segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Buscando o arrependimento sincero: a visita a um presídio


 
Posted: 15 Aug 2013 03:56 AM PDT

Doutor Bezerra de Menezes visita uma prisão com o intuito de encontrar pessoas que carreguem o sincero sentimento de areependimento…

-    Nosso primeiro destino será um dos cárceres de nossa cidade. 

Não há melhor lugar para entendermos o peso da culpa e a ação do arrependimento do que esse, no qual os homens têm de enfrentar o peso dos equívocos na própria carne, recordando que não importa se a Justiça terrena cometa erros ao aprisionar inocentes. 

O importante é que nos lembremos que a cada pessoa só acontece aquilo que está dentro de suas necessidades evolutivas, inclusive as injustiças decorrentes dos equívocos legais, fazendo cada um suportar os males que, um dia, tenham igualmente provocado. 

Poderia não merecer o cárcere segundo a exatidão dos cânones jurídicos, mas, em realidade, estava em débito com os Códigos Divinos, que o conduziram ao ambiente onde permaneceria com a finalidade pedagógica e expiatória.

Impulsionados pela vontade firme do condutor do grupo que os organizou, Ribeiro, Jerônimo e Adelino, nos vértices de um quadrado, Bezerra localizou os outros no seu centro, criando um campo de forças que os circundava, protegendo os que eram menos experientes, ajudando-os nos processos de volitação até o destino.

Vista do alto, a cadeia era uma grande mancha escura na qual a revolta, violência, ódio e conflito davam o tom, não importando se observassem o local das celas onde ficavam os presos ou o lugar onde se localizavam os escritórios administrativos.

Soldados, agentes, funcionários, tanto quanto os detentos, todos pareciam prisioneiros de inferioridades morais e mentiras que os mantinham jungidos ao sistema repressivo para os aprendizados evolutivos indispensáveis.

Fosse como cumpridores da sentença dentro dos cárceres ou como seus guardadores, todos estavam lá para que aprendessem que as quedas geram consequências para os que se projetam nos delitos. 

Os primeiros precisariam arrepender-se e procurar melhorar ao contato com o isolamento enquanto que os guardas, funcionários, autoridades deveriam ocupar o lugar de auxiliares do reerguimento moral de seus semelhantes infratores, servindo-os com o desejo de ajudá-los na retomada da dignidade aviltada.

No entanto, os condenados se perdiam na escola de crimes e violências enquanto que os não condenados se esmeravam na conduta promíscua, no explorar as necessidades dos encarcerados, através da concessão de favores ou facilidades mediante o comércio espúrio e vil de vantagens materiais ou outras, facilitando ou dificultando a vida dos apenados, segundo os ganhos conseguidos ao contato com os familiares que os visitavam. 

Extorsões e ameaças eram práticas consideradas normais naquele meio, fosse entre os presos, fosse entre os que deveriam fiscalizá-los.

-    Não se incomodem na observação dos equivocados. 

Eles já assinaram a dupla condenação, que lhes garante, além da permanência neste ambiente infeliz, a partida para a outra penitenciária mais distante. 

Nosso foco será encontrarmos os que estiverem tocados pelo ARREPENDIMENTO – advertiu Bezerra.

Caminharam por pavilhões escuros, onde só se observava o conjunto de emanações pestilentas como moldura escura e densa revelando a natureza espiritual de seus ocupantes. 

No amontoado de corpos em sistema de promiscuidade, não havia como encontrar, segundo os critérios aprendidos, onde pulsassem as ondas do mais ínfimo arrependimento. 

Foi então que, ampliando a sua capacidade de penetração, Bezerra exclamou:-
-    Vamos ao outro lado. 

Lá ao fundo, diviso a emissão de um campo de energias luminosas compatível com o que buscamos.

Chegaram ao fundo onde, em cárcere abarrotado, homens se amontoavam na tentativa de dormir, enquanto outros não conciliavam o sono, ainda que a noite já fosse alta.

