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domingo, 3 de setembro de 2017

Em Deus eu Creio


Em Deus eu Creio 

Quando se pergunta a uma pessoa se ela crê em Deus, a resposta, com raras exceções, é afirmativa. 

Sim, ela crê em Deus.

Estranhamente, embora o expressivo número de pessoas que dizem crer em Deus, é igualmente expressivo o número dos desencantados, depressivos, desesperados.

Como se pode explicar que crendo em Deus, Pai amoroso e bom, que tudo vê, tudo sabe, tudo faz, a pessoa possa cair no poço da desesperança?

Talvez a resposta esteja na forma como cremos em Deus, ou somos levados a crer.

Albert Einstein, certa vez, em Nova York, num diálogo com o Rabino Goldstein, foi indagado se acreditava em Deus. 

Ele respondeu:-
- Tenho a origem judaica arraigada em meu interior. 

Acredito no Deus de Spinoza, que revela a harmonia em tudo o que existe. 

 Não acredito, porém, que Deus se preocupe pela sorte das ações cometidas pelos homens.

Por causa desta declaração muitas polêmicas foram geradas entre Albert, físicos e religiosos. 

Muitos se apegaram a sua declaração para desenvolver protestos sobre as suas teorias.

Religiosos se manifestaram, dizendo que a Teoria da Relatividade deveria ser revista. 

Diziam que por trás de toda a controvérsia daquele físico, estava o terrível fantasma do ateísmo.

Que ele disseminava dúvidas com relação à presença de Deus sobre a criação de todo o Universo e as criaturas.

A resposta do físico foi serena, embora para muitos tenha continuado incompreensível.

Ele dizia que sua religião consistia na admiração pela Humildade dos Espíritos Superiores, pois esses não se apegam a pequenos detalhes, ante os nossos Espíritos incertos.

Dizia:-
- Por esse motivo racional, diante da superioridade desse Universo, é que localizo e faço a ideia de Deus

Não sou ateu.

Quem quer deduzir isso das minhas teorias científicas, não fez por entendê-las.

Creio pessoalmente em Deus e nunca em minha vida cedi à ideologia ateia. 

Não há oposição entre ciência e religião.

O que há são cientistas atrasados, com ideias que não evoluíram, com o passar do tempo.

Vejo na experiência cósmica uma religião nobre, uma fonte científica para profundas pesquisas.

Procuro entender cada estrela contida nesse imenso Universo, que não é material.

Quem assim não procede, sentindo essa estranha sensação de querer levitar no infinito, realmente não sabe viver, porque está morto, diante de tanta beleza divina.

Há muitas formas de o ser humano crer em Deus

Há, para muitos, o Deus jurídico, legislador, agente policial da moralidade, que, através do medo, estabelece essa distância da verdadeira crença.

Deus está em todas as minhas teorias e invenções. 

Ele está presente em tudo e creio que em todos, até nas formas mais primitivas.

Essa é a minha religião e o Deus em que creio.
*****
Se assim dizia, assim viveu. 

Albert Einstein foi o exemplo do cristão autêntico, preocupando-se, de forma constante, com seu semelhante.

Ainda dois anos antes de sua desencarnação, foi comemorado seu aniversário numa grande festa pública.

Tudo o que lhe foi dado como presentes, Albert transformou em dinheiro e enviou para os fundos da Faculdade de Medicina Albert Einstein.
Redação do Momento Espírita, com base em dados biográficos de Albert Einstein.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 23 e no livro Momento Espírita, v. 8, ed. Fep.

Em 2.1.2013.
 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Quando eu ganhei meus pais ...





Aquela parecia ser mais uma simples tarefa de escola de uma menina de oito anos.

A apostila mostrava contas a serem feitas, probleminhas a serem resolvidos e diversas perguntas sobre assuntos distintos.

Porém, na última folha havia um verdadeiro tesouro, que emocionou professores, psicopedagogos e pais.

Eis o enunciado:-
- Faça um desenho que represente um fato marcante de sua vida.

E lá estava o desenho colorido de uma mulher com um bebê nos braços e, ao seu lado, a figura de um homem, ambos sorrindo.

Acima da cena, escrito com uma letra caprichada - dessas que se demora muito para terminar de escrever - estava:

Quando eu ganhei os meus pais.

