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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Sobre o passe e seus efeitos


Sobre o passe e seus efeitos

Qual a importância do passe no Centro Espírita?

R: O passe na Casa Espírita representa um bom recurso de auxílio às pessoas que estejam enfermas, ou desgastadas emocionalmente ou, ainda, sob assédio de maus espíritos. 


Não deve ser a atividade única nem a mais importante na casa espírita e deve estar sempre associado à tarefa de esclarecimento e orientação doutrinária do assistido, porque o objetivo primordial do Espiritismo é o progresso intelecto-moral da humanidade e não o simples e momentâneo alívio de seus males.

O que acontece no momento do passe com quem dá e com quem recebe?

R: O passista, desejando ajudar alguém com o passe, atrai a assistência de bons espíritos, que o auxiliam a direcionar os fluidos para o assistido. 

Se o assistido estiver receptivo, sua mente adere à idéia de trabalho restaurativo e começa a sugeri-lo a todas as células do corpo físico. 

No dizer de André Luiz (Cap. XXII de “Mecanismos da Mediunidade”), assim que se estabelece o clima de confiança entre o socorrista e o necessitado, forma-se um elo de forças entre eles, pelo qual verte o auxílio da esfera superior, na medida dos créditos de um e de outro.

De que forma posso melhor aproveitar o momento do passe?
E como ele pode me proteger no dia-a-dia?
Ou o que devo fazer para que ele me proteja no dia-a-dia?

R: Para um bom estado receptivo das energias do passe, acalme seu coração, pacifique sua mente, eleve seu pensamento a Deus, confiando na misericórdia divina, e ore silenciosamente, pedindo que lhe sejam proporcionadas as bênçãos de que precisa, para prosseguir vivendo e cumprindo seus deveres para com Deus, consigo mesmo e com o próximo.

O passe lhe fortalecerá fluidicamente e a prece atrairá para você o amparo dos bons espíritos, como ajuda misericordiosa de Deus, para que você tenha equilíbrio e boa disposição para viver.

Mas, o que fará você estar protegido no seu dia-a-dia, serão o bem que você pensar e fizer, porque a justiça divina só dá a cada um segundo as suas obras.

Ouvimos comentário que numa casa espírita as crianças, durante a reunião pública, tem aulas de evangelização e por isso não necessitam receber o passe, apenas os adultos o recebem. 

Isto está correto?

R: As crianças saudáveis e equilibradas realmente não precisam receber passe, como também não o necessitam os adultos igualmente saudáveis e equilibrados. 

Mas para as crianças enfermas, ou que apresentem perturbação ou desequilíbrio, será benéfica uma adequada transmissão de energias, para o que haverá na casa espírita reuniões especializadas de assistência espiritual.

Um bebê que ainda não foi batizado em nenhuma religião pode receber o passe?
E é aconselhável fazê-lo para proteger a criança?

R: O batismo é uma prática exterior adotada em algumas religiões cristãs mas não é prática indispensável para a vida e bem estar de ninguém. 

Quem reencarna já está abençoado por Deus com a oportunidade de uma nova existência corpórea. 

A criança recém-nascida também não precisa de passe, a não ser quando enferma ou desequilibrada. 

Se queremos pedir a proteção divina para a criança, basta orarmos com sinceridade e amor por ela.

Podemos curar doenças através do passe?
R: Sim, quando a possibilidade exista dentro das leis divinas e dependendo do tipo de fluidos que transmitimos e do efeito restaurador que eles possam ter sobre algum órgão corpóreo em desgaste ou desequilíbrio funcional.

Os passes podem melhorar o estado de melancolia aparentemente muito comum numa pessoa deprimida?

R: Sim, se a pessoa estiver bem receptiva, haverá de sentir certa melhora em seu estado geral. 

Entretanto, não bastará isso para superar de todo o seu problema, pois é nosso modo de pensar e sentir que causa o nosso ajuste ou desajuste espiritual.

Conforme o caso, portanto, será preciso que a pessoa seja esclarecida e ajudada para sair do seu estado depressivo, embora o passe a alivie momentaneamente.

Como saber se os efeitos resultantes do passe não são fruto de auto-sugestão? 

Ou do pensamento positivo como nos casos do efeito placebo?

R: Somente o exercício dessa prática pode acabar nos dando a convicção de seus bons efeitos, pois não há sugestão que funcione tanto e tão bem quanto o passe.


Há alguma ligação entre o hipnotismo e a terapia do passe?

R: Do passe espírita, propriamente dito, não.

Eu gostaria de saber como uma pessoa que chega a uma casa espírita para tomar um passe, pode ter certeza de estar recebendo energias boas e o que acontece quando o passista está em desequilíbrio?

R: É preciso que observemos o ambiente da casa em que adentramos para receber o passe:-
- Se os trabalhos se processam com disciplina e boa orientação doutrinária, sem cobrança pelos serviços prestados, etc. 

Se assim for, é de se presumir que os seus trabalhadores igualmente estejam bem orientados e preparados para o serviço de passe.

Se o passista estiver em desequilíbrio, não terá boas energias para transmitir ao assistido.

Este, porém, não assimilará a perturbação do passista, a não ser que ofereça sintonia mental e fluídica para tanto.

É real o fato de pessoas terem o poder de fazerem plantas crescerem com a imposição das mãos? 

Até “ressuscitá-las”? Pode-se dar passes em animais?

R: Podemos influir beneficamente sobre o reino vegetal e o animal, mas em determinados limites, pois plantas e animais acusam prejuízos quando é demasiado insistente a magnetização que lhes impomos. 

Convém restringir a nossa atuação nesse campo com ligeira imposição de mãos e uma prece para que espíritos benévolos e experientes na ajuda a plantas e animais utilizem em favor deles as nossas energias.

 Fonte: Centro Espírita Allan Kardec
 

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