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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Parentes Difíceis




Aceite os parentes difíceis na base da generosidade e da compreensão, na certeza de que as Leis de Deus não nos enlaçam uns com os outros sem causa justa.

O parente-problema é sempre um teste com que se nos examina a evolução espiritual.

Muitas vezes a criatura complicada que se nos agrega à família, traz consigo as marcas de sofrimento ou deficiências que lhe foram impostas por nós mesmos em passadas reencarnações.

Não exija dos familiares diferentes de você um comportamento igual ao seu, porquanto cada um de nós se caracteriza pelas vantagens ou prejuízos que acumulamos na própria alma.

Não tente se descartar dos parentes difíceis com internações desnecessárias em casas de repouso, à custa de dinheiro, porque a desvinculação real virá nos processos da natureza, quando você houver alcançado a quitação dos próprios débitos ante a Vida Maior.

Nas provações e conflitos do lar terrestre, quase sempre, estamos pagando pelo sistema de prestações, certas dívidas contraídas por atacado.
 
 André Luiz
Chico Xavier

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Ingredientes do Êxito



O êxito espera por você, tanto quanto, vem exaltando quantos lhe alcançaram as diretrizes.

Largue qualquer sombra do passado ao chão do tempo, qual a árvore que lança de si as folhas mortas.

Não se detenha, diante da oportunidade de servir.

Mobilize o pensamento para criar vida nova.

Melhore os próprios conhecimentos, estu- dando sempre.

Saliente qualidades e esqueça defeitos.

Desenvolva os seus recursos de simpatia e evite qualquer impulso de agressão.

Se você pode ajudar, em auxílio de alguém, faça isso agora.

Enriqueça o seu vocabulário com boas pala-vras.

Apredendo a escutar, você saberá compreen-der.

A melhor maneira de extinguir o mal será substituí-lo com o bem.

Destaque os outros e os outros destacarão você.

Viva o presente, agindo e servindo com fé e alegria, sem afligir-se pelo futuro, porque, para viver amanhã, você precisará viver hoje.

Habitue-se a sorrir.

Recorde que desalento nunca auxiliou a nin-guém.

Não permita que a dificuldade lhe abra porta ao desânimo porque a dificuldade é o meio de que a vida se vale para melhorar-nos em habilitação e resistência.

Ampare-se amparando os outros.

Censura é uma fórmula das mais eficientes para complicar-se.

Abençoe a vida e todos os recursos da vida onde você estiver.

Nunca desconsidere o valor da sua dose de solidão, a fim de aproveitá-la em meditação e re-ajuste das próprias forças.

Observe:-
- Todo tempo é tempo de Deus para restaurar e corrigir, começar e recomeçar.


André Luiz
Chico Xavier

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Viver Melhor


Viver Melhor

Todos queremos ser felizes, viver melhor.

Entretanto, ouçamos a experiência.

A felicidade não é um tapete mágico. 

Ela nasce dos bens que você espalhe, não daqueles que se acumulam inutilmente.

Tanto isto é verdade que a alegria é a única doação que você pode fazer sem possuir nenhuma.

Você pode estar em dificuldade e suprimir muitas dificuldades dos outros.

Conquanto às vezes sem qualquer consola-ção, você dispõe de imensos recursos para recon-fortar e reerguer os irmãos em prova ou desvali- mento.

A receita de vida melhor será sempre melhorar-nos, através da melhora que venhamos a realizar para os outros.

A vida é dom de Deus em todos.

E quem serve só para si não serve para os objetivos da vida, porque viver é participar, pro-gredir, elevar, integrar-se.

Se aspiramos a viver melhor, escolhamos o lugar de servir na causa do bem de todos.

Para isso, não precisa você condicionar-se a alheios pontos de vista.

Engaje-se na fileira dos servidores que se lhe afine com as aptidões.

Aliste-se em qualquer serviço no bem comum.

E tão importante colaborar na higiene do seu bairro ou na construção de uma escola, quanto auxiliar a uma criança necessitada ou prestar apoio a um doente.

Procure a paz, garantindo a paz onde esteja.

Viva em segurança, cooperando na segurança dos outros.

Aprendamos a entregar o melhor de nós à vida que nos rodeia e a vida nos fará receber o melhor dela própria.

Seja feliz, fazendo os outros felizes.

Saia de você mesmo ao encontro dos outros, mas não resmungue, nem se queixe contra nin-guém. 

E os outros nos farão encontrar Deus.