Como conter as lágrimas perante tão singela declaração de amor? 

Quando eu ganhei os meus pais.

Ela se lembrava, com carinho, que havia chegado àquele lar de amor, há pouco mais de oito anos, através da via bendita da adoção.

Era um dos primeiros momentos em que o coraçãozinho aprendiz agradecia a Deus pela oportunidade de ter uma família amorosa na Terra.

Outras crianças lembraram de viagens, de presentes de Natal, de passeios inesquecíveis. 

Mas ela lembrou de agradecer pelos pais.

* * *

Pensando agora em todos nós, será que lembramos de guardar na alma toda essa gratidão por aqueles que nos receberam com tanto afeto, com tanta coragem?

Você se lembra quando você ganhou seus pais? 

Pois, sim, são grandes presentes que recebemos ao renascer.

Muitas vezes o coração infantil nos vem relembrar coisas que o velho coração parece ter esquecido.

Todos ganhamos nossos pais. 

E mais, não foram pais quaisquer, escolhidos pela força da aleatoriedade. 

Foram os pais que precisávamos, no momento que precisávamos.

Talvez ainda não entendamos isso muito bem, mas com o passar dos anos, após muitas análises, muitas lembranças, vamos percebendo, amadurecidos, que tudo faz sentido.

Às vezes acabamos caindo em si quando é muito tarde, e então somos corroídos pelo remorso devastador.

Por que esperar para agradecer? 

Por que aguardar aquela ocasião especial para reconhecer e manifestar a gratidão?

Por que ainda nos constrange tanto dizer:-
- Você é importante para mim, ou Amo muito você?! 

Por que ter vergonha de amar, de agradecer?

Gratidão que não está apenas no ato de se agradecer. 

O famoso muito obrigado é apenas a ponta do iceberg da gratidão.

Gratidão se manifesta todos os dias, desde que se desperta e se agradece a Deus por esses amores; passando pela convivência respeitosa, amiga, compreensiva; chegando até aos gestos maiores de desprendimento em prol desses a quem devemos a vida.

Agradeçamos enquanto há tempo. 

Agradeçamos enquanto é hoje.

Gratidão faz bem a todos. 

Faz bem a quem a carrega no coração. 

Faz bem a quem a recebe como inesperadas flores perfumadas que caem sobre as mãos e tornam a vida mais feliz.

* * *

Quando eu ganhei os meus pais, ganhei também a certeza de ser amado...

Quando eu ganhei os meus pais, fui inundado de força de vontade, de desejo de acertar e de amar também.

Quando eu ganhei os meus pais, resolvi dar mais uma chance ao amor, e depois mais uma, e depois mais outra...

Quando eu ganhei os meus pais, foi quando me senti, realmente, protegido...
Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Mensagem da Criança ao homem


Mensagem da Criança ao homem

Olhando as crianças maltrapilhas que perambulam sem rumo, pelas ruas das grandes cidades, ficamos a imaginar qual será a mensagem que seus olhos tristes e melancólicos trazem aos homens.

Se pudéssemos registrar seus apelos, talvez ouvíssemos seus gritos silenciosos a nos dizer:-
Construíste palácios que assombram a Terra; entretanto, se me largas ao relento porque me faltem recursos para pagar a hospedagem, é possível que a noite me enregele de frio.

Multiplicaste os celeiros de frutos e cereais, garantindo os próprios tesouros; contudo, se me negas lugar à mesa, porque eu não tenha dinheiro a fim de pagar o pão, receio morrer de fome.

Levantaste universidades maravilhosas, mas, se me fechas a porta da educação, porque eu não possua uma chave de ouro, temo abraçar o crime sem perceber.

Criaste hospitais gigantescos; no entanto, se não me defendes contra as garras da enfermidade, porque eu não te apresente uma ficha de crédito, descerei bem cedo ao torvelinho da morte.

Proclamas o bem por base da evolução; todavia, se não tens paciência para comigo, porque eu te aborreça, provavelmente ainda hoje cairei na armadilha do mal, como ave desprevenida no laço do caçador.

Dizes que eu sou o futuro. 

Não me desampares o presente.

