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sábado, 2 de dezembro de 2017

Ser.... ou não Ser ?


Ser.... ou não Ser ?

O maior desejo do ser humano é SER e eu quero SER. 

E esse anseio geralmente surge quando a noite vai alta e o sono não chega (bendito sono, por onde andas?) e vou para a janela do quarto para espiar porque o luar está pouco nítido, tão frio e esmaecido que nem dá para notar alguns vultos sombrios dispersos, perdidos na madrugada. 

É quando sinto no peito aquela vastidão pertencente à minha alma. 

Ela é triste, descomunal, enorme, desmedidamente triste. 

Minha ternura não cabe em mim. 

Extravasa. 

Não se fecha. 

Abre-se ao leu. 

Minha ternura acolhe, afaga e abriga sem distinguir, sem avaliação preconcebida do bom ou ruim, toda e qualquer desgraça, todas as dores, todas as alegrias e incertezas que povoam todas as gentes, toda esta Humanidade pelo mundo todo e, qualquer desastre, qualquer tragédia, qualquer fato, história ou qualquer acontecimento nunca são alheios à minha alma. 

Sinto assim. 

Assim mesmo conforme estou sentindo, porque é unicamente assim e, o meu ser físico assume um feitio metafísico. 

Ser? 

Ou não ser, eis a questão como disse o bardo.



segunda-feira, 13 de março de 2017

Sonho Estranho .....



 Sonho Estranho

Sonho caminhar descalça por entre os atalhos de uma densa floresta ao amanhecer de todas as estações, pois nelas repousam adormecidos os ventos que em flor se abrem...

 Eles, os ventos que guardam meus silêncios e os silêncios de tudo que já foi meu um dia... 

Hoje vejo o céu vestido de altas e extensas cordilheiras de cor cinza, nuvens que escurecem o que devia ser radioso de alegria...

Céu que tem olhos de senhor de semblante arrogante e frio como a lâmina da espada de um samurai...

Não desejo ir colher flores na campina verdejante nem ver as borboletas por elas entre voando, distantes do ar carregado da maresia que vem do mar distante...

Parece que as minhas horas ficaram mortas e sem lembranças...

É como se todo o meu corpo sobrenadasse boiando em águas verdes de limo dos lagos quietos, perenes e nebulosos, invariáveis, no bosque quase sem vida onde nem os pássaros querem cantar. 

As sombras da noite têm contornos bizarros que não sei como definir e explicar...

Uma saudade doentia toca minha pele, saudade tão rascante e fria que minha pele fez sangrar... 

Saudade de que, de quem? 

Talvez saudade de mim? 

Sinto-me como a chama trêmula e frágil de uma vela triste ou lamparina quase extinta que, quando apagar, me deixará cega e vazia... 

Ouvirei apenas e ao longe, bem longe a alegria dos risos das crianças e, mais longe ainda o doloroso e cruel longe das coisas que nem chegaram a ser... 

Como eu...

Analuz Carvalho

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Beleza assim é para ser compartilhada.




Beleza assim é para ser compartilhada. 

Tenho este texto guardado há algum tempo e para mim é uma das descrições mais perfeitas de um ato de amor carnal, é pura poesia. 

Tenho dúvidas quanto à autoria do texto, que é atribuída a um Frei do Colégio Santo Agostinho. 

Fiz pesquisas cansativas, pois ele é um texto publicado em vários sites e blogs, mas esbarrei na mesma informação que está aqui. 

Caso alguém tenha outra informação sobre a autoria, por favor, é só deixar um recadinho nos comentários.
FAZER AMOR É PISAR NA ETERNIDADE
Fazer amor é coisa séria demais...


Não basta um corpo e outro corpo, misturados num desejo insosso, desses que dão feito fome trivial, nascida da gula descuidada, aplacada sem zelo, sem composturas, sem respeito, atendendo exclusivamente a voracidade do apetite.


