sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Cortesia


Cortesia

Toda ciência, decerto demanda ensaio e preparação.

É assim que a arte de amar ao próximo exige começo adequado.

Reportemo-nos à Cortesia, como sendo a iniciação do amor puro.

Nem sempre serás impelido aos grandes testemunhos de sacrifício público, todavia onde estiveres, a cada momento, serás requisitado pela bondade.

No lar e fora dele, em todos os instantes, és naturalmente intimado à compreensão, ao entendimento, à afabilidade e ao auxílio.

Não te confies às atitudes que te feriram nos outros, nem pronuncies palavras que te espancariam o coração, caso fossem articuladas nas bocas que te rodeiam.

Lembra tuas próprias necessidades de carinho e não negues ao companheiro o estímulo da frase generosa e do amparo fraternal.

Emmanuel

Por que no Brasil, sendo a “Pátria do Evangelho”, ainda existem tantas pessoas que não amam o próximo ?


DOIS MILHÕES DE ESPÍRITOS FRANCESES REENCARNARAM NO BRASIL


Você sabia que, em entrevista a Herculano Pires, em 1973, no programa No limiar do amanhã*, Chico Xavier revelou que milhões de espíritos de cultura francesa reencarnaram no Brasil para continuar a divulgação do espiritismo?

Herculano comentava que o Brasil era a primeira grande nação do Ocidente a se tornar basicamente reencarnacionista, por influência não só do espiritismo, mas também das religiões africanas, que foram trazidas aqui pelo contingente negreiro. 

E acrescentava que ainda mais curioso era o fato de ter havido no Ocidente apenas uma nação reencarnacionista no passado:-
- A França (aí incluindo-se as Gálias antigas, envolvendo a Irlanda e a Inglaterra). 

Chico então diz que gostaria de aprofundar a questão, pedindo licença para aditar sobre os apontamentos de Emmanuel, em 1965:-
– Perguntei a ele onde estavam aqueles companheiros de Allan Kardec que vibravam com a doutrina espírita na França. 

Então ele me disse que do último quartel do século 19 para cá, cerca de 15 a 20 milhões de espíritos da cultura francesa e, principalmente, os simpatizantes da obra de Allan Kardec reencarnaram no Brasil para dar corpo às idéias da doutrina espírita e fixarem os valores da reencarnação. 

Nós nos reportamos muito mais à França como terra mater de nossa espiritualidade do que Portugal, até porque isso está no conteúdo psicológico de milhões e milhões de brasileiros que estão fichados, por certidão de cartório, como brasileiros, mas psicologicamente são franceses.

*Programa radiofônico exibido pela Rádio Mulher,de São Paulo, e apresentado por J. Herculano Pires, entre os anos de 1971 e 1974.
    - Divaldo, Deus te abençoe. 

É tão difícil entender que no Brasil, sendo a “Pátria do Evangelho”, ainda existam tantas pessoas que não amam o próximo. 

Por quê?
  - Porque não são Espíritos do Brasil. 

Vêm de outras pátrias, de outras etnias. 

Não são almas brasileiras. 

Vêm para cá, porque, se ficassem nos seus países de origem, os sentimentos de rancor e ressentimentos torná-los-iam mais desventurados.

Após a Revolução Francesa de 1789, quando a França se libertou da Casa dos Bourbons, os grandes filósofos da libertação sonharam com os direitos do homem, direitos que foram inscritos nos códigos de justiça em 1791 e que, até hoje, ainda não são respeitados, embora em 1947, no mês de dezembro, a ONU voltasse a reconhecê-los. 

Depois daquele movimento libertário, o que aconteceu com os franceses? 

Os dois partidos engalfinharam-se nas paixões sórdidas e políticas e como conseqüência, os grandes filósofos cederam lugar aos grandes fanáticos, e a França experimentou os dias de terror, quando a guilhotina, arma criada por José Guilhotin, chegava a matar mais de mil pessoas por dia. 

Esses Espíritos saíam desesperados do corpo e ficavam na psicosfera da França buscando vingança.

Começa o século XIX e é programada a chegada de Allan Kardec. 

O grande missionário vai reencarnar na França, porque a mensagem de que é portador deverá enfrentar o cepticismo das Academias na Cidade-Luz da Europa e do mundo e, naquele momento, Cristo havia designado que o Espiritismo nasceria na França, mas seria transplantado para um país onde não houvesse carmas coletivos, e esse país, por enquanto, seria o Brasil.

