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domingo, 31 de agosto de 2014

Aproveitar a Vida



Aproveitar a Vida


Você aproveita a vida?

É muito comum ouvir as pessoas e, principalmente os jovens, dizendo que querem aproveitar a vida. 

E isso geralmente é usado como desculpa para eximir-se de assumir responsabilidades.

Mas, afinal de contas, o que é aproveitar a vida?

Para uns é matar-se aos poucos com as comilanças, bebidas alcoólicas, fumo e outras drogas.

Para outros é arriscar a vida em esportes perigosos, noitadas de orgias, consumir-se nos prazeres carnais.

Talvez isso se dê porque, muitos de nós não sabemos porque estamos na Terra. 

E, por essa razão, desperdiçamos a vida em vez de aproveitá-la.

Certo dia, um jovem que trabalhava em uma repartição pública, na companhia de outros colegas que costumavam se reunir todos os finais de expediente para beber e fumar à vontade, foi convidado a acompanhá-los.

Ele agradeceu e disse que não bebia e que também não lhe agradava a fumaça do cigarro. 

Os demais riram dele e lhe perguntaram, com ironia, se a religião não lhe permitia, ao que ele respondeu:-
- A minha inteligência é que me impede de fazer isso.

E que inteligência é essa que não lhe permite aproveitar a vida? 

Perguntaram os colegas.

O rapaz respondeu com serenidade:-
- E vocês acham que eu gastaria o dinheiro que ganho para me envenenar? 

Vocês se consideram muito espertos, mas estão pagando para estragar a própria saúde e encurtar a vida que, para mim, é preciosa demais.

Observando as coisas sob esse ponto de vista, poderemos considerar que aproveitar a vida é dar-lhe o devido valor.

É investir os minutos preciosos que Deus nos concede em atividades úteis e nobres.

Quando dedicamos as nossas horas na convivência salutar com os familiares, estamos bem aproveitando a vida.

Quando fazemos exercícios, nos distraímos no lazer, na descontração saudável, estamos dando valor à vida.

Quando estudamos, trabalhamos, passeamos, sem nos intoxicar com drogas e excessos de toda ordem, estamos aproveitando de forma inteligente as nossas existências.

Quando realmente gostamos de alguma coisa, fazemos esforços para preservá-la. 

Assim também é com relação à vida. 

E não nos iludamos de que a estaremos aproveitando acabando com ela.

Se você é partidário dessa ideia, vale a pena repensar com seriedade em que consiste o aproveitamento da vida.

E se você acha que os vícios lhe pouparão a existência, visite alguém que está se despedindo dela graças a um câncer de pulmão, provocado pelo cigarro.

Converse com quem entrega as forças físicas a uma cirrose hepática causada pelos alcoólicos.

Ouça um guloso inveterado que se encontra no cárcere da dor por causa dos exageros na alimentação.

Visite um infeliz que perdeu a liberdade e a saúde para as drogas que o consomem lentamente.

Observando a vida através desse prisma, talvez você mude o seu conceito sobre aproveitar a vida.

A vida é um poema de beleza, cujos versos são constituídos de propostas de luz, escritas na partitura da natureza, que lhe exalta a presença em toda parte.

Em consequência, a oportunidade da existência física constitui um quadro à parte de encantamento e conquistas, mediante cuja aprendizagem o Espírito se embeleza e alcança os altos planos da realidade feliz.


 Redação do Momento Espírita
 com pensamentos finais extraídos do item:- Alegria de viver
 do Livro:- Vida: desafios e soluções
  Cap. 6
 Espírito Joanna de Ângelis
Divaldo Pereira Franco
 ed. Leal.
Disponível no CD Momento Espírita
 v.6, ed. Fep.