Fazer amor é percorrer as trilhas da alma, uma alma tateando outra alma, desvendando véus, descobrindo profundezas, penetrando nos escondidos, sem pressa, com delicadeza ... porque alma tem tessitura de cristal, deve ser tocada nas levezas, apalpada com amaciamentos... até que o corpo descubra cada uma das suas funções.


Quando a descoberta acontece é que o ato de amor começa.


As mãos deslizam sobre as curvas, como se tocando nuvens, a boca vai acordando e retirando gostos, provando os sabores, bebendo a seiva que jorra das nascentes escorrendo em dons, é o côncavo e o convexo em amorosa conjunção.


Fazer amor é Ressurreição!


É nascer de novo:-

- No abraço que aperta sem sufocamentos, no beijo que cala a sede gritante, na escalada dos degraus celestiais que levam ao gozo.

Vale chorar, vale gemer... 


Vale gritar, porque aí já se chegou ao paraíso, e qualquer som há de sair melódico e afinado, seja grave, agudo, pianinho ... há de ser sempre o acorde faltante quando amantes iniciam o milagre do encontro.

Corpos se ajustaram, almas matizaram ... 


Fez-se o Êxtase! 

É o instante da Paz ... 

É a escritura da serenidade!

E os amantes em assunção pisam eternidades!


 Analuz Carvalho


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A Força do Abraço


A Força do Abraço


___ Creio que muitos de nós já fizemos isso... 

Ir ao encontro de um amigo e ainda de longe abrir os braços para ele. 

A resposta é imediata e ele vem correndo para o abraço! 

A sensação é incrível, é indescritível, é maravilhosamente deliciosa! 

A ciência vem tentando explicar, mas ainda não conseguiu definir o efeito do calor humano de um abraço. 

Abraçar é uma atitude tão simples e, no entanto, parece ser tão difícil para alguém realizar. 

Quantas vezes eu senti necessidade de um abraço, acho que durante toda a minha vida – e, naquele instante que mais necessitava dele, não o tinha, não o recebi... 

Isto não significa sair pedindo abraços a torto e a direito para quem está perto quando estamos sofrendo ou carentes, pois se quem está perto não percebe esse imperativo, quem está sofrendo não está em situação de esmolar afeto e se fecha. 

Pelo menos eu fazia e faço isso. 

Dói, como dói... 

A solidão por carência, por falta dói demais.

Como explicar o abraço, esse gesto de dar um gostoso apertão em alguém? 

Encostar peito com peito, coração com coração é tão bom que parece que eles se entendem, conversam e se acalmam... 

E enviam um recado para o cérebro dizendo que está tudo bem, pode serenar que o conforto do carinho chegou, porque, o calor humano do abraço é poderoso curativo e imensamente gostoso! 

Talvez pelo fato deste gesto ser precioso em minha vida que eu o estimo tanto. 

Não suporto ver alguém sofrendo, chorando ou se lamentando e quero logo abraçar e ali ficar quietinha naquele abraço até quando a pessoa desejar. 

Eu nunca recebi um abraço assim e por isso creio que deve ser muito bom e acolhedor. 

Desconfio que não nasci para receber abraços.

Acredito que nasci para cuidar e não para ser cuidada. 

Pode ser que a solidão que sempre me impregnou tenha impedido as pessoas de chegar-se mais a mim e a mim de me entregar sem medo para outra pessoa, com todas as minhas fraquezas, tristezas e angústias, pois poderia significar ficar vulnerável e sujeita à desilusões e traições. 

Mas gosto demais de um abraço, de dar e receber abraços. 

Como é bom receber um abraço dos filhos, dos netos! 

A entrega é total e incondicional e o prazer é imensamente maior que tudo. 

Eu reconheço que sou carente de afeto, de abraço, de beijo... 

É espirituoso que pessoalmente eu seja um tanto arredia, mas virtualmente não! 

Quando os amigos me enviam abraços, eu sinto os abraços apertados e sei que são sinceros e de coração. 

