segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Dr. Bezerra de Menezes







Dr. Bezerra de Menezes

"Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos".


Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu em Riacho do Sangue, no Ceará, em 29 de agosto de 1831.

Foi chamado de "o Kardec brasileiro", "o médico dos pobres", lutou pelos direitos e liberdades dos espíritas, foi uma das personalidades públicas mais conceituadas do Brasil na segunda metade do século 19, e conseguiu dar uma nova orientação e ânimo ao Espiritismo no país.


O resultado de sua obra se estende até esse início de século 21, com a multiplicação de centros e comunidades espíritas que carregam, mais do que o seu nome, sua postura diante da vida e o esforço em ajudar o próximo sem esperar qualquer tipo de recompensa.


Canuto Abreu, um dos mais importantes historiadores do Espiritismo no Brasil, escreveu que outra missão, senão a vida pública o aguardava, não para que ele fosse coroado de louros, mas para que tivesse uma tarefa ainda mais importante, servindo ao seu país de uma forma que se mantém na memória e rende frutos até hoje.


Nessa época, o Espiritismo já começava a ter um grande destaque no país, e cada vez aumentava o interesse pelo assunto, atraindo mais e mais pessoas. 

Assim, em 1875 surgia a primeira edição brasileira de O Livro dos Espíritos, traduzido por Joaquim Carlos Travassos, que ofereceu um exemplar ao Dr. Bezerra de Menezes. 

Segundo consta, Bezerra relatou o seguinte, ao ler o texto:-

- "Lia, mas não encontrava nada que fosse novo para meu espírito. 

Entretanto, tudo aquilo era novo para mim! 

Eu já tinha lido ou ouvido tudo o que se achava em O Livro dos Espíritos. 

Preocupei-me seriamente com este fato maravilhoso e a mim mesmo dizia:-
- Parece que eu era espírita inconsciente, ou, como se diz vulgarmente, de nascença".


Ao mesmo tempo em que entrava em contato com o Espiritismo, Bezerra de Menezes continuava seu trabalho como médico, destacando-se por sua postura humanista, atendendo pessoas sem condições de pagar o tratamento e até mesmo indigentes.


Essa postura do "médico dos pobres" fica bem clara num texto em que ele fala sobre a atitude ideal de um médico:-
- "O médico verdadeiro é isto:-
- Não tem o direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto. 

O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado e achar-se fatigado ou por ser alta a noite, mau o caminho e o tempo, ficar perto ou longe do morro; o que sobretudo pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou que diz a quem lhe chora à porta que procure outro - esse não é médico, é negociante da medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura".


A adesão pública ao Espiritismo surgiu em 1886, com sua filiação à Federação Espírita Brasileira, e com um famoso discurso proferido no dia 16 de agosto daquele ano, no salão da Guarda Velha.


Alguns pesquisadores afirmam ainda que, com o pseudônimo de Max, ele começou a escrever para o jornal O Paiz em 1886; outros dizem que foi no ano seguinte. 

O mais importante, no entanto, é que os textos de Bezerra de Menezes chegam a ser considerados entre os mais importantes estudos filosóficos e doutrinários do Espiritismo no país, além de defenderem a doutrina de uma série de ataques que começava a sofrer.


Em 1890 e 91 foi vice-presidente da FEB, época em que também traduziu o Livro:- Obras Póstumas, de Allan Kardec. 

Mas foi uma época em que Bezerra de Menezes esteve mais afastado da Federação, dedicando-se mais ao Grupo Ismael e aos estudos de Kardec e Roustaing.

No mundo extremamente materialista em que vivemos nesse início de século, é um exemplo que deve sempre ser seguido.

 

Manoel Philomeno de Miranda


Manoel Philomeno de Miranda

"Em toda e qualquer injunção, porém, a psicoterapia do Evangelho é o mais eficaz medicamento para a alma e, conseqüentemente, para a vida".

Em 14 de novembro de 1876 nasceu, em Jangada, município do Conde, Estado da Bahia, o discípulo fiel da seara de Jesus, Manoel Philomeno de Miranda.

Conheceu o Espiritismo através do médium Saturnino Favila, em 1914. 

Por essa época conheceu José Petitinga, estabelecendo relações com ele, ao mesmo tempo em que começava a freqüentar as sessões da União Espírita Baiana que havia sido recentemente fundada, em 1915.

Discípulo de José Petitinga, tinha a mesma maneira especial de tratar e doutrinar os assistentes das sessões da "União", sempre baseadas num magistral versículo evangélico. 

