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domingo, 21 de fevereiro de 2016

Relacionamentos difíceis entre PAIS & FILHOS ! Como se explica espiritualmente ?


Relacionamentos difíceis entre PAIS & FILHOS ! 

Como se explica espiritualmente ?



PAIS DIFÍCEIS e Pais humanos em divergência conosco. 

Nem sempre surgem como sendo personalidade adequadas aos nossos desejos aqueles que a vida nos oferece por pais na estância física. 

Seriam eles maus ou diferentes, porque não nos entendam, de pronto, os ideais

Numa interrogativa dessa natureza, toda vez que estivermos na posição de filhos, é possível devamos formular semelhante questão ao inverso.

Habitualmente, julgamos nossos pais humanos quando a razão começa a amadurecer no galho florido de nossos primeiros sonhos da mocidade.

Sobretudo, pretendemos medir-lhes as supostas deficiências, depois de passados mais de vinte ou trinta anos sobre os dias semiconscientes de nossa infância. 


Se não concordam com as nossas opiniões, frequentemente apontamo-los por espíritos passadistas ou intolerantes.

Nessa conceituação apressada, porém, esquecemo-nos de que eles carregam na alma as cicatrizes profundas dos golpes que receberam no caminho da experiência, quantas vezes por nossa causa, e, por isso mesmo, nem sempre lhes será possível colocar os ouvidos ao nível em que se nos situa a palavra.

Fácil considerá-los desorientados, quando não estejam de acordo com os preceitos que aceitamos como sendo os mais justos; entretanto, a distância enorme de tempo que existe entre a hora de nossa análise e a hora do berço não nos permite saber quantos problemas e quanto fel amargaram, até que adotassem padrões individuais de conduta, diversos daqueles consagrados para a vida na Terra.

Muito simples categorizá-los à conta de intransigentes, quando nos reprovam os pontos de vista; contudo, raramente estamos nas condições precisas para avaliar as crises que suportaram, a fim de que tentações e desequilíbrios não arrasassem o lar que nos serve de apoio e ninho.

Se te encontras à frente de pais magoados ou sofredores, recorda um homem generoso que largou as conveniências da própria liberdade, para colocar uma família nos ombros, e lembra-te de certa mulher, jovem e bela, que olvidou a si mesma e renunciou à própria vida, padecendo na carne e na alma, para que pudesses viver!...

Considera que eles se reuniram, obedecendo os desígnios de Deus, a fim de que viesses ao mundo, e se não puderam ser felizes como esperavam ou se as provações da existência os tornaram assim, quando estiveres a ponto de censurá-los, pensa na alegria e no amor com que eles dois rogaram a Deus te abençoasse, quando nasceste, e, em silêncio, pede também a Deus que os abençoe.

Livro:- "Encontro Marcado"    
Emmanuel  
  
Francisco Cândido Xavier


domingo, 14 de fevereiro de 2016

Caridade, o sistema contábil do Universo.








Caridade, o sistema contábil do Universo.

Caridade não é tão somente a Divina Virtude, é também o sistema contábil do Universo, que nos permite a felicidade de auxiliar para sermos auxiliados.

Deus, que nos auxilia sempre, permite-nos possuir, para que aprendamos também a auxiliar.


...em verdade, devemos a Deus tudo o que temos, mas possuímos o que damos.

 

 Emmanuel

Chico Xavier 

 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Cada Hora ....


Cada Hora

Faze de cada hora — um poema de amor.

Renúncia vazia — terra seca.

Oração sem serviço — candeia apagada.

Alegria sem trabalho — flor sem proveito.

Cultura sem caridade — árvore estéril.

Sermão sem exemplo — trovoada sem chuva.

Tribuna sem suor — esquife sonoro.

Inteligência trancada — luz no deserto.

Vida sem ação — enterro lento.

Filosofia sem bondade — conversa vã.

Talento oculto — fonte escondida.

Fé parada — vaso inútil.

Virtude sem movimento — ninho morto.
 
Lição sem obras — museu de idéias.

Repara os recursos de que dispões:-
- Pensamento nobre.

Conhecimento superior.

Raciocínio pronto.

Diretrizes claras.

Ouvidos percucientes.

Olhos iluminados.

Verbo fácil.

Movimentos livres.

Mãos seguras. 

Pés hábeis.

