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sábado, 9 de dezembro de 2017

Reciclagem de Vida


Reciclagem de Vida 

Não sei se a vida se recicla. 

Não, talvez não. 

Mesmo se após um tempo de reflexão decidimos mudar nossa vida, seremos sempre nós mesmos no fim. 

Mudados, mas nós. 

Com todas as marcas e cicatrizes para que não nos esqueçamos do que fomos. 

Sabemos que jamais poderemos recolar os pedaços das coisas vividas e construir novas. 

Colchas de retalhos são muito bonitas, mas não passam de colchas de retalhos. 

Remenda-se panos, recola-se papel ou vidro, mas não se remenda vidas, não se recola momentos passados, coisas que deixamos pra trás. 

Recomeçar? 

Sim. 

Recomeçar é possível, mesmo (e felizmente!) se já não somos os mesmos. 

Aprendemos, à custa de dor, mas aprendemos. 

Não cometeremos duas vezes os mesmos erros, não beberemos a mesma água. 

Durante anos vivemos como se não tivéssemos outras alternativas. 

A vida é assim… é o destino. 

Mas nosso destino, nós fazemos. 

Nossas prioridades, escolhemos e aprendemos a viver com elas. 

E só depois, mais tarde, é que nos questionamos sobre o fundamento das nossas escolhas. 

Há pessoas que acham que é tarde demais para mudar e continuam na mesma linha, mesmo se conscientes de que talvez esse não tenha sido o melhor caminho. 

Homens e mulheres que se mataram a vida toda para ganhar dinheiro, terminam muitas vezes a vida sozinhos, cheios de dinheiro, vazios de amor. 

E felizes há aqueles que descobrem que ainda é tempo para fazer alguma coisa. 

E que podem redefinir as próprias prioridades e assumi-las. 

Vai doer, mas vai valer a pena, porque no fim das contas vamos ter a consciência tranqüila de que tentamos. 

Um dos piores sentimentos que existem é o de não poder recapturar um momento que gostaríamos que tivesse sido diferente. 

O eu de hoje não teria feito isso ou aquilo, mas o que eu era ontem não sabia o que sei agora. 

Se soubesse, teria cometido menos erros. 

Mas temos um Deus tão bom e tão grande que Ele está sempre nos oferecendo a opotunidade de nos redimir e fazer novas escolhas. 

E agora? 

Agora sabemos. 

Não vamos pegar atalhos. 

Eles podem ser atraentes, mas nos impedirão talvez de aproveitar as belezas da jornada. 

O caminho da vida é bonito, apesar de ser mais difícil para uns que para outros. 

Mas é bonito se sabemos tirar o máximo do que é bom. 

Noites escuras podem nos fazer ver mais claramente as estrelas. 

Só veremos o nascer do sol se acordarmos cedo. 

Coisas simples que a natureza nos ensina. 

Reciclagem de vida? 

Talvez sim. 

Talvez sejamos, no fim das contas, uma colcha de retalhos da vida. 

Mas que sejamos então uma bela colcha nova enfeitando um quarto, um coração, talvez mesmo muitos corações e muitas vidas, a começar por nós mesmos. 

Letícia Thompson

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Recomeçar do Zero


 
Recomeçar do Zero

Você já quis ter uma borracha especial para apagar algo que fez, que aconteceu, algo que doeu tão fundo ou teve conseqüências tão graves que você daria tudo para voltar atrás e recomeçar? 

Há muitos que dariam tudo na vida para recomeçar do zero, ter uma nova oportunidade para agir diferente, tomar outras decisões, fazer diferentes escolhas. 


E eu sei que muita gente já recomeçou uma nova vida, já deu uma volta importante que fez com que os caminhos mudassem de direção e isso sempre é possível. 

Mas não é possível recomeçar do zero. 


Recomeçar do zero não existe! 

Não existe fingir que não houve um passado e não estar ligado a ele de alguma forma. 

Não existe zerar o coração, nem as emoções, mesmo se passássemos nosso tempo voltando os ponteiros do relógio. 

A verdade é que se pudéssemos recomeçar do zero, numa amnésia existencial, cometeríamos erros novamente, choraríamos de novo... porque não traríamos conosco essa carga de experiência que carregamos hoje, que às vezes até pesa, mas é nossa e isso não podemos negar, nem renunciar.


E é melhor assim:-

- Acreditar que tudo o que fizemos valeu de alguma forma. 

Erramos? 

Sim, e daí? 

Aquilo que reconhecemos como erro não faremos novamente e cada vez que tropeçamos e aprendemos com isso, colocamos algo mais na nossa bagagem da vida. 

Lamentar por algo que não se teve? 


Que perda de tempo! 

As lamentações pelo que não fizemos não acrescentam nada na nossa vida. 

Precisamos viver de coisas concretas, do que realizamos, do que tivemos, mesmo se as perdemos. 

Quem nos julga deveria julgar-se primeiro. 


Ninguém é de todo bom e de todo mau. 


Não existem pessoas melhores que as outras, apenas as que ainda querem aprender e as que já perderam a esperança. 

Quem não chora por fora, chora por dentro, a diferença é que nesse caso ninguém percebe.
 

É possível recomeçar a vida, com novas ambições, fazer do velho, o novo e com uma grande vantagem:-
- Dessa vez existirão os parâmetros de comparação, as chances serão maiores de tomar decisões acertadas. 

Então, acredite:-

- Tudo o que você viveu até agora valeu a pena porque é dessa vivência que você tira seu aprendizado.
 

Se você tem 30, 50 ou 80 anos, você pode fazer sua vida diferente ainda, você pode olhar o mundo com olhos novos. 

Deus não condena ninguém. 


São as pessoas mesmas que se condenam quando cruzam os braços, imobilizam as pernas e colocam uma venda nos olhos. 

A vida continua, mesmo se muitos desistem. 


E ela é muito mais rica para aqueles que abrem os braços ao futuro, dão as mãos ao passado e recomeçam. 

Essas pessoas jamais se sentirão sozinhas.

Letícia Thompson

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Ciranda da Memória



Ciranda da memória
 © Letícia Thompson


O que é a nostalgia senão aquele sentimento que bate lá no fundo e nos faz voltar a tempos que ficaram, se não esquecidos, pelo menos guardados na nossa memória?


Daí o cérebro vai lá nos cantinhos mais profundos da nossa alma e buscam coisas simples e singelas do nosso passado para nos trazer de novo esse ar de criança feliz e arteira. 


Ah! 

Nossos tempos de criança!.. 


Tempos em que éramos felizes e não sabíamos; que acreditávamos em papai Noel e tínhamos medo de mula sem-cabeça; 

tempo da inocência quando acreditávamos poder voar; quando nos sentávamos ao lado dos "mais velhos" e com os olhos arregalados ouvíamos as estórias (ou histórias - nunca nos perguntávamos sobre a veracidade dos fatos!); 

quando sonhávamos ser princesas e que um belo príncipe encantado viria nos fazer feliz para sempre; 


e comíamos doce sem pensar em engordar; fabricávamos nossos próprios brinquedos com latas, madeira e muita imaginação...


Sem telefone, pouca televisão (em preto e branco!) e nenhum computador.


Tempos de brincar de eu sou pobre, pobre, pobre e ainda assim se sentir feliz; de querer brincar de "Ciranda, cirandinha," "Samba-Lelê tá doente" e "Atirei o pau no gato" nos fins da tarde numa grande roda das crianças da vizinhança como se fôssemos uma grande família... 


e ficávamos "de mal" de vez em quando, mas isso passava logo nos jogos de bola ou de pique-esconde.


Subíamos em árvores para roubar manga e goiaba...


Menina brincava de boneca e menino de carrinho. 

E tínhamos nossos segredos de alta importância com nossa melhor amiga... e nosso coração já sabia bater escondido por aquele menino tímido... e os primeiros bilhetinhos com versos e corações?


E não compreendíamos por que aprender números e letras era tão importante, não nos preocupávamos com dinheiro e menos ainda com política...


Nossas maiores dores eram de joelhos ralados e tombos de bicicleta...


Tempos perdidos na nossa memória e que são revividos quando encontramos um amigo de infância que nos faz lembrar que aquela criança ainda mora dentro de nós.



 Letícia Thompson

 

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Pequenas Sementes


Pequenas sementes

Já vi grandes proezas no mundo. 

Coisas extraordinárias onde a mente busca uma explicação racional e não encontra. 

Mas nunca vi alguém alcançar o horizonte com a cabeça voltada para o chão. 

