quinta-feira, 9 de março de 2017

Adultério e Prostituição


Adultério e Prostituição

Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado, disse Jesus.

Esta sentença faz da indulgência um dever para nós outros porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. 

Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. 

Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita. 
Do item 13, do Cap. X, de O Evangelho Segundo o Espiritismo.

É curioso notar que Jesus, em se tratando de faltas e quedas, nos domínios do espírito, haja escolhido aquela da mulher, em falhas do sexo, para pronunciar a sua inolvidável sentença:-
- "Aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra". 

Dir-se-ia que no rol das defecções, deserções, fraquezas e delitos do mundo, os problemas afetivos se mostram de tal modo encravados no ser humano que pessoa alguma da Terra haja escapado, no cardume das existências consecutivas, aos chamados "erros do amor".

Penetre cada um de nós os recessos da própria alma, e, se consegue apresentar comportamento irrepreensível, no imediatismo da vida prática, ante os dias que correm, indague-se, com sinceridade, quanto às próprias tendências. 

Quem não há varado transes difíceis, nas áreas do coração, no período da reencarnação em que se encontre, investigue as próprias inclinações e anseios no campo íntimo, e, em sã consciência, verificará que não se acha ausente do emaranhado de conflitos, que remanescem do acervo de lutas sexuais da Humanidade.

Desses embates multimilenares, restam, ainda, por feridas sangrentas no organismo da coletividade, o adultério que, de futuro, será classificado na patologia das doenças da alma, extinguindo-se, por fim, com remédio adequado, e a prostituição que reúne em si homens e mulheres que se entregam às relações sexuais, mediante paga, estabelecendo mercados afetivos. 

Qual ocorre aos flagelos da guerra, da pirataria, da violência homicida e da escravidão que acompanham a comunidade terrestre, há milênios, diluindo-se, muito pouco a pouco, o adultério e a prostituição ainda permanecem, na Terra, por instrumentos de prova e expiação, destinados naturalmente a desaparecer, na equação dos direitos do homem e da mulher, que se harmonizarão pelo mesmo peso, na balança do progresso e da vida. 

Note-se que o lenocínio de hoje, conquanto situado fora da lei, é o herdeiro dos bordéis autorizados por regulamentação oficial, em muitas regiões, como sucedia notadamente na Grécia e na Roma antigas, em que os estabelecimentos dessa natureza eram constantemente nutridos por levas de jovens mulheres orientais, direta ou indiretamente adquiridas, à feição de alimárias, para misteres de aluguel. 

Tantos foram os desvarios dos Espíritos em evolução no Planeta – Espíritos entre os quais muito raros de nós, os companheiros da Terra, não nos achamos incluídos - que decerto Jesus, personalizando na mulher sofredora a família humana, pronunciou a inesquecível sentença, convocando os homens, supostamente puros em matéria de sexualidade, a lançarem sobre a companheira infeliz a primeira pedra.

Evidentemente, o mundo avança para mais elevadas condições de existência.

Fenômenos de transição explodem aqui e ali, comunicando renovação. 

E, com semelhantes ocorrências, surge para as nações o problema da educação espiritual, para que a educação do sexo não se faça irrisão com palavras brilhantes mascarando a licenciosidade. 

Quando cada criatura for respeitada em seu foro íntimo, para que o amor se consagre por vínculo divino, muito mais de alma para alma que de corpo para corpo, com a dignidade do trabalho e do aperfeiçoamento pessoal luzindo na presença de cada uma, então os conceitos de adultério e prostituição se farão distanciados do cotidiano, de vez que a compreensão apaziguará o coração humano e a chamada desventura afetiva não terá razão de ser. 

Livro:- Vida e Sexo
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier
 


quarta-feira, 8 de março de 2017

Justiça


Justiça

Faze culto a Justiça,
Sem condenar o injusto.
Delinqüentes diversos
São doentes do espírito.
Ignorância é um mal
Que pede auxílio e cura.
Agressores carregam
Obsessões ocultas.
Olha a praga e a lavoura
Quando salvas a planta.
Deus nos livra do mal,
Mas nos guarda em amor. 

 Livro:- Assim Vencerás
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier
 

Apuros de um Morto



Olá Alma Irmã, nossas Fraternais Saudações !
Que esta mensagem chegue com nossas melhores vibrações de Paz e Saúde !!!


