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sábado, 31 de outubro de 2015

Não Tenho Tempo


 

 Não Tenho Tempo


Todos reclamamos da falta de tempo. 

Parece que o dia encurtou, não tem mais 24 horas. 

Ou então, que essas 24 horas já não são mais suficientes.

Há aquele brocardo segundo o qual `se queres que alguma coisa seja feita, peça a alguém que não tenha tempo'. 

Ou seja:-
- Quanto mais ocupada a pessoa, mais tempo ela arranja para fazer as coisas. 

Como se explica esse milagre?

Normalmente, a modorra é contagiante. 

Basta que fiquemos algumas horas ou alguns dias sem fazer nada, para dar ainda mais vontade de nada fazer. 

Daí é um passo para a depressão e para os males que provém do ócio e da cabeça vazia.

Domenico de Masi, educador italiano, que esteve recentemente no Brasil, até recomenda o ócio. 

Ócio criativo, segundo ele. 

Na verdade, ócio é nada fazer e, todavia, no caso, o que ele propõe é fazer algo:-
- É parar para criar, para permitir-se os vôos da alma, para aprender a pensar.

Um dos grandes males da atualidade é o enfado.

As pessoas procuram encher sua vida com bastantes afazeres porque sentem um grande enfado quando têm algum tempo disponível. 

Na verdade, não sabem como aproveitá-lo.

Estamos desaprendendo o pensar criativamente, o pensar retamente, o sentir prazer em aprender ouvindo nosso interior.

O enfado é ainda maior quando a pessoa se aposenta ou diminui repentinamente o seu ritmo de trabalho e constata que não se preparou convenientemente para ocupar de forma útil o seu tempo.

Tem sentido, portanto, a afirmativa de que "o ócio feliz não é o permanente e final, mas sim aquele que se desfruta nos intervalos da luta pela vida e que valoriza o dolce far niente".

Em O HOMEM INTEGRAL, Joanna de Ângelis, pela psicografia de Divaldo Franco, analisa _ pelo lado da vida profissional - a questão do homem imprescindível, do homem do primeiro lugar, daquele que se julga o todo poderoso e que, mais cedo ou mais tarde, se vê desbancado por outro mais jovem, mais preparado, mais estudioso e que o passa para trás.

Decorre daí a importância de diversificarmos bem as nossas atividades, de não nos considerarmos `insubstituíveis', de procurarmos `abrir espaços' para aqueles que estão chegando e que _ de uma forma ou de outra - irão ocupar o nosso lugar. 

Prepararmo-nos para que isto não nos traga grandes seqüelas psicológicas.

Esta recomendação vale não apenas para os cargos e funções exercidos na vida profissional, como também para os cargos de direção e de colaboração nas casas espíritas.

Muitos de nós dizemos que é preciso renovação, mas na hora de cedermos o nosso lugar ficamos intimamente vibrando _ até inconscientemente - para que o outro não se dê tão bem naquele lugar que era nosso. 

Pobre vaidade humana, que ainda precisa desse tipo de emulação!

Alguns dizem que o sentido da vida é fazer o que se gosta. 

Poucos já pararam para refletir em que é mesmo que gostariam de ocupar o seu tempo, se pudessem dele dispor de forma integral.

Muitos alegam não ter tempo, mas em verdade não querem verdadeiramente ter tempo, porque não saberiam o que fazer com ele. 

Como não treinamos simplificar a existência, vamos entulhando a nossa vida com coisas que exigem ser mantidas. 

Como afirma Lia Diskin, na Revista Planeta Meditação nº 11 p.21, "quanto mais coisas tenho, mais tempo tenho de dedicar a elas. 

As coisas se tornam usurpadoras do meu tempo!".

Ainda segundo Joanna de Ângelis, no Livro:- `VIDA:DESAFIOS E SOLUÇÕES', "o ser humano experimenta sessenta mil pensamentos por dia, em média, o que demonstra a grandeza, a majestade da sua organização mental". 