Sem se prenderem na observância dos que se entregavam às necessidades do sexo animalesco em ambiente tão impróprio, fosse com a anuência de seus companheiros ou através da violência do mais forte sobre o mais fraco, o grupo pôde encontrar um homem infeliz, entregue à oração.

Tratava-se de um rapaz que ali se achava já havia alguns meses e se entregara ao furto pelo desejo de obter ganhos mais rápidos para sustentar os filhos. 

Prejudicara o estabelecimento onde trabalhava e, depois de longos furtos, levantou a suspeita do proprietário que, cansado dos inúmeros prejuízos, flagrara o ladrão em pleno ato, surpreendendo-se ao constatar que se tratava do próprio funcionário. 

O benfeitor, que lhe garantira o emprego, era a sua vítima. 

Levado ao cárcere pela prisão em flagrante, não conseguiu liberdade por já ostentar a situação de reincidente. 

Naquele dia, o pobre havia recebido uma cartinha escrita pelos filhos, sob a guarda da esposa.

O papel vinha grafado desordenadamente, já que cada filho queria fazer um desenho mais bonito do que o outro, como um presente ao genitor. 

Espalhadas pelas linhas, frases puras que diziam:-
- “papai, eu te amo”… “tamo cum saudades”… “volte logo”… “um beijão… pai”. 

A mãe lhes havia contado que o pai precisara viajar a trabalho e que demoraria a voltar, mas que iria colocar a cartinha deles no correio para que ele a recebesse. 

Naquele dia de visitas, então, a mulher havia ido à cadeia ao encontro do marido e colocara em suas mãos o pequeno documento junto com amorosa carta escrita por ela mesma e que, apesar da precariedade de seus conhecimentos, vinha cheia do verdadeiro afeto, dizendo:-
-“Meu bem… ti amo. 

Quiero que saiba que as coisa tá tudo bem. 

Os menino tá bão… só a Michele qui chora pidino o pai. 

Eu sei que ocê é um home bão i qui si feiz isso é pruque quiria dá coisas boa pra nóis. 

Mais quero ti dizê qui a gente prefere passá fome cum ocê do nosso lado do que tê coisas boa cocê longe de casa. 

Fui prucura um devorgado do estado pra vê se ele fais as coisa andá mais rápido. 

Num fais ninhuma bestera aí drento não, hein? 

Nossos fio tão esperano a vorta do pai e eu a do meu cumpanhero. 

Ti quero… to cum sodade. 

Bejo, Juana.”

A lembrança dos filhos, o carinho de seus pequenos, o amor e o sacrifício de Joana eram alimento para o espírito de Benedito, o preso envergonhado que, naquele momento, segurando os pedaços de papel que lhe valiam mais que pepitas de ouro, chorava silenciosamente, improvisando uma prece a Deus, na qual pedia perdão por seus erros.

 Lembrava-se de seu ex-patrão a quem vinha furtando sistematicamente e a vergonha aumentava ainda mais o seu pranto. 

No entanto, a recordação do lar distante, do carinho dos filhos e da simplicidade ingênua e amorosa da esposa aprofundavam em sua alma o arrependimento por tudo o que já havia feito de errado na vida. 

E a oração que sua alma elevava ao Criador, do interior medonho daquele antro, era a marca pura do como um presente ao genitor. 

Espalhadas pelas linhas, frases puras que diziam:-
- “papai, eu te amo”… “tamo cum saudades”… “volte logo”… “um beijão… pai”. 

A mãe lhes havia contado que o pai precisara viajar a trabalho e que demoraria a voltar, mas que iria colocar a cartinha deles no correio para que ele a recebesse.

 Naquele dia de visitas, então, a mulher havia ido à cadeia ao encontro do marido e colocara em suas mãos o pequeno documento junto com amorosa carta escrita por ela mesma e que, apesar da precariedade de seus conhecimentos, vinha cheia do verdadeiro afeto, dizendo:-
- “Meu bem… ti amo. 

Quiero que saiba que as coisa tá tudo bem. 

Os menino tá bão… só a Michele qui chora pidino o pai. 

