sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Enfermidade




Enfermidade

Ninguém poderá dizer que toda enfermidade, a rigor, esteja vinculada aos processos de elaboração da vida mental, mas todos podemos garantir que os processos de elaboração da vida mental guardam positiva influenciação sobre todas as doenças.

Há moléstias que têm, sem dúvida, função preponderante nos serviços de purificação do espírito, surgindo com a criatura no berço ou seguindo-a, por anos a fio, na direção do túmulo.

As inibições congeniais, as mutilações imprevistas e as enfermidades dificilmente curáveis catalogam-se, indiscutivelmente, na tabela das provações necessárias, como certos medicamentos imprescindíveis figuram na ficha de socorro ao doente; contudo, os sintomas patológicos na experiência comum, em maioria esmagadora, decorrem dos reflexos infelizes da mente sobre o veículo de nossas manifestações, operando desajustes nos implementos que o compõem.

Toda emoção violenta sobre o corpo é semelhante a martelada forte sobre a engrenagem de máquina sensível, e toda aflição amimalhada é como ferrugem destruidora, prejudicando-lhe o funcionamento.

Sabe hoje a medicina, que toda tensão mental acarreta distúrbios de importância no corpo físico.

Estabelecido o conflito espiritual, quase sempre as glândulas salivares paralisam as suas secreções, e o estômago, entrando em espasmo, nega-se à produção de ácido clorídrico, provocando perturbações digestivas a se expressarem na chamada colite mucosa. 

Atingido esse fenômeno primário que, muita vez, abre a porta a temíveis calamidades orgânicas, os desajustamentos gastrintestinais repetidos acabam arruinando os processos da nutrição que interessam o estímulo nervoso, determinando variados sintomas, desde a mais leve irritação da membrana gástrica até a loucura de abordagem complexa.

O pensamento sombrio adoece o corpo são e agrava os males do corpo enfermo.
Se não é aconselhável envenenar o aparelho fisiológico pela ingestão de substâncias que o aprisionem ao vício, é imperioso evitar os desregramentos da alma que lhe impõem desequilíbrios aviltantes, quais sejam aqueles hauridos nas decepções e nos dissabores que adotamos por flagelo constante do campo íntimo.

Cultivar melindres e desgostos, irritação e mágoa é o mesmo que semear espinheiros magnéticos e adubá-los no solo emotivo de nossa existência, é intoxicar, por conta própria, a tessitura da vestimenta corpórea, estragando os centros de nossa vida profunda e arrasando, conseqüentemente, sangue e nervos, glândulas e vísceras do corpo que a Divina Providência nos concede entre os homens, com vistas ao desenvolvimento de nossas faculdades para a Vida Eterna.

Guardemos, assim, compreensão e paciência, bondade infatigável e tolerância construtiva em todos os passos da senda, porque somente ao preço de nossa incessante renovação mental para o bem, com o apoio do estudo nobre e do serviço constante, é que superaremos o domínio da enfermidade, aproveitando os dons do Senhor e evitando os reflexos letais que se fazem acompanhar do suicídio indireto.

Livro:- "Pensamento e Vida"
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier
Centro Espírita Caminhos de Luz
Pedreira
SP
Brasil

Aprendendo a desprender-se


 Aprendendo a desprender-se

Bonnie foi internada duas semanas antes do Natal, para uma cirurgia e estava muito preocupada. 

Além dos quatro filhos para cuidar, ela pensava nas compras, presentes e enfeites a providenciar.

Quando abriu os olhos, após a cirurgia, olhou ao redor e viu algo semelhante a uma floricultura.

Buquês de flores se enfileiravam sobre o parapeito da janela. 


Cartões se empilhavam sobre a mesinha de cabeceira.

O marido lhe disse que os Amigos haviam preparado refeições para a família e se ofereceram para cuidar das quatro crianças.

Mais flores, disse a enfermeira, entrando no quarto e interrompendo os pensamentos da convalescente.

Acho que vamos ter de mandar a senhora para casa, disse sorridente. 


Não temos mais espaço aqui.

Enquanto Bonnie lia os cartões, ouviu alguém dizer:-

- Gostei das flores.

Era a companheira de quarto. 


