segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Perdoar a Si Mesmo


Perdoar a Si Mesmo



Quando Ava descobriu que estava grávida, teve um choque. 

Havia tomado as precauções necessárias, mas alguma coisa não tinha saído como planejado.

Era muito jovem. 

Pensou nos planos que havia construído para o futuro, nas viagens que queria fazer, nos cursos, no emprego dos seus sonhos. 

Nada disso seria possível se ela tivesse que se dedicar à maternidade.

Ela acreditava que para realizar o que tanto almejava não seria possível constituir uma família.

A ideia de ter um filho era assustadora e inaceitável. 

Decidiu-se pelo abortamento.

Não contou a ninguém. 

Simplesmente comunicou a decisão ao namorado, que se mostrou bastante aliviado. 

Também ele não queria filhos.

Apesar de ser cristã e ter consciência de que estava prestes a cometer um crime que violava leis humanas e Divinas, não voltou atrás. 

O pavor que sentia era mais forte que sua crença.

Em silêncio, procurou uma clínica e se submeteu a um procedimento que interrompeu a gravidez.

Os anos se passaram. 

Ava estudou, se formou, viajou, construiu a tão sonhada carreira. 

Mas não foi feliz. 

O remorso a acompanhava todo o tempo. 

Quando via uma mãe com um filho, pensava naquele que impedira de nascer.

E assim foi criando em si um sentimento destrutivo, potencializado pela ação de outros pensamentos negativos.

A vida trouxe muitos reveses e Ava, sob o peso dos erros, da culpa, da invigilância, do afastamento do bem, da falta de oração, deixou-se envolver em uma negatividade aflitiva e crescente.

Uma noite, angustiada e pensando em tirar a própria vida, ouviu pelo rádio uma mensagem, que parecia ter sido escrita e ditada para ela.

Aquelas palavras falavam de Amor, Perdão e Autoperdão.

Uma frase, em particular, a fez parar o carro e colocar para fora, aos prantos, toda a culpa, dor e medo que sentia. 

Dizia a mensagem:-
- Tende ardente Amor uns para com os outros; porque o amor cobre uma multidão de pecados.

As palavras do Apóstolo Pedro se aninharam em seu íntimo e Ava percebeu que, mesmo sendo impossível voltar no tempo e reverter o erro, ela poderia mudar a forma como vinha agindo e pensando, compensando todo o mal causado, com amor sincero, verdadeiro e desinteressado aos que sofriam.

Buscou ajuda fraterna em uma Casa Espírita. 

Foi aconselhada e orientada. 

Iniciou estudos e trabalhos voluntários.

Passou a dedicar a maior parte de seu tempo a ajudar o próximo.

Orava sempre, com fervor, e pedia forças a Deus. 

Lutava para erradicar seus defeitos e fortalecer suas qualidades.

Compreendeu a necessidade de perdoar todas as pessoas que a tinham magoado e pedir perdão àquelas que tinha ofendido, agredido, magoado, nesta e em outras existências.

E assim foi-se processando em Ava uma transformação.

Movida pelo amor, pela fé em Deus e em Seu amor, pela vontade de ser alguém melhor, tornou-se uma pessoa mais equilibrada, mais forte.

Sabia que seu erro havia sido grave e que responderia por ele. 

Mas também sabia que Deus a amparava e inspirava a buscar o melhor em si, aperfeiçoando-se e transformando-se a cada dia.

Pensemos nisso:-
- Nenhum erro é irreparável, contudo, cabe-nos zelar para não incidir na mesma falta.



Momento Espírita




domingo, 10 de janeiro de 2016

Desunião e Divergência




Desunião e Divergência



Escreve: Deolindo Amorim        
Nem sempre divergência significa desunião. 

Se é verdade que as divergências ou discordâncias algumas vezes já comprometeram a união entre pessoas e grupos, não se deve dar a este fato a extensão de uma regra geral, pois é apenas um episódio discrepante. 

Onde há duas pessoas frente a frente sempre há o que ou em que discordar. Seria impossível a existência de um grupo humano, por menor que fosse, sem um pensamento discordante, sem uma opinião contrária a qualquer coisa. 

Entre dois amigos, como entre dois irmãos muito afins pode haver divergência frontal ou inconciliável em matéria política, religiosa, social etc., sem que haja qualquer “arranhão” na amizade. 

