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domingo, 30 de novembro de 2014

Atravessando Decepções


Atravessando Decepções
“(...) A infelicidade é a alegria, é o prazer, é o tumulto, é a vã agitação, é a satisfação louca da vaidade, que fazem calar a consciência, (...).” – Delphine de Girardin[1] [1]
Todo mundo que se encontra reencarnado na Terra, de uma forma ou de outra, já se viu às voltas com as decepções ocasionadas por experiências que não deram certo. 
Os malogros nas expectativas geram em nosso íntimo um sentimento de frustração capaz de nos levar às lágrimas ou até mesmo, se formos descuidados, a um quadro de desequilíbrio emocional.
A reação diante das desilusões varia de acordo com o nível de consciência, de quem as experimenta, com relação à dinâmica da vida. 
Existem pessoas que, em suas análises descabidas, se revoltam e põem-se a culpar terceiros de seus insucessos; alguns também dizem ser por causa dos Espíritos desencarnados o mau resultado de seus empreendimentos. 
Muitos se revoltam, abandonam as crenças que “deveriam” – no seu mesquinho entendimento – facilitar-lhes o acesso às coisas boas da Terra.
Ainda há aqueles que se crêem perseguidos pelo azar ou que pensam terem nascido para sofrer – lançam mão da idéia distorcida do “carma” –, deixando-se conduzir por pensamentos de masoquismo e lamentação onde, muito provavelmente, desencarnados infelizes se satisfazem associando-se ao campo mental de suas invigilantes vítimas. 
Outros, porém, quando atravessam qualquer surpresa desagradável, embora sofram, chorem porque são gente e sintam uma tristeza decorrente do fatoinfeliz, que num primeiro momento parece significar o naufrágio de seus sonhos, aproveitam o saber espírita que já internalizaram para entender o porquê de suas aflições presentes. 
Estes estabelecem mediante a prece um alargar dos horizontes sobre sua reencarnação atual, e se candidatam a concretizar um belo roteiro de fé, renúncia e coragem, rumo às alternativas para atingirem o tentame que tanto anelam.
Eles agem “(...) como bravos soldados que, longe de fugirem ao perigo, preferem as lutas dos combates arriscados à paz que não lhes pode dar glória, nem promoção!
(...)[1][2] Aliás, uma certa canção do Sul já apontou:-
- “Não tá morto quem peleia!”
Dessa forma, quem se dispõe a seguir em frente, buscando captar – à luz do Espiritismo – a lição que a dificuldade lhe traz, passa a desenvolver um comportamento otimista diante das ocorrências ruins, identificando as pedrasdo caminho como material para erguer uma estrada rumo ao seu ideal, porque compreende racionalmente que tudo conspira ao seu favor e se algo não aconteceu como o esperado, não obstante toda a sua dedicação e esforço, foi porque a Divina Providência não julgava fundamental para a sua evolução, como nos elucida o Espírito Joanes, através da psicografia de Raul Teixeira:-
- “(...) coisa nenhuma é essencialmente importante para o seu progresso espiritual a não ser a sua sempre crescente integração no espírito da vida, (...).”[1][3] 
Assim, dentro de uma resignação ativa, façamos o possível para depreender o que se passa conosco, senão especificamente, ao menos em linhas gerais e quando nosso sonho seja nobre e útil no “reino do espírito”, tenhamos perseverança, pois tudo correrá bem. 
Nada de depressão! 
Nem tampouco de desespero ou inconformismo doentio. 
Ensina-nos Allan Kardec, ao comentar as causas das misérias humanas que “(...) 
A situação material e moral da Humanidade terrestre nada tem que se espante, desde que se leve em conta a destinação da Terra e a natureza dos que a habitam.”[1][4] 
Deste modo, podemos considerar a nossa Casa Planetária como uma escola onde precisamos galgar passo-a-passo seu currículo para, no tempo devido, avançarmos nos níveis de estudo e obtermos condições para realizar as tarefas exigidas pelo aprendizado adquirido. 
Espíritos calcetas que somos, apresentamo- nos na Terra como alunos rebeldes em estado de repetência de experiências com vistas a um futuro promissor. 
Essa é a possibilidade de um amanhã mais prazenteiro, que se inicia no presente momento no qual nos dispomos a aprender, crescer e conquistar uma vitória diferente da que o mundo materialista, promotor de um consumismo fanatizante propõe: uma vitória sobre nós mesmos, no tocante à libertação de nossos condicionamentos inferiores.
Para tanto, é preciso muita coragem porque nesses dias de disputas descabidas, de agressividade exacerbada nas mais diversas formas de sua danosa apresentação, compondo o horrendo espetáculo de nossa insistente animalidade, enfrentar a si mesmo, num esforço hercúleo de nos tornarmos criaturas melhores, promotoras da felicidade e do amor onde estivermos é um desafio descomunal, mas necessário aos que abraçamos o Espiritismo.
Então querido irmão ou irmã, não nos agastemos com qualquer forma de desânimo, recordemo-nos que o Pai sabe de tudo quanto precisamos para sermos felizes, jamais nos desamparando, concedendo-nos até mesmo um “(...) Espírito protetor de uma ordem elevada(...)[1][5] para nos inspirar ânimo e alegria em cada etapa de nossa jornada evolutiva, sendo este um ser amorável que não deixa de apostar em nossas potencialidades, fazendo-se conselheiro fiel e irmão constante no consolo de nossas aflições. 
Caso estejamos enfrentando graves provações, sejam elas de afastamento dos seres queridos por motivos alheios à nossa vontade, enfermidades difíceis, uma perda qualquer, ou até mesmo a infelicidade de ver nossos sonhos projetados ao longo do tempo não se efetivarem, guardemos confiança naProvidência Divina, que nos reserva sempre o que há de bom e verdadeiramente imprescindível.
Lembremo-nos sempre do Mestre de nossos corações quando ditou às almas sofridas pelas intempéries da existência corporal:-
- “Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta.(.. .)”[1][6] E destarte, fiquemos alegres! 

