quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Desenvolvimento

Desenvolvimento

Se o desenvolvimento de faculdades psíquicas é o seu objetivo, no trabalho espiritual, procure a bênção do conhecimento, através do estudo necessário, mas não perca de vista o esforço que lhe compete.

Antes de ser MÉDIUM dos fenômenos comuns, não olvide que todo aquele que dá de sí mesmo a mais singela colaboração à obra do bem é instrumento de Jesus no aperfeiçoamento do mundo.


Não acredite que a morte do corpo exonere alguém dos impositivos de auto-educação.

Ninguém nos substituirá na esfera do próprio dever.

O milagre é sempre o coroamento do mérito, mas nunca derrogação das leis naturais que funcionam igualmente para todos.

O sábio começa nas letras humildes do alfabeto.


Inicia-se o gênio musical nas notas minúsculas do pentagrama.


Como admitir qualidades primorosas, a se improvisarem dum dia para outros?

Se você aspira a maior amplitude das forças mediúnicas, estenda-as no serviço aos semelhantes.


Os benfeitores do Alto não dispõem de tempo para provocar a colaboração alheia, entretando, jamais abandonam aquele que lhes oferece a migalha da Boa Vontade.


Ajude e Esclareça, Fraternalmente, melhorando a sua posição na simpatia dos outros. 

Agradecimento e cooperação representam duas forças decisivas no êxito, contudo, somente o amor desinteressado consegue cultivá-las.

Distribua auxílio e bondade, sem medida, para que o suprimento divino lhe atenda à capacidade de servir, enriquecendo-lhe os recursos;


Se pretende, em suma, ser alguém com o Cristo, não lhe despreze os avisos sublimes.


EM VERDADE, nossos olhos ainda não suportam o brilho afuscante da Ressurreição, todavia, com o amparo do Céu, já podemos contemplar o chão que pisamos, de modo a seguir os passos do MESTRE, reconhecendo as nossas necessidades de AMOR e SACRIFÍCIO, RENÚNCIA e PERDÃO, no calvário purificador.


Agar


Na Construção do Mestre


Na Construção do Mestre


“Ora, vós sois o corpo do Cristo e seus membros em particular”.
– Paulo.(I Coríntios, 12:27)....

O Evangelho não nos convida à confiança preguiçosa nos poderes do Cristo, qual se estivéssemos assalariados para funcionar em claques de adoração vazia.

O apóstolo Paulo faz-nos sentir toda a extensão da responsabilidade que nos compete à frente da Boa Nova.

Cada cristão é parte viva do corpo de princípios do Mestre, com serviço em particular.

Não te iludas, assim, fixando-te exclusivamente em afirmações labiais de fé no Senhor, sem adesão do próprio esforço ao trabalho edificante que nos foi reservado.

Sentindo, pensando, falando e ainda nessa ou naquela ocorrência, é indispensável compreender que é preciso sentir, pensar, falar e agir, como se o Mestre estivesse sentido, pensando, falando e agindo em nós e por nós.

Alguém provavelmente dirá que isso seria atrevida superestimação de nós próprios; entretanto, apesar de nossas evidentes imperfeições, é forçoso começar a viver no Senhor para que o Senhor viva onde nos cabe viver.

Para isso, perguntemos diariamente a nós mesmos como faria Jesus o que estamos fazendo, porque, sendo o Cristo o dirigente e mentor de nossa fé, todos nós, servos dele, somos chamados, no setor da atividade individual, a defini-lo e tratá-lo com fiel expressão.


Livro:- Palavras de Vida Eterna
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier


terça-feira, 8 de setembro de 2015

O Significado da Perda


O Significado da Perda


No "O Livro dos Espíritos", na questão 934, temos, na própria pergunta a palavra “perda” com o sentido de morte ("A perda de entes queridos não nos causa um sofrimento tanto mais legítimo quanto é ela irreparável e independente da nossa vontade"?). 

Os Espíritos não fizeram nenhuma correção em relação à palavra “perda” contida na pergunta. 

