sábado, 27 de abril de 2013

Saúda o teu dia



 

Saúda o teu dia.



Saúda o teu dia com a oração de reconhecimento.

Tu estás vivo.

Enquanto a vida se expressa, multiplicam-se as oportunidades de crescer e ser feliz.

Cada dia é uma bênção nova que Deus te concede, dando-te prova de amor.

Acompanha a sucessão das horas cultivando otimismo e bem estar.

Joanna de Ângelis do livro Vida Feliz.



Atributos da Divindade

10 O homem pode compreender a natureza íntima de Deus?
– Não, falta-lhe, para isso, um sentido.

11 Um dia será permitido ao homem compreender o mistério da Divindade?
– Quando seu Espírito não estiver mais obscurecido pela matéria e, pela sua perfeição, estiver mais próximo de Deus, então o verá e o compreenderá.

☼ A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. 
 
Na infância da humanidade, o homem O confunde muitas vezes com a criatura, da qual lhe atribui as imperfeições; mas, à medida que o senso moral nele se desenvolve, seu pensamento compreende melhor o fundo das coisas e ele faz uma idéia de Deus mais justa e mais conforme ao seu entendimento, embora sempre incompleta.

12 Se não podemos compreender a natureza íntima de Deus, podemos ter idéia de algumas de suas perfeições?
– Sim, de algumas. 
 
O homem as compreende melhor à medida que se eleva acima da matéria. 
 
Ele as pressente pelo pensamento.

O Livro dos Espíritos.

Amigos, coloquei uma enquete no blog para a confirmação de que as preces ali colocadas estão sendo lidas e recebendo irradiações de outros leitores do blog. 
 
Mas a enquete não está funcionando, os índices estão se alterando. 
 
Todavia, como já teve dois que confirmaram que estão orando, vou tirar a enquete porque tudo indica que são em número maior os que participam. 
 
Então vocês podem ficar tranquilos do auxilio recebido, sempre lembrando que Deus nos dá o que Ele sabe que nós precisamos e não o que a gente quer.

Que Deus, bondade suprema nos acolha em suas energias revigorantes! 
 
Luz e paz!

O amor que tenho é o que te dou.








O amor que tenho é o que te dou.
 
 
"...No seu início, o homem não tem senão instintos; mais avançado e corrompido, só tem sensasões; mais instruído e purificado, tem sentimentos; e o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas este sol interior..."
 
(Cap XI item 8) - O Evangelho segundo o Espiritismo

Somente se dá aquilo que se possui.
 
Como, pois, exigir amor de alguém que ainda não sabe amar?
 
Como requisitar respeito e consideração de criaturas que não atingiram o ponto delicado do sentimento que é o amor?
 
Quem dá afeto recolhe a felicidade de ver multiplicado aquilo que deu, mas somente damos de conformidade com aquilo de que podemos dispor no ato da doação.
 
Há diversidades de evolução no planeta.
 
Homens mal saídos da primitividade campeiam na sociedade moderna, ensaiando os primeiros passos do instinto natural para a sensibilidade amorosa.
 
Eis aqui uma breve relação de sintomas comportamentais que aparecem nas criaturas, confundindo o amor que liberta e deseja o bem da outra pessoa com a atração egoísta que toma posse e simplesmente deseja:-
- Há indivíduos que, para conquistar os outros e convencê-los de suas habilidades e valores, contam vantagens, persuadindo também a si mesmo, pois acreditam que para amar é preciso apresentar credenciais e louros, satisfazendo assim as expectativas daqueles que podem aceitá-lo ou recusá-lo.
 
- Há criaturas que tentam amar comprando pessoas, omitindo e negando suas necessidades e metas existencias, abandonando tudo que lhes é mais caro e íntimo e depois, por terem aberto mão de todos os seus gostos e desejos, perdem o sentido de suas própias vidas, terminando desastrosamente seus relacionamentos.
 
- Alguns delegam o controle de si mesmos aos outros, cometendo assim, em "nome do amor", o desatino de renunciar ao própio senso de dignidade, componente vital à felicidade.
 
Não é de surpreender que vivam vazios e torturados, pois tornaram-se "um nada" ao permitirem que isso acontecesse.
 
- Outros tantos usam da mentira, encombrindo realidades e escondendo conflitos.
 
Convictos de que têm de ser perfeitos para ser amados, temem a verdade pelas supostas fraquezas que ela possa lhes expor diante dos outros.
 
Acabam fracassados afetivamente por falta de honestidade e sinceridade.
 
