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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Perseverem, irmãos!



Perseverem, irmãos!


Minhas palavras não tem o objetivo de criticar.

Meu desejo é reforçar a idéia de que os bons espíritos, em nome do Cristo, nunca deixam de atender um pedido de ajuda.

Não se precipitem, não sejam demasiadamente ansiosos, não percam a fé.

A Misericórdia Divina está sempre presente.

Muito antes das "tragédias" ocorrerem, nós, espíritos amigos, já nos fazemos presentes no intuito de ajudar de alguma forma.

Os espíritos superiores não agem em favor da Humanidade com base apenas nos méritos de cada indivíduo encarnado.

Em nome do Amor e em nome da Misericórdia Divina, trabalhamos incansavelmente em favor daqueles que militam no corpo. 

Minhas palavras são redundantes?

Estou sendo repetitiva?

Talvez sim, mas sou da opinião que nunca é demais enfatizar o quanto Deus é bom e o quanto Jesus nos ama.

Irmãos...

Se pudessem ter acesso às informações sobre os incontáveis equívocos de outras existências, se pudessem sentir na pele, por um minuto que fosse, a dor que provocaram em tantas pessoas...

Se fosse possível reter num vasilhame as lágrimas que muitos irmãos já derramaram em consequência de suas arbitrariedade e desamor, por certo, seriam mais gratos a Deus.

A definição do Evangelista, afirmando que Deus é amor, talvez seja a que mais se aproxima da realidade.

Somente um Deus que ama  muito a todos nós, poderia ter enviado um Jesus de Nazaré, para nos orientar a caminhada.

Perseverem, meus irmãos...

A luta é intensa, porém, não permitam que a descrença e o desânimo encontrem morada em seus corações.

Ao experimentarem provações mais dolorosas, demonstrem confiança em Cristo, deixando as lágrimas rolarem pela face, sem que as mesmas tenham o poder e obnubilar o sorriso, marca registrada daqueles que amadureceram espiritualmente.

Mesmo exaustos, não parem a caminhada - em meio ao "deserto" das dores e dos desafios, sempre haverá um oásis de benção e se, por acaso, "enxergarem" apenas o mal diante de seus olhos, não se impressionem, é apenas uma miragem.


Livro:- Então Virá o Fim…
Cap. 6
Espíritos José Lázaro e Klaus 
Psicografia de Agnaldo Paviani

Presença de Deus


Presença de Deus


Quando a pertubação e o medo buscar envolver-te, recorda de imediato da Presença de Deus ao teu lado.

As qualidades internas da sabedoria e do amor, da confiança e da paz, embora invisíveis, são mais poderosas do que as circunstâncias afligentes e os estados inquietadores da alma.

Na presença de Deus consegues unir num só elo o coração, a mente e o espírito.

Ela clareia-te a razão e apaga as sombras turbadoras do discernimento, facultando que este conduza a cena dos acontecimentos com equilíbrio.

Essa Presença inspira-te idéias novas e surpreendentes, ricas de conteúdo, abrindo espaço para realizações futuras assinaladas pela alegria e o bem estar.

Propicia segurança e protege, pois que, se irradiando, recompõe a ordem dinamizando valores que pareciam dormir esquecidos.

Por tua vez, reparte júbilos despertando outros que se entregaram ao pessimismo, afim de que se renovem e reatem os liames com as ações que não devem ficar abandonadas.

Há possibilidades que antes nunca havias notado e estão a tua disposição, tateando em sombras, não as via nem as alcançavas...

Com a Presença de Deus elas se te manifestam acessíveis e os Seus amorosos braços te envolvem através de ondas de reconforto que protegem e dão segurança a todas as tuas realizações.

A Presença de Deus é todo o bem que experimentas, que te nutre e que distribuis a mãos, a coração e alma cheios.


Joanna de Ângelis

Livro:- Filho de Deus
Divaldo Pereira Franco
Espírito Joanna de Ângelis

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Boa tarde com Bezerra de Menezes


Boa tarde com Bezerra de Menezes

“Solidários, seremos união.

Separados uns dos outros seremos pontos de vista.

Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.”



Tolerância, Convivência e Conflitos Religiosos !


Tolerância, Convivência e Conflitos Religiosos !

Em 22/10/13, Claudie Lopes postou no blog o tópico Tolerância: artigo de museu??
Chamo a atenção para meu artigo sobre o assunto, 
cujo índice é o seguinte:-
Ele inicia com o seguinte:-
1. Introdução

A palavra ‘tolerância’ está na ordem do dia, como bem mostrou a UNESCO, por iniciativa de seu grande diretor geral, Federico Mayor, decretando 1995, o ano do cinquentenário das Nações Unidas, como o "Ano da Tolerância". 