Eu sei que ocê é um home bão i qui si feiz isso é pruque quiria dá coisas boa pra nóis. 

Mais quero ti dizê qui a gente prefere passá fome cum ocê do nosso lado do que tê coisas boa cocê longe de casa. 

Fui prucura um devorgado do estado pra vê se ele fais as coisa andá mais rápido. 

Num fais ninhuma bestera aí drento não, hein? 

Nossos fio tão esperano a vorta do pai e eu a do meu cumpanhero. 

Ti quero… to cum sodade. Bejo, Juana.”

A lembrança dos filhos, o carinho de seus pequenos, o amor e o sacrifício de Joana eram alimento para o espírito de Benedito, o preso envergonhado que, naquele momento, segurando os pedaços de papel que lhe valiam mais que pepitas de ouro, chorava silenciosamente, improvisando uma prece a Deus, na qual pedia perdão por seus erros. 

Lembrava-se de seu ex-patrão a quem vinha furtando sistematicamente e a vergonha aumentava ainda mais o seu pranto. 

No entanto, a recordação do lar distante, do carinho dos filhos e da simplicidade ingênua e amorosa da esposa aprofundavam em sua alma o arrependimento por tudo o que já havia feito de errado na vida. 

E a oração que sua alma elevava ao Criador, do interior medonho daquele antro, era a marca pura do ARREPENDIMENTO verdadeiro. 

Nunca mais, jurava ele, iria realizar qualquer ato que prejudicasse os outros. 

Havia se iludido com o sucesso dos primeiros furtos, conseguindo bens sem esforço e se sentindo um bom pai por trazer para casa o que os filhos lhe pediam. 

Comprometia-se a suportar a cadeia além de jurar que, quando saísse, procuraria pelo ex-patrão e lhe pediria perdão pela atitude infeliz, pela fraqueza de caráter. 

Não sabia quanto tempo ainda permaneceria naquela situação tão dolorosa, mas, pela saúde dos próprios filhos, jurava que se emendaria, que superaria qualquer dificuldade através do trabalho honesto, ainda que fosse pedindo esmola. 

Lembrava-se da primeira vez que fora preso, em uma época na qual não era pai, nem tinha família para criar. 

Era um irresponsável, que queria fazer as coisas da sua maneira e pensava que poderia afrontar a vida sem consequências. 

Todavia, agora que sentia o amor dos que contavam com seus exemplos, que se fizera responsável por outras criaturas e era querido com carinho verdadeiro, sentia que estava perdendo muito mais do que poderia ter ganho com as práticas delituosas.

-    Estão vendo, meus filhos. 

Benedito está se abrindo para uma conscientização completa sobre os deveres de um chefe de família. 

As vibrações luminosas que partem da sua mente e do seu coração são tão intensas, que vencem a atmosfera densa deste cárcere e podem ser captadas por espíritos amigos, que estarão se empenhando em ajudar o esforço de Joana para apressar-lhe a libertação, liberdade esta que deverá vir no tempo justo, visando a cristalização dos ensinamentos, marcando seu espírito para sempre com o selo do dever, depurando-o no cadinho do sofrimento.

Benedito é um doente que está em processo de tratamento eficaz, aceitando a medicação representada pela restrição dos direitos como alguém que aproveita a dificuldade para crescer com ela. 

Se, quando deixar esta cadeia, cumprir com estas palavras tão sinceras, se não se Permitir voltar à desonestidade, se procurar o irmão lesado para desculpar-se, certamente contará com merecimento que o autorize a permanecer neste mundo.

Todos os espíritos do grupo identificaram as emanações luminescentes que brotavam do pobre preso e, unindo-se às expressões de sinceridade que emitia, juntaram à dele as próprias orações, avalizando a solicitação de socorro e amparo aos Céus, que certamente responderia em favor de um Benedito melhorado, graças à aceitação de suas culpas, ao remorso pelos atos praticados e ao ARREPENDIMENTO a que chegara, propiciado pelo carinho semeado pelos seus entes mais queridos em um pobre pedaço de papel.

