “Olhe ao seu redor. 

Vê almas menos perfeitas, menos maravilhosas do que você”?

Então a Pequena Alma se virou e ficou surpresa ao ver-se cercada de todas as almas do céu. 

Elas tinham vindo de um Reino distante, porque souberam que a Pequena Alma estava tendo uma extraordinária conversa com Deus.

“Não vejo nada menos perfeito do que eu!”, exclamou a Pequena Alma. “Então, a quem devo perdoar”?

Naquele exato momento, uma alma deu um passo para à frente na multidão. 

“Pode me perdoar”, disse aquela Alma Amigável.

“Pelo quê?”, perguntou a Pequena Alma.

“Eu surgirei em sua próxima vida física e lhe farei algo para que me perdoe”, respondeu a Alma Amigável.

“Mas o quê? 

O que você, um ser de Luz Perfeita, poderia me fazer para eu desejar perdoá-la?”
quis saber a Pequena Alma.

“Ah”, sorriu a Alma Amigável, “sei que poderíamos pensar em alguma coisa”.

“Mas porque você ia querer fazer isso”? 

A Pequena Alma não podia imaginar porque um ser de tanta perfeição poderia querer diminuir sua vibração a ponto de fazer algo “ruim”.

“É simples”, explicou a Alma Amigável, “porque a amo. 

Você quer se experimentar como Perdão, não é? 

Além disso, já fez o mesmo por mim”.

“Fiz?”, perguntou a Pequena Alma.

É claro que sim. 

Não se lembra? 

Temos sido Tudo, você e eu.

Temos sido o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita, o Aqui e o Lá, o Agora e o Então. 

Temos sido o Grande e o Pequeno, o Masculino e o Feminino, o Bem e o Mal. 

Temos sido Tudo isso.

E concordamos em ser tudo isso, para cada um de nós poder se experimentar como a Parte Mais Grandiosa de Deus. 

Porque compreendemos que…

Na ausência do que Você Não É, Aquilo que Você É, NÃO É.

Na ausência do ‘ frio’, você não pode ser ‘quente’. 

Na ausência do ‘triste’, você não pode ser ‘alegre’, sem um coisa chamada ‘mal’, a experiência que chama de ‘ bem’ não pode existir.

Se você escolhe ser uma coisa, algo ou alguém oposto a isso tem de aparecer em algum lugar do universo para torná-la possível”.

Então a Alma Amigável explicou que aquelas pessoas eram Anjos Especiais de Deus, e aquelas condições Dádivas de Deus.
“Eu só lhe peço uma coisa em troca”, disse a Alma Amigável.

“Peça o que quiser! 

Qualquer coisa”, disse em voz alta a Pequena Alma. 

Tinha ficado empolgada ao saber que poderia experimentar todos os Aspectos Divinos de Deus. 

Agora compreendia O Plano.

“Quando eu a golpear”, disse a Alma Amigável, “no momento em que lhe fizer a pior coisa que poderia imaginar – nesse exato momento… lembre-se de Quem Realmente Sou”.

“Ah, eu não me esquecerei!”
 prometeu a Pequena Alma. 

“Verei você com a perfeição que vejo agora, e sempre me lembrarei de Quem É, sempre”.

Essa é uma história extraordinária, uma parábola incrível!

E a promessa da Pequena Alma é a promessa que Eu lhe faço. 

É isso que é imutável. 

Contudo, você Minha Pequena Alma, cumpriu essa promessa feita a outras?

Não. Sinto dizer que não.

Não se sinta triste por isso. 

Sinta-se feliz por saber que é verdade, e com sua decisão de viver uma nova verdade.

Por que Deus é um trabalho em andamento, como você também é. E sempre se lembre de que:-
- Se vocês se vissem como Deus os vê, sorririam muito.

Então agora vão e vejam um ao outro Como Quem Realmente São.

Observem. 

Observem.

OBSERVEM.

Eu já disse que a principal diferença entre vocês e os seres muito evoluídos é que os seres muito evoluídos observam mais.


 Neale Donald Walsch
 

Egoísmo e Vaidade




 
Posted: 20 Jun 2013 03:25 AM PDT


A vaidade é um desejo superlativo de chamar a atenção, ou a presunção de ser aplaudido e reverenciado perante os outros. 

É a ostentação dos que procuram elogios, ou a ilusão dos que querem ter êxito diante do mundo e não dentro de si mesmo.

Importante não olvidarmos que a vaidade atinge toda e qualquer classe social, desde as paupérrimas até as que atingiram o cume da independência econômica.

Francisco VI, duque de La Rochefoucauld, escritor francês do século XVII, dizia que “ficaríamos envergonhados de nossas melhores ações, se o mundo soubesse o que as motivou”.