Como o homem é resultado do que pensa, temos sessenta mil oportunidades diárias de nos organizarmos melhor, de nos aperfeiçoarmos, de aproveitarmos melhor o tempo.

Quantos de nós, porém, ainda pensamos em matar o tempo e, assim, esquecidos de que a vida se escoa lenta mas inexoravelmente, vamos gastando os minutos, as horas e os dias, sempre distraídos com coisas menos importantes e deixando para amanhã o que gostaríamos de fazer. 

Ou o que é pior:-
- Aquilo que a voz da consciência diz que viemos comprometidos a fazer, nesta encarnação.

Joanna ensina - agora no livro AUTODESCOBRIMENTO - que quando queremos realmente alguma coisa devemos marcar dia e hora. 

Desse modo, a mensagem fica gravada no subconsciente e acaba ocorrendo. 

Quando não queremos que aconteça, dizemos amanhã, talvez, provavelmente e essa oportunidade certamente não acontecerá, porque não estamos certos de que queremos que ela aconteça.

Sempre que queremos algo, nós achamos tempo, porque `tempo é prioridade' e se queremos realmente alguma coisa, nós a colocamos como prioridade.

O colunista Dino Almeida escreveu:-
- "Qual a reclamação mais ouvida atualmente? 

Falta de tempo. 

Homens e mulheres, tão envolvidos com a luta diária pela sobrevivência, reclamam que a vida moderna lhes exige tempo demais.

Na verdade, boa parte dos conflitos pessoais _ pais e filhos, marido e mulher, patrão e funcionários _ acontece pela falta de tempo. 

Desentendimentos, discussões e mal-entendidos poderiam ser evitados com alguns minutos a mais de diálogo.

Mas não dá tempo. 

O pai passa um sermão na filha, mas não ouve a sua (dela) versão dos fatos. 

O marido discute com a mulher e bate a porta, o patrão humilha o empregado sem que ele sequer tenha cinco minutos para explicar o que deu errado.

Ouvir as pessoas é fascinante. 

Ouvir atentamente, olhando nos olhos, esperando o momento certo para falar com calma e ponderação, sem querer se impor ao interlocutor, já ajudaria muito. 

Pense nisso!" 
(Jornal Gazeta do Povo de 22-3-00)."

Zilda Arns, da Pastoral da Criança, na sua longa vida dedicada à caridade, constatou que as pessoas andam com a auto-estima cada vez mais baixa

Por isso, a partir do segundo semestre deste ano, a Pastoral pretende desenvolver um programa, sobretudo com a população mais carente, que se chama "reaprendendo a conversar"¸ para que as pessoas redescubram o prazer do diálogo, da troca, de encontrar tempo para ouvir e para falar.

Assim, é importante que nos disciplinemos e que passemos a organizar melhor a vida, procurando administrar sabiamente o nosso tempo, para fazer não apenas as coisas urgentes como também as importantes e não perder, jamais, a perspectiva de que há que existir um equilíbrio entre as quatro necessidades humanas fundamentais (físicas, sociais, mentais e espirituais), merecendo, todavia, maior atenção aquela que trata do nosso ser imortal.

Importante, também, lembrarmos de ocupar o nosso tempo com o `trabalho-abnegação' ao invés do `trabalho-remuneração'. 

Há tantas maneiras de ajudarmos alguém ou alguma instituição...

E, como nos ensina a Doutrina, quando o servidor está pronto, o trabalho aparece.

Com o pretexto de que estamos sempre precisando aumentar a nossa renda, vivemos cumulando afazeres para ganhar mais; para possuir mais; para nos preocupar mais; e tudo isso para quê?

Alexandre, o Grande, foi visitar o pensador grego Diógenes, de quem era fã. 

Diógenes perguntou-lhe os planos para o futuro. 

Alexandre disse que queria conquistar a Grécia.