Ao redor, a escuridão física e moral campeava, inalterada. 

Mas no coração do pobre Benedito luzia a esperança de uma nova vida, como um possível integrante da Nova Humanidade, que seria composta não de seres purificados, mas, ao contrário, de espíritos desejosos de melhoria, a partir do reconhecimento dos próprios equívocos e do esforço na reedificação da existência.

Naquele lugar não havia mais ninguém em cujo coração este tipo de reação se encontrasse tão patente e verdadeiro. 

Somente Benedito poderia ser enquadrado no conceito de arrependimento efetivo a lhe permitir o direito de aqui permanecer, como um aluno preparado para as lições que a Terra forneceria aos que haviam-se empenhado na mudança e que, por isso, conseguido a própria SALVAÇÃO.

Deixando aquele ambiente de dor e aprendizado, Bezerra alçou voo com o grupo, agora levando-os à outra parte da cidade onde, segundo suas palavras, poderiam encontrar outros exemplos de ARREPENDIDOS VERDADEIROS. 

Iam na direção de um dos Hospitais existentes na comunidade.


Livro:- Herdeiros do Novo Mundo
Cap. 32
Espírito Lúcius  
Psicografia de André Luiz Ruiz.


Onde está a Felicidade ?











Onde está a Felicidade ?

Ninguém muda de imediato. 

Para nos transformarmos, necessitamos de muita compreensão. 

Temos sempre muitas possibilidades de ser felizes, só que quase sempre não as percebemos. 

Muitas vezes, prefere-se desejar algo que não se tem, na ilusão de ser ou ter. 

Colocamos muito nos atos externos ou em terceiros a nossa tão falada felicidade. 

E, na maioria das vezes, ao conseguir o que almejamos, a euforia passa logo, e voltamos a desejar outras coisas. 

A tão sonhada felicidade está dentro de nós, não importa onde estejamos e o que façamos; os atos externos não devem influir em nossa paz interior.

Muitos acham que só serão felizes desencarnados. 

Outros, que só a vida encarnada lhes trará alegrias. 

Ao colocar fatos externos como condições para sermos felizes, não o somos. 

Como também não devemos esperar que outros resolvam para nós nossas dificuldades. 

Enquanto não solucionarmos nossos conflitos de ter e ser, seremos insatisfeitos em qualquer lugar que estivermos. 

A felicidade duradoura está na paz conquistada, na harmonia, no equilíbrio, na alegria de ser útil, no bem e no caminhar para o progresso. 

Creio que irá gostar da vida, quando sua felicidade não depender de nada ou de ninguém; quando não esperar recompensas, retorno; não exigir nada; quando você amar a si mesmo, à vida e a todos os que a rodeiam.

Livro:- O Vôo da Gaivota  
Cap. Colóquio Interessante
 Espírito Patrícia  
Psicografia de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho

domingo, 25 de agosto de 2013

A Mensagem Entendida



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 A Mensagem Entendida

Patrícia sentiu seu mundo desmoronar quando, após onze anos de casamento, seu marido lhe anunciou que tinha dado entrada no divórcio e estava saindo de casa.

Seu primeiro pensamento foi para os filhos:-
- O menino tinha apenas cinco anos e a menina, quatro.

As dúvidas a assaltaram. 

Será que ela conseguiria manter a família unida? 

Será que conseguiria transmitir-lhes o sentido de família? 

Será que, criando-os sozinha, conseguiria manter o lar, lhes ensinar ética, valores morais e tudo o mais que eles precisariam para a vida?

O importante era tentar. 

E ela tentou. 

Durante a semana, ela arranjava tempo para rever os deveres de casa, discutir a importância de fazer as coisas certas. 

Nos finais de semana, um programa infalível era levá-los para a evangelização.

Era importante alimentar os seus espíritos com as lições de Deus, Jesus, a Boa Nova.

E assim se passaram dois anos. 

Num dia das mães foi preparada uma homenagem muito bonita, no templo religioso. 

