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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Vitória




Vitória



Quando a tristeza lhe bata à porta, pense nas alegrias que a vida proporciona constantemente.

Concentre-se no bem por fazer, a fim de que o mal não lhe perturbe as horas.

Diante de observações descabidas que lhe forem lançadas em rosto, silencie, reconhecendo que cada um de nós é responsável pelas próprias atitudes e pensamentos.

Não descreia da cooperação e auxilie os outros, quanto possível.

Acenda a estrela da esperança nas próprias mãos, para que a luz não lhe falte no cotidiano.

Não espere dos outros aquilo que os outros ainda não possuem para dar.

Disponha-se a ceder de você mesmo o que tenha você de melhor, a benefício dos companheiros de Humanidade. 

Nada reclame.

Lembre-se de que se você cultivar a paciência, todos os prejuízos e desgostos prováveis da experiência terrestre se lhe farão mensageiros de bênçãos que você desconhece.

Se você sofre, trabalhe; se está doente, trabalhe; se carregas o corpo enfraquecido, trabalhe, quanto puder e naquilo que possa fazer, porque isso resultará em auxílio a você mesmo.

Não olvide que um sorriso se reveste de imenso valor, nas mais difíceis circunstâncias.

Confie em Deus e confie em você mesmo, servindo sempre no amparo aos semelhantes e cedo você reconhecerá que carrega, por dentro do próprio coração, o seu mais belo cântico de vitória.


Coisar



Lagoinha - Praia de Bombinha 
 Santa Catarina - Brasil

Coisar


 
A palavra "coisa" é um bombril do idioma. 
 
Tem 1001 utilidades. 
 
É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. 
 
Coisas do português.
 
A natureza das coisas Gramaticalmente, "coisa" pode ser:-
- Substantivo, 
- Adjetivo, 
-Advérbio. 
 
Também pode ser verbo:-
- O Houaiss registra a forma "coisificar". 
 
E no Nordeste há "coisar":-
- "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?". (Que delícia!!!)
 
Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. 
 
Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio
 
"E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). 
 
Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha...
 
Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte.
 
 Alceu Valença canta:-
- "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." 
 
E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha.
 
Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. 
 
Antiga, mas modernista:-
- Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943...
 
A Coisa é título de romance de Stephen King. 
 
Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.
 
Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem
 
Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". 
 
A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz:-
- "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!".
 
Devido lugar:-
- "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". 
 
A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro. 
 
"Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." 
 
Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas. 
 
Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).
 
Coisa não tem sexo:-
- Pode ser masculino ou feminino. 
 
Coisa-ruim é o capeta. 
 
Coisa boa é a Juliana Paes. 
 
Nunca vi coisa assim!
 
Coisa de cinema! 
 
A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. 
 
Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. 
 
E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus".
 
Coisa também não tem tamanho. 
 
Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". 
 
Mas a "coisa" tem história na MPB. 
 
No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras:-
- Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e 
 
- A Banda, de Chico Buarque ("Pra ver a banda passar / Cantando coisas de amor"), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou. 
 
Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). 
 
E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas:-
- "Coisa linda / Coisa que eu adoro".
 
Cheio das coisas. 
 
As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. 
 
Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. 
 
Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas. 
 
Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal, "são tantas coisinhas miúdas"). 
 
Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai"). 
 
Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal
 
"Esse papo já tá qualquer coisa...
 
Já qualquer coisa doida dentro mexe." 
 
Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também:-
- "Alguma coisa está fora da ordem."
 
Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. 
 
Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. 
 
E tal coisa, e coisa e tal. 
 
O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. 
 
O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. 
 
Gente fina é outra coisa. 
 
Para o pobre, a coisa está sempre feia:-
- O salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.
 
A coisa pública não funciona no Brasil
 
Desde os tempos de Cabral
 
Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. 
 
Quando se elege, o eleitor pensa:-
- "Agora a coisa vai." 
 
Coisa nenhuma! 
 
A coisa fica na mesma. 
 
Uma coisa é falar; outra é fazer. 
 
Coisa feia! 
 