Uma mulher de mais ou menos quarenta anos, portadora de Síndrome de Down.

Ginger gostava de falar e não se cansava de dizer que estava ali para que o doutor desse um jeito no seu pé. 


Contou que morava em companhia de outras pessoas e desejava voltar a tempo para poder participar da festa de Natal.

Enquanto Ginger foi para a cirurgia, Bonnie ficou olhando o quarto. 


O seu lado estava florido. 

O outro lado, nada. 

Nenhum cartão, nenhuma flor.

Vou oferecer a ela algumas de minhas flores, pensou.

Foi até a janela e escolheu um arranjo de flores vermelhas. 


Mas, recordou que o arranjo ficaria muito bonito em sua mesa de Natal.

E continuou encontrando desculpas:-

- As flores estão começando a murchar... 

A amiga que ofereceu ficaria ofendida... 

Poderia enfeitar a casa com aquele arranjo...

Resultado:-

- Ela não conseguiu se desfazer de nenhuma. 

Voltou para a cama e pensou que, no dia seguinte, quando a loja abrisse, iria pedir para que entregassem algumas flores à companheira.

Ginger voltou da cirurgia e uma funcionária do hospital lhe trouxe uma guirlanda verde de Natal, com um enfeite vermelho, colocando-a pendurada acima da sua cama.

No dia seguinte, a enfermeira retornou para dizer a Ginger que ela iria para casa.

Ela ficou feliz. 


Arrumou os seus pertences enquanto Bonnie se entristeceu. 

A floricultura do hospital só iria abrir dali a duas horas.

Será que ela deveria oferecer uma das suas flores?

Ginger se sentou na cadeira de rodas para ser conduzida pela enfermeira. 


Mas, apanhou a guirlanda verde, aproximou-se de Bonnie e, levantando-se com certa dificuldade, a abraçou, deixando o enfeite em seu colo.

Bonnie não conseguiu dizer nada. 


Segurou a pequena guirlanda nas mãos, com os olhos úmidos. 

O único presente de Ginger e ela o tinha oferecido.

Então ela entendeu que Ginger possuía muito mais coisas do que ela mesma.

Há muita gente escravizada ao que não tem e muita alma livre do que possui.

Verifique onde você se enquadra e busque se transformar em anjo da ação bem dirigida, convertendo o que lhe chegue às mãos em bênçãos e alegrias mantenedoras da vida.

Redação do Momento Espírita

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Livro:- "Conduta Espírita"



 
 Livro:-  "Conduta Espírita" 

Consagrar diariamente alguns minutos à leitura de obras edificantes, esquecendo os livros de natureza inferior e preferindo, acima de tudo, os que, por alimento da própria alma, versem temas fundamentais da Doutrina Espírita. 

Luz ausente, treva presente.

Digerir primeiramente as obras fundamentais do Espiritismo, para entrar em seguida nos setores práticos, em particular no que diga respeito à mediunidade.

Teoria meditada, ação segura.

Dentro do tempo de que disponha, conhecer as obras reunidas na biblioteca do templo ou núcleo doutrinário a que pertença.

Livro lido, idéia renovada.

Apreciar com indulgência as obras de combate ao Espiritismo, compreendendo-lhes a significação, calando defesas precipitadas ou apaixonadas, para recolher, com elas, advertências e avisos destinados ao aperfeiçoamento da obra que lhe compete.

Vale-se o bem do mal, para fazer-se maior.

Oferecer obras doutrinárias aos amigos, inclusive as que jazem mofando sem maior aplicação dentro de casa, escolhendo o gênero e o tipo de literatura que lhes possa oferecer instrução e consolo.

Livro nobre, caminho para a ascensão.

Disciplinar-se na leitura, no que concerne a horários e anotações, melhorando por si mesmo o próprio aproveitamento, não se cansando de repetir estudos para fixar o aprendizado.

Aprende mais, quem estuda melhor.

Sem exclusão de autor ou de tema versado, analisar minuciosamente as obras que venha a ler, para não sedimentar no próprio íntimo os tóxicos intelectuais de falsos conceitos, tanto quanto as absurdidades literárias em torno das quais giram as conversações enfermiças ou sem proveito.

