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domingo, 12 de novembro de 2017

Casas Velhas, Velhas Casas - Momento Espírita


Casas Velhas, Velhas Casas

É comum, quando se viaja pelo sul do Brasil, encontrarmos velhas casas de madeira.

Não se trata de casas que tenham sido tombadas pelo patrimônio histórico, por qualquer razão, mas, simplesmente, casas antigas.

A madeira envelhecida, as telhas de barro enegrecidas pelas intempéries e os anos rolados, a pintura um tanto desbotada.

Em algumas, ainda persistem as latas vazias de azeite de cozinha, abertas, penduradas com capricho, cheias de flores. 

Vasos improvisados que resistiram ao tempo.

Enquanto o automóvel vai cobrindo os quilômetros, permanecemos na observação, que nos leva a cogitar de quantos amores ali viveram.

Quantas vidas nasceram entre aquelas paredes, quantas crianças cantaram, brincaram, gritaram, se divertiram, correndo de um lado para outro, saindo pela porta da frente, dando a volta pelo jardim e entrando pelos fundos.

Quantos pais viram seus filhos partir, olhando-os até desaparecerem na curva da estrada, dali, do portão também de madeira.

Filhos que não retornaram ao lar, por alcançarem estradas internacionais, conquistando lauréis. 

Ou por terem ingressado no mundo espiritual, levados pela morte.

Quantos casais envelheceram juntos, vendo o progresso tomar conta das lavouras, das estradas, do mundo.

Quantos dramas terão suportado aquelas paredes, que permanecem em pé, desafiando os anos que se somam, e se multiplicam.

Algumas, um tanto abandonadas, se apresentam tomadas pela hera que as abraça, como desejando reter ali todo o amor que foi vivido, todos os risos e as alegrias experimentadas.

Fica a madeira encoberta pelo verde que insiste em se apoderar dos espaços, mais e mais, como a dizer:-
- Se ninguém aqui mais reside, farei minha essa morada.

Ou talvez porque, em descobrindo a riqueza das vidas ainda presente, dela se deseje nutrir, e preservar essas vibrações tão felizes entre a ramagem que espalha.

Casas velhas. 

Velhas casas.

Olhando-as, nos pomos a reflexionar em como, por vezes, nos estressamos, nos preocupamos com tantas coisas pequenas, sem importância.

Brigamos, nos desentendemos porque queremos impor nossas vontades. 

Discutimos porque o quadro deveria ser pendurado nesse local e não naquele.

Criamos um clima tenso porque não aprovamos a cor da tinta que outros escolheram para nossa casa.

Choramos porque o sofá da sala foi manchado, a fina porcelana quebrou, o vaso se partiu.

E, no entanto, a vida passa tão rapidamente. 

E tudo o que é material e pelo qual nos empenhamos, fica para trás.

Alguém, depois que partirmos, assumirá esse patrimônio e o modificará, a seu bel-prazer.

Zelará pela sua conservação ou o passará adiante, ou o abandonará.

Ou talvez nem tenhamos, de verdade, a quem legar tudo isso que, ciumentamente, guardamos, e de que nem nos servimos de forma adequada, para não gastar, para não deslustrar.

Pensemos nisso e aprendamos a usufruir dos bens materiais que a Divindade nos permite possuir.

Eles existem para que nos deem prazer, conforto, aconchego, proteção.

E, de verdade, nos empenhemos em amealhar tesouros da alma, os únicos que levaremos conosco, quando a morte vier nos convidar para adentrarmos a Espiritualidade, outra vez...

Pensemos nisso, Agora.


domingo, 29 de outubro de 2017

A Brandura


A Brandura


Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra”. 
(Mateus, 5:4)

Por esta e outras máximas, Jesus faz da brandura, da moderação, da mansuetude, da afabilidade e da paciência, uma lei.

Condena, por conseguinte, a violência, a cólera e até toda expressão descortês que alguém possa usar para com seus semelhantes.

Podemos perceber, dessa forma, que os ensinos de Jesus não são bem compreendidos por nós e, menos ainda, vivenciados.

Prova disso é o nosso comportamento diário, diante de situações e pessoas.

Um dia desses, transitávamos por uma rua da nossa cidade e paramos no sinal fechado.

Observamos no veículo ao lado um adesivo com a seguinte citação evangélica:-
- “Já não sou eu quem vive, mas é Cristo que vive em mim”.

De fato a frase chamou-nos a atenção pela beleza da idéia que contém, mas infelizmente não retratava a realidade.

Ao aproximar-se um desses garotos que entregam panfletos de propaganda nas esquinas, a senhora que dirigia o veículo, o tratou com aspereza.