Posteriormente, a assembleia geral da ONU ratificou esse decreto.

A palavra ‘tolerância’ tem vários significados. 

Na física e na engenharia, refere-se ao grau de imprecisão que é admitido por um aparelho ou produto. 

Na computação, é empregada na expressão ‘tolerância a falhas’, isto é, um sistema computacional deve continuar funcionando mesmo se houver algumas falhas em seus componentes, como é o caso da rede da Internet – se algum de seus nós deixar de funcionar, caminhos alternativos são seguidos, de modo que outros nós possam continuar se comunicando. 

Neste ensaio, o sentido será puramente humano:-
- Uma pessoa é tolerante se admite a diversidade e o contraditório, isto é, não interfere na liberdade de outra se esta última tem ideias e faz ações diferentes ou mesmo contrárias às próprias. 

Obviamente, há limites para a tolerância, como por exemplo o fato de não dever haver nenhuma tolerância com referência a matar-se uma pessoa, a menos de casos extremos como autodefesa pessoal.


Publicado por Valdemar W. Setzer 

 25 outubro 2013 

às 12:01 em Geral

 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Mediunismo


Mediunismo

Espírito Klaus esclarece o irmão José Lázaro a respeito das novas obras mediúnicas que têm chegado à Terra a respeito da Transição Planetária…
 
— Caro amigo, nesse processo de transição planetária, há uma intervenção “mais direta” – digo uma interversão positiva – de espíritos pertencentes a outros mundos em favor da Terra?

Utilizando-se da fraqueza que lhe é peculiar, respondeu-me:-
— Esteja sempre atento em relação ao que envia via mediúnica para os encarnados. 

Comumente, estão sempre desejosos de novas revelações do plano espiritual e se esquecem do que é mais premente, a própria evolução.

Não é por outro motivo que as obras literárias mediúnicas – pelo menos as sérias – antes de “irem daqui para lá”, passam por análise de nossos superiores.

Diante do comentário de Klaus, emendei outra questão, antes mesmo que ele respondesse a primeira pergunta:-
— Os nossos irmãos encarnados, com base no que o senhor afirma, podem crer que, do lado de cá da vida também, há uma preocupação com a pureza doutrinária?

— Caro amigo, os espíritas em particular, infelizmente, distorceram o real significado dessa expressão. 

Via de regra, em vez da expressão pureza doutrinária contribuir no que tange à organização do movimento espírita, acabou se tomando sinônimo de celeumas.

No que diz respeito especificamente ao movimento espírita, nossos irmãos espiritistas caíram na armadilha das inteligências do mal. 

Temos observado, com tristeza, uma espécie de cisão no movimento espírita. 

De um lado os que repelem com ênfase as chamadas novas metodologias, considerando tudo que é “supostamente” novo como algo antidoutrinário. 

De outro lado, os espíritas mais ousados, com novos métodos de trabalho e que acabam considerando os mais ortodoxos como sendo espíritas ultrapassados.

— Estão ambos equivocados, não é mesmo?

— É um paradoxo esse tipo de rivalidade no movimento espírita. 

Vivemos um momento singular da evolução do orbe terrestre, em que os espíritos superiores nos conclamam à união. 

E muitos espíritas permanecem “duelando” para tentarem provar que estão com a razão.

Entre os espíritas mais conservadores e os mais modernos – se é que posso me expressar assim – creio que estão com razão aqueles que:-
- Analisando com honestidade as próprias mazelas, não se animam a rebater críticas que venham a receber;

- Fazem aparte que lhes cabe, compreendendo que cada um faz o que pode, dentro do grau de maturidade que tenha alcançado;

- Procuram amar incondicionalmente, fazendo uso da indulgência, da compreensão e do perdão;

- Estão sempre prontos a servir na seara do Cristo.

O resto é “briga de egos”, desejo de chamar atenção para si, prepotência, arrogância. 

Contendas que têm como sentimento básico o orgulho.

- O senhor afirmou que os espíritos superiores analisam cuidadosamente as obras literárias escritas por autores desencarnados, antes que os mesmo as enviem para a Terra. 

O senhor usou a expressão “pelo menos as obras sérias”. 

Isso significa que há muitos obras mediúnicas que não são sérias?