No tempo de minha infância


 No tempo de minha infância


No tempo da minha infância
Nossa vida era normal
Nunca me foi proibido
Comer açúcar ou sal
Hoje tudo é diferente
Sempre alguém ensina a gente
Que comer tudo faz mal

Bebi leite ao natural
Da minha vaca Quitéria
E nunca fiquei de cama
Com uma doença séria
As crianças de hoje em dia
Não bebem como eu bebia
Pra não pegar bactéria

A barriga da miséria
Tirei com tranquilidade
Do pão com manteiga e queijo
Hoje só resta a saudade
A vida ficou sem graça
Não se pode comer massa
Por causa da obesidade

Eu comi ovo à vontade
Sem ter contra indicação
Pois o tal colesterol
Pra mim nunca foi vilão
Hoje a vida é uma loucura
Dizem que qualquer gordura
Nos mata do coração



Com a modernização
Quase tudo é proibido
Pois sempre tem uma Lei
Que nos deixa reprimido
Fazendo tudo que eu fiz
Hoje me sinto feliz
Só por ter sobrevivido

Eu nunca fui impedido
De poder me divertir
E nas casas dos amigos
Eu entrava sem pedir
Não se temia a galera
E naquele tempo era
Proibido proibir



Vi o meu pai dirigir
Numa total confiança
Sem apoio, sem air-bag
Sem cinto de segurança
E eu no banco de trás
Solto, igualzinho aos demais
Fazia a maior festança

No meu tempo de criança
Por ter sido reprovado
Ninguém ia ao psicólogo
Nem se ficava frustrado
Quando isso acontecia
A gente só repetia
Até que fosse aprovado

Não tinha superdotado
Nem a tal dislexia
E a hiperatividade
É coisa que não se via
Falta de concentração
Se curava com carão
E disso ninguém morria

Nesse tempo se bebia
Água vinda da torneira
De uma fonte natural
Ou até de uma mangueira
E essa água engarrafada
Que diz-se esterilizada
Nunca entrou na nossa feira

Para a gente era besteira
Ter perna ou braço engessado
Ter alguns dentes partidos
Ou um joelho arranhado
Papai guardava veneno
Em um armário pequeno
Sem chave e sem cadeado

Nunca fui envenenado
Com as tintas dos brinquedos
Remédios e detergentes
Se guardavam, sem segredos
E descalço, na areia
Eu joguei bola de meia
Rasgando as pontas dos dedos

Aboli todos os medos
Apostando umas carreiras
Em carros de rolimã
Sem usar cotoveleiras
Pra correr de bicicleta
Nunca usei, feito um atleta,
Capacete e joelheiras

Entre outras brincadeiras
Brinquei de Carrinho de Mão
Estátua, Jogo da Velha
Bola de Gude e Pião
De mocinhos e Cowboys
E até de super-heróis
Que vi na televisão

Eu cantei Cai, Cai Balão,
Palma é palma, Pé é pé
Gata Pintada, Esta Rua
Pai Francisco e De Marré
Também cantei Tororó
Brinquei de Escravos de Jó
E o Sapo não lava o pé

Com anzol e jereré
Muitas vezes fui pescar
E só saía do rio
Pra ir pra casa jantar
Peixe nenhum eu pagava
Mas os banhos que eu tomava
Dão prazer em recordar

Tomava banho de mar
Na estação do verão
Quando papai nos levava
Em cima de um caminhão
Não voltava bronzeado
Mas com o corpo queimado
Parecendo um camarão

Sem ter tanta evolução
O Playstation não havia
E nenhum jogo de vídeo
Naquele tempo existia
Não tinha vídeo cassete
Muito menos internet
Como se tem hoje em dia

O meu cachorro comia
O resto do nosso almoço
Não existia ração
Nem brinquedo feito osso
E para as pulgas matar
Nunca vi ninguém botar
Um colar no seu pescoço

E ele achava um colosso
Tomar banho de mangueira
Ou numa água bem fria
Debaixo duma torneira
E a gente fazia farra
Usando sabão em barra
Pra tirar sua sujeira