Discutem, discordam, assumem posições opostas, mas continuam unidos.
Justamente por isso e pelo que observo na vida cotidiana, não creio que seja necessário abafar as divergências ou evitar qualquer discussão, ainda que em termos altos, simplesmente para preservar a união de um grupo ou de uma coletividade inteira. 

Seria o caso, em última hipótese, de acabar de vez com o diálogo e adotar logo um tipo de vida conventual. 

O diálogo é uma necessidade, pois é dialogando que trocamos ideias e permutamos opiniões e experiências. 

Uma comunidade que não admite o diálogo está condenada, por si mesma, a ficar parada no tempo. 

Cada qual naturalmente deve preparar-se ou educar-se espiritualmente para discutir ou divergir sem prevenções ou ressentimentos.

O fato de não concordarmos com a opinião de um companheiro neste ou naquele sentido ou de não adotarmos a linha de pensamento de uma instituição deve ser encarado com naturalidade, mas não deve servir de motivo (jamais!) para que mudemos a maneira de tratar ou viremos às costas a alguém. 

Seria o caso de perguntar:-
- E onde está o Evangelho, que se prega a todo o momento? 

Como falar em Evangelho, que é humildade e amor, e fugir a um abraço sincero ou negar um aperto de mão por causa de uma divergência ou de um ponto de vista? 

Então, não é a divergência aqui ou ali que porventura “cava o abismo da desunião”, é a incompreensão, o personalismo, o radicalismo do elemento humano em qualquer campo do pensamento. 

Já ouvi dizer mais de uma vez que os espíritas são desunidos por causa das divergências internas. 

Sinceramente, não acompanho este ponto de vista. 

Acho que não há propriamente desunião, mas apenas desencontro de ideias, fora dos pontos cardeais da Doutrina. 

Somos uma comunidade composta de gente emancipada e por isso mesmo, o campo está sempre aberto ao estudo e à crítica. 

Certos observadores gostariam, por exemplo, que o Movimento Espírita fosse um “bloco maciço” sem nenhuma nota fora do conjunto. 

É uma pretensão utópica, pois não há um movimento religioso, político ou lá o que seja sem alguma voz discordante, aqui ou ali. 

Tomava-se como referência, até bem pouco tempo, a “unidade monolítica” da Igreja Católica. 

Unidade relativa, diga-se de passagem. 

E o que se vê hoje? 

O fracionamento cada vez mais acentuado. 

Os grupos conservadores, porque se batem pela manestruturaisutenção da Igreja tradicional, estão enfrentado os grupos renovadores, partidários de modificações ; grupos que querem a Igreja fora da política estão em conflito com os grupos que querem justamente uma Igreja participante no campo político. 

Há, portanto, demanda de alto a baixo, com programas de reforma na teologia, como na administração e na disciplina eclesiástica. 

Logo, a Igreja não oferece hoje a unidade doutrinária que nos apontam às vezes, como modelo. 

E o Protestantismo, que é outro grande movimento religioso, não se divide em denominações e seitas, com características diferentes entre si? Batistas, presbiterianos, adventistas, congregacionalistas etc. 

Não desejo criticar procedimentos religiosos, pois todos os cultos são respeitáveis, mas estou anotando fatos.

Voltemo-nos para mais longe, fora da faixa ocidental, e lá está o Budismo, também um movimento expressivo. 

Não cabe, aqui, discutir se o Budismo é ou não religião.

Seja como for, ocupa um espaço considerável, mas também se ramificou. 

Existe, hoje, pelo menos mais de uma escola budista. 

O Positivismo, que viera da França, teve muita força no Brasil, mas não se manteve íntegro, pois o grande bloco se desmembrou entre científicos e religiosos no século passado. 

Sobrevive, hoje, uma religião sem Deus, sem cogitação acerca da vida futura, mas um culto ritualizado, com sacerdócio. 

Muitos discípulos de Augusto Comte não queriam, de forma alguma, que o Positivismo se transformasse em religião e, por isso, eram chamados de científicos, ao passo que muitos outros absorveram logo o Positivismo como Religião da Humanidade. 

E realmente implantaram um culto religioso no Apostolado Positivista.