São Luis, o guia espiritual da França , cedeu que a terra gaulesa recebesse Allan Kardec, mas “negociou” com Ismael, o guia espiritual do Brasil:-
- “Já que a mensagem de libertação vai ser levada para a Terra do Cruzeiro, a França pede que muitos Espíritos atribulados da Revolução reencarnem no Brasil, pois, se reencarnarem aqui impedirão o processo da paz”. 

E dois milhões de franceses vieram reencarnar no Brasil, para que, quando chegasse a mensagem espírita, culturalmente se identificassem com o chamado método cartesiano de Allan Kardec. (sem grifos).
Naturalmente, esses Espíritos eram atribulados, perturbados, com ressentimentos, com mágoas. 

Se nós considerarmos que os Espíritos brasileiros são os índios, que a maioria de nós é constituída por Espíritos comprometidos na Eurásia, e que estamos aqui de passagem, longe dos fenômenos cármicos para nos depurarmos, compreenderemos porque muitos brasileiros do momento ainda não amam esta grande nação. 

E o primeiro sentimento que têm quando, ao invés de investir em fortunas, honesta ou onestamente amealhadas no solo brasileiro, eles as mandam para os países estrangeiros. 

Não confiam no Brasil, porque são “de lá”. 

Mandam para lá porque, morrem aqui, o dinheiro fica lá para poderem “pagar” o carma negativo que lá deixaram. 

Os camados “paraísos fiscais também lugares de alguns de nós que aqui nos encontramos, mas apesar de ainda não Viajando pelo mundo, onde tenho encontrado brasileiros espíritas, descubro uma célula espírita. 

Começa-se com um estudo do Evangelho no lar, depois chama-se os amigos, os vizinhos, forma-se um grupo e, hoje, na Europa. 

- 90% dos grupos espíritas são criados por brasileiros. 

Com exceção de Portugal, Espanha e um pouquinho da França, o movimento é todo de brasileiros e latinos acendendo as labaredas do Evangelho de Jesus. 

Não há pouco tempo, brasileiros na Holanda encontraram as obras de Kardec traduzidas para o holandês, brasileiros na Suíça revisaram O Evangelho segundo o Espiritismo e se está tentando publicar as obras de Kardec, agora em alemão. 

Brasileiros na América do Norte retraduziram O Livro dos Espíritos e O Evangelho, que o foi por um protestante, que substituiu a palavra reencarnação por ressurreição.

Brasileiros em Londres, com alguns ingleses, já formam oito grupos espíritas e seria fastidioso se fosse enumerando na Ásia, na África...

Certa feita, recebi um telefonema de uma cidade asiática. 

Tratava-se de uma consulesa do Brasil que me dizia o seguinte:-
- “Eu estou no outro lado do mundo, sou espírita, tenho três filhos rapazes – um de 10, um de 14 e outro de 18 anos. 

Tenho-lhes ensinado o Espiritismo, mas o meu filho mais velho está na Universidade e me faz perguntas muito embaraçosas; aqui eu não tenho acesso a maiores instruções. 

Queria convidá-lo a vir aqui dar umas aulas de Espiritismo ao meu filho. 

Você viria?” 

Eu respondi-lhe:-
 - Sim, senhora, com a condição de conseguir-se espaço para eu falar em auditório publico sobre o Espiritismo:-
 - O marido era o representante dos negócios do Brasil no país. 

– Se a senhora aceitar a condição, ficaria alguns dias para debater com os seus meninos. 

Como não falo inglês, seu filho será o meu intérprete.
E assim, fiz a longa viagem de 36 horas com escalas e lá, naturalmente, ela me disse:-
- “Mas, Divaldo, onde vamos ter esse encontro?” 

Eu lhe respondi:-
- “Tive uma entrevista com o Baghavan Swami Sai Baba, e sei que essa é uma cidade em que há um grande movimento Babista e, se a senhora conseguir um grupo Sai Baba eu me prontifico a fazer uma conferência ali”.
Encontramos o representante de Sai Baba para a Ásia e ele ficou muito feliz porque Swami havia-me recebido. 

Ele reuniu mil pessoas para que eu falasse sobre o Espiritismo. 