Não julgue que semelhante instrução seja as-sunto unicamente para você que ainda se acha na Terra.' 

Se você acredita que os chamados mortos estão em paz gratuita, o engano é seu, porque os mortos se quiserem paz que aprendam a sair de si mesmos e a servirem também.



Médium





quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Comércio e Intercâmbio


Comércio e Intercâmbio

O Comércio é também uma escola de Fraternidade. 

Realmente, carecemos da atenção do vendedor, mas o vendedor espera de nós a mesma atitude.

Diante de balconistas fatigados ou irritadiços, reflitamos nas provações que, indubitavelmente, os constrange nas retaguardas da família ou do lar, sem negar‐lhes Consideração e Carinho.

A pessoa que se revela mal‐humorada, em seus contatos públicos, provavelmente carrega um fardo pesado de inquietação e doença.

Abrir caminho, à força de encontrões, não é só Deselegância, mas igualmente lastimável Descortesia.

Dar passagem aos outros, em primeiro lugar, seja no elevador ou no coletivo, é uma forma de expressar Entendimento e Bondade Humana.

Aprender a pedir um favor aos que trabalham em repartições, armazéns, lojas ou bares, é Obrigação.

Evitar anedotário chulo ou depreciativo, reconhecendo‐se que as palavras criam imagens e as imagens patrocinam ações.

Zombaria ou irritação complicam situações sem resolver os problemas.

Quando se sinta no dever de reclamar, não faça de seu verbo instrumento de agressão.

O erro ou o engano dos outros talvez fossem nossos se estivéssemos nas circunstâncias dos outros.

Afabilidade é Caridade no trato pessoal.

 Livro:- Sinal Verde

 André Luiz

Francisco Cândido Xavier

 


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Talvez Hoje ....


Talvez Hoje ....

Surgirá quem procure ditar-lhe o que você precisa fazer, entretanto, embora agradecendo as elogiáveis intenções de quem lhe oferece pontos de vista, ouça, antes de tudo, a sua própria consciência quanto ao dever que lhe cabe; 
- É possível apareça algum coração amigo impondo-lhe quadros de pessimismo e perturbação, relativamente às dificuldades do mundo; compadecendo-se, porém, da criatura que se entrega ao derrotismo e ao desânimo, você observará a Renovação para o Bem que a Sabedoria Divina promove em toda parte; 
- É provável que essa ou aquela pessoa queira impor a você idéias de fadiga e doenças; mas conquanto a sua gratidão aos que lhe desejem bem estar, você prosseguirá trabalhando e servindo ao alcance de suas forças; 
- Possivelmente, notícias menos agradáveis venham a suscitar-lhe inquietações e traçar-lhe problemas; no entanto, você conservará a própria Paz e não se desligará das suas orações e pensamentos de Otimismo e Esperança. 

Talvez hoje tudo pareça contra você, mas você prosseguirá compreendendo e agindo, em apoio do bem, guardando a certeza de que Deus está conosco e de que amanhã será outro dia. 


André Luiz
Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Regiões de sombra e a coragem de enfrentá-las para ajudar quem precisa !


 
Regiões de sombra e a coragem de enfrentá-las para ajudar quem precisa !
 
Após a travessia de várias regiões, “em descida”, com escalas por diversos postos e instituições socorristas, penetramos vasto domínio de sombras. 

A claridade solar jazia diferençada. 

Fumo cinzento cobria o céu em toda a sua extensão. 

A volitação fácil se fizera impossível.

A vegetação exibia aspecto sinistro e angustiado. 

As árvores não se vestiam de folhagem farta e os galhos, quase secos, davam a ideia de braços erguidos em súplicas dolorosas. 

Aves agoureiras, de grande tamanho, de uma espécie que poderá ser situada entre os corvídeos crocitavam em surdina, semelhando-se a pequenos monstros alados espiando presas ocultas.

O que mais contristava, porém, não era o quadro desolador, mais ou menos semelhante a outros de meu conhecimento, e, sim, os apelos cortantes que provinham dos charcos. 

Gemidos tipicamente humanos eram pronunciados em todos os tons.

Acredito, teríamos examinado individualmente os sofredores que aí se localizavam, se nos entregássemos a detida apreciação; todavia, Gúbio, à maneira de outros instrutores, não se detinha para atender a curiosidade improfícua.

Lembrando a “selva escura” a que Alighieri se reporta no imortal poema, eu trazia o coração premido de interrogativas inquietantes.