Os bons e os maus pensamentos podem nascer de composições do mesmo alfabeto.

Divulgar, por todos os meios lícitos, os livros que esclareçam os postulados espíritas, prestigiando as obras santificantes que objetivam o ingresso da Humanidade no roteiro da redenção com Jesus.

A biblioteca espírita é viveiro de luz.
 

“Examinai tudo.
 Retende o bem.”


Paulo
 (1ª carta aos tessalonicenses, capítulo 5, versículo 21.)
 
Livro:- Conduta Espírita
André Luiz
Waldo Vieira

Oração da Experiência


Oração da Experiência

Deus da bondade! 
 
Pelas dificuldades de cada dia; 
 
pelos amigos que se transformaram em nossos opositores; 
 
pelos companheiros que nos deixaram a sós; 
 
pelas críticas destrutivas que nos vergastaram a alma; 
 
pelos desenganos que nos atingem; 
 
pelos irmãos que nos ridicularizam; 
 
pelos entes amados que se nos fazem problemas; 
 
pelas criaturas que nos induzem à tentação; 
 
pelos adversários que nos acusam sem motivo; 
 
por todos aqueles que nos obrigam a entesourar as luzes da experiência. 
 
Nós te agradecemos com respeito, amor, repetindo tranqüilos:-
-Obrigado, meu Deus
Livro:- Ação e Caminho

 Emmanuel e André Luiz

Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Caridade


Caridade

O que é a Morte ?


O que é a Morte ?

“A vida é um sonho, a morte um despertar.”
Tolstoi (1828 – 1910)
Escritor russo

Mesmo no meio espírita a morte ainda é um tema muito doloroso. 

Mesmo conscientes de que a morte não é o fim de tudo, ela ainda nos causa muita dor… a dor da perda, da separação, da saudade…

Nós espíritas, justamente por sermos espíritas, deveríamos tentar superar essa separação de uma forma mais amena, pois sabemos que a pessoa que desencarnou sofre tanto quanto nós. 

Quando o espírito volta para casa, ele começa a viver os sentimentos de forma muito mais intensa. 

O espírito que parte se preocupa conosco, com a nossa dor, por isso talvez devêssemos nos comportar de maneira mais confiante, tentarmos controlar a dor, afinal sabemos que a separação é temporária.

Mas como fazer? 

O fato de nos prendermos muito às figuras que esses espíritos representaram nesta encarnação, pai, mãe, filho, irmão, etc., nos faz esquecer que eles nem sempre foram essas figuras em nossas vidas, e que não temos como saber que tipo de ligação tivemos com eles em outras vidas no passado. 

Como somos seres incompletos que somos ainda marcados pelo egoísmo, é normal queremos estar próximos daqueles a quem amamos, mas esse “querer nem sempre é saudável, pois ele não só pode nos impedir de olhar para frente com mais otimismo como também pode impedir o espírito que desencarnou de seguir o próprio processo evolutivo.

Não existe receita para superar a perda de um ente querido… um bom começo seria talvez olhar o outro como um ser, de forma realista e sem o título figurativo, e orar, orar muito, pedir a Deus consolo, forças para seguir em frente… orar por si, orar pelo outro… desejar coisas boas, imaginar como foi a passagem de volta, imaginar os reencontros com a família espiritual, vê-lo feliz! 

Isso nos ajuda a ficar bem, afinal, por mais egoístas que sejamos, sempre ficamos felizes quando quem amamos está feliz, e como tudo o que pensamos se torna realidade…

A seguir um texto de Victor Hugo para ajudar a confortar o coração, e incentivar a imaginação, pois retrata a partida deste mundo de uma forma muito bonita e poética…

O que é a morte ? 

“A morte é uma continuação. 

O meu olhar penetra o mais que é possível nessa sombra, onde vejo, a uma profundidade que seria amedrontadora, se não fosse sublime, dealbar-se o imenso arrebol da eternidade.”

O que é que faz o homem livre?

A alma. 

Quem diz livre, diz responsável.

Responsável por tudo nesta vida?

Efetivamente não, porquanto nada há mais demonstrado do que a prosperidade possível e frequente dos maus e o infortúnio imerecido dos bons durante a sua passagem sobre a Terra.