O eleitor já está cheio dessas coisas!
 
Coisa à toa. 
 
Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. 
 
Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza:-
- "Meu nome novo é coisa. 
 
Eu sou a coisa, coisamente." 
 
E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".
 
Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? 
 
Bote uma coisa na cabeça:-
- As melhores coisas da vida não são coisas. 
 
Há coisas que o dinheiro não compra:-
- Paz,  
- Saúde,  
- Alegria e outras cositas más.
 
Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda. 
 
Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento:-
- "Amarás a Deus sobre todas as coisas".
ENTENDEU O ESPÍRITO DA COISA?
 
 Recebido por e-mail da
Amiga Daly

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A Aranha




A Aranha



Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo.

O homem, correndo, virou em um atalho que saia da estrada e entrava pelo meio do mato e, no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte maneira:-
- Deus Todo Poderoso fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem!!!

Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha.

A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha.

 O homem se pôs a fazer outra oração cada vez mais angustiado:-
- Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha.

Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar...

Então ele abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia.
Os malfeitores estavam entrando na trilha, na qual ele se encontrava, e ele estava esperando apenas a morte.

Quando passaram em frente da trilha o homem escutou:-
- Vamos, entremos nesta trilha.

- Não, não está vendo que tem até teia de aranha?

Nada entrou por aqui.
Continuemos procurando nas próximas trilhas.

" Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível. "

Às vezes pedimos muros para estarmos seguros, mas Deus pede que tenhamos confiança Nele para deixar que sua Glória se manifeste e faça algo como uma teia, que nos dá a mesma proteção de  uma muralha.

Nunca desanime em meio às lutas, siga em frente,  pois Deus disse:-
- "Diga ao fraco que eu sou Forte".

São nos momentos mais difíceis, que encontramos em Deus a nossa Força.

Tenha um  Ótimo dia !!!


Recebido por e-mail do
Amigo Arlei

Lixos para a mente




Lixos para a Mente

Nossa mente é um equipamento muito mais sofisticado que o mais potente dos computadores.

Mesmo assim, esse sistema é bombardeado constantemente com “spams”, mensagens indesejadas, vários tipos de lixo.
 
São notícias negativas, cenas diárias de pessoas que preferem alimentar o mal.  
 
Os sistemas de computação são compatíveis com defesas de programas específicos de anti-spam e anti-vírus, mas, infelizmente não é possível instalar nenhum programa ou filtro de lixo eletrônico no cérebro. 
 
 Mas, como podemos nos prevenir e nos defender do lixo que invade nossa mente todos os dias?
 
A única solução que pode ser adotada é um policiamento consciente.  
 
Mas como identificar uma mensagem classificada como“lixo”?
 
Eu diria que isso é mais fácil do que você imagina!
 
 
Considere “lixo”, tudo aquilo que não agrega nada à vida, que não nos torna pessoas melhores.
   
Considere “lixo”, ainda, toda a mensagem que denigre outra pessoa. 

Inclua nas suas regras de “lixo”, aquelas mensagens que deprimem, que mostram as dificuldades, as que emitem violência.

Descarte todas as mensagens que induzam ao mal pensamento, aos sentimentos que geram  ansiedade ou qualquer outro desconforto.

Não se esqueça de incluir, também, todas as que desviam suas intenções de cumprir uma meta para o sucesso e desenvolvimento. 

Aceite apenas as mensagens que acrescentam ânimo, positividade e luz no coração e na mente!

Previna-se e não deixe que o “lixo”  que anda solto por aí contamine você.

Se a realidade nos alimenta com lixo, a mente pode nos alimentar com flores

Caio Fernando Abreu
 

Segundo os orientais, os cactos são considerados Guardiões, por serem purificadores de ambientes e  agem como uma barreira para os raios gama emitidos por computadores e aparelhos de TV e celulares.

Segundo aquela cultura, por viverem em regiões áridas e isoladas, os cactos ajudam as pessoas a conhecerem a sua força interna.

Pelo fato de armazenarem água (elemento que simboliza sentimento e emoção), favorecem aqueles que se defendem das próprias emoções.