[1] O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. V, item 24.
[2] Idem.
[3] TEIXEIRA, J. Raul. Para uso diário. Pelo Espírito Joanes. 3.ed.Niterói, RJ: Fráter, 2001; p. 43.
[4] O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap III, item 6.
[5] O Livro dos Espíritos, questão 491.
[6] Mateus 6: 26.

Fonte:- Revista Internacional de Espiritismo – Maio/2005
 Vinícius Lousada

Se Você Puder


Se Você Puder


Se você puder, hoje ainda

Olvide contratempos e mostre um sorriso mais amplo para aqueles que lhe compartilham a vida;

Dê mais um toque de felicidade e beleza em seu recanto doméstico;

Faça a visita, mesmo ligeira, ao doente que você deseja reconfortar;

Escreva, inda que seja simples bilhete, transmitindo esperança e tranquilidade, em favor de alguém;


Melhore os seus conhecimentos, no setor de trabalho a que esteja empregando o seu tempo;

Estenda algo mais de otimismo e de alegria aos que se encontrem nas suas faixas de convivência;

Procure esquecer — mas esquecer mesmo — tudo o que se lhe faça motivo de tristeza ou aborrecimento;

Leia alguma página edificante e escute música que pacifique o coração;

Dedique alguns minutos à meditação e à prece;
pratique, pelos menos, uma boa ação sem contar isso a ninguém.

Estas indicações de apoio espiritual, se forem observadas, farão grande bem aos outros, mas especialmente a você mesmo.


  Livro:- Respostas da Vida

André Luiz 
 Chico Xavier

sábado, 29 de novembro de 2014

Ter Sempre Razão


Ter Sempre Razão

Quanto custa ter sempre razão?

Em algum momento, paramos para analisar esta questão? 

Já pensamos quais são as consequências de sempre querer provar que estamos certos?

É claro que defender um ponto de vista é corriqueiro.

Colocar nosso posicionamento ou nossas ideias perante um fato, de maneira sensata, é mesmo saudável.

Trocar ideias a respeito de um tema, argumentar a favor de um conceito no qual acreditamos, são posturas naturais e comuns nas nossas relações cotidianas.

Porém, quando essa atitude supera todas as barreiras, está sempre como ponto de honra de nossa palavra, quando se torna fundamental ter a razão, qual o preço a ser pago?

Quantas vezes nos aborrecemos com alguém pelo simples fato de querermos convencê-lo de que ele está errado em sua forma de pensar?

Quem de nós não se pegou transformando uma discussão tranquila em um afrontamento pessoal?

Ou ainda, quantas vezes não elevamos o tom da conversa, nos tornamos ríspidos no enfrentamento de ideias?

