domingo, 6 de novembro de 2016

Plantando e Esperando


 
Plantando e Esperando


Escrevi o artigo abaixo em resposta a uma querida amiga de internet que se encontra desanimada com a baixa frequência nos cursos do centro espírita que participa como elemento ativo.

Faça pelo Espiritismo o que for viável.  
 
Não se trata de tarefa áspera, dificultosa; ao contrário, promove intensa satisfação onde a realização se torna como o sol da manhã, que a todos aquece e encanta, mostrando o esplendor da vida.

Trabalhar pelo Espiritismo não é insistir demasiadamente em conselhos, em conversas insistentes, não é desejar converter o próximo com sábias palavras e nem discorrer sobre temas que muitas vezes não estão a interessar pessoas que talvez não entendam seus significados.

Trabalhar pelo Espiritismo é prestar atenção nas dores daqueles que procuram soluções ante o emaranhado de dissabores pelos quais passam. 
 
Tantos são os que adentram as portas dos centros espíritas envergados emocionalmente por dilemas familiares, por sensações negativas que não conseguem vencer.

Ouvi-los é algo que requer amor estruturado na paciência. 
 
Encaminhá-los ao passe é necessário, levar seus nomes nas reuniões de desobsessão é preciso.

Paulatinamente conseguir-se-á introduzi-los no estudo e no trabalho voluntário.

Muitos gostam de ler em seus lares, na quietude que se faz quando os demais adormecem. 
 
Que lhes sejam dados os incentivos que desejam. 
 
Que não se vejam pressionados a já de início frequentarem cursos, quando muitas vezes não possuem condições de fazê-los.

Quando esses irmãos encontram o apoio emocional que buscam, quando sentem que o amor vibra nas almas que os acolhem, aí as afinidades irão crescendo sempre mais.  
 
Entenderão que é preciso crescer no saber para que as soluções tornem-se constantes e aprendam a decidir por si mesmos. 
 
Passarão a sentir vontade de estudar em grupos, onde os orientadores lhes darão conhecimentos mais profundos.

Atentemos para as palavras de Allan  Kardec, no Livro:- Viagem Espírita em 1862:-
- Não basta ter um bom instrumento, é necessário dispor de um bom músico para dele tirar bons sons e, ainda mais, é preciso que o executante disponha de uma audiência capaz de compreendê-lo e de apreciá-lo.

Conclusão:- Paciência e Persistência para que as sementes germinem no seu devido tempo.

Maria Nilceia
 

Reuniões de Desobsessão – Apontamentos Necessários


Reuniões de Desobsessão 
 Apontamentos Necessários


As reuniões de desobsessão são de extrema importância nos centros espíritas da Terra, pois o mal ainda existe nestas paragens; todavia, para que sejam reuniões que realmente ajudem, facilitando a tarefa dos dialogadores, médiuns de passividade e de sustentação, é necessária a assimilação de alguns princípios fundamentais, os quais tornarão as reuniões proveitosas. 
 
Atentemos para alguns fatos.
Reuniões muito demoradas cansam os participantes.

Se houver expositor do Evangelho para falar no início, que a exposição não seja prolongada e que seja feita em voz respeitosa para sensibilizar os irmãos necessitados, que estão presentes para receber orientação. 
 
Caso haja um período para estudo antes do início das manifestações, este não deve se estender muito.

Os dialogadores, diante do escoar acentuado do tempo, estarão com poucas condições de prosseguirem em seu trabalho de orientação aos necessitados. 
 
Não haverá mais a necessária sintonia para que cheguem as intuições.

Os médiuns de sustentação, ao fim de horas e horas de vibração de energias positivas, não as terão mais. 
 
Sentir-se-ão esgotados.

Os médiuns de passividade que não se controlam e permitem a manifestação de espíritos antes que outro espírito termine de ser orientado, prejudicam enormemente a reunião. 
 
É preciso conversar com eles para que tenham o domínio de si mesmos e dos espíritos. 
 
O dialogador não pode se ver ante essa situação difícil. 
 
Com certeza, não estará sendo indelicado se solicitar ao espírito comunicante e ao médium, que esperem a sua vez de falar. 
 
Para evitar esse contratempo, o médium deve ter as “rédeas em seu poder”. 
 
Que consiga também esperar.

Os responsáveis pelo bom andamento das reuniões precisam se munir de coragem para colocar a ordem necessária nas reuniões. 
 
Lembremos que espíritos maldosos, zombeteiros, vingativos fazem de tudo para atrapalhar. 
 
Se as reuniões estiverem bem estruturadas e os médiuns forem devidamente preparados, os mentores terão condições de manter a proteção.

Caberiam ainda muitos outros apontamentos referentes às reuniões de desobsessão e por isso sugiro o estudo de O Livro dos Médiuns. 
 
Todo aquele que deseja ser elemento de proveito, não pode se negar a estudá-lo.