Tê-los por perto é um lembrete de vitalidade, persistência e integração com tudo o que está a nossa volta.


“Todos os dias deveríamos ler um bom poema, ouvir uma linda canção, contemplar um belo quadro e dizer algumas palavras bonitas”.

Goethe

Reflita sobre o que as pessoas falam para mudar a sua vida, pois muitas querem apenas o seu mal.

Sómente ouça as que você concorda, pois seu coração sabe muito bem o que é certo ou errado.

Recebido por e-mail da
Amiga Marina
 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Umuntu ngumuntu nagabantu





Umuntu ngumuntu nagabantu

Um antropólogo estava estudando uma tribo na África, chamada Ubuntu, e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa.
  
Sobrava muito tempo,  então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.
  
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. 
 
Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
  
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado.
 
Quando ele disse:- 
- "Já!", instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto.
 
Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem, felizes.
  
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou por que elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.
  
Elas simplesmente responderam:-
- *"**Ubuntu, tio. 
 
Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?"
  
*Ele ficou desconcertado! 
 
Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. 
 
Ou jamais teria proposto uma competição, certo?
  
Ubuntu significa: *"Sou quem sou, porque somos todos nós!"
 
*Na tradução literal da expressão inteira que é utilizada por esse povo:
 
*Umuntu ngumuntu nagabantu =
 
* *"**Uma pessoa só é uma pessoa por causa das outras pessoas**"* *.
  
*Atente para o detalhe:-
-  Porque SOMOS, não pelo que temos...
 
UBUNTU PARA VOCÊ!
 
E tem brinde:-
  
"Que a estrada se abra à sua frente,
Que o vento sopre levemente às suas costas,
Que o sol brilhe morno e suave em sua face,
Que a chuva caia de mansinho em seus campos...
Que a colheita te recompense,
Que o tempo te pareça breve,
E, até que nos encontremos de novo,
Que Deus lhe guarde na palma de Suas mãos."
 
 
 Prece Irlandesa
 
 
 Recebido por e-mail do
Amigo Arlei

O Tempo passou e me formei em solidão !





        "O TEMPO PASSOU E ME FORMEI EM SOLIDÃO" 

José Antônio Oliveira de Resende 
Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do Departamento de Letras, Artes e Cultura, da Universidade Federal de São João del-Rei/MG.

Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. 
 
Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. 

Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé.
 
Geralmente, à noite.

Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. 
 
E os donos da casa recebiam alegres a visita. 
 
Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.

- Olha o compadre aqui, garoto! 
 
Cumprimenta a comadre.

E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. 
 
Aí chegava outro menino. 
 
Repetia-se toda a diplomacia.

- Mas vamos nos assentar, gente. 
 
Que surpresa agradável!

A conversa rolava solta na sala. 
 
Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. 
 
Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando- nos e olhando a casa do tal compadre.
 
 Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora.
 
 A nossa também era assim.

Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. 
 
Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha - geralmente uma das filhas - e dizia:-
- Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

Tratava-se de uma metonímia gastronômica. 
 
O café era apenas uma parte:-
- pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.

Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. 
 
Pra que televisão?
 
Pra que rua? 
 
Pra que droga? 
 
A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço,
na esperança... 
 
Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam....
 
...era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. 
 
Ainda nos acenávamos. 
 
E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida.
 
 Era assim também lá em casa. 
 
Recebíamos as visitas com o coração em festa... 
 
A mesma alegria se repetia. 
 
Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. 
 
Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.

O tempo passou e me formei em solidão. 
 
Tive bons professores:-
- televisão, vídeo, DVD, e-mail... 
 
Cada um na sua e ninguém na de ninguém. 
 
Não se recebe mais em casa. 
 
Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:-
- Vamos marcar uma saída!... - ninguém quer entrar mais.

Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e Possibilidades enterradas. 
 
Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.

Casas trancadas... 
 
Pra que abrir? 
 
O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite...

Que saudade do compadre e da comadre! 
 
Recebido por e-mail da
Amiga Daly