- Não podemos analisar a questão apenas sob a ótica religiosa. 

Tudo o que os escritores encarnados colocam no papel, originalmente, parte daqui para lá. 

Ou seja, a mente do escritor encarnado sintoniza com um espírito na mesma faixa vibratória e juntos dão origem a escritos nem sempre nobres. 

Livros que estimulam a descrença em Deus, livretos de piadas deprimentes, livros que apresentam propostas esdrúxulas. 

Sem falar ainda das letras degradantes de algumas músicas e marchas de carnaval. 

Notadamente, não são obras literárias serias.

— E em relação ao livro religioso, mais especificamente o livro espírita?

— Muitos espíritos reencarnam com a tarefa do livro, seja mediúnico ou não. 

Via de regra, estão vinculados a equipes de espíritos que elaboram uma programação, incluindo quantidade de livros que deverão ser escritos e qual a proposta dos livros.

Contudo, muitos médiuns de psicografia e escritores (que também são médiuns) no decorrer da encarnação, podem “fugir” à programação preestabelecida.

— E por que fariam isso?

— Invariavelmente, os motivos são:-
- DINHEIRO:-
- Quando as cifras são colocadas acima do ideal, tudo está perdido. 

Muitos médiuns, depois de um tempo, notando que o livro pode lhes proporcionar certas facilidades financeiras, acabam priorizando “valores materiais” em detrimento da colaboração espiritual em benefício das massas. 

Vendem livros bem mais caros e acabam se comprometendo;
- PRESSA:-
- Nada na natureza acontece de uma hora para a outra. 

Tudo é fruto de esforço, trabalho e perseverança. 

Muitos médiuns, por pressa e consequentemente despreparo, começam antes do tempo previsto pela espiritualidade. 

Não desejam passar pelas fases de burilamento do espírito. 

Querem escrever e lançar livro a todo custo. 

Fatalmente, acabam por abortar a tarefa, uma vez que ainda não estavam preparados para a mesma. 

Escrever ou psicografar livros não é tão-somente colocar no papel as ideias e divulgá-las ao povo. 

É sobretudo estar “preparado” para o preço deste trabalho.

- DESEJO DE APARECER:-
- Aqui entra em cena a vaidade. 

Por causa dela, muitos médiuns querem escrever apenas sobre novidades, desejam ser interpretes de novas revelações. 

Querem escrever o que até o presente momento nenhum médium escreveu. 

Pura arrogância. 

Não que isso não aconteça. 

As verdades da vida espiritual aos poucos vão se desdobrando aos encarnados. 

Destarte, muitos médiuns em muitas obras mediúnicas trazem aos encarnados certas verdades ainda não citadas em nenhum livro. 

Não obstante, essa não deve ser a preocupação precípua do médium (fazer revelações). 

Mesmo porque muitas supostas revelações, nada mais são que verdades muito antigas, agora apresentadas com uma “roupagem” mais atual.

Por exemplo muitos livros na atualidade, falam da alteridade, da chamada inteligência mediúnica, dos universos paralelos, etc… 

Assuntos que não são exatamente “novos”, mas adaptados para facilitar a compreensão.

Em síntese, é isso.

Livro:- Então Virá o Fim…
Cap. 2
Espíritos José Lázaro e Klaus 
Psicografia de Agnaldo Paviani

Degredo


 

Posted: 21 Oct 2013 03:51 AM PDT


O Espírito Klaus esclarece o irmão José Lázaro sobre questões relativas à transição planetária…


- Há no Universo uma solidariedade cósmica. 

Líderes espirituais de outros mundos sempre se colocam à disposição para auxiliar sempre que seja necessário. 

Jesus, na condição de governador planetário, é quem autoriza essa ajuda.
Esses espíritos pertencentes a outros mundos nunca poderão agir sem a permissão e a solicitação de Jesus.


Na ocasião do degredo dos habitantes de Capela para o planeta Terra, houve um pedido formal dos dirigentes espirituais daquela “morada planetária” a Jesus, para que o nobre Dirigente Planetário permitisse a vinda dos Capelinos para o orbe terrestre.


Algo semelhante aconteceu recentemente – esse recentemente é relativo. 

Jesus solicitou aos dirigentes de outro mundo, que ainda se encontra em condição primitiva na escala evolutiva dos mundos, a autorização para o envio de terráqueos inclusos no chamado degredo.


O pedido foi deferido, e tudo está sendo preparado com amor e devoção, por parte dos espíritos superiores, para o momento da grande viagem.


