quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Elogios






“Mas ele disse:-
Antes, bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam”. (Lucas, 11, 28.)
Dirigira-se Jesus à multidão, com o enorme poder do seu amor, conquistando geral atenção.
Mal terminara as observações amorosas e sábias, eis que uma senhora se levanta no seio da turba e, magnetizada pela sua expressão de espiritualidade sublime, reporta-se, em alta voz, às bem-aventuranças que deviam caber a Maria, por haver contribuido na vinda do Salvador à face da Terra.
Mas, prestamente na perfeita compreensão das consequências infelizes que poderiam advir da atitude impensada, responde o Mestre que, antes de tudo, serão bem-aventurados os que ouvem a revelação de Deus e lhe praticam os ensinamentos, observando-lhes os princípios. 
A passagem constitui esclarecimento vivo para que não se amorteça, entre os discípulos sinceros, a campanha contra o elogio pessoal, veneno das obras mais santas a sufocar-lhes propósitos e esperanças.
Se admiras algum companheiro que se categoriza a teus olhos por trabalhador fiel do bem, não o perturbes com palavras, das quais o mundo tem abusado muitas vezes, construindo frases superficiais, no perigoso festim da lisonja. 
Ajuda-o, com boa vontade e entendimento, na execução do ministério que lhe compete, sem te esqueceres de que acima de todas as bem-aventuranças, brilham os divinos dons daqueles que ouvem a Palavra do Senhor, colocando-a em prática.

Francisco Cândido Xavier
Pão Nosso.
 Pelo Espírito Emmanuel. 
Rio de Janeiro:
 FEB, 2009.
 Cópia do capitulo 7


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