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domingo, 9 de abril de 2017

A Grande Pergunta


A Grande Pergunta 

"E por que me chamais Senhor,

Senhor, e não fazeis o que eu digo?"
- Jesus. (LUCAS, 6:46)


Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo.
Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. 

O Mestre permanece vivo em seu Evangelho de Amor e Luz.
É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os ensinamentos sublimes e claros.
Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam revelações diretas. 

Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o Senhor, de modo pessoal, em suas manifestações divinas. 

Acreditam-se merecedores de dádivas celestes e acabam considerando que o serviço do Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e põem-se à espera de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se lhes mistura à vaidade, anulando-lhes as forças.
Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em seu verbo imortal. 

Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes pareçam as atividades a que se ajustam.
Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.
É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de maneira indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o nome, nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às recomendações do seu verbo sublime.

Livro:- Caminho, Verdade e Vida
17ª Edição
Lição 47
Rio de Janeiro - RJ
FEB
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A Couraça da Caridade











 
A Couraça da Caridade

"Sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da e da caridade." -
Paulo. (TESSALONICENSES, 5:8.)

Paulo foi infinitamente sábio quando aconselhou a couraça da caridade aos trabalhadores da luz.

Em favor do êxito desejável na missão de amor a que nos propomos, em companhia do Cristo, antes de tudo é indispensável preservar o coração.

E se não agasalharmos a fonte do sentimento nas vibrações do ardente amor, servidos por uma compreensão elevada nos círculos da experiência santificante em que nos debatemos na arena terrestre, é muito difícil vencer na tarefa que o Senhor nos confia.

A irritação permanente, diante da ignorância, adia as vantagens do ensino benéfico.

A indignação excessiva, perante a fraqueza, extermina os germes frágeis da virtude.

A ira freqüente, no campo da luta, pode multiplicar-nos os inimigos sem qualquer proveito para a obra a que nos devotamos.

A severidade demasiada, à frente de pessoas ainda estranhas aos benefícios da disciplina, faz-se acompanhar de efeitos contraproducentes por escassez de educação do meio em que se manifesta.

Compreendendo, assim, que o cristão se acha num verdadeiro estado de luta, em que, por vezes, somos defrontados por sugestões da irritação intemperante, da indignação inoportuna, da ira injustificada ou da severidade destrutiva, o apóstolo dos gentios receitou-nos a couraça da caridade, por sentinela defensiva dos órgãos centrais de expressão da vida.

É indispensável armar o coração de infinito entendimento fraterno para atender ao ministério em que nos empenhamos.

A convicção e o entusiasmo da bastam para começar honrosamente, mas para continuar o serviço, e termina-lo com êxito, ninguém poderá prescindir da caridade paciente, benigna e invencível. 


Emmanuel
Francisco Cândido Xavier
 

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Lágrimas


Lágrimas

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." - Jesus.
(MATEUS, capítulo 11, versículo 28.)

Ninguém como Cristo espalhou na Terra tanta alegria e fortaleza de ânimo. 

Reconhecendo isso, muitos discípulos amontoam argumentos contra a lágrima e abominam as expressões de sofrimento.

O Paraíso já estaria na Terra se ninguém tivesse razões para chorar. 

Considerando assim, Jesus, que era o Mestre da confiança e do otimismo, chamava ao seu coração todos os que estivessem cansados e oprimidos sob o peso de desenganos terrestres.
Não amaldiçoou os tristes:-
- Convocou-os à consolação.
Muita gente acredita na lágrima sintoma de fraqueza espiritual. 

No entanto:-
- Maria soluçou no Calvário; 
- Pedro lastimou-se, depois da negação; 
- Paulo mergulhou-se em pranto às portas de Damasco; 
- Os primeiros cristãos choraram nos circos de martírio... mas, nenhum deles derramou lágrimas sem esperança. 

Prantearam e seguiram o caminho do Senhor, sofreram e anunciaram a Boa Nova da Redenção, padeceram e morreram leais na confiança suprema.

O cansaço experimentado por amor ao Cristo converte-se em fortaleza, as cadeias levadas ao seu olhar magnânimo transformam-se em laços divinos de salvação.
 
Caracterizam-se as lágrimas através de origens específicas. 

Quando nascem da dor sincera e construtiva, são filtros de redenção e vida; no entanto, se procedem do desespero, são venenos mortais.

Livro:- Caminho, Verdade e Vida 
Emmanuel 
 Chico Xavier


domingo, 16 de outubro de 2016

Regressão de Memória:- quer saber quem você foi nas vidas anteriores ?


 Regressão de Memória:- quer saber quem você foi nas vidas anteriores ?

Se fomos trazidos à Terra para esquecer o nosso passado, valorizar o presente e preparar em nosso benefício o futuro melhor, por que provocar a regressão da memória de que fomos ou fizemos, simplesmente por questões de curiosidade vazia, ou buscar aqueles que foram nossos companheiros, a fim de regressar aos desequilíbrios que hoje resgatamos?
                                                   -o-
A nossa própria existência atual nos apresentará as tarefas e provas que, em si, são recapitulação de nosso passado em nossas diversas vidas, ou mesmo, somente de nossa passagem última na Terra fixada no mundo físico, curso de regeneração em que estamos integrados nas chamadas provações de cada dia.
                                                   -o-

Por que efetuar a regressão da memória, unicamente para chorar a lembrança dos pretéritos episódios infelizes, ou exibirmos grandeza ilusória em situações que, por simples desejo de leviana retomada de acontecimentos, fomos protagonistas, se já sabemos, especialmente com Allan Kardec, que estamos eliminando gradativamente as nossas imperfeições naturais ou apagando o brilho falso de tantos descaminhos que apenas nos induzirão a erros que não mais desejamos repetir?

Sejamos sinceros e lancemos um olhar para nossas tendências.

Emmanuel
Francisco Cândido Xavier


domingo, 3 de abril de 2016

Oferendas


Oferendas

As criaturas humanas vão sempre bem na casa farta, ante o céu azul. Entretanto, logo surjam dificuldades, ei-las à procura de quem as substitua nos lugares de aborrecimento e dor. Muitas vezes, pagam preço elevado pela fuga e adiam indefinidamente a experiência benéfica a que foram convidadas pela mão do Senhor.
Em razão disso, os religiosos de todos os tempos estabelecem complicados problemas com as oferendas da Fé.
Nos ritos primitivos não houve qualquer hesitação, perante o sacrifício de jovens e crianças.
Com o escoar do tempo, o homem passou à matança de ovelhas, touros e bodes nos santuários.
Por muitos séculos perdurou o plano de óbulos em preciosidades e riquezas destinadas aos serviços do culto.
Com todas essas demonstrações, porém, o homem não procura senão aliciar a simpatia exclusiva de Deus, qual se o Pai estivesse inclinado aos particularismos terrestres.
A maioria dos que oferecem dádivas materiais não procede assim, ante as casas de fé, por amor à obra divina, mas com o propósito deliberado de comprar o favor do céu, eximindo-se ao trabalho de auto-aperfeiçoamento.
Nesse sentido, contudo, o Cristo forneceu preciosa resposta aos seus tutelados do mundo. 

Longe de pleitear quaisquer prerrogativas, não enviou substitutos ao Calvário ou animais para sacrifício nos templos e, sim, abraçou, ele mesmo, a cruz pesada, imolando-se em favor das criaturas e dando a entender que todos os discípulos serão compelidos ao testemunho próprio, no altar da própria vida.
Livro:- Pão Nosso 
Emmanuel 
 Francisco Cândido Xavier