Fui feliz a vida inteira
Sem usar um celular
De manhã ia pra aula
Mas voltava pra almoçar
Mamãe não se preocupava
Pois sabia que eu chegava
Sem precisar avisar

Comecei a trabalhar
Com oito anos de idade
Pois o meu pai me mostrava
Que pra ter dignidade
O trabalho era importante
Pra não me ver adiante
Ir pra marginalidade

Mas hoje a sociedade
Essa visão não alcança
E proíbe qualquer pai
Dar trabalho a uma criança
Prefere ver nossos filhos
Vivendo fora dos trilhos
Num mundo sem esperança

A vida era bem mais mansa,
Com um pouco de insensatez.
Eu me lembro com detalhes
De tudo que a gente fez,
Por isso tenho saudade
E hoje sinto vontade
De ser criança outra vez

 
Ismael Gaião

sábado, 30 de agosto de 2014

Anotações Simples



 Anotações Simples

Entrevistado, através da televisão, você, meu amigo, jornalista distinto, afirmou que os escritores desencarnados estão transformando o Brasil numa grande necrópole.
E acrescentou, irônico:-
-Porque não se consagram os Espíritos a outras atividades artísticas?
- Porque razão não vem Da Vinci pintar alguma tela que lhe marque a glória inconfundível, como prova de  sobrevivência ?
- Porque não se faz ouvido o gênio musical de Chopin nas sessões espíritas, atestando a continuidade da vida, além-túmulo ?
Entretanto, somente nós, pobres escrivinhadores da vida carnal, em sua opinião, tornamos à arena física, padecendo pruridos de publicidade, famintos de evidência ...
E você, transbordando sarcasmo, termina a conversação sugerindo que o acervo de nossos avisos não passa de mistificações, em que os médiuns, à feição de cadernos, se fazem credores das atenções da própria justiça.
Suas perguntas e considerações, transmitidas a milhares de telespctadores, ficam no ar, e nós não guardamos a pretensão de a elas responder.
Se estivéssemos ai, envergando ao seu lado o macacão de carne, talvez lhe adotássemos o  ponto de vista sem qualquer discrepância.
Por isso mesmo, acatando-lhe a visão provisória, desejamos apenas dizer-lhe que não faltam artistas aqui, dispostos a enfrentar, com mais amplitude e profundeza, a pauta e o pincel, no sentido de colaborarem na sublimação da arte terrestre; no entanto, escasseiam no mundo companheiros que lhes abracem o ideal de beleza e renúncia, aceitando a necessária disciplina para a consecução das obras que pretenderiam concretizar, embora já existam, no Brasil e no seio de outros povos, médiuns do som e da cor, edificando notáveis realizações que você desconhece.
Movimente-se, afaste-se um tanto da sua galeria de censor e procure-os.
Encontrá-los-á, fazendo o melhor que podem, sob a orientação de grandes inteligências desencarnadas que, naturalmente, apenas lhes confiam aquilo que são capazes de receber.
Quanto a, nós outros, os que ainda escrevemos para resgatar os nossos pecados, perdoe-nos as páginas, agora despidas de qualquer presunção acadêmica.

Creio que, atualmente, não fazemos simples literatura.
Mereceríamos o inferno se ainda aqui estivéssemos na condição de beletristas interessados na fama que os vermes aniquilaram.

Achamo-nos em abençoada construção do espírito, utilizando os talentos da palavra, como o artífice que se vale dos méritos do tijolo para erguer o edifício humano.

Intentamos, com isso, não apenas retificar nossas faltas, mas igualmente contribuir na edificação da justiça e do amor, da solidariedade e do bem, da responsabilidade e do entendimento entre as criaturas, para que a Terra de amanhã seja menos conturbada que a Terra de hoje.

Buscamos simplesmente informar a vocês que a morte não existe e que o túmulo é uma espécie de cabina fotográfica, revelando o verdadeiro retrato de nossa consciência, afim de que se habilitem, nos padrões de Jesus, a suportar as requisições do tempo ...