Fiquei até com pena dele! 

E pensei:-
- “Vou arrastar toda a turma de Sai Baba para o Sr. Allan Kardec” (risos...)
Então, fiz a palestra, falei sobre Allan Kardec, sobre as comunicações, ele ficou tão sensibilizado, que me perguntou se eu teria coragem de ir a Cingapura para fazer a mesma coisa. 

Eu lhe respondi:-
 - O senhor me mandando até o CingaInferno eu irei para falar sobre o Espiritismo. 

Fui a Cingapura e fiz uma viagem pela Ásia e, onde havia brasileiros, lá estavam eles...
A missão do Brasil, “Pátria do Evangelho e Coração do Mundo” não é a de sermos todos ricos, maravilhosamente ricos; é a de sermos maravilhosamente espiritualizados, sem nenhum demérito para os outros países, que são todos amados por Deus e por Jesus em igualdade de condição. 

Aqui entra o nacionalismo, para ver se a gente ama um pouquinho mais este país que está passando uma fase de grande desprestígio. 

Deus só tem ajudado no Tênis! 

Que Ele tenha compaixão de nós e nos ajude também no Futebol e noutra coisa qualquer! (risos...)
Nós somos as cartas vivas do Evangelho. 

Jesus escreveu em nossa alma a Sua mensagem. 

Onde quer que vamos, que brilhe a nossa luz; mas, para que ela brilhe, é necessário que a acendamos, e o combustível dessa luz é a fraternidade. 

Assim, todos saberão que estamos ligados a Ele, graças à presença dos bons Espíritos, que aqui estão conosco, e sempre se encontram a qualquer hora. 

Como disse kardec, com muita propriedade, todos têm seu Guia espiritual que os inspira; dessa forma, todos são médiuns, estão sintonizados com esses.
Concluirei com uma pequena narrativa, sobre um homem que era muito ignorante, muito modesto, muito pobre. 

Todo dia ele entrava na igreja, próximo ao horário de fechar as portas; ajoelhava-se diante do altar-mor, ficava dois minutos e saía. 

O sacerdote, que cuidava da igreja, ficou muito intrigado, e achou que ele estava observando algo para furtar ou para roubar, passando a ficar mais vigilante. 

Mas, ele chegava, ajoelhava-se, dobrava-se, balbuciava algo e ia-se embora. 

Um dia, o sacerdote não suportou mais e perguntou:-
- “O que é que você vem fazer aqui, um miserável como é? 

Por que não vem à missa? 

Só vem na hora em que a igreja vai ser fechada?” 

Ele respondeu:-
- “É porque eu sou muito pobre.” 

O sacerdote continuou:-
 - “E por que vai ao altar-mor. 

Como se atreve?” 

Ele respondeu:-
 - “Pois é, quando a igreja vai fechar, eu entro correndo e digo:-
- Jesus, eu estou aqui. 

Se precisar, é só chamar! 

E vou embora”. 

O sacerdote achou aquilo intrigante.

Anos depois, aquele mendigo adoeceu e foi levado para uma casa de emergência, de caridade. 

Quando, um dia, a enfermeira foi colocar o seu alimento sobre uma cadeira, ao lado da cama, ele pediu:-
 - “Oh, por favor, não bote aí!” 

A jovem perguntou:-
 - “Por que não?” 

E o homem respondeu:-
 - “Porque essa cadeira de vez em quando, fica ocupada.” 

Ele deveria estar delirando, a enfermeira pensou, e respeitou-o. 

Começou a notar que todo dia, um pouco antes das 18 horas, o rosto dele se iluminava! 

Ele sorria e dizia:-
 - “Muito obrigado! 

Muito obrigado!” 

Ela achava que era delírio mas, como ele era perfeitamente saudável da mente, num desses dias, quando terminou de agradecer, ela indagou:-
 - “Não repare, mas o que você está agradecendo?” 

Ele esclareceu:-
 - “É a uma visita que chega todo dia cinco para as seis.” 

Ela continuou:-
 - “Que visita é essa?” 
- É Jesus. 

Ele sempre vem e diz-me:-
 - “Olhe, estou aqui. 

