segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Manoel Philomeno de Miranda


Manoel Philomeno de Miranda

"Em toda e qualquer injunção, porém, a psicoterapia do Evangelho é o mais eficaz medicamento para a alma e, conseqüentemente, para a vida".

Em 14 de novembro de 1876 nasceu, em Jangada, município do Conde, Estado da Bahia, o discípulo fiel da seara de Jesus, Manoel Philomeno de Miranda.

Conheceu o Espiritismo através do médium Saturnino Favila, em 1914. 

Por essa época conheceu José Petitinga, estabelecendo relações com ele, ao mesmo tempo em que começava a freqüentar as sessões da União Espírita Baiana que havia sido recentemente fundada, em 1915.

Discípulo de José Petitinga, tinha a mesma maneira especial de tratar e doutrinar os assistentes das sessões da "União", sempre baseadas num magistral versículo evangélico. 

Fez parte da diretoria da União Espírita Baiana desde 1921 até o dia da sua desencarnação, em 14 de julho de 1942.

Delicado no trato, mas heróico na luta. 

Publicou, sem o seu nome, as obras "Resenha do Espiritismo na Bahia" e "Excertos que justificam o Espiritismo", além do opúsculo "Porque sou Espírita" em resposta ao Pe. Huberto Rohden.

Sofrendo do coração, subia as escadas a fim de não faltar às sessões, sorrindo e sempre animado.

Queria extinguir-se no seu cumprimento. 

Sentia imensa alegria em dar os seus dias ao serviço do Cristo.

Sobre as suas últimas palavras, assim escreve A M. Cardoso e Silva:-
- "Agora sim! 
- Não vou porque não posso mais.
- Estou satisfeito porque cumpri o meu dever. 
- Fiz o que pude... o que me foi possível. 

Tome conta dos trabalhos, conforme já determinei."

Era antevéspera da sua desencarnação.

Divaldo Pereira Franco nos conta como iniciou seu relacionamento com o amoroso Benfeitor, conforme relato no Livro:- Semeador de Estrelas, da escritora e médium Suely Caldas Schubert:-
- "No ano de 1950 Chico Xavier psicografou para mim uma mensagem ditada pelo Espírito José Petitinga e no próximo encontro uma outra ditada pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda.

( ... ) "No ano de 1970 apareceu-me o Espírito Manoel Philomeno de Miranda, dizendo que, na Terra, havia trabalhado na União Espírita Baiana, tendo exercido vários cargos, dedicando-se, especialmente à tarefa do estudo da mediunidade e da desobsessão. 

"Quando chegou ao Mundo Espiritual foi estudar em mais profundidade as alienações por obsessão e as técnicas correspondentes da desobsessão.

( ... ) "Convidado por Joanna de Ângelis, para trazer o seu contributo em torno da mediunidade, da obsessão e desobsessão, ele ficou quase trinta anos realizando estudos e pesquisas e elaborando trabalhos que mais tarde iria enfeixar em livros. 

"Ao me aparecer, então, pela primeira vez, disse-me que gostaria de escrever por meu intermédio. 

"Levou-me a uma reunião, no Mundo Espiritual, onde reside, e ali, mostrou-me como eram realizadas as experiências de prolongamento da vida física através da transfusão de energia utilizando-se do perispírito. 

"Depois de uma convivência de mais de um mês, aparecendo-me diariamente, para facilitar o intercâmbio psíquico entre ele e mim, começou a escrever "Nos Bastidores da Obsessão", que são relatos, em torno da vida espiritual, das técnicas obsessivas e de desobsessão.

( ... ) "Na visita que Manoel Philomeno me permitiu fazer à Colônia em que ele se hospedava, levou-me a uma curiosa biblioteca. 

Mostrou-me como são arquivados os trabalhos gráficos que se fazem na Terra. 

Disse-me que, quando um escritor ou um médium, seja quem for, escreve algo que beneficia a Humanidade - no caso do escritor - é um profissional, mas, o que ele produz é edificante, nessa biblioteca fica inscrito, com um tipo de letra bem característico, traduzindo a nobreza do seu conteúdo. 

À medida que a mente, aqui, no planeta, vai elaborando, simultaneamente vai plasmando lá, nesses fichários muito sensíveis, que captam a onda mental e tudo imprimem.

Fonte:-

-"Projeto Manoel P. de Miranda - Reuniões Mediúnicas" - Dados Biográficos e "O Semeador de Estrelas", de Suely Caldas Schubert, cap. 12 - ambos da Editora LEAL. 

 

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