A afirmativa é válida porque se refere às criaturas que fàzem filantropia a fim de alimentar sua vaidade pessoal, impressionando o mundo para que os inclua no rol dos generosos e de grandes altruístas.

O orgulho está incluído entre os tradicionais pecados capitais do catolicismo. 

Como a vaidade é uma ideia justaposta orgulho, ela também se destaca como um dos mais antigos defeitos a serem combatidos na humanidade. 

No entanto, somente poderemos nos transformar se conseguirmos ver e perceber cm nós mesmos, as raízes da vaidade, visto que negá-la de modo obstinado é ficar estritamente vinculado a ela.

É oportuno dizer que não estamos nos referindo aqui ao esmero na maneira de andar, falar, vestir ou se enfeitar, que, em realidade, são saudáveis e naturais, mas a uma causa mais complexa e profunda. 

O motivo de nossas análises e observações é o estado íntimo do indivíduo vaidoso, ou seja, o que está por baixo do interesse dessa exibição e dessa necessidade de ser visto, a ponto de falsificar a si mesmo para chamar a atenção.

Na fase infantil, a conduta dos pais e sua filosofia de vida agem sobre as crianças, plasmando-lhes uma nova matriz à sua, já existente, bagagem espiritual. 

Ao produto de suas vidas passadas é anexada a visão dos adultos, membros de sua família atual. 

 Portanto, através dos pais, verdadeiros “espelhos vivos”, as crianças assimilam suas primeiras noções de comportamento e modo de viver, Filhos de pais orgulhosos podem-se tornar crianças exibicionistas, carregando uma grave dependência psíquica de destaque. 

Comportam-se para ser socialmente aceitas e para aparentar-se pessoas brilhantes.


Os vaidosos colocam máscaras de criaturas impecáveis e, evidentemente, transmitem aos filhos toda uma forma de pensar e agir alicerçada na preocupação com os rótulos e com a escala de valores pela qual foram moldados.

Outra causa do desenvolvimento da vaidade nas criaturas é a importância desmedida que dão às posses e propriedades.

 Na atualidade, por menor que seja a classe social em que se encontra constituída uma família, ainda é o dinheiro uma fonte absoluta de poder. 

Quem ganha mais reivindica no lar a autoridade, a atenção e o amor. 

A riqueza amoedada é conceituada como um dos instrumentos com o qual podemos manipular as pessoas e nos tornar um ponto de atração. 

Dessa forma, processa-se na criança uma educação do “tipo desintencional”, transmitida pelos adultos de forma involuntária, automática e despercebida, através do somatório dos gestos, das conversas, das atitudes ou dos comportamentos do dia-a-dia.

A presunção leva os indivíduos a se casar não por amor, mas a se unir a alguém que lhes proporcione um melhor “status” social, uma roda de amigos de projeção e um nome importante. 

Enfim, as uniões matrimoniais acontecem, quase sempre, por interesse pessoal, sem levarem-se em conta os reais sentimentos da alma.

A supervalorização social e econômica de determinada profissão ou emprego influencia as escolhas de conformidade com a realização externa, em detrimento das inclinações e vocações internas. 

Há profissões tradicionalmente ambicionadas, como medicina, engenharia e outras tantas de mais recente valorização nos dias atuais, que os pais almejam para os filhos, tentando assim solucionar suas próprias frustrações e evidenciar sua própria pessoa com o “brilho profissional” de seus familiares. 

Condicionando-os a viver uma existência estereotipada, justificam-se com a representação de uma dedicação e proteção ao ambiente doméstico, quando, na realidade, o que cultivam é o “prazer da notoriedade”.

Quando o eminente educador Allan Kardec indagou aos Semeadores da Era Nova qual a maneira de extirpar inteiramente do coração humano o egoísmo, fundado no sentimento interesse pessoal, ele recebeu a seguinte orientação:-
- “(…) o egoísmo é a mais difícil de desenraizar-se porque deriva da influência da matéria, influência de que 0 homem, ainda muito próximo de sua origem, não pôde libertar-se e para cujo entretenimento tudo concorre:-
- suas leis, sua organização social, sua educação. 

- ( …) O egoísmo assenta na importância da personalidade. 

Ora, o Espiritismo, bem compreendido, repito,  mostra as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece, de certo modo, diante da imensidade (…)”¹

A vaidade é filha legítima do egoísmo, pois o vaidoso é um cego” que somente sabe ver a si próprio. 

Ora, essa importância ao “sentimento de personalidade”, da qual os Espíritos de Escol se reportam, nada mais é do que a vaidade.

Além da educação familiar, os jornais, as revistas, os telejornais — ou seja, a mídia — criam todo um “mercado de personalidades” prósperas, mostrando suas fotos superproduzidas e seu modo de vida na opulência.