Para a execução desse tentame, não dispomos de outro recurso senão escrever. 

E olhe que escrever não é tão indigno assim.

Você, com o seu respeitável título de católico-romano, não poderá, esquecer-se de que a primeira dádiva direta do Céu aos homens, segundo a Bíblia, foi o Livro dos Dez Mandamentos, de que Moisés se fez o guarda irredutível. 

E se um vaso Sagrado da Terra guarda a luz do Cristo para as nações, é forçoso convir que esse vaso é ainda o livro, arquivando-lhe a palavra de amor e luz.

Desse modo, com todo o nosso respeito aos pintores e musicistas, desencarnados ou não, rogo-lhe não considere com tanto desdém os seus irmãos de letras.

Esteje certo de que, em futuro talvez próximo, você estará pessoalmente em nossa companhia e sentirá uma vontade louca de apagar os seus erros escritos.

E que você encontre uma criatura consciente e caridosa que o ajude mediúnicamente, na piedosa empresa, são nossos votos sinceros, porque, sem dúvida alguma, ao nosso porto de surpresa e refazimento o barco de sua vida, hoje ou amanhã, chegara também.

 Livro:- Cartas e Crônicas 
Irmão X  
 Francisco Cândido Xavier 
 

Terceiro Milênio



Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará uma máquina utlizável, mas não uma personalidade.  
É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que é belo, do que é moralmente correto e encontrar seu lugar exato em relação aos seus próximos e à comunidade.
Albert Einstein 
 Como Vejo o Mundo (livro)
    Terceiro Milênio 
 O Despertar da bondade
                                                  
O ser humano do terceiro milênio precisa ter vocação para o bem, para o desenvolvimento da bondade e proteção à vida em sua ampla magnitude. 
É indispensável que desenvolva um sentimento nobre, olhar, respeitar seu semelhante, ao verde da natureza e diversidade, assim como a toda fauna existente na Terra.
Não adianta desenvolver apenas o aspecto racional, mas ter no coração o melhor sentimento que qualifique a sua forma de entender e viver, sendo justo e protetor da vida em amplo espectro.
Muitos, infelizmente, preocupam-se apenas com a formação acadêmica objetivando a competição no mercado formal de trabalho.  
É preciso muito mais:-
- Além do senso crítico, torna-se indispensável abraçar valores éticos que elevem a alma, tornando-a grandiosa; 
- Sonhar para construir, 
- Ser atencioso com o semelhante, ajudar sempre que for chamado ao auxílio, inclusive, aos animais.    
É inaceitável, nos dias atuais a perseguição, a mutilação, a caça, a pesca esportiva, a matança de animais e rituais religiosos,  os maus-tratos generalizados a esses seres tão indefesos. 
O  holocausto dos animais é algo insano e precisa ter fim.
 É inconcebível que os valores atávicos e crueis sejam a razão para o despertar do monstro que muitos carregam na alma.
Faz-se mister sublimar os instintos ruins e permitir que o amor ao próximo se manifeste, defendendo a vida como um todo e não apenas esta mentalidade egocêntrica, egoísta e inferior enraizada no inaceitável antropocentrismo. 
É preciso se preocupar também com a natureza e sua ampla diversidade. 
Precisamos evoluir como um todo e permitir que a vida flua naturalmente sem  o perigo avassalador que o ódio produz. 
Faz-se necessário amar a todas as manifestações de vida, afinal, não é compreensível que animais ainda sofram nas mãos de gente de vocação perversa. 
O bem precisa se estabelecer na Terra e precisa de todos nós que o abraçamos e nele nos espelhamos.
Vamos permitir que a bondade se manifeste em nossos corações e proteger a fauna e flora, afinal, fazemos partes de um todo e não somos especificamente este todo.
Gilberto Pinheiro
jornalista, palestrante em escolas,
universidades sobre a senciência dos animais

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Estado Mental

Estado Mental

... E vos renova no espírito do vosso sentido..."

PAULO. (Efésios, 4:23.)