 Apuros de um Morto

Quando Apolinário Rezende acordou, além da morte, viu-se terrivelmente sacudido por estranha emoção.

Ouvia a esposa, D. Francina, a chamá-lo em gritos estertorosos.

E qual se fosse transportado a casa por guindaste magnético, reconheceu-se, de chofre, diante dela, que se descabelava chorosa.

- "Ingrato ! Ingrato ! - era o que a viúva dizia em pensamento, embora apenas tartamudeasse interjeições lamentosas com a boca.

Julgando no corpo de carne, Rezende, em vão, se fazia sentir.

Gritava pela companheira.

Pedia explicações.

Esmurrava a mesa em que a senhora apoiava os cotovelos.

Dona Francina, entretanto, procedia como quem lhe ignorava a presença.

O infeliz, no primeiro instante, julgou-se dementado.

Acreditava em pesadelo e queria retornar à vida comum, despertar ...

Beliscava inutilmente.

Nisso, escutou o próprio nome no andar térreo.

Despencou-se  e encontrou Maria Iza, a copeira que se habituara a estimar como sendo sua própria filha, em conversação discreta com o advogado que lhe era amigo íntimo.

O Dr. Joaquim Curado ouvia, atento a moça, que lher confidenciava uma infâmia.

A empregada, que sempre lhe recolhera a melhor atenção, não se pejava de acusá-lo, afirmando que o pequeno Samuel, o menino que lhe nascera, quatro anos antes, do coração de mãe solteira, era filho dele, Rezende.

A serviçal, no extremo da calúnia, dramatizava em pranto.

Dizia despudorada, que seu filhinho Samuel não podia privar-se da herança, que ela, em outros tempos, vivia sofrendo injuriosas cenas de ciúme, por parte da patroa, e que estava agora resolvida a colocar a questão em pratos limpos.

Apolinário cerrou os punhos e dispunha-se a esbofeteá-la, quando o causídico asseverou:-

- "Bem, desde que o Rezende morreu ... "

O pobre Espírito liberto sofreu tremendo choque.

Morrera, então ?

Que significava tudo aquilo ?

Sentia-se louco ...

Gritou desesperado, lembrando fera aguilhoada no circo, mas os dois interlocutores nem de leve lhe perceberam a reação, e o entendimento contínuo ...

Chorando copiosamente, Apolinário ficou sabendo que o inventário dos seus bens seguia em meio, que Maria Iza alegava-se seduzida por ele e exigia mais de dois milhões de cruzeiros, parte igual ao montante que se reservava a cada um de seus filhos.

O Dr. Joaquim falava em exame de sangue e pedia provas.


A moça notificou que Renato, o filho caçula de Dona Francina, fora testemunha da experiência infeliz a que se submetera, em acedendo às tentações que lhe haviam movidas pelo morto.

Aterrado, Rezende viu seu próprio filho mais novo entrar, a chamado, no parlatório doméstico, apoiando a invencionice.

O jovem, que ultrapassara os vinte e dois de idade, preocupava-o sempre, pelo caráter leviano; contudo, não foi sem espanto que passou a escutá-lo, confirmando a denúncia.

Perante o advogado, surpreendido, Renato anunciou que simplesmente tocado pela compaixão, deliberara ajudar Maria Iza, declarando que o pai, pilhado por ele em vários encontros com ela, resolvera confiar-lhe a verdade, salientando que, um dia, quando viesse a falecer, o menino Samuel não devia ser esquecido, de vez que lhe devia a paternidade.

Rezende, tomado de repugnância, desmentia tudo, até que lhe pareceu ouvir os pensamentos do filho, compreendendo, por fim, que Renato se mancomunara com a copeira, de modo a senhorear metade da importância que a ela fosse atribuída pela Justiça.

Entendeu a chantagem.

O rapaz pretendia o maior quinhão e, para isso, não vacilava enxovalhar-lhe o nome.

Abatido, procurou Reinaldo, o filho mais velho, moço de comportamento exemplar; entretanto, foi achá-lo no gabinete, conformado com a situação. 

O irmão desfechara habilmente o golpe e o primogênito preferia perder parte da herança a desrespeitar a memória do pai.

Voltou Rezende ao quarto da esposa e debalde quis confortá-la.

