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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Coerência e Firmeza




Comporta-te com a mesma firmeza e dignidade, quando a sós ou na multidão, no lar ou fora dele.

O homem de bem é sempre o mesmo, não possuindo duas faces morais.

Trabalhando-te interiormente, fixarás os ideais de enobrecimento nos atos, que se exteriorizarão, sempre iguais, nas mais variadas situações.

O homem consciente das suas responsabilidades tem uma só conduta, seja na vida privada ou na pública, caracterizando-se pela retidão, que lhe expressa a grandeza do ideal esposado.

Se adquires o hábito da dissimulação, em breve derraparás na hipocrisia e na pusilanimidade.

Exercitando-te na concentração dos pensamentos superiores, eles fluirão pelos teus atos no lar, no serviço e nas horas de recreio.

O lar é a sociedade miniaturizada nas fronteiras domésticas.

Aí se forjam os valores indispensáveis para o crescimento intelecto moral do indivíduo, preparando-o para o mundo.  

Sê refratário à lisonja.

Prefere uma verdade ácida a uma mentira adocicada.

O lisonjeador é desonesto com aquele a quem elogia.

Interrompe-lhe a insinuação perturbadora, que te atribui valores que não possuis.

Sê, então, coerente, em todos os atos, não amparando o vício, nem passando recibo em favor da fraude, das posturas reprocháveis.

Talvez não mudes o mundo.

Se, no entanto, te tornares melhor, o mundo se terá renovado com disposições superiores para o fanal da fraternidade e da paz.
*
Livro: Episódios Diários Pelo Espírito: Joanna de ângelis Psicografia: Divaldo Pereira Franco

Amigo Leitor Comprando livros espíritas você estará ajudando a diversas instituições de caridade.
Portanto se você tem condições de comprá-los saiba que a sua ajuda é inestimável.
  Que Jesus o abençoe. Muita Paz & Luz!  

domingo, 12 de outubro de 2014

Autodoação


Autodoação

Aprende a doar-te, se desejas atingir a prática legítima do Evangelho. 

Pregador que se alça à tribuna dourada, derramando conceitos brilhantes, mas não se gasta nos labores que propõe é apenas máquina de falar, inconsciente e inconsequente. 

O verdadeiro aprendiz da Boa Nova está sempre a postos. 

Se convidado a dar algo, abre a bolsa humilde e, recordando-se da parábola da viúva pobre, oferta o seu óbolo sem constrangimento. 

Se chamado a dar-se, empenha-se no trabalho, gastando-se em amor, consumindo as energias, recordando o Mestre na carpintaria nobre. 

Há muita gente nas fileiras do Cristianismo que ensina com facilidade, utilizando linguagem escorreita, falando ou escrevendo, mas logo que é convocada a dar ou doar-se recua apressadamente ferida no amor próprio. 

Prefere as posições superiores de mando, distante das honrosas situações do serviço.  

Pode ser comparada a parasitas em alta posição na árvore de que se nutrem, inúteis. 

Em comezinhos exemplos, encontrarás, no quotidiano, o ajudar gastando-se. 

A pedra que afia a lâmina consome-se no mister. 

A grafite que escreve, desaparece enquanto registra. 

O sabão que higieniza, dissolve-se, atendendo ao objetivo. 

Em razão disso, não receies sofrer nas tarefas a que te propões. 

São os maus que de ti necessitam, Os enfermos te aguardam e os infelizes confiam em ti. 

Pede a ti mesmo algo por eles e, embora o teu verbo não tenha calor nem a tua pena seja portadora da fraseologia retumbante, haverá sempre muita beleza em teus atos e muita bondade em teus gestos quando dirigidos àqueles para quem, afinal, a Boa Nova está no mundo, recordando que Jesus, após cada pregação sublime, dava-se a si mesmo para a felicidade geral. 

A estes oferecia a palavra de Alento e Paz. 

Àqueles ministrava, compassivo, lições de vida e gestos de amor. 

A uns abria os olhos fechados ou os ouvidos moucos. 

A outros lavava as mazelas em forma de pústulas ou recuperava a paz, afastando os Espíritos infelizes. 

E a todos se doava, sem cessar, cantando a Boa Nova e vivendo-a entre os sofredores até a Cruz, que transformou em ponto de luz na direção da Vida imperecível.
 
