sábado, 11 de abril de 2015

Conhecimento Inato :- Nós já nascemos sabendo


Conhecimento Inato :- 
- Nós já nascemos sabendo

Desde que o chamado "espírito humano", discutido por milênios pelos filósofos, foi varrido para debaixo do tapete pela ciência moderna, os pesquisadores têm-se debatido com essa dúvida cruel. 

Afinal, como explicar as diferenças de conhecimento e as habilidades inatas de cada pessoa?
 
A explicação clássica da ciência moderna é a chamada "tabula rasa":-
- Todos os humanos nasceríamos como uma folha em branco, na qual nossos conhecimentos, talentos e inclinações seriam escritas a partir das nossas experiências e vivências.

Essa idéia moveu mais de um sistema ditatorial, na tentativa de "educar" as crianças de um país segundo os devaneios dos próprios ditadores.

Sem contar o bom-senso, tanto esses "experimentos políticos" em larga escala, quanto os experimentos de laboratório, contradizem frontalmente o princípio da "folha em branco". 

Tanto que os cientistas têm retornado para algo absolutamente metafísico:-
- O chamado "conhecimento pré-experiência", um tipo de conhecimento que o ser humano adquiriria, de alguma forma não compreendida, antes mesmo de ter qualquer experiência.

Conhecimento inato
Agora, neurocientistas do Projeto Cérebro Azul, um gigantesco projeto de pesquisas europeu que está tentando reproduzir o cérebro humano em um computador, afirmam ter descoberto provas do chamado "conhecimento inato".

O grupo descobriu que os neurônios fazem conexões independentemente da experiência de uma pessoa.

Tem sido aceito há bastante tempo que os circuitos neuronais se formam e se reforçam por meio da experiência, um fenômeno conhecido como plasticidade sináptica. 

Mas o Dr. Henry Markram e seus colegas agora anunciaram "evidências radicalmente novas", segundo eles, de que esta pode não ser a história toda. 

O grupo demonstrou que pequenos conjuntos de neurônios piramidais no neocórtex se interconectam de acordo com regras relativamente simples e "imutáveis".

Blocos de conhecimento
Os aglomerados neuronais agora descobertos contêm, em média, 50 neurônios. 

Os cientistas os veem como blocos básicos de conhecimento, que contêm em si mesmos um tipo de conhecimento fundamental e inato - por exemplo, representações de regras básicas de funcionamento do mundo físico. 

O conhecimento adquirido - nossa memória - envolveria sempre a combinação desses blocos construtores fundamentais, reunidos para formar um nível mais alto do sistema.

"Isto pode explicar porque todos nós compartilhamos percepções similares da realidade física, enquanto nossas memórias refletem nossa experiência individual," diz Markram.

Segundo os pesquisadores, os princípios que governam a formação desses microcircuitos inatos é incrivelmente simples. 

Basicamente, quando dois neurônios estão simultaneamente conectados a um terceiro neurônio vizinho, a probabilidade de que eles também estejam interconectados é maior do que a média. 

Com base nessa observação, o grupo construiu um modelo estatístico de ocorrência dessas interconexões, que pode ser usado para estudar os fundamentos do cérebro.

Conhecimento pré-experiência
Quando os cientistas testaram os circuitos neuronais de diferentes ratos, todos apresentavam características similares. 

Ora, se os circuitos tivessem sido formados unicamente das experiências vividas pelos diferentes animais - como sugere a ideia da folha em branco - esses circuitos deveriam divergir significativamente uns dos outros. 

Desta forma, concluem, a conectividade neuronal deve de alguma forma ter sido programada anteriormente à experiência.

"Desde John Lock, há cerca de 400 anos, as pesquisas sobre como o cérebro aprende e se lembra têm sido guiadas pela crença de que nós começamos como uma folha em branco e então imprimimos nela memórias de cada nova experiência. 

A ideia de que a memória é como um Lego formado por blocos fundamentais de conhecimento abre uma porta inteiramente nova de pesquisas," afirma Markram.

Ressurreição do espírito?
A simulação do cérebro, e as tentativas de construção de cérebros artificiais estão agora, pela primeira vez, permitindo que os cientistas abordem diretamente a hipótese da "tabula rasa", passando da crença para os experimentos diretos. 

E esses primeiros resultados discordam da ideia que tem permeado a ciência durante todos esses séculos:-
- De que o homem é uma folha em branco na qual qualquer rabisco só é feito depois que ele tem consciência.