Responderam, de forma clara, à per...gunta, pois entenderam o sentido dado à palavra "perda" ("Essa causa de dor, atinge assim o rico, como o pobre:-
- Representa uma prova, ou expiação, e comum é a lei. 

Tendes, porém, uma consolação em poderdes comunicar-vos com os vossos amigos pelos meios que vos estão ao alcance, enquanto não dispondes de outros mais diretos e mais acessíveis aos vossos sentidos.")

Pode-se objetar que, em termos espirituais, a morte não existe e que ninguém perde ninguém. 


Pelo prisma da imortalidade da alma sim, mas pelo aspecto da encarnação não, pois a encarnação tem começo e fim. 

A pessoa que conhecemos é um conjunto espírito/matéria, cuja convivência solidifica os sentimentos. 

Portanto é natural que havendo a morte física, haverá a descontinuidade da convivência (sentida, vista, percebida) e isso é uma perda, pois não mais se terá o que se tinha, qual seja, a convivência física.

Ainda sob o prisma da morte não existir, muitos preferem o termo desencarnar. 


Salvo melhor juízo, morte e desencarnação não têm o mesmo sentido e não são, necessariamente, simultâneas. 

A primeira é física, a segunda é a separação espiritual, o desprendimento mental.

Quando damos um nome a alguém, não damos o nome ao Espírito, mas sim à pessoa (Espírito encarnado em uma dada encarnação). 

O Espírito, justamente pelo fato de se reencarnar várias vezes, não tem um nome específico. Recebe um nome em cada encarnação. 

Então, o nome, a persona, é o Espírito reencarnado. 

Esse conjunto desaparece com a cessação da vida orgânica e a isso é que chamamos morte (veja a questão 68 de “O Livro dos Espíritos”).

Desencarnação é o ato do desligamento do Espírito; desligamento completo, ou seja, inclusive o mental. 


Quantos espíritos há que, anos após a morte do corpo, ainda se sentem ligados a ele?

Vejamos as dissertações dos espíritos infelizes contidas no livro o Céu e o Inferno (segunda parte), quanto dizem ainda estarem "ligados ao corpo" (alguns por anos ou décadas)... 

Esses não desencarnaram. 

Houve a morte física, mas não a desencarnação.

Portanto, em certo sentido, ou melhor, no sentido físico, a morte existe sim, referindo-se a uma estrutura orgânica (LE 68). 


Quando dizemos "fulano" morreu, não estamos nos referindo ao Espírito imortal ou liberto (que já teve vários nomes), mas sim à pessoa encarnada que não mais será vista "em carne e osso" (valendo-me de expressão coloquial).

É a esse fenômeno que se refere a palavra "perda", uma vez que "não mais" haverá esta "pessoa" convivendo fisicamente com os seus amados.

Essas minhas observações estão sempre sujeitas a serem corrigidas, pois externo apenas uma opinião pessoal, sujeita a erro e, por isso mesmo, pode e deve ser corrigida. 

Espero que meu longo texto não tenha sido uma "perda de tempo" para quem o leu.

Um fraternal abraço, com votos de Paz.

Simão Pedro
SIMÃO PEDRO DE LIMA – Professor universitário, historiador e contabilista, com Mestrado em Educação Evangelica !
 

O que é Mediunidade de Cura ?


O que é Mediunidade de  Cura ?

É o tipo de mediunidade em que o médium pratica as chamadas curas espirituais ou cirurgias espirituais. 

Esses médiuns podem, com a ajuda direta ou indireta dos espíritos, abrir o caminho para aliviar e curar uma pessoa.

Dizemos “abrir o caminho” porque ninguém pode curar alguém que não deseje ser curado ou que possua um forte carma que o obrigue a passar pelo estado d...e doença.

“Médiuns curadores – Os que têm o poder de curar ou de aliviar os males pela imposição das mãos ou pela prece.


Esta faculdade não é essencialmente mediúnica, pois todos os verdadeiros crentes a possuem, quer sejam médiuns ou não. 

