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sábado, 18 de junho de 2016

Como quatro filhos, criados da mesma forma, podem ser tão diferentes ?


Como quatro filhos, criados da mesma forma, podem ser tão diferentes ?

Um homem chamado Ganesha tinha quatro filhos.
 
Quando os filhos estavam em plena adolescência, o pai começou a inquietar-se.
 
Notou que cada um deles tinha um temperamento e que eram muito diferentes entre si.
 
O mais velho era calado e apático, sem ânimo para trabalhar, sempre tímido.
 
O segundo era cheio de manias, teimoso e nunca dava atenção aos conselhos e advertências paternas.
 
O terceiro, inteligente, hábil e criativo, esforçava-se para prosperar na vida.
 
O quarto revelava-se arrebatado, violento, impulsivo e desonesto.
 
Impressionado com aquela inexplicável diversidade de gênios, Ganesha foi procurar um sábio, um eremita de incontáveis virtudes, e consultou-o:-
-Tenho quatro filhos, que foram educados por mim da mesma forma, com exemplos idênticos e orientados por iguais ensinamentos.
 
E agora que estão crescidos, o que vejo?
 
Cada um deles tem um caráter, um gênio.
 
Como se explica isso, essa diferença entre criaturas que beberam a mesma água, comeram o mesmo arroz, viveram sob o mesmo teto e ouviram as mesmas preces e conselhos?
 
O sábio levou Ganesha a uma sala ampla, onde havia apenas uma mesa quadrada de ferro e sobre ela estavam colocadas quatro bolas escuras.
 
Está vendo estas bolas, meu amigo? 

São rigorosamente iguais na forma, no tamanho, na densidade e na cor, certo?
 
Sim, poderia jurar que as quatro bolas são iguais.- Respondeu Ganesha.
 
Pois, bem, as aparências enganam, disse o sábio.
 
Atire uma a uma, com a mesma força, com o mesmo impulso, de encontro àquela parede.
 
Ganesha obedeceu, atirando a primeira bola, a qual, com o choque, achatou-se e caiu disforme.
 
Tomou, a seguir, a segunda bola e arremessou-a à parede, exatamente como fizera com a primeira.
 
Ao chocar-se com a parede, ficou pregada no lugar em que havia batido e dali não se desprendeu.
 
A terceira, ao ser lançada como as anteriores, bateu na parede e saltou de novo, perfeita, como se fosse movida por estranha mola segura e firme.
 
A quarta e última bola, arrojada à parede, deu um estalido forte e fragmentou-se em vários pedaços, que saltaram para todos os lados, ameaçadoramente.
 
Estas quatro bolas – disse o sábio – são como os filhos de um mesmo pai.
 
Parecem iguais, mas cada qual tem um caráter, um feitio.
 
A primeira bola, que bateu na parede e caiu como um molambo, é o filho inútil, moleirão.
 
O filho teimoso, obstinado, está representado pela segunda bola, que permanece agarrada à parede.
 
A terceira bola é o filho prestativo e bom que salta radiante para voltar às mãos do pai e servir de novo.
 
A última bola é a imagem do filho desmancha-prazeres, violento e impulsivo.
                                              * * *
Cada ser carrega dentro de si uma bagagem diversa daqueles que o cercam.
 
Por isso, filhos de um mesmo pai, criados da mesma forma e a quem foram oferecidas as mesmas oportunidades, apresentam-se tão diferentes.
 
São Espíritos com histórias, conquistas e dores diversas.
  Compete àqueles que têm a função de educar ou orientar crianças ou jovens, atentar para essa inegável realidade.
 
E tirar proveito desse fato que pode servir de recurso de crescimento e progresso para todos aqueles que se encontram agora reunidos, por justas razões, não ignoradas pela Providência Divina.


 
Redação do Momento Espírita

quarta-feira, 25 de maio de 2016

O Peso dos Vícios


O Peso dos Vícios

A sociedade é, em essência, Heterogênea.

As pessoas possuem valores e personalidades os mais variados.

Justamente por isso a vida é repleta de embates.

Não é muito simples a vivência harmônica entre seres com visões distintas do mundo.

O convívio pacífico com o diferente, pressupõe maturidade espiritual.