- Certas criaturas afirmam categoricamente que amam, mas tratam o ser amado como propiedade particular.
 
Por não confiarem em si mesmas, geram crenças cegas de que precisam cuidar e proteger, quando na realidade sufocam e manipulam criando um convívio insuportável e desgastante.
 
Uma das características mais tristes dos que dizem saber amar é a atitude submissa dos que nunca dizem "não", convencidos de que, sempre sendo passivos em tudo, receberão carinho e estima. 
 
Esse tipo de comportamento leva as pessoas a concordar sempre com qualquer coisa e em qualquer momento, trazendo-lhes desconsideração e uma vida insatisfatória.
 
Requisitar dos outros o que eles ainda não podem dar é desrespeitar suas limitações emocionais.
 
Forçar pais, filhos, amigos e cônjuge a preencher o teu vazio interior com amor que não dás a ti mesmo, por esqueçeres teus própios recursos e possibilidades, é insensato de tua parte.
 
É dando que se recebe; portanto cabe a ti mesmo administrar tuas carências afetivas e fazer por ti o que gostarias que os outros te fizessem.
 
Não peças amor e afeto; antes de tudo, dá a ti memso e em seguida aos outros, sem mesmo cobrar taxas de gratidão e reconhecimento.
 
Importante é que sigas os passos de Jesus na doação do amor abundante, sem jamais exigí-lo de ninguém e sem jamais esquecer que és responsável pelos teus sentimentos.
 
Quanto aos outros, sejam eles quem forem, responderão por si mesmos conforme o seu livre arbítrio e amadurecimento espiritual.

Extraído do Livro Renovando Atitudes - do espírito Hammed, pelo médium Fracisco do Espírito Santo Neto

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Mensagem de Conforto




 
 Mensagem de Conforto
 
 
 
Quando você se observar, à beira do desânimo, acelere o passo para frente, proibindo-se parar.
 
Ore, pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras.
 
Faça algo de bom, além do cansaço em que se veja. 
 
Leia uma página edificante, que lhe auxilie o raciocínio na mudança construtiva de idéias.
 
Tente contato de pessoas, cuja conversação lhe melhore o clima espiritual.
 
Procure um ambiente, no qual lhe seja possível ouvir palavras e instruções que lhe enobreçam os pensamentos.
 
Preste um favor, especialmente aquele favor que você esteja adiando.
 
Visite um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as suas.
 
Atenda às tarefas imediatas que esperam por você e que lhe impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento.
 
Guarde a convicção de que todos estamos caminhando para adiante, através de problemas e lutas, na aquisição de experiência, e de que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças, mas não se acomoda com a inércia em momento algum.

André Luiz psicografia de Chico Xavier
 

Crianças do Século XXI



Crianças do Século XXI


As crianças de hoje surpreendem pela sua incrível capacidade de lidar com engenhocas tecnológicas. 
 
Assustam adultos de mais de trinta anos que sentem algum desconforto frente ao computador, a botões e máquinas eletrônicas sofisticadas.
Os garotos da atualidade assistem em tempo real ao que ocorre em locais distantes de onde se encontram e estão habituados a conquistas científicas.

Tudo isso leva pais a se considerarem ultrapassados, endeusando os filhos ou considerando-os verdadeiros gênios.

Por mais que ajam com certa autonomia, as crianças de hoje, como as de ontem, têm necessidade dos adultos para lhes dizer o que fazer e o que não fazer.

Os pequenos gênios fazem birra, esperneiam e até fazem greve para conseguirem o que desejam.

Precisam de um basta que interrompa sua diversão com o game, quando a hora é a da refeição, do banho ou da escola.

Necessitam receber não para regular a sua rotina e sua saúde.

Precisam de disciplina. 
 
E disciplina se faz com limites.
É um erro tratar as crianças simplesmente como cérebros ansiosos por mais e mais conhecimentos.

Elas necessitam de experiências afetivas, motivo pelo qual não podem dispensar as brincadeiras com outras crianças.

Assim como elas precisam da imposição dos limites pelos adultos, necessitam dos conflitos com seus amiguinhos para aprenderem a se relacionar com pessoas e coisas.

O mundo necessita de homens capazes de amar, de respeitar o semelhante, de reconhecer as diferenças, de pensar, muito mais do que de gênios sem moral, frios e calculistas.

A ciência, sem sentimento, tem causado males e tragédias.

Preocupemo-nos, pois, em atender a busca afetiva dos nossos filhos. 
 
