domingo, 13 de outubro de 2013

Conselhos aos velhos e aos envelhecidos


Conselhos aos velhos e aos envelhecidos

 

 1. Poupe um pouco para sempre ser independente financeiramente. 

Não precisa ser muito, não comprometa o prazer que o dinheiro pode lhe dar em razão de um tempo maior de velhice, que pode até não acontecer, se você morrer antes. 
Além disso, um idoso não consome muito além do plano de saúde e dos remédios. 
Provavelmente, você já tem tudo e mais coisas só lhe darão trabalho.
2. Pare também de se preocupar com a situação financeira de filhos e netos, não se sinta culpado em gastar consigo mesmo o que é seu de direito. 
Provavelmente, você já lhes ofereceu o que foi possível na infância e juventude, assim, como uma boa educação. 
Portanto, a responsabilidade agora é deles.
3. Não seja arrimo de família, seja um pouco egoísta, mas não usurário. 
Tenha uma vida saudável, sem grandes esforços físicos. 
Faça ginástica moderada, alimente-se bem, mas sem exagero. 
4. Tenha sua própria condução, até quando não houver perigo.
5. Nada de estresse por pouca coisa. 
Na vida tudo passa, sejamos bons momentos, que devem ser curtidos, sejam os ruins que devem ser rapidamente esquecidos.
6. Namore sempre, independente da idade, com sua “velha” companheira de caminhada. 
O amor verdadeiro rejuvenesce. 
“As Maria-gazolina” estão por aí e, um idoso, mesmo da classe média, é sempre uma garantia de futuro para as espertalhonas.
7. Esteja sempre limpo, um banho diário pelo menos, seja vaidoso, freqüente barbeiro, pedicuro, manicure, dermatologista, dentista, use perfumes e cremes com moderação e por que não uma plástica? 
Já que você não é bonito, seja pelo menos bem cuidado.
8. Nada de ser muito moderno, tente ser eterno.
9. Leia livros e jornais, ouça rádio, veja bons programas na TV, acesse a internet, mande e responda e-mails, ligue para os amigos. Mantenha-se sempre atualizado sobre tudo.
10. Respeite a opinião dos jovens, eles podem até estar errados, mas devem ser respeitados. 
11. Não use jamais a expressão“no meu tempo”, pois o seu tempo é hoje.
12. Seja dono da sua casa por mais simples que ela possa ser, pelo menos lá você é quem manda. 
13. Não caia na besteira de morar com filhos, netos, ou seja lá quem for. 
Não seja hóspede, só tome esta decisão quando não der mais e o fim estiver bem próximo.
14. Um bom asilo também não deve ser descartado e pode até ser bem divertido e você irá conviver com a turma da sua geração e não dará trabalho a ninguém.
15. Cultive um “Hobby”. 
Seja caminhar, cozinhar, pescar, dançar, criar gato, cachorro, cuidar de plantas, jogar baralho, golfe, velejar, ou colecionar algo. 
Faça o que gosta e os seus recursos permitam.
16. Aceite todos os convites de batizado, formatura, casamento, missa de sétimo dia, o importante é sair de casa.
17. Fale pouco e ouça mais, a sua vida e o seu passado só interessam a você mesmo. 
Se alguém lhe perguntar sobre esses assuntos, seja sucinto e procure falar coisas boas e engraçadas. 
Jamais se lamente de algo. 
Fale baixo e seja gentil e educado. 
Não critique nada, aceite a situação como ela é. 
18. As dores e as doenças estarão sempre presentes, não as torne mais problemáticas do que são falando sobre elas. 
Tente sublimá-las, afinal, elas afetam somente a você e são problemas seus e de seus médicos.
19. Não fique se apegando em religião, depois de velho, rezando e implorando o tempo todo como um fanático. 
O bom é que em breve, seus pedidos poderão ser feitos pessoalmente a Ele.
20. Ria, ria muito, ria de tudo, você é um felizardo, você teve uma vida, uma vida longa, e a morte será somente uma nova etapa incerta, assim como foi incerta toda a sua vida.
21. Se alguém lhe disser que você nunca fez nada de importante, não ligue. 
O mais importante já foi feito:-
- Você!
22. LEMBRE-SE DE QUE:-
- “O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar... 
E de correr o risco para viver seus sonhos”. 
“O dinheiro faz homens ricos; o conhecimento faz homens sábios e a humildade faz homens grandes”.
23. “A VIDA NÃO COMPORTA ENSAIOS, HÁ APENAS UM ESPETÁCULO:-
- A nossa própria vida. 
Breve, média ou longa... 
Cada um viverá apenas o papel que escolher...
E colherá apenas aquilo que plantar. 
São poucas as pessoas que ao se deitarem ousariam dirigir a Deus a prece:-
 - Senhor!!!! 
Trata-me amanhã como tratei hoje o meu próximo. 
- Se conseguir, será feliz e saberá como agir diariamente. 
- Só por Hoje serei plenamente Feliz!!!! 
- Amar é libertar... 
Mesmo se isso dói em nós...
 
