segunda-feira, 20 de março de 2017

Eu, Caminho



Eu, caminho

Sua mente é o lugar de onde você observa a vida, portanto seu olhar denuncia onde você está. 
Ninguém vê exatamente como você. 
Ninguém é exatamente como você. 
Esse lugar é só seu. 
Você é seu olhar. 
Como sente, como escolhe, como pensa, com se movimenta na história, a sua história.

Eu posso pensar de um jeito e você de outro, mas isso não precisa nos opor. 
Um jeito ou outro só refletem perspectivas diferentes, lugares onde estamos.

Se eu perco a pretensão de ter todas as respostas, me pacificarei nesse lugar que é só meu. 
Em paz perderei o medo de todos, não preciso mais provar nada a ninguém. 
Caminharei e, na caminhada, as perspectivas se ampliarão. 
Verei mais enquanto caminho. 
Eu, um caminho, um jeito de ver.
Bom dia de Flavio Siqueira


sexta-feira, 17 de março de 2017

terça-feira, 14 de março de 2017

Não saem de moda !




Filho ....


Filho

Depoimento de Sônia Tozzi, no Livro:- A Vida Depois do Amanhã, página 356 e 357.

"Filho, você vive em mim e no meu amor.
Você vive com a força e a espiritualidade que só os bons possuem.
Vive em mim ... Junto de mim ... Através de mim.
Em cada pensamento,
Em cada gesto,
Em cada pulsar do meu coração você está presente,
Porque Te amo ... Te sinto ...
E Te abençõo.
Agora, mais do que nunca, estaremos juntos,
Neste lar de amor, trabalhando em favor do próximo,
Unindo-nos no amor de Jesus,
Entrelaçando nossas vibrações através do infinito,
Para que eu receba de você e de seus mentores
A força necessária ... Para eu continuar vivendo."

 Sonia Tozzi
 

segunda-feira, 13 de março de 2017

Filho Adotivo


Filho Adotivo


Estou só.
Sinto no peito o amargor da solidão.

Quero sentir junto às minhas
O calor de tuas mãozinhas quentes e macias,
Transmitindo-me confiança e união.

Sei que não nasceste de mim,
Do meu útero, mas vive dentro do meu coração.

És meu, porque és filho de meu Espírito, 
E do meu amor.

Preciso de ti mais do que precisas de mim.

Adotivo ... Não, verdadeiro,
Como verdadeira é essa alegria,
De estreitar-te em meus braços,
Apertar-te em meu peito
E agradecer a Deus por teres vindo até onde estou,
Para que nós,
Mãe e filho,
Nos tornássemos apenas .... Um!

Sônia Tozzi


Todo sacrifíco pessoal, tendo em vista o bem e sem qualquer idéia egoísta, eleva o homem acima da sua condição material.
Allan Kardec


Sonho Estranho .....



 Sonho Estranho

Sonho caminhar descalça por entre os atalhos de uma densa floresta ao amanhecer de todas as estações, pois nelas repousam adormecidos os ventos que em flor se abrem...

 Eles, os ventos que guardam meus silêncios e os silêncios de tudo que já foi meu um dia... 

Hoje vejo o céu vestido de altas e extensas cordilheiras de cor cinza, nuvens que escurecem o que devia ser radioso de alegria...

Céu que tem olhos de senhor de semblante arrogante e frio como a lâmina da espada de um samurai...

Não desejo ir colher flores na campina verdejante nem ver as borboletas por elas entre voando, distantes do ar carregado da maresia que vem do mar distante...

Parece que as minhas horas ficaram mortas e sem lembranças...

É como se todo o meu corpo sobrenadasse boiando em águas verdes de limo dos lagos quietos, perenes e nebulosos, invariáveis, no bosque quase sem vida onde nem os pássaros querem cantar. 

As sombras da noite têm contornos bizarros que não sei como definir e explicar...

Uma saudade doentia toca minha pele, saudade tão rascante e fria que minha pele fez sangrar... 

Saudade de que, de quem? 

Talvez saudade de mim? 

Sinto-me como a chama trêmula e frágil de uma vela triste ou lamparina quase extinta que, quando apagar, me deixará cega e vazia... 

Ouvirei apenas e ao longe, bem longe a alegria dos risos das crianças e, mais longe ainda o doloroso e cruel longe das coisas que nem chegaram a ser... 

Como eu...

Analuz Carvalho

domingo, 12 de março de 2017

Desilusão ......