"- E depois disso?" perguntou-lhe Diógenes.

Alexandre disse que iria conquistar a Ásia Menor.

"-E depois disso?"
Alexandre disse que pretendia conquistar o mundo.

"- E depois disso?"

Alexandre disse que então pretendia descansar e se divertir.

Diógenes então lhe falou:-
"- Então, porque não se poupa esse trabalho todo e não começa a descansar e a se divertir desde agora?"

...Para os que desejam se aprofundar um tanto mais na difícil tarefa de lidar com o tempo, recomendamos o Livro:-"First Things First - Como definir prioridades num mundo sem tempo", de Stephen Covey, lançado no Brasil pela Editora Campus.

Nele, entre outras coisas, o autor nos ensina que "a administração tradicional do tempo lida com o cronos, palavra grega que significa o tempo medido pelo relógio. 

Cronos é o tempo linear e em seqüência é ele quem dita o ritmo de nossas vidas. 

Mas existe outra maneira de abordar a vida:-
- kairos

 Aqui o tempo passa a ser algo que é vivido, algo do qual se tira valor. 

Quando perguntamos "você passou bem o seu dia?" não estamos nos referindo ao tempo linear daquele dia, mas à qualidade desse tempo. 

Ou seja:-
- kairos é o tempo qualitativo".

Outro autor, o filósofo Jacob Needleman, na sua interessante obra "O tempo e a alma", da Ediouro, mostra que o tempo é a maior carência do homem moderno. 

Somos escravos do tempo e, ao mesmo tempo, pobres dele. 

`Coisas que se costumava considerar como sinais de sucesso _ ser ocupado, ter muitas responsabilidades, estar envolvido em muitos projetos ou atividades _ hoje representam aflições', diz ele.

É preciso encontrar a medida certa. 

O homem comum só a encontra depois de muito penar e refletir. 

O homem de senso moral mais amadurecido a encontra por intuição.

Alguém disse como era interessante observar a saída dos metalúrgicos da fábrica de automóveis, da Grande ABC, na sexta-feira à tarde. 

Quando abriam os portões, pareciam pássaros soltos da gaiola, correndo para a liberdade. 

Sentimento oposto, de verdadeira prisão, se observava no rosto de cada um, quando retornavam na segunda-feira de manhã.

Poderia alguém perguntar:-
- `Mas como ser feliz, tendo de trabalhar feito um escravo, a maior parte do tempo?'

Talvez este seja um dos males da cultura ocidental:-
- Ainda não conseguimos encontrar prazer _ e não enfado _ na atividade que desenvolvemos de segunda a sexta-feira.

Ainda somos criaturas muito imperfeitas, querendo sorver a vida de um gole só, nesse espaço que medeia entre a sexta e a segunda-feira.

Ainda não descobrimos o prazer da atividade diária bem dosada, com pausa para a reflexão, para observar as nossas atitudes diante da vida, procurando melhorar a qualidade do nosso tempo, para `ficar com a melhor parte', como recomendou Jesus, na passagem registrada por Lucas, no seu Evangelho:-
- "Marta, Marta! 

Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas; entretanto, uma só é necessária. 

Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada."

Chico Xavier certa feita foi consultado sobre como é que ele conseguia autografar mais de 2000 livros por noite, depois das sessões habituais no Centro Espírita em que atuava, em Uberaba.

Com naturalidade, ele respondeu:-
"- Simplesmente vou autografando, de um em um..."

Preciosa lição:-
- Nem desespero, nem indiferença. 
- Simplesmente, ele ia autografando, de um em um. 

Nesse espaço de tempo, ia atendendo e conversando com várias pessoas, numa prosa agradável, bem-humorada e repleta de ensinamentos. 

Sempre, todavia, dando atenção máxima àquela pessoa a quem se dirigia.

Lição preciosa para nós que vivemos reclamando da falta de tempo, atropelando compromissos e superlotando cada vez mais as nossas agendas, sem a preocupação de estabelecer prioridades e de viver com intensidade aquilo que estamos a fazer no momento.