Freqüentemente não é mais do que a exaltação da potência magnética, fortalecida em caso de necessidade pelo concurso dos Espíritos bons” diz Allan Kardec em O Livro dos Médiuns.

Uma das grandes provações do médium de cura é não se deixar levar pelas tentações do orgulho e da vaidade. 

Quando o médium começa a ser solicitado, admirado, requisitado, começa a ser muito falado, fica famoso e muitos começam a adorá-lo como um ídolo, seu ego pode atrapalhar sua missão, e há uma grande chance dele cair, estragar tudo e perder uma valiosíssima oportunidade de redimir seu karma e, o mais importante, ajudar pessoas e participar ativamente da obra de Deus no mundo. 

Há muitos médiuns de cura que caíram por sua vaidade e perderam a oportunidade de expandir ainda mais seu trabalho. 

Quando isso ocorre, a plêiade de espíritos que o acompanhavam em sua missão deve procurar outro veículo disponível para o mesmo tipo de trabalho. — com


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Autismo na Visão Espírita


Autismo na Visão Espírita

Certa vez, um casal aproximou-se ao Chico, o pai sustentando uma criança de ano e meio nos braços, acompanhando por distinto medico espírita de Uberaba. 

A mãe permaneceu a meia distância, em mutismo total, embora com alguma aflição no semblante.

O médico, adiantando-se, explicou o caso ao Chico:- ...

- A criança, desde que nasceu, sofre sucessivas convulsões, tendo que ficar sob o controle de medicamento, permanecendo dormindo a maior parte do tempo, em consequência, mal consegue engatinhar e não fala.

Após dialogarem durante alguns minutos. 


O Chico perguntou ao nosso confrade a que diagnostico havia chegado.

- Para mim, trata-se de um caso de AUTISMO – respondeu ele.

O Chico disse que o diagnostico lhe parecia bastante acertado, mas que convinha diminuir o anticonvulsivos mesmo que tal medida, a principio, intensificasse os ataques. 


Explicou, detalhadamente, as contra indicações do medicamento no organismo infantil.

Recomendou passes.

- Vamos orar - concluiu.

O casal saiu visivelmente mais confortado, mas, segurando o braço do médico nosso confrade. 


Chico Explicou a todos que estávamos ali mais próximos:-

- “O AUTISMO”, é um caso muito sério, podendo ser considerado uma verdadeira calamidade. 


Tanto envolve crianças quanto adultos...

E o Chico falou ao médico:-

- É preciso que os pais dessa criança conversem muito com ela, principalmente a mãe. 


É necessário chamar o espírito para o corpo. 

Se não agirmos assim, muitos espíritos não permaneceram na carne, porque a reencarnação para eles é muito dolorosa.

Evidentemente que não conseguimos registrar tudo, mas a essência do assunto é o que está exposto aqui.

O espírito daquela criança sacudia o corpo que convulsionava, na ânsia de libertar-se (desencarnar)...

Sem dúvida, era preciso convencer o Espírito a ficar. 


Tentar dizer-lhe que a Terra não é cruel assim... 


Que precisamos trabalhar pela melhoria do homem.

OBSERVAÇÃO DE DIVALDO FRANCO:-

- Precisamos considerar que “somos herdeiros dos próprios atos”. 


Em cada encarnação adicionamos conquistas ou prejuízos a nossa contabilidade evolutiva e, em determinados momentos, ao contrairmos débitos mais sérios, reencarnamos para ressarci-los sob a injunção dolorosa de fenômenos expiatórios, tais os estados esquizóides e suas manifestações várias. 


Dentre eles, um dos mais cruéis é o AUTISMO. 

No fenômeno do autismo estamos diante de um ex-suicida a qual, desejando fugir à responsabilidade dos delitos cometidos, envereda pela porta falsa da autodestruição.

Posteriormente, reencarna com o drama na consciência por não ter conseguido libertar-se deles. 


São, também, os criminosos não justiçados pelas leis humanas ou Espíritos que dissimularam muito bem suas tragédias. 

