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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Fazer Vasectomia ....


Fazer vasectomia, do ponto de vista espiritualista, é errado ?



Nas Obras Básicas não temos nenhuma referencia a cirurgias como a vasectomia. 
Mas, estudando o capitulo da Lei de Reprodução, em O Livro dos Espíritos, podemos ter algumas informações interessantes. 
É colocado que o homem pode controlar a natalidade, mas desde que não abuse. 
É colocado também que se só visarmos a sensualidade, temos a predominância do lado animal, sobre o espiritual. 
Evidente, pelo que estudamos da doutrina , quando mais nos sentimos culpados por alguma coisa, mais isto nos afeta. 
Portanto podemos concluir que varia de cada pessoa. 
Tem gente que faz vasectomia apenas para evitar as complicações oriundas de uma gravidez indesejada, e continua sempre abusando da sensualidade. 
Este, naturalmente, esta culpado pelos seus atos, e certamente a vasectomia vai ter reflexos no futuro.

Ao reencarnarmos, trazemos conosco os compromissos que assumimos no plano espiritual, referentes às várias circunstâncias de nossas vidas. 
Um desses compromissos, sem dúvida nenhuma, é o compromisso decorrente do planejamento familiar que projetamos para a nossa nova experiência no corpo material. 
Não temos, no entanto, como saber, com exatidão, quais seriam esses compromissos, devido ao esquecimento a que somos submetidos ao reencarnarmos. 
Isto nos vem em forma de intuição, como pressentimentos, que, segundo os Espíritos, são a voz do instinto. 
A procriação, dando oportunidade reencarnatória a um espírito que necessita voltar à vida física para continuar sua evolução, é uma das tarefas que podemos trazer para a nova passagem pela carne. 
Porém, certamente, não é a única. 
Não reencarnamos unicamente com esse objetivo. 
Sendo assim, temos o direito de fazer o nosso planejamento familiar, pois, do contrário, teríamos que procriar indefinidamente, durante toda a existência física, o que não seria uma atitude de bom senso. 

A questão do controle da natalidade deve ser examinada à luz da intenção de quem o pratique. 
Se a intenção for de seguir um planejamento familiar que atenda às realidades do casal, inclusive de ordem econômica e social, nada conhecemos no Espiritismo que o reprove. 
Se, porém, a intenção é meramente física, de manter a sensualidade, de ter uma atividade sexual voltada unicamente para o prazer, aí é diferente. 
Neste caso, estará sendo contrariada a Lei Natural e a conseqüência será a necessidade de retificação numa existência física futura, de forma geralmente dolorosa. 

No capítulo IV, Parte 3a., de "O Livro dos Espíritos", ao tratar da Lei de Reprodução, Kardec indagou dos benfeitores espirituais sobre o obstáculo à reprodução para satisfação da sensualidade. 
Obteve como resposta a condenação somente de se obstar a reprodução para aquele fim (questão 694). 
Se contrariasse a Lei Natural qualquer que fosse a forma de se evitar a concepção, com certeza, os Espíritos teriam afirmado isto expressamente. 
Não o fazendo, podemos concluir que, havendo necessidade, é licito se evitar a concepção.

A questão, portanto, é complexa e deve ser analisada conforme cada caso. 
Havendo razões realmente justas, pode o homem limitar sua prole, principalmente se o casal já possui filhos e entende que não mais convém ter outros. 
Entendemos ser, nessa hipóteses, perfeitamente aceitável que venha evitar a concepção. 
Quanto à vasectomia, entendemos que a ciência hoje já disponibilizou outras formas menos traumáticas para se evitar a procriação, que não necessitam cirurgias nem causam qualquer lesão física. 
Estes métodos contraceptivos, por serem menos agressivos, entendemos que devem ser priorizados. 
Os métodos cirúrgicos devem ser evitados por serem medidas drásticas, definitivas e quase sempre irreversíveis.

Quanto a repercutir em futuras encarnações, qualquer que seja o método utilizado, seja ele cirúrgico ou não, entendemos que vai depender do objetivo do ato. 
O que lesiona perispírito é intenção, é pensamento. 
Como dissemos acima, se o objetivo não contraria a Lei Natural, se a intenção é boa, não vemos como possa causar qualquer lesão perispiritual que venha trazer dificuldades futuras. 
Tudo dependerá da intenção que levou à tomada de decisão:-
- Se alguém escolhe fazer vasectomia apenas como forma preventiva de se "livrar" de filhos e se despreocupar para ter uma vida sexual ativa, mas sem conseqüências, a conotação e a conseqüência será uma. 
Se, ao contrário, em virtude de uma doença pela qual seria arriscado se ter filhos sob pena de vir a desencarnar ou em atenção a um planejamento familiar, a conseqüência será outra.

Concluindo, entendemos que o que vai definir se haverá ou não transgressão às Leis Naturais será sempre a intenção que motivou a decisão de fazer a cirurgia.


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