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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Por quê POUCA LUZ na SALA DE PASSE ?




Por quê POUCA LUZ na SALA DE PASSE ?



Por que nas salas apropriadas ao passe magnético a claridade não se faz presente, senão através de lâmpadas coloridas?

Divaldo - Em face da irradiação dos raios caloríficos que consomem os fluidos, é conveniente manter-se um ambiente de penumbra, quando da aplicação dos passes, evitando-se, quanto possível, a exposição também de lâmpadas coloridas, no pressuposto de realizar-se ação cromo terapêutica.


Divaldo Pereira Franco



Descobrimento do Brasil pela Visão Espírita





Dia 22 de abril, lembra a chegada ao Brasil da esquadra de Pedro Álvares Cabral, a mando da coroa portuguesa. 


Quando avistou Porto Seguro, Cabral não imaginava que estava cravando bandeira para desbravar o país que seria no futuro o coração do mundo e a pátria do evangelho. 

Pouca gente sabe a história espiritual desse acontecimento. 

Apenas os Espíritas conhecem o Livro:- de Humberto de Campos que afirma que o Brasil nasceu para ter um destino glorioso dentre as nações do mundo.

Jesus por volta do ano de 1370 esteve reunido com os dirigentes do planeta para transplantar a árvore do evangelho que havia sido plantada na Palestina para outro local do globo.

Isso se dava porque a Terra Santa havia sido degradada vilmente pelos homens e pelas guerras, e se fazia necessário mudar a sementeira de luz. 

A Palestina estava arrasada e onde antes a terra era resplandecente e verdejante havia apenas escombros e deserto árido. 

A ação do homem belicoso havia destruído o local mais sagrado do mundo, pois nele havia pisado o Espírito mais sublime que a Terra conhecera.

O Espírito Hilel reencarna em 04 de março de 1394 na cidade do Porto como o infante Dom Henrique de Avis, quinto filho do Rei D. João I

Ele renovou as energias portuguesas no desejo de encontrar novas terras além-mar. 

Para auxiliar o trabalho da Escola de Sagres por ele fundada, os mentores espirituais foram buscar Espíritos de alto conhecimento em navegação, afeitos às lides com o mar. 

Os grandes navegadores surgiram de sua escola para desbravar os oceanos e descobrir as novas terras além do atlântico. 

Os Fenícios foram os escolhidos a voltar ao planeta para dar o impulso necessário à navegação. Eram corajosos e destemidos com o mar desde dez séculos antes de Cristo.

Dom Henrique desencarna em 13 de novembro de 1460 tendo cumprido uma das missões mais relevantes para o mundo. 

Traçados os objetivos, os Espíritos começaram o trabalho de tornar realidade os sonhos delineados. 

Essas histórias contadas pelos Espíritos nos levam a crer que o mundo tem seus anjos tutelares e que eles estão constantemente trabalhando para que o planeta alcance o seu posto maior que é o de servir de casa para os Espíritos subirem na escala evolutiva.

Se o homem degrada o planeta, por certo, em contrapartida, a espiritualidade trabalha com os homens de bem para que a virtude vença as investidas do mal.

Com certeza, a comunicação feita pelos Espíritos a Allan Kardec de que a Terra se transformaria em planeta de regeneração, deixando para trás a condição de mundo de provas e expiação está ocorrendo.

Limpando a casa dos fluídos deletérios que a empestam, ela será o domicílio limpo e arejado que os mansos encontrarão para viver em paz no futuro.


Luiz Marini


Observação de Rudymara:-
- O descobrimento de nosso país foi planejado no mundo espiritual. 

Mas, as ações dos homens, após este acontecimento, segue a lei do livre arbítrio. 

Muitos erros foram cometidos por vários motivos, por exemplo, pela ganância, poder, etc. 

Mas, Deus e Jesus aguardam que possamos "redescobrir" este grande tesouro onde moramos, para que cuidemos melhor dele.