Defendemos nosso ponto de vista como acreditamos ser o mais adequado. 

E, naturalmente, temos nossa maneira de ver a realidade, conforme nossos valores, conceitos e capacidades.

Quatro pessoas, cegas de nascença, ao serem colocadas junto a um elefante vão conseguir relatar o que puderem tocar do animal.

Se não lhes derem a oportunidade de perceber as diferenças entre orelha, cauda, tromba, corpo, terão apenas uma idéia parcial.

Não estarão erradas, apenas cada uma terá somente parte da razão.

Muitas vezes isso acontece nos nossos relacionamentos. 

Temos a nossa percepção, a nossa capacidade de análise.

Não quer dizer que estejamos errados ou que não tenhamos razão em nossos argumentos.

Porém não podemos esquecer de que o outro tem sua própria forma de ver, seus valores, suas ideias.

Enfrentar-se nessas situações, será o duelo de ideias, a briga de argumentos, em que, quase sempre, o que existe, de verdade, é o desejo de impor nosso raciocínio, nossa argumentação.

Inúmeras vezes, em nome de desejarmos provar que a razão nos pertence, usamos nossa palavra como quem está numa batalha, não desejando nunca perder.

Ter sempre razão às vezes custa o preço de uma amizade.

Buscar impor aos outros nossos argumentos, repetidamente, pode ocasionar o desgaste da relação.

Querer estar sempre certo, no campo das ideias e reflexões, pode causar fissuras nas relações familiares.

Assim, antes de buscarmos ter razão, melhor buscarmos a preservação da harmonia.

Antes de querermos ser vencedores em nossa argumentação, melhor que tenhamos paz de espírito.

A verdade, mais dia, menos dia, se fará presente, duradoura, perene.

Assim, mesmo quando toda a razão nos pertença, vale refletirmos se devemos continuar nossos duelos de ideias.

Talvez, o melhor, em determinadas situações, seja utilizarmos nossa capacidade pensante, nosso senso de validação para buscar compreender o próximo.

Ao assim procedermos, poderemos entender o porquê dos argumentos alheios, de sua forma de agir, facilitando e aprofundando nossas relações.

Dessa maneira, evitaremos o granjear de atritos e dissabores, pesos desnecessários ao nosso coração.

Pensemos nisso.


     Redação do Momento Espírita
r.s.durant dart

Padrão




Padrão 

“Porque era homem de bem e cheio do Espirito Santo e de fé.
 
E muita gente se uniu ao Senhor.” 
 (ATOS, 11:24.)

Alcançar o título de sacerdote, em obediência a meros preceitos do mundo, não representa esforço essencialmente difícil. 
 
Bastará a ilustração da inteligência na ordenação convencional.

Ser teólogo ou exegeta não relaciona obstáculos de vulto.
 
 Requere-se apenas a cultura intelectual com o estudo acurado dos números e das letras.

Pregar a doutrina não apresenta óbices de relevo. 
 
Pede-se tão-só a ênfase ligada à correta expressão verbalista.

Receber mensagens do Além e transmiti-las a outrem pode ser a cópia do serviço postal do mundo.

Aconselhar os que sofrem e fornecer elementos exteriores de iluminação constituem serviços peculiares a qualquer homem que use sensatamente a palavra.

Sondagens e pesquisas, indagações e à análises são velhos trabalhos da curiosidade humana.

Unir almas ao Senhor, porém, é atividade para a qual não se prescinde do apóstolo.

Barnabé, o grande cooperador do Mestre, em Jerusalém, apresenta as linhas fundamentais do padrão justo.

Vejamos a aplicação do ensinamento à nossa tarefa cristã.

Todos podem transmitir recados espirituais, doutrinar irmãos e investigar a fenomenologia, mas para imantar corações em Jesus Cristo é indispensável sejamos fiéis servidores do bem, trazendo o cérebro repleto de inspiração superior e o coração inflamado na fé viva.

Barnabé iluminou a muitos companheiros “porque era homem de bem, cheio do Espírito Santo e de fé”.

Jamais olvidemos semelhante lição dos Atos. 
 
Trata-se de padrão que não poderemos esquecer.
 
 Livro:- Vinha de Luz
Emmanuel
 Chico Xavier

r.s.durant dart
 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

"Momentos de Consciência"


 "Momentos de Consciência"
 
"(...) A aquisição da consciência é desafio da vida é o autoconhecimento, que merece exame, consideração e trabalho.
 