Novelas e filmes exibem os padrões a serem atingidos. 

As criaturas imaturas, que receberam uma educação voltada para esses valores superficiais, tentam se comparar e competir com os modelos da televisão ou com as estrelas e astros do cinema, gastando tempo e energia, porque se esquecem de que são incomparáveis.

As almas não são clichês umas das outras; todos temos características individuais e próprias. 

Os ingredientes do sucesso do ser humano se encontram em sua intimidade.

Não há razão para nos compararmos com os demais, pois cada indivíduo tem sua razão de ser no Universo. 

Se a Natureza nos criou para sermos ‘‘mangueiras”, não devemos querer produzir como as “laranjeiras”. 

Lembremo-nos, contudo, que, tal como a semente, que contém todos os elementos vitais para a formação de uma árvore, também nós possuímos, em essência, todos os componentes de que necessitamos para ser criativos, originais e bem-sucedidos.


Paulo de Tarso assim se reportava aos moradores da Galácia: “Porque se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo”.²

À medida que os homens tomarem consciência do seu próprio mundo interior, reconhecerem-se filhos do Poder do Universo e instruírem-se sobre as infinitas possibilidades da vida eterna, deixarão a doentia preocupação com as aparências, a frustração crônica que possuem por imitar os outros e a “atitude de camaleão” que cultivam com uma autoimagem para agradar o mundo em seu redor.

¹ Livro dos Espíritos Questão 917 :-
- Qual o meio de destruir-se o egoísmo?
  De todas as imperfeições humanas, o egoísmo é a mais difícil de desenraizar-se porque deriva da influência da matéria, influência de que o homem, ainda muito próximo de sua origem, não pôde libertar-se e para cujo entretenimento concorre: suas leis, sua organização social, sua educação. 

O egoísmo se enfraquecerá à proporção que a vida moral for predominando sobre a vida material e, sobretudo, com a compreensão, que o Espiritismo vos faculta, do vosso estado futuro, real e não desfigurado por ficções alegóricas. 

Quando, bem compreendido, se houver identificado com os costumes e as crenças, o Espiritismo transformará os hábitos, os usos, as relações sociais. 

O egoísmo assenta na importância da personalidade. 

Ora, o Espiritismo, bem compreendido, repito, mostra as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece, de certo modo, diante da imensidade. 

Destruindo essa importância, ou, pelo menos,, reduzindo-a às suas legítimas proporções, ele necessariamente combate o egoismo. (…)





² Gálatas 6:3


Livro As Dores da Alma
 item Esgoísmo 
Espírito Hammed 
Psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Amor



Amor


Trabalhe sempre para semear o amor, a caridade e a união.

Uma palavra de agradecimento ou um sorriso de atenção fará a diferença "vai com deus" às vezes é tudo o que uma pessoa quer ouvir.

Continue sua caminhada de amor ao próximo, pois Deus e Jesus estarão iluminando seus caminhos.

Não guarde os ensinamentos de Jesus só para si, repasse para todos, pois alguma semente germinará e seguirá no caminho do amor.

Fique em paz.


De um amigo aos amigos da Fraternidade


Mensagem recebida pelo Grupo de Estudos 
 
da Psicografia da Fraternidade Francisco de Assis
 

O Segredo do Amor



 amor
 O Segredo do Amor


Muitas pessoas afirmam:-
- Eu quero amar meus semelhantes, mas não sinto amor por eles em meu coração.

Porém o amor não é um sentimento… é uma decisão.

Você não diz:-
- Eu quero comer uma banana, mas não sinto o gosto em minha boca… se você quer sentir o gosto, você tem que pegar a fruta, descascar e apreciar o seu sabor…

O amor é uma semente, que deve ser plantada em seu coração e regada todos os dias, com a água da prática do bem.

Se você parar de alimentar os maus sentimentos e desejos em você , eles irão definhar até desaparecer.

Quando você passar a semear e cultivar amor em sua vida, você vai sentir a planta crescer e frutificar em si, o sentimento vivo do Amor e da Bondade.

Quanto mais Amor você cultivar, mais ele vai querer permanecer com você na sua vida, dentro do seu coração.

Um dia tem 24 horas, novinhas, todinha suas… e isso todos os dias! 

Não é preciso esperar o natal para amar o próximo e perdoar as ofensas, ou o ano novo para desejar o bem à todos…

Sempre é tempo de dar presentes… sempre é o tempo presente:-
- Aqui e Agora!

Dê a si mesmo um presente e presenteio os outros também com o seu olhar cheio de amor e compreensão.

Todo dia o Sol nasce, 
Todo Dia, é Dia de ser Feliz!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Elogio à Inocência



Tadeu Alencar

Elogio à Inocência

Artigo " Elogio à Incência ", escrito por Tadeu Alencar, secretário da Casa Civil de Pernambuco.

Leia este ode a Amizade.

Em tempos onde a política é quase sempre mal vista pelos olhos da população, um texto escrito pelo secretário da Casa Civil Tadeu Alencar, chamou a atenção e nos foi enviado como sugestão pela leitora Clara Silva Antunes.

No texto que  Vocês poderão ler abaixo, Tadeu Alencar, relembra sua infância e faz um ode a Amizade Pura e Simples, que apenas as crianças conseguem possuir.
" Caríssimo Glauco, não sei exatamente em que nos conhecemos."

 Talvez em 1973.

Você era o menino bonito da turma.
 Pele clara, olhos fugazmente esverdeados, traços afilados, inteligentes, fleugmático ( que controla as emoções, frio ), conhecido.

Tanto assim era que fui seduzido por seu charme e ficamos Amigos.

Minha infância está marcada pelo seu quarto, pelos seus brinquedos.

Ontem ao falar-lhe, senti o desfile de 30 anos de fantasma.

 
Quanta importância aquelas batalhas de bonecos, os soldados americanos, garbosos em seus uniformes e cavalos brancos.

Lembro dos primeiros livros - " Éramos muito menos e muito mais que seis " - que nos abriram o fantástico mundo da literatura.

Lembro do  seu " Kichute ", do seu andar diferente, nas romarias, na Av. Dr. Floro, dos óculos escuros de aviador, que até hoje protegem meus olhos.

Nessa época eu nem imaginava a importância de Floro na história de Juazeiro. 

Tampouco poderia avaliar que Juazeiro era um lugar tão marcadamente especial. 

Por que não tínhamos aulas sobre milagres, beatos, cangaceiros, santos, revoluções, fanáticos e levitas?

Possa lembrar da coroação da virgem em que a escola se postava em adoração e em que, ingênuo, apanhava as pétalas de rosa do chão para jogar novamente sobre a imagem de “Maria”, quando alguém me repreendeu:-
– Não se joga à Virgem pétalas apanhadas do chão!

 Foi aí que vi que o mundo era diferente. 

 Nada de ser espontâneo, simples, direto. 

 Mas você era diferente:-
- A sua sofisticação era atraente, sedutora. 

 Lembro de quando fomos ficando adolescentes:-
A acne, os pelos, a música. 

 Os melhores dias de férias eram os em sua casa. 

A casa nova e pelas estantes o Capitão América (azul), Thor (amarelo), Namor (verde), Hulk (verde), homem-aranha (azul e vermelho ). 

 Hoje estão misturados com o cinza desfocado da distância.

 As cartas, as fotos, as namoradas, as pessoas, os amigos. 

 Ah, os Amigos! 

Viagem ao centro da terra foi a minha entronização no mundo dos adultos. 

 Rick Wakeman, o primeiro profeta. 

 Kraftwerk já nos falava de máquinas e de computadores. 

 Tão longe, tão perto.

Depois disso, acho que nos vimos menos do que merecíamos.

 Senti sua falta no meu casamento.

Você foi o único que enxergou a minha mais entranhada vocação.

Cativa-me a vida asceta, o silêncio das clausuras, a formação humanista dos seminários, o recolhimento dos conventos, a pregação de um Deus que se apiede de nossos aviltantes pecados.

Outra parte são as ruas, as tabernas, os bordéis, a poesia, o Carnaval…
 
Tudo em mim, num pobre corpo, no mais exauriente dos duelos, na mais intestina das antíteses. 

O Asceta e o toureiro. 

Meu bom e velho amigo, como é bom ouvir a sua voz, participar de sua inquietude, da sua mansidão, do seu comportado desespero.

A vida – às vezes – é insípida como comida de hospital, como se nos alimentássemos de um bife estranho, no curso de uma moléstia incurável. 

Mas existe a arte. 

E ela nos salvará.

A Arte e os Amigos lançarão raios de sol no estômago da alma e nos sentiremos aquecidos, quase saciados, com os olhos brilhantes e os lábios entreabertos diante da beleza das estrelas e de um sol que caminha sobre a terra, só para os que, como nós, vivemos escavando o solo que outros julgaram esgotado.

Saiba que em Pernambuco, mais precisamente no Recife, nos Engenhos de Santana, onde ainda há pássaros, sapos e corujas, haverá sempre um conhaque forte e um velho tinto à sua espera.

Se tiver vontade de matar alguém, venha matar a sede que cometeremos o homicídio em massa de todas as tristezas.

 Tadeu Alencar, cidadão pernambucano