Não há dúvidas de que o conhecimento, no sentido mais usual do termo, o que inclui ler e escrever, reconhecer os amigos ou aprender um novo idioma, resultam de nossa experiência. 

Mas a equipe do Cérebro Azul demonstrou que uma porção do nosso conhecimento básico, em suas representações mais fundamentais, pode vir escrito de fábrica. 

Contudo, não será ainda a ressurreição do espírito, no sentido adotado pelos filósofos - os cientistas preferem dizer que o conhecimento está inscrito nos genes que dirigem a formação biológica do nosso corpo.

Mas a aceitação de um "conhecimento inato", pré-experiência, representa um avanço considerável para a desmistificação da crença na tábula rasa.



Fonte:- Diário da Saúde

sexta-feira, 10 de abril de 2015

A Visão Espírita sobre Fatalidade


A Visão Espírita sobre Fatalidade

Extraimos da Revista Espírita, perguntas formuladas ao Espírito São Luis, e publicada na Revista Espírita por Allan Kardec.
O espirito se posiciona de uma forma assertiva no que tange a acidentes e fatalidades, futuram A Visão Espírita da fatalidade.ente abordaremos novamente sobre tal assunto, resposta trazida por outros espíritos, e outros estudiosos da Doutrina dos Espíritas.
Boa Leitura e reflexão
R.E. Março 1858
Conforme o desejo de nosso correspondente, dirigimos as perguntas seguintes ao Espírito de São Luís que gosta de se comunicar conosco todas as vezes que há uma instrução útil para dar
.
1. Quando um perigo iminente ameaça alguém, é um Espírito que dirige o perigo, e quando dele escapa, é um outro Espírito que o afasta?

Resp. Quando um Espírito se encarna, escolhe uma prova; escolhendo-a se faz uma espécie de destino, que não pode mais conjurar, uma vez que a ele está submetido; falo de provas físicas. 
Conservando o Espírito no seu livre arbítrio, sobre o bem e o mal, é sempre o senhor para suportar ou repelir a prova; um bom Espírito, vendo-o enfraquecer, pode vir em sua ajuda, mas não pode influir, sobre ele, de maneira a dominar a sua vontade. 
Um Espírito mau, quer dizer, inferior, mostrando-lhe, exagerando-lhe um perigo físico, pode abalá-lo e amedrontá-lo, mas, a vontade do Espírito encarnado não fica menos livre de todo entrave.

2. Quando um homem está no ponto de perecer por acidente, me parece que o livre arbítrio nisso não vale nada. 
Pergunto, pois, se é um mau Espírito que provoca esse acidente, que dele é, de algum modo, o agente; e, no caso em que se livra do perigo, se um bom Espírito veio em sua ajuda.


Resp. O bom Espírito ou o mau Espírito não pode senão sugerir bons ou maus pensamentos, segundo a sua natureza. 
O acidente está marcado no destino do homem. 
Quando a tua vida é posta em perigo, trata-se de uma advertência que tu mesmo a desejaste, a fim de te desviares do mal e de te tomares melhor. 
Quando tu escapas desse perigo, ainda sob a influência do perigo que correste, pensas mais ou menos fortemente, segundo a ação mais ou menos forte dos bons Espíritos, em te tomares melhor. 
O mau Espírito sobrevindo (digo mau subentendendo que o mal ainda está nele), pensas que escaparás do mesmo modo de outros perigos e deixas, de novo, tuas paixões se desencadearem.

3. A fatalidade que parece presidir aos destinos materiais de nossas vidas seria, pois, ainda o efeito do nosso livre arbítrio?

Resp. Tu mesmo escolheste tua prova:-
- Quanto mais ela é rude, melhor tu a suportes, mais tu te elevas. 
Aqueles que passam sua vida em abundância e na felicidade humana, são Espíritos frouxos que permanecem estacionários. 
Assim, o número dos infortunados sobrepuja em muito o dos felizes desse mundo, tendo em vista que os Espíritos procuram, em maior parte, a prova que lhes será a mais frutífera. 
Eles vêem muito bem a futilidade de vossas grandezas 
e de vossas alegrias. 
Aliás, a vida mais feliz é sempre agitada, sempre perturbada, não seria isso senão pela ausência da dor. 
4. Compreendemos perfeitamente essa doutrina, mas isso não nos explica se certos Espíritos têm uma ação direta sobre a causa material do acidente. 
Suponhamos que no momento em que um homem passa sobre uma ponte, essa ponte se desmorona. 
Que impeliu o homem a passar nessa ponte? 
Resp. Quando um homem passa sobre uma ponte que deve se romper, não é um Espírito que o conduz a passar nessa ponte, é o instinto do seu destino que para lá o leva.