IMPORTANTÍSSIMO 
“Todos estamos de visita neste momento e lugar” 
viemos de passagem para observar, aprender crescer, amar e depois... 
Voltar para casa ...
NOSSO LUGAR DE ORIGEM
Autor Desconhecido



A Religião e os Transtornos Mentais


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 A Religião e os Transtornos Mentais


No item VII da Conclusão d´O Livro dos Espíritos, obra que lançou os fundamentos da doutrina espírita, Kardec alude aos efeitos que se verificam na vida das pessoas que compreendem o Espiritismo filosófico e nele veem outra coisa que não apenas fenômenos mais ou menos curiosos.
 
A resignação com relação às vicissitudes da vida seria, segundo Kardec, um desses efeitos. 

Entenda-se, porém, que na visão espírita resignação não quer dizer passividade, mas aceitação das coisas que não podemos mudar, embora lutemos para que a mudança ocorra. 

”O Espiritismo – observou Kardec – dá a ver as coisas de tão alto, que, perdendo a vida terrena três quartas partes da sua importância, o homem não se aflige tanto com as tribulações que a acompanham. 

Daí, mais coragem nas aflições, mais moderação nos desejos. 

Daí, também, o banimento da idéia de abreviar os dias da existência, por isso que a ciência espírita ensina que, pelo suicídio, sempre se perde o que se queria ganhar.” 

A certeza quanto ao futuro, que podemos realmente tornar feliz, e a possibilidade de estabelecermos relações com os entes queridos oferecem ao espírita suprema consolação. 

“O horizonte se lhe dilata ao infinito, graças ao espetáculo, a que assiste incessantemente, da vida de além-túmulo, cujas misteriosas profundezas lhe é facultado sondar”, acrescentou o Codificador do Espiritismo.

Outro efeito, sempre conforme as palavras de Kardec, é o de estimular no homem a indulgência para com os defeitos alheios, embora o princípio egoísta e tudo que dele decorre sejam o que há de mais tenaz no homem e, por conseguinte, o mais difícil de desarraigar. 

“Toda gente – escreveu o Codificador – faz voluntariamente sacrifícios, contanto que nada custem e de nada privem. 

Para a maioria dos homens, o dinheiro tem ainda irresistível atrativo e bem poucos compreendem a palavra supérfluo, quando de suas pessoas se trata. 

Por isso mesmo, a abnegação da personalidade constitui sinal de grandíssimo progresso.”

Focalizemos agora o efeito que Kardec enumerou como sendo o primeiro e o mais geral, o qual consiste em desenvolver o sentimento religioso nas pessoas que tomam contato com a doutrina espírita, mesmo naquelas que, sem serem materialistas, olham com absoluta indiferença para as questões espirituais. 

Se na época de Kardec, com o desprestígio que já afetava as religiões dominantes, seria discutível ver importância em alguém desenvolver o sentimento religioso, um efeito que o Codificador expressamente destacou na obra citada, acreditamos que nos dias atuais, conquanto o desprestígio das religiões tenha até se acentuado, tal dúvida perdeu grandemente sua força.

Dizemos isso porque estudos diversos, publicados nos últimos anos, comprovaram a importância da fé, até mesmo nas questões de saúde, porque é ela que mantém acesa a chama da esperança, tão importante na superação dos conflitos e das provações da vida.

Em favor deste pensamento, foi divulgado semanas atrás o resultado de um estudo feito pelo University College London e publicado no “British Journal of Psychiatry”, no qual foram entrevistadas 7.400 indivíduos, dos quais 35% seguiam uma religião e 46% se declararam ateus e agnósticos. 

Uma das conclusões do trabalho é que a falta da prática de uma religião eleva o risco de transtornos mentais e acentua a tendência de se buscar o uso de drogas.

Os autores da pesquisa, que foi coordenada pelo Professor Michael King, reconhecem que são necessários outros estudos para explicar realmente a relação existente entre os não-religiosos e os transtornos mentais, mas entendem que o trabalho publicado sugere uma explicação, mesmo que parcial, para o fenômeno, a saber:-
- A falta da estrutura de uma religião formal na busca espiritual pode deixar os crentes mais vulneráveis aos problemas mentais.