Aquelas árvores estranhas, de frondes ressecadas, mas vivas, seriam almas convertidas em silenciosas sentinelas de dor, qual a mulher de Lot, transformada simbolicamente em estátua de sal? 

E aquelas grandes corujas diferentes, cujos olhos brilhavam desagradavelmente nas sombras, seriam homens desencarnados sob tremendo castigo da forma? 

Quem chorava nos vales extensos de lama? 

Criaturas que houvessem vivido na Terra que recordávamos, ou duendes desconhecidos para nós?

De quando em quando, grupos hostis de entidades espirituais em desequilíbrio nos defrontavam, seguindo adiante, indiferentes, incapazes de registrar-nos a presença. 

Falavam em alta voz, em português degradado, mas inteligível, evidenciando, pelas gargalhadas, deploráveis condições de ignorância. 

Apresentavam-se em trajes bisonhos e conduziam apetrechos de lutar e ferir.

Avançamos mais profundamente, mas o ambiente passou a sufocar-nos. 

 Repousamos, de algum modo, vencidos de fadiga singular, e Gúbio, depois de alguns momentos, nos esclareceu:-
- Nossas organizações perispiríticas, à maneira de escafandro estruturado em material absorvente, por ato deliberado de nossa vontade, não devem reagir contra as baixas vibrações deste plano.

Estamos na posição de homens que, por amor, descessem a operar num imenso lago de lodo; para socorrer eficientemente os que se adaptaram a ele, são compelidos a cobrir-se com as substâncias do charco, sofrendo-lhes, com paciência e coragem, a influenciação deprimente.

Atravessamos importantes limites vibratórios e cabe-nos entregar a forma exterior ao meio que nos recebe, a fim de sermos realmente úteis aos que nos propomos auxiliar. 

Finda a nossa transformação transitória, seremos vistos por qualquer dos habitantes desta região menos feliz.

A oração, de agora em diante, deve ser nosso único fio de comunicação com o Alto, até que eu possa verificar, quando na Crosta, qual o minuto mais adequado de nosso retorno aos dons luminescentes. 

Não estamos em cavernas infernais, mas atingimos grande império de inteligências perversas e atrasadas, anexo aos círculos da Crosta, onde os homens terrestres lhes sofrem permanente influenciação. 

Chegou para nós o momento de pequeno testemunho.

Muita capacidade de renúncia é indispensável, a fim de alcançarmos nossos fins. 

Podemos perder por falta de paciência ou por escassez de vocação para o sacrifício. 

Para a malta de irmãos retardados que nos envolverá, seremos simples desencarnados, ignorantes do próprio destino. 

Passamos a inalar as substâncias espessas que pairavam em derredor, como se o ar fosse constituído de fluidos viscosos.

Elói estirou-se, ofegante, não obstante experimentar, por minha vez, asfixiante opressão, busquei padronizar atitudes pela conduta do Instrutor, que tolerava a metamorfose, silencioso e palidíssimo. 

Reparei, confundido, que a voluntária integração com os elementos inferiores do plano nos desfigurava enormemente.

Pouco a pouco, sentimo-nos pesados e tive a ideia de que fora, de improviso, religado, de novo, ao corpo de carne, porque, embora me sentisse dono da própria individualidade, me via revestido de matéria densa, como se fosse obrigado a envergar inesperada armadura.

Decorridos longos minutos, o orientador apelou, diligente:- 
- Prossigamos! 
- Doravante, seremos auxiliares anônimos. 

Não nos convém, por enquanto, a identificação pessoal. 

Mas, não será isto mentir? 

Clamou Elói, quase refeito. 

Gúbio dividiu conosco um olhar de benevolência e explicou, bondoso:-
— Não te recordas do texto evangélico que recomenda não saiba a mão esquerda o que dá a direita? 

Este é o momento de ajudarmos sem alarde. 

O Senhor não é mentiroso quando nos estende invisíveis recursos de salvação, sem que lhe vejamos a presença. 

Nesta cidade sombria, trabalham inúmeros companheiros do bem nas condições em que nós achamos.

Se erguermos bandeira provocante, nestes campos, nos quais noventa e cinco por cento das inteligências se encontram devotadas ao mal e à desarmonia, nosso programa será estraçalhado em alguns instantes.
 

Centenas de milhares de criaturas aqui padecem amargos choques de retorno à realidade, sob a vigilância de tribos cruéis, formadas de espíritos egoístas, invejosos e brutalizados.

