terça-feira, 10 de junho de 2014

Perdão e Liberdade


Perdão e Liberdade



Aprendamos a perdoar, conquistando a liberdade de servir.

E imprescindível esquecer o mal para que o bem se efetue.


Onde trabalhas, exercita a tolerância construtiva para que a tarefa não se escravize a perturbações...


Em casa, guarda o entendimento fraterno, a fim de que a sombra não te algeme o espírito ao desespero...


Onde estiveres e onde fores, lembra-te do perdão incondicional, para que o auxílio dos outros te assegure paz à vida.


É indispensável que a compreensão reine hoje entre nós, para que amanhã não estejamos encarcerados na rede das trevas.

A morte não é libertação pura e simples.


Desencarnar-se a alma do corpo não é exonerar-se dos sentimentos que lhe são próprios.


Muitos conduzem consigo, além-túmulo, uma taça de fel envenenado com que aniquilam os melhores sonhos dos que ficaram na Terra, e muitos dos que ficam na Terra conservam consigo no coração um vaso de fogo vivo com que destroem as melhores esperanças dos que demandam o cinzento portal do túmulo.


Não procures para tua alma o inferno invisível do ódio.


Acomoda-te com o adversário ainda hoje, procurando entendê-lo e servi-lo, para que amanhã não te matricules em aflitivas contendas com forças ocultas.


Transferir a reconciliação para o caminho da morte é atormentar o caminho da própria vida.


Desculpa sempre, reconhecendo que não prescindimos da paciência alheia.


Nem sempre somos nós a vítima real, de vez que, por atitudes imanifestas, induzimos o próximo a agir contra nós convertendo-nos, ante os tribunais da Justiça Divina, em autores, intelectuais dos delitos que passamos a lamentar indebitamente diante dos outros.


Toda intolerância é violência.


Toda dureza espiritual é crueldade.


Quase sempre, a crítica é corrosivo do bem, tanto quanto a acusação habitualmente, é um chicote de brasas.


E sabendo que encontraremos na estrada a projeção de nós mesmos, conservemos o perdão por defensor de nossa liberdade, ajudando agora para que não sejamos desajudados depois.

"Trevo de Idéias"
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier
 edição GEEM

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