Dizes que sou a esperança da paz. 

Não me induzas à guerra.

Dizes que eu sou a promessa do bem. 

Não me confies ao mal.

Não espero somente o teu pão. 

Dá-me luz e entendimento.

Não te rogo apenas brinquedos. 

Peço-te bons exemplos e boas palavras.

Não sou simples folha seca rolando ao vento. 

Sou alguém que te bate à porta em nome de Deus.

Em nome de Deus, que dizes amar, compadece-te de mim!...

Ensina-me o trabalho e a humildade, o devotamento e o perdão.

Compadece-te de mim e orienta-me para o que seja bom e justo...

Ajuda-me hoje para que eu te ajude amanhã.

Não te peço o máximo que alguém talvez te venha a solicitar em meu benefício...

Rogo apenas o mínimo do que me podes dar para que eu possa viver e aprender.

*   *   *
Cada criança que nasce é uma estrela que Deus coloca sobre a face da Terra para que seja amparada pelas nossas mãos.

Não permitamos que essas frágeis estrelas se apaguem por falta de cuidados.

Pela Lei da Reencarnação, é possível que um desses pequeninos seja um afeto do nosso coração que volta, estendendo-nos as mãos em busca de socorro e proteção.

Ademais, Jesus asseverou que tudo o que fizéssemos a esses pequeninos, era a Ele mesmo que o estaríamos fazendo.

Meimei
Francisco Cândido Xavier

(Redação do Momento Espírita com base no cap. 51 do Livro:- Luz no Lar, pelo Espírito Meimei, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb e no cap. 2, do Livro:- Antologia da Criança, pelo Espírito Meimei, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Idea)


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Concretizando Sonhos


Concretizando Sonhos

Haverá esperança para quem nasce no morro, na favela, em comunidades onde o que mais se fala e se vê é miséria, droga, violência?

Poderá sonhar com um mundo diferente a criança que, ao abrir a janela, se depara com a pobreza, o tráfico, o banditismo?
                                                * * *

Foi no Natal de 2009, que o Brasil deu um raro presente ao Reino Unido.

No canal 4, exatamente no dia 25 de dezembro, em horário nobre na TV Aberta Britânica, foi ao ar o documentário Only when I dance.

Uma diretora inglesa desejou mostrar uma história das favelas, diferente de tráfico de drogas e violência.

E encontrou Irlan Silva, bailarino clássico de apenas 19 anos, criado num dos morros mais violentos do Rio de Janeiro, o Complexo do Alemão e atual integrante do prestigiado American Ballet Theatre.

Esse jovem, além de talento, tem uma grande disposição para contornar obstáculos. 


Enquanto participa de concursos nacionais e internacionais de dança, ele segue as atividades escolares e anos de estudo de balé clássico no Centro de Dança Rio.

Irlan teve que enfrentar, no início, a resistência que seu pai tinha em relação ao balé clássico. 


Resistência que cedeu quando ele assistiu ao primeiro espetáculo do filho e passou a apoiar o seu sonho de se tornar bailarino.

Irlan é um fenômeno que tira o fôlego do espectador, especialmente quando dança Nijinski


Apresentando-se na Suíça, arrancou lágrimas de uma das juradas.  


O documentário Only when I dance, mereceu do jornal americano The New York Times, a comparação de Irlan a Billy Elliot da vida real.

Irlan começou a estudar balé aos 11 anos e não mede esforços para triunfar no palco. 


Tem muita determinação para enfrentar as adversidades com a cabeça erguida e postura de primeiro bailarino.

Impõe-se uma disciplina espartana de aulas e ensaios, além de cuidar da alimentação e do corpo.

Conta com o apoio da família mas venceu, sobretudo, graças à sua garra, a vontade firme de alcançar um sonho.

E a uma mulher extraordinária, Mariza Estrella, fundadora e diretora do Centro de Dança Rio, uma escola que tem 450 alunos e 80 bolsistas.

Ela é tia Mariza para os alunos de sua escola. 


Ela vibra com cada vitória de Irlan e de outros alunos tão extraordinários, como Thiago Soares, hoje primeiro bailarino do Royal Ballet de Londres.

Também investe, além de si mesma, carinho para com cada aluno. 