Assim, retornam à Terra escondendo-se da consciência nas várias patologias dos fenômenos esquizofrênicos.

Os pais devem esperar a criança dormir e conversar com ela. 


Pois a conversa é captada pelo inconsciente (Espírito).

Fale devagar, pausadamente:-
- Estamos contentes por você estar entre nós; 
- Você tem muito que fazer na Terra; 
- Você vai ser Feliz nesta vida; 
- Nós te amamos muito; etc.

Temas Espíritas 
Grupo de Estudo Allan Kardec
Apostila 05 

Celina


Celina

Quando elevamos ao céu nosso olhar suplicante, há para todos nós, os que se afligem na provação, uma carinhosa e compassiva Mãe que nos ampara e consola...

Compadece-se de nossa dor, contempla-nos com misericórdia e manda-nos então o anjo da sua bondade, para balsamizar nossos padecimentos...

É Celina, a suave mensageira da Virgem, a Mãe de todas as mães, o gênio tutelar da humanidade sofredora...

Quando o pranto aflora nos olhos das que são filhas e irmãs, das que são esposas e mães na Terra, no coração das quais, muitas vezes, se concentra a amargura, vem Celina e toma-as nos seus braços de névoa resplandecente e, através dos ouvidos da consciência, lhes diz com brandura:

“Veio a dor bater à vossa porta? 


Coragem... 

Não desanimeis nas ásperas lutas que objetivam vosso aprimoramento moral. 

Pensai nAquela que teve sua alma recortada de martírios, lacerada de sofrimentos, atormentada de angústias.

Ela se desvela do céu por todas aquelas almas que escolheram sua pegadas de Mãe amorosa e compassiva.

Foi ela que, escutando a oração de vossa fé, me enviou para que eu vos desse as flores de seu amor sacrossanto, portadoras da paz, da humildade e, sobretudo, da paciência:- 

- Porque o acaso não existe e tudo na vida obedece a uma lei inteligente de causalidade que foge aos vossos olhos, que se sentem impossibilitados de ver toda a verdade:-
- Tomai minhas mãos!

Cumpri austeramente, fechai vossos olhos àquilo que pode obstar vossos passos para a luz e caminhai comigo. 


Os anos são minúsculas frações de tempo e, um dia, sem vos deterdes com o cansaço, chegareis ao pé dAquela que é vossa Mãe desvelada de todos os instantes!...”

E todas aquelas que ouvem, sentem-se sustentadas por braços tutelares, na noite escura das dores, e vertendo lágrimas amargosas, preparam-se e se iluminam na pedregosa senda da virtude para respirar os ares felizes do encantado país onde desabrocham os lírios maravilhosos da esperança!

Livro:- Mãe
Maria João de Deus
Francisco Cândido Xavier

domingo, 6 de setembro de 2015

Depois da Morte


Depois da Morte

O homem é um ser complexo. 

Nele se combinam três elementos para formar uma unidade viva, a saber:-

-O corpo, envoltório material temporário, que abandonamos na morte como vestuário usado; 

- O perispírito, invólucro fluídico permanente, invisível aos nossos sentidos naturais, que acompanha a alma em sua evolução infinita, e com ela se melhora e purifica; 


- A alma, princípio inteligente, centro da força, foco da consciência e da personalidade. 


A alma, desprendida do corpo material e revestida do seu invólucro sutil, constitui o Espírito, ser fluídico, de forma humana, liberto das necessidades terrestres, invisível e impalpável em seu estado normal. 


O Espírito não é mais que um homem desencarnado. 

Todos tornaremos a ser Espíritos. 

A morte restitui-nos à vida do espaço. 

Que se passa no momento da morte? 


Como se desprende o Espírito da sua prisão material? 


Que impressões, que sensações o esperam nessa ocasião temerosa? 


É isso o que interessa a todos conhecer, porque todos cumprem essa jornada. 


A vida foge-nos a todo instante:-
- Nenhum de nós escapará a morte. 