Nunca vi ninguém vencer na vida e sentir-se vencedor, sem que essa pessoa não tenha que ter passado por caminhos pedregosos e não tenha levantado a cabeça e colocado mãos à obra, tirando uma a uma as pedras.

Grandes pessoas fazem grandes coisas. 


 Grandes pessoas compreendem antes das outras que é necessário um comportamento físico e espiritual de uma pessoa vitoriosa para que a vitória seja alcançada.

As soluções que Deus nos dá muitas vezes são pequenas sementes que precisamos plantar e cultivar com fé e determinação. 


A paciência e perseverança fazem parte do dia-a dia de todo jardineiro que nunca desiste, mesmo se o solo é árido, se não chove e que ele precisa fazer um esforço a mais para continuar acreditando que o mundo poderá florescer novamente.

 Letícia Thompson

sexta-feira, 27 de março de 2015

Você sente Culpa ?


Você sente Culpa ?

Existem as culpas pequenas e as grandes. 

As que ficam por algumas horas e as que perseguem para o resto da vida. 

As primeiras são os pequenos pecados do dia-a-dia, as mentiras bobas, os deslizes, que até nos impedem de dormir muitas vezes... mas são passageiras e acabam tornando-se banais e nem se pensa muito. 

As últimas são terrivelmente pesadas de se carregar, elas podem destruir a vida toda de uma pessoa.
 

São raras as pessoas que recebem uma condenação de outros por algum ato cometido, que não tentem se defender ou se justificar. 

Mas não há quem se condene a si mesmo que procure aliviar sua culpa com desculpas.
 
A questão não está nas coisas sem conseqüências.

Essas coisas fazem parte das marés do dia-a-dia e perdoamo-nos tão facilmente como cometemos os erros. 

A questão está nas culpas que chegam sozinhas, os acidentes pelos quais as pessoas se responsabilizam, as perdas e sofrimentos os quais as pessoas se dizem que poderiam ter evitado se tivessem feito isso ou aquilo e se condenam a cada instante.
 
As auto-punições não resolvem. 

O recusar-se à felicidade não corrige erros, não compensa as dores. 

O abandonar-se não faz ir adiante. 

Dormir mais horas para não ver passar o tempo não vai diminuir o tempo determinado por Deus para a vida de cada um. 

E tentar encurtar esse tempo, dom de Deus, pelos próprios meios, só pode trazer uma condenação eterna, que ninguém merece.
 
Somos nós nossos juízes mais severos, se somos também nossos promotores mais duros. 

Mesmo com toda compreensão, com todo Amor, toda ajuda possível, não podemos nos livrar de culpas se essa libertação não vem do nosso interior, se ela não vem com a ajuda dAquele que sendo tudo, ainda nos prometeu um coração novo.
 
Então... o Anjo que o Senhor prometeu estar à nossa volta, nos diz isso:-
 
- Não importa em quantos pedaços seu coração foi quebrado, Jesus pode restaurá-lo.
 
- Não importa o que você fez, onde você andou, nem os caminhos que escolheu, Jesus ama você acima das suas escolhas.
 
- Não importa quantas vezes você caiu e quantas se levantou, Jesus pode levantar você de uma vez por todas.
 
- Não importa qual foi seu pecado, se os homens te condenaram ou absolveram, Deus te absolve.
 
- E se Deus absolve... acredite nEle:-
- Você é livre!
 