Editorial - O Consolador

sábado, 12 de outubro de 2013

Dor e Coragem


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Dor e Coragem

Na Terra todos temos inimigos. 

Todos, sem exceção. 

Até Jesus os teve. 

Mas isso não é importante. 

Importante é não ser inimigo de ninguém, tendo dentro da alma a dúlcida presença do incomparável Rabi, compreendendo que o nosso sentido psicológico é o de amar indefinidamente.


Estamos no processo da reencarnação para sublimar os sentimentos. 

Por necessidade da própria vida, a dor faz parte da jornada que nos levará ao triunfo.

É inevitável que experimentemos lágrimas e aflições. 


Mas elas constituem refrigério para os momentos de desafio.

Filhos da alma, filhos do coração!

O Mestre Divino necessita de nós na razão direta em que necessitamos dEle. 


Não permitamos que se nos aloje no sentimento a presença famigerada da vingança ou dos seus áulicos:-
- O ressentimento, 
- O desejo de desforçar-se, 
- As heranças macabras do egoísmo, 
- Da presunção, 
- Do narcisismo. 

Todos somos frágeis. 

Todos atravessamos os picos da glória mas, também, os abismos da dor.

Mantenhamos-nos vinculados a Jesus. 


Ele disse que o Seu fardo é leve, o Seu jugo é suave. 

Como nos julga Jesus? 

Julga-nos através da misericórdia e da compaixão.

…E o Seu fardo é o esforço que devemos empreender para encontrar a plenitude.


Ide de retorno a vossos lares e levai no recôndito dos vossos corações a palavra libertadora do amor. 


Nunca revidar mal por mal. 

A qualquer ofensa, o perdão. 

A qualquer desafio, a dedicação fraternal. 

O Mestre espera que contribuamos em favor do mundo melhor, com um sorriso gentil, uma palavra amiga, um aperto de mão.

Há tanta dor no mundo, tanta balbúrdia para esconder a dor, tanta violência gerando a dor, que é resultado das dores íntimas.


Eis que Eu vos mando como ovelhas mansas ao meio de lobos rapaces, disse Jesus. 


Mas virá um dia, completamos nós outros, que a ovelha e o lobo beberão a mesma água do córrego, juntos, sem agressividade.

Nos dias em que o amor enflorescer no coração da Humanidade, então, não haverá abismo, nem sofrimento, nem ignorância, porque a paz que vem do conhecimento da Verdade tomará conta de nossas vidas e a plenitude nos estabelecerá o Reino dos Céus.


Que o Senhor vos abençoe , filhas e filhos do coração, são os votos do servidor humílimo e paternal, em nome dos Espíritos-espíritas que aqui estão participando deste encontro de fraternidade.


























 Muita paz, meus filhos, são os votos do velho Amigo.

 Bezerra de Menezes
Divaldo Pereira Franco  

Ainda o Amor


Ainda o Amor

Nos dias que vivemos, muito se ouve falar a respeito do Amor. 

Suspiram os jovens por sua chegada, idealizando cores suaves e delicados tons.

Alguns o confundem com as paixões violentas e degradantes e, por isso mesmo, afirmam que o Amor acaba.

Entretanto, o Amor já foi definido pelos Espíritos do Bem como o mais sublime dos sentimentos. 

Reveste-se de tranquilidade e confere paz a quem o vivencia.

Não é produto de momentos, mas construção laboriosa e paciente de dias que se multiplicam na escalada do tempo.

Narra o famoso Escritor inglês Charles Dickens que dois recém-casados viviam modestamente. 

Dividiam as dificuldades e sustentavam-se na afeição pura e profunda que devotavam um ao outro.

Não possuíam senão o indispensável, mas cada um era portador de uma herança particular.

O jovem recebera como legado de família um relógio de bolso, que guardava com zelo. 

Na verdade não podia utilizá-lo por não ter uma corrente apropriada.

A esposa recebera da própria natureza uma herança maravilhosa: uma linda cabeleira. 

Cabelos longos, sedosos, fartos, que encantavam.

Mantinha-os sempre soltos, embora seu desejo fosse adquirir um grande e lindo pente que vira em uma vitrina, em certa oportunidade, para os prender no alto da cabeça, deixando que as mechas, caprichosas, bailassem até os ombros.

Transcorria o tempo e ambos acalentavam o seu desejo, sem ousar expor ao outro, desde que o dinheiro que entrava era todo direcionado para as necessidades básicas.

Em certa noite de Natal, estando ambos face a face, cada um estendeu ao outro, quase que ao mesmo tempo, um delicado embrulho.

Ela insistiu e ele abriu o seu primeiro. 