Fez parte da diretoria da União Espírita Baiana desde 1921 até o dia da sua desencarnação, em 14 de julho de 1942.

Delicado no trato, mas heróico na luta. 

Publicou, sem o seu nome, as obras "Resenha do Espiritismo na Bahia" e "Excertos que justificam o Espiritismo", além do opúsculo "Porque sou Espírita" em resposta ao Pe. Huberto Rohden.

Sofrendo do coração, subia as escadas a fim de não faltar às sessões, sorrindo e sempre animado.

Queria extinguir-se no seu cumprimento. 

Sentia imensa alegria em dar os seus dias ao serviço do Cristo.

Sobre as suas últimas palavras, assim escreve A M. Cardoso e Silva:-
- "Agora sim! 
- Não vou porque não posso mais.
- Estou satisfeito porque cumpri o meu dever. 
- Fiz o que pude... o que me foi possível. 

Tome conta dos trabalhos, conforme já determinei."

Era antevéspera da sua desencarnação.

Divaldo Pereira Franco nos conta como iniciou seu relacionamento com o amoroso Benfeitor, conforme relato no Livro:- Semeador de Estrelas, da escritora e médium Suely Caldas Schubert:-
- "No ano de 1950 Chico Xavier psicografou para mim uma mensagem ditada pelo Espírito José Petitinga e no próximo encontro uma outra ditada pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda.

( ... ) "No ano de 1970 apareceu-me o Espírito Manoel Philomeno de Miranda, dizendo que, na Terra, havia trabalhado na União Espírita Baiana, tendo exercido vários cargos, dedicando-se, especialmente à tarefa do estudo da mediunidade e da desobsessão. 

"Quando chegou ao Mundo Espiritual foi estudar em mais profundidade as alienações por obsessão e as técnicas correspondentes da desobsessão.

( ... ) "Convidado por Joanna de Ângelis, para trazer o seu contributo em torno da mediunidade, da obsessão e desobsessão, ele ficou quase trinta anos realizando estudos e pesquisas e elaborando trabalhos que mais tarde iria enfeixar em livros. 

"Ao me aparecer, então, pela primeira vez, disse-me que gostaria de escrever por meu intermédio. 

"Levou-me a uma reunião, no Mundo Espiritual, onde reside, e ali, mostrou-me como eram realizadas as experiências de prolongamento da vida física através da transfusão de energia utilizando-se do perispírito. 

"Depois de uma convivência de mais de um mês, aparecendo-me diariamente, para facilitar o intercâmbio psíquico entre ele e mim, começou a escrever "Nos Bastidores da Obsessão", que são relatos, em torno da vida espiritual, das técnicas obsessivas e de desobsessão.

( ... ) "Na visita que Manoel Philomeno me permitiu fazer à Colônia em que ele se hospedava, levou-me a uma curiosa biblioteca. 

Mostrou-me como são arquivados os trabalhos gráficos que se fazem na Terra. 

Disse-me que, quando um escritor ou um médium, seja quem for, escreve algo que beneficia a Humanidade - no caso do escritor - é um profissional, mas, o que ele produz é edificante, nessa biblioteca fica inscrito, com um tipo de letra bem característico, traduzindo a nobreza do seu conteúdo. 

À medida que a mente, aqui, no planeta, vai elaborando, simultaneamente vai plasmando lá, nesses fichários muito sensíveis, que captam a onda mental e tudo imprimem.

Fonte:-

-"Projeto Manoel P. de Miranda - Reuniões Mediúnicas" - Dados Biográficos e "O Semeador de Estrelas", de Suely Caldas Schubert, cap. 12 - ambos da Editora LEAL. 

 

domingo, 3 de setembro de 2017

Em Deus eu Creio


Em Deus eu Creio 

Quando se pergunta a uma pessoa se ela crê em Deus, a resposta, com raras exceções, é afirmativa. 

Sim, ela crê em Deus.

Estranhamente, embora o expressivo número de pessoas que dizem crer em Deus, é igualmente expressivo o número dos desencantados, depressivos, desesperados.

Como se pode explicar que crendo em Deus, Pai amoroso e bom, que tudo vê, tudo sabe, tudo faz, a pessoa possa cair no poço da desesperança?

Talvez a resposta esteja na forma como cremos em Deus, ou somos levados a crer.

Albert Einstein, certa vez, em Nova York, num diálogo com o Rabino Goldstein, foi indagado se acreditava em Deus. 

Ele respondeu:-
- Tenho a origem judaica arraigada em meu interior. 

Acredito no Deus de Spinoza, que revela a harmonia em tudo o que existe. 