Desilusão

Quantas mulheres sofrem a desilusão de não poder serem mães e realizar o desejo mais concreto e sublime que abrigamos em nosso coração, que é poder formar em nossas entranhas um pedacinho de nós, a continuação de nossa vida, dando oportunidade para que Espíritos se introduzam no mundo terreno pela reencarnação, para evoluírem, e conceber no mundo físico o ser que amamos e queremos junto de nós ?

Quantas mulheres, algumas sem causa aparente, não conseguem engravidar, consultando os mais variados médicos e ouvindo sempre a mesma resposta ?

Quanta dor e amargura sentem essas irmãs, na frustração de não conseguirem realizar o sonho ?

Por que será que isso acontece ?!

Por que  algumas se realizam pela maternidade enquanto outras sofrem o desengano ?

A resposta, meus irmãos, quando não a atemos na vida presente, encontramo-la em outras reencarnações:-
- É a Lei de Causa e Efeito.

Deus é Justo e Sábio, e toda ação provoca uma reação.

Hoje sofremos pelos erros que nós próprios cometemos em outras existências físicas.

É a Lei de Deus, porque, se assim não fosse, Deus cometeria injustiça ao dar a Alegria da maternidadea algumas e negar esta mesma Alegria e Felicidade a outras.

Mas, se Deus achou necessário que passássemos que pudéssemos exercitar o ato de Amor.por esta prova de não realizarmos o sonho de ser mãe, colocou também em nosso caminho oportunidades para

Quantas mães sem filhos, e quantos filhos sem mães !!!

Quantas crianças ansiando por um lar, um colo protetor, uma repreensão de amor, alguém que esteja sempre ao seu lado durante sua trajetória na Terra !

Por que não trazer para nós estas crianças que nos pedem um lar ?

Porque não adotar uma criança, quando o coração anseia por um filho ?

Será que somos tão pequenos que nos tornamos incapazes de transformar nosso coração em útero e receber o filho do amor que transcende, transformando-o pelos laços sagrados da Fratrenidade e do instinto maternal em nosso filho verdadeiro ?

Não sabemos se a criança que chega até nós pedindo um lar, uma família para que se faça o alicerce que a conduzirá na vida terrena,  não foi, em outra existência, alguém muito querido nosso, alguém a quem prejudicamos ou mesmo um filho que matamos pelo aborto e que retorna aos nossos braços através da Caridade que podemos fazer.

Quantos lares vazios e quantas crianças sem lar !

Quantos sonhos acalentados nesses coraçõezinhos abandonados podemos realizar, se abrirmos nosso coração para o Amor ao  Próximo ?

Quanta Felicidade para nós e para os pequenos seres que anseiam por existirem dignamente !

Muitos sentem medo por acreditarem que poderão sofrer com os filhos adotivos, e não querem ter problemas.

Outros, se já sofrem, julgam que se fossem filhos biológicos isto não aconteceria.

Engano, meus irmãos, puro engano.

O sofrimento que porventura acontecer estará apenas seguindo seu curso normal de Resgate e Evolução.

Os compromisso que assumimos com nossos irmãos, mais cedo ou mais tarde serão cobrados, para que a evolução espiritual se processe.

Não se pode evoluir na espiritualidade deixando velhas contas para trás.

Tudo precisa ser reajustado para que nossos inimigos de outrora se transformem em nossos amigos de hoje.

Somente assim estaremos Livres para prosseguirmos na nossa caminhada em direção a Cristo.

Não tenham medo de serem bons, não sintam vergonha de amar, de aconchegar em seus braços os filhos que, por intermédio de outras irmãs, Deus enviou a vocês.

O que realmente temos de nosso, o que nos pertence verdadeiramente são nossos sentimentos.

É a nossa capacidade de nos desprender do "eu" para nos dedicarmos ao "nós".

Necessário se faz levantar a bandeira do bem tão alto para que nenhum mal possa alcançá-la.

Falando de Amor
Irmão Ivo

Livro:- A Vida Depois de Amanhã
Páginas 318 - 319 - 320
Lúmen Editorial
Irmão Ivo
Sônia Tozzi


Viver ....




Viver ....


Viver ... é perceber a existência do ser.

É sentir a grandiosidade do existir através do Amor e do Bem querer.

Viver ... é estar atento às tempestades do percurso.

E conseguir acostumar os olhos à escuridão para, apesar dela,  enxergar a Luz.

Viver ... é ter consciência da volta, e por isso valorizar a Vida.

Enfim, Viver ...

É emanar Amor pela Eternidade.
 (S.T.)

Livro:- A Vida Depois do Amanhã
Página 202
Espírito Irmão Ivo
Sônia Tozzi 
 Lúmen Editorial


sábado, 11 de março de 2017

Capacete da Esperança


Capacete da Esperança

“Tendo por capacete a esperança na salvação.” – Paulo. 
(1ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:8.)
O capacete é a defesa da cabeça em que a vida situa a sede de manifestação do pensamento e Paulo não podia lembrar outro símbolo mais adequado à vestidura do cérebro cristão, além do capacete da esperança na salvação.
Se o sentimento, muitas vezes, está sujeito aos ataques da cólera violenta, o raciocínio, em muitas ocasiões, sofre o assédio do desânimo, à frente da luta pela vitória do bem, que não pode esmorecer em tempo algum.
Raios anestesiantes são desfechados sobre o ânimo dos aprendizes por todas as forças contrárias ao Evangelho salvador.
A exigência de todos e a indiferença de muitos procuram cristalizar a energia do discípulo, dispersando-lhe os impulsos nobres ou neutralizando-lhe os ideais de renovação.
Contudo, é imprescindível esperar sempre o desenvolvimento dos princípios latentes do bem, ainda mesmo quando o mal transitório estenda raízes em todas as direções.
É necessário esperar o fortalecimento do fraco, à maneira do lavrador que não perde a confiança nos grelos tenros; aguardar a alegria e a coragem dos tristes, com a mesma expectativa do floricultor que conta com revelações de perfume e beleza no jardim cheio de ramos nus.
É imperioso reconhecer, todavia, que a serenidade do cristão nunca representa atitude inoperante, por agir e melhorar continua damente pessoas, coisas e situações, em todas as particularidades do caminho.
Por isso mesmo, talvez, o apóstolo não se refere à touca protetora.
Chapéu, quase sempre, indica passeio, descanso, lazer, quando não defina convenção no traje exterior, de acordo com a moda estabelecida.
Capacete, porém, é indumentária de luta, esforço, defensiva.
E o discípulo de Jesus é um combatente efetivo contra o mal, que não dispõe de muito tempo para cogitar de si mesmo, nem pode exigir demasiado repouso, quando sabe que o próprio Mestre permanece em trabalho ativo e edificante.
Resguardemos, pois, o nosso pensamento com o capacete da esperança fiel e prossigamos para a vitória suprema do bem.
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier

Vê e Segue


Vê e Segue


“Uma coisa sei:-
- Eu era cego e agora vejo.” – (João, 9:25.)
Apesar de o trabalho renovador do Evangelho, nos círculos da consolação e da pregação, desdobrar-se, diante das massas, semeando
milagres de reconforto na alma do povo, o serviço sutil e quase desconhecido do aproveitamento da Boa Nova é sempre individual e intransferível.
Os aprendizes da vida cristã, na atividade vulgar do caminho, desfrutam do conceito de normalidade, mas se não gozam de vantagens observáveis no imediatismo da experiência humana, quais sejam as da consolação, do estímulo ou da prosperidade material, de maneira a gravarem o ensinamento vivo de Jesus, nas próprias vidas, passam à categoria de pessoas estranhas, muita vez ante os próprios companheiros de ministério.
Chegado a semelhante posição, e se sabe aproveitar a sublime oportunidade pela submissão e diligência, o discípulo experimenta completa transposição de plano.
Modifica a tabela de valores que o rodeiam.
Sabe onde se ocultam os fundamentos eternos.
Descortina esferas novas de luta, através da visão interior que outros não compreendem.
Descobre diferentes motivos de elevação, por intermédio do sacrifício pessoal, e identifica fontes mais altas de incentivo ao esforço próprio.
Em vista disso, freqüentemente provoca discussões acesas, com respeito à atitude que adota à frente de Jesus.
Por ver, com mais clareza, as instruções reveladas pelo Mestre, é tido à conta de fanático ou retrógrado, idiota ou louco.
Se, porém, procuras efetivamente a redenção com o Senhor, prossegue seguro de ti mesmo; repara, sem aflição e sem desânimo, as contendas que a ação genuína de Jesus em ti recebe de corações incompreensivos e estacionários, repete as palavras do cego que alcançou a visão e segue para diante.