Ela é a grande incentivadora, experiente, mestra, tutora.

Ela inscreve e acompanha os alunos nas principais competições de dança no Brasil e no Exterior.  


Não é raro contribuir com dinheiro do próprio bolso, custeando despesas de alunos de famílias pobres que mais se destacam no circuito de concursos e festivais.

Nosso Brasil é verdadeiramente grande. 


Em extensão territorial e em coração.

Coração como o de tia Mariza que auxilia crianças e adolescentes alcançarem o seu ideal, exportando para o mundo o que o Brasil tem de melhor:-

- A sua gente.

Pensemos nisso e verifiquemos como podemos contribuir, onde estejamos, para tornar realidade o sonho de um menino, uma menina, nossa gente brasileira. 

Por Redação do Momento Espírita, com base no artigo Do Complexo do Alemão ao American Ballet, de Juliana Resende (Londres), publicado na revista Época, de 4 de janeiro de 2010.
Dicpónível no Livro:- Momento Espírita, v. 10, editora FEP.
Do site:- http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=4925&stat=0.

sábado, 15 de outubro de 2016

Dois mudos num mesmo mundo ....


 Dois mudos num mesmo mundo ....

O canal televisivo mostra bombas explodindo, mísseis sendo lançados e centenas de corpos pelo chão. 

Não se trata de um filme. 

São cenas reais e atuais.

A tristeza nos envolve, num misto de compaixão e de horror. 

Como pode o homem ser lobo do seu semelhante? 

Como pode usar de tanta maldade?

A um toque no controle remoto, alteramos a sintonia e outras imagens aparecem.

Em rodovia movimentada, carros transitam em velocidade, ocupando as três largas pistas. 

No meio disso tudo, um gatinho apavorado se desvia de um carro e de outro.

Alguns motoristas, ao vê-lo, desaceleram e desviam, a fim de não matá-lo. 

Mas, o animalzinho corre risco de morte a qualquer instante.

Então, na pista da direita, um caminhão estaciona, o motorista salta rápido e, num único e ousado lance, resgata o pequeno animal, levando-o para o seu veículo.

Logo mais, aparece uma localidade africana seca, poeirenta. 

Uma elefanta anda de um a outro lado, emitindo barridos fortes, como num pedido de socorro. 

Seu filhote caiu em um buraco e ela não o consegue retirar.

Ele chora e se move, sem conseguir sair. 

De repente, chegam dois homens, trazendo cordas. 

Com extremo cuidado resgatam o filhote que, tão logo se vê liberto, corre para a mãe que o acaricia com sua tromba.

E, numa cena comovente, o bebê elefante, faminto, busca o leite materno para saciar a fome.

Em outro local, gélido, diferente resgate ocorre. 

Vários homens se esmeram para retirar de águas geladas um grande animal. 

Com as pernas congeladas, ele recebe massagem nas ancas, nas patas, até que demonstre possibilidade de se movimentar.

E, antes que se erga nas próprias patas, recebe um caloroso abraço de um dos seus salvadores, como a lhe dizer:-
- Irmão, você está salvo!

E, quando as notícias começam a tecer o panorama nacional, uma tragédia é anunciada. 

Quatro pessoas de uma mesma família estão soterradas sob um edifício de quatro andares que ruiu.

Os bombeiros trabalham com afinco, as horas avançam, o cansaço os abraça, as forças parecem lhes faltar. 

Entre lágrimas, exclama um deles:-
- Daqui não me afastarei até o resgate final.

Trinta e quatro horas passadas, é resgatada a menina de oito anos, depois o pai. 

Em seguida, o bebê de poucos meses. 

Esse apresenta problemas respiratórios e recebe massagem específica, no próprio local.

Finalmente, a mãe é retirada dos escombros. 

Enquanto a ambulância abre caminho pelas ruas, com sua sirene estridente, levando as quatro vidas preciosas, os bombeiros se unem numa grande corrente.

Braços entrelaçados, cabeças baixas, eles oram, em gratidão a Deus, pelo êxito alcançado.

Que religião professam? 

Que importa! 

Deus é um só. 

As religiões são caminhos para religar o ser ao Pai Celeste.

Todos oram, irmanados, filhos do mesmo Pai, ao Pai se dirigindo.