Grupo de Estudo Allan kardec 


domingo, 21 de maio de 2017

Em Busca do Amor Ideal


Em Busca do Amor Ideal


Será que existe mesmo o amor ideal? 
Onde e como encontrá-lo? 
A busca pelo amor idealizado tem levado muitas pessoas a percorrem longos e dolorosos caminhos, crentes de que esse encontro faria suas vidas mais felizes e completas, porque ao contrário das histórias mostradas em romances e filmes, o mundo real se apresenta de forma bem diferente dos sonhos, levando muitos à insatisfação.
São inúmeras definições sobre o tema, desde as mais materialistas às reflexões embasadas na filosofia e na religião. 
Sob a ótica do filósofo grego, Platão, o amor ideal seria a junção de duas partes que se completariam, algo essencialmente puro e desprovido de paixões, um amor perfeito e impossível de se realizar. 
Nesta concepção, o amante buscaria no amado, suprir a falta da sua verdade essencial, a Ideia, para se sentir completo, diferente das paixões ligadas à matéria, que seriam passageiras, falsas e nutridas pelo desejo.
Procurando compreender o pensamento do grande filosofo sobre o amor como preenchimento de um vazio e a crença na salvação para outros problemas da vida, encontramos à luz do espiritismo explicações abrangentes. 
Como esclarecem os bons espíritos, a grande parte das relações afetivas no atual estágio evolutivo que se encontra a humanidade são marcadas por resgates do passado, com o propósito do aprendizado e do perdão. 
Poucos são os que já aprenderam que o amor não se busca, porque não se encontra fora, mas uma conquista interior do espírito, doando o melhor de seus corações com generosidade e se sentindo completos por essa entrega verdadeira.
Esclarecem os bons espíritos sobre as caras metades na questão 299 de O Livro dos Espíritos:-
- “A expressão é inexata. 
Se um Espírito fosse a metade do outro, separados os dois, estariam ambos incompletos.”
Em relação aos compromissos afetivos, complementa o espírito Emmanuel pela psicografia de Chico Xavier no Livro:- Vida e Sexo:-
- “Para que não sejamos mutilados psíquicos, urge não mutilar o próximo. 
Em matéria de afetividade, no curso dos séculos, vezes inúmeras disparamos na direção do narcisismo e, estirados na volúpia do prazer estéril, espezinhamos sentimentos alheios, impelindo criaturas estimáveis e nobres a processos de angústia e criminalidade, depois de prendê-Ias a nós mesmos com o vínculo de promessas brilhantes, das quais nos descartamos em movimentação imponderada.”
Entende-se a partir dessas reflexões, que enquanto os relacionamentos amorosos forem movidos pelo egoísmo, orgulho ou vaidade, a solidão intima existirá, mesmo estando acompanhado, porque além da ligação física, para que união de almas possa se consolidar é necessário que prevaleça o respeito recíproco e a paciência para a construção do amor sincero.
Quando formos capazes de praticar o amor em sua essência, deixaremos de buscar o sonho inatingível para caminhar rumo à experiências mais profundas e felizes!
Sugestões para inspirar o amor 
A CURA PELO AMOR: Doutor Bezerra de Menezes, figura apostolar do espiritismo, considerado o líder entre os médicos do Espaço que atuam em nosso orbe, é quem vem nos revelar as facetas de uma terapia que prescreve o amor como instrumento profilático na caminhada do espírito imortal, rumo às paragens angélicas.
AMOR NUNCA DIZ ADEUS:-
- Em uma história cheia de amor, paixão, traição e vingança, eles aprenderão a importância da espiritualidade e do perdão na vida de todos nós e perceberão que o amor jamais nos abandona.
Marcados pelo Passado:- 
- O Amor foi mais Forte:-
- O entrelaçar de um história intrigante com muitos sentimentos envolvidos,uma narrativa envolvente que trata de temas como aborto, obsessão, a dinâmica da reencarnação, a lei de causa e efeito e a importância de descobrir os valores espirituais e o verdadeiro sentido da vida.
CD NOS PASSOS DO MESTRE:-
- Trilha sonora original do filme Nos Passos do Mestre – Jesus Segundo Espiritismo
Para ouvir música Segredos do Amor Musical Mundo Maior
Blog Mundo Maior

sábado, 20 de maio de 2017

Bezerra de Menezes


 
Bezerra de Menezes

A inclusão de Adolfo Bezerra de Menezes entre os mais destacados espíritas do século 20, ocorreu por extensão, uma vez que ele desencarnou no dia 11 de abril de 1900, portanto, não tendo atuação no século que finda. 

Entretanto, ele é aqui incluído por uma questão que merece exame.