Essa maturidade revela-se das mais diferentes e inusitadas formas.

Ela é demonstrada por quem silencia em face de uma ofensa.

Afinal, o ofensor muitas vezes acredita estar agindo de modo correto.

A maturidade também se faz presente quando uma pessoa releva os equívocos de outra.

Em suma, a maturidade espiritual de alguém evidencia-se pelo seu nível de Tolerância e Compaixão.

O convívio forçado com criaturas de diferentes hábitos possui o condão de desenvolver essas virtudes.

Como é cansativo viver em estado de beligerância*, as pessoas gradualmente vão aprendendo a ceder, em nome da própria Paz.

Por ser a terra uma escola, somos naturalmente colocados no ambiente mais propício para corrigirmos nossas deficiências.

Do mesmo modo, as lições que nela recebemos guardam relação c
om nossa necessidade de aprendizado.

Assim, quanto mais defeitos tivermos, tanto mais dificuldades enfrentaremos.

Na verdade, todo vício sempre carrega consigo o sofrimento.

Tome-se por exemplo o orgulho.

Em face da mesma situação vexatória, alguém humilde não experimenta qualquer desconforto, ao passo que um orgulhoso sofre grande tortura moral.

Conclui-se que, quanto maior o orgulho, maior será a ofensa.

E quanto maior a ofensa, maior será o sofrimento.

O mesmo ocorre com a vaidade.

A criatura vaidosa acredita que o mundo lhe deve deferências.

Ela espera ser distinguida em todos os setores de sua vida.

Como isso nem sempre se dá, sofre intensamente com o que considera uma injustiça.

Caso fosse mais simples e despretenciosa, não experimentaria esse desconforto.

As fissuras** morais tornam o viver muito pesado.

Perceba-se a energia que o vaidoso e o orgulhoso desperdiçam cuidando para que a própria importância não passe despercebida aos demais.

A simples pretensão desmedida dessa importância já infelicita a criatura e é um peso a ser suportado.

Imagine-se o quanto inevitavelmente sofre alguém muito vaidoso ou orgulhoso.

Isso ocorre com todos os vícios e paixões.

A ganância constitui uma tortura que dificulta o desfrute do que já se possui e muitas vezes é suficiente.

O ciúme também torna a vida penosa, por fomentar a desconfian
ança e a discórdia.

Repetindo, todo vício carrega consigo o sofrimento.

Como os homens desejam a Felicidade, gradualmente eles despertam para a necessidade de burilarem a si mesmos.

Reflita sobre isso e assuma a responsabilidade por seu bem-estar.

Analise o quanto você sofre gratuitamente, em suas relações.

Pense que as circunstâncias que o rodeiam destinam-se a torná-lo melhor. 

Conscientize-se dessa realidade e torne-se tolerante com os diferentes.

Desenvolva Retidão, Rureza e Simplicidade e a vida lhe será bem mais fácil.
               Equipe de Redação do Momento Espírita

* Adjetivo - Característica ou particularidade o que se encontra em guerra; que se encontra em luta:- nações beligerantes.
s.m. e s.f. Algo ou alguém que possui essa característica; que está em conflito:- os beligerantes convocaram seus reforços e iniciaram o combate.
(Etm. do francês: belligérant) 

 ** Fissuras:- s.f. Rachadura; abertura pequena feita longitudinalmente em; fenda pequena.
P.ext. Paixão; apego excessivo; em que há loucura: ele tem fissura por literatura.
Odontologia. Rachadura no esmalte de um dente.
Medicina. Cissura; fenda ou abertura nos ossos.
Medicina. Qualquer tipo de úlcera, lesão aberta na pele ou mucosa.
Geologia. Fratura num terreno, rocha ou mineral.
(Etm. do latim: fissura.ae)

- www.dicio.com.br
 

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Vírus da Hostilidade


Vírus da Hostilidade

Pesquisadores da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, descobriram que quando alguém é alvo de um comportamento rude, ou apenas testemunha algo do tipo, uma espécie de vírus da hostilidade se instala e vai se espalhando entre as pessoas.
 
Segundo os estudiosos, mesmo sem querer, acabamos passando esse comportamento adiante. 