Se precisar de mim é só chamar!...”
    Se precisarmos de Jesus, é só chamarmos! (XIF-2001)
    Texto extraído do livro:- APRENDENDO COM DIVALDO. 
Entrevistas / Divaldo Pereira Franco
 São Gonçalo, RJ
Organizado pela SEJA
 Editora e Distribuidora de Livros Espíritas
 p. 69-74

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Humildade

 
Humildade


A humildade, por força divina, reflete-se, luminosa, em todos os domínios da Natureza, os quais expressam, efetivamente, o Trono de Deus, patrocinando o progresso e a renovação.
 
Magnificente, o Sol, cada dia, oscula a face do pântano sem clamar contra o insulto da lama; a flor, sem alarde, incensa a glória do céu. 

Filtrada na aspereza da rocha, a água se revela mais pura, e, em seguida às grandes calamidades, a colcha de erva cobre o campo, a fim de que o homem recomece a lida.

A carência de humildade, que, no fundo, é reconhecimento de nossa pequenez diante do Universo, surge na alma humana qual doentio enquistamento de sentimentos, quais sejam o orgulho e a cobiça, o egoísmo e a vaidade, que se responsabilizam pela discórdia e pela delinqüência em todas as direções.

Sem o reflexo da humildade, atributo de Deus no reino do “eu”, a criatura sente-se proprietária exclusiva dos bens que a cercam, despreocupada da sua condição real de espírito em trânsito nos carreiros evolutivos e, apropriando-se da existência em sentido particularista, converte a própria alma em cidadela de ilusão, dentro da qual se recusa ao contato com as realidades fundamentais da vida.

Sob o fascínio de semelhante negação, ergue azorragues de revolta contra todos os que lhe inclinem o espírito ao aproveitamento das horas, já que, sem o clima da humildade, não se desvencilha da trama de sombras a que ainda se vincula, no plano da animalidade que todos deixamos para trás, após a auréola da razão.

Possuída pelo espírito da posse exclusivista, a alma acolhe facilmente o desespero e o ciúme, o despeito e a intemperança, que geram a tensão psíquica, da qual se derivam perigosas síndromes na vida orgânica, a se exprimirem na depressão nervosa e no desequilíbrio emotivo, na ulceração e na disfunção celular, para não nos referirmos aos deploráveis sucessos da experiência cotidiana, em que a ausência da humildade comanda o incentivo à loucura, nos mais dolorosos conflitos passionais.

Quem retrata em si os louros dessa virtude quase desconhecida aceita sem constrangimento a obrigação de trabalhar e servir, a benefício de todos, assimilando, deste modo, a bênção do equilíbrio e substancializando a manifestação das Leis Divinas, que jamais alardeiam as próprias dádivas.

Humildade não é servidão. 

É, sobretudo, independência, liberdade interior que nasce das profundezas do espírito, apoiando-lhe a permanente renovação para o bem.

Cultivá-la é avançar para a frente sem prender-se, é projetar o melhor de si mesmo sobre os caminhos do mundo, é olvidar todo o mal e recomeçar alegremente a tarefa do amor, cada dia…

Refletindo-a, do Céu para a Terra, em penhor de redenção e beleza, o Cristo de Deus nasceu na palha da Manjedoura e despediu-se dos homens pelos braços da Cruz.

 Livro:- Pensamento e Vida 
Espírito Emmanuel
 Francisco Cândido Xavier

Página do Caminho



Página do Caminho

Para se lançar nas atividades do bem, não aguarde o companheiro perfeito.
A perfeição não costuma se fazer presente na rota dos seres em evolução.

Você esperava ansiosamente a criatura irmã para formar o lar mais ditoso.

Entretanto, o matrimônio lhe trouxe alguém a reclamar sacrifício e ternura.

Contava com seu filho para ser um amigo próximo e fiel, a compartilhar seus sonhos e ideais.

Contudo, ele alcançou a mocidade e fez-se homem sem se interessar por seus projetos.

Você se amparava no companheiro de ideal, que lhe parecia digno e dedicado.

Mas, de um momento para o outro, a amizade pura degenerou em discórdia e indiferença.

Mantinha fé no orientador que parecia venerável, em suas palavras sábias e em seus atos convincentes.

No entanto, um dia ele caiu de modo formidável, arrastado por tentações de que não se preveniu a contento.

É compreensível e humana a dor de ver ruírem esperanças e relações.

Contudo, embora mais solitário, continue firme no trabalho edificante que lhe constitui o ideal.