Embora sua atuação tenha sido circunscrita de 1886 a 1900, portanto toda no século 19, o nome de Bezerra de Menezes se incorporou de tal forma ao meio doutrinário espírita que ele, embora Espírito, parece estar presente no cenário humano.

Centenas de centros afirmam que ele é o seu “guia”. 

Dezenas de médiuns de todo o País transmitem mensagem do mais variado sentido e estilo, atribuindo-as, todavia, ao dr. Bezerra de Menezes

Milhares de pessoas são “devotas” dele, invocando-o nos seus momentos de tristeza e dor.

Além disso, Bezerra de Menezes aparece como uma espécie de mentor do movimento, dando conselhos e diretrizes, em extensão ao que lhe fora atribuído quando encarnado como “O Allan Kardec brasileiro”.
 
Médico, político de expressão, tanto na Câmara dos Deputados como na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, onde ocupou o cargo de Prefeito, ele granjeou simpatias pela sua expressiva caridade. 

De tal forma que foi alcunhado de “O Médico dos Pobres”.

Bezerra aliou-se tardiamente ao Espiritismo

Fê-lo, todavia, com decidida integração. 

Espírito conciliador, embora místico e roustainguista, procurou uma unidade do movimento, em torno da Federação Espírita Brasileira, que presidiu.

Sobre o dr. Bezerra contam-se “lindos casos” e existem relatos interessantes sobre sua atuação, como Espírito, em qualquer parte do País.

Tanto é esse fascínio que foi votado, como dissemos, como um dos mais destacados espíritas do século 20, embora tenha vivido corporalmente no século 19. 

Como espírita encarnado neste século, pois, não há o que dizer. 

Mas suas atuações como Espírito são de grande interesse.

Já em várias ocasiões assinalamos que existem “n” Bezerras. 

Quando se comunica na FEB é roustainguista. 

Quando fala por Divaldo Franco tem uma conotação extremamente paternal e dramática. 

Através de Chico Xavier é kardecista radical

Que chega a desagradar os dirigentes da FEB.

Em uma famosa mensagem transmitida pelo médium Chico Xavier ele enfatizou:-
- “kardequizar é o lema de agora” e foi rejeitada pelo presidente Francisco Thiesen, por contrariar o pensamento da FEB. 

De modo informal, chegou a por em dúvida a autenticidade da mensagem, alegando que houve “problemas na filtragem mediúnica”. 

A FEB jamais aceitou Kardec como o autor do Espiritismo, uma vez que segue a diretriz do “anjo” Ismael, que afirmou:-
- “A tarefa do Espiritismo é pregar o evangelho” e se fundamenta nas teses de J.B. Roustaing sobre o Cristo fluídico, a encarnação punitiva e a queda do Espírito, temas contrários ao pensamento kardecista.

Além desses casos notórios, mensagens atribuídas a Bezerra primam pela diversidade e até pelas contradições.

Nem mesmo Emmanuel, com sua profusão literária e propaganda, conseguiu tirar o lugar de Bezerra no coração dos espíritas, pela sua ação caritativa e fraternal. 

O carisma do “medico dos pobres” e do Kardec brasileiro” venceu a morte e Bezerra de Menezes continua sendo um grande líder, um guia amado, respeitado e desejado por milhões de espíritas.

Por essas razões, embora não vivendo no século 20, o dr. Adolfo Bezerra de Menezes é o único Espírito incluído, na pesquisa informal do Abertura, entre os mais destacados espíritas e pesquisadores psíquicos deste século que termina.


Anália Franco


Anália Franco

Seu nome de solteira era Anália Emília Franco. 

Após consorciar- se em matrimônio com Francisco Antônio Bastos, seu nome passou a ser Anália Franco Bastos, entretanto, é mais conhecida por Anália Franco.

Com 16 anos de idade entrou num Concurso de Câmara dessa cidade e logrou aprovação para exercer o cargo de professora primária. 

Trabalhou como assistente de sua própria mãe durante algum tempo. 

Anteriormente a 1875,  diplomou- se Normalista, em S. Paulo.

Foi após a Lei do Ventre Livre que sua verdadeira vocação se exteriorizou:-
- A vocação literária. 

Já era por esse tempo notável como literata, jornalista e poetisa, entretanto, chegou ao seu conhecimento que os nascituros de escravas estavam previamente destinados à “Roda” da Santa Casa de Misericórdia

Já perambulavam, mendicantes, pelas estradas e pelas ruas, os negrinhos expulsos das fazendas por impróprios para o trabalho. 

Não eram, como até então “negociáveis”, com seus pais e os adquirentes de cativos davam preferência às escravas que não tinham filhos no ventre. 

Anália escreveu, apelando para as mulheres fazendeiras. 

Trocou seu cargo na Capital de São Paulo por outro no Interior, a fim de socorrer as criancinhas necessitadas.

Num bairro duma cidade do norte do Estado de S. Paulo conseguiu uma casa para instalar uma escola primária. 

Uma fazendeira rica lhe cedeu a casa escolar com uma condição, que foi frontalmente repelida por Anália:-
- Não deveria haver promiscuidade de crianças brancas e negras. 

Diante dessa condição humilhante foi recusada a gratuidade doda casa, passando a pagar um aluguel. 

A fazendeira guardou ressentimento à altivez da professora, porém, naquele local Anália inaugurou a sua primeira e original “Casa Maternal”

Começou a receber todas as crianças que lhe batiam à porta, levadas por parentes ou apanhadas nas moitas e desvios dos caminhos. 

A fazendeira, abusando do prestígio político do marido, vendo que a sua casa, embora alugada, se transformara num albergue de negrinhos, resolveu acabar com aquele “escândalo” em sua fazenda. 

Promoveu diligências junto ao coronel e este conseguiu facilmente a remoção da professora.

Anália foi para a cidade e alugou uma casa velha, pagando de seu bolso o aluguel correspondente à metade do seu ordenado. 

Como o restante era insuficiente para a alimentação das crianças, não trepidou em ir, pessoalmente, pedir esmolas para a meninada. 

Partiu de manhã, à pé, levando consigo o grupinho escuro que ela chamava, em seus escritos, de “meus alunos sem mães”. 

Numa folha local anunciou que, ao lado da escola pública, havia um pequeno “abrigo” para as crianças desamparadas. 

A fama, nem sempre favorável da novel professora, encheu a cidade.

A curiosidade popular tomou- se de espanto, num domingo de festa religiosa. 

Ela apareceu nas ruas com seus “alunos sem mães”, em bando precatório. 

Moça e magra, modesta e altiva, aquela impressionante figura de mulher, que mendigava para filhos de escravas, tornou- se o escândalo do dia. 

Era uma mulher perigosa, na opinião de muitos.

Seu afastamento da cidade principiou a ser objeto de consideração em rodas políticas, nas farmácias. 

Mas rugiu a seu favor um grupo de abolicionistas e republicanos, contra o grande grupo de católicos, escravocratas e monarquistas.
 
Com o decorrer do tempo, deixando algumas escolas maternais no Interior, veio para S. Paulo. 

Aqui entrou brilhantemente para o grupo abolicionista e republicano. 

Sua missão, porém, não era política. 

Sua preocupação maior era com as crianças desamparadas, o que a levou a fundar uma revista própria, intitulada “Álbum das Meninas”, cujo primeiro número veio a lume a 30 de abril de 1898

 O artigo de fundo tinha o título “Às mães e educadoras”. 

Seu prestígio no seio do professorado já era grande quando surgiram a Abolição da Escravatura e a República. 

O advento dessa nova era encontrou Anália com dois grandes colégios gratuitos para meninas e meninos. 

E logo que as leis o permitiram, ela, secundada por vinte senhoras amigas, fundou o instituto educacional que se denominou “Associação Feminina Beneficente e Instrutiva”, no dia 17 de novembro e 1901, com sede no Largo do Arouche, em S. Paulo.

Em seguida criou várias “Escolas Maternais” e “Escolas Elementares”, instalando, com inauguração solene a 25 de janeiro de 1902, o “Liceu Feminino”, que tinha por finalidade instruir e preparar professoras para a direção daquelas escolas, com o curso de dois anos para as professoras de “Escolas Maternais” e de três anos para as “Escolas Elementares”.

Anália Franco publicou numerosos folhetos e opúsculos referentes aos cursos ministrados em suas escolas, tratados especiais sobre a infância, nos quais as professoras encontraram meios de desenvolver as faculdades afetivas e morais das crianças, instruindo- as ao mesmo tempo. 

O seu opúsculo “O Novo Manual Educativo”, era dividido em três partes:-
- Infância, Adolescência e Juventude.
 
Em 1o. de dezembro de 1903, passou a publicar “A Voz Maternal”, revista mensal com a apreciável tiragem de 6.000 exemplares, impressos em oficinas próprias.

A Associação Feminina mantinha um Bazar na rua do Rosário n.o. 18, em S. Paulo, para a venda dos artefatos das suas oficinas, e uma sucursal desse estabelecimento na Ladeira do Piques n.o. 23.

Anália Franco mantinha:-
- Escolas Reunidas na Capital e Escolas Isoladas no Interior, - Escolas Maternais, 
- Creches na Capital e no Interior do Estado, 
- Bibliotecas anexas às escolas, 
-Escolas Profissionais, 
- Arte Tipográfica, 
- Curso de Escrituração Mercantil, 
- Prática de Enfermagem e Arte Dentária, Línguas (francês, italiano, inglês e alemão); 
- Música, Desenho, Pintura, Pedagogia, Costura, Bordados, Flores artificiais e Chapéus, num total de 37 instituições.

Era romancista, escritora, teatróloga e poetisa. 

Escreveu uma infinidade de livretos para a educação das crianças e para as Escolas, os quais são dignos de serem adotados nas Escolas públicas.

Era espírita fervorosa, revelando sempre inusitado interesse pelas coisas atinentes à Doutrina Espírita.

Produziu a sua vasta cultura três ótimos romances:-
- “A Égide Materna”, 
- “A Filha do Artista”, e 
- “A Filha Adotiva”. 

Foi autora de numerosas peças teatrais, de diálogos e de várias estrofes, destacando- se:-
- “Hino a Deus”, 
- “Hino a Ana Nery”, 
-“Minha Terra”, 
- “Hino a Jesus” e outros.

Em 1911 conseguiu, sem qualquer recurso financeiro, adquirir a “Chácara Paraíso”

Eram 75 alqueires de terra, parte em matas e capoeiras e o restante ocupado com benfeitorias diversas, entre as quais um velho solar, ocupado durante longos anos por uma das mais notáveis figuras da História do Brasil:-
- Diogo Antônio Feijó.

Nessa chácara fundou Anália Franco a “Colônia Regeneradora D. Romualdo”, aproveitando o casarão, a estrebaria e a antiga senzala, internando ali sob direção feminina, os garotos mais aptos para a Lavoura, a horticultura e outras atividades agropastoris, recolhendo ainda moças desviadas, conseguindo assim regenerar centenas de mulheres.

A vasta sementeira de Anália Franco consistiu em:-
- 71 Escolas, 2 albergues, 1 colônia regeneradora para mulheres, 23 asilos para crianças órfãs, 1 Banda Musical Feminina, 1 orquestra, 1 Grupo Dramático, além de oficinas para manufatura de chapéus, flores artificiais, etc., em 24 cidades do Interior e da Capital.

Sua desencarnação ocorreu precisamente quando havia tomado a deliberação de ir ao Rio de Janeiro fundar mais uma instituição, idéia essa concretizada posteriormente pelo seu esposo, que ali fundou o “Asilo Anália Franco”.

A obra de Anália Franco foi, incontestavelmente, uma das mais salientes e meritórias da História do Espiritismo.


sexta-feira, 19 de maio de 2017

A Vida Surpreendente de Batuíra




ANTÔNIO GONÇALVES DA SILVA “BATUÍRA, nasceu na Freguesia das Águas Santas (Portugal), em 19 de março de 1839

Aos onze anos, imigrou para o Brasil, vivendo três anos no Rio de Janeiro, transferindo-se depois para Campinas (São Paulo), onde trabalhou por alguns anos na lavoura.

Mais tarde, fixou residência na Capital bandeirante, dedicando-se à venda de jornais. 

Naquela época, São Paulo era uma cidade de 30 mil habitantes. 

Ele entregava os jornais de casa em casa, conquistando nessa profissão a simpatia e a amizade dos seus fregueses. 

Muito ativo, correndo daqui para acolá, a gente da rua o apelidava “O BATUÍRA” (nome que o povo dava à narceja, ave pernalta, muito ligeira, de vôo rápido, que freqüenta os charcos, à volta dos lagos).


Convivendo com os acadêmicos de Direito do Largo de São Francisco passou a dedicar-se à arte teatral:-
- Montou pequeno teatro à rua Cruz Preta (depois denominada rua Senador Quintino Bocaiúva). 

Quando aparecia em cena, BATUÍRA era aplaudido e os estudantes lhe dedicavam versos como estes:-
- “Salve grande Batuíra/Com seus dentes de traíra/Com seus olhos de safira/Com tua arte que me inspira/Nas cordas de minha lira/Estes versos de mentira.

Àquela altura da sua vida passou a fabricar charutos, o que fez prosperar as suas finanças. 

Adquiriu diversos lotes de terrenos no Lavapés, onde construiu sua residência e, ao lado, uma rua particular de casas que alugava aos humildes e que hoje se chama Rua Espírita.


De espírito humanitário e idealista, aderiu, desde logo, à Campanha Abolicionista, trabalhando denodadamente ao lado de Luiz Gama e de Antônio Bento

Em sua casa e abrigava os escravos foragidos e só os deixava sair com a Carta de Alforria.

Despertado pela Doutrina Espírita exemplificou no mais alto grau dos ensinamentos cristãos:-
- Praticava a caridade, consolava os aflitos, tratava os doentes com a Homeopatia e difundia os princípios espíritas. 

Fundou o jornal “Verdade e Luz”, em 25 de maio de 1890, que chegou a ter uma tiragem de cinco mil exemplares. 

Abriu mão dos seus bens em favor dos necessitados.

A sua casa no Lavapés, que era ao mesmo tempo hospital, farmácia, albergue, escola e asilo. 

Ele a doou para sede da Instituição Beneficente “Verdade e Luz”.

Recolhia os doentes e os desamparados, infundindo-lhes a fé necessária para poderem suportar suas provas terrenas. 

A propósito disso dizia-se de Batuíra:-
- “Um bando de aleijados vivia com ele”. 

Quem chegasse à sua casa, fosse lá quem fosse, tinha cama, mesa e cobertor.

De suas primeiras núpcias com dona Brandina Maria de Jesus, teve um filho, Joaquim Gonçalves Batuíra que veio a se casar com dona Flora Augusta Gonçalves Batuíra. 

Das segundas núpcias teve outro filho que desencarnou aos doze anos.

Mas, apesar disso, Batuíra era pai de quase toda gente. 

Exemplo disso foi o Zeca, que Batuíra recebeu com poucos meses e criou como seu filho adotivo, o qual se tornou continuador da sua obra na instituição beneficente que ele fundara.

Eis alguns traços da personalidade de Batuíra pela pena do festejado escritor Afonso Schmidt:-
- “Em 1873, por ocasião da terrível epidemia de varíola que assolou a capital da Província, ele serviu de médico, de enfermeiro, de pai para os flagelados, deu-lhes não apenas o remédio e os desvelos, mas também o pão, o teto e o agasalho. 

Daí a popularidade de sua figura. 

Era baixo, entroncado e usava longas barbas que lhe cobriam o peito amplo. 

Com o tempo essa barba se fez branca e os amigos diziam que ele era tão bom, que se parecia com o imperador”.

Batuíra era tão popular que foi citado em obras como:- 
- “História e Tradições da Cidade de São Paulo”, 
de Ernani Silva Bueno; 
- “A Academia de São Paulo – Tradições e Reminiscências – Estudantes, Estudantões e Estudantadas”, de Almeida Nogueira; 
- “A Cidade de São Paulo em 1900”, de Alfredo Moreira Pinto. 

Escreveram ainda sobre ele J. B. Chagas, Afonso Schmidt, Paulo Alves Godoy e Zeus Wantuil.

Batuíra criou grupos espíritas em São Paulo, Minas Gerais, e Estado do Rio, proferiu conferências espíritas por toda parte, criou a Livraria e Editora Espírita, onde se fez impressor e tipógrafo.

Referindo-se ao seu desencarne, Afonso Schmidt escreveu:- 
- “Batuíra faleceu a 22 de Janeiro de 1909. 

São Paulo inteiro comove-se com o seu desaparecimento.

Que idade tinha? 

Nem ele mesmo sabia. 

Mas o seu nome ficou por aí, como um clarão de bondade, de doçura, de delicadeza ao céu, dessas que se vão fazendo cada vez mais raras num mundo velho, sem porteira…”

OFERTA DO GRUPO ESPÍRITA BATUÍRA 
– Rua Caiubí, 1306, Perdizes, São Paulo, SP