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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Células tronco, clonagem e consequências espirituais !


Células tronco, clonagem e consequências espirituais !

1 – O que são células-tronco?

Digamos que são coringas celulares. 

Podem se transformar em qualquer tipo de célula. 

Há um futuro promissor envolvendo as pesquisas sobre o assunto. 

Concebe-se que poderão substituir tecidos lesionados ou doentes (Alzheimer, Parkinson e doenças neuromusculares), produzir células que o organismo deixou de produzir (diabetes), ou tratar lesões ou disfunções de órgãos como o cérebro, coração, ossos, músculos e pele.
2 – Onde se localizam?  
Há em vários tecidos humanos (sangue e medula, dentre outros), mas em quantidade mínima. 

No cordão umbilical e na placenta há quantidades maiores. 

As mais promissoras, em melhores condições para finalidades terapêuticas, são as existentes nos embriões humanos.
3 – Que embriões seriam usados para a retirada das células-tronco?  
Na inseminação em laboratório, em favor de mulheres com dificuldade de engravidar, o médico retira vários óvulos da paciente que são fecundados pelos espermatozóides do marido. 

Introduzem em seu útero os que apresentam melhores possibilidades de êxito. 

Os demais permanecem congelados. 

A idéia seria usar as células-tronco desses embriões quando descartados.
4 – Há uma polêmica em torno do assunto, envolvendo cientistas e religiosos. Por quê?

Algumas lideranças religiosas argumentam que esses embriões constituem uma vida em desenvolvimento e que utilizá-los seria o mesmo que promover um aborto, contrariando as leis divinas.
5 – Qual a posição espírita?  
Só podemos considerar posição espírita o que está na Codificação. 

Como na época de Kardec nem a mais fértil imaginação poderia conceber semelhante realização, temos que nos contentar com o ponto de vista dos espíritas.
6 – Há quem seja contra, no meio espírita. 
Qual o argumento?  
Defende-se a idéia de que esses embriões têm um Espírito em reencarnação suspensa, atendendo a problemas cármicos. 

Com todo o respeito que nos merecem confrades que concebem essa situação, tenho dificuldade para imaginar Espíritos literalmente na geladeira, por tempo indeterminado.
7 – Na sua opinião esses embriões não têm Espírito?  
Entendo que nesses procedimentos de laboratório um reencarnante só será ligado ao embrião, com o concurso da Espiritualidade, a partir do momento em que ele seja introduzido no útero materno. 

Eu não teria, portanto, nenhuma restrição à utilização dos embriões descartados.
8 – Não é prejudicial ao movimento espírita essa controvérsia?  
Como se costuma dizer, é da discussão que nasce a luz. 

Entendo que a troca de idéias em torno do assunto é salutar, desde que não descambe para a pancadaria verbal ou tenhamos a pretensão de que somos os donos da verdade. 

Quando assentar a poeira, e se avolumarem as informações transmitidas por médiuns confiáveis, atendendo ao que Kardec chamava universalidade dos ensinos, chegaremos a uma conclusão acertada. 

Diga-se de passagem, respeitáveis confrades nossos perguntaram a Chico Xavier, pouco antes de sua desencarnação, se os embriões em laboratório asilam Espíritos. 

O médium, já bastante enfraquecido, com dificuldade para falar, fez um sinal negativo.

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