Dona Francina ensopara o lenço de lágrimas. 

Não chorava tanto o dinheiro de que deveria dispor. 

Lastimava a suposta infidelidade do falecido marido. Recordava todos os dias felizes, em que ambos haviam desfrutado confiança perfeita ... 

Era preciso ser desumano para que lhe mentisse, qual o fizera, dentro do próprio lar. 

Ansiava conservá-lo puro, na lembrança, viver o resto da existência preparando-se para reencontrá-lo; entretanto...

Esforçava-se Rezende para consolá-la, a procurar em si mesmo a razão por que sofria semelhante prova, quando lhe ocorreu um estalo na consciência.

Via-se recuar, recuar...

Sim, sim, Maria Iza recebera dele tão somente considerações respeitosas; contudo, Julieta surgia-lhe agora ... 

Fora-lhe a companheira da juventude, quarenta anos antes ... 

Menina de condição modesta agüentara-lhe a ingratidão. 

Cedera aos seus caprichos de moço impulsivo e passara a aguardar-lhe um filhinho, confiando no casamento. 

Examinando, porém, as próprias conveniências obrigara Julieta a sujeitar-se a vergonhoso processo abortivo e, em seguida, ao vê-la frustrada, abandonou-a na vala do meretrício.

Rezende, atormentado em dolorosas reminiscências, inquiria a si próprio se a calúnia de Maria Iza seria a resposta do destino ao sarcasmo em que lançara Julieta ... 

Onde encontrar a vítima de outra época? 

Por outro lado, ali estava Dona Francina, a reclamar-lhe assistência, e Maria Iza, a quem devia perdoar a seu turno.

Tateava o crânio em fogo.

Atravessava o primeiro dia de consciência acordada, depois da morte, e parecia estar no ínfero mental, desde muito tempo.

Caiu a noite e Rezende permaneceu aflito junto da esposa, tentando em vão, falar-lhe durante o sono ...

Manhã cedo, Dona Francina levantou-se, orou à frente da própria imagem dele, na foto de cabeceira, tomou grande ramo de flores e saiu na direção de um templo.

Apolinário seguiu-a, reconhecendo emocionado, que a esposa encomendara um ofício religioso, a benefício da sua felicidade.

Findas as preces, Dona Francina tocou para o cemitério.

Só então Rezende veio saber que a leal companheira comemorava o sexto mês de sua partida.

Cento e oitenta e três dias de inconsciência na vida espiritual!

Assombrado, fitou a esposa, que se ajoelhara à frente do seu próprio túmulo. 

Entre angustiado e curioso, inclinou-se para a lápide e soletrou espantadiço:-

- “Aqui jaz Apolinário Rezende.” 

E, em letras menores:-

- “Orai pelo descanso eterno de sua alma”.

Quando leu as palavras “descanso eterno”, Rezende passou a refletir sobre as agonias morais a que era submetido, desde a véspera, e, embora sentindo imenso desejo de chorar esqueceu a quietude do campo santo e desferiu, em desespero, enorme gargalhada ...

 

Livro:- Contos desta e Doutra Vida

IRMÃO X 

Francisco Cândido Xavier



terça-feira, 7 de março de 2017

Nosso Planeta Terra .....



Algumas palavras do nosso Amigo, José Carlos Braghini*  !


Hoje o Nosso Planeta passa por momentos difíceis e perturbadores, vemos o lixo do passado aflorando como agressões de maldade, ódio e desrespeito ao semelhante.

Vemos o homem, nossos filhos, nossos entes queridos, se destruindo no vício das drogas, do álcool, da animalidade.

Vemos também o protótipo do futuro, espíritos que amam profundamente e dedicam suas existências para o Bem Coletivo.

Homens que lutam por construir a Igualdade entre os homens, a Felicidade para Todos, emfim, por um novo céu e uma Nova Terra.

E temos a oportunidade ímpar  de aqui estar e participar do Início da Construção de um Novo Mundo !!!

Se conseguirmos vencer os impulsos inferiores herdados da raça e do ambiente hostil de hoje, não só seremos os alicercer dessa nova humanidade, mas realizaremos.

Mas muito melhor do que estarmos realizados é que nos dignificaremos, com a personalidade que hoje representamos, e participaremos efetivamente do esforço da natureza em fazermos o melhor de todas as criaturas.