Não sei como será o dia de amanhã, mas sei que vou abraçar e receber abraços, reais ou virtuais. 

O que interessa de verdade é que abraço é necessário para todos, abraços sinceros que nos confortam, nos acalmam e nos aconchegam. 

Eu gosto, eu adoro abraços... 

E é difícil acreditar que tem gente que não gosta! 

Então, meus queridos amigos virtuais, aí vai um abraço quebra-costelas para todos vocês!

Analuz Carvalho

domingo, 4 de dezembro de 2016

A Dor da Saudade


A Dor da Saudade

 ___ Não existe remédio que cure a dor da saudade 

É a pior dor que existe e chega nas noites solitárias quando o silencio traz de volta as lembranças com um imenso barulho machucando a alma 

A saudade afasta o sono até que os olhos cansados e pisados adormecem com as lagrimas escorrendo. 

A dor da saudade vem nas manhãs cinzentas quando os olhos se abrem e procuram o amor ausente 

E quando à mesa uma cadeira está vazia... 

A saudade vem nas tardes quando o sol se despede sem que a gente tenha sentido seu quente abraço esperando aqueles outros abraços... 

A dor da saudade vem quando no céu fulgem as primeiras estrelas ou quando elas se escondem por trás de uma nuvem para não ver minha angústia... 

A lua tenta com sua luz e beleza levar alegria aos olhos tristes que a ela não prestam atenção... 

Olhos que nada veem, pois cegos estão de dor... 

Passa o vento, roça o rosto, faz carinho na face buscando alegrar o coração carente, doente, o pensamento longe vai e segue procurando... 

O céu entristece e chora, a chuva cai e o tormento da alma vagando nessa saudade que nunca acaba... 

Que nunca terá fim até que o coração cansado adormeça para sempre....

Analuz Carvalho


domingo, 20 de novembro de 2016

Perguntas ao vento


Perguntas ao vento

De quem é esta saudade que meu peito invade e que de tão longe me chega? 

De quem é esta saudade, de quem? 

Mas o vento não responde e me deixa a olhar o tempo 

Saudades daquelas mãos de carícias que o meu corpo desejava
 
Saudades daquele olhar de apelo,

De quem é esta saudade que sinto quando não te vejo? 

Pergunto ao vento...sejo... 

Daqueles dedos amados, a me tocar com ternura

Saudade da minha boca sem beijo... 

De quem é esta saudade? 

De quem?

De quem é esta saudade que sinto quando não te vejo? 

Pergunto ao vento...

Analuz Carvalho
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Abri a janela do meu coração !


Abri a janela do meu coração !

Abri a janela do meu coração
E mandei o vento levar a tristeza,
Levar a dor, a mágoa e a desilusão,
Para a luz do sol encher de beleza,
Dei um sorriso para alguém que passava,
Maravilhei-me com o voo de um beija-flor,
Meus olhos o seguiam enquanto ele dançava,
Tal como seguem o meu amor por onde for
Abri a janela do meu coração
Com lagrimas reguei as flores do meu jardim,
Flores plantadas por ti com tanta paixão
Exalando o perfume de rosas sem fim.


Vesti minha alma com aquele perfume,
Meu coração é uma palheta de aquarela,
Dentro dele as cores cintilam como um lume,
Espantando o triste inverno da minha janela.


Abri a janela do meu coração,
Sonhei novos sonhos, sonhos sem fim.


Sonhos tecidos com tanto amor e paixão

Que a felicidade enfim veio habitar em mim!

 Analuz Carvalho
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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

O que é um poema ?


O que é um poema ?

Um poema pode ser uma noite escura de dor e amargura, ou as estrelas que brilham no azul escuro do firmamento,
 
Um poema pode ser sentir saudade de alguém, de alguém que a gente espera e nunca vem,
 
Um poema pode ser o coro mavioso de livres passarinhos,  ou o cantar triste de um pássaro que perdeu o ninho., e vive ao léu na esperança de reencontrá-lo;
 
Um poema é a frigida solidão da madrugada, de um ébrio triste dormindo na calçada...