Para a sensibilidade medianamente desenvolvida, o sofrimento aqui é inapreciável. 

E há governo estabelecido num reino estranho e sinistro quanto este? — Indaguei. 

Como não? — Respondeu Gúbio, atenciosamente. 

Qual ocorre na esfera carnal, a direção, neste domínio, é concedida pelos Poderes Superiores, a título precário.

Na atualidade, este grande empório de padecimentos regenerativos permanece dirigido por um sátrapa de inqualificável impiedade, que aliciou para si próprio o pomposo título de Grande Juiz, assistido por assessores políticos e religiosos tão frios e perversos quanto ele mesmo.

Grande aristocracia de gênios implacáveis aqui se alinha, senhoreando milhares de mentes preguiçosas, delinqüentes e enfermiças.

E porque permite Deus semelhante absurdo? 

Dessa vez, era o meu colega que perguntava, de novo, semi apavorado, agora, ante os compromissos que assumíramos. Longe de perturbar-se, Gúbio replicou:-
- Pelas mesmas razões educativas através das quais não aniquila uma nação humana quando, desvairada pela sede de dominação, desencadeia guerras cruentas e destruidoras, mas a entrega à expiação dos próprios crimes e ao infortúnio de si mesma, para que aprenda a integrar-se na ordem eterna que preside à vida universal.

De período a período, contado cada um por vários séculos, a matéria utilizada por semelhantes inteligências é revolvida e reestruturada, qual acontece nos círculos terrenos; mas se o Senhor visita os homens pelos homens que se santificam, corrige igualmente as criaturas por intermédio das criaturas que se endurecem ou bestializam.

Significa então que os gênios malditos, os demônios de todos os tempos — exclamei, reticencioso — Somos nós mesmos — completou o Instrutor, paciente, quando nos desviamos, impenitentes, da Lei. 

Já perambulamos por estes sítios sombrios e inquietantes, mas os choques biológicos do renascimento e da desencarnação, mais ou menos recentes, não te permitem, nem a Elói, o desabrocho de reminiscências completas do passado.

Comigo, porém, a situação é diversa. 

A extensão de meu tempo, na vida livre, já me confere recordações mais dilatadas e, de antemão, conheço as lições que constituam novidade. 

Muitos de nossos companheiros, guindados à altura, não mais identificam nestas paragens senão motivos de cansaço, repugnância e pavor; todavia, é forçoso observar que o pântano, invariavelmente, é uma zona da natureza pedindo o socorro dos servos mais fortes e generosos.

Música exótica fazia-se ouvir não distante e Gúbio rogou-nos prudência e humildade em favor do êxito no trabalho a desdobrar-se. 

Reerguemo-nos e avançamos. 

Fizera-se nos tardio o passo e nossa movimentação difícil. 

Em voz baixa, o orientador reiterou a recomendação:-
- Em qualquer constrangimento íntimo, não nos esqueçamos da prece. 

É, de ora em diante, o único recurso de que dispomos a fim de mobilizar nossas reservas mentais superiores, em nossas necessidades de reabastecimento psíquico.

Qualquer precipitação pode arrojar-nos a estados primitivistas, lançando-nos em nível inferior, análogo ao dos espíritos infelizes que desejamos auxiliar. 

Tenhamos calma e energia, doçura e resistência, de ânimo voltado para o Cristo. 

Lembremo-nos de que aceitamos o encargo desta hora, não para justiçar e sim para educar e servir.

Adiantamo-nos, caminho a fora, como se fazia possível. 

Em minutos breves, penetramos vastíssima aglomeração de vielas, reunindo casario decadente e sórdido. 

Rostos horrendos contemplavam-nos furtivamente, a princípio, mas, à medida que varávamos o terreno, éramos observados, com atitude agressiva, por transeuntes de miserável aspecto.

Alguns quilômetros de via pública, repletos de quadros deploráveis, desfilaram a nossos olhos. 

Mutilados às centenas, aleijados de todos os matizes, entidades visceralmente desequilibradas, ofereciam-nos paisagens de arrepiar. 

Impressionado com a multidão de criaturas deformadas que se enfileiravam sob nosso raio visual, perfeitamente arrebanhadas ali em experiência coletiva, enderecei algumas interrogações ao Instrutor, em tom discreto.

Porque tão extensa comunidade de sofredores? 

Que causas impunham tão flagrante decadência da forma? 

Paciente, o orientador não se fez demorado na resposta. 