                                              * * *

Ante quadros tão diversos, concluímos que, no abençoado planeta Terra, muitas criaturas ainda vivem o estado de guerra, de selvageria, de maldade.

Entretanto, um número bem mais expressivo já elegeu o Amor como seu roteiro de vida.

São esses que se esmeram em conservar, resguardar, recuperar outras vidas, indo, muitas vezes, além do dever, convocando energias sobrehumanas.

E nós? 

A que categoria pertencemos? 

Estamos destruindo ou preservando vidas? 

Somos do bem?

Pensemos nisso.


Redação do Momento Espírita


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Pérolas de Luz


Pérolas de Luz


Em dias tão turbulentos, de tantas preocupações e desafios, a Espiritualidade superior nos brinda com algumas pérolas de luz:-
- A receita da vida será sempre melhorar-nos, através da melhora que venhamos a realizar para os outros.
- Em matéria de felicidade só se possui aquela que se dá.
- Cada pessoa renasce na soma do que já fez.
- A melhora de tudo para todos começa na melhora de cada um.
- A vida por fora de nós é a imagem do que somos por dentro.
- Perante Deus toda pessoa é importante.
- Quem perdeu a própria fé, nada mais tem a perder.
- Quem condena atira uma pedra que voltará sempre ao ponto de origem.
- A indulgência é a fonte que lava os venenos da cultura.
- Nunca se viu egoísmo que não se queixe de ingratidão.
- Não te digas incapaz, nem te digas inútil. 

- Auxilia como puderes.
- A felicidade não entra em portas trancadas.
- Em qualquer empresa, a irritação dos responsáveis faz a metade do insucesso.
-Não sobrecarregues teus dias com preocupações desnecessárias, a fim de que não percas a oportunidade de viver com alegria.
- Quem aprende a ouvir com atenção aprende a falar com proveito.
- Esclarece e avisa para o bem, mas não exijas do próximo aquilo que ainda não consegues fazer.

- De imediato, ninguém renova pessoa alguma.
- A herança da liberdade pertence ao dever cumprido.

- Obrigação cumprida será sempre o nosso mais valioso seguro de proteção.
- Inteligência sem obras é tesouro enterrado.Mobiliza o conhecimento elevado para atenuar a ignorância.
- Reclamar é ferir-se.

- A alma corajosa não é aquela que se dispõe a revidar o golpe recebido e sim aquela que sabe desculpar e esquecer.
- Mais fácil sofrer, difícil é perdoar.

- Perdão é lucro.
- O dinheiro pode proporcionar-te reconforto, mas o descanso da alma vem de Deus.
- Em qualquer parte a vida te conhece pelo que és, mas apenas te valoriza pelo que fazes de ti.
- Aproveita o tempo construindo o bem, a fim de que o tempo te aproveite, de modo a fazer o melhor de ti.
*   *   *  

Constantemente, a vida nos envia pérolas de luz.
Representam o cuidado particular de Deus e de Seus trabalhadores incansáveis, pela melhoria dos seres e, consequentemente, do planeta.
Saibamos aproveitar cada uma delas. 

Saibamos refletir sobre toda e qualquer experiência edificante do existir.
Cada dia é oportunidade que não volta. 

Não se pode se banhar no mesmo rio por duas vezes. 

As águas já serão outras.
Que seja esta mais uma pérola de luz em sua vida.
Esteja onde estiver, seja você quem for, esta é mais uma prova de que não estamos abandonados num mundo em crise.
Estamos muito bem amparados, num mundo em transformação.
Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita, com trecho do Livro:- Pérolas de luz
Emmanuel
 Francisco Cândido Xavier
 ed. CEU.
Em 21.7.2016


sexta-feira, 15 de julho de 2016

Você é Especial

 Você é Especial

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.

Só você pode evitar que ela vá à falência. 


Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.


É importante que você sempre se lembre de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.


Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.


Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.


Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.


Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.


Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.


Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.


Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.


É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.


É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.


Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. 


É saber falar de si mesmo. 

É ter coragem para ouvir um “não”. 

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.


É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.


Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de você.


É ter maturidade para falar: “eu errei”.


É ter ousadia para dizer “me perdoe”.