Um estranho sorriso bailou nos lábios do jovem. 

A esposa acabara de lhe dar a corrente para o relógio.

Segurando a preciosidade entre os dedos, foi a vez dele pedir a ela que abrisse o pacote que ele lhe dera.

Trêmula e emocionada, a esposa logo deteve em suas mãos o enorme pente para prender os seus cabelos, enquanto lágrimas significativas lhe rolavam pelas faces.

Olharam-se ambos e, profundamente emocionados descobriram que ele vendera o relógio para comprar o pente e ela vendera os cabelos para comprar a corrente do relógio.

Ante a surpresa, deram-se conta do quanto se amavam.

*   *   *
O Amor não é somente um meio, é o fim essencial da vida.

Toda expressão de Afeto propicia a renovação do entusiasmo, da qualidade de vida, de metas felizes em relação ao futuro.

*   *   *

O Amor tem a capacidade de estimular o organismo e de lhe oferecer reações imunológicas, que proporcionam resistência para as células, que assim combatem as enfermidades invasoras.

O Amor levanta as energias alquebradas e é essencial para a preservação da vida.

Eis porque ninguém consegue viver sem Amor, em maior ou menor expressão.
   Livro:- Momentos enriquecedores
  Espírito Joanna de Ângelis Divaldo Pereira Franco
 Ed. Leal. Em 05.05.2009

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O Bem pelo Bem ...................


 
Posted: 30 Sep 2013 03:12 AM PDT

Patrícia (desencarnada) aproxima-se de seus pais (ainda encarnados), que passeavam pela praia e inicia uma conversa mental com seu pai…

Encontrei meus pais caminhando na praia. 

A tarde quente de verão estava maravilhosa. 

É sempre encantador ver o mar com seu verde-azulado e com suas ondas a se desfazerem na areia. 

Meus pais caminhavam tranquilos, desfrutando a calma do local. 

Aproximei-me. 

 Amo-os tanto! 

Querendo obter mais informações sobre esse assunto interessante, perguntei a meu pai, porque sua opinião foi, é e será sempre muito importante para mim.

“Como é, papai”, disse-lhe de mente para mente, “o que me diz sobre um trabalho realizado, o bem feito, o porquê de o fazermos…”

Papai pensou e acompanhei seus pensamentos.

“Jesus em certa ocasião disse:-
- ‘O Pai age até hoje, eu também ajo’. 

A vida é ação. 

Na natureza física tudo o que entra no estado de letargia apodrece e se desintegra. 

Semelhante é a nossa mente, se não for usada, petrifica e embrutece. 

Se usada para o mal, não regride, mas constrói dores e dívidas para si mesma, pois um dia será imantada aos seus semelhantes. 

Aí viverá no ambiente que construiu, agredindo a tudo e a todos. 

O homem sábio, conhecendo as implicações da ação, caminha em sintonia com a natureza que, momento a momento, aperfeiçoa sua manifestação. 

Faz das suas ações a razão de sua vida e, ao agir beneficamente, sente participar com Deus do seu perpétuo agir.

Não há vida sem relação, e é no aprimoramento das relações que construímos um novo Céu e uma nova Terra.

Portanto, uma tarefa realizada que resulta no bem de alguém não vejo como uma ajuda, tampouco como trabalho, muito menos para aquisição de crédito junto ao beneficiado ou a Deus, mas sim como o próprio exercício de viver. 

Pois, se Deus age, eu também preciso agir.

Jesus disse muitas vezes:-
- ‘Eu e o Pai somos um, só que Ele é maior que eu’.

Quando chegarmos a compreender que o universo é a nossa família, tudo o que venhamos a fazer estaremos fazendo para nós, pois tanto a casa como a família são nossas.

 Cuidemos de nossa casa e de nossa família, quando encarnados, sem esperar que alguém nos elogie por algo que é nossa obrigação. 

Fazer dessa forma é o que sinto e o que procuro fazer.”

“Papai! 

Mas muitos encarnados não zelam bem por sua casa nem cuidam bem de seus filhos.”

“Fazer a obrigação não dá merecimento, nem crédito, nem é digno de elogios. 

Mas, se não cumprimos com essas obrigações, somos devedores, pois não realizamos o que é de nossa responsabilidade. 

Quando ultrapassarmos o tempo e o espaço, os créditos e os débitos, iremos fazer todo o bem pelo simples prazer de comungar com a vida pelo profundo amor a todas as manifestações divinas.

“Viver na certeza da onipresença de Deus é diferente do chamado Crer, ou ter Fé. 