Cuidemos dos nossos afazeres, um a um, cuidemos melhor da qualidade do nosso tempo, deixemos de ficar tanto tempo hipnotizados em frente da TV, de engolir tanta informação sem conseguir analisar, de ler tantas coisas absolutamente inúteis, de viver sem selecionar os nossos pensamentos, apenas porque a maioria das pessoas `normais' também faz isso.

Se conseguirmos fazer essa mudança, o tempo terá aumentado significativamente. 

Ou, pelo menos, não mais seremos seus escravos.



Jornal Mundo Espírita
Outubro de 2000

Noeval de Quadros 


O Caminho


O Caminho

Vislumbrar o horizonte da alma é a busca.
É preciso Ânimo, Disciplina e Bondade,
Além de Justiça, Amor e Serenidade.

Não basta ter Fé sem Trabalho,
Nessa procura por elementos intangíveis,
Para chega, com vivência, na eternidade.

O Tempo é testemunha e companhia,
Nessa estrada à caminho da redenção.

Com muito esforço, sem hipocrisia,
Sintonizando o alto, em meditação,
Perseverando e vigiando, com resignação,
Atinge-se a meta da evolução.

Trabalhar com Respeito e Humildade,
No íntimo é o desejo de cada geração.
Sempre seguindo o exemplo do Mestre,
Postura, Dignidade, Doçura e Compaixão. 
A viagem é longa, com pedras e espinhos ...
Sem facilidades, é preciso seguir a direção.

Com certeza, fácil não será.
Mas as dificuldades são crescimento.
E um turbilhão de coisas virá ...
Que podemos enxergar como um tsunami no tempo,
Ou, agindo com Humildade,
Uma prova de Ensinamento.


* Alv Sant *

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A Busca



 A Busca

Fita a subida áspera e empedrada,
Que se alteia, maciça, à nossa frente,
Carrega a própria cruz na alma cansada,
E guarda o coração Feliz e Crente.

Nas paisagens da senda, não há flores,
Apenas o cascalho se amontoa,
Mas, em torno de ti, os irmãos sofredores
Lembram a Paz da Fé, que os renova e abençõa.

Segue de passo lento ...
A turba te acompanha ...
Companheiros pararam na montanha,
Recusando o trabalho, a dor e a cruz;

Mas, sentindo-te os dons no coração amigo,
Erguer-se-ão do pó e seguirão contigo,
Procurando Jesus.


Maria Dolores
Francisco Cândido Xavier 

Vídeo Música :-

Roberto Carlos

Homenagem a Chico Chavier

O Amor é Eterno

O Amor é Eterno

Aquela senhora estava com muita pressa. 

Entrou em um Shopping Center para comprar alguns presentes de última hora para o Natal.
Havia muita gente ao redor e ela ficou incomodada com a situação. 

Pensou consigo mesma:-
- Ficarei aqui uma eternidade, e tenho tantas coisas a fazer.
Um tanto depressiva, ela pensava em como o Natal estava se transformando em um grande comércio.
Andou rápido por entre as pessoas e entrou numa loja de brinquedos. 

Mais uma vez se surpreendeu reclamando dos preços.

Perguntava-se se seus netos realmente brincariam com aquilo.
Partiu para a seção de bonecas. 

Em um dos corredores encontrou um menino, de aproximadamente cinco anos, segurando uma boneca valiosa.
Estava tocando seus cabelos e a segurava com muito carinho. 

A senhora parou e ficou olhando a cena fixamente, perguntando-se para quem seria aquela boneca.
Em seguida, se aproximou do menino uma mulher a quem ele perguntou:-
- Não tenho dinheiro suficiente, tia? 

E a mulher lhe falou impaciente:-
- Você já sabe que não tem o dinheiro suficiente para comprá-la.
Depois, disse ao menino que permanecesse onde estava enquanto ela buscava outras coisas que lhe faltavam. 

O menino continuou ali, segurando a boneca com muito carinho.
Após algum tempo, a senhora se aproximou e perguntou-lhe para quem era a boneca e ele respondeu:-
- Esta é a boneca que minha irmãzinha queria muito ganhar, no Natal.
Ela estava certa de que a ganharia neste Natal, disse o garoto com certa tristeza.
A senhora se compadeceu e disse ao menino que, no Natal, levaria a boneca para sua irmãzinha, mas ele falou:-
- Não, a senhora não pode ir onde minha irmãzinha está.
- Eu tenho que entregá-la à minha mãe para que ela leve até à minha irmãzinha.
E onde está sua irmã? - Perguntou.
O menino, com um olhar de tristeza, disse:-
- Ela se foi com Jesus. 

Meu pai me disse que a mamãe irá encontrar-se com ela, em breve.
A mulher sentiu um grande aperto no coração. 

E o menino continuou:-
- Pedi ao papai para falar com a mamãe para que ela não se vá ainda.
- Disse-lhe para pedir a ela que espere até que eu volte do Shopping.
Em seguida, o garoto tirou do bolso algumas fotografias que tinham sido tiradas em frente ao Shopping e falou:-
- Vou pedir ao papai que leve estas fotos para minha mãe, para que ela nunca se esqueça de mim.
Gosto muito da minha mãe, não queria que ela partisse. 

Mas o papai disse que ela tem que ir encontrar a minha irmãzinha.
Enquanto o pequeno olhava a foto, a senhora tirou da carteira algumas notas e pediu a ele que contasse o dinheiro novamente.
Ele contou e disse satisfeito:-
- Estou certo de que será suficiente. 

- Agora posso comprar a boneca.
E disse ainda:-
- Eu acabei de pedir a Jesus para que me desse dinheiro suficiente para comprar esta boneca para a mamãe levar até à minha irmãzinha, e Ele ouviu a minha oração.
- Eu pedi, ainda, para que o dinheiro fosse suficiente para comprar também uma rosa branca para a minha mãe, e Ele acaba de me dar o bastante para a boneca e para a rosa.
- Sabe, minha mãe gosta muito de rosas brancas...
Em alguns minutos, a tia do garoto voltou e a senhora se foi.
Enquanto terminava suas compras, agora com uma disposição bem diferente, ela não conseguia deixar de pensar naquele menino.
Lembrou-se de uma história que havia lido num jornal, dias antes, a respeito de um acidente causado por um condutor alcoolizado, no qual uma menininha morrera e a mãe ficara em estado grave.
Deu-se conta de que aquele menino pertencia àquela família.
Dois dias depois, ela leu no jornal a notícia de que a mulher acidentada havia morrido.
Não conseguia tirar o menino da mente... 

Comprou um buquê de rosas brancas e as levou ao funeral...
Lá estava o corpo de uma mulher... com uma rosa branca numa das mãos, uma linda boneca na outra, e a foto de seu filho em frente ao Shopping.
Grossas lágrimas rolaram do rosto daquela senhora ao perceber a grandeza do amor daquele menino pela mãe e pela irmã...
Um amor que a morte não conseguiu apagar...
Um Amor que vai muito além da existência física...
O verdadeiro Amor que Jesus, o Mestre tão pouco lembrado, veio ensinar à Humanidade...

Redação do Momento Espírita

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Sinais de Alarme

Sinais de Alarme

E a família, como vai?

Você já deve ter ouvido essa pergunta e talvez tenha dado aquela resposta automática:-

- Tudo bem, sem compromisso com a verdade.

No entanto, gostaríamos que refletisse um pouco antes de responder.

Fazendo uma avaliação superficial é possível ter a impressão de que está tudo bem, pois é mais fácil admitir isso do que constatar o contrário e ter que tomar providências sérias.