Gesticulando raivosa espantou o menino, que afastou-se um tanto desorientado.

É muito comum percebermos esse tipo de situação, pois Jesus tem sido muito divulgado ultimamente, mas pouco vivido.

Para que o Cristo possa de fato viver em nós, é necessário que nos esvaziemos um pouco do egoísmo.

Enquanto estivermos cheios de nós mesmos, certamente não haverá lugar para Ele em nossa intimidade.

É muito fácil viver os ensinamentos de Jesus dentro dos templos religiosos que freqüentamos, onde a situação e as pessoas nos favorecem.

Quando tudo está calmo e todos se comportam com serenidade, é fácil ser brandos e pacíficos.

Todavia, os ensinos do Mestre de Nazaré devem ser vivenciados 24 horas por dia.

É verdade que algumas coisas não são bem como gostaríamos que fossem.

Não nos agrada encher o veículo de papéis de propaganda, mas será preciso agredir com palavras aqueles que os entregam?

Agindo assim, deixamos de lado outro ensino do Cristo:-
- “Fazer ao próximo o que gostaríamos que ele nos fizesse”.

É importante, antes de agirmos com rudeza, colocarmo-nos no lugar do outro e nos perguntarmos como gostaríamos de ser tratados se estivéssemos em seu lugar.

Se fizermos isso, com toda certeza não nos equivocaremos mais, e por conseguinte estaremos agindo como verdadeiros cristãos.

Você sabia?

Você sabia que os mundos também evoluem e tornam-se cada vez melhores?

É por isso que Jesus afirmou que são bem-aventurados os brandos porque possuirão a Terra.

A Terra, que é um planeta de expiações e provas passará a mundo de regeneração e albergará os espíritos que já se melhoraram a ponto de merecê-la.

Os que ainda persistirem no mal reencarnarão em outros planetas, de conformidade com sua evolução.

É assim que se expressa a justiça divina. 

A ninguém desampara, mas também a ninguém privilegia, todos temos as mesmas chances, basta que saibamos aproveitá-las.

Momento Espírita

 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Cobrança Indevida


Cobrança Indevida


Depois de um dia de caminhada pela mata, mestre e discípulo retornavam ao casebre, seguindo por longa estrada.

Ao passarem próximo a uma moita de samambaia, ouviram um gemido.

Verificaram e descobriram um homem caído.

Estava pálido e com uma grande mancha de sangue, próxima ao coração.

Tinha sido ferido e já estava próximo da inconsciência.

Como muita dificuldade, mestre e discípulo o carregaram para o casebre rústico, onde viviam. 

Lá trataram do ferimento.

Uma semana de pois, já restabelecido, o homem contou que havia sido assaltado e que ao reagir fora ferido com uma faca. 

Disse também que conhecia seu agressor, e que não descansaria enquanto não se vingasse.

Disposto a partir, o homem disse ao sábio:-
- “Senhor, muito lhe agradeço por ter salvado a minha vida. 

Tenho que partir e levo comigo a gratidão por sua bondade. 

Vou ao encontro daquele que me atacou e vou fazer com que ele sinta a mesma dor que senti.”

O mestre olhou fixo para o homem e disse:-
- “Vá e faça o que deseja. Entretanto, devo informá-lo de que você me deve três mil moedas de ouro, como pagamento pelo tratamento que lhe fiz.”

O homem ficou assustado e disse:-
- “Senhor, é muito dinheiro. 
- Sou um trabalhador e não tenho como lhe pagar esse valor!”

Com serenidade, tornou a falar o sábio:-
- “Se não pode pagar pelo bem que recebeu, com que direito quer cobrar o mal que lhe fizeram?”

O homem ficou confuso e o mestre concluiu:-
- “Antes de cobrar alguma coisa, procure saber quanto você deve. 
- Não faça cobrança pelas coisas ruins que aconteçam em sua vida, pois a vida pode lhe cobrar tudo de bom que lhe ofereceu.”

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Todos os dias somos aquinhoados com centenas de bênçãos.
 
A primeira, é a própria oportunidade de tornar a abrir os olhos no corpo físico.

Depois, a oportunidade de encher os pulmões de ar. 

Ar que nos é dado pela Divindade.

A bênção do alimento que nos nutre o corpo. 

Alimento que extraímos da terra generosa, bastando que nela plantemos a semente.

A bênção do trabalho que nos permite o desenvolvimento das nossas habilidades, o progresso, a aquisição de bens materiais que nos são necessários.

Enfim, o digno sustento próprio e dos que nos constituem responsabilidade.