É ter sensibilidade para confessar: “eu preciso de você”.


Ser feliz é ter a capacidade de dizer “eu te amo”.


Desejo que a vida seja um canteiro de oportunidades para você…


Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.


Que nos seus invernos seja amigo da sabedoria.


E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo.


Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida.


E descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.


Aproveitar as perdas para refinar a paciência, as falhas para esculpir a serenidade.


Usar a dor para lapidar o prazer e os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.


Jamais desista de si mesmo.


Jamais desista das pessoas que você ama.


Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível.


Porque você, você é especial!


Pessoas especiais sabem dividir seu tempo com os outros.


São honestas nas atitudes, são sinceras e compassivas, e sabem que o amor é parte de tudo.


Pessoas especiais têm coragem de se doar aos outros, sem nenhum interesse oculto.


Não têm medo de ser vulneráveis, acreditam que são únicas e gostam de ser quem são.


Pessoas especiais se importam com a felicidade dos outros e os ajudam a conquistá-la.


Pessoas especiais são aquelas que realmente tornam a vida mais bela e mais feliz.


Autor desconhecido

As Aparênicias Enganam


 As Aparências Enganam

Num orfanato, igual a tantos outros que enxameiam por toda parte, havia uma pobre órfã, de oito anos de idade.

Era uma criança lamentavelmente sem encantos, de maneiras desagradáveis, evitada pelas outras, e francamente malquista pelos professores. 

Por essa razão, a pobrezinha vivia no maior isolamento. 

Ninguém para brincar, ninguém para conversar... 

Sem carinho, sem afeto, sem esperança... 

Sua única companheira era a solidão.

O diretor do orfanato aguardava ansioso uma desculpa legítima para livrar-se dela.

E um dia apresentou-se, aparentemente, uma boa desculpa. 

A companheira de quarto da menina informou que ela estava mantendo correspondência com alguém de fora do orfanato, o que era terminantemente proibido.

- Agora mesmo, disse a informante, ela escondeu um papel numa árvore.

O diretor e seu assistente mal puderam esconder a satisfação que a denúncia lhes causara.

Vamos tirar isso a limpo agora mesmo, disse o superior.

E, somando-se ao assistente, pediu para que a testemunha do delito os acompanhasse a fim de lhes mostrar a prova do crime.

Dirigiram-se os três, a passos rápidos, em direção à árvore na qual estava colocada a mensagem.

De fato, lá estava um papel delicadamente colocado entre os ramos.

O diretor desdobrou, ansioso, o bilhete, esperando encontrar ali a prova de que necessitava para livrar-se daquela criança tão desagradável aos seus olhos.

Todavia, para seu desapontamento e remorso, no pedaço de papel um tanto amassado, pôde ler a seguinte mensagem:-
- "A qualquer pessoa que encontrar este papel:-
- Eu gosto de você."

Os três investigadores ficaram tão decepcionados quanto surpresos com o que leram.

Decepcionados porque perderam a oportunidade de livrar-se da menina indesejável, e surpresos porque perceberam que ela era menos má do que eles próprios.

Quantos de nós costumamos julgar as pessoas pelas aparências, embora saibamos que estas são enganadoras.

E o pior é que, se as aparências não nos agradam, marcamos a pessoa e nos prevenimos contra ela e suas atitudes.

Uma antiga e sábia oração dos índios Siuox, roga a Deus o auxílio para nunca julgar o próximo antes de ter andado sete dias com as suas sandálias.

Isto quer dizer que, antes de criticar, julgar e condenar uma pessoa, devemos nos colocar no seu lugar e entender os seus sentimentos mais profundos.

Aqueles que talvez ela queira esconder de si mesma, para proteger-se dos sofrimentos que a sua lembrança lhe causaria.

Nenhuma pessoa é essencialmente má.

Isso porque todos nós temos, na intimidade, a Centelha Divina que é o amor em gérmen.

Assim sendo, potencialmente todos somos bons, basta que nos esforcemos para fazer brilhar essa chama sagrada depositada em nós pelo Criador. 

Jesus conhecia essa realidade, por isso afirmou:-
- Vós sois deuses e noutra oportunidade insistiu:-
- Brilhe a vossa luz.


Redação do Momento Espírita