Milhões de pessoas — informou, calmo —, depois da morte, encontram perigosos inimigos no medo e na vergonha de si mesmas. 

Nada se perde, André, no círculo de nossas ações, palavras e pensamentos.

O registro de nossa vida opera-se em duas fases distintas, perseverando no exterior, através dos efeitos de nossa atuação em criaturas, situações e coisas, e persistindo em nós mesmos, nos arquivos da própria consciência, que recolhe matematicamente todos os resultados de nosso esforço, no bem ou no mal, ao interior dela própria.

O espírito, em qualquer parte, move-se no centro das criações que desenvolveu. 

Defeitos escuros e qualidades louváveis envolvem-no, onde se encontre. 

A criatura na Terra, por onde peregrinamos, ouve argumentos alusivos ao Céu e ao Inferno e acredita vagamente na vida espiritual que a espera, além-túmulo.

Mais cedo que possa imaginar, perde o veículo de carne e compreende que não se pode ocultar por mais tempo, desfeita a máscara do corpo sob a qual se escondia à maneira da tartaruga dentro da carapaça. 

Sente-se tal qual é e receia a presença dos filhos da luz, cujos dons de penetração lhe identificariam, de pronto, as mazelas indesejáveis.

O perispírito, para a mente, é uma cápsula mais delicada, mais suscetível de refletir-lhe a glória ou a viciação, em virtude dos tecidos rarefeitos de que se constitui. 

Em razão disso, as almas decaídas, num impulso de revolta contra os deveres que nos competem a cada um, nos serviços de sublimação, aliam-se umas às outras através de organizações em que exteriorizam, tanto quanto possível, os lamentáveis pendores que lhes são peculiares, não obstante ferretoadas pelo aguilhão das inteligências vigorosas e cruéis.

Não há recursos de soerguer semelhantes comunidades? 

A mesma lei de esforço próprio funciona igualmente aqui. 

Não faltam apelos santificantes de Cima; contudo, com a ausência da íntima adesão dos interessados ao ideal da melhoria própria, é impraticável qualquer iniciativa legítima, em matéria de reajustamento geral.

Sem que o espírito, senhor da razão e dos valores eternos que lhe são consequentes, delibere mobilizar o patrimônio que lhe é próprio, no sentido de elevar o seu campo vibratório, não é justo seja arrebatado, por imposição, a regiões superiores que ele mesmo, por enquanto, não sabe desejar.

E até que resolva atirar-se ao empreendimento da própria ascensão, vai sendo aproveitado pelas leis universais no que possa ser útil à Obra Divina. 

A minhoca, enquanto é minhoca, é compelida a trabalhar o solo; o peixe, enquanto é peixe, não viverá fora d’água. 

Sorrindo, ante a própria argumentação, concluiu bem-humorado:-
- É natural, pois, que o homem, dono de vastas teorias de virtude salvadora, enquanto se demora no comboio da inferioridade seja empregado em atividades inferiores.

Quase todas as almas humanas, situadas nestas furnas, sugam as energias dos encarnados e lhes vampirizam a vida, qual se fossem lampreias insaciáveis no oceano do oxigênio terrestre. 

Suspiram pelo retorno ao corpo físico, de vez que não aperfeiçoaram a mente para a ascensão, e perseguem as emoções do campo carnal com o desvario dos sedentos no deserto.
Quais fetos adiantados absorvendo as energias do seio materno, consomem altas reservas de força dos seres encarnados que as acalentam, desprevenidos de conhecimento superior. 

Daí esse desespero com que defendem no mundo os poderes da inércia e essa aversão com que interpretam qualquer progresso espiritual ou qualquer avanço do homem na montanha de santificação.

No fundo, as bases econômicas de toda essa gente residem, ainda, na esfera dos homens comuns e, por isto, preservam, apaixonadamente, o sistema de furto psíquico, dentro do qual se sustentam, junto às comunidades da Terra.

 Livro:- Libertação

André Luiz

Francisco Cândido Xavier


sábado, 3 de dezembro de 2016

Auxilia Também


Auxilia Também
 
O cérebro trabalha para que raciocines. 
 
O coração trabalha para que te sustentes. 
 
O sangue trabalha para que te equilibres. 
 
Os nervos trabalham para que observes. 
 
 As glândulas trabalham para que te controles. 
 
Os pulmões trabalham para que respires. 
 
Os ossos trabalham para que te levantes. 
 
Os cabelos trabalham para que te protejas. 
 