...Algumas breves regras ajudar-te-ão no desempenho do empreendimento, tais:-
 
. Administra os teus conflitos. 
O conflito psicológico é inerente à natureza humana e todos o sofrem;
 
. Evita eleger homens-modelos para seguires. 
Eles também são vulneráveis às injunções que experimentas,
e, às vezes, comprometem-se, o que, de maneira alguma deve constituir desestímulo;
 
. Concede-te maior dose de confiança nos teus valores, honrando-te com o esforço para melhorar sempre e sem desânimo.
Se erras, repete a ação, e se acertas, segue adiante;
 
. Não te evadas ao enfrentamento de problemas usando expedientes falsos, comprometedores, que te surpreenderão mais tarde com dependências infelizes;
 
. Reage à depressão, trabalhando sem autopiedade nem acomodação preguiçosa;
 
. Tem em mente que os teus não são os piores problemas, eles pesam o volume que lhes emprestas;
 
. Libera-te da queixa pessimista e medita mais nas fórmulas para perseverar e produzir;
 
. Nunca cedas espaço à hora vazia, que se preenche de tédio, mal-estar ou perturbação;
 
. O que faças, faze-o bem, com dedicação;
 
. Lembra-te que és humano e o processo de conscientização é lento, que adquirirás segurança e lucidez através da ação contínua.
 
...A consciência é o estágio elevado que deves adquirir, a fim de seguires no rumo da angelitude."
 
Trecho de  "Aquisição de Consciência"
Livro:- "Momentos de Consciência"
Joanna de Ângelis
  Divaldo Franco
 

Aquisição de Consciência


 Aquisição de Consciência
 
"O momento da conscientização isto é, o instante a partir do qual consegues discernir com acerto, usando como parâmetro o equilíbrio, alcanças o ponto elevado na condição de ser humano.

Efeito natural do processo evolutivo, essa conquista te permitirá avaliar fatores profundos como o bem e o mal, o certo e o errado, e o dever e a irresponsabilidade, a honra e o desar, o nobre e o vulgar, o lícito e o irregular, a liberdade e a libertinagem.

Trabalhando dados não palpáveis, saberás selecionar os fenômenos existenciais e as ocorrências, tornando tuas diretrizes de segurança aquelas que proporcionam bem-estar, harmonia, progresso moral, tranquilidade.

Essa consciência não é de natureza intelectual, atividade dos mecanismos cerebrais. 
É a força que os propele, porque nascida nas experiências evolutivas, a exteriorizar-se em forma de ações.

Encontramo-la em pessoas incultas intelectualmente, e ausente em outras, portadoras de conhecimentos acadêmicos.

... A consciência pode ser treinada mediante o exercício dos valores morais elevados, que objetivam o bem do próximo, por consequência, e próprio bem.

O esforço para adquirir hábitos saudáveis conduz à conscientização dos deveres e às responsabilidades pertinentes à vida.

Herdeiro de si mesmo, das experiências transatas, o ser evolui por etapas, adquirindo novos recursos,  corrigindo erros anteriores, somando conquistas  (...)"



Trecho de  "Aquisição de Consciência"
 Livro:- "Momentos de Consciência"
Joanna de Ângelis
Divaldo Franco

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Apelo Amoroso

Apelo Amoroso

“Tomai sobre vós o meu jugo, e  aprendei de mim, que  sou manso 
e humilde de coração; e encontrareis descanso para  as vossas almas.” 
Jesus   (Mateus, 11:29) 

"... Seu  apelo amoroso vibra no mundo, através de todos os séculos do Cristianismo.
Compacta é a turba de desesperados e oprimidos da Terra, não obstante o amorável convite. 
É que o Mestre no “Vinde a mim!” espera naturalmente que as almas inquietas e tristes o  procurem para a aquisição do ensinamento  divino. 
Mas nem todos os aflitos pretendem renunciar ao objeto de suas desesperações e nem todos os tristes querem fugir à sombra para o encontro com a luz.
A maioria dos desalentados chega a tentar a satisfação  de caprichos criminosos com a proteção de Jesus,  emitindo rogativas estranhas.
 Entretanto, quando os sofredores se dirigirem sinceramente ao Cristo, hão de ouví-­lo, no silêncio do santuário interior, concitando-­lhes o espíritoa desprezar as disputas reprováveis do campo inferior. 
Onde estão os aflitos da Terra que pretendem trocar o cativeiro das próprias paixões pelo jugo suave de Jesus Cristo?