A bênção da religião, que nos fortalece o espírito, dando-nos conhecimento de existência de um Deus Pai, que dirige os nossos destinos e guarda a nossa vida.

A bênção da família, dos amigos, dos colegas, dos animais de estimação.

Cada qual, a seu modo, nos oferta, a cada dia, seu caminho, sua devoção, enriquecendo as nossas horas.

Pense, enfim, nas bênçãos que todos os dias você recebe, sem esforço algum.

Você não precisa acender o sol, nem pedir a ele que apareça.
Ele simplesmente vem e lhe dá calor, luz e vida.

Você não necessita acionar botão algum para que o vento amigo se manifeste nos dias de ardência. 

Ele simplesmente vem. 

Balança o arvoredo, espanca nuvens borrascosas, limpa o céu e ainda brinca de desarrumar os seus cabelos.

Você não precisa suplicar ao botão para desabrochar. 

Ele arrebenta em perfume e colorido para o seu deleite.

Você não precisa suplicar aos pássaros que encham de sons o dia. 

Eles aparecem e brindam seus ouvidos com a variedade infinita de seus trinados e cantorias.

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Por tudo isso, pense:-
- Que direito você tem de tomar contas a quem quer que seja, por algo ruim que lhe tenha feito, ante um débito tão grande para com a Divindade que tudo vê, provê, sem exigência alguma?

"Pense nisso!"

*Fonte: Equipe de redação do Momento Espírita, com base em estória de autoria ignorada.
*Publicação:-

Mensagem Espírita   http://www.mensagemespirita.com.br/

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sexta-feira, 28 de abril de 2017

A morte não é o final, eu somente passei para a sala seguinte !



A morte não é o final, eu somente passei para a sala seguinte !



A morte não é o final.

Eu somente passei para a sala seguinte. 

Nada aconteceu. 

Tudo permanece exatamente como sempre foi.

Eu sou eu, você é você, e a antiga vida que vivemos tão maravilhosamente juntos, permanece intocada, imutável.

O que quer que tenhamos sido um para o outro, ainda somos.

Chame-me pelo antigo apelido familiar. 

Fale de mim da maneira como sempre fez. 

Não mude o tom. 

Não use nenhum ar solene ou de dor.

Ria como sempre o fizemos juntos. 

Brinque, sorria, pense em mim, reze por mim.

Deixe que meu nome seja uma palavra comum em casa, como sempre foi. 

Faça com que seja falado sem esforço, sem sombra.

A vida continua a ter o significado que sempre teve.


Existe uma continuidade absoluta e inquebrável. 

A ligação não foi interrompida.

O que é a morte?

Por que ficarei fora dos seus pensamentos apenas porque estou fora do alcance da sua visão?

Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do caminho.
Estou simplesmente à sua espera, como num intervalo bem próximo, na outra esquina.

Você que aí ficou, siga em frente. 

A vida continua bela, como sempre foi.

Tudo está bem.
* * *

A morte é somente a cessação da vida orgânica. 

É apenas o fim do corpo físico e de mais uma etapa da programação Divina.

A essência humana sobrevive para além da vida física, pois o Espírito não tem fim. 

Somos imortais.

A morte vem apenas nos dizer que chegou o momento da alma retornar à vida plena e verdadeira.

Mostra-nos que o Espírito se despediu do corpo que o abrigou durante a jornada terrestre para se elevar a outras dimensões e continuar sua trajetória evolutiva.

A afeição real, de alma a alma, é durável, e também sobrevive à destruição do corpo. 

Apenas as afeições de natureza carnal se extinguem com a causa que lhes deu origem.

O amor que nutrimos uns pelos outros continuará existindo na Espiritualidade.

Ao desencarnarmos, seremos recebidos do outro lado da vida por aqueles a quem estamos ligados por laços de afeto e que desencarnaram antes de nós.

Será o momento de rever seres amados que nos aguardam.

O reencontro na Espiritualidade ou em vidas futuras, através de uma nova encarnação, haverá de acontecer.

E todas as vezes que a saudade daquele que partiu parecer maior do que nossas forças possam suportar, busquemos o lenitivo da oração.

Nossas preces alcançam os seres amados onde quer que estejam, levando até eles nossas melhores vibrações. 

E, para que possamos sentir as vibrações enviadas pelo pensamento dos amores que hoje vivem em outras dimensões, aquietemos nossas mentes e corações. 

Com certeza, experimentaremos algum conforto.

A prece é mecanismo abençoado que nos aproxima de Deus e dos afetos que estão distantes.

Redação do Momento Espírita

Autor desconhecido

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Porque não lembramos de outras vidas ????