 Não acredito, porém, que Deus se preocupe pela sorte das ações cometidas pelos homens.

Por causa desta declaração muitas polêmicas foram geradas entre Albert, físicos e religiosos. 

Muitos se apegaram a sua declaração para desenvolver protestos sobre as suas teorias.

Religiosos se manifestaram, dizendo que a Teoria da Relatividade deveria ser revista. 

Diziam que por trás de toda a controvérsia daquele físico, estava o terrível fantasma do ateísmo.

Que ele disseminava dúvidas com relação à presença de Deus sobre a criação de todo o Universo e as criaturas.

A resposta do físico foi serena, embora para muitos tenha continuado incompreensível.

Ele dizia que sua religião consistia na admiração pela Humildade dos Espíritos Superiores, pois esses não se apegam a pequenos detalhes, ante os nossos Espíritos incertos.

Dizia:-
- Por esse motivo racional, diante da superioridade desse Universo, é que localizo e faço a ideia de Deus. 

Não sou ateu.

Quem quer deduzir isso das minhas teorias científicas, não fez por entendê-las.

Creio pessoalmente em Deus e nunca em minha vida cedi à ideologia ateia. 

Não há oposição entre ciência e religião.

O que há são cientistas atrasados, com ideias que não evoluíram, com o passar do tempo.

Vejo na experiência cósmica uma religião nobre, uma fonte científica para profundas pesquisas.

Procuro entender cada estrela contida nesse imenso Universo, que não é material.

Quem assim não procede, sentindo essa estranha sensação de querer levitar no infinito, realmente não sabe viver, porque está morto, diante de tanta beleza divina.

Há muitas formas de o ser humano crer em Deus. 

Há, para muitos, o Deus jurídico, legislador, agente policial da moralidade, que, através do medo, estabelece essa distância da verdadeira crença.

Deus está em todas as minhas teorias e invenções. 

Ele está presente em tudo e creio que em todos, até nas formas mais primitivas.

Essa é a minha religião e o Deus em que creio.
*****
Se assim dizia, assim viveu. 

Albert Einstein foi o exemplo do cristão autêntico, preocupando-se, de forma constante, com seu semelhante.

Ainda dois anos antes de sua desencarnação, foi comemorado seu aniversário numa grande festa pública.

Tudo o que lhe foi dado como presentes, Albert transformou em dinheiro e enviou para os fundos da Faculdade de Medicina Albert Einstein.
Redação do Momento Espírita, com base em dados biográficos de Albert Einstein.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 23 e no livro Momento Espírita, v. 8, ed. Fep.

Em 2.1.2013.
 

Filosofia da Compreensão


Filosofia da Compreensão

No transcurso de um dia não faltam motivos para revides, agressões, quedas  morais.

Uma pessoa desatenta choca-se contigo e não se desculpa.

Outra, irreverente, diz0te um doesto e segue, sorrindo.

Mais alguém, em desiquilíbrio, não oculta a animosidade que lhes inspiras.

Outrem mais, de quem sabes que te censura e, mentindo contra ti, acusa-te, levianamente ...

Tens vontade de reagir,
"Também sou humano" - costumas pensar.

Somente que reações semelhantes aquelas não resolvem o problema.

Deves nivelar-te às pessoas, pelas suas conquistas e títulos de enobrecimento, numa linha superior,  e não pela sua mesquinhez.

Ninguém passa, na Terra, sem provar a taça da incompreessão.

Cada qual julga os outros pelos próprios critérios, mediante a sua forma de ser, como é natural.  

O que se não possui é desconhecido, portanto, difícil de identificado noutrem.

Não é necessário que se te despersonalizes evitando apresentar-te conforme és.

Faz-se mister que te superes vencendo a parte negativa do teu caráter, aquela que censuras nos outros.

Lapidando as tuas arestas, tornar-te-às melhor e mais feliz.
Aqueles que são exigentes, que gostam de aclarar tudo, resolver as situações que lhes surgem, padecem de distúrbios emocionais, sofrem ulcerações gástricas e duodenais, vivem indispostos.

Será que esses perturbadores e insolentes do caminho merecem que te desarmonizes ?

Segue em Paz, durante todo o teu dia, e arrima-te na filosofia da Compreensão e da Solidariedade, ajudando-os, sem reagires contra eles.

Isto será melhor para ti e para todos.


***** 
Joanna de Ângelis
Divaldo Pereira Franco


sábado, 2 de setembro de 2017

Felicidade Desde Agora


  Felicidade Desde Agora

Um jovem aprendiz de nome Damian, ao encontrar um guru numa confraternização, pergunta ao sábio orientador:-
-Mestre Shanti, o que é preciso para merecer a felicidade na vida espiritual?

Shanti responde:-
-Da maneira que você trata os demais, do mesmo modo será tratado no Mundo dos Espíritos. 
Tudo o que fizer de bom ou de ruim ecoará no outro lado da vida e determinará como será sua situação no Mundo das Almas.

Fazendo uma pausa para agradecer o chá que lhe é servido, prossegue:-
-Cultive qualidades, meu filho. 
Permita que elas cresçam em número e intensidade dentro de seu coração. 
Seja cortês, sincero, bom e manso. 
Faça isso sempre e será feliz desde agora.

Um Espírito Amigo
Psicografia: Maria Nilceia

 


Os Últimos Trinta Alqueires de Terra


Os Últimos Trinta Alqueires de Terra

Yuri, dono de próspera fazenda, casado com Joana, pai de quatro filhos, era viciado em jogo de baralho. 
 
A sorte, quase sempre estava a seu lado. 
 
Como, todavia, as situações mudam, Yuri começou a se enrolar em dívidas, pois o azar passou a rondar seus passos. 
 
Chegou o dia em que ele chegou cabisbaixo e comunicou à Joana:-
-Perdi os últimos trinta alqueires que me restavam...

A mulher esperava por esse dia. 
 
Sabia que aconteceria. 
 
Preocupada com a sobrevivência e bem estar dos filhos, pensou em como sair da situação de penúria que os abrangeria dali para frente. 
 
Dona do dom de cozinhar, abriu um restaurante em pequeno prédio que lhe pertencia. 
 
Passou a labutar desde as cinco da manhã.

Yuri, abalado, adoeceu, o que o obrigou a ficar na cama. 
 
Refletia, arrependia-se, desesperava-se ao ver Joana tão cansada. 
 
Seu vizinho, Rafael, sabendo da situação, foi visitá-lo levando um livro.

-Trouxe-lhe um livro. 
 
É para você se distrair e se reanimar. 
 
Tente abraçar novos objetivos.

-Obrigado! 
 
Você sempre tão bom para todos... sei que me será útil.

-Após a saída de Rafael, Yuri abriu o livro ao acaso e, certamente, devido ao Poder Superior que comanda nossas vidas, deu de frente justamente com uma página que tratava da gravidade de qualquer vício que seja. 
 
A leitura tocou o seu coração e o seu caráter. 
 
Prometeu a Deus que se sarasse mudaria o rumo de sua vida. 
 
Em momento de emoção, disse à Joana:-
-O Yuri que você conhece morreu. 
 
Hoje nasce um novo homem.

Yuri sarou. 
 
Munindo-se de férrea força de vontade, revestindo-se de brio e poder de decisão, não voltou mais a jogar. 
 
Hoje o vemos de avental ajudando Joana. 
 
Sempre se põe a dizer à esposa:-
-Mulher, nada como não ter vício nenhum!

E ela, sorrindo feliz lhe responde:-
-Concordo plenamente com você, marido!

Maria Nilceia


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Ante a Dor


Ante a Dor

Não se aflija ante a dor que lhe assalta.
Não se demore no cultivo das lágrimas.
Além do que você sofre no momento, existem os que sofrem muito mais por causas insolúveis.
Combata a vontade de morrer, não é a sua hora ainda. 
Sua estadia se faz necessária no plano físico.
Sua coragem é esperada por Jesus, que na cruz fez-se forte ante os espinhos que lhe cravaram na fronte.
Levante logo e caminhe. 
Foi por você também que Jesus se deixou imolar.
Através da oração a paz voltará ao seu coração, fazendo florescer a esperança.

Um Espírito Amigo  Psicografia - 
25.05.2016 

Maria Nilceia 

Sonho ou Realidade ?


Sonho ou Realidade ?

À noite, horário de repouso do sono físico, podemos atravessar os portais que nos conduzem aos seres amados que partiram. 
Ao acordarmos pensamos:-
- Que sonho bom que tive! 
A intuição, porém, nos diz:-
- Não foi somente um sonho, foi um encontro real. 
Não se deve, todavia, pedir que esses “sonhos” aconteçam. 
Deixemos que os nossos amados do Mundo Etéreo vivam em paz a vida que lhes cabe agora viver. 
Eles prosseguem respirando, estudando, trabalhando e aguardando também o reencontro na hora oportuna. 
O Amor que o Pai lhes dedica é diário e os cuidados infindos. Sejamos gratos e oremos em paz.

Maria Nilceia