Emmanuel
Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 10 de março de 2017

Couraça da Caridade


Couraça da  Caridade


“Sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e da caridade.” – Paulo. (1ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:8.)
Paulo foi infinitamente sábio quando aconselhou a couraça da caridade aos trabalhadores da luz.
Em favor do êxito desejável na missão de amor a que nos propomos, em companhia do Cristo, antes de tudo é indispensável preservar o coração.
E se não agasalharmos a fonte do sentimento nas vibrações do ardente amor, servidos por uma compreensão elevada nos círculos da experiência santificante em que nos debatemos na arena terrestre, é muito difícil vencer na tarefa que o Senhor nos confia.
A irritação permanente, diante da ignorância, adia as vantagens do ensino benéfico.
A indignação excessiva, perante a fraqueza, extermina os germes frágeis da virtude.
A ira freqüente, no campo da luta, pode multiplicar-nos os inimigos sem qualquer proveito para a obra a que nos devotamos.
A severidade demasiada, à frente de pessoas ainda estranhas aos benefícios da disciplina, faz-se acompanhar de efeitos contraproducentes por escassez de educação do meio em que se manifesta.
Compreendendo, assim, que o cristão se acha num verdadeiro estado de luta, em que, por vezes, somos defrontados por sugestões da irritação intemperante, da indignação inoportuna, da ira injustificada ou da severidade destrutiva, o apóstolo dos gentios receitou-nos a couraça da caridade, por sentinela defensiva dos órgãos centrais de expressão da vida.
É indispensável armar o coração de infinito entendimento fraterno para atender ao ministério em que nos empenhamos.
A convicção e o entusiasmo da fé bastam para começar honrosamente, mas para continuar o serviço, e terminá-lo com êxito, ninguém poderá prescindir da caridade paciente, benigna e invencível.

Emmanuel
Francisco Cândido Xavier


Além dos outros



Além dos Outros 

“Não fazem os publicanos também o mesmo?” – Jesus. (Mateus, 5:46.)

Trabalhar no horário comum irrepreensivelmente, cuidar dos deveres domésticos, satisfazer exigências legais e exercitar a correção de proceder, fazendo o bastante na esfera das obrigações inadiáveis, são tarefas peculiares a crentes e descrentes na senda diária.
Jesus, contudo, espera algo mais do discípulo.
Correspondes aos impositivos do trabalho diuturno, criando coragem, alegria e estímulo, em derredor de ti?
Sabes improvisar o bem, onde outras pessoas se mostraram infrutíferas?
Aproveitas, com êxito, o material que outrem desprezou por imprestável?
Aguardas, com paciência, onde outros desesperaram?
Na posição de crente, conservas o espírito de serviço, onde o descrente congelou o espírito de ação?
Partilhas a alegria de teus amigos, sem inveja e sem ciúme, e participas do sofrimento de teus adversários, sem falsa superioridade e sem alarde?
Que dás de ti mesmo no ministério da caridade? Garantir o continuísmo da espécie, revelar utilidade geral e adaptar-se aos movimentos da vida são característicos dos próprios irracionais.
O homem vulgar, de muitos milênios para cá, vem comendo e bebendo, dormindo e agindo sem diferenças fundamentais, na ordem coletiva. 
De vinte séculos a esta parte, todavia, abençoada luz resplandece na Terra com os ensinamentos do Cristo, convidando-nos a escalar os cimos da espiritualidade superior. 
Nem todos a percebem, ainda, não obstante envolver a todos. 
Mas, para quantos se felicitam em suas bênçãos extraordinárias, surge o desafio do Mestre, indagando sobre o que de extraordinário estamos fazendo.


Emmanuel
Francisco Cândido Xavier


quinta-feira, 9 de março de 2017

A Boa Parte


A Boa Parte

"Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada." - Jesus. 
(LUCAS, 10:42.)
Não te esqueças da "boa parte" que reside em todas as criaturas e em todas as coisas.

O fogo destrói, mas transporta consigo o elemento purificador

A pedra é contundente, mas consolida a segurança.

A ventania açoita impiedosa, todavia, ajuda a renovação.

A enxurrada é imundície, entretanto, costuma carrear o adubo indispensável à sementeira vitoriosa.

Assim também há criaturas que, em se revelando negativas em determinados setores da luta humana, são extremamente valiosas em outros. 

A apreciação unilateral é sempre ruinosa.