Essas pessoas assim contaminadas, por sua vez, sucessivamente, vão aumentando a onda de grosseria entre os outros seres humanos.

Em um dos estudos, um grupo de voluntários presenciou uma autoridade esbravejar com alguém que chegou atrasado, enquanto outro grupo viu de perto uma cena com uma atitude mais polida por parte da chefia.

Depois disso, ambas as equipes tiveram que identificar, rapidamente, sequências de letras em um texto.


Os resultados finais do teste mostraram que as pessoas expostas à atitude grosseira encontraram mais rapidamente palavras de conotação rude no texto.

No segundo trabalho científico, um grupo de participantes viu um vídeo que mostrava interações ríspidas entre colegas de trabalho, enquanto outros voluntários assistiram cenas de relações harmoniosas no escritório.

Em seguida, tiveram que responder e-mails para alguns clientes, que enviaram mensagens de forma muito rude, moderada ou normal.

Segundo os pesquisadores, os voluntários que assistiram ao vídeo grosseiro foram mais suscetíveis a interpretar os e-mails normais e moderados como agressivos, e responderam de modo semelhante.

Isso tudo demonstra como somos frágeis, como nosso sistema imunológico moral, poderíamos assim dizer, ainda está com defesas muito baixas.

Como nos proteger disso, então?


Não podemos fazer nada em relação à rudeza dos outros, ao mal que está lá fora e que nos bate à porta diariamente. 

O vírus da hostilidade está no ar.

Porém, como nos protegemos dos tantos vírus com os quais convivemos em nosso dia a dia, ameaçando nosso organismo?

Dependerá de nossas defesas, de nosso sistema imunológico.

No caso em questão, isso estará em escolher se vamos nos deixar ou não ser contagiados pela hostilidade, pela violência, pela crueldade. 

Ou se permaneceremos imunes ao mal, não permitindo que ele se instale e se alastre.

Será de grande nobreza o gesto de dizer, quando formos vítimas de alguma agressão:-

- O mal termina aqui e não permitir que ele siga em frente, nem retorne a quem nos ofendeu, nem levar adiante ao mundo, descontando nos  outros.

Em muitos casos não temos como evitar de nos ferirmos, de passar alguns dias de cama, por causa de algumas dessas viroses de hostilidade. 

Mas já temos condições de não mais transmitir a doença aos outros.

Transformemos nosso período de cama em momentos importantes de reflexão, de viagem interior e de tratamento para o ódio, para que quando voltemos às atividades normais, possamos ser transmissores de saúde.

Cada um de nós pode propagar o bem, inundando o mundo com boas ações, boas palavras e bons pensamentos.

Somente assim teremos, neste mundo, mais Bem do que mal, mais Gentileza do que hostilidade, mais Saúde do que doença.  

Redação do Momento Espírita, com base em reportagem do site:-
- www.sonoticiaboa.com.br. 


www.caminhosluz.com.br

 

domingo, 10 de abril de 2016

Preciso de Alguém - Reflexão


Preciso de Alguém 
Reflexão

Você tem Amigos?

Em caso positivo, então sabe o quanto é importante ter Amigos Verdadeiros.

Muito já se falou desses Tesouros chamados Amigos, mas nem todas as pessoas lhes dão o devido valor.

Quando não se é rico, nem importante, nem famoso, não em outro móvel para uma aproximação que não seja a Amizade Pura, Simples e Verdadeira.

O mesmo não acontece com pessoas ricas ou famosas, pois aí poderá haver aproximações movidas por interesses e conveniências, nem sempre baseados na Amizade Sincera.

É muito comum que as pessoas famosas, muitas vezes, se sintam solitárias, fiquem depressivas e apáticas, por falta de alguém  em quem possam confiar incondicionalmente.

Talvez seja por essa razão que uma poetiza escreveu o seguinte:-
- Preciso de alguém que me olhe nos olhos quando falo; que ouça as minhas tristezas e neuroses com Paciência.

- E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos.

- Preciso de alguém que venha brigar ao meu lado, sem precisar ser convocado.

- Alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdade que  não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.

- Neste mundo de céticos, preciso de alguém que creia nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível:-
- A Amizade Verdadeira.