 
Obra:- Espírito e vida 
Ed. Leal
  
Joanna de Ângelis
 Divaldo Pereira Franco

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Comportamento e Tecnologia

  
Comportamento e Tecnologia


Evita o tumulto extravagante das novidades perturbadoras.

Harmoniza-te de forma que não sejas arrebatado pela ilusão de estar presente em todo lugar ao mesmo tempo, fruindo somente prazeres, possuindo os equipamentos mais recentes, que logo são ultrapassados por outros mais complexos, incapazes, porém, de proporcionar-te a harmonia interior.

Essa correria insensata para a aquisição de instrumentos de utilidade tecnológica e virtual esconde, no seu bojo, a fuga psicológica do indivíduo que não se encoraja a viajar para dentro, procurando descobrir as razões dos conflitos que o aturdem, escondendo-se sob a tirania das máquinas que lhe permitem comunicação com o mundo e todos quantos deseje, sem produzirem a autorrealização no seu possuidor.

Ninguém vive em paz interior sem a consciência do dever retamente cumprido.

Após anestesiar-se a consciência por algum tempo, ei-la desperta, gerando culpa e necessidade de corrigenda.

Daí o enfermo moral busca novamente a distração nos mecanismos de fuga e transferência.

O ser humano está destinado à glória imortal.

A sua é a fatalidade das excelsas bênçãos que o aguardam.

Dessa forma, a conquista da dignidade moral é um desafio que deve ser enfrentado e vivenciado desde as experiências mais simples, a fim de ser criado o condicionamento superior para que se transforme em aquisição valiosa.

Eis por que o Espiritismo, na sua condição de filosofia exemplar, oferece o concurso da iluminação interior, explicando as razões da existência, sua finalidade, sua origem e sua culminância...

 Livro:- Ilumina-te

Joanna de Ângelis

Divaldo Franco




terça-feira, 24 de junho de 2014

Irmão de Jesus


Irmão de Jesus

Ele se fez o irmão da pobreza, a fim de que ela ficasse digna e enriquecedora.

Ele se tornou o irmão da Natureza, de forma que todos vissem o Pai Criador nela refletido.

Ele se transformou no irmão das aves, elevando-as a condições superiores.

Ele se condicionou como irmão dos animais, descendo à mais bela comunhão de solidariedade que se conhece.

Ele se consagrou como irmão dos astros, revelando sua realidade estrelar.

Ele dialogou com todos:-
- Os ricos e os pobres, as águas e os servos da vida, saudáveis e enfermos, abençoando-os e atraindo-os a si com a força irresistível do amor.

Rico, tornou-se tão pobre que a sua fortuna era nada possuir.

Cantor, dirigiu a música da sua voz para falar em nome de todas as vozes, principalmente daqueles que, miseráveis no mundo, haviam perdido o direito de ter voz.

Numa época na qual os homens se isolavam nos castelos e palácios, ou se escondiam em choças misérrimas, ele se ergueu como ponte, unindo as criaturas.

Todos levantavam paredes, e Francisco derrubava-as.

Enquanto se apresentavam e se mantinham distâncias, ele surgia como aproximação.

Ninguém que amasse tanto quanto ele amava.

Depois do Amigo, jamais alguém que houvesse sido tão fiel, tão irmão de todos.

Hoje, a sua voz ainda prossegue chamando as almas para Deus.

A força do seu verbo continua arrebatando, porque penetra o mais profundo do ser humano, e quem a ouve nunca mais deixa de escutar-lhe o cântico.

Os silêncios de suas meditações falam alto.

A sua ternura comove e convence.

Ele é indimensional na sua pequenez, na sua singeleza.

A morte não o calou, a fragilidade orgânica não lhe impediu o dever de atender o chamado do seu Senhor.

Ele continua incorruptível no ministério que mudou, em plena Idade Média, os rumos da fé e do amor.

Quando a decadência político-religiosa se anunciava, como decorrência do abuso do poder e das arbitrariedades, Francisco dignificou a criatura humana, colocando-a em patamares elevados, e propôs-lhe a felicidade com Jesus.

O mundo, depois dele, ficou diferente, qual sucedera antes com o do seu Amado.

A simplicidade enfrentou a afronta; a pureza não temeu a perversão.

Ele não é somente um, símbolo, mas a realidade do próprio amor.