Para esses foram pronunciadas as santas palavras “Vinde a mim!”, reservando-­lhes o Evangelho poderosa luz para a renovação indispensável."

Trecho de 'Onde estão?"
 Livro:- "Pão Nosso"
Emmanuel
 F. C. Xavier

Determinação Absoluta


 Determinação Absoluta

"–Existem seres agindo na Terra sob determinação absoluta?
 
 – Os animais e os homens quase selvagens nos dão uma idéia dos seres que agem no planeta sob determinação  absoluta.
 
E essas criaturas servem para estabelecer a realidade triste
da mentalidade do mundo, ainda distante da fórmula do amor, com que o homem deve ser o legítimo cooperador de Deus, ordenando com a sua sabedoria paternal.
 
Sem saberem amar os irracionais e os irmãos mais ignorantes colocados sob a sua imediata proteção, os homens mais educados da Terra exterminam os primeiros, para sua alimentação, e escravizam os segundos para objeto de explorações grosseiras, com exceções, de modo a mobilizá­-los a serviço  do seu  egoísmo e da sua ambição. "
 
Livro:- "O Consolador" 
questão 136
Emmanuel
Psicografia  F. C. Xavier 
 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Determinismo Divino


 Determinismo Divino

" –Se o determinismo divino é o do bem, quem criou o mal?
 
O determinismo divino se constitui de uma só lei, que é a do amor para a comunidade universal.
 
Todavia, confiando em si mesmo, mais do que em Deus, o homem transforma a sua fragilidade em foco de ações contrárias a essa mesma lei, efetuando, desse modo, uma intervenção indébita na harmonia divina.

Eis o mal.
 
Urge recompor os elos sagrados dessa harmonia sublime.

Eis o resgate.
 
Vede, pois, que o mal, essencialmente considerado, não pode existir para Deus, em virtude de representar um desvio do homem, sendo zero na Sabedoria e na Providência Divinas.
 
O Criador é sempre o Pai generoso e sábio, justo e amigo, considerando os filhos transviados como incursos em vastas experiências. 
 
Mas, como Jesus e os seus prepostos são seus cooperadores divinos, e eles próprios instituem as tarefas contra o desvio das criaturas humanas, focalizam os prejuízos do mal com a força de suas responsabilidades educativas, a fim de que a Humanidade siga retamente no seu verdadeiro caminho para Deus."
 

Livro:- "O Consolador"  
Perg. 135
Emmanuel
Chico Xavier
 

Serás Paciente


(...)   Paciência!...


Serás Paciente

Muitas vezes acreditamos que ela beneficia exclusivamente a nós, quando temos a felicidade de seguir-lhes os alvitres salvadores; no entanto, ela é uma força da alma que se irradia, sempre que lhe aplicamos a benção, criando segurança e harmonia em auxílio dos outros, onde se manifeste.
 
Para conhecer-lhe a oportunidade e a grandeza, seria preciso visitar os abismos do sofrimento, nos quais se reúnem, para dolorosas reparações, todos os que não lhe souberam ou não quiseram albergar a presença no coração.
 
Tão somente aí, nessas oficinas do reajuste, na Terra e fora da Terra, conseguiríamos contar o número dos que se arrojaram à delinquência e ao suicídio, à loucura e à morte, por falta de alguns minutos no convívio dela, a benfeitora infalível, em cujo clima de entendimento Deus nos garante o dom de compreender e de esperar.
 
(...)Darás de tua paciência aos sofredores e desorientados do mundo, tanto quanto dás de teu cântaro ao sedento e repartes com o faminto os recursos do teu pão.
 
Exercitarás, indefinidamente, a paciência de ouvir, de renovar, de desculpar, de aprender, de auxiliar, de repetir...
 
E guarda a convicção de que, assim agindo, ajudarás não apenas a ti mesmo e aos que te cercam, mas ao próprio Senhor, que se não necessita de nossas honrarias, espera de cada um de nós o apoio da paciência, afim de que nos possa usar, em qualquer problema, como peça importante de solução."
 
Trechos de "Serás paciente"
Livro:- "Alma e coração"
Emmanuel
 F. C. Xavier