- que teime em ser Leal, Simples e Justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.

- Preciso de um Amigo que receba com Gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida.

Mesmo que isto seja muito pouco para as suas necessidades.

- Preciso de um Amigo, que também seja Companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e Alegrias e que, no meio da Tempestade, grite em coro comigo:-
- "Nós ainda vamos rir muito disso tudo."

E ria muito.

E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais Simples, mais Rica e mais Bela ....

A Verdadeira Amizade está acima de quaisquer valores financeiros.

Todo o dinheiro do mundo não seria suficiente para adquirir uma Amizade Leal, já que é um sentimento que "Não Está a Venda !!!"

E por mais rico que seja um ser humano, ele não será completamente Feliz, e não contar com, pelo menos, um Amigo Fiel.

De nada Valeria Ser a pessoa mais famosa do mundo, se não puder contar suas Alegrias a um Amigo.

De nada adiantaria ter todas as riquezas materiais que o mundo pode oferecer, se não houver uma Amizade para compartilhar.

Por outro lado, ainda que a pessoa seja a mais pobre da face da Terra, se tiver um Amigo Verdadeiro, nunca passará necessidade.

*******
Quando outras emoções se enfraquecem no vaivém dos choques, a Amizade Verdadeira Perdura, Companheira Devotada das Pessoas que se Estimam.

Ter Amizades é ter Coração que Ama e Esclarece, que Compreende e Perdoa, nas horas mais amargas da vida.

A Amizade Pura é uma Flor que "Nunca" morre.

Redação do Momento Espírita



segunda-feira, 4 de abril de 2016

Envelhecer com Sabedoria!


Envelhecer com Sabedoria


Helena teve e cinco filhos.

Foi mãe muito jovem.

Passou boa parte da vida, cuidando das suas crianças, que tão rapidamente, tornaram-se adultos.

Agora, eram os netos que enchiam a casa de risos e correria.

Um dia, quando os afazeres já não eram tão numerosos e o tempo parecia passar mais lentamente, ela viu-se diante do espelho da sala.

Deteve-se.

Deus do Céu !!!

Quem era aquela velhota que estava no reflexo do espelho ?

Ou melhor, onde fora parar a jovem mulher que ela ainda sentia existir em sua intimidade?

Estaria aprisionada em uma carcaça envelhecida?

Como era possível isso?

Cobriu a face com as mãos e sentiu a pele enrugada.

Mexeu nos cabelos e procurou encontrar fios negros.

Tarefa difícil.

Restavam tão poucos.

As mãos, também não pareciam mais com aquelas operosas que tanto produziram ao longo da vida.

Ora, ora !

Então era isso !

Distraída em viver, ela não havia se dado conta que os anos haviam passado rapidamente.

Marcaram seu corpo, alteraram sua fisionomia.

Seu fôlego já não era mais o  mesmo.

Nem seus movimentos, que, antes ágeis, agora eram imprecisos e lentos.

Mas enquanto observava a transformação ocorrida, Helena percebeu que o Brilho de seus olhos, permanecia igual.

Reconhecia em seu olhar, o mesmo olhar de seu passado.

As vivências transformaram a jovem que ela fora, em uma mulher muito mais sábia.

Seu corpo não era mais tão vigoroso, mas sua alma era muito mais forte do que havia sido antes.

Ontem, jovem e bela, impetuosa e impaciente.

Hoje, madura e envelhecida, tolerante e compreensiva.

Helena olhou-se e sorriu ....

Adoraria ter  a pele um pouco  mais lisa, mas sabia que não era isso que a faria Feliz.

Sabia que a decadência do corpo, não representava prejuízo algum a sua alma vibrante  e disposta.

As marcas que o tempo fizera em seu corpo, eram apenas para sinalizar o passar dos dias e as constantes mudanças da vida.

Vida essa que não se acaba nunca, nem mesmo quando os corpos envelhecidos, deixam de funcionar.

Helena sentiu o coração encher-se de Alegria.

"Melhor do que nunca !"
- disse para si mesma - " a cada dia que passa, eu me sinto melhor do que nunca !"

Celebre a vida todos os dias.

Celebre o fato de dispor de um corpo, seja ele jovem ou não, que lhe possibilita mais essa Experiência na Terra.

Agradeça ao Criador pela Dádiva da existência.

Aproveite seus minutos, seus dias, sua vida.

Aproveitar, no entanto, não significa exaurir as forças vitais pelo excesso de toda  a ordem.

Aproveitar, quer dizer, em verdade, fazer Bom uso, dar Utilidade !!!

O Corpo Físico, Invólucro perecível de Nossas Almas Imortais, deve ser tratado com o zelo que garanta sua utilização adequada.

Mas sem neuroses ou preocupações descabidas, mesmo quando a juventude for apenas uma lembrança demais uma etapa superada.

Envelhecer de forma sábia, é Reflexo de se Viver Bem.

Pense nisso, e Viva com Sabedoria .......Hum rum !

Redação do Momento Espírita

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

As Aflições do Mundo


As Aflições do Mundo



Em conhecida passagem do Evangelho, Jesus diz a Seus discípulos que no mundo, eles terão aflições.

Os registros bíblicos confirmam a previsão.

Todos os companheiros diretos de Jesus enfrentaram grandes padecimentos.

Apenas João Evangelista não foi martirizado.

Evidentemente, houve sensível progresso desde aquela época.

Os costumes se refinaram e hoje, na ampla maioria dos países, não se cogita mais de matar alguém por sua Fé.

Contudo, o alerta do Cristo permanece atual.

A Mensagem Cristã é a da Vida Reta e Fraterna.

O Cristão deve ser Honrado e Solidário.

Não basta viver retamente, sendo necessário amparar os irmãos de jornada.

Também não adianta apenas ser generoso com o semelhante.

É preciso dar a César o que é de César, no sentido de cumprir rigorosamente os próprios deveres.

Ocorre que quem se aprimora, em geral, passa a esperar conduta idêntica dos que o rodeiam.

A criatura rigorosamente Honesta anseia por viver em um meio honesto.

Ao desenvolver uma sensibilidade mais apurada, anela por Beleza e Suavidade.

Entretanto, o mundo segue em seu próprio ritmo.

Um homem pode apenas ditar a cadência de sua evolução.

Quanto aos demais, resta-lhe somente influenciar, mais por exemplos do que por palavras.

Afinal, o Livre-Arbítrio é uma dádiva de Deus aos Seus filhos.

Cada um é Livre para decidir os seus caminhos e se vai Apressar ou Retardar o passo rumo à Paz.

Bem se vê como é delicada a posição do genuíno cristão no mundo.

Ele elege um ideal sublime, esforça-se por vivê-lo e deseja que se expanda, no benefício geral.

Contudo, o mundo não corresponde a contento a esse anseio.

O cristão necessita ser o Sal da Terra e a Luz do Mundo.

Justamente por isso, não pode se afastar dos irmãos de jornada.

Daí vive Honradamente em um mundo corrupto.

Por consequência, experimenta contínuas aflições.

Aflige-se pelos filhos que não aproveitam a educação recebida e optam por trilhar estranhos caminhos.

Angustia-se pelo esposo ou esposa que não lhe partilha o ideal.

Agasta-se por deslealdades que testemunha na vida profissional.

Entristece-se pela falta de Honestidade de políticos e dirigentes públicos.

Entretanto, se a aflição é esperada, o desânimo não se justifica.

O progresso ocorre com vagar, mas é uma Lei da Vida.

As perfeitas Leis Divinas tratam de colocar tudo em seu lugar, no lento ciclo dos séculos.

O relevante é a paz de consciência de quem age retamente.

E a inefável certeza de que transita para fases superiores da existência imortal, na condição de agente do progresso.

Pense nisso.

 
Redação do Momento Espírita

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

O Amor é Eterno

O Amor é Eterno

Aquela senhora estava com muita pressa. 

Entrou em um Shopping Center para comprar alguns presentes de última hora para o Natal.
Havia muita gente ao redor e ela ficou incomodada com a situação. 

Pensou consigo mesma:-
- Ficarei aqui uma eternidade, e tenho tantas coisas a fazer.
Um tanto depressiva, ela pensava em como o Natal estava se transformando em um grande comércio.
Andou rápido por entre as pessoas e entrou numa loja de brinquedos. 