Falou-se a respeito da difícil tarefa de ser mãe e do reconhecimento que toda mãe merecia.

Finalmente, foi pedido que cada criança escolhesse, dentre as tantas flores que estavam em vasos enfeitados, uma para dar a sua mãe, como símbolo do quanto era amada e estimada.

Os filhos de Patrícia se encaminharam até as plantas.

Enquanto esperava, Patrícia pensava nos momentos difíceis que os três haviam passado juntos.

Olhou as begônias, as margaridas douradas, os amores-perfeitos violetas e ficou a planejar onde plantar o que quer que escolhessem para ela. 

Com certeza, eles trariam uma linda flor, como demonstração de seu amor.

Todas as crianças já haviam escolhido as plantinhas e ofertado para suas mães, enquanto os filhos de Patrícia continuavam a escolher. 

Pareciam levar a tarefa muito a sério, olhando atentamente cada vaso.

Finalmente, com um grito de alegria, eles acharam algo bem no fundo. 

Com sorrisos a lhes iluminar os rostinhos, eles avançaram até onde ela estava sentada e a presentearam com a planta que haviam escolhido.

Ela olhou estarrecida. 

A planta estava murcha, com aspecto doentio. 

Aflita, ela aceitou o vaso que os filhos lhe estendiam. 

Era óbvio que eles haviam escolhido a menor planta, a mais doente. 

Nem flor tinha. 

Ela sentia vontade de chorar.

Mas eles olhavam para a plantinha orgulhosos, sorridentes. 

Mais tarde, já em casa, Patrícia não se conteve e perguntou:-
- Por que, em meio a flores tão maravilhosas, vocês escolheram esta flor para me dar?

Ainda orgulhoso, o menino declarou:-
- Mamãe, é que esta, estava precisando de você.

Enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto, Patrícia abraçou seus dois filhos, com força.

Eles acabavam de lhe dar o maior presente de dia das mães que jamais poderia ter imaginado.

Todo o seu trabalho e sacrifício, ela reconhecia, não estava sendo em vão:-
- Eles estavam crescendo perfeitamente bem e tinham entendido a linguagem da renúncia e do amor.

Não existe uma forma de ser mãe perfeita, mas um milhão delas de ser uma boa mãe.

Esmere-se por ser uma boa mãe o bastante para seus filhos. 

Sensata para os transformar em homens de bem. 

Correta para lhes dar os exemplos de cidadania.

Digna para exemplificar a honra e amorosa para lhes falar das coisas que não perecem nunca e criam tesouros além da vida material.

Morte na Família


Morte na Família

A morte na família deixa qualquer um triste, principalmente quando a pessoa que morre esta com a vida ativa e com saúde, aparentemente poderia ter mais tempo de vida na terra, mas o tempo de vida de cada um só Deus sabe, criança, jovem, adulto ou idoso é apenas a aparência do corpo físico, porque a alma é forte para enfrentar qualquer situação.

Quantos não choram ao lembrar-se daquele que já se foi, querido pela família, mesmo doente poderia continuar entre os parentes apenas para dar a graça da vida, conselhos, sorrisos ou apenas o olhar, mas perto daqueles que os amam.

Nada acontece por acaso, a justiça divina esta em todos os lugares e tempos, as nossas vontades estão em segundo plano para Deus que sabe o que faz e quando faz, no momento contrário ao nosso pensamento, mas no futuro saberemos por que tudo aconteceu assim.

Sendo a terra um lugar de prova e expiação, quanto menos tempo a alma ficar aqui é melhor, pois, há lugares melhores para viver de um nível espiritual mais elevado onde há menos sofrimentos e dores, mas, para isso é preciso passar pela terra, acertar contas com os credores e seguir em frente evoluindo espiritualmente.

A separação entre os que morrem e os que permanecem na terra não é eterna apenas passageira, pois, todos se encontrarão no mundo espiritual, principalmente os parentes.