Deixando sua residência corpórea, o Espírito purificado pela dor e pelo sofrimento, vê sua existência passada recuar, afastar-se pouco a pouco com seus amargores e ilusões; depois, dissipar-se como as brumas que a aurora encontra estendidas sobre o solo e que a claridade do dia faz desaparecer. 


O Espírito acha-se, então, como que suspenso entre duas sensações:-
- A das coisas materiais que se apagam e a da vida nova que se lhe desenha à frente. 

Entrevê essa vida como através de um véu, cheia de encanto misterioso, temida e desejada ao mesmo tempo. 

Após, expande-se a luz, não mais a luz solar que nos é conhecida, porém uma luz espiritual, radiante, por toda parte disseminada. 

Pouco a pouco o inunda, penetra-o, e, com ela, um tanto de vigor, de remoçamento e de serenidade. 


O Espírito mergulha nesse banho reparador. 

Aí se despoja de suas incertezas e de seus temores. 

Depois, seu olhar destaca-se da Terra, dos seres lacrimosos que cercam seu leito mortuário, e dirige-se para as alturas. 

Divisa os céus imensos e outros seres amados, amigos de outrora, mais jovens, mais vivos, mais belos que vêm recebê-lo, guiá-lo no seio dos espaços.

Com eles caminha e sobe às regiões etéreas que seu grau de depuração permite atingir. 

Cessa, então, sua perturbação, despertam faculdades novas, começa o seu destino feliz. 

A entrada em uma vida nova traz impressões tão variadas quanto o permite a posição moral dos Espíritos.


Leon Denis


Amizade se Escreve Assim


 
Amizade se Escreve Assim

Foi durante a Primeira Grande Guerra. 

Eles eram jovens e a amizade que os unia tinha a ver com alguns momentos de lazer, de música e, sobretudo, de sobrevivência.

Ele não poderia esquecer que devia sua vida a um judeu alemão chamado Erik.  

Um ano mais velho que ele próprio, Erik ensinou Hans a tocar acordeão.

Certo dia, o sargento entrou no alojamento perguntando quem tinha letra bonita.  

O capitão precisava que fossem escritas umas doze cartas.

Ele estava com reumatismo ou artrite ou algo parecido e não podia escrevê-las.  

Ninguém se voluntariou. 

Erik, no entanto, resolveu indicar o amigo. 

Falou que ele tinha caligrafia impecável.  

Em verdade, a capacidade de redação de Hans era reduzida. 

Mas ele escreveu as cartas, enquanto o restante dos homens entrava em combate.  

Nenhum deles voltou. 

O corpo de Erik foi encontrado em vários pedaços, numa colina cheia de relva.  

Hans guardou o acordeão do Amigo e o levou consigo, durante toda a guerra.

Ao regressar para casa, localizou a família de Erik para devolver o instrumento.  

A viúva não o quis. 

Olhar para o instrumento musical lhe trazia memórias ainda mais nítidas do tempo em que ela e o marido davam aulas de música.

Hans tocou para ela, enquanto ela chorava, em silêncio.

Num papel, Hans escreveu seu nome e endereço.  

Sou pintor profissional. 

Pinto seu apartamento de graça, quando a senhora quiser.

Hans se foi, logo após descobrir que Erik deixara um filho pequeno de nome Max.  

Mais de vinte anos se passaram. 

Com a chegada da Segunda Guerra Mundial e a perseguição aos judeus, Max foi ocultado em um depósito por meses a fio, por um Amigo alemão.  

Contudo, o perigo aumentava dia a dia. 

Era preciso sair dali.  

Max lembrou de Hans, o Amigo de seu pai. 

E da promessa feita a sua mãe.  

Sim, ela nunca precisara da pintura no apartamento. 

Mas ele precisava de um abrigo.  

Um contato foi enviado ao endereço de Hans. 

Semanas depois, veio a informação:-
- Hans ainda tocava acordeão, o do pai de Max.  

Não era filiado ao partido nazista. 

Era pobre, casado e tinha uma criança. 

Importante:-
- Ele lhe mandara um livro. 