O esquecimento das vidas passadas é uma realidade no processo de reencarnação.

Realidade justa e necessária, diga-se de passagem, como não poderia ser diferente, já que vem de Deus. 

Mas então podemos inquirir:-
- Mão seria melhor se lembrássemos de tudo para então saber o porquê de certas coisas que nos acontecem agora? 

Para termos uma melhor visão geral das coisas e assim buscarmos nossa reforma íntima?

Certamente isso poderia ser útil para alguns, a saber:-
- A minoria composta por aqueles de moral elevada e sempre prontos para perdoar seus inimigos. 

Como a maior parte da humanidade não se encontra - nem nunca se encontrou - nesse estágio de evolução moral, o esquecimento é mais uma bênção de Deus para conosco.

Todos temos erros passados a serem corrigidos, pessoas por nós derrubadas e humilhadas em outras encarnações que agora devemos ajudar a se erguerem do abismo em que a empurramos. 

Tais pessoas podem ser agora nossos pais, irmãos, tios, primos, vizinhos, colegas de trabalho, não se sabe.

Mas como reagiríamos se, ao vermos um filho nosso nascer, reconhecêssemos nele a pessoa de um carrasco em uma vida passada? 

Alguém que nos arruinou completamente aquela vida! 

Iríamos dar a ele todo o nosso amor? 

Iríamos estar sempre prontos a atender o seu choro  durante a noite depois de tudo o que ele nos fez? 

O véu lançado sobre esses acontecimentos anteriores é uma ajuda da misericórdia divina que nos coloca em uma posição favorável à reconciliação com nosso próximo.


Criando aquela criança desde pequena aprenderemos a amá-la, não mais importando o mal que ela nos causou em outras vidas.

E esse amor que lhe devotarmos fará com que também ela nos dedique seu amor e o passado sombrio seja finalmente deixado para trás. 

Sem esse esquecimento a vida poderia ser quase impraticável devido ao nosso baixo nível de fraternidade uns para com os outros:-
. Imagine os senhores de engenho reencarnando em um local onde estejam alguns de seus antigos escravos.

. Imagine judeus - vítimas do holocausto -  encarnando junto a nazistas que foram seus algozes ou de seus familiares.

. Imaginemos, acima de tudo, tempos sombrios da  humanidade, como a idade média, onde tanta maldade fora feita de forma totalmente gratuita e legalizada.

Sem o lançamento desse límpido véu sobre nossas vidas anteriores o mundo correria um altíssimo risco de se afundar em um círculo vicioso de ódio recíproco entre os homens.

Temos que ter em mente que a existência espiritual da alma é a sua existência normal. 

As existências corpóreas não são senão intervalos, cuja soma iguala apenas uma parte mínima da existência normal.

Vale lembrar ainda que tal esquecimento não é definitivo. 

O espírito desencarnado pode sim lembrar - desde que julgue útil e de acordo com a sua evolução moral  adquirida - de acontecimentos de vidas passadas, sejam quais forem; isso o auxilia, inclusive, na sua preparação para uma nova encarnação. 

Além disso, uma nova encarnação não faz de uma pessoa um novo ser. 

Apenas o corpo muda,sendo o espírito o mesmo, com o seu caráter moral e intelectualidade particulares, guardando assim todos os seus instintos e pré-disposições, sejam boas ou ruins.


Momento Espírita

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Aprendi ....


 
Aprendi ...


Um dia desses, enquanto aguardava a vez na sala de espera, percebi, solta entre as revistas, uma folha de papel.

A curiosidade fez com que a tomasse, para ler o que estava escrito. 

Era uma bela mensagem que alguém havia escrito.
O título era interessante e curioso:-
 Aprendi...
Dizia mais ou menos o seguinte:-
- Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém; posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.
Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim. 

Tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.
Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos; que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.
Eu aprendi... que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida; que, por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.
Aprendi... que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência.
Mas aprendi, também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.
Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles; que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.
Aprendi que perdoar exige muita prática; que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.
Aprendi... que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.

Aprendi que posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel; que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.
Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e que eu tenho que me acostumar com isso; que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.
Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.
Eu aprendi... que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto.
Aprendi que, numa briga, eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me  envolver; que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.
Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.
Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.
Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.
Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.
E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.
Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.
Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.

A mensagem é significativa, e sua autoria é atribuída a William Shakespeare.
Nós poderíamos simplesmente lê-la e guardá-la na memória, mas preferimos dividi-la com você.

Porque uma coisa nós também aprendemos:-
O que é bom deve ser divulgado.


Redação do Momento Espírita, com base em mensagem atribuída a William Shakespeare.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 10, ed. Fep.
Em 06.07.2009.