— Esses espíritos superiores provenientes de outros mundos são os chamados espíritos “crísticos”? (pergunta de José)


— Esses espíritos “crísticos” fazem parte de uma reduzida falange de espíritos de uma envergadura moral ainda incompreensível para os homens terrenos. 

Eles estão em contato direto com Jesus, recebendo Dele todas as orientações no que tange à evolução do planeta Terra.


— E abaixo desses espíritos “crísticos”? 

Falo em termos de evolução…


— Existe uma grande falange de espíritos superiores cuidando ou, melhor dizendo, auxiliando Jesus a cuidar do orbe terrestre. 

Em várias partes do mundo, esses espíritos estão agindo em beneficio da Humanidade.


— Eles também estão reencarnando, não é mesmo?

 Pergunto isso porque há informação de que, a partir do ano 2000, muitos espíritos em condição elevadíssima reencarnaram para colaborar mais diretamente com a evolução do planeta.


— Sim, isso é fato verídico. 

Inclusive, alguns espíritos de outros orbes mais evoluídos que a Terra, nesse ínterim, se materializaram fisicamente entre os terráqueos (reencarnaram) para auxiliá-los na evolução.


Pelo que estamos informados, muitos outros espíritos evoluídos e conhecidos especialmente pelos espíritas também estão reencarnando com missões específicas. 

Eu diria – simbolicamente falando – que se trata de um “complô de Deus em favor da Humanidade”.


Em verdade, o amor de Deus pela Humanidade é inefável.

 Quando, por exemplo, se fala em degredo, não estamos nos referindo a espíritos que simplesmente serão expulsos do orbe terrestre. 

Existe toda uma organização, uma preocupação extremada por parte de Jesus em relação a essas criaturas.


Tudo está sendo cuidadosamente organizado para que os degredados não sofram além do que necessitam para o próprio despertamento.


Ao longo dos milênios, de maneira melíflua, Jesus oportunizou ao homem meios para que se reerguesse espiritualmente. 

Mas a maioria optou pelo caminho mais difícil e mais doloroso. 

Ou seja, o caminho que o afastou da “Casa Paterna”. 

Advirão, por causa dessa opção infeliz, as lutas mais acerbas. 

Destarte, nunca o homem poderá imputar a Deus a responsabilidade pelas suas dores. 

Ao contrário, em verdade, as Leis Divinas conspiram para a felicidade do homem terreno. 

E mesmo nas agruras mais difíceis, encontraremos a presença de Deus, “exalando” todo seu amor.


Livro:- Então Virá o Fim…
Cap. 2
Espíritos José Lázaro e Klaus 
Psicografia de Agnaldo Paviani

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Pouca Fé



 
Pouca fé

Quando Jesus caminhou sobre as águas,atendendo ao pedido do apóstolo que se encontrava em pequeno barco, ordenou a Simão Pedro que descesse da pequena embarcação e viesse ao seu encontro.

Com a permissão do Cristo, Pedro iniciou sua caminhada, mas quando se aproximava do Rabi, o vento soprou mais forte e o apóstolo, amedrontado, submergiu. Jesus, estendendo-lhe a mão, disse:-
- “Homem de pouca Fé! Por que duvidaste?”

Se me permitisse uma comparação, diria que Simão Pedro “sintetizou” nessa passagem evangélica a fragilidade da fé dos homens, no que tange às Leis Divinas.

Basta o “vento” da dificuldade soprar um pouco mais forte para que os homens sejam dominados pelo desespero da inconformação.

Em suas preces, via de regra, os homens são “movimentados” por sentimentos secretos, não expressados verbalmente quando oram.

Desespero e inconformação quase sempre estão “por de trás” de orações bonitas proferidas por pessoas aparentemente resignadas.

Quando movidos pelo desespero disfarçado de aceitação, deixam de lado a fé raciocinada e passam a solicitar dos bons espíritos um auxílio que, infelizmente, não podemos oferecer. 

Nossa ação entre os encarnados nunca pode interferir de maneira mais direta nas escolhas que eles próprios fazem.