Findando, aqui vai um ensinamento essencial:-
- Para que uma comunicação seja boa é necessário que provenha de um Espírito bom. 
 
Para que esse Espírito bom POSSA transmiti-la precisa dispor de um bom instrumento. 
 
Para que ele QUEIRA transmiti-la, é necessário que o objetivo lhe convenha. 
 
Cap. 16 - 186 – O Livro dos Médiuns

Maria Nilceia
 

sábado, 5 de novembro de 2016

Coroa da Vida


Coroa da Vida

Bem aventurado o homem que suporta com paciência a provação! 
 
Porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam. 
 
Novo Testamento - Epístola de Tiago, 1: 12

Duas jovens amigas vão ter com o dirigente espírita. 
 
Sofrem as mesmas provações. 
 
Os namoros não dão certo, as famílias são complicadas, elas nervosas, ansiosas e revoltadas.

O dirigente aconselha:-
- Fé, Aceitação, Paciência, Muita Oração, Estudo, Frequência ao centro para receber passes, Trabalho Voluntário. 
 
Essa é a solução.

Uma delas, mais persistente, resolve colocar os conselhos em prática. 
 
Adquire livros, começa a orar, torna-se assídua no centro, nas horas de folga faz tricô e doa as peças.

A outra toma outro rumo:-
- Deixa a revolta acentuar-se e desliga-se das práticas saudáveis.

Coincidentemente, surgem dois rapazes e o namoro das duas vai para frente. 
 
Realiza-se o matrimônio. 
 
O casamento das duas, todavia, começa a sofrer a interferência dos modos de ser diferentes dos maridos. 
 
Um deles desatento para as necessidades da esposa. 
 
O outro ligado ao álcool.

Aquela que já adotava há tempos as atitudes saudáveis prosseguiu fervorosa em sua fé. 
 
Mesmo sofrendo, orava, confiava e aguardava a ação do tempo.

A outra, alimentando revolta maior ainda, desesperou-se ante as dívidas do marido, ante os filhos teimosos e tantas outras necessidades insatisfeitas. 
 
Num momento de descontrole, acaba por suicidar-se. 
 
Integra-se a um futuro triste no mundo espiritual.

A jovem fervorosa chega aos quarenta anos. 
 
Percebe que a situação vai melhorando. 
 
O marido mais atento, os filhos bem encaminhados, situação financeira estável, dando até para algumas viagens de lazer. 
 
Vivem agora em harmonia e alegria.

Certo dia, reencontra o dirigente que a havia aconselhado no passado e ele pergunta:-
- Como está sua vida, filha?

Ela abre um largo sorriso e responde:-
- Estou feliz, na família certa, no lugar certo!

Conclusões quanto ao sofrimento:-

- Ele traz maturidade àquele que enfrenta as dificuldades do caminho. 
 
Aplicando na vida os fatores coragem, determinação e otimismo, o ser humano acaba por entender que Deus ajuda na medida em que se confia Nele.

... É agente de fixação, expondo-nos a verdadeira fisionomia moral. 
 
É valioso curso de aprimoramento para todos os aprendizes da escola humana. 
 
Equipe da Federação Espírita Brasileira
 

Maria Nilceia
 

Faltas ou Boas Ações – Carimbos no Perispírito


 
Faltas ou Boas Ações 
 Carimbos no Perispírito



A maravilha chamada reencarnação consta não só no Espiritismo, mas também nos ensinamentos dos povos orientais. 
Seus adeptos mantém-na na dinâmica das explicações dos muitos porquês que rondam a curiosidade do ser humano, desejoso de se aprofundar no assunto. 
Renomados cientistas vêm prestando importantes contribuições com suas pesquisas referentes à regressão de memória.

Convém que reflitamos:-
- Quantas hediondas manchas temos carimbadas em nosso corpo espiritual a promoverem sensações desagradáveis? 
Ou então atos de bondade a aumetarem nossos merecimentos? 
Quantas terras, talvez além-mar já nos serviram de pátrias? 

Provavelmente e remotamente já caminhamos muito, promovendo machucaduras em nossos pés que nem sequer dispunham de um par de sandálias. 
Posteriormente a situação melhorou e nos servimos de carruagens, depois de trens, hoje de automóveis, aviões, navios. 
Certamente já fomos empregados, outras vezes patrões. 
Apanhamos, batemos, agradamos, fomos agradados. 
Diálogos afáveis umas vezes, discussões acaloradas em outras.

São cenas vivas – armazenadas em nosso subconsciente - que nos abrangeram em diversos locais da Terra e que nos incentivam a não teimarmos contra o Bem, o Amor, a Honestidade, o Respeito, a Autenticidade, a Simplicidade. 
São qualidades que devemos levar adiante como lindas e esvoaçantes Bandeiras Brancas a tremularem ante a brisa que refresca os corações sofridos que de nós necessitam.

