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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O Que é e como ocorre a Psicografia?


 
O Que é e como ocorre a Psicografia?

Como ocorre a psicografia?

Entenda como ocorre o fenômeno da psicografia, segundo a doutrina espírita

A psicografia é a mediunidade pela qual os espíritos influenciam a pessoa, levando-a a escrever. 

Os que a possuem são denominados médiuns escreventes ou psicógrafos.

Uma das vantagens da psicografia é ser o mais simples, cômodo e, sobretudo, completo de todos os meios de comunicação. 

Outra vantagem é que não pode ser alterada e não fica na dependência da memória ou da interpretação dos participantes da reunião (como no caso da mensagem oral). 

Além disso, a análise e a crítica às mensagens se torna mais fácil, permitindo um estudo acurado da mensagem quanto ao estilo, ao conteúdo e às idéias. 

Pode ainda ser comparada com outras ditadas anteriormente pelo mesmo espírito.

Classificação da psicografia

Conforme a mecânica do processo mediúnico, os médiuns psicógrafos podem ser classificados em três tipos:-
- Intuitivo, Semi-mecânico e Mecânico.

Intuitivo

Representando 70% dos médiuns psicógrafos, o médium intuitivo não abandona o corpo físico no momento em que escreve as mensagens dos espíritos. 

Neste caso, o espírito não atua sobre a mão para movê-la, atua sobre a alma do médium, identificando-se com ela e lhe transmitindo suas idéias e vontades. 

O médium as capta e, voluntariamente, escreve.

Portanto, tem conhecimento antecipado, mas o que escreve não é seu. 

Age como um intérprete que, para transmitir o pensamento, precisa compreendê-lo, apropriar-se dele e traduzi-lo. 

O pensamento não é seu, apenas lhe atravessa o cérebro. 

No início, o médium confunde com seu próprio pensamento e as mensagens, às vezes, extrapolam o conhecimento do médium.

Semi-mecânico

Os médiuns semi-mecânicos, que representam 28% dos médiuns psicógrafos, também não abandonam o corpo físico ao escreverem as mensagens. 

O espírito atua sobre a mão do médium, que não perde o controle desta, mas recebe uma espécie de impulsão.

O médium participa tanto da mediunidade mecânica como da intuitiva, pois escreve recebendo parte do pensamento dos espíritos pela comunicação e contato perispiritual, ao mesmo tempo em que outra parte é articulada pelos comunicantes, independentemente de sua vontade.

Os semi-mecânicos têm consciência do que escrevem à medida que as palavras vão sendo escritas. 

O médium tem um conhecimento parcial daquilo que lhe atravessa o cérebro perispiritual, mas passa a ignorar os trechos que lhe são escritos mecanicamente, sem fluir pelo cérebro físico.

Mecânico

Caso raro entre os médiuns psicógrafos (2%), os médiuns mecânicos, a exemplo dos outros dois tipos, não abandonam o corpo físico no momento de escrever as mensagens. 

O espírito desencarnado atua sobre gânglios nervosos à altura do omoplata e, dessa forma, age diretamente sobre a mão do médium, impulsionando-a. 

Esse impulso independe da vontade do médium, ou seja, enquanto o espírito tem alguma coisa a escrever, movimenta a mão do médium sem interrupção.

Certos médiuns mecânicos chegam a trabalhar com ambas as mãos ao mesmo tempo e sob a ação simultânea de duas entidades. 

E em condições excepcionais, o médium ainda pode palestrar com os presentes sobre assunto completamente diferente do que psicografa. 

Nesse caso, o espírito comunicante consegue escrever na forma que era peculiar na vida física.

O médium mecânico não sabe o que sua mão escreve. Somente depois, ao ler, é que ele vai tomar conhecimento da mensagem. 

A escrita mecânica costuma ser célere, muito rápida.

Mecanismo mediúnico da psicografia

O mentor espiritual responsável pela preparação do fenômeno da psicografia aproxima-se do médium e lhe aplica forças magnéticas sobre seu chacra coronário, que sensibiliza e ativa a glândula pineal, fazendo-a produzir um hormônio chamado melatonina. 

A melatonina interage com os neurônios, tendo um efeito sedativo. 

Em seguida, a melatonina é direcionada para a parte do córtex cerebral responsável pela coordenação motora, que vai ficar sob seu efeito, ou seja, sedada. 

Assim, o médium perde o comando sobre os órgãos da coordenação motora, permitindo que outro espírito se ligue a este sistema sensitivo e o utilize.

Depois, os espíritos auxiliares aproximam o espírito que irá se manifestar pela psicografia e fazem a ligação perispiritual aos órgãos sensoriais do movimento dos braços do médium, através do chacra Umeral. 

O espírito comunicante temporariamente se apossa dos gânglios nervosos à altura do omoplata do médium, apropriando-se de seu mundo sensitivo e conseguindo se expressar pela escrita.

Fonte: Revista Cristã de Espiritismo, edição especial.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Contatos do Além


Contatos do Além 

A Doutrina Espírita surgiu com base nas pesquisas e experimentações de Allan Kardec, o que justifica seu aspecto científico, apesar de não ser reconhecida oficialmente como Ciência.

Vários povos, nos mais distantes pontos do planeta e em diversas épocas, já eram possuidores de algunas revelações trazidas pelos espíritos, pois a mediunidade não é exclusividade do Espiritismo. 

Por isso, a Revista Cristã de Espiritismo também procura apresentar outros conceitos espiritualistas, tanto do Ocidente quanto do Oriente, a fim de que o leitor possa aprofundar seus conhecimentos gerais na área da espiritualidade.

No século XIX, foi instaurado na América e Europa um movimento espiritualista com o objetivo de, à princípio, provar cientificamente, à luz da fé raciocinada, a existência do mundo espiritual e dos espíritos.

Uma vez demonstrada sua realidade, viria o objetivo mais nobre deste movimento:-
- Consolar a Alma Humana!

William Crookes, Ernesto Bozzano, Léon Denis, Kardec, além de outros grandes pesquisadores, investigaram as comunicações com os espíritos, atestando sua veracidade.

No início, as comunicações se davam de forma bastante rudimentar, por meio de pancadas e ruídos; depois, o processo foi evoluindo para o uso de pranchetas... e gradativamente o método utilizado foi se tornando este que é praticado na maioria dos centros espíritas de hoje. 

Claro que existem variações na metodologia mediúnica, pois o método kardequiano não é o único que existe e cada grupo deve ter liberdade para escolher como deseja trabalhar a mediunidade. 

Mas isso já é outro assunto...

Hoje, raros pesquisadores prosseguem neste caminho de pesquisa com o Além. 

Alguns, através da Transcomunicação InstrumentalTCI –, vêm obtendo grandes resultados. 

A diferença, segundo a pesquisadora Sonia Rinaldi, é que a transcomunicação não exige a presença de médiuns. 

A TCI também não tem vínculo religioso.

Alguns espíritas podem achar desnecessária a prática da TCI

Outros encontram o consolo que lhes faltava ao receber uma transcomunicação.

Cada leitor que tire suas conclusões...

Assim também é com o tema projeção astral, abordado nesta edição. 

Já demonstramos que Kardec jamais condenou sua prática. 

Muito pelo contrário:-
- Colocou a projeção fora do corpo como algo natural, uma capacidade do espírito, independente de religião.

Não acredito que a TCI irá acabar com o intercâmbio mediúnico e nem acho que essa seja a intenção dos transcomunicadores. 

Não podemos nos esquecer de que a sensibilidade ao mundo espiritual e aos espíritos é uma capacidade anímica. 

Nem todos somos médiuns, mas todos possuímos condições de perceber o mundo espiritual. 

Clarividência, projeção astral... tudo isso pode ser treinado para que ocorra de forma intencional, e não apenas espontânea.

Portanto, usando ou não aparelhos eletrônicos para nos comunicarmos com os espíritos, não nos esqueçamos de que todos temos condições de desenvolver nossa capacidade parapsíquica.

                                                  ***

Nossa matéria de capa é sobre Transcomunicação InstrumentalTCI –, com uma entrevista exclusiva com a pesquisadora Sonia Rinaldi, de São Paulo - Brasil, uma das principais referências na área, no mundo.

Revista Cristã de Espiritismo