Não te afeiçoes a mortificações improfícuas. 

Cada criatura, onde passa, deixa o próprio reflexo.

Só a inércia vagueia no mundo como sombra na sombra.

Tu, porém, deves caminhar, à feição do raio solar, dissipando as trevas.

Cada hora, podes fazer a dor menos amarga.

Cada hora, podes fazer a luta mais construtiva.

Imensos são os males do mundo - não os agraves com o desespero.

Enormes são as mágoas dos outros - não as multipliques com o fel da reprovação.

Onde estiveres, restaura, conserta, alivia, ampara e desculpa...

Em qualquer circunstância, recorda o Cristo, que passou entre os homens entendendo e ajudando... 

E ainda mesmo quando se viu condenado sem culpa, pelos mesmos homens aos quais servia, partiu para a morte, perdoando e amando...

Torturado na cruz, mas de braços abertos.



 Religião dos Espíritos
84
FEB 
Emmanuel 
Francisco Cândido Xavier

  Reunião pública de 27/11/59
Questão, nº 721

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Carta de Ano Novo


Carta de Ano Novo


Ano Novo é também oportunidade de aprender, trabalhar e servir. O tempo, como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para necessária ascensão.

Lembra-te de que o ano em retorno é novo dia a convocar-te para a execução de velhas promessas que ainda não tivestes a coragem de cumprir.

Se tens inimigos, faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.

Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.

Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.

Se a tristeza te requisita, esquece-a e procura a alegria serena da consciência tranquila no dever bem cumprido.

Ano Novo! Novo Dia!

Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.

Recorda que há mais ignorância que maldade em torno de teu destino.

Não maldigas nem condenes.

Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.

Não te desanimes nem te desconsoles.

Cultiva o bom ânimo com os que te visitam dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.

Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora: Ama e auxilia sempre. 

Ajuda aos outros amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração.


Pelo Espírito Emmanuel 
Psicografado por Chico Xavier
Do livro "Vida e Caminho"

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Reflexão Inadiável - Morte


Morte 


Sendo a mente o espelho da vida, entenderemos sem dificuldade que, na morte, lhe prevalecem na face as imagens mais profundamente ínsculpidas por nosso desejo, à custa da reflexão reiterada, de modo intenso. 

Guardando o pensamento — plasma fluídico — a precisa faculdade de substancializar suas próprias criações, imprimindo-lhes vitalidade e movimento temporários, a maioria das criaturas terrestres, na transição do sepulcro, é naturalmente obcecada pelos quadros da própria imaginação, aprisionada a fenômenos alucinatórios, qual acontece no sono comum, dentro do qual, na maioria das circunstâncias, a individualidade reencarnada, em vez de retirar-se do aparelho físico, descansa em conexão com ele mesmo, sofrendo os reflexos das sensações primárias a que ainda se ajusta.

Todos os círculos da existência, para se adaptarem aos processos da educação, necessitam do hábito, porque todas as conquistas do espírito se efetuam na base de lições recapituladas.


As classes são vastos setores de trabalho específico, plasmando, por intermédio de longa repercussão, os objetivos que lhes são peculiares naqueles que as compõem.


É assim que o jovem destinado a essa ou àquela carreira é submetido, nos bancos escolares, a determinadas disciplinas, incluindo a experiência anterior dos orientadores que lhe precederam os passos na senda profissional escolhida.


O futuro militar aprenderá, desde cedo, a manejar os instrumentos de guerra, cultuando as instruções dos grandes chefes de estratégia, e o médico porvindouro deverá repetir, por anos sucessivos, os ensinos e experimentos dos especialistas, antes do juramento hipocrático.


Em todas as escolas de formação, vemos professores ajustando a infância, a mocidade e a madureza aos princípios consagrados, nesse ou naquele ramo de estudo, fixando-lhes personalidade particular para determinados fins, sobre o alicerce da reflexão mental sistemática, em forma de lições persistentes e progressivas.


Um diploma universitário é, no fundo, o pergaminho confirmativo do tempo de recapitulações indispensáveis ao domínio do aprendiz em certo campo de conhecimento para efeito de serviço nas linhas da coletividade.


Segundo o mesmo principio, a morte nos confere a certidão das experiências repetidas a que nos adaptamos, de vez que cada espírito, mais ou menos, se transforma naquilo que imagina.