A carga de condições menos felizes que trazemos de vidas passadas pode, comumente, acarretar-nos difíceis provações e privações, de caráter negativo, quando de nossa permanência na terra.
Provavelmente, não teremos a equipe familiar tão unida como desejaríamos e nem contamos ainda com ideais de elevação, em todos os seres queridos, segundo as nossas aspirações.
A atividade profissional, com muita frequência, não é aquela que mais se nos harmoniza com o modo de ser, porquanto, em muitos lances da experiência, somos forçados à execução de tarefas menos agradáveis, para a regeneração de nossos impulsos inferiores.
A situação social, bastas vezes, não é a que sonhamos, de vez que múltiplas circunstâncias nos impelem a realizar cursos de paciência e de humildade no anonimato educativo.
Obstáculos de ordem econômica, em muitos casos, se erigem como sendo cárceres de contratempos incessantes, nos quais devemos praticar o respeito aos bens da vida, aprendendo a usá-los sem abuso e sem desperdício.
Às vezes, não possuímos, no mundo, nem mesmo o corpo físico que nos corresponda à estrutura psicológica, a fim de que saibamos trabalhar, com vistas aos nossos próprios interesses para a Vida Superior.

Indiscutivelmente, nem sempre conseguimos eleger as ocorrências que nos favoreçam os melhores desejos, mas podemos, em qualquer posição, escolher o estado mental justo para aceitá-las com a possibilidade de convertê-las, em trilhas de acesso ao infinito Bem; e, depois de aceitá-las, construtivamente, verificamos que a Bondade de Deus nos concede a bênção do trabalho, na qual ser-nos-á possível ajudar-nos para que o Céu nos ajude, abreviando qualquer período de prova, renovando o campo íntimo, sublimando a existência e acendendo a luz inapagável do espírito, em nosso próprio destino, para a edificação do futuro melhor.


Livro:- Ceifa de Luz
 Emmanuel
Francisco Cândido Xavier

A Bagagem


A Bagagem

Quando sua vida começa você tem apenas uma mala pequenina de mão. 

A medida em que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, porque pensa que são importantes. 

A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas, pesa demais, então você pode escolher:-

- Ficar sentado à beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem. 

Você pode ficar a vida inteira esperando, até que seus dias acabem. 

Ou você pode aliviar o peso, esvaziar a mala. 

Mas, o que tirar? 

Você começa tirando tudo para fora. 

Veja o que tem dentro:-

- Amor, Amizade… Nossa! 

Tem bastante, curioso, não pesa nada… 

Tem algo pesado… 

Você faz força para tirar… 

Era a Raiva – como ela pesa! 

Aí você começa a tirar, tirar e aparece a Incompreensão, Medo, Pessimismo.
  Nesse momento, o Desânimo quase te puxa pra dentro da mala. 

Mas você puxa-o para fora com toda a força, e no fundo da mala aparece um Sorriso, que estava sufocado no fundo da sua bagagem. 

Pula para fora outro sorriso e mais outro, e aí sai a Felicidade! 

Aí você coloca as mãos dentro da mala de novo e tira pra fora a Tristeza. 

Agora, você vai ter que procurar a Paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante. 

Procure então o resto, a Força, Esperança, Coragem, Entusiasmo, Equilíbrio, Responsabilidade, Tolerância o Bom e Velho Humor. 

Tire a Preocupação também. 

Deixe de lado, depois você pensa o que fazer com ela. 

Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo. 

Mas, pense bem o que vai colocar lá dentro de novo, heim! 

Agora é com você. 

E não esqueça de fazer isso mais vezes, pois o caminho é MUITO, MUITO LONGO… 

Amados, então chegou a hora, não desistam da felicidade verdadeira. 

E sabe qual é? 

Haaa! Sua Bagagem agora novinha, levinha em Jesus. 

D.A.
Fonte: blog Vídeos e Mensagens Espírita 

O Divórcio


O Divórcio

O divórcio é lei humana que tem por objeto separar legalmente o que já, de fato, está separado. 