Permitamos que eles convivam com outras crianças, que criem brincadeiras, usando a sua criatividade.
Busquemos ensinar-lhes, através da experiência diária, os benefícios do afeto verdadeiro, abraçando-os, beijando-os, valorizando seus pequenos gestos, ouvindo-os com atenção.

A criança aprende o que vivencia. 
 
O lar é a primeira e fundamental escola. 
 
É nele que se forma o homem de bem que ampliará os horizontes do amor, nos dias futuros. 
 
Ou o tirano genioso que pensa que o mundo deve girar ao seu redor e somente por sua causa.

Mesmo a criança considerada um gênio precisa de cuidados elementares para crescer emocionalmente.

Para se tornar, de fato, uma pessoa com capacidade de criar, produzir e desfrutar junto com os outros, a criança precisa de afeto.

As crianças de hoje não amadurecem emocionalmente mais rápido do que as de antigamente.

Elas continuam a ter medo do desconhecido, a se alegrarem com pequenas coisas, a se sentirem infinitamente tristes pela perda de um animal de estimação.

São todas experiências importantes para a formação e o aprendizado emocional do ser humano, devendo ser valorizadas em todos os seus detalhes.
Redação do Momento Espírita com base em artigo
intitulado Cérebros e corações para o Século XXI,
do jornal Gazeta do povo de 2 de janeiro de 1999.

Em 20.07.2010.
 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Gente com Defeito ?




Gente com Defeito ?

Essa ideia de pessoas com defeitos tem alguns defeitos. 
 
Um deles está em considerar que Deus criou coisas defeituosas ou que podem apresentar defeito. 
 
Outro defeito é tratar-se, com nosso estrabismo ou miopia habitual, de um incentivo a enxergarmos e apontarmos defeitos nos outros. 
 
Em geral, nosso ego adere a esse tipo de atitude muito facilmente, bem como a tudo o que o engrandeça e destaque.

Mas vamos, apenas e exclusivamente neste texto, chamar de defeitos aquilo que nos incomoda ou desagrada em outras pessoas, razão pela qual os desaprovamos. Isso é bem genérico. 
 
E não é difícil... 
 
Vamos lá! Nesse sentido, podemos dizer que todo mundo tem "defeitos".

Olhando bem, logo notamos que alguns "defeitos" e "pessoas" são mais difíceis pra nós, pois nos incomodam mais. 
 
No entanto, também notamos que está cheio de gente com defeitos que não nos afetam! 
 
A questão, portanto, não é o defeito do outro, mas, sim, como e por que aquilo nos afeta.

Comecei a pensar sobre isso. 
 
Fui procurar me entender, a partir dessas minhas reações, tentar me conhecer melhor. 
 
Afinal, sou espírita, logo, acredito em evoluir pra me tornar um ser melhor. 
 
Tanto eu, quanto os outros. 
 
E acredito no autoconhecimento como um caminho importante na evolução.

Notei que certos “defeitos” me afetavam quando surgiam em pessoas próximas a mim, em relação às quais nutria certas expectativas. 
 
Tais expectativas costumam ter fundamento? 
 
Em alguns casos. 
 
Se certa mãe que devia cuidar do filho pequeno não consegue suprir as necessidades dele, poderíamos dizer que o incômodo tem uma base, desde que há uma expectativa legítima de que mães acalentem e cuidem de seus filhos. 
 
Mas é preciso considerar que não existe apenas isso, pois há também a condição material, mental e emocional da mãe, de atender a essas necessidades ou não, e pode haver um motivo específico que explique seu comportamento. 
 
Seres humanos têm desafios complexos e se complicam emocionalmente, iludem-se com prioridades fictícias, adoecem, perdem empregos...

Pensando assim, também passei a focar nas virtudes e qualidades que antes estavam ocultas na pessoa, sob aquele pretenso “defeito” que até então me incomodava tanto. 
 
E vi que lá estava aquela criatura, exercitando essas qualidades e se desenvolvendo, segundo sua possibilidade e compreensão da vida.

Assim, comecei a ter um olhar mais positivo, que os budistas talvez chamassem de “compassivo”. 
 
Isso não implica fechar os olhos, mas olhar de outra maneira. 
 
Isso também não faz nossa dificuldade passar e tudo ficar instantaneamente maravilhoso. 
 
Mas melhora bem a possibilidade de compreensão e convivência.

Não vou dizer aqui que costumamos enxergar nos outros aquilo que não conseguimos ver em nós mesmos, porque é um fato que já comprovei e uma abordagem já muito batida. 
 