Aí residem dois opostos; o crer é volutivo, incerto, mutante aos embalos da emoção do momento, já o viver na onipresença é sólido. 

Vamos exemplificar em nossa família consanguínea:-
- Pai e filha é parentesco, não é crença, é um fato do qual não há dúvida. 

Vivemos plenamente o fato do vínculo que nos une aos parentes mais próximos. 

Da mesma forma, viver na onipresença de Deus não é um ato de momento, ou atitude de crença, é a visão plena e total de que estou em Deus e Ele está plenamente em mim. 

Portanto, o que é Dele é meu e o que é meu sempre foi Dele. 

Mas, apesar de não existir separação entre mim e Ele, eu precariamente existo. 

Deus é plenitude total.”

O horário me chamava ao regresso. 

Beijei-os. 

Volitei a alguns metros do solo e olhei-os. 

À frente deles estava uma gaivota que, com a aproximação deles, voou tranquila, ganhando, com seu voo, espetacular altura, deixando desenhados na areia seus pezinhos…

Meus pais se afastaram e suas pegadas ficaram…


Livro:- O Vôo da Gaivota
Cap. O Vôo da Gaivota 
Espírito Patrícia
Psicografia de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho

Quando o sofrimento nos fere...


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Quando o sofrimento nos fere...

Quando o sofrimento nos fere…
 
Existem pessoas que, quando violentadas pelo sofrimento, se tornam revoltadas, agredindo aos que vivem ao seu redor, como a se desforrar da dor que as esmaga.

Outras existem que se tornam amargas, alheias ao entorno, não se importando com nada mais senão sua própria dor. 

Para essas o mundo é cinza, sombrio, nada apresentando de bom.

A vida perdeu o brilho e vivem a rememorar os padecimentos suportados, chegando, por vezes, a se tornarem pessoas de difícil convivência, pela constância das lamentações.

Mas, outras têm o condão de transformar as experiências dolorosas em ações altruístas e humanitárias.

Recordamos da Atriz belga Audrey Hepburn. 



Filha de um banqueiro britânico irlandês e de uma baronesa holandesa, descendente de reis ingleses e franceses, tinha nobreza no sangue.

Foi a terceira maior lenda feminina do cinema, a quinta artista e a terceira mulher a ganhar as quatro principais premiações do entretenimento norteamericano, o EGOT, ou seja, o prêmio Emmy, o Grammy, o Oscar e o Tony.

Quando tinha apenas nove anos, seus pais se divorciaram. 

Para mantê-la afastada das brigas familiares, sua mãe a enviou para um internato na Inglaterra.

Audrey se apaixonou pela dança e estudou balé. 

Contudo, com o estourar da Segunda Guerra Mundial, tendo a Inglaterra declarado guerra à Alemanha, tudo se modificaria na sua vida.

Sua mãe, temendo bombardeios na Inglaterra, levou Audrey, sob protestos, para a Holanda. 

No entanto, com a invasão nazista, a vida da família foi tomada por uma série de provações.

Para sobreviver, muitas vezes, Audrey precisou se alimentar com folhas de tulipa.

Se ela sofria, e outras tantas pessoas sofriam, ela precisava fazer algo. 

Envolveu-se com a Resistência e viu muitos dos seus parentes serem mortos em sua frente.

Para angariar fundos, ela participou de espetáculos clandestinos, aproveitando para levar mensagens em suas sapatilhas.

Com o final da guerra, a organização que daria origem, posteriormente, à UNICEF, chegou com comida e suprimentos, salvando a vida de Audrey.

Ela jamais esqueceu isso e, em 1987, deu início ao mais importante trabalho de sua vida:-
- O de Embaixatriz da UNICEF. 

Essa tarefa foi extremamente facilitada, graças ao domínio de cinco idiomas:-
- Francês, 
- Italiano, 
- Inglês, 
- Neerlandês e 
- Espanhol.

Ela passou seus últimos anos em incansáveis missões pela UNICEF, visitando países, dando palestras e promovendo concertos em benefício de causas humanitárias.

Dizia ter uma dívida para com a UNICEF, por ter tido salva a sua vida. 

E, dessa forma, tentava resgatá-la.

Sim, as dores podem ser as mesmas. 

A maneira pela qual cada um as recebe difere e isso confere felicidade ou infelicidade.

Alguns se engrandecem na dor, outros se apequenam e se infelicitam.

A decisão é pessoal. 

Aprendamos com os bons e salutares exemplos.


Ninguém vive sem sofrer. 

Façamos das nossas agruras motivos de engrandecimento próprio.


Redação do Momento Espírita, com base
em dados biográficos de Audrey Hepburn.
Em 23.9.2013.