Cada homem carrega consigo seus potenciais e dificuldades.

A queda e a deserção de um não justificam as de outro.

Sempre é possível mirar-se em quem cai e passa a rastejar.

Entretanto, convém antes pensar nos que seguem adiante, altivos e valorosos.

De um modo ou de outro, cada homem responde pelas consequências que gera.

Na hora de enfrentá-las, será de pouco conforto lembrar que outros também padecem pela adoção de semelhante conduta.

É normal desejar companheiros de ideais e afeições puras nas quais se fortaleça.

Mas, quase sempre, aqueles a quem você considera como os afetos mais doces possuem importantes fragilidades.

Deseja que sejam autênticos sustentáculos na luta, quando simbolizam tarefas que solicitam renúncia e amor de sua parte.

Se deseja viver no bem, não valorize o gelo da indiferença e o fel da incompreensão.

Lembre-se de que o coração mais belo que pulsou entre os homens respirava na multidão e seguia só.

Possuía legiões de Espíritos angélicos.

Mas aproveitou o concurso de amigos frágeis que O abandonaram na hora extrema.

Ajudava a todos e chorou sem ninguém.

Mas, ao carregar a cruz, no monte áspero, continuou a legar preciosas lições à Humanidade.

Ensinou que as asas da Imortalidade podem ser extraídas do fardo de aflição.

Também mostrou que, no território moral do bem, alma alguma caminha solitária.

Embora a aparente derrota no mundo, todas seguem amparadas por Deus rumo a destinos glorioso


Pense nisso.
Redação do Momento Espírita

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Tranquilidade


Tranquilidade

Comece o dia na luz da oração.
 
O amor de Deus nunca falha.
 
Aceite qualquer dificuldade sem discutir.
 
Hoje é o tempo de fazer o melhor.
 
Trabalhe com alegria.
 
O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal de ouro maciço, é um cadáver que pensa.
 
Faça o bem quanto possa.
 
Cada criatura transita entre as próprias criações.
 
Valorize os minutos.
 
Tudo volta, com exceção da hora perdida.
 
Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações.
 
Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio.
 
Estime a simplicidade.
 
O luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte.
 
Perdoe sem condições.
 
Irritar-se é o melhor processo de perder.
 
Use a gentileza, mas, de modo especial, dentro da sua própria casa.
 
Experimente atender aos familiares como você trata as visitas.
 
Em favor de sua paz, conserve a fidelidade a si mesmo.
 
Lembre-se que no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores, mas o Cristo, solitário e vencido, era a causa de Deus.
 
André Luiz

O que Realmente Importa



O que Realmente Importa


Os homens gastam muito tempo cuidando de seus interesses materiais.

O empresário que inicia um empreendimento procura agir com cautela.

Nenhum cuidado parece demasiado para garantir o sucesso da empreitada.

O mesmo se verifica quando uma família resolve adquirir casa própria.

Tempo considerável é despendido na procura do imóvel ideal.

Contas são feitas e refeitas para verificar se a despesa é possível.

Os membros da família submetem-se a sacrifícios para conquistar esse sonho.

A busca de uma situação profissional confortável não se dá de modo diverso.

O sucesso na carreira pressupõe longa preparação intelectual.

Mas ele não ocorre sem que o interessado trabalhe árdua e seriamente.

Todo projeto de vulto exige planejamento, comprometimento e muito trabalho.

É bom que o ser humano possua metas e lute para efetivá-las.

Ninguém deve ser passivo em face da vida.

A sociedade lucra com a presença de homens empolgados, laboriosos e disciplinados.

Mas é preciso reconhecer a transitoriedade de tudo o que é material.

Por maior seja a riqueza acumulada por alguém, ela não o acompanhará ao túmulo.

A mais bela casa deteriora com o tempo.

A empresa inovadora e próspera de ontem talvez não exista mais amanhã.

Todos esses projetos são nobres e úteis.

Mas significarão pouco ou nada dentro de algumas décadas.

Perante essa realidade, causa estranheza a minúscula dedicação dos homens ao seu burilamento moral.

O progresso intelectual decorre naturalmente dos afazeres da vida humana.

O esforço para aprender as artes de um ofício desenvolve a inteligência.

O desempenho de uma profissão em ambiente de livre concorrência estimula a criatividade.