Mas até nesse sentido, enxergar no outro o que precisamos descobrir em nós é uma sabedoria das Leis Divinas e uma providência educativa.

A inteligência emocional, a percepção de como estamos nos sentindo, é algo muito valioso, para lidar com tais questões de maneira mais sensata possível. 
 
Como observa Eckhart Tolle em “O Poder do Silêncio” (Ed. Sextante):-
- “Reclamar e Reagir são as formas preferidas da mente para fortalecer o ego. 
 
O eu autocentrado precisa do conflito para fortalecer sua identidade. 
 
Ao lutar contra algo ou alguém, ele demonstra pra si mesmo que ‘isto sou eu’ e ‘aquilo não sou eu’. 
 
É comum que países procurem fortalecer sua sensação de identidade coletiva colocando-se em oposição aos seus inimigos.” 
 
Pode ser, então, que atribuir defeitos seja mais um modo de nos afirmarmos – e simplesmente isto! 
 
Os defeitos, então, estão na nossa visão egocentrada e não na pessoa, considerada como essencialmente uma criatura divina em vias de progresso espiritual, seguindo sua trajetória e fazendo uso de seu livre-arbítrio.

Além do mais, o conceito de “defeito” que adotamos para este texto, pode perfeitamente aplicar-se a nós mesmos. 
 
Nossas atitudes, hábitos e idiossincrasias podem andar desagradando pessoas por aí. 
 
Algumas ou muitas. 
 
Então, é melhor evitar radicalismos e expandir a compreensão. 
 
Reclamações, ações extremadas às vezes são infelizes, tanto em si mesmas quando nos resultados que ocasionam. 
 
Diz Emmanuel em “Seara dos Médiuns” (FEB), “olvidemos os defeitos do próximo, na certeza de que todos nos encontramos sob o malho das horas, na bigorna da experiência.” 


 
TÍTULO: GENTE COM DEFEITO?

Por Rita Foelker, Extraído do site: 

Horas Difíceis





Horas Difíceis

Provável estejas atravessando as horas difíceis que não aguardavas.
 
Querias o empréstimo de recursos amoedados, para acertar os próprios negócios e os amigos falharam.
 
Perdeste todos os haveres num investimento que te parecia importante e que resultou em fracasso.
 
Colocaste todas as esperanças num filho querido que te trocou por aventuras inferiores.
 
Pessoas amadas deixaram-te a sós, afastando-se junto daqueles mesmos que te recebiam apreço e confiança.
 
Companheiros de ontem surripiaram-te hoje as vantagens e os bens.
 
Apoiavas-te no afeto e na dedicação de alguém que a morte transferiu de plano, impondo-te desajuste e solidão.
 
Se essas horas de crise te surgiram na existência, não te desanimes e nem te desesperes.
 
Ergue a fronte para o alto e conta com Deus.

Chico Xavier - Emmanuel


Provas da existência de Deus

4 Onde podemos encontrar a prova da existência de Deus?
– Num axioma que aplicais às vossas ciências: não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem, e a vossa razão vos responderá.
☼ Para acreditar em Deus, basta ao homem lançar os olhos sobre as obras da criação. O universo existe, portanto ele tem uma causa. Duvidar da existência de Deus seria negar que todo efeito tem uma causa e admitir que o nada pôde fazer alguma coisa.
5 Que conclusão podemos tirar do sentimento intuitivo que todos os homens trazem em si mesmos da existência de Deus?
– A de que Deus existe; de onde lhes viria esse sentimento se repousasse sobre o nada? É ainda uma conseqüência do princípio de que não há efeito sem causa.
6 O sentimento íntimo que temos em nós da existência de Deus não seria o efeito da educação e das idéias adquiridas?
– Se fosse assim, por que vossos selvagens teriam também esse sentimento?
☼ Se o sentimento da existência de um ser supremo fosse o produto de um ensinamento, não seria universal. Somente existiria naqueles que tivessem recebido esse ensinamento, como acontece com os conhecimentos científicos. Livro dos Espíritos - Allan Kardec





 


quarta-feira, 24 de abril de 2013

O Necessário




O Necessário

"Mas uma só coisa é necessária." -Jesus. (LUCAS, 10:42.)



Terás muitos negócios próximos ou remotos, mas não poderás subtrair-lhes o caráter de lição, porque a morte te descerrará realidades com as quais nem sonhas de leve... 

Administrarás interesses vários, entretanto, não poderás controlar todos os ângulos do serviço, de vez que a maldade e a indiferença se insinuam em todas as tarefas, prejudicando o raio de ação de todos os missionários da elevação. 