A saudade existe nos dois lados e com ela a tristeza para que isso não aconteça o melhor que se tem a fazer é aceitar a situação naturalmente para que ambos continuem no mesmo caminho para Deus.
 

sábado, 24 de agosto de 2013

Prece



Prece

Prece...

Deus é meu Pai.

A Natureza é minha Mãe.

O Universo é meu caminho

A eternidade é meu reino.

A imortalidade é minha vida.

A mente é meu lar.

O coração é meu templo.

A verdade é meu culto.

O amor é minha lei.

A forma em sí é minha manifestação.

A consciência é minha escola.

O obstáculo é minha lição.

A dificuldade é meu estimulo.



A alegria é meu Cântico.

A dor é meu aviso.

A luz minha realização.

O trabalho é minha bênção.

O amigo é meu companheiro.

O próximo é meu irmão.

A luta é minha oportunidade.

O passado é minha advertência.

O presente é minha realidade.

O futuro é minha promessa.

O equilíbrio é minha atitude.

A ordem é minha senha,

A beleza é meu ideal.

A perfeição é meu destino.


Chico Xavier

Dias Difíceis


Foto: DIAS DIFÍCEIS

Há dias que parecem não ter sido feitos para ti.

Amontoam-se tantas dificuldades, inúmeras frustrações e incontáveis aborrecimentos, que chegas a pensar que conduzes o globo do mundo sobre os ombros dilacerados.

Desde cedo, ao te ergueres do leito, pela manhã, encontras a indisposição moral do companheiro ou da companheira, que te arremessa todos os espinhos que o mau humor conseguiu acumular ao longo da noite.

Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.

Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-te imbecil. Mesmo assim, admites que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno.

Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma. Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro.

São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou se calas, desagradas.

Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.

No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores.
São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência.

Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom senso. Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que melhor entendas, para que, enfim, evoluas.

Não te olvides de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há distanciados dois milênios, a dizer-nos:

No mundo só tereis aflições...

Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania. Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com tranqüilidade, passado o momento difícil.

Há, de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poderes afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-te firme, mesmo assim.

Nos dias difíceis da tua existência, procura não te entregares ao pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.

Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.

Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a Terra se encontra engolfada.

Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e segue com entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos teus dias.

Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.

Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-te imbecil. Mesmo assim, admites que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno.

Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma. Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro.

São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou se calas, desagradas.

Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.

No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores.

São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência.

Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom senso. Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que melhor entendas, para que, enfim, evoluas.

Não te olvides de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há distanciados dois milênios, a dizer-nos:

No mundo só tereis aflições...

Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania. Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com tranqüilidade, passado o momento difícil.

Há, de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poderes afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-te firme, mesmo assim.

Nos dias difíceis da tua existência, procura não te entregares ao pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.

Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.

Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a Terra se encontra engolfada.

Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e segue com entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos teus dias. 

Por: Camilo.
Dias Difíceis


Há dias que parecem não ter sido feitos para ti.

Amontoam-se tantas dificuldades, inúmeras frustrações e incontáveis aborrecimentos, que chegas a pensar que conduzes o globo do mundo sobre os ombros dilacerados.

Desde cedo, ao te ergueres do leito, pela manhã, encontras a indisposição moral do companheiro ou da companheira, que te arremessa todos os espinhos que o mau humor conseguiu acumular ao longo da noite.

Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.

Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-te imbecil. 
 
Mesmo assim, admites que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno.

Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma. 
 
Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro.

São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. 
 
Se falas, ou se calas, desagradas.

Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.

No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores.

São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência.

Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom senso. 
 
Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que melhor entendas, para que, enfim, evoluas.

Não te olvides de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há distanciados dois milênios, a dizer-nos:-

- No mundo só tereis aflições...

Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania. 
 
Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com tranqüilidade, passado o momento difícil.

Há, de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações indispensáveis ao teu processo de evolução. 
 
A ti, porém, caberá erguer a fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poderes afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-te firme, mesmo assim.

Nos dias difíceis da tua existência, procura não te entregares ao pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.

Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.

Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a Terra se encontra engolfada.

Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e segue com entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos teus dias.
Por: Camilo