Mas a Humanidade atualmente se ressente não de falta de inteligência, mas de ética.

Não escasseiam rapidez mental e idéias sofisticadas para a maioria dos homens.

O que lhes falta é um caráter bem formado e leal.

Intelectualidade desenvolvida, mas apartada da ética, gera exploração, violência e guerras.

Os Espíritos são anjos em potencial.

Todos são destinados a existências sublimes, após evoluírem e se libertarem de seus vícios.

A Terra é um mundo que viabiliza esse processo de libertação.

O contato recíproco de seres ainda viciosos faz com que eles percebam o quão lamentáveis são as fissuras morais e o mal que elas causam.

Então, é preciso prestar atenção no que realmente importa.

É bom que você estude e trabalhe.

Você tem responsabilidades familiares, profissionais e sociais e não pode descuidar delas.

Mas a finalidade de sua existência não é comprar coisas ou tornar-se importante.

Moralizar-se, eis a sua meta.

Dedique-se a ela como faz com tudo o que considera importante.

Analise seu caráter e identifique o que nele reclama correção.

Uma vez identificados os seus vícios, físicos e morais, trace uma estratégia para combatê-los.

Persista com firmeza e disciplina até atingir a meta.

A batalha por moralizar-se talvez seja a mais difícil que você já travou.

Mas os benefícios que dela resultam são eternos.

Virtudes como Honestidade, Compaixão, Tolerância e Pureza, jamais se perdem.

Pense nisso

Redação do Momento Espírita

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Novel, depoimento de Espírito Sofredor após desencarne


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 Novel, depoimento de Espírito Sofredor após desencarne 

 Livro O Céu e o Inferno

Allan Kardec

 1865

O Céu e o Inferno 

 Espíritos Sofredores

O Espírito dirige-se ao médium, que em vida o conhecera.

“Vou contar-te o meu sofrimento quando morri. 


Meu Espírito, preso ao corpo por elos materiais, teve grande dificuldade em desembaraçar-se — o que já foi, por si, uma rude angústia.

A vida que eu deixava aos 21 anos era ainda tão vigorosa que eu não podia crer na sua perda. 

Por isso procurava o corpo, estava admirado, apavorado por me ver perdido num turbilhão de sombras.

Por fim, a consciência do meu estado e a revelação das faltas cometidas, em todas as minhas encarnações, feriram-me subitamente, enquanto uma luz implacável me iluminava os mais secretos âmagos da alma, que se sentia desnudada e logo possuída de vergonha acabrunhante.

Procurava fugir a essa influência interessando-me pelos objetos que me cercavam, novos, mas que, no entanto, já conhecia; os Espíritos luminosos, flutuando no éter, davam-me a idéia de uma ventura a que eu não podia aspirar; formas sombrias e desoladas, mergulhadas umas em tedioso desespero; furiosas ou irônicas outras, deslizavam em torno de mim ou por sobre a terra a que me chumbava.

Eu via agitarem-se os humanos cuja ignorância invejava; toda uma ordem de sensações desconhecidas, ou antes reencontradas, invadiram-me simultaneamente.

Como que arrastado por força irresistível, procurando fugir à dor encarniçada, franqueava as distâncias, os elementos, os obstáculos materiais, sem que as belezas naturais nem os esplendores celestes pudessem calmar um instante a dor acerba da consciência, nem o pavor causado pela revelação da eternidade.  

Pode um mortal prejulgar as torturas materiais pelos arrepios da carne; mas as vossas frágeis dores, amenizadas pela esperança, atenuadas por distrações ou mortas pelo esquecimento, não vos darão nunca a ideia das angústias de uma alma que sofre sem tréguas, sem esperança, sem arrependimento.

De joelhos

Decorrido um tempo cuja duração não posso precisar, invejando os eleitos cujos esplendores entrevia, detestando os maus Espíritos que me perseguiam com remoques, desprezando os humanos cujas torpezas eu via, passei de profundo abatimento a uma revolta insensata.

Chamaste-me finalmente, e pela primeira vez um sentimento suave e terno me acalmou; escutei os ensinos que te dão os teus guias, a verdade impôs-se-me, orei; Deus ouviu-me, revelou-se-me por sua Clemência, como já se me havia revelado por sua Justiça.

Novel.”

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