5. O que fez desmoronar a ponte?

Resp. As circunstâncias naturais. 
A matéria tem nelas suas causas de destruição. 
No caso do qual se trata o Espírito, tendo necessidade de recorrer a um elemento estranho à sua natureza para mover as forcas naturais, recorrerá antes à intuição espiritual. 
Assim tal ponte 
adiante se rompe, a água tendo desconjuntado as pedras que a compõe, a ferrugem tendo corroído a corrente que a suspenda, o Espírito, digo eu, ensinará antes ao homem para que 
passe por essa ponte do que fazer romper uma outra sob seus passos. 
Aliás, tendes uma prova material do que eu adianto: qualquer acidente que chegue sempre naturalmente, quer dizer, de causas que se ligam umas as outras, e se conduzem insensivelmente.

6. Tomemos um outro caso no qual a destruição da matéria não seja a causa do acidente. 
Um homem mal intencionado atira sobre mim, a bala me roça, não me atinge. 
Um Espírito benevolente pode tê-la desviado? 
Resp. Não.



 Revista Espirita
Allan Kardec 
Março
 1858
 
Fonte:- História do Espiritismo

Situações Kármicas Pendentes


Situações Kármicas Pendentes

Estamos fortes espiritualmente para liberar quaisquer energias que nos mantêm presos na dualidade e isto também inclui a solução de quaisquer situações kármicas que necessitam ser finalizadas.

Estas energias se mantiveram em nossos registros akáshicos por inúmeras vidas porque ainda não estávamos evoluídos o suficiente para reconhecê-las e solucioná-las de maneira que nos possibilitássemos limpá-las.

Por inúmeras vidas, carregamos camadas de energia que resultaram de experiências intensas de vida (físicas, emocionais ou mentais) que foram mantidas lá no fundo porque nós escolhemos não revivê-las.

Freqüentemente, acontece de alguma destas experiências reaparecer em qualquer uma de nossas experiências de vida precisando ser purificada, o que significa que nós atingimos um nível mais profundo dela.

Quando isto acontecer, é necessário que reexaminemos quaisquer conceitos de que antes não estávamos cientes e novamente entrem na verdade.

Conforme cada camada nova se apresenta, ela abrirá para nós novos níveis de conscientização em relação ao seu próprio estado de consciência.

Não devemos dar poder de bom ou ruim a quaisquer questões, pessoas ou experiências com que possamos estar lutando, pois essas coisas somente têm o poder que damos a elas, é por isso que elas foram armazenadas em nós.

As energias tridimensionais velhas e terminadas de dualidade e separação não podem ser levadas por nós para as frequências mais altas da Luz e atuarão como bloqueios até serem removidas.

Para esta vida específica, por causa da importância da mudança que está ocorrendo, almas evoluídas encarnaram trazendo uma lista completa de questões que elas precisavam limpar.

Antes do nascimento, muitas almas escolheram nascer em situações familiares que ativariam o que era necessário ser superado.

Muitos que cresceram em situações familiares desprovidas de amor escolheram especificamente essas famílias (antes de nascer) a fim de ativar uma consciência de baixa autoestima mantida por muito tempo.

Deste modo, eles poderiam de uma vez por todas liberar este conceito do eu e aumentar a percepção de quem e do que eles realmente são.

E também, freqüentemente, existe uma situação kármica que precisa ser concluída.

Se nos encontramos em um relacionamento onde uma discórdia sempre se faz presente e compreendemos que esta situação deve ser kármica, mas o outro indivíduo não está interessado em qualquer resolução, nós podemos liberar e concluir por nós mesmos.

Para concluirmos situações kármicas pendentes é imperioso que:-

1. Reconheçamos a Natureza Divina da pessoa, mesmo se ela não estiver nem um pouco interessada.

2. Removamos os fios energéticos que ainda nos prendem a essa pessoa através de nossa intenção e visualização.

3. Enviemos a essa pessoa Luz e Amor sempre que pensarmos nela.

4. NÃO perpetuemos aquilo que estamos tentando limpar.

Normalmente, as lutas kármicas nos acompanham por inúmeras vidas com pouco progresso pela nossa falta de preparação em cumprir objetivos que permanecem vivos por inúmeras vidas.

Por causa da poderosa alteração de energia ocorrendo agora na Terra, as almas encarnadas perceberam que elas precisariam se reportar a quaisquer questões que as mantêm nas frequências de questões antigas e inacabadas e é por isso que muitos parecem ter experiências de vida muito difíceis.

Nós estamos evoluídos o bastante para fazer o que viemos fazer ou não teríamos escolhido fazer.

Não nos esqueçamos:-
- Todas as lições foram pré-programadas por nós, pois nós percebemos o que era necessário em nossa experiência para crescer e evoluir.
Abençoados sejam na Luz

  Maiana Lena

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Disseram


Disseram

Que não vencerás em teus empreendimentos.
Que o teu doente querido está no clima da morte.

Que atravessarás longa noite de provações.

Que não mais encontrarás o trabalho que mais desejas.

Que não te recuperarás de certas perdas sofridas.

Que não realizarás os sonhos que acalentas.

Que os entes amados distantes de ti nunca mais te voltarão ao convívio.

Que o desgaste do corpo físico não mais te permitirá as realizações que tanto almejas.

Que, por essa ou aquela falta, andarás sobre a Terra constantemente sobre pedras e espinhos.

Tudo isso disseram...

Entretanto, continua agindo e servindo, orando e esperando, porque as opiniões de Deus são diferentes.

Emmanuel
Francisco Cândido Xavier 
 

A Estranha !



A Estranha !



Uma história verdadeira!!!

Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu uma estranha, recém-chegada à nossa pequena cidade.
Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com esta encantadora personagem e, em seguida, a convidou a viver com nossa família.
 
A estranha aceitou e, desde então, tem estado conosco.

Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.

Meus pais eram instrutores complementares... minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu pai me ensinou a obedecer.

Mas a estranha era nossa narradora.

Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias.

Ela sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência.

Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!

Levou minha família ao primeiro jogo de futebol.

Fazia-me rir, e me fazia chorar.

A estranha nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.

Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha para ter Paz e Tranquilidade. 
(Agora me pergunto se ela teria rezado alguma vez para que a estranha fosse embora).

Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas a estranha nunca se sentia obrigada a honrá-las.

As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa… nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse. 
Entretanto, nossa visitante de longo prazo usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se ruborizar.
Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. 
Mas a estranha nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.
Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.
Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. 
Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.
 
Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pela estranha.

Repetidas vezes a criticaram, mas ela nunca fez caso aos valores de meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar.

Passaram-se mais de cinquenta anos desde que a estranha veio para nossa família. 
Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era no princípio.
Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda a encontraria sentada em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia...
 
Seu nome? 
Ah. seu nome…
... é Televisão !  
É isso mesmo; a intrusa se chama Televisão !
Agora ela tem um marido que se chama Computador, um filho que se chama Celular e um neto de nome Tablet. 
A estranha agora tem uma família. 
E a nossa...
SERÁque ainda existe?
 

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Dividir com Amor


Dividir com Amor 

A miséria socioeconômica, que entulha as avenidas do mundo, mistura-se à de natureza moral, que atulha os edifícios e residências de luxo como os guetos da promiscuidade libertina. 

O que podes fazer, parece-te quase sem sentido ou significação, tão grande e volumoso é o problema. 
Apesar disso, não te escuses de auxiliar. 


Se não consegues ir à causa do problema, minimiza-lhe os efeitos. 


Desde que não podes erradicar, de um golpe, a fome, a enfermidade, a ignorância, contribui com a tua quota de Amor, por mínima que seja. 


Sempre podes dividir do que possuis, com aquele nada tem. 


Quando repartes com Amor, multiplicas a Esperança, favorecendo a Alegria. 


Menos tem, aquele que se nega a doar algo. 


Afirma-se que esse gesto de Amor gera o paternalismo, promove o vício... 


Não têm razão, os que assim informam. 


Muitos males, e alguns crimes são abortados quando uma atitude de amor interrompe o passo do infeliz que padece fome, desespero e dor... 


Somente quem aprende a abrir a mão, descerra o bolso terminando por oferecer o coração. 


Faze o que te esteja ao alcance, e a vida fará o resto.


Livro:- "Episódios Diários"  
Joanna de Ângelis 
Divaldo Pereira Franco 

Dias Difíceis



Dias Difíceis

terça-feira, 7 de abril de 2015

Espiritismo


Espiritismo

Guardemos o Espiritismo
Na Terra e no mais Além,
Por norma constante e viva
De nossas lições no bem,

Espiritismo é doutrina
Tanto acolá quanto aqui,
Em que a pessoa obedece
Às leis de Deus dentro de si.

A quantos, pois, nos indaguem:-
-"Espiritismo que é?"
Mostremos o Espiritismo
no campo da própria fé.

Espiritismo na rua,
Espiritismo no lar,
Espiritismo no verbo,
Espiritismo no olhar,

Espiritismo em trabalho,
Espiritismo no amor,
Espiritismo na festa,
Espiritismo na dor,

Espiritismo em família,
Espiritismo ao servir,
Espiritismo ao presente,
Espiritismo ao porvir.

Para isso, comecemos
A cultivar, meus irmãos,
Espiritismo na bolsa,
Espiritismo nas mãos.


Livro:- "Doutrina e Vida"
Juvenal Galeno
Francisco Cândido Xavier
Autores Diversos
Fonte: CACEF

Caridade


 
Fora da Caridade Não Há Salvação

Allan kardec

Caridade conforme Jesus

Qual o sentido da palavra caridade conforme a entendia Jesus?

Allan Kardec propõe, no item 886 de O livro dos Espíritos, uma das mais importantes reflexões de toda a Doutrina Espírita.

Mostrando mais uma vez, claramente, a raiz cristã do Espiritismo, busca em Jesus – o tipo mais perfeito que Deus deu ao homem para lhe servir de guia e modelo – a referência maior da caridade, para que possamos tê-la como base segura e definitiva.

A resposta dos Espíritos, clara e didática, terá consequências em todas as demais obras da Codificação:-
- Benevolência para com Todos; indulgência com as imperfeições dos outros; perdão das ofensas.

Ser Benevolente é agir de boa vontade para com quem quer que seja.

A Benevolência está em nossa delicadeza, em nossos gestos de gentileza e de preocupação com as outras pessoas.

Ser Benevolente é ser dócil e afável no trato, nas palavras, procurando sempre deixar o outro à vontade.

É pensar no próximo também, e não apenas em nós mesmos, nos nossos problemas, prioridades e urgências.

A Benevolência tem o caráter da doação. 

Doar-se, em primeiro lugar.

Doar o nosso tempo para ouvir alguém, para prestar um favor, um auxílio mínimo que seja, até os grandes gestos de altruísmo que, por vezes, nos fazem dedicar toda uma parte de nossa vida a alguém especial.

A Benevolência abrange ainda, em nuance importante, a filantropia, a esmola dada com sentimento de carinho e atenção.

Num mundo onde ainda tantos carecem do necessário para a sobrevivência material, a assistência social aos carentes faz-se urgente e indispensável.

Indulgência é Misericórdia, Compreensão, é Tolerância para com as atitudes alheias.

É virtude que deve atuar no pensamento, toda vez que estivermos julgando, analisando e refletindo sobre o outro.

O indulgente não vê os defeitos de outrem, ou se os vê, evita falar deles, divulgá-los.

Ao contrário, oculta-os, a fim de que se não tornem conhecidos senão daquela pessoa, e, se a malevolência os descobre, tem sempre pronta uma escusa para eles, escusa plausível, séria.

O homem de bem é indulgente para com as fraquezas dos outros porque sabe que ele mesmo precisa de indulgência, e se recorda das palavras do Cristo:-
- Aquele que estiver sem pecado lhe atire a primeira pedra.

Não se satisfaz em procurar defeitos nos outros, nem colocá-los em evidência. 

Se a necessidade o obriga a fazer isso, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.

Finalmente, o perdão das ofensas nos coloca na posição de não mais odiar. 

É a virtude que triunfa sobre o ressentimento, sobre o ódio, o rancor, o desejo de vingança ou de punição.

Perdoar é dar o direito a cada um de ser como é, e nos dar o direito de ser como estamos – entendendo que nosso estado atual é provisório e devemos estar em constante melhoria.

Benevolência, Indulgência e Perdão – eis o caminho da Caridade, da Salvação, da Felicidade do Espírito – tão sonhada por nós.

Redação do Momento Espírita
com base no item 886

O Livro dos Espíritos
 Allan Kardec
 Ed. Feb
19.7.2013