Livro:- Então Virá o Fim…
Cap. 6
Espíritos José Lázaro e Klaus 
Psicografia de Agnaldo Paviani

Cordel - No Tempo da minha Infância

Cordel 
 No Tempo da minha Infância


No tempo da minha (nossa) infância

No tempo da minha infância
Nossa vida era normal
Nunca me foi proibido
Comer muito açúcar ou sal
Hoje tudo é diferente
Sempre alguém ensina a gente
Que comer tudo faz mal

Bebi leite ao natural
Da minha vaca Quitéria
E nunca fiquei de cama
Com uma doença séria
As crianças de hoje em dia
Não bebem como eu bebia
Pra não pegar bactéria

A barriga da miséria
Tirei com tranquilidade
Do pão com manteiga e queijo
Hoje só resta a saudade
A vida ficou sem graça
Não se pode comer massa
Por causa da obesidade

Eu comi ovo à vontade
Sem ter contra indicação
Pois o tal colesterol
Pra mim nunca foi vilão
Hoje a vida é uma loucura
Dizem que qualquer gordura
Nos mata do coração

Com a modernização
Quase tudo é proibido
Pois sempre tem uma Lei
Que nos deixa reprimido
Fazendo tudo que eu fiz
Hoje me sinto feliz
Só por ter sobrevivido

Eu nunca fui impedido
De poder me divertir
E nas casas dos amigos
Eu entrava sem pedir
Não se temia a galera
E naquele tempo era
Proibido proibir

Vi o meu pai dirigir
Numa total confiança
Sem apoio, sem air-bag
Sem cinto de segurança
E eu no banco de trás
Solto, igualzinho aos demais
Fazia a maior festança

No meu tempo de criança
Por ter sido reprovado
Ninguém ia ao psicólogo
Nem se ficava frustrado
Quando isso acontecia
A gente só repetia
Até que fosse aprovado

Não tinha superdotado
Nem a tal dislexia
E a hiperatividade
É coisa que não se via
Falta de concentração
Se curava com carão
E disso ninguém morria

Nesse tempo se bebia
Água vinda da torneira
De uma fonte natural
Ou até de uma mangueira
E essa água engarrafada
Que diz-se esterilizada
Nunca entrou na nossa feira

Para a gente era besteira
Ter perna ou braço engessado
Ter alguns dentes partidos
Ou um joelho arranhado
Papai guardava veneno
Em um armário pequeno
Sem chave e sem cadeado

Nunca fui envenenado
Com as tintas dos brinquedos
Remédios e detergentes
Se guardavam, sem segredos
E descalço, na areia
Eu joguei bola de meia
Rasgando as pontas dos dedos

Aboli todos os medos
Apostando umas carreiras
Em carros de rolimã
Sem usar cotoveleiras
Pra correr de bicicleta
Nunca usei, feito um atleta,
Capacete e joelheiras

Entre outras brincadeiras
Brinquei de Carrinho de Mão
Estátua, Jogo da Velha
Bola de Gude e Pião
De mocinhos e Cawboys
E até de super-heróis
Que vi na televisão

Eu cantei Cai, Cai Balão,
Palma é palma, Pé é pé
Gata Pintada, Esta Rua
Pai Francisco e De Marré
Também cantei Tororó
Brinquei de Escravos de Jó
E o Sapo não lava o pé

Com anzol e jereré
Muitas vezes fui pescar
E só saía do rio
Pra ir pra casa jantar
Peixe nenhum eu pagava
Mas os banhos que eu tomava
Dão prazer em recordar

Tomava banho de mar
Na estação do verão
Quando papai nos levava
Em cima de um caminhão
Não voltava bronzeado
Mas com o corpo queimado
Parecendo um camarão

Sem ter tanta evolução
O Playstation não havia
E nenhum jogo de vídeo
Naquele tempo existia
Não tinha vídeo cassete
Muito menos internet
Como se tem hoje em dia

O meu cachorro comia
O resto do nosso almoço
Não existia ração
Nem brinquedo feito osso
E para as pulgas matar
Nunca vi ninguém botar
Um colar no seu pescoço

E ele achava um colosso
Tomar banho de mangueira
Ou numa água bem fria
Debaixo duma torneira
E a gente fazia farra
Usando sabão em barra
Pra tirar sua sujeira

Fui feliz a vida inteira
Sem usar um celular
De manhã ia pra aula
Mas voltava pra almoçar
Mamãe não se preocupava
Pois sabia que eu chegava
Sem precisar avisar

Comecei a trabalhar
Com oito anos de idade
Pois o meu pai me mostrava
Que pra ter dignidade
O trabalho era importante
Pra não me ver adiante
Ir pra marginalidade

Mas hoje a sociedade
Essa visão não alcança
E proíbe qualquer pai
Dar trabalho a uma criança
Prefere ver nossos filhos
Vivendo fora dos trilhos
Num mundo sem esperança

A vida era bem mais mansa,
Com um pouco de insensatez.
Eu me lembro com detalhes
De tudo que a gente fez,
Por isso tenho saudade
E hoje sinto vontade
De ser criança outra vez...

  Ismael Gaião
 

domingo, 27 de outubro de 2013

Inquietação



Inquietação

Se a inquietação passou a dominar-lhe o caminho, pense nela como sendo um parasito a corroer-lhe a vida e trate de arrancá-la em seu próprio favor.
— o —
Se a enfermidade lhe visita o corpo, não é com o fogo da aflição que você colaborará na própria cura e sim encarando-a, com aceitação e tratamento para afastá-la.

Se alguma ocorrência desagradável lhe impôs aborrecimentos, passe por ela e siga à frente, em sua própria tarefa, à maneira de quem não precisa parar em viagem por haver encontrado uma pedra.
— o — -
Se você cometeu quaisquer erros, admita-os, fazendo quanto puder para não reincidir neles, mas lembrando sempre que você não é uma entidade angélica e sim uma criatura matriculada na escola humana.
— o —
Se o erro de alguém é a causa de sua inquietação, envie pensamentos de paz e compreensão a esse alguém, sem violentar-lhe os pontos de vista, de criatura incompleta quanto você mesmo, no educandário do mundo.
— o —
Se você faliu em algum empreendimento, note que se você prosseguir trabalhando, o fracasso, em breve, lhe servirá de lição para melhoria e sucesso.
— o —
Se você almeja situações que presentemente não consegue alcançar, faça o melhor que possa, onde esteja, e, sem dúvida, trabalhando sempre, você atingirá o lugar que deseja.
— o —
Se você sofre críticas indébitas, fique com a sua consciência e deixe aos outros os pensamentos e atitudes que pertencem a eles mesmos.
— o —
Se você receia a velhice do corpo, lembre-se de que a existência física avançada no tempo não é a noite de hoje e sim o alvorecer de amanhã.
— o —
Se a inquietação persiste em você, procure envolvê-la no calor do serviço, porque servindo, você conseguirá esquecer-se e ao esquecei se no bem dos outros, você estará em paz na força construtiva do bem.


Chico Xavier e André Luiz

Amar os inimigos



Amar os inimigos

 

Como se pode amar a quem nos quer mal? 

Mesmo se já tenhamos ultrapassado muitas barreiras, e já estejamos em codições de não odiar a alguém gratuitamente, ainda assim nos sentimos com dificuldade em lidar com o ódio que nos é dirigido. 

Podemos dizer que é um direito nosso, ou que se trata apenas de defesa. 

Mas é forçoso reconhecer que o coração se rebela, e que o sentimento de vingança muitas vezes espera apenas pela hora mais oportuna. 

Se não tomamos em armas contra nossos inimigos, torcemos pelo seu insucesso. 

Rimos de seus fracassos, e ficamos frustrados com suas vitórias.

Não é esse o espírito do mandamento. 

Mas, se sabemos repeti-lo — “amai os vossos inimigos” — como fazer para colocá-lo em prática? 

Este é o desafio. 

A vigilância é necessária, mas é preciso ir mais adiante, desenvolvendo uma postura mental adequada.

Há pessoas que dedicam sua vida à obtenção de uma total paz de espírito, caracterizada pelo esvaziamento completo da mente. 

Se não implica amor, pelo menos o esvaziamento já permite a neutralização do ódio. 

Na impossibilidade que me encontro de atingir este estado, o que fazer? 

Render-me aos pensamentos normais leva, com certeza, ao ódio incubado, um sentimento perigoso de se guardar, que envenena a alma e apenas espera pela oportunidade para se manifestar.

A vigilância ativa sugere outras formas de agir. 

Lembro-me de uma conversa, onde me foi dito que o Divaldo Pereira Franco conversava com um companheiro espiritual seu; ora para dedicar uma ação de caridade, ora para evocar a beleza de uma planta, ou de um dia ensolarado. 

Esta atitude de convite ao amor transformou o seu obsessor em um companheiro, um amigo que passou a acompanhá-lo no seu trabalho.

Assim, minha sugestão é:-
- Na impossibilidade de ignorar, vamos fortalecer a mente nos pensamentos positivos. 

Vamos amar sem afetação; vamos conviver bem, convidando ao amor. 

Essa parece ser uma forma justa de obter uma reforma íntima, em benefício não somente nosso, mas de todos os nossos ‘inimigos’.