Tudo isso vivido é o passaporte para conhecemos um estado d’alma tranquilo e gratificante, a nos trazer doces e agradáveis sensações que por enquanto a poucos é dado sentir. 
Dessa forma compreendemos a inutilidade da ira, do orgulho e da vaidade.

Pitágoras deixou escrito:-
- “Vosso ser, vossa alma é um pequeno universo, mas está cheio de tempestades e de discórdias. 
Trata-se de realizar ai a unidade na harmonia.” 
Léon Denis – Depois da Morte

Nossas tendências atuais devem, pois, ser mantidas se forem positivas, ou então eliminadas se forem negativas. 
Assim estaremos de acordo com o ideal de harmonia do grande Pitágoras e certamente de nosso Pai Criador.



Maria Nilceia

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Concretizando Sonhos


Concretizando Sonhos

Haverá esperança para quem nasce no morro, na favela, em comunidades onde o que mais se fala e se vê é miséria, droga, violência?

Poderá sonhar com um mundo diferente a criança que, ao abrir a janela, se depara com a pobreza, o tráfico, o banditismo?
                                                * * *

Foi no Natal de 2009, que o Brasil deu um raro presente ao Reino Unido.

No canal 4, exatamente no dia 25 de dezembro, em horário nobre na TV Aberta Britânica, foi ao ar o documentário Only when I dance.

Uma diretora inglesa desejou mostrar uma história das favelas, diferente de tráfico de drogas e violência.

E encontrou Irlan Silva, bailarino clássico de apenas 19 anos, criado num dos morros mais violentos do Rio de Janeiro, o Complexo do Alemão e atual integrante do prestigiado American Ballet Theatre.

Esse jovem, além de talento, tem uma grande disposição para contornar obstáculos. 


Enquanto participa de concursos nacionais e internacionais de dança, ele segue as atividades escolares e anos de estudo de balé clássico no Centro de Dança Rio.

Irlan teve que enfrentar, no início, a resistência que seu pai tinha em relação ao balé clássico. 


Resistência que cedeu quando ele assistiu ao primeiro espetáculo do filho e passou a apoiar o seu sonho de se tornar bailarino.

Irlan é um fenômeno que tira o fôlego do espectador, especialmente quando dança Nijinski. 


Apresentando-se na Suíça, arrancou lágrimas de uma das juradas.  


O documentário Only when I dance, mereceu do jornal americano The New York Times, a comparação de Irlan a Billy Elliot da vida real.

Irlan começou a estudar balé aos 11 anos e não mede esforços para triunfar no palco. 


Tem muita determinação para enfrentar as adversidades com a cabeça erguida e postura de primeiro bailarino.

Impõe-se uma disciplina espartana de aulas e ensaios, além de cuidar da alimentação e do corpo.

Conta com o apoio da família mas venceu, sobretudo, graças à sua garra, a vontade firme de alcançar um sonho.

E a uma mulher extraordinária, Mariza Estrella, fundadora e diretora do Centro de Dança Rio, uma escola que tem 450 alunos e 80 bolsistas.

Ela é tia Mariza para os alunos de sua escola. 


Ela vibra com cada vitória de Irlan e de outros alunos tão extraordinários, como Thiago Soares, hoje primeiro bailarino do Royal Ballet de Londres.

Também investe, além de si mesma, carinho para com cada aluno. 


Ela é a grande incentivadora, experiente, mestra, tutora.

Ela inscreve e acompanha os alunos nas principais competições de dança no Brasil e no Exterior.  


Não é raro contribuir com dinheiro do próprio bolso, custeando despesas de alunos de famílias pobres que mais se destacam no circuito de concursos e festivais.

Nosso Brasil é verdadeiramente grande. 


Em extensão territorial e em coração.

Coração como o de tia Mariza que auxilia crianças e adolescentes alcançarem o seu ideal, exportando para o mundo o que o Brasil tem de melhor:-

- A sua gente.

Pensemos nisso e verifiquemos como podemos contribuir, onde estejamos, para tornar realidade o sonho de um menino, uma menina, nossa gente brasileira. 

Por Redação do Momento Espírita, com base no artigo Do Complexo do Alemão ao American Ballet, de Juliana Resende (Londres), publicado na revista Época, de 4 de janeiro de 2010.
Dicpónível no Livro:- Momento Espírita, v. 10, editora FEP.
Do site:- http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=4925&stat=0.

Pessoas Difíceis

Pessoas Difíceis


Pessoas difíceis de se lidar são na verdade naus sem rumo.
Alimentando pontos de vista enganosos, preferem navegar em águas turvas.
O horizonte enfeitado pelas Belezas Divinas não comove seus corações prevenidos contra tudo e contra todos.
Oremos para que tenham desejo de manter uma visão mais Otimista e Benéfica.]


Maria Nilceia