A imperfeição completa, tanto quanto a perfeição integral, não existem no plano em que evoluímos. 

O criminoso, acusado por toda a gente, amanhã pode ser o enfermeiro que te estende o copo dágua. 

O companheiro, no qual descobres agora uma faixa de trevas, pode ser depois o irmão sublimado que te convida ao bom exemplo. 

A tempestade da hora em que vivemos é, muitas vezes, a fonte do bem-estar das horas que vamos viver.

Busquemos o lado melhor das situações, dos acontecimentos e das pessoas. 

"Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada" - disse-nos o Senhor.

Assimilemos a essência da divina lição.

Quem procura a "boa parte" e nela se detém, recolhe no campo da vida o tesouro espiritual que jamais lhe será roubado.  


Emmanuel
Francisco Cândido Xavier


Adultério e Prostituição


Adultério e Prostituição

Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado, disse Jesus.

Esta sentença faz da indulgência um dever para nós outros porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. 

Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. 

Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita. 
Do item 13, do Cap. X, de O Evangelho Segundo o Espiritismo.

É curioso notar que Jesus, em se tratando de faltas e quedas, nos domínios do espírito, haja escolhido aquela da mulher, em falhas do sexo, para pronunciar a sua inolvidável sentença:-
- "Aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra". 

Dir-se-ia que no rol das defecções, deserções, fraquezas e delitos do mundo, os problemas afetivos se mostram de tal modo encravados no ser humano que pessoa alguma da Terra haja escapado, no cardume das existências consecutivas, aos chamados "erros do amor".

Penetre cada um de nós os recessos da própria alma, e, se consegue apresentar comportamento irrepreensível, no imediatismo da vida prática, ante os dias que correm, indague-se, com sinceridade, quanto às próprias tendências. 

Quem não há varado transes difíceis, nas áreas do coração, no período da reencarnação em que se encontre, investigue as próprias inclinações e anseios no campo íntimo, e, em sã consciência, verificará que não se acha ausente do emaranhado de conflitos, que remanescem do acervo de lutas sexuais da Humanidade.

Desses embates multimilenares, restam, ainda, por feridas sangrentas no organismo da coletividade, o adultério que, de futuro, será classificado na patologia das doenças da alma, extinguindo-se, por fim, com remédio adequado, e a prostituição que reúne em si homens e mulheres que se entregam às relações sexuais, mediante paga, estabelecendo mercados afetivos. 

Qual ocorre aos flagelos da guerra, da pirataria, da violência homicida e da escravidão que acompanham a comunidade terrestre, há milênios, diluindo-se, muito pouco a pouco, o adultério e a prostituição ainda permanecem, na Terra, por instrumentos de prova e expiação, destinados naturalmente a desaparecer, na equação dos direitos do homem e da mulher, que se harmonizarão pelo mesmo peso, na balança do progresso e da vida. 

Note-se que o lenocínio de hoje, conquanto situado fora da lei, é o herdeiro dos bordéis autorizados por regulamentação oficial, em muitas regiões, como sucedia notadamente na Grécia e na Roma antigas, em que os estabelecimentos dessa natureza eram constantemente nutridos por levas de jovens mulheres orientais, direta ou indiretamente adquiridas, à feição de alimárias, para misteres de aluguel. 

Tantos foram os desvarios dos Espíritos em evolução no Planeta – Espíritos entre os quais muito raros de nós, os companheiros da Terra, não nos achamos incluídos - que decerto Jesus, personalizando na mulher sofredora a família humana, pronunciou a inesquecível sentença, convocando os homens, supostamente puros em matéria de sexualidade, a lançarem sobre a companheira infeliz a primeira pedra.

Evidentemente, o mundo avança para mais elevadas condições de existência.

Fenômenos de transição explodem aqui e ali, comunicando renovação. 

E, com semelhantes ocorrências, surge para as nações o problema da educação espiritual, para que a educação do sexo não se faça irrisão com palavras brilhantes mascarando a licenciosidade. 

Quando cada criatura for respeitada em seu foro íntimo, para que o amor se consagre por vínculo divino, muito mais de alma para alma que de corpo para corpo, com a dignidade do trabalho e do aperfeiçoamento pessoal luzindo na presença de cada uma, então os conceitos de adultério e prostituição se farão distanciados do cotidiano, de vez que a compreensão apaziguará o coração humano e a chamada desventura afetiva não terá razão de ser. 

Livro:- Vida e Sexo
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier