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domingo, 27 de dezembro de 2015

Carta de uma Mãe para sua Filha


Carta de uma Mãe para sua Filha


“Minha querida menina, no dia que você perceber que estou envelhecendo, eu peço a você para ser Paciente, mas acima de tudo, tentar entender pelo o que estarei passando.

Se quando conversarmos, eu repetir a mesma coisa dezenas de vezes, não me interrompa dizendo:-
- “Você disse a mesma coisa um minuto atrás”. 

Apenas ouça, por favor. Tente se lembrar das vezes quando... você era uma criança e eu li a mesma história noite após noite até você dormir.

Quando eu não quiser tomar banho, não se zangue e não me encabule. 

Lembra de quando você era criança eu tinha que correr atrás de você dando desculpas e tentando colocar você no banho?

Quando você perceber que tenho dificuldades com novas tecnologias, me dê tempo para aprender e não me olhe daquele jeito... lembre-se, querida, de como eu pacientemente ensinei a você muitas coisas, como comer direito, vestir-se, arrumar seu cabelo e lhe dar com os problemas da vida todos os dias...o dia que você ver que estou envelhecendo, eu lhe peço para ser paciente, mas acima de tudo, tentar entender pelo o que estarei passando.

Se eu ocasionalmente me perder em uma conversa, dê-me tempo para lembrar e se eu não conseguir, não fique nervosa, impaciente ou arrogante. 

Apenas lembre-se, em seu coração, que a coisa mais importante para mim é estar com você.

E quando eu envelhecer e minhas pernas não me permitirem andar tão rápido quanto antes, me dê sua mão da mesma maneira que eu lhe ofereci a minha em seus primeiros passos.

Quando este dia chegar, não se sinta triste. 

Apenas fique comigo e me entenda, enquanto termino minha vida com amor. 

Eu vou adorar e agradecer pelo tempo e alegria que compartilhamos. 

Com um sorriso e o imenso amor que sempre tive por você, eu apenas quero dizer, eu te amo minha querida filha.”
 

Autor Desconhecido 
 Mensagem Espírita
jorge luiz Barbosa 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Diante da Consciência



Diante da Consciência

 
A vontade do Criador, na essência, é, para nós, a atitude mais elevada que somos capazes de assumir, onde estivermos, em favor de todas as criaturas.

Que vem a ser, porém, essa atitude elevada que estamos chamados a abraçar, diante dos outros? 

Sem dúvida, é a execução do dever que as Leis do Eterno Bem nos preceituam para a felicidade geral, conquanto o dever adquira especificações determinadas, na pauta das circunstâncias.

Vejamos alguns dos nomes que o definem, nos lugares e condições em que somos levados a cumpri-lo:-
- na conduta - sinceridade;
- no sentimento - limpeza;
- na ideia - elevação;
- na atividade - serviço;
- no repouso - dignidade;
- na alegria - temperança;
- na dor - paciência;
- no lar - devotamente;
- na rua - gentileza;
- na profissão - diligência;
- no estudo - aplicação;
- no poder - liberalidade;
- na afeição - equilíbrio;
- na corrigenda - misericórdia;
- na ofensa - perdão;
- no direito - desprendimento;
- na obrigação - resgate;
- na posse - abnegação;
- na carência - conformidade;
- na tentação - resistência;
- na conversa - proveito;
- no ensino - demonstração;
- no conselho - exemplo.

Em qualquer parte ou situação, não hesites, quanto à atitude mais elevada a que nos achamos intimados pelos Propósitos Divinos, diante da consciência. 

Para encontrá-la, basta procures realizar o melhor de ti mesmo, a benefício dos outros, porquanto, onde e quando te esqueces para servir em auxílio ao próximo, aí surpreenderás a vontade de Deus que, sustentando o Bem de Todos, nos atende ao anseio de paz e felicidade, conforme a paz e a felicidade que oferecemos a cada um.



sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Melhorar



Melhorar


Melhore sempre as suas condições pessoais, pelo trabalho e pelo estudo, a fim de que você possa melhorar a vida, em derredor de você.

Obrigação cumprida será sempre o nosso mais valioso seguro de proteção.

Amplie quanto puder, a sua exportação de gentileza.

Fazer "algo mais que o próprio dever", em benefício dos outros, é criar um gerador de simpatia, em nosso auxílio.

Esqueçamos o que não serve para o bem, a fim de que se realize o melhor.

Reclamar é ferir-se.

Se você deseja vencer, aprenda a sorrir, além do cansaço.

O grupo familiar recorda a terra que produz para nós, segundo a nossa própria plantação.

Esperança vitoriosa é aquela que não deixa de trabalhar.

Guarde as suas impressões infelizes para não prejudicar o caminho dos outros.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Amor sem Correntes





Amor sem Correntes

Em seu livro O profeta, Kalil Gibran fala do matrimônio com grande sabedoria.

Vamos comentar algumas frases a fim de retirar delas ensinamentos úteis.

Referindo-se ao casal, diz Gibran:-
Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão.

Desconhecendo ou ignorando esta importante orientação, muitos casais transformam o amor em verdadeiras cadeias para ambas as partes.

O amor deve ser espontâneo. 

Não pode ser motivo de brigas e exigências descabidas.

O amor compreende. 

Não deve se constituir em grilhões que prendem e infelicitam.

Por vezes, em nome do amor, nós queremos que nosso companheiro ou companheira faça somente o que desejamos.

Só corta o cabelo quando permitimos. 

Só pode usar as roupas que aprovamos. 

Só sai se for em nossa companhia e não pode violar as regras estabelecidas pelo nosso egoísmo, para evitar brigas.

Isso não é amor, é prisão.

Amar sem escravizar, eis o grande desafio.

E o profeta aconselha:-
- Dai de vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço.

Isto significa dizer que devemos compartilhar, ser gentil, dar do nosso pedaço, mas sem exigir nada em troca.

É comum depois da gentileza vir a cobrança. 

Fazemos um favor e esperamos logo alguma recompensa. 

Pretendemos tirar alguma vantagem.

Dividir o pão, sim, mas não comer do mesmo pedaço. 

Isso quer dizer deixar ao outro o direito que lhe cabe do pedaço.

E Gibran continua:-
- Cantai e dançai juntos, e sede alegres, mas deixai cada um de vós estar sozinho.

É importante compartilhar, mas saber respeitar a individualidade um do outro, sem invadir a intimidade da pessoa amada.

Há pessoas que, se pudessem, controlariam até mesmo o pensamento do seu par, a ponto de torná-lo a sua própria sombra.

Isso não é amor, é extremado desejo de posse.

Mais uma vez Kalil Gibran aconselha:-
- Vivei juntos, mas não vos aconchegueis em demasia, pois as colunas do templo erguem-se separadamente, e o carvalho e o cipreste não crescem à sombra um do outro.

Grande ensinamento podemos retirar daí, pois a comparação é perfeita.

Viver juntos, mas cada um respeitar o espaço do outro.

O lar é um templo que deve ser sustentado por duas colunas:-
- cada uma na sua posição para que realmente haja apoio.

Se as colunas se aconchegam em demasia, o templo pode desabar. 

Por isso o profeta recomenda:-
Vivei juntos mas não vos aconchegueis em demasia.

O amor tem por objetivo a união e não a fusão dos seres. 

Não se pode querer viver a vida do outro, controlar os gostos e até mesmo os desgostos da pessoa com quem nos casamos.

É preciso que cada um cresça e permita o crescimento do outro, sem fazer sombra um para o outro.

Se os casais observassem esses pequenos mas eficientes conselhos, certamente teriam uma convivência mais harmônica e mais agradável.

O verdadeiro amor é aquele que compreende, perdoa, renuncia.

Em nome do amor devemos estender a mão para oferecer apoio e não para acorrentar.

Quem ama propicia segurança, confiança e afeto.

Lembre-se de que a pessoa com quem você convive não lhe pertence. 

É uma alma em busca do próprio aperfeiçoamento, tanto quanto você.

Lembre-se também que beijos e abraços só têm valor se não forem cobrados.

E, por fim, guarde a recomendação:-
- Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão.

 

Autoridade e Responsabilidade





Autoridade e Responsabilidade



Quanto pesa a responsabilidade de um cargo?

Observa-se que muitos perseguem nomeações para cargos e disputam, com ardor, lugares que lhes conferirão autoridade sobre outros.

Contudo, quando assumem postos de comando se esquecem dos objetivos reais para os quais foram ali colocados, passando a agir em seu próprio favor.

Tal posição nos recorda a história de um homem que foi nomeado mandarim, uma espécie de conselheiro na China.

Envaidecido com a nova posição, pensou em mandar confeccionar roupas novas. 

Seria um grande homem, agora. 

Importante.

Um amigo lhe recomendou que buscasse um velho sábio, um alfaiate especial que sabia dar a cada cliente o corte perfeito.

Depois de cuidadosamente anotar todas as medidas do novo mandarim, o alfaiate lhe perguntou há quanto tempo ele era mandarim. 

A informação era importante para que ele pudesse dar o talhe perfeito à roupa.

Ora, perguntou o cliente, o que isso tem a ver com a medida do meu manto?

Paciente, o alfaiate explicou:-
- A informação é preciosa. 

É que um mandarim recém-nomeado fica tão deslumbrado com o cargo que anda com o nariz erguido, a cabeça levantada. 

Nesse caso, preciso fazer a parte da frente maior que a de trás.

Depois de alguns anos, está ocupado com seu trabalho e os transtornos advindos de sua experiência. 

Torna-se sensato e olha para diante para ver o que vem em sua direção e o que precisa ser feito em seguida. 

Para esse costuro um manto de modo que fiquem igualadas as partes da frente e a de trás.

Mais tarde, sob o peso dos anos, o corpo está curvado pela idade e pelos trabalhos exaustivos, sem se falar na humildade que adquiriu pela vida de esforços. 

É o momento de eu fazer o manto com a parte de trás mais longa. 

Portanto, preciso saber há quanto tempo o senhor está no cargo para que a roupa lhe assente perfeitamente.

O homem saiu da loja pensando muito mais nos motivos que levaram seu amigo a lhe indicar aquele sábio alfaiate, e menos no manto que viera encomendar.

Cargos e funções são sempre responsabilidades que nos são oferecidas pela Divindade para nosso progresso. 

Não há motivo para vaidade, acreditando-se superior ou melhor que os outros.

Quando Pilatos assegurou a Jesus que tinha o poder de vida e morte, e que em suas mãos estava o destino de Suas horas seguintes, o Mestre alertou-o dizendo:-
- Procurador, a autoridade de que desfrutas não é tua; foi-te concedida e poderá ser-te retirada.

De fato isso veio a acontecer.

Apenas poucos anos após a morte de Jesus, o poder de Roma retirou do Procurador da Judéia, Pôncio Pilatos, toda a autoridade. 

Ele perdeu o cargo, o prestígio, e tudo que acreditava fosse eterno em suas mãos.

Toda autoridade deve se centralizar no amor e na vida exemplar, a fim de se fazer real.

A autoridade de que nos vejamos investidos deve ser exercida sem jamais ferir a justiça.

No desempenho dos nossos deveres, recordemos que só uma autoridade é soberana:-
- aquela que procede de Deus, por ser a única legítima.


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