São Sebastião do Paraíso
Outubro 1997

Livro:- Deficiente Mental
Porque fui um ?

Editora Petit
Antônio Carvalho
Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho

 
* José Carlos Braghini, dirigente do Centro de Estudos Espíritas em São Sebastião do Paraíso, Minas Gerais e Pai da Patricia, a autora espiritual do Livro:-“Violetas na Janela”


Deficiente Mental. Porque fui um ????




Conclusões de Antônio Carlos

Somos o que realizamos.

Imprudentes, vezes não damos valor ao que recebemos de graça para progredirmos espiritualmente.

Depois que o indivíduo mergulha num estdo de perturbação profunda, não há como ele se reajustar, refazer por si próprio.

Um escravo não consegue libertar outro escraco.

Só im liberto consegue libertar um escravo.

Portanto, só um equilibrado pode ajudar um desequilibrado.

É assim que Deus socorre seus filhos, por meio de Seus próprios filhos.

Essa é a necessidade que temos de ajudar uns aos outros, pois nós próprios ainda não encontramos Harmonia total de viver.

Ao ajudar os mais necessitados, estamos esquecendo de nós mesmos, exercitando a unidade do ser humano e nos predispondo a receber o auxílio daqueles que estão melhores que nós.

Portanto, ajudar não é Caridade nem Abnegação, é uma necessidade de Bem Viver.

Lembrei-me agora de um exemplo bem simples:-
-Uma senhora, tendo uma casa no litoral, ficando um tempo sem ir lá, sem usá-la, deixou-a em desordem e na sujeira.

Querendo usufruí-la, arrumou três faxineiras para ajudar a torná-la habitável.

Ela e as três senhoras trabalharam o dia todo limpando, arrumando-a e, no fim do dia, a propietária falou:-
-"Está em ordem "!
Pelo uso indevido ou por falta de uso, por descaso e por muita imprudência, deixamos nosso espírito em desordem, desiquilibrado, e teremos um dia de colocá-lo novamente em Harmonia.

É um trabalho intenso de organização, de recuperação, em que sempre temos que contar com a ajuda alheia.

"Que faxina ! 

Que grande faxina!", disse-nos nossa Amiga.

Deise, que tem no filho, Fábio, sua grande expectativa.

'É trabalho para uma vida toda!' 

Sim, é Verdade, Deise sabe disso, porque sua luta não é só recuperar seu filho, mas outros tantos deficientes também.

Ela nos ajudou emprestando livros e com pesquisas, colaborando conosco na realização deste livro.

E lhe somos muito gratos.

Não temendo o trabalho, Deise poderá dizer como muitos outros pais.

Feito !

Conseguimos !

Como essa realização faz Bem !

Todos os fatos mencionados neste livro não teriam necessidade de acontecer.

Vivemos Hoje os resultados das nossas ações de Ontem.

Portanto, o homem é quem decide, por meio de suas atitudes de Hoje, como será sua vida no Futuro.

Se pararmos um pouco e olharmos com Carinho e Atenção para esta Realidadem vamos excluir das nossas existências, oitenta (80) por cento de Dores, Angústias e Conflitos, que são resultado da vida egoísta  e maldosa que hoje estamos vivendo.

Deus não tem por princípio castigar seus filhos, pelo contrário, Ele tudo nos concede para que Sua manisfestação no homem e fora dele, seja uma apoteose de plenitude*.

Livro:- Deficiente Mental
Porque fui um ?
Editôra Petit
 
Antônio Carlos
Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho

 

Apoteose:- 
- Deificação, ação de incluir entre os deuses. 
- Cerimônia de deificação dos imperadores e heróis, depois de sua morte. 
- Honras extraordinárias concedidas a alguém. 
- Glorificação, exaltação. 
- Teatro Cena final nas peças alegóricas ou fantásticas, em que as personagens estão representadas numa espécie de glória celeste.
 
- https://www.dicio.com.br/apoteose/

Plenitude:- 
- Condição daquilo que está completo, inteiro, sem espaço. 
- Completude; estado do que se apresenta total ou integralmente. 
- Em plenitude. 
- No grau máximo de:-
- expressava sua fé em plenitude. 

- https://www.dicio.com.br/plenitude/

(Etm. do latim: plenitudinis)