Na capa interna, uma chave. 

A chave de sua casa.  

Assim, nas primeiras horas de uma madrugada silenciosa, na pátria do nazismo, um jovem judeu chegou à casa de Hans.  

Colocou a chave na fechadura, entrou na cozinha.  

Hans despertou. 

Desceu os degraus, no escuro.  

No escuro encontrou o jovem fugitivo. 

Fez-lhe café para aquecê-lo.  

Depois, o escondeu no porão.  

Era uma situação aflitiva. 

Assustadoramente aflitiva.

Se Hans e a esposa fossem apanhados dando abrigo a um judeu, seriam presos, condenados, talvez mortos.  

Nunca mais veriam a criança... 

Mas Hans fizera uma promessa.  

Devia sua vida ao pai daquele jovem. 

Jamais poderia esquecer isso.

                                                                  *   *   *
Amizade se escreve de muitas formas. 

Pode se escrever com:-
- L, de Lealdade, com:-
- G, de Gratidão, com:-
- C, de Coragem.  

Mas, principalmente, com A, de Amor, sentimento elevado sempre presente nas almas nobres.  

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita

sábado, 5 de setembro de 2015

Ouvir Deus !

Ouvir Deus !


São muitos os que recorremos a Deus nas horas difíceis.


As dores que nos chegam, os desafios que a vida propõe, dificuldades que parecem intransponíveis.

Nenhum de nós se pode dizer imune a dias tempestuosos, isento de tribulações intensas, dessas capazes de tirar o chão que pisamos.

Para uns, é o amor que partiu de retorno ao mundo espiritual, deixando imensa e pungente ausência.

Para outros, a doença que se instala irreversível, minando a saúde, desmoronando planos futuros, obrigando a repensar as páginas próximas da vida.

E tantos que se desesperam pelas dificuldades financeiras, pelo emprego que não surge, pelas necessidades materiais que se avolumam.

Nessas horas, com o coração transbordando de desespero, as esperanças minguando e a mente atribulada, recordamos de buscar a Deus.

Alguns, através das orações repetidas incessantemente, quase como um mantra, convidando e provocando a concentração.

Outros nos despimos das fórmulas prontas, para fazer da oração a conversa com o Pai. 


Diálogo informal, livre, como um desabafo.

Outros ainda, mal conseguindo formular ou organizar o pensamento, apenas suplicamos ao Pai orientação, discernimento, roteiro ou rumo.

E assim mesmo devemos fazer. 


Nas dificuldades maiores, não há melhor refúgio do que a oração.

Não existe melhor conselheira do que a prece, não há melhor possibilidade do que a busca de inspiração junto ao Pai.

Porém, em nosso desespero, esperamos a resposta imediata.

À prece, muitas vezes se segue a ansiedade, na expectativa de que as respostas cheguem, explícitas, claras, palpáveis.

No transbordar de nossas necessidades, quando não desespero, ansiamos pela resposta rápida da Divindade.

Esquecemos de que Deus precisa do nosso silêncio a fim de Se fazer ouvir em nossos corações.

Dessa forma, após a rogativa ao Pai, guardemo-nos em silêncio interior.

Refugiemo-nos da balbúrdia externa. Busquemos diminuir o tumulto interno que carregamos.

Somente assim, no silêncio da alma, conseguiremos escutar a resposta de Deus.

Somente quando mergulharmos em nosso mundo íntimo, teremos a possibilidade de encontrar esse alimento básico, sustentador da vida, que provém de Deus.

Após as nossas preces, busquemos nos guardar em nosso mundo íntimo.

Refugiemo-nos na fé, na certeza de que o Pai nos oferecerá o melhor, no momento certo, na medida adequada.

E ali, em nossa intimidade, Deus nos trará as respostas e a tranquilidade para nossos anseios.

Mesmo Jesus, na Sua pureza incomparável, buscava o silêncio interior, após a jornada estafante junto à turba, a fim de reencontrar-Se com Deus.

Façamos o mesmo. 