O seu psiquismo prossegue envolvendo a Terra, e todos aqueles que sintonizam com a sua vibração experimentam paz e se enriquecem de esperança.

Quando a irmã morte se lhe acercou, ele recebeu-a sorrindo, saudou-a com uma canção:-
- Louvado seja meu Senhor, pela nossa morte corporal da qual nenhum homem vivente pode escapar, e penetrou, de retorno, na Esfera dos Justos, sob o carinho do Seu Pleno Amor.

Francisco, por fim, é o irmão de Jesus, como nenhum outro se identificou com tão grande afinidade.

Irmão Francisco:-
- Nestes dias tumultuosos, ergue a tua doce voz e canta outra vez aos ouvidos surdos da Humanidade o teu hino de bênçãos e de louvor, intercedendo junto ao teu Irmão por todos nós, os pobres filhos do Calvário!

Espírito Joanna de Ângelis
 Divaldo Pereira Franco

diante da tumba de São Francisco, em Assis,
no dia 25.06.1994
Fonte: CACEF

domingo, 20 de abril de 2014

Ama a Tua Dor



Ama a tua dor


Paradoxalmente, anelavas pela paz, quando edificando o bem entre as criaturas humanas, e és defrontado pela incompreensão e repúdio.

Sentes desencanto ao constatares que os sagrados misteres a que te entregas são recebidos com acrimônias e suspeitas.

Desanimam-te os comportamentos daqueles nos quais confias, na grei onde mourejas, produzindo amarguras e mal-estares.

Entristece-te a maneira como te tratam os amigos da seara em que te movimentas, desconfiados em relação à tua entrega.

Constatas insanas competições onde deveriam multiplicar-se as cooperações, como se o labor pertencesse a cada um e a seara estivesse destituída de administrador e abandonada pelo Senhor.

Sentes cansaço e não consegues renovação íntima, diante da ausência de tempo hábil para a reflexão.

Pensavas que os corações afetuosos, que sorriem contigo, permaneceriam acessíveis ao teu nos momentos difíceis, constatando, porém, que o ego neles predomina, em relação ao coletivo no grupo em que te fixas.

Ocorrem-te a desistência e o retorno às tuas origens, porque o paraíso que acreditavas estar ao teu alcance, na convivência com os demais servidores, é somente uma aparência com os mesmos desvãos que encontravas no anterior convívio social por onde te movimentavas.

Sofres, porque anseias pela harmonia e acalentas o sonho da plena solidariedade, que se te apresenta muito distante...

Não te esqueças, porém, de que os santos e serafins transitaram também no corpo e alcançaram esse nível de evolução porque enfrentaram equivalentes ou mais ásperas refregas.

Ninguém atinge o altiplano sem a caminhada pelas baixadas sombrias e difíceis de acesso.

Revigora-te na luta, sendo tolerante para com todos e exigente para contigo mesmo.

O reino dos céus é construído com os materiais da renúncia e da compaixão, da bondade e da comiseração, sob o patrocínio do amor.

Repara a Natureza sacudida frequentemente pelos fenômenos destrutivos que a visitam, permitindo-lhe, logo depois, renovação, exuberância e beleza na produção dos tesouros da vida.

De igual maneira ocorre na floresta humana.

Não te desencantes, pois, com os outros que, por sua vez, também se permitem frustrações em relação a ti.

Se amas Jesus e o teu objetivo é servi-lO, avança contente, conforme o fez o Irmão Alegria.

*
Ama a tua dor.

No momento em que o teu amor seja capaz de superar o sofrimento, sem rebeldia nem queixa, terás alcançado a meta que buscas.

A dor é um buril lapidador das anfractuosidades dos minerais duros dos vícios e dos arraigados hábitos infelizes.

Quem não enfrenta com harmonia interior os desafios da evolução, acautelando-se do sofrimento, permanece em lamentável estagnação que o conduz à paralisia emocional em relação ao crescimento íntimo.

Os caminhos do Gólgota, assim como os da Úmbria, ainda permanecem com sombras por cima e espinhos no seu leito, exigindo coragem e abnegação para serem percorridos com júbilo.

Vencê-los é o dever que a fé racional te impõe, a serviço de Jesus, a quem amas.

Se almejas alegria e bem-estar nos moldes profanos estás em outro campo de ação, mas se buscas o serviço com o Mestre de Nazaré, os teus são júbilos profundos e emoções superiores bem diferentes das habituais.

Não relaciones, pois, remoques e erros, antes aprende a retirar o melhor, aquela parte boa que existe em todos os seres humanos e enriquece-te com esses valores, sem te preocupares com a outra parte, a enferma, ainda não recuperada pelas dádivas da saúde espiritual.

Tem mais paciência e aprende a compreender em vez de censurar e exigir. Cada qual consegue fazer somente o que lhe está ao alcance, não dispondo de recursos para autossuperar-se no momento.

Jesus, modelo e guia da humanidade, conviveu com mulheres e homens bem semelhantes àqueles com os quais hoje partilhas a convivência, em labuta ao teu lado, suportando-se reciprocamente e dedicados ao amor.

Se, por acaso, sentes a sutil visita da intriga, da acusação e de outras mazelas que atormentam a sociedade, acautela-te, não lhes concedas guarida nem atenção, ignora-as e segue, irretocável, adiante.

Melhor estares na luta de sublimação, do que no leito da recuperação sob o impositivo de limites e restrições, impostos pelo processo de crescimento para Deus e para ti mesmo.

Em qualquer situação, alegra-te por te encontrares reencarnado, portanto, no roteiro da autoiluminação.
Ama a tua dor e ela se te tornará amena, amiga, gentil companheira da existência. 

E enquanto amas, trabalha pelo Bem, compensa-te com as bênçãos dos resultados opimos que ofereças ao Senhor, que transitou por sendas idênticas e mais dolorosas que essas por onde segues.

Assim, continua em paz, viandante das estrelas que te aguardam no zimbório celeste.
*
Francisco de Assis amava as suas dores e transcendeu todos os limites, conseguindo demarcar os fastos históricos com a renúncia, a simplicidade e as canções de inefável alegria.

E Clara, que lhe seguia o exemplo sublime, impôs-se dedicação integral e, ao partir da Terra, achava-se aureolada pelo sofrimento no qual encontrou a plenitude.

De tua parte, ama também a tua dor e experimentarás incomparável bem-estar.



Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão
mediúnica de 16 de dezembro de 2013, no Centro Espírita
Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.
Em 24.2.2014.

 
   

quarta-feira, 5 de março de 2014

Caminho da Auto Iluminação


Caminho da Auto Iluminação


O homem atinge um alto nível de evolução quando consegue unir o sentimento e o conhecimento, utilizando-os com sabedoria. 

Nesse estágio é-lhe mais fácil desenvolver a paranormalidade, realizando o autodescobrimento e canalizando as energias anímicas e mediúnicas para o serviço de consolidação do bem em si mesmo e na sociedade.

O seu amadurecimento psicológico permite-lhe compreender toda a magnitude das faculdades parapsíquicas, superando os impedimentos que habitualmente se lhe antepões à educação.

Desse modo, a mediunidade põe-no em contacto com o mundo espiritual de onde procede a vida e para a qual retorna, quando cessado o seu ciclo material, ensejando-lhe penetrar realidades que se demoram ignoradas, incursionando com destreza além das vibrações densas do corpo carnal.

O exercício das faculdades mediúnicas, no entanto, se reveste de critérios e cuidados, que somente quando levados em conta propiciam os resultados pelos quais se anelam.

A mediunidade é inerente a todos os indivíduos em graus de diferente intensidade. 

Como as demais, é uma faculdade amoral, manifestando- se em bons e maus, nobres e delinquentes, pobres e ricos.

Pode expressar-se com alta potencialidade de recursos em pessoas inescrupulosas, e quase passar despercebida em outras, portadoras de elevadas virtudes.

Surge em criaturas ignorantes, enquanto não é registada nas dotadas de cultura. 

É património da vida para crescimento do ser no rumo da sua destinação espiritual. 

O uso que se lhe dê, responderá por acontecimentos correspondentes no futuro do seu possuidor.

Uma correcta educação da mediunidade tem início no estudo das suas potencialidades:-
- Causas, aplicações e objectivos. 

Adquirida a consciência mediúnica, o exercício sistemático, sem pressa, contribui para o equilíbrio das suas manifestações.

Uma conduta saudável calcada nos princípios evangélicos atrai os Bons Espíritos, que passam a cooperar em favor do medianeiro e da tarefa que ele abraça, objectivando os melhores resultados possíveis do empreendimento.

O direcionamento das forças mediúnicas para fins elevados propicia qualificação superior, resultando em investimento de sabor eterno.

Se te sentes portador de mediunidade, encara-a com sincero equilíbrio e dispõe-te a aplicá-la bem.

O homem ditoso do futuro será um indivíduo PSI, um sensível e consciente instrumento dos Espíritos, ele próprio lúcido e responsável pelos acontecimentos da sua existência.

Desveste-te de quaisquer fantasias em torno dos fenômenos de que és objecto e encara-os com realismo, dispondo-te a sua plena utilização.

Amadurece reflexões em torno deles e resguarda-os das frivolidades, exibicionismos vãos, comercialização vil, recurso para a exaltação da personalidade ou das paixões inferiores.

Sê paciente com os resultados e perseverante nas realizações. 

Toda sementeira responde à medida que o tempo passa.

A educação da mediunidade requer tempo, experiência, ductibilidade do indivíduo, como sucede com as demais faculdades e tendências culturais, artísticas e mentais que exornam o homem.

Quem seja portador de cultura, de bondade e sinta a presença dos fenômenos paranormais, está a um passo da realização integral, a caminho próximo da auto-iluminação.



Livro:- Momentos de Iluminação 
Joanna de Ângelis
Divaldo Pereira Franco
 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Sim, deves perdoar!


Sim, deves perdoar!
 
 Perdoar e esquecer a ofensa que te colheu de surpresa, quase dilacerando a tua paz.

Afinal, o teu opositor não desejou ferir-te realmente, e, se o fez com essa intenção, perdoa ainda, perdoa-o com maior dose de compaixão e amor. 

Ele deve estar enfermo, credor, portanto, da misericórdia do perdão.

Ante a tua aflição, talvez ele sorria. 

A insanidade se apresenta em face múltipla e uma delas é a impiedade, outra o sarcasmo, podendo revestir-se de aspectos muito diversos.

Se ele agiu, cruciado pela ira, assacando as armas da calúnia e da agressão, foi vitimado por cilada infeliz da qual poderá sair desequilibrado ou comprometido organicamente.

Possivelmente, não irá perceber esse problema, senão mais tarde.

Quando te ofendeu deliberadamente, conduzindo o teu nome e o teu caráter ao descrédito, em verdade se desacreditou êle mesmo. 

Continuas o que és e não o que ele disse a teu respeito.

Conquanto justifique manter a animosidade contra tua pessoa, evitando a reaproximação, alimenta miasmas que lhe fazem mal e se abebera da alienação com indisfarçável presunção.

Perdoa, portanto, seja o que for e a quem for.

O perdão beneficia aquele que perdoa, por propiciar-lhe paz espiritual, equilíbrio emocional e lucidez mental.

                                       Joanna de Ângelis

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Deus Permanece


Deus Permanece

Jamais abandono, solidão, infortúnio...
    
Deus permanece contigo.
   Ele é o fulcro gerador de poder, em torno do qual tudo e todos gravitam.
 
Dele é a linguagem positiva, atuando a distância, no equilíbrio cósmico, na força de atração das moléculas.
 
Magneticamente a Ele atraídos, estamos associados uns com os outros na grande obra de regeneração.
 
Sua ação se expande e produz efeitos que se devem realizar através dos fenômenos vivos da Natureza.
 
Quando as circunstâncias se apresentam aziagas, fomentando sombras e amarguras, quando as enfermidades predominem, diminuindo as resistências; quando as necessidades se multipliquem em turbilhão de inquietudes; quando os apodos invistam sem piedade e todos se tenham ido, Deus permanece contigo.
   
Quando um homem cai, há um distúrbio no equilíbrio universal.
 
Quando ele se reergue e avança, a harmonia sideral se reorganiza.
 
Tu és um cosmo no Universo, e as leis que te regem o destino impõem-te a gravitação harmônica em torno do Astro-Rei.
 
Deus aí permanece.
 
Condutores orientam o passo.
 
Mestres conduzem o ensino.
 
Leis governam a vida.
 
A tua vida escreve páginas que irão influenciar outras vidas; nelas permanecendo como exemplos, estímulos ou derrotas.
 
Deus permanece sempre guiando-te e fortalecendo-te para o final feliz.

Não o duvides, nem o desconsideres.
 
Descobre-O, pois que Ele permanece contigo.
 
Joanna de Ângelis 
 Divaldo Franco