Quantos homens justos não tiveram só angústias e misérias até o seu derradeiro dia? 

Quantos homens criminosos viveram até a mais extrema velhice no gozo pacífico e sereno de todos os bens deste mundo, neles incluindo a consideração e o respeito de todos! 

É o homem, então, responsável depois da vida? 

Evidentemente sim, pois que não o é durante ela. 

Alguma coisa dele sobrevive para submeter-se a essa responsabilidade:-
- A alma.

A liberdade da alma explica a sua imortalidade. 

A morte não é, portanto, o fim de tudo. 

Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra. 

Na morte o homem acaba, e a alma começa. 

Tome-se por testemunho o que considerar do rosto de um ente amado com essa ansiedade estranha feita de esperança e de desesperança. 

Digam esses que atravessaram essa hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto, digam se não é verdade que bem se sente que ainda há ali alguém, que tudo não acabou?

Sente-se em roda dessa cabeça como o frêmito de asas que acabaram de expandir-se, uma palpitação confusa e inaudita que flutua no ar ao redor desse coração que não mais bate. 

Essa boca aberta parece chamar o que acaba de partir e dir-se-ia que deixa cair palavras obscuras no Mundo Invisível.

Eu sou uma alma.

Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu Eu, o meu Ser. 

O que constitui o meu Eu, irá além.

Terra, tu não és o meu abismo.

O homem outra coisa não é senão um cativo.


terça-feira, 2 de setembro de 2014

Os Vícios à luz da Doutrina Espírita


Os Vícios à luz da Doutrina Espírita

Os vícios são, sem dúvida alguma, a maior chaga moral da humanidade, nos tempos atuais. 

Segundo o neurocientista Stefen Clein, em seu livro A Fórmula da Felicidade, quando enveredamos na obtenção dos prazeres grosseiros, a área cerebral estimulada é exatamente a mesma, com larga produção de serotonina e dopamina, que nos dão uma sensação transitória de prazer. 

A má notícia é que, imediatamente após, os hormônios contrarreguladores são liberados, dando-nos uma sensação de mal-estar e indisposição.

Quando ingerimos bebidas alcoólicas, buscamos a sexolatria sem afetividade, comemos doces exageradamente ou nos drogamos, estamos, portanto, estimulando a mesma área do sistema límbico, numa busca desenfreada por serotonina em nosso organismo. 

O problema é que, após a bebida, vem a ressaca; após os lautos banquetes, a indigestão e a sonolência; após o sexo sem amor, a melancolia e o desinteresse. 

No longo prazo, destruímos prematuramente o nosso templo físico, pois, como diz Paulo de Tarso, “o salário do pecado (vício) é a morte” (Romanos 6:23).

Esta é a diferença básica entre os prazeres materiais e espirituais:-
- Os primeiros são transitórios e imediatamente sucedidos pela dor, levando-nos lentamente à desencarnação prematura; 
- Os segundos, embora mais sutis, têm maior durabilidade e nenhuma dor, pois tudo o que se refere ao espírito se eterniza e vivifica por si, pela vinculação intrínseca à Fonte de Tudo.

Esses prazeres espirituais a que me refiro são o bem que fazemos aos outros e a nós mesmos, através da caridade, da oração e da meditação.


 Associação Médico Espírita do Brasil
Veja mais:-
- html/viciosaluzdoutrina.html

A Compreensão Espiritual é o significado do desenvolvimento


 A Compreensão Espiritual é  o significado do desenvolvimento

Já está mais do que na hora da humanidade descobrir o lado espiritual do seu ser e dar uma boa olhada nos valores que criamos em nossas sociedades. 

Medo e amor vão de certa forma de mãos dadas junto com nossa compreensão e consciência. 

Nossa sociedade está negando o amor, porque se alimenta de medo. 

Medo de ser rejeitado, abandonado ou punido e assim por diante. 

Quando finalmente aprendemos a nos amar e a respeitar a raça humana como uma família, nos tornamos eficazes, com poder para começar a reconstrução de nossas vidas como uma raça indivisível dos seres humanos. 

Muitos perderam a conexão com seus sentimentos de amor em sua procura por poder e controle. 

Basicamente, eles precisam de ajuda para restaurar os sentimentos de amor que perderam. 

Todos nós humanos em evolução, somos filhos de um só Deus, que é Luz. 

E Luz é conhecimento. 

A razão pela qual tantas pessoas estão adormecidas e sem saber quem são, é por causa da programação de seu tipo particular de religião. 

Há centenas de religiões e sistemas de crenças, todos cheios de regras e ameaças para o caso você não cumprir com essas regras inventadas. 

Claro que isso cria muito medo e incerteza, que é claramente refletida em nossas sociedades. 

Uma escolha deve ser feita - juntar-se aos religiosos e, portanto ficar com medo, ou unir-se ao espiritual e simplesmente ser livre e amoroso. 

Espiritualidade é sobre amor e aqueles que estão em contato com esta energia amorosa que orienta a partir de dentro, mostram como exemplo o que essa verdade, tão ignorada, é de fato. 

Esses são os filhos da Luz despertando. 

Eles não precisam de regras, porque estão ligados ao poder do amor em seus corações. 

Eles não podem ferir ninguém, eles são honestos para amar e questionar tudo. 

O motivo pelo qual a espiritualidade é pouco compreendida é porque a religião exige obediência às suas regras sem questionar. 

Aqueles que estão em contato com seu coração e com seu espírito questionam tudo. 

Todo relacionamento que temos é um relacionamento com o divino, isto é, quando você sabe que somos iguais. 

Conhecimento é útil para reconhecer a verdade. 

Quando finalmente nos fundimos com a parte espiritual de nosso ser, nos conectamos com essa energia amorosa que penetra o corpo, as emoções e a mente, causando uma sensação de paz, um estado divino de êxtase. 

Isso pode ser experimentado em uma relação com outro ser igual, ou através da meditação, ou numa caminhada na mãe natureza. 

A experiência de sentir-se unido com todos, é a sua conectividade com a inteligência mais elevada. 

Depois disso, tudo fica claro. 

Isto é desenvolvimento espiritual. 

As mudanças feitas na atitude atrairão, como conseqüência, experiências superiores. 

É ciência. 

As oportunidades para amar aparecem no seu caminho o tempo todo, pois o amor é a porta para a consciência superior. 

Portanto, é recomendável não mais sentir medo do desconhecido, mas amar sobre tudo. 

As lições de vida e amor são muitas e, geralmente, confusas devido às diferenças religiosas, fica difícil ver o quadro inteiro de uma só vez. 

Mas quando você aprende a confiar em si mesmo, uma orientação sutil dos níveis superiores do seu ser, através dos sentimentos, vai orientá-lo. 

As energias aquarianas irão nos estimular para interiorização e a equilibrar as emoções, a separação entre mente e sentimentos, masculino e feminino e mente consciente e subconsciente. 

Criar harmonia é exatamente isso, curar todas as partes negadas do seu ser. 

Isso só é possível quando o amor está presente em todos os doze aspectos da consciência. 

Robert Happé
Autor do livro "Consciência é a Resposta"
Fundador do Centro de Educação Espiritual
Fonte: CACEF

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

E o Tempo passou .....


E o Tempo passou .....

Veríssimo é mesmo eloquente...
E tudo mudou...

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib, Que virou silicone

A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
'Problemas de moça' viraram TPM
Confete virou MM

A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou musse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service

A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD

A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email

O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do 'não' não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também

O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis

Polícia e ladrão virou Counter Strike

Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato

Chico sumiu da FM e TV

Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência esta coisa maldita!

A maconha é calmante

O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.

Inclusive de notar essas diferenças.
 
Luiz Fernando Veríssimo

Nossos Medos


Nossos Medos

“Nada que tenha o poder de me machucar é tão forte quanto o meu medo de ser machucado.”
William Shakespeare 
1564 – 1616



Todos nós conhecemos os motivos para a reencarnação… 

Aprendizado, crescimento individual, evolução do ser, etc. 

Mas como se sente o espírito quando a hora de reencarnar se aproxima?
Para o ser humano, tudo aquilo que não pode ser captado pelos cinco sentidos que o corpo humano dispõe é um tanto assustador, e algumas situações transformam-se até mesmo, por assim dizer, em aventura. 

O fato de estarmos presos à esses sentidos, somado ao “esquecimento”da vida no plano espiritual e às heranças culturais da região onde encarnamos, transforma a morte física em uma espécie de aventura temida.
Para o Espírito o processo reencarnatório é algo semelhante, porque ele, estando encarnado, não dispõe mais de todas as percepções sensoriais que ele possui enquanto desencarnado, ficando estas reduzidas apenas aos sentidos que a matéria oferece. 

Isso provoca insegurança e medo. 

O texto abaixo de autoria de Zibia Gasparetto, expõe de forma curta, muito simples e direta, como essa aventura é vista por nós quando ainda estamos do “outro lado”…
REENCARNAR, PRA QUÊ?
Assim como as pessoas têm muito medo de morrer porque não sabem o que irão encontrar na outra dimensão, os espíritos que estão vivendo no astral têm medo de reencarnar. 

Esquecer o passado e mergulhar no mar encalpelado do mundo, enfrentar seus próprios limites e os desafios de seu crescimento é assustador. 

Controlar as emoções, ordenar a mente, experimentar as próprias idéias e enfrentar os resultados requer coragem, persistência. 

Ficar entregue ao próprio discernimento, tomar decisões, ser responsável pelo próprio destino atemoriza. 

Para o espírito, reencarnar é como vestir um escafandro e mergulhar nas profundezas do oceano. 

O corpo de carne tem um metabolismo lento, muito diferente da vida astral, onde tudo é mais dinâmico e rápido. 

Lá, a força do pensamento materializa rapidamente os objetivos, de acordo com a capacidade de cada um, criando e movimentando os elementos. 

Aqui, na Terra, nossos projetos levam muito mais tempo para se tornar realidade. 

Para construirmos um edifício levamos muitos meses, enquanto lá eles o fazem em algumas horas.
- Como?! 

Há prédios no astral? – alguns vão perguntar.

Há prédios, ruas , cidades, tudo. 

O que chamamos de astral, são os mundos das outras dimensões do universo.
Cada um deles gravita em determinada faixa de ondas, possui um magnetismo próprio e, para os que vivem lá, tudo é tão sólido quanto para nós é nosso mundo. 

Não os podemos ver porque nossos olhos enxergam apenas em limitada faixa de percepção, o que não os impede de continuar existindo. 

A limitação é nossa. 

Os micróbios existem, mas só os podemos ver se tivermos um microscópio. 
- Se eles têm medo, porque reencarnam?
Para reeducar o emocional. 

No astral, as emoções são muito mais fortes e profundas. 

A tristeza, o remorso, o arrependimento, a frustração, a mágoa tornam-se insuportáveis e chega um momento em que, cansado de suporta-las, o espírito aceita nascer na Terra. 

Para ele, o esquecimento será uma bênção.
O magnetismo lento, permitirá que ele medite mais, experimente, reflita, conheça-se melhor e amadureça.
Reencarnar na Terra é começar de novo. 

Todas as lembranças do passado são guardadas no inconsciente temporariamente e, embora possam influenciar intuitivamente o espírito reencarnado, ele estará em sintonia com o cérebro do novo corpo, que como um filme virgem vai registrar as novas experiências. 

Não é genial?
A vida, mágica e divina, vai tecer os acontecimentos, juntar pessoas, de acordo com as necessidades daquele espírito, e criar estímulos a que ele se torne mais consciente, liberte-se dos antigos padrões de crença que o levaram ao sofrimento. 

Se ele aproveitar, voltará ao astral mais lúcido e feliz.
A vida é um eterno agora, e nós continuaremos sendo o que fizermos de nós, seja onde for que passemos a viver. 

Enfrentar nossas dificuldades desde já, fazer nosso melhor, é construir nossa paz.

Os nossos medos são de certa forma nossos eternos companheiros , revelam muito a nosso respeito, e são responsáveis pela maior parte dos nossos problemas… mas como lidar com isso? 
Quem sabe se os olhássemos mais com os nossos “olhos espirituais”não ganharíamos um pouco mais de auto confiança para resolvê-los?
 Pensemos nisso!


 Zíbia Gasparetto