Busquemos o silêncio íntimo a fim de que possamos ouvir Deus, e possamos entender a Sua resposta aos nossos pedidos e necessidades. 

Redação do Momento Espírita

com base na mensagem:-
- "Silêncio para ouvir Deus"

 Espírito Joanna de Ângelis
 Divaldo Pereira Franco

Sessão Mediúnica 
 9 de fevereiro de 2015

 Centro Espírita Caminho da Redenção



Fonte:- Centro Espírita Caminhos de Luz
Pedreira-SP-Brasil

Ensinamentos de Allan Kardec

Ensinamentos de Allan Kardec 

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Mudanças


Mudanças

A Divindade revela-se ao ser humano na grandeza deslumbrante da Sua obra. 

Nada obstante, é nas pequenas ocorrências que se manifesta e convida a reflexão em torno do significado existencial de cada um, que a deve conhecer e penetrar-lhe a beleza, crescendo em harmonia até alcançar a plenitude.

O macrocosmo encontra-se ínsito no microcosmo, assim como este faz parte do primeiro. 


Em tudo está presente a magnificência do Criador aguardando entendimento e aceitação profunda.

Não poucas vezes, uma palavra bem colocada num diálogo, proporciona a compreensão profunda em torno da imortalidade, na qual todos se encontram mergulhados, quer estejam na indumentária carnal ou dela despidos.

Identificá-la e procurar penetrar-lhe o significado essencial é um dos objetivos psicológicos do renascimento material em cuja conquista deve-se investir os melhores recursos iluminativos e sacrificiais.

Normalmente, aguarda-se um acontecimento de expressiva dimensão para o despertamento e a dedicação, qual ocorreu com Saulo de Tarso, quando, às portas de Damasco, na loucura da perseguição aos discípulos de Jesus, foi pelo incomparável Mestre visitado...

Ele necessitava, sem dúvida, de algo retumbante que não lhe desse margem a qualquer sofisma ou duvida, atormentado que vivia sob o jugo da Lei antiga.

E ante a grandeza da ocorrência, ele soube responder ao chamado extraordinário, tornando-se o arauto dos futuros tempos, ao ponto de submeter-se em júbilo ao holocausto da própria existência, em fidelidade ao dever espontaneamente assumido.

Inobstante, pequenos incidentes conseguem despertar a atenção para a mudança de conduta, ensejando a descoberta de novo foco para ser conquistado.

Os valores atribuídos às coisas e propostas do século, cedem lugar a outros significados que transformam a existência e elevam a criatura humana aos páramos da glória espiritual mediante a conquista da harmonia interna.

Deus desvela-se, portanto, nas pequenas coisas, nos encontros fortuitos, nos detalhes ou durante os inexplicáveis tormentos pessoais, nas tribulações, nas vicissitudes, desde que se esteja atento para a penetração na Sua mensagem discretamente oculta. 



Santa Teresa d'Ávila, por exemplo, enferma por longos mais de vinte anos, desenganada mais de uma vez e tida na condição de morta, recuperava a saúde e voltava aos movimentos e atividades conventuais com a desenvoltura de antes de cada doloroso processo de depuração.

Submetido o corpo a paralisia e o estômago à escassez de alimento, sutilizou-os de tal forma que, nos seus êxtases levitava, derrogando a lei da gravidade.

Outros chamados ao ministério da fé, encontraram-na no dia-a-dia, em observações de determinados fatos, assim como de sutilezas que induziram à mudança de conduta.

Pode acontecer após a inesperada desencarnação de um ser querido, um insucesso profissional ou artístico, cultural ou socioeconômico, quando os objetivos anelados sofrem um forte abalo que impõe mudança de conduta.

Nunca maldigas, portanto, as funestas ocorrências nem os graves dissabores que conduzem significados psicológicos relevantes, se souberes descobri-los.

De igual maneira, detêm-te a analisar comportamentos ao teu lado, que poderiam significar infelicidade e, no entanto, fazem-se edificantes.