Como a base de sustentação do lar é o casal, vamos voltar sobre ele a nossa atenção, por alguns instantes.

A rotina diária muitas vezes nos arrasta tão depressa que nem nos damos conta de que algo não está bem, e vamos deixando para pensar nisso depois. 


E o depois nunca chega.

Infelizmente, muitos casais só se dão conta disso quando um dos dois pede o divórcio ou simplesmente abandona a família.

Para aqueles que desejam, sinceramente, levar adiante o bendito compromisso do casamento, há alguns sinais de alarme que podem informar a situação de dificuldade, antes que a união conjugal se desfaça:-

- Silêncios injustificáveis quando os esposos estão juntos;

- Tédio inexplicável ante a presença do companheiro ou da companheira;

- Ira disfarçada quando o marido ou a esposa emite uma opinião;

- Saturação dos temas habituais tratados em casa, e fuga para leituras intermináveis de jornais ou inacabáveis novelas de televisão;

- Irritação gratuita sempre que se aproxima do lar;

- Desinteresse pelos problemas do outro;

- Falta de intercâmbio de opiniões, de diálogo constante;

- Atritos repetidos que desencadeiam discussões irritadiças, capazes de provocar agressões desta ou daquela maneira.

Esses e outros tantos sinais de alarme indicam que a relação está enferma e precisa de socorro urgente.

Portanto, antes que as dificuldades abram abismos intransponíveis e os espinhos da incompreensão produzam feridas de difícil cicatrização, é justo assumir atitudes nobres e tomar providências para sanar os males.

Assumir a honestidade, que manda abrir o coração um para o outro e permite corrigir as deficiências e reorganizar o campo da afeição.

É natural que surjam desacertos mas, ao invés da indiferença ou da separação, busquemos o reajustamento.

Não permitir que o cansaço, a acomodação, a apatia acabem destruindo os laços do afeto, necessários à manutenção do lar.

Um pouco de compreensão, tolerância, renúncia e amizade são antídotos eficazes para um matrimônio enfermo.

É importante considerar que a pessoa que escolhemos, para formar conosco um lar, é alguém que precisa da nossa ajuda, do nosso ombro amigo, do nosso mais puro afeto.

É preciso, tantas vezes, deixar o egoísmo de lado, o orgulho, o tolo ciúme, e pensar na felicidade real da família, para que possamos sentir que, de fato, a nossa família vai bem...

                                               * * *

Para que o casamento dê certo não é preciso que o esposo e esposa olhem em demasia um para o outro, a fim de perceber e apontar defeitos e dificuldades.

Mas é necessário que ambos olhem na mesma direção e mantenham acesa a chama do mesmo ideal. 


O ideal de construir um mundo melhor a partir da própria família.
Redação do Momento Espírita

Fraquezas Humanas



 Fraquezas Humanas

Certa feita, aquela que me prometeu lealdade em juras eternas, chegou junto a mim  e disse:-
- Amor, toda vez que vou a farmácia, o dono de lá fica fazendo gracejos e se insinuando pra mim.
Contrariada com meu silêncio, sem saber que contemplava o firmamento, a refletir no que ouvira, insistiu na provocação:-
- Então !
- Vai ficar aí calado ... Não vai falar nada ?

Depois de revirar a lixeira de minha alma e conseguir encontrar fragmentos de um pouco de dignidade, pus suas mãos entre as minhas e lhe responid mais ou menos assim:-
- Minha querida, o homem trás consigo os instintos animalescos do domínio, só controlado por fortes algemas da elevação moral, o que infelizmente nem todos as possuem.
Por isso, não se assiste, o homem é capaz de cortejar até mesmo sua própria genitora, mas nada a impede que se defenda.
Quanto ao fato mencionado, já tenho minhas próprias lutas de cada dia para manter firme o compromisso de fidelidade que ti tenho em vida.
Este homem, sem duvidar de tua honestidade, posso garantir que não é o primeiro a te lançar as flechas da tentação, nem tampouco será o último.
Por tanto, basta, tão somente, que estas setas de maldição adentrem o  portão de teu coração desguarnecido que tudo estará perdido, e eu, também, nada poderei fazer.

Você já pensou, em algum momento, em trocar de farmácia ou a me solicitar auxílio quando a necessidade demandar a compra de medicamentos ?

As vezes, quando enfrentamos a maldição do deserto, o Oásis que nos conforta é a consciência de ter feito justamente aquilo que é certo.

"A mulher sábia, edifica a sua casa, mas com as próprias mãos, a insensata destrói o seu lar."
- Provérbios C 14 - V 1.


Ronaldo Costa
O Arrebol Espírita
http://www.facebook.com/o.arrebol.espirita

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Prece de Gratidão


Prece de Gratidão

Senhor, muito obrigado, pelo que me deste, pelo que me dás!
pelo ar, pelo pão, pela paz!

Muito obrigado, pela beleza que meus olhos vêem no altar da natureza.

Olhos que contemplam o céu cor de anil, e se detém na terra verde, salpicada de flores em tonalidades mil!

Pela minha faculdade de ver, pelos cegos eu quero interceder, por aqueles que vivem na escuridão e tropeçam na multidão, por eles eu oro e a Ti imploro comiseração, pois eu sei que depois dessa lida, numa outra vida, eles enxergarão!

Senhor, muito obrigado pelos ouvidos meus. 

Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro, a melodia do vento nos ramos do salgueiro, a dor e as lágrimas que escorrem no rosto do mundo inteiro. 

Ouvidos que ouvem a música do povo, que desce do morro na praça a cantar. 

A melodia dos imortais que a gente ouve uma vez e não se esquece nunca mais.

Diante de minha capacidade de ouvir, pelos surdos eu te quero pedir, pois eu sei, que depois desta dor, no teu reino de amor, eles voltarão a ouvir!

Muito obrigado Senhor, pela minha voz! 

Mas também pela voz que canta, que ensina, que consola. 

Pela voz que com emoção, profere uma sentida oração! 

Pela minha capacidade de falar, pelos mudos eu Te quero rogar, pois eu sei que depois desta dor, no teu reino de amor, eles também cantarão!

Muito obrigado Senhor, pelas minhas mãos, mas também pelas mãos que aram, que semeiam, que agasalham. 

Mãos de caridade, de solidariedade. 

Mãos que apertam mãos. 

Mãos de poesias, de cirurgias, de sinfonias, de psicografias, mãos que numa noite fria, cuida ou lava louça numa pia. 

Mãos que a beira de uma sepultura, abraça alguém com ternura, num momento de amargura.

Mãos que no seio, agasalham o filho de um corpo alheio, sem receio.

E meus pés que me levam a caminhar, sem reclamar.

Porque eu vejo na Terra amputados, deformados, aleijados...e eu posso bailar!!...

Por eles eu oro, e a ti imploro, porque eu sei que depois dessa expiação, numa outra situação, eles também bailarão.

Por fim Senhor, muito obrigado pelo meu lar! 

Pois é tão maravilhoso ter um lar... 

Não importa se este lar é uma mansão, um ninho, uma casa no caminho, um bangalô, seja lá o que for! 

O importante é que dentro dele exista a presença da harmonia e do amor! 

O amor de mãe, de pai, de irmão, de uma companheira...

De alguém que nos dê a mão, nem que seja a presença de um cão, porque é tão doloroso viver na solidão!

Mas se eu ninguém tiver, nem um teto para me agasalhar, uma cama para eu deitar, um ombro para eu chorar, ou alguém para desabafar..., não reclamarei, não lastimarei, nem blasfemarei.

Porque eu tenho a Ti! 

Então muito obrigado porque eu nasci!

E pelo teu amor, teu sacrifício, tua paixão por nós,

Muito obrigado Senhor!