Amealharás enorme fortuna, todavia, ignorarás, por muitos anos, a que região da vida te conduzirá o dinheiro. 

Improvisarás pomposos discursos, contudo, desconheces as conseqüências de tuas palavras.

Organizarás grande movimento em derredor de teus passos, no entanto, se não construíres algo dentro deles para o bem legítimo, cansar-te-ás em vão. 

Experimentarás muitas dores, mas, se não permaneceres vigilante no aproveitamento da luta, teus dissabores correrão inúteis. 

Exaltarás o direito com o verbo indignado e ardoroso, todavia, é provável não estejas senão estimulando a indisciplina e a ociosidade de muitos. 

"Uma só coisa é necessária", asseverou o Mestre, em sua lição a Marta, cooperadora dedicada e ativa. 

Jesus desejava dizer que, acima de tudo, compete-nos guardar, dentro de nós mesmos, uma atitude adequada, ante os desígnios do Todo-Poderoso, avançando, segundo o roteiro que nos traçou a Divina Lei. 
Realizado esse "necessário", cada acontecimento, cada pessoa e cada coisa se ajustarão, a nossos olhos, no lugar que lhes é próprio.
Sem essa posição espiritual de sintonia com o Celeste Instrutor, é muito difícil agir alguém com proveito.



  Vinha de Luz – Chico Xavier/Emmanuel

Os Espíritos Influenciam os Nossos Pensamentos e Atos?

 

 

Os Espíritos Influenciam os Nossos Pensamentos e Atos?

 

Para admitir a influência dos Espíritos é necessário aceitar a ideia de que há Espíritos e que estes sobrevivem à morte do corpo físico.
 
A dúvida relativa à existência dos Espíritos tem como causa principal a ignorância acerca da sua verdadeira natureza. [...] 
 
Seja qual for a ideia que se faça dos Espíritos, a crença neles necessariamente se baseia na existência de um princípio inteligente fora da matéria.[1]
 
Na verdade, os Espíritos exercem grande influência nos acontecimentos da vida. 
 
Essa influência pode ser oculta (sutil) ou  claramente percebida. 
 
Pode ser boa ou má, fugaz ou duradoura.  
 
Não é nada miraculoso ou sobrenatural.
 
Imaginamos erroneamente que a ação dos Espíritos só se deva manifestar por fenômenos extraordinários. 
 
Gostaríamos que nos viessem ajudar por meio de milagres e sempre os representamos armados de uma varinha mágica. 
 
Mas não é assim, razão por que nos parece oculta a sua intervenção e muito natural o que se faz com o concurso deles. 
 
Assim, por exemplo, eles provocarão o encontro de duas pessoas, que julgarão encontrar-se por acaso; inspirarão a alguém a ideia de passar por tal lugar; chamarão sua atenção para determinado ponto, se isso levar ao resultado que desejam, de tal modo que o homem, acreditando seguir apenas o próprio impulso, conserva sempre o seu livre-arbítrio.[2]
 
A influência dos Espíritos é ocorrência comum, garantida pelos os princípios  da sintonia mental, pois “(…) é no mundo mental que se processa a gênese de todos os trabalhos da comunhão de espírito a espírito”[3], ensina Emmanuel. 
 
 Contudo, antes  de ser estabelecida a sintonia entre duas mentes, ocorre os processos de afinidade intelectual ou moral, ou ambas, pois “o  homem permanece envolto em largo oceano de pensamentos, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção. 
 
Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência. [4] E, mais, acrescenta o Benfeitor:
 
A mente, em qualquer plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir. 
 
Estamos assimilando correntes mentais, de maneira permanente. 
 
De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos. [...] 
 
Somos afetados pelas vibrações de paisagens, pessoas e coisas que cercam.
 
 Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tônus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis. 
 
Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização. (…).[1]


[1] Francisco Cândido Xavier. Roteiro. Cap. 26, pág. 112.
[1] Allan Kardec. O Livro dos Médiuns. Pt. 1, cap. I, it, 1, p. 21-22.
[2]Idem. O Livro dos Espíritos. Q. 525-a-comentário, p. 352-353.
[3] Francisco Cândido Xavier. Roteiro. Cap. 28, pág. 119.
[4] Ibid. Cap. 26, pág. 111
Referências
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 2ª ed.1ª reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011.
KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2009.
XAVIER, Francisco Cândido. Roteiro. 11ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004.

Marta Antunes de Moura