Letícia Thompson

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Cardos e Espinhos

Cardos e Espinhos
 
Há coisas que vêm para o mal, outras para o bem.
Mas todas as coisas que chegam nos trazem aprendizado.
Só que é muito difícil de entender no momento em que acontece.
Como ver bem com olhos marejados de lágrimas ?
Como pensar direito com o coração cheio de dor ou com nosso físico sofrendo ?
Difícil .... difícil abrir os olhos, se levantar, caminhar sem se entregar.
Difícil sentir, perdorar, entregar os pontos, ouvir conselhos, dar razão, aceitar.
Mas passados os instantes de angústia, passadas as horas que não se importam se paramos ou não, podemos abrir os olhos e ver.
Podemos ver que tudo na vida tem significado, que de tudo podemos tirar aprendizado.
Uma pessoa pode aprimorar-se acertando sempre, mas ela não aprende nada novo.
Um amigo com o qual você contava muito, te decepcionou?
Ai ! ... isso dói demais !
Mas, ainda assim, você aprendeu a conhecer a outra face dele e o relacionamento torna-se mais límpido.
O seu amor te deixou, você perdeu o emprego ?
Provavelmente é hora de você reavaliar sua vida, suas prioridades, suas escolhas e escolher outro caminho.
 Se você perdeu um ente querido, apesar de todo o sofrimento que isso causa, você deve aprender a ter mais cuidado ainda com as centenas de outros que ainda estão fazendo parte da sua vida e olhá-los com olhar novo e amoroso.
Tudo !!!
Tudo na vida é aprendizado.
Entre cardos e espinhos há ainda flores que nascem, há o sol que aquece e o vento que refresca.
E há você, que talvez, nem perceba, que é importante na vida de alguém.
Se você chora, se você sofre, é que suas emoções estão bem vivas dentro de você. 
Aproveire, então, e faça delas seus degraus de subida.
Não foi a morte de Cristo uma vitória ?
Aos olhos dos que O condenaram era uma derrota, mas se isso não tivesse acontecido, nós não receberíamos o maravilhoso presente da salvação.
Da semente que se entrega, nasce a flor, da flor que se entrega, vem o fruto, que serve para nosso alimento.
E nós ?

Nós estamos aqui aprendendo e ensinando uns aos outros que a vida é muito mais do que ser ou fazer feliz, mas é um aprendizado diário, do qual ora somos mestres, ora servos.

Não precisamos atravessar a vida sem dor, sem problemas.
O que podemos fazer é aprender a lidar com eles e tirar o máximo do que podem nos ensinar.

E vamos continuar caminhando ... e se as flores não nascerem no nosso caminho, a gente planta, colhe e recomeça.

Vida e luta ?

Sim ... mas lutar é viver !


Letícia Thompson

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Quando dói o coração


 
Quando dói o coração

Quando dói o coração, todo o corpo dói.

Por que permitimos que as pessoas entrem assim tão dentro da gente a ponto de saírem carregando um pedaço de nós quando partem?

Por que nos damos tanto, nos entregamos tanto, nos deixamos tanto em mãos não tão cuidadosas dos nossos sentimentos?

Deveríamos aprender a ficar na margem, olhando de longe a paisagem calma e nos satisfazer dessa visão, como quem se fascina com uma miragem.

Mas não nos satisfaz olhar.

Humanos que somos, precisamos absolutamente sentir, ao risco de nos afogar... e mergulhamos inteiramente.

E, vida afora, vamos mergulhando em promessas de amor eterno, felicidade infinita e mar de rosas.

Não nos questionamos sobre probabilidades de perdas e decepções, pois só de pensar já é doloroso.

Dói... dói... dói e dói!...

Mas isso não vai nos impedir de continuar, não vai nos impedir de viver.

Pedaços de nós são ainda partes de nós e ninguém disse que precisamos chegar à velhice inteiros e sem marcas.

Isso é vida!!! 

Não desistir, manter-se de pé, doendo, mas de pé, cabeça erguida na direção do desconhecido e peito cheio de esperança que a próxima vez será diferente.

Grandes artistas obtiveram o melhor das suas obras nos grandes momentos de aflição e dor.

Faça o mesmo:-
- Mostre o que de grande há em você tirando partido das suas decepções!

Construa-se!!!

Tenha em mente que não é você que não foi digno daquele amor, mas aquele amor que não foi digno de você.

E se faz parte da vida caminhar entre flores e espinhos, não se esquive do caminho.

Caminhe!!!

Amanhã talvez seja diferente.

E talvez não.

Mas entre as subidas e descidas, você vai ter sobrevivido.

E vai ter, sobretudo, vivido.

Carla Villar

Letícia Thompsom

 

domingo, 27 de julho de 2014

Meus tantos caminhos me levam a Deus


Meus tantos caminhos me levam a Deus

Nem todos os caminhos podem ser evitados, apesar de todos os nossos esforços para seguir outra ou outras direções. 
 
Podemos decidir estar aqui ou ali, fazer isso ou aquilo e sonhar milhões de sonhos que temos certeza de que, pelo menos um deles será realizado segundo nossos planos e as ações que tentamos colocar em obra para a realização deles. 
 
Mas entre nós e Deus há a distância dos céus e do conhecimento de todas as coisas. 
 
Meu coração, tão humano, frágil e sujeito à provações e dores conhece apenas meus desejos e o que vai além disso é do domínio do meu Criador. 
 
Aceitar sem questionar, sem querer saber do amanhã ou do depois ou dos porquês que, à bem da verdade, nem sempre nos reconfortarão, é depositar em Deus uma confiança absoluta e cega. 
 
Não nos preparamos o suficiente para isso nesse longo caminho da existência. 
 
Portanto, deveríamos. 
 
Deus nos planta em algum lugar, nos cerca de amigos, nos dá os dias e noites necessários a esse tempo e todas as vivências que, por onde quer que andemos depois, estarão impregnados eternamente em nós. 
 
Quando devemos mudar de planos, caminhos, direções, nossa estabilidade sofre porque a segurança vem da constância. 
 
A gente não percebe que a terra gira, que ela está em movimento e que todas as coisas sempre estão em movimento, desde as crianças que nascem aos mais vividos que voltam às suas origens. 
 
São as mudanças que nos enriquecem, que nos mostram novas paisagens, trazem novos planos e nos fazem encontrar novas pessoas e novas coisas. 
 
Ter muitos porquês nos impede de viver. 
 
Crer em Deus e nos Seus planos nos traz a serenidade que só a fé pode trazer e nos conduz à fonte do prazer de viver, da qual beberemos e da qual seremos saciados.
 
Pense nisso...
 
©Letícia Thompson
 

domingo, 8 de setembro de 2013

Aprendendo a Conversar Com Deus !


Aprendendo a Conversar Com Deus !


Para conversar com Deus é preciso antes de tudo aprender a estar em silêncio.

Muitos se queixam que não conseguem ouvir a voz de Deus e, portanto, não há nenhum mistério.

Deus nos fala.

Mas geralmente estamos tão preocupados em falar, falar e falar, que Ele simplesmente nos ouve.

Se falamos o tempo todo, nada mais natural que ouvirmos o som da nossa própria voz.

Enquanto nosso eu estiver dominando, só ouviremos a nós mesmos.

A maneira mais simples de orar é ficar em silêncio, colocar a alma de joelhos e esperar pacientemente que a presença de Deus se manifeste.

E Ele vem sempre.

Ele entra no nosso coração e quebranta nossas vidas.

Quem teve essa experiência um dia nunca se esquecerá.

Nosso grande problema é chegar na presença de Deus para ouvir somente o que queremos.

Geralmente quando chegamos a Ele para pedir alguma coisa, já temos a resposta do que queremos.

Não pedimos que nos diga o que é melhor para nós, mas dizemos a Ele o que queremos e pedimos isso.

É sempre nosso eu dominando, como se inversamente, fôssemos nós deuses e que Ele estivesse à disposição simplesmente para atender a nossos desejos.

Mas Deus nos ama o suficiente para não nos dar tudo o que queremos, quando nos comportamos como crianças mimadas.

Deus nos quer amadurecidos e prontos para a vida.
Quem é Deus e quem somos nós?

Quem criou quem e quem conhece o coração de quem?

Somos altivos e orgulhosos.

Se Deus não nos fala é porque estamos sempre falando no lugar dEle.

Portanto, se quiser conversar com Deus, aprenda a estar em silêncio primeiro.

Aprenda a ser humilde, aprenda a ouvir.

E aprenda, principalmente, que Sua voz nos fala através de pessoas e de fatos e que nem sempre a solução que Ele encontra para os nossos problemas
são as mesmas que impomos.

Deus também diz "não" quando é disso que precisamos.

Ele conhece nosso coração muito melhor que nós, pois vê dentro e vê nosso amanhã.

Ele conhece nossos limites e nossas necessidades.

A Bíblia nos dá este conselho:-
- "Quando quiser falar com Deus, entra em seu quarto e, em silêncio, ora ao Teu Pai."

Eis a sabedoria Divina, a chave do mistério e que nunca compreendemos.

Mas ainda é tempo...

Encontramos no livro de Provérbios a seguinte frase:-
- "As palavras são prata, mas o silêncio vale ouro".

A voz do silêncio é a voz de Deus.

E falar com Ele é um privilégio maravilhoso acessível a todos nós.

Letícia Thompson