O estômago trabalha para que te nutras. 
 
 Os olhos trabalham para que vejas. 
 
Os ouvidos trabalham para que ouças. 
 
A língua trabalha para que te exprimas. 
 
As mãos trabalham para que construas. 
 
Os pés trabalham para que te movas. 
 
Entre as forças que trabalham, no teu próprio corpo, para servir-te, que fazes de ti mesmo para servir aos outros? 
 
Ante a Lei do Senhor, o ato de servir é luz em toda a parte. 
 
E essa Lei pede em tudo:-
- "Ajuda agora alguém". 
 
Assim, quem nada faz, em nada se detém. 
 
Recorda que a preguiça é o retrato da morte. 
 
Toda a vida auxilia. 
 
Auxilia também.
 
André Luiz
Francisco Cândido Xavier
 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Pensar


Pensar

O pensamento é a nossa capacidade criativa em ação. F.m qualquer tempo, é muito importante não nos esquecermos disso. 
A idéia forma a condição; a condição produz o efeito; o efeito cria o destino. 
A sua vida será sempre o que você esteja mentalizando constantemente. 
Em razão disso, qualquer mudança real em seus caminhos, virá unicamente da mudança de seus pensamentos. 
Imagine a sua existência como deseja deva ser e, trabalhando nessa linha de idéias, observará que o tempo lhe trará as realizações esperadas.
As leis do destino carrearão de volta a você tudo aquilo que você pense. 
Nesta verdade, encontramos tudo o que se relacione conosco, tanto no que se refere ao bem quanto ao mal. 
Observe e verificará que você mesmo atraiu para o seu campo de influência tudo o que você? possui e tudo aquilo que faz parte do seu dia-a-dia. 
Deus é Amor e não pune criatura alguma. 
A própria criatura é que se culpa e se corrige, ante os falsos conceitos que alimente com relação a Deus. 
Em nosso íntimo a liberdade de escolher é absoluta; depois da criação mental que nos pertence, é que nos reconhecemos naturalmente sujeitos a ela. 
O Bem Eterno é a Lei Suprema; mantenha-se no bem a tudo e a todos e a vida se lhe converterá em fonte de bênçãos. 
Através dos princípios mentais que nos regem, de tudo aquilo que dermos de nós aos outros receberemos dos outros centuplicadamente.



Author:- André Luiz  
Médium:- Chico Xavier 


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Em favor de você mesmo


Em favor de você mesmo

 "Aprenda a ceder em favor de muitos, para que alguns intercedam em seu benefício nas situações desagradáveis.

Ajude sem exigência para que outros o auxiliem, sem reclamações.

Não encarcere o vizinho no seu modo de pensar; dê ao companheiro oportunidade de conceber a vida tão livremente quanto você.

Guarde cuidado no modo de exprimir-se; em várias ocasiões, as maneiras dizem mais que as palavras.

Refira-se a você o menos possível; colabore fraternalmente nas alegrias do próximo.

Evite a verbosidade avassalante; quem conversa sem intermitências, cansa ao que ouve.

Deixe ao irmão a autoria das boas idéias e não se preocupe se for esquecido, convicto de que as iniciativas elevadas não pertencem efetivamente a você, de vez que todo bem procede originariamente de Deus.

Interprete o adversário como portador de equilíbrio; se precisamos de amigos que nos estimulem, necessitamos igualmente de alguém que indique os nossos erros.

Discuta com serenidade; o opositor tem direitos iguais aos seus.

Se você considerar excessivamente as críticas do inferior, suporte sem mágoa as injunções do plano a que se precipitou.

Seja útil em qualquer lugar, mas não guarde a pretensão de agradar a todos; não intente o que o próprio Cristo ainda não conseguiu.

Defrontado pelo erro, corrija-o primeiramente em você, e, em seguida, nos outros, sem violência e sem ódio.

Se a perfídia cruzar seu caminho, recuse-lhe a honra da indignação; examine-a, com um sorriso silencioso, estude-lhe o processo calmante e, logo após, transforme-a em material digno da vida.

Ampare fraternalmente o invejoso; o despeito é indisfarçável homenagem ao mérito e, pagando semelhante tributo, o homem comum atormenta-se e sofre.

Habitue-se à serenidade e à fortaleza, nos círculos da luta humana; sem essas conquistas dificilmente sairá você do vaivém das reencarnações inferiores."
 
 
Livro:- Agenda Cristã
Editora FEB
André Luiz
 Francisco Cândido Xavier