É deste modo que ela, a morte, extrai a soma de nosso conteúdo mental, compelindo-nos a viver, transitoriamente, dentro dele. 

Se esse conteúdo é o bem, teremos a nossa parcela de céu, correspondente ao melhor da construção que efetuamos em nós, e se esse conteúdo é o mal estaremos necessariamente detidos na parcela de inferno que corresponda aos males de nossa autoria, até que se extinga o inferno de purgação merecida, criado por nós mesmos na intimidade da consciência.

Tudo o que foge à lei do amor e do progresso, sem a renovação e a sublimação por bases, gera o enquistamento mental, que nada mais é que a produção de nossos reflexos pessoais acumulados e sem valor na circulação do bem comum, consubstanciando as idéias fixas em que passamos a respirar depois do túmulo, à feição de loucos autênticos, por nos situarmos distantes da realidade fundamental.


É por esta razão que morrer significa penetrar mais profundamente no mundo de nós mesmos, consumindo longo tempo em despir a túnica de nossos reflexos menos felizes, metamorfoseados em região alucinatória decorrente do nosso monoideísmo na sombra, ou transferindo-nos simplesmente de plano, melhorando o clima de nossos reflexos ajustados ao bem, avançando em degraus consequentes para novos horizontes de ascensão e de luz.

 Pensamento e Vida
29
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Ação e Oração


 Ação e Oração

Sempre muito importante a oração por luz interior, no campo íntimo, clareando passos e decisões sem nos despreocuparmos, porém, da ação que lhe complementa o valor, nos domínios da realidade objetiva.

Pedirás a proteção de Deus para o doente; no entanto, não se esquecerás de estender-lhe os recursos com que Deus já enriqueceu a assistência humana, a fim de socorrê-lo.

Solicitarás o amparo da providência divina, a benefício do ente amado que se tresmalhou em desequilíbrio; todavia, não se esqueça de apoiá-lo com segurança e bondade, na recuperação necessária, segundo os preceitos das ciências espirituais que a Divina Providência já te colocou ao dispor nos conhecimentos da Terra.

Rogarás ao Céu te liberte dos que te perseguem ou dos que ainda não se harmonizaram contigo; entretanto; não lhe sonegarás tolerância e perdão, diante de quaisquer ofensas, conforme os ensinamentos de paz e restauração que o Céu já te deu, por intermédio de múltiplos instrutores da espiritualidade maior, em serviço no mundo.

Suplicarás a intercessão dos Mensageiros da Vida Superior para que te desvencilhes de certas dificuldades materiais, se empenhando, porém em desenvolver todas as possibilidades ao teu alcance, pela obtenção de trabalho digno, que te assegure a superação dos obstáculos, na pauta das habilitações que os Mensageiros da Vida Superior já te ajudaram a adquirir.

Ação é serviço.

Oração é força.

Pela oração a criatura se dirige, mais intensamente, ao Criador, procurando-lhe apoio e benção, e, através da ação, o Criador se faz mais presente na criatura, agindo com ela e em favor dela.

 Livro “Rumo Certo”
Emmanuel  
 Francisco Cândido Xavier

Companheiros Distanciados

 Companheiros Distanciados

Quando esse ou aquele companheiro se nos distancia, deixando-nos a sós na Seara do Bem, habitualmente a nossa reação inicial é de choque e desagrado.

Recordamos para logo os votos em comum, as atividades partilhadas, as esperanças e os sonhos das horas primeiras.

Entretanto, embora devamos resguardar intacto o amor por eles, não é o sentimento negativo de amargor ou censura que a vida espera de nós outros, nessas circunstâncias.

É preciso entendê-los e acatá-los, antes de tudo. 

Lembrá-los no bem que nos fizeram, nas luzes que acenderam. 

E, ante a ausência, considerar as possíveis razões que a ditaram.

Esse se viu defrontado por obstáculos que não logrou vencer; aquele entrou a experimentar a enfermidade complexa.

O outro não achou em si a força necessária para garantir a própria esperança, e outro ainda passou imperceptivelmente a faixas de obsessão oculta. 

E se integramos determinada equipe de trabalho, como condenar os companheiros doentes ou acidentados em serviço?

Claro que, em se verificando isso, nos cabe o dever de entregá-los a organizações capazes de restaurá-los, e continuar trabalhando, substituindo-os, quanto nos seja possível, na empresa em andamento.