Não é contrário à lei de Deus, pois que apenas reforma o que os homens hão feito e só é aplicável nos casos em que não se levou em conta a lei divina. 

Se fosse contrario a essa lei, a própria Igreja seria obrigada a considerar prevaricadores aqueles de seus chefes que, por autoridade própria e em nome da religião, hão imposto o divórcio em mais de uma ocasião. 

E dupla seria aí a prevaricação, porque, nesses casos, o divórcio há objetivado unicamente interesses materiais e não a satisfação da lei de amor.
  Mas, nem mesmo Jesus consagrou a indissolubilidade absoluta do casamento. 

 Não disse ele:-
- “Foi por causa da dureza dos vossos corações que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres?” 

Isso significa que, já ao tempo de Moisés, não sendo a afeição mútua a única determinante do casamento, a separação podia tornar-se necessária. 

Acrescenta, porém:-
- “No princípio, não foi assim”, isto é, na origem da Humanidade, quando os homens ainda não estavam pervertidos pelo egoísmo e pelo orgulho e viviam segundo a lei de Deus, as uniões, derivando da simpatia, e não da vaidade ou da ambição, nenhum ensejo davam ao repúdio.
  Vai mais longe:-
- Especifica o caso em que pode dar-se o repúdio, o de adultério. 

Ora, não existe adultério onde reina sincera afeição recíproca. 

É verdade que ele proíbe ao homem desposar a mulher repudiada; mas, cumpre se tenham em vista os costumes e o caráter dos homens daquela época. 

A lei mosaica, nesse caso, prescrevia a lapidação. 

 Querendo abolir um uso bárbaro, precisou de uma penalidade que o substituísse e a encontrou no opróbrio que adviria da proibição de um segundo casamento. 

Era, de certo modo, uma lei civil substituída por outra lei civil, mas que, como todas as leis dessa natureza, tinha de passar pela prova do tempo.

 O Evangelho segundo o Espiritismo
 Cap. XXII
 Item 5

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Melodia do Silêncio

Melodia do Silêncio

Repara a melodia do silêncio nas criações divinas.

No Céu, tudo é harmonia sem ostentação de força.

O Sol brilhando sem ruído…

Os mundos em movimento sem desordem…

As constelações refulgindo sem ofuscar-nos…

E, na Terra, tudo assinala a música do silêncio, exaltando o amor infinito de Deus.

A semente germinando sem bulício…

A árvore ferida preparando sem revolta o fruto que te alimenta…

A água que hoje se oculta no coração da fonte, para dessedentar-te amanhã…

O metal que se deixa plasmar no fogo vivo, para ser-te mais útil.

O vaso que te obedece sem refutar-te as ordens…

Que palavras articuladas lhes definiriam a grandeza?

É por isso que o Senhor também nos socorre, através das circunstâncias que não falam, por intermédio do tempo, o sábio mudo.

Não quebres a melodia do silêncio, onde tua frase soaria em desacordo com a Lei de Amor que nos governa o caminho!

Admira cada estrela na luz que lhe é própria…

Aproveita cada ribeiro em seu nível…

Estende os braços a cada criatura dentro da verdade que lhe corresponda à compreensão…

Discute aprendendo, mas, porque desejes aprender, não precisas ferir.

Fala auxiliando, mas não te antecipes ao juízo superior, veiculando o verbo à maneira do azorrague inconsciente e impiedoso.

“Não saiba tua mão esquerda o que deu a direita” — disse-nos o Senhor.

Auxilia sem barulho onde passes.

Recorda a ilimitada paciência do Pai Celestial para com as nossas próprias faltas e ajudemos, sem alarde, ao companheiro da romagem terrestre.

Que, muitas vezes, apenas aguarda o socorro de nosso silêncio, a fim de elevar-se à comunhão com Deus.


Meimei
Francisco Cândido Xavier