Poema é o trovador com seu violão fazendo serenata para a amada despertar e a lua deixar enamorada...
 
Um poema... Poema é tristeza... É alegria...É nostalgia...
 
Poema é o inocente sorriso de uma criança, é o nascer da aurora de um novo dia, é esperança...
 
Ou a dor cruel de uma paixão que foi desprezada...
 
O poema é a lira de um poeta apaixonado , quando escreve sobre o amor que lhe vai no coração,
 
Poema... 

Poema é dizer em versos o dom maior,
 
O dom do amor ao próximo e ao Criado

                       Arte:-Tela do artista Celito Medeiros

Analuz Carvalho
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sábado, 17 de setembro de 2016

A Força do Abraço


A Força do Abraço

A FORÇA DO ABRAÇO ___ Creio que muitos de nós já fizemos isso ... 

Ir ao encontro de um amigo e ainda de longe abrir os braços para ele. 

A resposta é imediata e ele vem correndo para o abraço! 

A sensação é incrível, é indescritível, é maravilhosa, é deliciosa! 

A ciência vem tentando explicar, mas ainda não conseguiu definir o efeito do calor humano de um abraço. 

Abraçar é uma atitude tão simples e, no entanto, parece ser tão difícil para alguém realizar. 

Quantas vezes eu senti necessidade de um abraço - acho que durante a toda a minha vida – e, naquele instante que mais necessitava dele, não o tinha, não o recebi ... 

Isto não significa sair pedindo abraços a torto e a direito para quem está perto quando estamos sofrendo ou carentes, pois se quem está perto não percebe esse imperativo, quem está sofrendo não está em situação de esmolar afeto e se fechar. Pelo menos eu fazia e faço isso. 

Dói, como dói... 

A solidão por carência, por falta dói demais.

Como explicar o abraço, esse gesto de dar um gostoso apertão em alguém? 

Encostar peito com peito, coração com coração é tapo bom que parece que eles se entendem, conversam e se acalmam... 

E enviam um recado para o cérebro dizendo que está tudo bem, pode serenar que o conforto do carinho chegou, porque, o calor humano do abraço é poderoso curativo e imensamente gostoso! 

Talvez pelo fato deste gesto ser precioso em minha vida que eu o estimo tanto. 

Não suporto ver alguém sofrendo, chorando ou se lamentando e quero logo abraçar e ali ficar quietinha naquele abraço até quando a pessoa desejar. 

Eu nunca recebi um abraço assim e por isso creio que deve ser muito bom e acolhedor. 

Desconfio que não nasci para receber abraços.

 Acredito que nasci para cuidar e não para ser cuidada. 

Pode ser que a solidão que sempre me impregnou tenha impedido as pessoas de chegar-se mais a mim e a mim de me entregar sem medo para outra pessoa, com todas as minhas fraquezas, tristezas e angústias, pois poderia significar ficar vulnerável e sujeita à desilusões e traições. 

Mas gosto demais de um abraço, de dar e receber abraços. 

Como é bom receber um abraço dos filhos, dos netos! 

A entrega é total e incondicional e o prazer é imensamente maior que tudo. 

Eu reconheço que sou carente de afeto, de abraço, de beijo... 

É espirituoso que pessoalmente eu seja um tanto arredia, mas virtualmente não! 

Quando os amigos me enviam abraços, eu sinto os abraços apertados e sei que são sinceros e de coração. 

Não sei como será o dia de amanhã, mas sei que vou abraçar e receber abraços, reais ou virtuais. 

O que interessa de verdade é que abraço é necessário para todos, abraços sinceros que nos confortam, nos acalmam e nos aconchegam. 

Eu gosto, eu adoro abraços... 

E é difícil acreditar que tem gente que não gosta! 
  
Então, meus queridos amigos virtuais, aí vai um abraço quebra-costelas para todos vocês!

                                    Analuz Carvalho

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