Diante dos amigos que nos deixam nas frentes da luta edificante, procuremos honrá-los e abençoá-los com os nossos melhores pensamentos de carinho e de gratidão. 

E reconhecendo, acima de tudo, que nos achamos todos submetidos à Sabedoria e à Misericórdia do Senhor, compete-nos a obrigação de compreender-nos e auxiliar-nos, uns aos outros, em quaisquer circunstâncias, na certeza de que, se o Senhor nos permite a mudança de atividade quando assim desejamos e já nos achamos credenciados para colaborar com ele, nas construções do Evangelho -, isso se verifica a fim de que aprendamos, na escola da experiência, a servi-lo na Obra de Redenção e Aperfeiçoamento do Mundo, sempre mais, e melhor.


Livro:- “Rumo Certo”
Emmanuel
 Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Na Construção do Mestre


Na Construção do Mestre


“Ora, vós sois o corpo do Cristo e seus membros em particular”.
– Paulo.(I Coríntios, 12:27)....

O Evangelho não nos convida à confiança preguiçosa nos poderes do Cristo, qual se estivéssemos assalariados para funcionar em claques de adoração vazia.

O apóstolo Paulo faz-nos sentir toda a extensão da responsabilidade que nos compete à frente da Boa Nova.

Cada cristão é parte viva do corpo de princípios do Mestre, com serviço em particular.

Não te iludas, assim, fixando-te exclusivamente em afirmações labiais de fé no Senhor, sem adesão do próprio esforço ao trabalho edificante que nos foi reservado.

Sentindo, pensando, falando e ainda nessa ou naquela ocorrência, é indispensável compreender que é preciso sentir, pensar, falar e agir, como se o Mestre estivesse sentido, pensando, falando e agindo em nós e por nós.

Alguém provavelmente dirá que isso seria atrevida superestimação de nós próprios; entretanto, apesar de nossas evidentes imperfeições, é forçoso começar a viver no Senhor para que o Senhor viva onde nos cabe viver.

Para isso, perguntemos diariamente a nós mesmos como faria Jesus o que estamos fazendo, porque, sendo o Cristo o dirigente e mentor de nossa fé, todos nós, servos dele, somos chamados, no setor da atividade individual, a defini-lo e tratá-lo com fiel expressão.


Livro:- Palavras de Vida Eterna
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O Tempo


O Tempo


“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo.
(ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)...

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.

Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. 


Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.

Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.

Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.

É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?

Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.

A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.

Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. 


No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.

Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações.

Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e
destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.

Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro:- Caminho, verdade e vida
Emmanuel

Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Tarefas Mútuas


Canadá - Montreal - Lacheal

Tarefas Mútuas  
Aceita a fatalidade do progresso.

Porque se rogue na Terra auxílio aos Amigos Espirituais, não admitas estejam eles sem necessidade do Teu concurso.

Os corações se entrelaçam e as vidas se tocam, à feição das estradas e das fontes que se identificam nos mesmos objetivos.

Aqui, alguém esmorece na provação, abeirando-se do suicídio.

Nesse mesmo lugar, sentinelas invisíveis de abnegação te aguardam a presença e o apoio, para que inicies a obra socorrista com a frase humanitária e encorajadora que essas mesmas sentinelas saberão suplementar.

Ali, esse ou aquele obreiro da beneficência está prestes a cair em desânimo...

Benfeitores do Mais Além te esperam junto de semelhante trabalhador, de modo a que promovas ligeiro gesto de auxílio, capaz de transferí-lo das cinzas da tristeza para as fontes da esperança.

Mães agoniadas estão desfalecentes entre o desalento e a penúria...

Emissários do Bem contam contigo para alguma demonstração de fraternidade, junto delas, incumbindo-se de te manipular a colaboração em recursos providenciais para socorrê-las.

Crianças infelizes se aproximam da delinqüência...

Mensageiros da Vida Superior, em derredor, te pedem amparo que transformarão em reconforto a assistência, em benefício dos pequeninos.

Amigos da Caridade, renteando com irmãos enfermos e necessitados em lares e hospitais, recintos de tratamento e instituições outras, te solicitam o socorro possível que se encarregam de converter em colaboração eficiente, no apoio a eles, qualquer que seja a migalha de proteção que lhes possas oferecer.