Deus supervisiona sem cessar a Criação e exterioriza-se através da mesma, buscando o ser humano, a fim de o retirar das distrações para o enfrentamento da realidade de imortal que é.

A tua existência necessita de estímulos transcendentes para alcançar a meta que te aguarda.

Todos os valores do mundo têm o significado que lhes atribuis.

Na sua transitoriedade servem de instrumentos para tornar a caminhada carnal mais amena e encantadora, sempre passíveis de mudança de mãos e de desapego.

Isto porque, embora úteis são limitados no seu significado real: não preenchem o vazio existencial, não substituem a afetividade que se interrompeu, não impedem os acontecimentos desenhados no mapa da evolução.

Mantém-te ativo para captares as mensagens de Deus, que jamais te abandona, interferindo nos teus passos com delicadeza, assim como também utilizando-se do vigor.

Observa como te encontras e quais os deveres iluminativos que tens deixado pelo caminho, ante as atrações sensoriais que te divertem.

Tem em mente que na sua romagem o tempo não se detém e quando e mal utilizado enseja saldo negativo na contabilidade existencial.

Desse modo, retira das suas lições frequentes a sabedoria para alcançares os patamares elevados da espiritualidade que a todos aguarda na esteira das horas.

Nunca te suponhas sem chance de progredir, arrimando-te a preguiça mental e aos lamentos morais.

Somente quando se está desperto ou sob o estímulo das emoções que se pode identificar o chamado de Deus.

Renova-te sempre e caminharás com segurança no rumo da plenitude.

Velho brocardo popular afirma que tudo quanto não se renova, inevitavelmente morre.

Renovação é Vida e mudança de conduta para melhor é impositivo do processo da evolução.

As boas novas de Jesus são lições de vigorosa atualidade para a incessante renovação moral.

Cuida do vocabulário chulo, das acusações insensatas contra os teus irmãos e sê fiel à mudança para melhor, porquanto serás chamado a prestar contas dos teus arroubos de cólera, de intolerância, de insensatez.

Estás convidado para construir a sociedade digna. Fica atento, pois, ao chamado de Deus. 


Joanna de Ângelis

(Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, 

na sessão mediúnica da noite de 10 de novembro de 2014,

no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia)

Fonte: site "Fórum Espírita" 

Aprendendo com a Natureza

Aprendendo com a Natureza

Sem aproveitar o concurso daqueles que nos ferem, não conseguiríamos satisfazer aos impositivos da evolução.

O ensinamento do Mestre, no que tange à tolerância e ao amor para com os adversários, é lição viva nas esferas mais simples da Natureza.

Vejamos, por exemplo, a história breve do pão que enriquece a vida.

Se a semente não suportasse a terra que a asfixia, não teríamos a germinação promissora.

Se a plantinha tenra não tolerasse a enxada que lhe garante a limpeza, embora, por vezes, dilacerando-lhe as folhas, não conseguiríamos a floração.

Sem a renúncia da flor a benefício da colheita, o celeiro seria relegado à secura.

Se o grão não perdoasse à mó que o desintegra, não obteríamos a cooperação da farinha.

Se a farinha convenientemente preparada não desculpasse o calor do forno que a sufoca, o pão não saciaria a fome das criaturas.

Indispensável recorrer às lições singelas do ambiente em que respiramos para entender a necessidade de nossa adaptação às Leis que nos regem.

Conflitos, discussões e contendas, simbolizam combustível no incêndio destruidor da discórdia.

Por isso mesmo a sustentação de antagonismos e disputas é indébita conservação do desequilíbrio arrojando-nos inevitavelmente à enfermidade e à morte.

Teimosia e rebelião, mágoa e azedume não atendem nas edificações do Cristo de Deus.

Procuremos o nosso lugar de servir, reconhecendo que a direção é prerrogativa do Divino Mestre.

Ouçamos-Lhe a voz que nos induz ao perdão incondicional e à compaixão sem limites, e, felizes seremos, em verdade, os trabalhadores fiéis do Evangelho, na estruturação da Terra melhor de amanhã.



“Viajor”
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier