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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Amor !!!!



Para ser Feliz


Para ser Feliz

 

No Amor

Acredite sempre no amor. 

Não fomos feitos para a solidão.

Se você está sofrendo por amor,

está com a pessoa errada ou amando de uma forma ruim para você.

Caso tenha se separado, curta a dor, mas se abra para outro amor.

E se estiver amando, declare o seu amor.

Cada vez mais, devemos exercer o nosso direito de buscar o que queremos (sobretudo no amor).

Mas atenção: elegância e bom senso são fundamentais. Arrisque!

O amor não é para covardes.

Quem fica a noite em casa sozinho, só terá que decidir que pizza pedir.

Curta muito a sua companhia.

Casamento dá certo para quem não é dependente.

Aprenda a viver feliz – mesmo sem homem/mulher ao lado.
 
Se não tiver com quem ir ao cinema, vá com a pessoa mais fascinante:-
- VOCÊ! 

Na Amizade

Tenha amigos vencedores. 

Campeões falam de, e, com campeões.

Aproxime-se de pessoas com alegria de viver.

Celebre as vitórias.

Compartilhe o sucesso, mesmo as pequenas conquistas, com pessoas queridas.

Grite, chore, encha-se de energia para os desafios seguintes.

No Pessoal

Perdoe! 

Enterre o passado para viver feliz.

Todo mundo erra, a gente também

Tenha uma vida espiritual.

Conversar com Deus é o máximo, especialmente para agradecer.

Reze antes de dormir. 

Faz bem ao sono e a alma.

Oração e meditação são fontes de inspiração.

Todo dia temos a opção de viver plenamente. 

Afinal de contas, ATITUDE É TUDO! 

Roberto Shinyashiki

**********

Que começemos esta semana com muita energia e disposição para fazer acontecer.

Que tenhamos atitude para escrever nossas histórias, porque ninguém é responsável por nosso destino a não ser nós mesmos.

Forte abraço a todos e até amanhã.

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Olinda!
Quero cantar
A ti, esta canção
Teus coqueirais
O teu sol, o teu mar
Faz vibrar meu coração
De amor a sonhar
Minha Olinda sem igual
Salve o teu carnaval.


domingo, 10 de dezembro de 2017

A vida não dá duas safras



Aliene me enviou este texto por e-mail e compartilho com vocês, vez que coadunado com a idéia principal deste blog. 

Como sempre digo, viver é uma questão de escolha, de atitude. 

Viva agora ou talvez quando pensar a respeito já não lhe sobre mais tempo.

“A gente só começa a viver de verdade no dia em que descobre que a vida não vai durar para sempre. 

Talvez você esteja aí do outro lado pensando que eu disse uma tolice, pois é claro que todo mundo sabe que vai morrer!

Na verdade, com o festival de chacinas que se assiste diariamente nos telejornais, com gente morrendo por todos os lados, era mesmo de se esperar que todo mundo já soubesse que também pode e vai morrer. 

A qualquer momento.

Infelizmente não é assim. 

Morrer continua a ser uma idéia vaga e absurda para a maioria das pessoas. 

Algo que só se vê, de verdade, nos telejornais e em lugares muito distantes.

 Na vida real, só ocorre mesmo com o vizinho… 

De preferência, com os mais chatos. 

Com a gente, nunca! 

Vivemos como se todos nós tivéssemos sido hipnotizados por um mago para acreditarmos que vamos durar para sempre.

Por isso a gente adia tanto, tudo, o tempo inteiro. 

O projeto de ser feliz, a mudança de emprego, de cara, de cidade, de par amoroso. 

Deixa para uma hora mais propícia, menos problemática, mais oportuna e menos inadequada. 

Sempre para daqui a algum tempo, quando a gente tiver mais dinheiro, quando a gente se aposentar, quando os filhos crescerem, quando tivermos uma folga, quando a economia se normalizar.

Antes de mais nada, é preciso sobreviver, ganhar dinheiro, fazer sucesso – pensa a maioria. 

A vida mesmo vai ficando para depois, quando todas essas coisas tão mais importantes já estiverem equacionadas e resolvidas. 

O problema é que vida não entende essa linguagem de adiamento. 

“Oportuno” e “adequado” são palavras sem nenhum significado para o ritmo da vida. 

Vida é como sorvete debaixo de sol quente:-
 – Ou você toma na hora ou vai ficar chupando dedo. 

Vida é um negócio de “aqui” e “agora”, de extrema premência e necessidade.

Eu sempre achei muito engraçado as pessoas usarem esse verbo “sobreviver” em lugar de “viver”. 

Sobreviver significa continuar a viver depois que aconteceu algum sinistro grave, como um incêndio de grandes proporções ou a queda de um avião. 

Constatado que a pessoa não tem nenhuma ocorrência deste tipo em seu prontuário, conclui-se que a tragédia, da qual ela escapou ilesa (e porisso está condenada a viver) foi ter nascido…

A maior tragédia que pode acontecer a alguém é passar pela vida sem viver. 

Nenhuma justificativa justifica perder a chance de estar vivo, de existir, de experimentar cada momento – escasso e passageiro – que se tem neste mundo. 

Nem um grande negócio. 

Nem todo o dinheiro do mundo. 

Nem um sucesso de arrebentar a boca do balão. 

Viver a vida é o item básico na cesta básica de qualquer pessoa.

Pra encurtar conversa, já que essa ladainha pode ir muito longe:-
- Com a vida é assim, ou você faz agora, já, com os recursos que tem, ou esquece.”

Geraldo Souza  


Lembre-se sempre dos seus Amigos



Um jovem que casara há pouco estava sentado no sofá em um dia quente e úmido, bebendo chá gelado durante uma visita à casa do seu pai. 

Enquanto conversavam sobre a vida, o casamento, as responsabilidades, as obrigações e deveres da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo, quando lançou um olhar claro e sóbrio para seu filho, e disse:-
- Lembre-se sempre dos seus amigos! – aconselhou

Serão mais importantes na medida em que você envelhecer. 

Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venha a ter, você sempre precisará de amigos. 

Lembre-se de, ocasionalmente, 
- Ir a lugares com eles; 
- Divirta-se na companhia deles; 
- Telefone de vez em quando…

Que estranho conselho – pensou o jovem. 

Acabo de ingressar no mundo dos casados. 

Sou adulto. 

Com certeza minha esposa e minha família serão tudo o que necessito para dar sentido à minha vida! 

Contudo, ele seguiu o conselho de seu pai. 

Manteve contato com seus Amigos e sempre procurava fazer novas amizades.

Na medida em que os anos se passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava. 

Na medida em que o tempo e a natureza realizavam suas mudanças e mistérios sobre o homem, os amigos sempre foram baluartes em sua vida.

Passados mais de 50 anos, eis o que o jovem aprendeu:-
- O Tempo passa.

A vida acontece.

A distância separa…

As crianças crescem.

Os empregos vão e vêem.

O amor se transforma em afeto.

As pessoas não fazem o que deveriam fazer.

O coração para sem avisar.

Os pais morrem.

Os colegas esquecem os favores.

As carreiras terminam.

Mas os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo nem quantos quilômetros tenham afastado vocês.

Um AMIGO nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, abençoando sua vida!

Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabemos das incríveis alegrias e tristezas que experimentaremos à frente, nem temos boa noção do quanto precisamos uns dos outros…

Mas, ao chegarmos ao fim da vida, já sabemos muito bem o quanto cada um foi importante para nós!

a.d.
* * *

Recebi esse texto de minha amiga Marilene Manzi e aproveito para compartilhá-lo com todos vocês.

Amizade é dos maiores presentes que Deus pode nos dar. 

A verdadeira amizade é para sempre.

Como sempre digo, os pais morrerão um dia, os filhos crescerão e seguirão o caminho deles. 

E quem esteve, está e estará sempre ao seu lado? 

Seus verdadeiros Amigos.

Um grande e forte abraço a todos os meus amigos e amigas que tanto amo.

FELIZ DIA DO AMIGO, que sinceramente para mim é todo dia.



sábado, 9 de dezembro de 2017

O homem apaixonado




Excelente texto da Lilian Maial, sobre o homem apaixonado. 

Recebi da amiga Daysi Balsini e achei por bem dividí-los com vocês. 

Eis o texto (É longo, eu sei, mas vale a pena. 

Além do mais, lê quem quer):-
**********
Se você conheceu um homem apaixonado, verdadeiramente apaixonado, você conheceu o que há de melhor nesse mundo.

É fácil e comum, nos dias de hoje, encontrar uma mulher apaixonada. 

As mulheres parecem ter sido feitas para a paixão (ao menos é o que nos dizem desde que nascemos). 

Mas homens, esses foram feitos para as batalhas sangrentas do dia a dia, para as dificuldades financeiras, para a luta pela sobrevivência, para o silêncio de sentimentos (assim pensa a nossa sociedade).

Os homens foram tão massacrados de responsabilidades e estigmas de carregar o mundo nas costas, que nem se deram conta de sua própria necessidade de amor e paixão. 

Fingem tão bem não ligar, reduzem o amor a conquistas, a disputas, a objetivos práticos a serem alcançados que, assim que atingem tal objetivo, o objeto passa a não exercer o mesmo fascínio.

Tudo bem, é por aí. 

Mas e quando Cupido decide flechar de verdade o coração masculino? 

Como reage esse coração, tão pouco acostumado a sofrer por amor, a manter alguém 24 horas por dia em seu pensamento?

Gente, é lindo! 

É tão lindo quanto ver uma criança dando seus primeiros passos, ou vendo um passarinho dar seu primeiro vôo, ou como namorados dando seu primeiro beijo.

Ele (o homem) é pego de surpresa e reage de forma surpreendente. 

Torna-se vulnerável, emotivo, passa a prestar atenção em letras de músicas, em flores, em poemas, em vitrines, em praças, em crianças. 

Ele passa subitamente a gostar de lojas, de receitas, de moda e perfumaria. 

Fica entendido em cremes e cheiros, em livros, em drinks. 

Passa a ser expert em assuntos exóticos. 

Acorda e dorme cantarolando. Isso tudo porque a amada tem seu mundo e é seu mundo.

O espelho passa a exercer atração. 

Geralmente muda o corte do cabelo, a barba e o bigode (tira, se tem, deixa crescer, se não tem). 

Fica vaidoso, sensível e bobinho. Adorável bobinho. 

Mas… esconde!

Ah, parece ser pecado se apaixonar!

Deve ser uma terrível gafe demonstrar sentimentos.

Aparentemente é condenável ser simplesmente humano.

Sabe aquela coisa do “lado feminino”? 

Balela. 

Não existe essa dicotomia. 

Todos temos de tudo dentro de nós. 

O poder, a beleza, o bem, o mal, o masculino e o feminino, o yin e o yang.

Mas esse homem apaixonado passa a ser exigente, a ter carências e vicissitudes. 

E se você souber manter essa chama acesa, souber lidar com esse homem enfeitiçado, será uma mulher abençoada, porque ele é capaz de tudo para ver você feliz.

Ah, esse homem não medirá esforços. 

Não haverá obstáculos capazes de detê-lo na empreitada da sua felicidade. 

Ele acordará com a força de um Hércules, a disposição de um atleta, a perseverança de um monge, e a fragilidade de uma criança.

Acolha-o. 

Sinta-o. 

Mime-o. 

Ame-o.

Deixe-o sentir seu amor fluir.

Alimente-o de afagos, de agrados, de elogios.

Mostre a ele a correspondência de sentimentos, mas não o prenda.

Deixe-o livre para escolher você, escolher estar com você, preferir você a qualquer coisa. 

Mas por vontade dele.

Creio que o erro de muitas mulheres é querer prender seu homem, controlar seus passos, cercá-lo não de afeto, mas de desconfiança.

O homem apaixonado é seu. 

Está apaixonado, encantado, tem um mundo novo e muitas das vezes não sabe lidar com ele.

Também fica inseguro, ciumento, quer agradar, quer inundá-la de carinhos, mas quer manter sua habitual liberdade.

E em nome desse novo amor, desse sentimento que o fragiliza tanto, talvez sufoque essa liberdade que sempre teve e que sempre foi-lhe ensinado assim. 

Mas isso, com o tempo, certamente o deixará limitado e cansado, levando a um desgaste no relacionamento.

Então, o que fazer?

Não há fórmulas. 

Não há receitas de bolo.

Há sim uma necessidade de entendimento, de espaço, de respeito mútuo.

Há que se lidar com a liberdade assim como se lida com a delicadeza da paixão.

Há que se estabelecer limites. 

O outro é o outro, você é você.

Não se pode amar ao outro se não se ama a si próprio.

O outro não é seu espelho e nem seu ideal e objetivo.

Nada de se anular em função do amor.

Essa é a diferença entre a mulher apaixonada e o homem apaixonado.

Ele não ama menos, não sente menos, não sofre menos por amor.

Apenas ele sempre teve sua individualidade. 

A sociedade o permitiu desde o início dos tempos, enquanto nós, mulheres, aos poucos vamos ganhando terreno na igualdade de direitos, inclusive o direito de se amar, o direito a seu espaço individual na relação a dois.

Sendo assim, ao dar de cara com um homem apaixonado, ao se apaixonar por ele, não abra mão de seu espaço, de sua individualidade, porque só assim poderá entender a postura dele e aproveitarão tudo o que a paixão e o amor correspondidos podem fornecer de forma sadia a ambos.

Curta seu homem, estrague-o de tanto amá-lo, e seja feliz!… 

Reciclagem de Vida


Reciclagem de Vida 

Não sei se a vida se recicla. 

Não, talvez não. 

Mesmo se após um tempo de reflexão decidimos mudar nossa vida, seremos sempre nós mesmos no fim. 

Mudados, mas nós. 

Com todas as marcas e cicatrizes para que não nos esqueçamos do que fomos. 

Sabemos que jamais poderemos recolar os pedaços das coisas vividas e construir novas. 

Colchas de retalhos são muito bonitas, mas não passam de colchas de retalhos. 

Remenda-se panos, recola-se papel ou vidro, mas não se remenda vidas, não se recola momentos passados, coisas que deixamos pra trás. 

Recomeçar? 

Sim. 

Recomeçar é possível, mesmo (e felizmente!) se já não somos os mesmos. 

Aprendemos, à custa de dor, mas aprendemos. 

Não cometeremos duas vezes os mesmos erros, não beberemos a mesma água. 

Durante anos vivemos como se não tivéssemos outras alternativas. 

A vida é assim… é o destino. 

Mas nosso destino, nós fazemos. 

Nossas prioridades, escolhemos e aprendemos a viver com elas. 

E só depois, mais tarde, é que nos questionamos sobre o fundamento das nossas escolhas. 

Há pessoas que acham que é tarde demais para mudar e continuam na mesma linha, mesmo se conscientes de que talvez esse não tenha sido o melhor caminho. 

Homens e mulheres que se mataram a vida toda para ganhar dinheiro, terminam muitas vezes a vida sozinhos, cheios de dinheiro, vazios de amor. 

E felizes há aqueles que descobrem que ainda é tempo para fazer alguma coisa. 

E que podem redefinir as próprias prioridades e assumi-las. 

Vai doer, mas vai valer a pena, porque no fim das contas vamos ter a consciência tranqüila de que tentamos. 

Um dos piores sentimentos que existem é o de não poder recapturar um momento que gostaríamos que tivesse sido diferente. 

O eu de hoje não teria feito isso ou aquilo, mas o que eu era ontem não sabia o que sei agora. 

Se soubesse, teria cometido menos erros. 

Mas temos um Deus tão bom e tão grande que Ele está sempre nos oferecendo a opotunidade de nos redimir e fazer novas escolhas. 

E agora? 

Agora sabemos. 

Não vamos pegar atalhos. 

Eles podem ser atraentes, mas nos impedirão talvez de aproveitar as belezas da jornada. 

O caminho da vida é bonito, apesar de ser mais difícil para uns que para outros. 

Mas é bonito se sabemos tirar o máximo do que é bom. 

Noites escuras podem nos fazer ver mais claramente as estrelas. 

Só veremos o nascer do sol se acordarmos cedo. 

Coisas simples que a natureza nos ensina. 

Reciclagem de vida? 

Talvez sim. 

Talvez sejamos, no fim das contas, uma colcha de retalhos da vida. 

Mas que sejamos então uma bela colcha nova enfeitando um quarto, um coração, talvez mesmo muitos corações e muitas vidas, a começar por nós mesmos. 

Letícia Thompson

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

A dor do abandono


A dor do abandono

Era uma manhã de sol quente e céu azul quando o humilde caixão contendo um corpo sem vida foi baixado à sepultura. 

De quem se trata? 

Quase ninguém sabe. 

Muita gente acompanhando o féretro? 

Não. 

Apenas umas poucas pessoas. 

Ninguém chora. 

Ninguém sentirá a falta dela. 

Ninguém para dizer adeus ou até breve. 

Logo depois que o corpo desocupou o quarto singelo do asilo, onde aquela mulher havia passado boa parte da sua vida, a moça responsável pela limpeza encontrou em uma gaveta ao lado da cama, algumas anotações. 

 Eram anotações sobre a dor… 

Sobre a dor que alguém sentiu por ter sido abandonada pela família num lar para idosos… 

Talvez o sofrimento fosse muito maior, mas as palavras só permitem extravasar uma parte desse sentimento, grafado em algumas frases:-
- Onde andarão meus filhos? 

Aquelas crianças ridentes que embalei em meu colo, alimentei com meu leite, cuidei com tanto desvelo, onde estarão? 

Estarão tão ocupadas, talvez, que não possam me visitar, ao menos para dizer “olá, mamãe.”?

Ah! 

Se eles soubessem como é triste sentir a dor do abandono… 

A mais deprimente solidão… 

Se ao menos eu pudesse andar… 

Mas dependo das mãos generosas dessas moças que me levam todos os dias para tomar sol no jardim… 

Jardim que já conheço como a palma da minha mão. 

Os anos passam e meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho… 

Os dias passam… e com eles a esperança se vai… 

No começo, a esperança me alimentava, ou eu a alimentava, não sei… 

Mas, agora… como esquecer que fui esquecida? 

Como engolir esse nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia? 

Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfaze-lo. 

Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima… 

Queria saber dos meus filhos… dos meus netos… 

Será que ao menos se lembram de mim? 

A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos… que a arrastam sem misericórdia… para longe de mim. 

Às vezes, em meus sonhos, vejo um lindo jardim… 

É um jardim diferente, que transcende os muros deste albergue e se abre em caminhos floridos que levam a outra realidade, onde braços afetuosos me esperam com amor e alegria… 

Mas, quando eu acordo, é a minha realidade que eu vejo… que eu vivo… que eu sinto… 

Um dia alguém me disse que a vida não se acaba num túmulo escuro e silencioso. 

E esse alguém voltou para provar isso, mesmo depois de ter sido crucificado e sepultado… 

E essa é a única esperança que me resta… 

Sinto que a minha hora está chegando… 

Depois que eu partir, gostaria que alguém encontrasse essas minhas anotações e as divulgasse. 

E que elas pudessem tocar os corações dos filhos que internam seus pais em asilos, e jamais os visitam… 

Que eles possam saber um pouco sobre a dor de alguém que sente o que é ser abandonado… 

a.d.
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Texto muito comovente que escutei quase agora na rádio quando voltava do treino para casa. 

Gosto quando o treino termina mais cedo e posso ouvir o locutor narrar textos maravilhosos, como faz sempre, exatamente à meia-noite. 

O de hoje foi esse que estou publicando para vocês, queridos leitores.

Um texto comovente e até triste, mas que contém um questionamento muito forte. 

Como alguém pode abandonar os próprios pais? 

A menos que tenham sido péssimos pais, como pode alguém deixar ao léu as pessoas que foram responsáveis por lhe dar a vida, por lhe criar, etc? 

É aquele ensinamento que aprendi:-
- Nunca faça aos outros o que não gostaria que fizessem com você.