Amor é solidariedade.

Progresso é intercâmbio.

Auxilia e auxiliar-se-te-á.

Ilumina a estrada de alguém e estarás iluminando a ti mesmo.

Abençoa o próximo e teus caminhos se farão abençoados.

Ajuda-te sempre, especialmente ajudando aos outros, e o Céu te ajudará.


Livro:- Busca e Acharás
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 28 de julho de 2015

Deus Vigia


Deus Vigia

Nas grandes provações, não te afastes da fé.
Nos pequenos contratempos, cultiva a paciência.
Agradece à Divina Bondade a bênção de cada dia.
Trabalhe sempre.
Serve, desinteressadamente, aos outros, quando puderes.
Esquece injúrias e ofensas.
Não lastimes o passado.
Não censures a ninguém.
Segue sempre para diante e não temas.
Deus Vigia



Emmanuel

quinta-feira, 2 de julho de 2015

As Crises do Mundo


As Crises do Mundo

"Entre o passageiro e o comboio que o transporta, há singulares e inconfundíveis diferenças. 

Se o veículo ameaça desastre, é possível que o viajante, dentro dele, se converta em ponto de calma, irradiando reequilíbrio..."

As crises, as dificuldades, os desregramentos do mundo!...

De modo habitual, referimo-nos às provações terrestres, mormente nas épocas de transição, como se nos regozijássemos em ser folha inerte nas convulsões da torrente.

Em verdade, o mundo se encontra em renovação incessante, qual sucede a nós próprios, e, nas horas de transformações essenciais, é compreensível que a Terra pareça uma casa em reforma, temporariamente atormentada pela transposição de linhas e reajustamento de valores tradicionais. 

Tudo em reexame, a fim de que se revalidem os recursos autênticos da civilização, escoimados da ganga dos falsos conceitos de progresso, dos quais a vida se despoja para seguir adiante, mais livre e mais simples, conquanto mais responsável e mais culta.

Natural que a existência em si mesma, nessas ocasiões, se nos afigure como sendo um painel torturado de paixões à solta.

Costumamos olvidar, porém, que o mundo é o mundo e nós somos nós. 

Entre o passageiro e o comboio que o transporta, há singulares e inconfundíveis diferenças. 

Se o veículo ameaça desastre, é possível que o viajante, dentro dele, se converta em ponto de calma, irradiando reequilíbrio.

Assim também, no Planeta... 

Somos todos capazes de fazer cessar em nós qualquer indução à indisciplina ou à desordem. 

Cada qual pode assumir as rédeas do comando íntimo e estabelecer com a própria consciência o encardo de calafetar com a bênção do serviço e da prece todas as brechas da alma, de modo a impedir a invasão da sombra no barco de nossos interesses espirituais, preservando-nos contra o mergulho no caos, tanto quanto auxiliando aqueles que renteiam conosco na viagem de evolução e de elevação.

Faze-te, pois, onde estiveres, um ponto assim de tranquilidade e socorro. 

O deserto é, por vezes, imenso; no entanto, bastam algumas fontes isoladas entre si para garantirem a jornada segura através dele. 

Na ausência do Sol, uma vela consegue acender milhares de outras, removendo o assédio da escuridão.

Que o mundo se encontra em conflitos dolorosos, à maneira de cadinho gigantesco em ebulição para depurar os valores humanos, é mais que razoável, é necessário. 

Entretanto, acima de tudo, importa considerar que devemos ser, não obstante as nossas imperfeições, um ponto de luz nas trevas, em que a inspiração do Senhor possa brilhar.



Emmanuel 
 Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Paz Indestrutível

Paz Indestrutível

Na Terra, muitas vezes, terás o coração cercado:-
- de adversários gratuitos;
- de críticas indébitas;
- de acusações sem sentido;
- de pensamentos contraditórios;
- de pedras da incompreensão;
- de espinhos do sarcasmo;
- de ataques e desentendimentos;
- de complicações que não fizeste;
- de sensações e problemas;
- de processos obsessivos;
entretanto, guarda a serenidade e prossegue agindo na extensão do Bem, porque, resguardando a Consciência Tranquila, terás nos recessos da própria Alma, a Paz de Cristo, que ninguém destruirá.

Emmanuel
Chico Xavier