Mais uma vez se surpreendeu reclamando dos preços.

Perguntava-se se seus netos realmente brincariam com aquilo.
Partiu para a seção de bonecas. 

Em um dos corredores encontrou um menino, de aproximadamente cinco anos, segurando uma boneca valiosa.
Estava tocando seus cabelos e a segurava com muito carinho. 

A senhora parou e ficou olhando a cena fixamente, perguntando-se para quem seria aquela boneca.
Em seguida, se aproximou do menino uma mulher a quem ele perguntou:-
- Não tenho dinheiro suficiente, tia? 

E a mulher lhe falou impaciente:-
- Você já sabe que não tem o dinheiro suficiente para comprá-la.
Depois, disse ao menino que permanecesse onde estava enquanto ela buscava outras coisas que lhe faltavam. 

O menino continuou ali, segurando a boneca com muito carinho.
Após algum tempo, a senhora se aproximou e perguntou-lhe para quem era a boneca e ele respondeu:-
- Esta é a boneca que minha irmãzinha queria muito ganhar, no Natal.
Ela estava certa de que a ganharia neste Natal, disse o garoto com certa tristeza.
A senhora se compadeceu e disse ao menino que, no Natal, levaria a boneca para sua irmãzinha, mas ele falou:-
- Não, a senhora não pode ir onde minha irmãzinha está.
- Eu tenho que entregá-la à minha mãe para que ela leve até à minha irmãzinha.
E onde está sua irmã? - Perguntou.
O menino, com um olhar de tristeza, disse:-
- Ela se foi com Jesus. 

Meu pai me disse que a mamãe irá encontrar-se com ela, em breve.
A mulher sentiu um grande aperto no coração. 

E o menino continuou:-
- Pedi ao papai para falar com a mamãe para que ela não se vá ainda.
- Disse-lhe para pedir a ela que espere até que eu volte do Shopping.
Em seguida, o garoto tirou do bolso algumas fotografias que tinham sido tiradas em frente ao Shopping e falou:-
- Vou pedir ao papai que leve estas fotos para minha mãe, para que ela nunca se esqueça de mim.
Gosto muito da minha mãe, não queria que ela partisse. 

Mas o papai disse que ela tem que ir encontrar a minha irmãzinha.
Enquanto o pequeno olhava a foto, a senhora tirou da carteira algumas notas e pediu a ele que contasse o dinheiro novamente.
Ele contou e disse satisfeito:-
- Estou certo de que será suficiente. 

- Agora posso comprar a boneca.
E disse ainda:-
- Eu acabei de pedir a Jesus para que me desse dinheiro suficiente para comprar esta boneca para a mamãe levar até à minha irmãzinha, e Ele ouviu a minha oração.
- Eu pedi, ainda, para que o dinheiro fosse suficiente para comprar também uma rosa branca para a minha mãe, e Ele acaba de me dar o bastante para a boneca e para a rosa.
- Sabe, minha mãe gosta muito de rosas brancas...
Em alguns minutos, a tia do garoto voltou e a senhora se foi.
Enquanto terminava suas compras, agora com uma disposição bem diferente, ela não conseguia deixar de pensar naquele menino.
Lembrou-se de uma história que havia lido num jornal, dias antes, a respeito de um acidente causado por um condutor alcoolizado, no qual uma menininha morrera e a mãe ficara em estado grave.
Deu-se conta de que aquele menino pertencia àquela família.
Dois dias depois, ela leu no jornal a notícia de que a mulher acidentada havia morrido.
Não conseguia tirar o menino da mente... 

Comprou um buquê de rosas brancas e as levou ao funeral...
Lá estava o corpo de uma mulher... com uma rosa branca numa das mãos, uma linda boneca na outra, e a foto de seu filho em frente ao Shopping.
Grossas lágrimas rolaram do rosto daquela senhora ao perceber a grandeza do amor daquele menino pela mãe e pela irmã...
Um amor que a morte não conseguiu apagar...
Um Amor que vai muito além da existência física...
O verdadeiro Amor que Jesus, o Mestre tão pouco lembrado, veio ensinar à Humanidade...

Redação do Momento Espírita