Logo, também o Positivismo não conseguiu sustentar um padrão uniforme.
 O fenômeno que se observa no meio espirita é muito diferente. 

Sempre houve divergências, mas não se quebrou a unidade doutrinária, que é fundamental. 

O Espiritismo continua a ser um só, inconfundível, não se dividiu em diversos espiritismos. 

Há, entre nós, opiniões discordantes em determinados aspectos, porém, os princípios são os mesmos, não se alteraram. 

Não formamos seitas nem correntes à parte, apesar das divergências. 

Então, não há motivo para que estejamos vendo desunião onde há simplesmente desacordo de ideias.

Fonte:- Mundo Espírita, abril de 1984, Curitiba-PR. 

Órgão de divulgação da Federação Espírita do Paraná.
 
Deolindo Amorim nasceu na Bahia em 23 de janeiro de 1906 e desencarnou no Rio de Janeiro, em 24 de abril de 1984. 

É considerado, ao lado de Carlos Imbassahy e Herculano Pires, um dos maiores pensadores espíritas do Brasil. 

Jornalista, sociólogo, escritor espírita de estilo professoral, extremamente didático e elegante, Deolindo foi um dos maiores divulgadores do Espiritismo como cultura e voltado para a análise de questões da atualidade. 

Fundou o Instituto de Cultura Espírita do Brasil (ICEB), foi um dos idealizadores da Associação Brasileira de Jornalistas e Escritores Espíritas (Abrajee) e graças ao seu empenho, em conjunto com a Liga Espírita do Brasil, realizou-se no Rio de Janeiro, em 1949, o II Congresso Espírita Pan-Americano.
 
Obras:-
- Espiritismo e Criminologia; 
- O Espiritismo e as Doutrinas Espiritualistas; 
- Africanismo e Espiritismo; 
- O Espiritismo e os Problemas Humanos; 
- Ideias e Reminiscências Espíritas; 
- Allan Kardec, o Homem e o Meio, dentre outras.
 

 Fonte: Kardec Online

Perdoar



"Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes". 
Mateus: 18-22. 

"A misericórdia é o complemento da brandura, porquanto aquele que não for misericordioso não poderá ser brando e pacifico. 

Ela consiste no esquecimento e no perdão das ofensas". 

O Evangelho Segundo O Espiritismo, Cap. X - Item 4. 

                                               Perdoar
Sim, deves perdoar! 

Perdoar e esquecer a ofensa que te colheu de surpresa, quase dilacerando a tua paz. 

Afinal, o teu opositor não desejou ferir-te realmente, e, se o fez com essa intenção, perdoa ainda, perdoa-o com maior dose de compaixão e amor. 
Ele deve estar enfermo, credor, portanto, da misericórdia do perdão. 

Ante a tua aflição, talvez ele sorria. 

A insanidade se apresenta em face múltipla e uma delas é a impiedade, outra o sarcasmo, podendo revestir-se de aspectos muito diversos. 
Se ele agiu, cruciado pela ira, assacando as armas da calúnia e da agressão, foi vitimado por cilada infeliz da qual poderá sair desequilibrado ou comprometido organicamente. 

Possivelmente, não irá perceber esse problema, senão mais tarde. 
Quando te ofendeu deliberadamente, conduzindo o teu nome e o teu caráter ao descrédito, em verdade se desacreditou ele mesmo. 

Continuas o que és e não o que ele disse a teu respeito. 

Conquanto justifique manter a animosidade contra tua pessoa, evitando a reaproximação, alimenta miasmas que lhe fazem mal e se abebera da alienação com indisfarçável presunção. 

Perdoa, portanto, seja o que for e a quem for. 

O perdão beneficia aquele que perdoa, por propiciar-lhe paz espiritual, equilíbrio emocional e lucidez mental. 

Felizes são os que possuem a fortuna do perdão para a distender largamente, sem parcimônia. 

O perdoado é alguém em débito; o que perdoou é espírito em lucro. 

Se revidas o mal és igual ao ofensor; se perdoas, estás em melhor condição; mas se perdoas e amas aquele que te maltratou, avanças em marcha invejável pela rota do bem. 

Todo agressor sofre em si mesmo. 

É um espírito envenenado, espargindo o tóxico que o vitima. 

Não desças a ele senão para o ajudar. 
Há tanto tempo não experimentavas aflição ou problema - graças à fé clara e nobre que esflora em tua alma - que te desacostumaste ao convívio do sofrimento. 

 Por isso, estás considerando em demasia o petardo com que te atingiram, valorizando a ferida que podes de imediato cicatrizar. 
Pelo que se passa contigo, medita e compreenderás o que ocorre com ele, o teu ofensor. 

O que te é Inusitado, nele é habitual. 

Se não te permitires a ira ou a rebeldia - perdoarás! 

Joanna de Angelis 

sábado, 9 de janeiro de 2016

Alergia e Obsessão


Alergia e Obsessão



Quem se consagra aos trabalhos de socorro espiritual há de convir, por certo, em que a obsessão é um processo alérgico, interessando o equilíbrio da mente.
Sabemos que a palavra « alergia» foi criada, neste século, pelo médico vienense Vou Pirquet, significando a reação modificada nas ocorrências da hipersensibilidade humana.

Semelhante alteração pode ser provocada no campo orgânico pelos agentes mais diversos, quais sejam:-

- os alimentos,
- a poeira doméstica,
- os polens das plantas,
- os parasitos da pele,
- os parasitos do intestino
- os parasitos do ar,
tanto quanto as bactérias que se multiplicam em núcleos infecciosos.


As drogas largamente usadas, quando em associação com fatores proteicos, podem suscitar igualmente a constituição de alérgenos alarmantes.

Como vemos, os elementos dessa ordem são exógenos ou endógenos, isto é, procedem do meio externo ou interno, em nos reportando ao mundo complexo do organismo.

A medicina moderna, analisando a engrenagem do fenômeno, admite que a ação do anticorpo sobre o antígeno, na intimidade da célula, liberta uma substância semelhante à histamina, vulgarmente chamada substância «H», que agindo sobre os vasos capilares, sobre as fibras e sobre o sangue, atua desastrosamente, ocasionando variados desequilíbrios, a se expressarem, de modo particular,...

- na dermatite atípica,
- na dermatite de contacto,
- na coriza espasmódica,
- na asma,
- no edema,
- na urticária,

-na enxaqueca
e na alergia sérica, digestiva, nervosa ou cardiovascular.


Evitando, porém, qualquer preciosismo da técnica científica e relegando à medicina habitual o dever de assegurar os processos imunológicos da integridade física, recordemos que as radiações_mentais, que podemos classificar por agentes «R», na maioria das vezes se apresentam, na base de formação da substância «H», desempenhando importante papel em quase todas as perturbações neuropsíquicas e usando o cérebro como órgão de choque.

Todos os nossos pensamentos definidos por vibrações, palavras ou atos, arrojam de nós raios específicos.

Assim sendo, é indispensável curar de nossas próprias atitudes, na autodefesa e no amparo aos semelhantes, porquanto...

- a cólera e a irritação,
- a leviandade e a maledicência,
- a crueldade e a calúnia,
- a irreflexão e a brutalidade,
- a tristeza e o desânimo, 

produzem elevada percentagem de agentes «R», de natureza destrutiva, em nós e em torno de nós, exógenos e endógenos, suscetíveis de fixar-nos, por tempo indeterminado, em deploráveis labirintos da desarmonia mental.

Em muitas ocasiões,... nossa conduta pode ser a nossa enfermidade, tanto quanto o nosso comportamento pode representar a nossa restauração e a nossa cura.


Para sanar a obsessão nos outros ou em nós mesmos, é preciso cogitar dos agentes «R»que estamos emitindo.

O pensamento é força que determina, estabelece, transforma, edifica, destrói e reconstrói.

Nele, ao influxo divino, reside a gênese de toda a Criação.

Respeitemos, assim, a dieta do Evangelho, procurando erguer um santuário de princípios morais respeitáveis para as nossas manifestações de cada dia.

E, garantindo-nos contra a alergia e a obsessão de qualquer procedência, atendamos ao sábio conselho de Paulo, o grande convertido, quando adverte aos cristãos da Igreja de Filipos:-

- "Tudo o que é Verdadeiro, tudo o que é Honesto, tudo o que é Nobre, tudo o que é Puro, tudo o que é Santo, seja, em cada hora da vida, a luz dos vossos pensamentos."


Dr. Francisco de Menezes Dias da Cruz, distinto médico e denodado batalhador do Espiritismo, que foi Presidente da Federação Espírita Brasileira, no período de 1889 a 1895, desencarnado em 1937.

Herança e Reencarnação - mensagem de Cornélio Pires

https://www.youtube.com/watch?v=kVv3REPauCo

Herança e Reencarnação
 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A Benção da Legítima Fraternidade


 
A Benção da Legítima Fraternidade

Filhas e filhos da alma, mantende-vos em Paz!

 Ouvi o que vos foi dito:-
- Amareis aos que vos amam e odiareis aqueles que vos odeiam. 

Eu, porém, vos digo:-
- Amai os vossos inimigos para ganhardes o galardão do Reino dos Céus.

Em outras palavras, Jesus nos convida à renúncia total dos sentimentos egoísticos, acenando-nos com a bênção da legítima fraternidade.

Deu-nos o exemplo, Ele próprio, amando os adversários do Bem, de que Ele era a representação máxima na Terra.

Esse desafio permanece há vinte séculos, convidando-nos a reflexões profundas.

Na atualidade, quando as comodidades confraternizam com a avareza, a deslealdade, o suborno, amam-se as criaturas de acordo com os interesses que lhes dizem respeito especialmente em relação às paixões subalternas.

Não poucas vezes, ficais aturdidos ante o mundo devorador e a retidão do comportamento espírita.

Tende, porém, bom ânimo e sede fiéis à fraternidade que deve viger entre todos porque dela partem os nobres sentimentos da solidariedade, da compaixão, da caridade:- - Os diletos filhos do amor.

Tende-vos preocupado com as diretrizes de segurança para o futuro do nosso Movimento e em agir com sabedoria sob a inspiração superior.

Vindes traçando as metas que devem ser alcançadas de forma a contribuirdes em prol do mundo melhor de amanhã. 

Mas não vos tendes esquecido de que a semente do Evangelho de Jesus é a perene luz guiando a Humanidade ao seu destino sublime.

 São dias, estes, de inquietações e de desafios. 

As inquietações fazem parte das crises e toda crise vivenciada abre portas ao progresso porque amadurece os lutadores. 

E, ao mesmo tempo, através dos desafios desenvolvem-se as faculdades de discernimento para a ação correta segundo as determinações do Mestre incomparável.

Também Ele viveu no momento histórico de crises internacionais, socioeconômicas, de natureza variada, e foi graças a essas crises que Ele aceitou o desafio de implantar na Terra o amor.

Observai! 
É a única personalidade que exalta o amor capaz de vencer dois milênios de lutas e transformar-se na mais eficaz psicoterapia de que necessita a criatura humana.
O amor, porém, de entrega total, sem os vícios dos interesses recíprocos, das ofertas retributivas, mas o sentimento de oferta pelo ideal da Vida Eterna.

Viveis o grandioso momento da transição que impõe diretrizes seguras de comportamento para que os apêndices de fugas psicológicas não vos desviem da segura diretriz para o encontro com a Verdade.

Porfiai, filhas e filhos da alma, não poucas vezes, com o coração destroçado, mas a alma aceitando os impositivos do progresso e vivendo o anonimato da renúncia, para que brilhe o Senhor e não o ego individual.

É certamente o grande desafio do momento servir à Causa sem servir-se da Casa e da Doutrina que ela alberga. Compreender que, na condição de servo, a satisfação máxima é atender às determinações do Senhor sem qualquer queixa ou reclamação.

Aqueles que antes vieram e deixaram pegadas luminosas para que seguísseis estão preparando-se para o retorno a fim de avançarem pelas trilhas que agora traçais.

Exultai, filhas e filhos da alma, por vos manterdes fiéis ao Cristo de Deus, muitas vezes com desagrado dos nossos afetos queridos, daqueles que partilham das nossas alegrias e dores, mas não têm a maturidade de compreender os sentimentos que entregais ao Guia e Protetor de todos nós.

Não tergiverseis nunca!

Tolerância, mas não conivência.

Fraternidade, mas, de maneira nenhuma, vulgaridade de comportamento.

Trabalho dentro do limite das forças, porque aquele que faz o que pode, realiza o máximo.

Os vossos mentores espirituais e os vossos amigos devotados do mais Além estamos a postos para que os empreendimentos libertadores sejam abençoados pelo Senhor e possam tornar-se realidade na construção da Era da fraternidade legítima.

Os Espíritos-espíritas, que estamos convosco, prosseguiremos na santa lide de edificar o Reino dos Céus em cada coração, a fim de que se expanda por toda a Terra, embora a dimensão do tempo que se lhe faça necessária.

Jesus triunfará sem qualquer restrição, pois que Ele é o Caminho para a Verdade e para a Vida.

Que Ele a todos nos abençoe e nos guarde na sua dúlcida paz, são os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

                                 Bezerra de Menezes

A Tarefa do Mentor











A Tarefa do Mentor

O mentor é um espírito que se comprometeu com o trabalho espiritual do médium, dedicando parte do seu tempo para preparar o médium para sua tarefa, trabalhar ao seu lado e fazer o possível para protegê-lo do contato com as energias degradantes do astral inferior.
 
Abaixo segue um trecho do Livro:- Missionários da LuzChico Xavier, que fala um pouco sobre a tarefa dos mentores:-
- "Este irmão não é um simples aparelho.
 
É um Espírito que deve ser tão livre quanto o nosso e que, a fim de se prestar ao intercâmbio desejado, precisa renunciar a si mesmo, com abnegação e humildade, primeiros fatores na obtenção de acesso à permuta com as regiões mais elevadas.
 
Necessita calar, para que outros falem; dar de si próprio, para que outros recebam.
 
Em suma, deve servir de ponte, onde se encontrem interesses diferentes.
 
Sem essa compreensão consciente do espírito de serviço, não poderia atender aos propósitos edificantes.
 
Naturalmente, ele é responsável pela manutenção dos recursos interiores, tais como a tolerância, a humildade, a disposição fraterna, a paciência e o amor cristão; todavia, precisamos cooperar no sentido de manter-lhe os estímulos de natureza exterior, porque se o companheiro não tem pão, nem paz relativa, se lhe falta assistência nas aquisições mais simples, não poderemos exigir-lhe a colaboração, redundante em sacrifício.
 
Nossas responsabilidades, portanto, estão conjugadas nos mínimos detalhes da tarefa a cumprir.

O mentor e seu pupilo se comprometem com o trabalho espiritual antes da encarnação do médium e, diferente do que muitos acham, o médium não é obrigado a receber sua aptidão, ele que a solicita para saldar débitos contraídos em vidas anteriores e acelerar a sua evolução espiritual.
 
O trecho abaixo, retirado do Livro:- Missionários da Luz, fala sobre os compromissos assumidos entre médium e mentor:

"Assinalando a perfeita comunhão entre o mentor e a tutelada, indaguei por minha vez se uma associação daquela ordem não estaria vinculada a compromissos assumidos pelos médiuns, antes da reencarnação, ao que Áulus respondeu, prestimoso:-
- Ah. sim, semelhantes serviços não se efetuam sem programa.
 
O acaso é uma palavra inventada pelos homens para disfarçar o menor esforço.
 
Gabriel e Ambrosina planejaram a experiência atual, muito antes que ela se envolvesse nos densos fluidos da vida física."
 


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O Evangelho Segundo o Espiritismo. A Quem Muito Foi Dado, Muito Será Pedido.


O Evangelho Segundo o Espiritismo.

 A Quem Muito Foi Dado, Muito Será Pedido

 
 
10 – Porque aquele servo, que soube a vontade de seu Senhor, e não se apercebeu, e não obrou conforme a sua vontade, dar-se-lhe-ão muitos açoites.
 
Mas aquele que não a soube, e fez coisas dignas de castigo, levará poucos açoites.
 
Porque a todo aquele, a quem muito foi dado, muito será pedido, e ao que muito confiaram, mais contas lhe tomarão. (Lucas, XII: 47-48).

11 – E Jesus lhe disse:-
- Eu vim a este mundo para exercitar um juízo, a fim de que os que não vêem, vejam, e os que vêem, se tornem cegos.
 
E ouviram alguns dos fariseus que estavam com ele, e lhe disseram: Logo, também nós somos cegos?
 
Respondeu-lhes Jesus:-
- Se vós fôsseis cegos, não teríeis culpa; mas como agora mesmo dizeis:-
- Nós vemos, fica subsistindo o vosso pecado.
(João, IX: 39-41).

12 – Estas máximas encontram sobretudo a sua aplicação no ensinamento dos Espíritos.
 
Quem quer que conheça os preceitos do Cristo é seguramente culpado, se não os praticar.
 
Mas além de não ser suficientemente difundido o Evangelho que os contêm, senão entre as seitas cristãs, mesmo entre estas, quantas pessoas existem que não o lêem, e entre as que o lêem, quantas não o compreendem!
 
Disso resulta que as próprias palavras de Jesus ficam perdidas para a maioria.
 
O ensinamento dos Espíritos, que reproduz essas máximas sob diferentes formas, que as desenvolve e comenta, pondo-as ao alcance de todos, tem sido de particular, ou seja, não é circunscrito.
 
Assim, todos, letrados ou não, crentes ou descrentes, cristãos ou não cristãos, podem recebê-lo, pois os Espíritos se comunicam por toda à parte.
 
Nenhum dos que o recebam, diretamente ou por intermédio de outros, pode pretextar ignorância, ou pode desculpar-se com a sua falta de instrução ou com a obscuridade do sentido alegórico.
 
Aquele, pois, que não o põe em prática para se melhorar, que o admira apenas como interessante e curioso, sem que seu coração seja tocado, que não se faz menos fútil, menos orgulhoso, menos egoísta, nem menos apegado aos bens materiais, nem melhor para o seu próximo, é tanto mais culpado, quanto teve maior facilidade para conhecer a verdade.

Os médiuns que obtêm boas comunicações são ainda mais repreensíveis por persistirem no mal, pois escrevem freqüentemente a sua própria condenação, e se não estivessem cegos pelo orgulho, reconheceriam que os Espíritos se dirigem a eles mesmos.
 
Mas, em vez de tomarem para eles as lições que escrevem, ou que vêem os outros escreverem, sua única preocupação é a de aplicá-las as outras pessoas, incidindo assim nestas palavras de Jesus:-
-  “Vedes um argueiro no olho do próximo, e não vedes a trave no vosso”.
(Ver cap. X, nº 9).

Por estas palavras:-
- “Se fosseis cegos, não teríeis culpa”, Jesus confirma que a culpabilidade está na razão do conhecimento que se possui.
 
Ora, os fariseus, que tinham a pretensão de ser, e que realmente eram, a parte mais esclarecida da nação, tornavam-se mais repreensíveis aos olhos de Deus que o povo ignorante.
 
O mesmo acontece hoje.

Aos espíritas, portanto, muito será pedido, porque muito receberam, mas também aos que souberam aproveitar os ensinamentos, muito lhes será dado.

O primeiro pensamento de todo espírita sincero deve ser o de procurar, nos conselhos dados pelos Espíritos, alguma coisa que lhe diga respeito.

O Espiritismo vem multiplicar o número dos chamados, e pela fé que proporciona, multiplicará também o número dos escolhidos.










Ao Amanhecer


Ao Amanhecer



Dia novo, oportunidade renovada.

Cada amanhecer representa divina concessão que não podes

nem deves desconsiderar.

Mantém, portanto, atitude positiva em relação aos acontecimentos que devem ser enfrentados.

Otimismo diante das ocorrências que surgirão.

Coragem no confronto das lutas naturais.

Recomeço de tarefa interrompida.

Ocasião de realizar o programa planejado.

Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que
parecem inalcançáveis.

À medida que o dia avança, aproveita os minutos, sem pressa nem postergação do dever.

Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens
pela frente.

Dirige cada ação à sua finalidade específica.

Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa dos acontecimentos desagradáveis, volve à lição com disposição, avançando, passo a passo, até o momento de conclusão dos deveres planejados.

Não tragas do dia precedente o resumo das desditas e dos aborrecimentos.

Amanhecendo, começa o teu dia com alegria renovada e sem passado negativo, enriquecido pelas experiências que te constituirão recurso valioso para a vitória que buscas.
Livro:- "Episódios Diários"
 Joanna de Ângelis
Divaldo Pereira Franco