sábado, 15 de junho de 2013

Acreditar na Vida




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 Acreditar na Vida



É ter esperança no amanhã.

Saber que após a noite vem o dia.


Viver intensamente as emoções!


Pular de alegria.


Não invadir o espaço alheio.


Ser espontâneo.


Apreciar o nascer e o pôr-do-sol.


Amar as pessoas incondicionalmente.


Aproveitar todos os momentos…


Fazer trabalho voluntário.


Vencer a depressão! 


É cantar no chuveiro.

Confiar na voz da intuição. 


Perdoar as pessoas.

Estimular a criatividade.


Não se prender a detalhes.


Brincar como uma criança. 


Chorar de felicidade…

Deixar para lá.


Ter pensamento positivo.


Respeitar os sentimentos dos outros.


Rir sozinho.


Saber trabalhar em equipe. 

Ser sincero.

Encontrar a felicidade nas pequenas coisas.


Entender que somos pessoas únicas.


É dançar sem medo.


Não se apegar a bens materiais.


Respirar a brisa do mar.


Ouvir a melodia suave de uma fonte.


Observar a natureza.


Adorar um dia de chuva.


Ter motivação! 


Enxergar além das aparências.

Descobrir que precisamos dos outros.


Esquecer o que já passou.


Buscar novos horizontes.


Perceber que somos humanos.


Vencer a nós mesmos.


Ver a beleza da alma. 


Sair da passividade.

Saber que a vida é conseqüência de nossas atitudes…


Não procrastinar as decisões.


Mimar a criança interior.


Deixar acontecer…


Praticar a humildade. 


Adorar calor humano.

Curtir as pequenas vitórias.


Viver apaixonado pela vida!


Visualizar só coisas boas.


Entender que há limites.


Mentalizar positivo. 


Ter auto-estima.

Colocar sua energia positiva em tudo que realizar!


Ver a vida com outros olhos…


Só se arrepender do que não fez.


Fazer parcerias com os amigos. 


Crescer juntos.

Dormir feliz.


Emanar vibração de amor…


Saber que estamos só de passagem.


Melhorar os relacionamentos.


Aproveitar as oportunidades.


Ouvir o coração…



Culpa



Culpa


Posted: 10 Jun 2013 03:34 AM PDT

Sábios são aqueles que acumularam conhecimentos não somente através do estudo das ciências, mas também pela prática e pela observação.

Sabedoria, portanto, é a soma de nossos conhecimentos coerentes obtidos em contato com os diversos acontecimentos da vida; não apenas o que foi adquirido pela instrução acadêmica, mas, acima de tudo, pelas experimentações, vivências, atividades e realizações nas mais variadas áreas, seja na atual existência, seja nas múltiplas encarnações que tivemos pelas noites dos tempos. 

Sensatez, prudência, desempenho e erudição são patrimônios intransferíveis da alma humana, alicerçados na intimidade do próprio ser.

Dessa maneira, podemos entender que, quanto mais impedirmos as pessoas com as quais convivemos de agir e de pensar por si mesmas, mais estaremos dificultando suas oportunidades de amadurecimento e de crescimento espiritual. 

Os empreendimentos que os outros elegeram como os melhores para si deverão ser respeitados, pois os direitos naturais do homem lhes garantem a possibilidade de tomar decisões, errar, aprender, crescer, mudar e julgar a si mesmos.

Problemas são estímulos que a Vida nos apresenta para nos autoconhecer. 

Portanto, os fatos de nossa existência possuem valores imprescindíveis para nosso desenvolvimento interior são de importância fundamental para o nosso interagir em face desses mesmos acontecimentos.

Alguns de nós aprendemos que deveríamos ser responsáveis pela felicidade dos outros, usando uma postura de “tomar conta”, ou seja, de supervisionar, comandar, insistir, seduzir, chorar, acusar, subornar, espionar, produzindo culpa em nós e nos outros e pedindo intervenções milagrosas, a fim de redimirmos e salvarmos as almas de nossos entes mais queridos.

Muitos indivíduos trazem um comportamento psicológico inadequado, adquirido desde a mais tenra idade, pela longa convivência com familiares difíceis e criaturas problemáticas que se diziam incapazes de se cuidar e se defender. 

Em decorrência disso, essas crianças assumiram responsabilidades que não lhes pertenciam e, para que pudessem sobreviver emocionalmente no lar em desajuste, aprenderam a vestir a túnica de “super-heróis”, tentando satisfazer e suprir as necessidades da família, e se culpavam quando não conseguiam resolver esses problemas.

Passaram a viver para controlar e proteger pais, irmãos, outros parentes, amigos e conhecidos à sua volta, preocupando-se, neurótica e compulsoriamente, em solucionar as dificuldades ou equacionar a vida dessas pessoas.

Desenvolveram ao longo do tempo relacionamentos doentios, nunca se preocupando com o que eles próprios sentem ou desejam, mas somente se interessando por aquilo que os outro» estão sentindo e pensando. 

Trazem como lema “sua dificuldade é meu problema” ou “sua vontade é minha vontade”, assumindo obrigações pelo bem-estar, comportamento, decisões, emoções, pensamentos ou mesmo pelo destino de outras pessoas.

Não estamos nos referindo a atos de verdadeira caridade, compaixão e bondade, em que realmente a assistência é requisitada e desejada, mas sim ao ato neurótico de “tomar conta”. 

Por acreditarmos que as pessoas são “vítimas do mundo” e incapazes de cuidar de si mesmas, assumimos essa atitude salvacionista. 

Podemos traduzi-la como uma maneira de agir subestimando a capacidade dos indivíduos de crescer e evoluir. 

Capacidade essa que herdamos por direito divino.

A Providência Divina nos convoca a ser participantes na vida dos outros, jamais controladores.

“Tem meios o homem de distinguir por si mesmo o que é bem do que é mal. (…) 

Deus lhe deu a inteligência para distinguir um do outro.” Através da inteligência e do livre-arbítrio, ele consegue discernir e optar entre um e outro.

A Onipresença Divina nos garante Deus em toda parte, como também dentro de cada um de nós, e nos concede missões equivalentes ao nosso degrau evolutivo. 

Portanto, “Deus em nós” guia-nos sempre de maneira que possamos solucionar dificuldades apropriadas às nossas possibilidades evolutivas. 

Não devemos utilizar indevidamente a palavra “caridade” como justificativa para continuarmos a fazer aos outros o que eles sabem, podem e são capazes de fazer.

Dessa forma, procuremos não distorcer a mensagem de Jesus Cristo sobre o “amor ao próximo”, visto que o auxílio real entre as criaturas está alicerçado nas trocas benéficas a que todos nós somos convocados a realizar, mas devemos aprender quando não dar e quando não executar tarefas da responsabilidade de outras pessoas, pois isso também faz parte da “Lei do Amor”.



Livro:-  As Dores da Alma
 Culpa
 Espírito Hammed 
Psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Novo Sol



Novo Sol


Filhos, Jesus nos abençoe.

O Evangelho do Senhor, redivivo na Doutrina Espírita, é abençoado roteiro de luz para as nossas vidas.

Peregrinos dos milênios, nossos Espíritos vagavam à procura de rumo, exaustos de derramar o pranto da desilusão e da dor.

Perdidos em nossos próprios passos, trilhávamos por obscuros caminhos, sem consciência de nós mesmos, à maneira de alguém à mercê das adversidades da existência.

Desnorteados, sonhávamos com o porto da paz em que pudéssemos nos abrigar das intempéries que nos vergastavam sem piedade, sob o vendaval das paixões exacerbadas.

Quando nos deparamos com a Revelação Espírita, foi como se um novo sol se acendesse por dentro de nós, clareando-nos o caminho em novo dia...

Compreendemos, então, o verdadeiro sentido da vida e soubemos que direção tomar no encalço da felicidade.

O Espiritismo despertou-nos do sono letárgico de muitos séculos quando, quase de maneira inconsciente, entrávamos e saíamos do corpo denso sem noção de aproveitamento real do tempo, qual o aprendiz que não percebe a importância da escola.

Agora, portanto, acresce-se a nossa responsabilidade diante dos deveres a que somos chamados.

Não mais poderemos pretextar ignorância para fugir às consequências de nossas atitudes.

O espírita sabe que a vida na Terra é uma oportunidade que não pode ser desprezada por ele, sob pena de inevitáveis complicações em seu carma existencial...

Sabe que nada é obra do acaso e que ninguém se encontra vinculado a alguém por mero capricho do destino...

Sabe que os obstáculos com os quais se defronta deve, se lhe constituir incentivos na jornada, a fim de que procure superar as limitações que lhe são próprias.

Abracemos, pois, o Evangelho, não apenas por transcendente código de sabedoria, a que nenhum compêndio humano se compara, mas, sobretudo, abracemo-lo por sublime repositório de luz da alma, ensinando-nos a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Dr. Bezerra de Menezes


“Irmãos do Caminho”
Carlos A. Baccelli 
Espíritos diversos

Em seu Benefício



Em seu Benefício

Não se agaste com o ignorante; certamente, não dispõe ele das oportunidades que iluminaram seu caminho.

Evite aborrecimentos com as pessoas fanatizadas; permanecem no cárcere do exclusivismo e merecem compaixão como qualquer prisioneiro.

Não se perturbe com o malcriado; o irmão intratável tem, na maioria das vezes, o fígado estragado e os nervos doentes.

Ampare o companheiro inseguro; talvez não possua o necessário, quando você detém excessos.

Não se zangue com o ingrato; provavelmente, é desorientado ou inexperiente.

Ajude ao que erra; seus pés pisam o mesmo chão, e, se você tem possibilidades de corrigir, não tem o direito de censurar.

Desculpe o desertor; ele é fraco e mais tarde voltará à lição.

Auxilie o doente; agradeça ao Divino Poder o equilíbrio que você está conservando.

Esqueça o acusador; ele não conhece o seu caso desde o princípio.

Perdoe ao mau; a vida se encarregará dele.


“AGENDA CRISTÔ
 Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Engano



Engano


Suave é ao homem o pão ganho por fraude, mas depois a sua boca se encherá de pedrinhas de areia”. 
Pv. 20, v. 17)
O preço do engano é a decepção, e quando a astúcia é premeditada, transforma-se em covardia.

Lembra-te que poderá ser fácil enganar aos outros, mas a facilidade é a mesma do enganador ser enganado.

Se enredas mentiras na aquisição de coisas, ludibriando aos incautos, a tua satisfação é breve, dura menos do que pensas. 

Ela se converterá em espinhos para o teu caminho e em tempestades para a tua paz.
Mesmo os mais espiritualizados no mundo, de vez em quando, têm seus cochilos, no tocante aos seus interesses.

O engodo nas cogitações da Alma é o esquecimento do trabalho e da verdade. 

Enferruja a engrenagem da mente e impossibilita os anseios do coração. 

Logo que descobrires tua participação em algum disfarce, foge dele, porque a persistência no erro consciente, é dupla falta.

Quem ilude aos companheiros, mastiga areia pensando que é pão, e come capim, por macios biscoitos e, por vezes, só descobre quando já está doente.

Há pessoas que gostam de viver de ilusões, por medo da verdade. 

No entanto, o tempo se encarregará de revelá-la, dentro da sua equação.

Se queres, podes ajudar o tempo, pensando no real. Sentindo e procurando descobrir o certo, o teu esforço não ficará em vão.

É bom que nos recordemos das vezes que a nossa consciência nos condenou, veementemente, depois de alguns descuidos.

Todo empenho na formação moral é força de Deus no coração do homem.

Desconfia das facilidades. 

Em muitos casos, elas estão encobrindo uma armadilha. 

Das aquisições que não tiverem o preço do esforço, pode ser falsa a marca. 

Todo salário ganho pelo teu labor traz um clima de tranquilidade. 

Jesus não se esqueceu de nos alertar quanto às estradas largas.

O manhoso está morrendo constantemente, e só reviverá quando passar pelo caminho, sentindo a vida, para encontrar a verdade, que o libertará da ignorância que o cega.

O engano é incompatível com o amor, e nunca gosta da justiça.

  “Tuas Mãos”
 João Nunes Maia
 Espírito Carlos

Ante a Calúnia


Ante a Calúnia


É inevitável ser vítima da calúnia, que faz parte do orçamento moral de muitas pessoas, a fim de ser apresentada no mercado da leviandade humana.

Muitos se comprazem em urdi-la e desferi-la, por inveja, ciúme ou, simplesmente, por doença moral.

Outros se encarregam de divulgá-la, alegrando-se em fazê-lo, porque também atormentados.


Não sintonizes com aqueles que vivem nessa faixa.

Igualmente, não te permitas atingir pelas farpas caluniosas que te arrojam.

Vive de tal forma, que o caluniador fique desmoralizado por falta de provas.

Cada dia é lição que se transforma em vida, ao longo do teu caminho eterno.

Diariamente surgem episódios de calúnia, intentando alcançar alguém.

Assim, perdoa o caluniador. 

Ele não fugirá de si mesmo.

Contam que uma caluniadora buscou o seu confessor e narrou, arrependida, a sua insensatez.

Pedindo a absolvição para o triste delito, perguntou ao ouvinte atento qual era a sua penitência.

Aquele reflexionou, pediu-lhe que fosse ao lar e trouxesse uma almofada de plumas, subisse à torre da igreja dali as espalhasse ao vento com o máximo cuidado e, após, viesse receber a competente liberação.

Tão logo terminou de fazê-lo, a confessa retornou e perguntou:-

— E agora?

— Volta lá — respondeu o sacerdote — recolhe todas as plumas e refaze a almofada.

A calúnia são plumas ao vento que vão sempre adiante para a amargura do caluniador.


  “Episódios Diários”
 Divaldo Pereira Franco
 Espírito Joanna de Ângelis

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Erros


Erros


Compadece-te sempre:-
-Assim pede o Senhor.

Quem nunca escorregou
Talvez caia amanhã.

Esse que chora espera
Coração que o entenda.

Outro sonhava o bem,
Mas ficou preso ao mal.

O perdão aparece
Àqueles que perdoam.

Todos estamos juntos
Na justiça de Deus.

 
 Emmanuel
Francisco Cândido Xavier
Livro:- Luz Bendita
Edição  Ideal

Campo de Fé





Campo de Fé


A fé é capaz de harmonizar o complexo humano para o equilíbrio do corpo e da alma. 

O ser humano, que por presente da vida recebeu a razão e comunga com os pensamentos do Evangelho, eterniza na consciência a fé que, no dizer de Paulo, é a substância da coisa pensada.
Eis que estamos na era do Espírito frente à verdade. A humanidade já se encontra na maturação, capaz de entender a Jesus na expressão do Espiritismo, no qual se mostra a volta do Mestre mais visível. 

Aquele que tem o poder de transportar os montes, as montanhas das inferioridades na região da consciência e na cidade do coração, no sentido de aumentar a fé e, se a fé é a fonte da vida, ainda mais o é a que encara a razão frente a frente!
A confiança na criatura é, pois, o “Cristo em nós”, mantendo o equilíbrio na casa da alma. 

Dessa forma, ficamos conhecendo e sentindo Deus pelo sol da fé que alegra, que perdoa, que compreende, que estuda, que trabalha, consubstanciando-se no amor, pelas portas da caridade, falando e exemplificando o Evangelho, configurando Jesus pelos canais da Doutrina Espírita, sendo Allan Kardec o instrumento da Verdade, para libertação da humanidade e, tudo isso, pela presença da fé...

“Páginas Esparsas 2”
 João Nunes Maia
Espírito Bezerra


terça-feira, 11 de junho de 2013

Trabalhar Sempre



Trabalhar Sempre


Não te imobilizes, à beira da estrada, aguardando o ensejo de ser feliz.

 O êxito real não é um fruto de ouro, na bandeja da gratuidade.

Adere ao trabalho e aprende a servir.

Seja qual seja o lugar em que estivermos, é preciso empregar as forças disponíveis da própria existência, no esforço máximo ante o dever a cumprir, para que nos entreguemos ao melhor que consigamos fazer de nós mesmos.

A vitória em determinado setor, sem dúvida, surgir-te-á com o auxílio que os outros te ofereçam, mas somente perseverará contigo, através do auxílio que te disponhas a oferecer aos outros.

Não te julgues inútil e nem te suponhas superior aos demais.

Recorda as múltiplas possibilidades que usufruis, no sentido de te desdobrares no amparo aos semelhantes e trabalha pelo prazer de agir, colaborando na segurança da vida comunitária.

Entre desejar e esperar, melhor é fazer e a senda única indicada a todos aqueles que realizam algo de útil, a benefício do próximo, será sempre servir ampliando o trabalho e trabalhar sempre para melhor servir.


O Essencial
Francisco Cândido Xavier
Emmanuel

O que o outro faz


O que o outro faz
 
O homem não deve preocupar-se com o outro... a não ser que seja para auxiliá-lo.
 
O outro é a nossa perquirição e a nossa resposta.
 
É o móvel do nosso progresso.
 
A diversificação dos caracteres é que  permite a diversificação do aprendizado.
 
Mas quem se debruça sobre a vida alheia esquece-se da  sua...
 
Distrai-se do essencial.
 
Ao homem não convém patrulhar a vida do outro.
 
Efetuar-lhe cobranças de ordem moral, isentando-se da obrigação de ser melhor...
 
Apontar o  dedo para alguém é tentativa de passar despercebido.
 
No outro, devemos mirar nossas próprias imperfeições.
 
No outro, carecemos contemplar a imagem das virtudes que não temos.
 
Há quem, por séculos, permaneça exclusivamente na observação do outro.
 
Cinzel que lapida, sem, no entanto, lapidar-se...
 
Cadinho que depura, conservando-se inalterável na purificação que lhe diz respeito...
 
Não nos preocupemos com que o outro esteja fazendo, mas sim com o que estejamos fazendo a ele.
 
Irmão José
Carlos A. Baccelli
Livro- Passo a Passo
Editôra  Didier
 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Vida


Vida

Corações que se amam,
Corações que choram,
Corações que sofrem, dormem e acordam para a vida, tarde demais.
Tudo é ilusão e passageiro.
Vivi, amei e desamei, assim passei a vida, de amores e desamores.
Às vezes sofri, às vezes fui muito feliz, aprendi.

Mensagem recebida pelo Grupo de Estudos
da Psicografia da Fraternidade Francisco de Assis


Vício


Vício



Posted: 06 Jun 2013 02:57 AM PDT

Tradição é ato de transmissão oral ou escrita de costumes, lendas ou fatos levados de geração a geração através dos tempos. 

Quanto mais antigos, mais notáveis e fora do comum eles se tornam. 

Uma vez atingida tal dimensão, transformam-se em crenças inquestionáveis.

As criaturas assimilam conceitos simplesmente porque outras, que elas julgam importantes e entendidas, disseram-lhes que são verdadeiros. 

As crenças de toda espécie começaram geralmente através das histórias e dos costumes criados por alguém. 

Com o passar dos séculos, entretanto, tornaram-se regras éticas. 

Crença é a ação de acreditar naquilo que convencionamos adotar como verdade. 

 Evidentemente, algumas são verdadeiras; outras não.

Precisamos revisar nossas concepções sobre os vícios. 

Não podemos entendê-los como uma problemática que abrange, exclusivamente, delinquentes e vadios. 

Em verdade, viciados são todos aqueles que se enfraqueceram diante da vida e se refugiaram na dependência de pessoas ou substâncias.

Pelas crenças tradicionalistas, são tachados de criminosos e vagabundos; para nós, no entanto, representam, acima de tudo, companheiros do caminho evolutivo, merecedores de atenção e entendimento. 

Por serem carentes e sofridos, entregaram sua força de vontade ao poder dos tóxicos, procurando se esquecer de algo que, talvez, nem mesmo saibam:-
- “Eles próprios”, pois não aguentaram suportar seu mundo mental em desalinho.

A ociosidade pode ser considerada, ao mesmo tempo, “causa e efeito” de todos os vícios.

Reportando-se à ociosidade, assim se manifestaram as Entidades Superiores:-
- “Haverá Espíritos que se conservam ociosos (…) mas esse estado é temporário e dependendo do desenvolvimento de suas inteligências (…) em sua origem, todos são quais crianças que acabam de nascer e que obram mais por instinto que por vontade expressa”.

Sob o prisma do “efeito”, tais considerações podem ser analisadas conforme o que segue abaixo:-
- Os dependentes são julgados por muitos como criaturas intencionalmente indolentes; por outros, de forma precipitada, como ‘parasitas sociais”, desocupados, improdutivos e preguiçosos. 

Mas sem qualquer conotação ou justificativa de tirar-lhes a responsabilidade por seus feitos e decisões, não podemos nos esquecer de que o “peso do fardo” que carregam lhes dá tamanha lassidão energética que passam a viver em constante “embriaguez na alma”, entre fluidos de abatimento, fadiga e tédio.

Não são inúteis deliberadamente, mas se utilizam, sem perceber, do desânimo que sentem como “estratégia psicológica para fugirem à decisão de “arregaçar as mangas” e enfrentar a parte que lhes cabe realizar na vida. 

Adiam sistematicamente seus compromissos, vivem de uma maneira no presente e dizem que vão viver de outra no futuro.

Aqui está um possível raciocínio de que se utilizam:-
- “Sei que devo trabalhar para me realizar, mas, como desconfio de minha capacidade, temo não fazer direito”, ou mesmo, “O que gosto de fazer não será aprovado pelos outros; por isso, digo a mim mesmo e aos outros que o farei no futuro.

 Agindo assim, não terei que admitir que não vou fazê-lo”. 

Os toxicômanos são criaturas de caráter oscilante, não desenvolveram o senso de autonomia, vivem envolvidos numa aura fluídica de indecisão e imobilização por consequência da própria reação emocional em desajuste.

Protelam as coisas para um dia que, talvez, nunca chegará. 

Fixam-se ao consumo cada vez maior de produtos narcóticos, enquanto desenvolvem atitudes emocionais que os levam à subjugação a pessoas e situações.

A ociosidade como “causa” das viciações pode ser estudada da seguinte maneira:-
- As velhas crenças religiosas continuam afirmando que a felicidade dos bem-aventurados consiste na vida contemplativa, no repouso absoluto nos céus, em uma eterna e fastidiosa inutilidade. 

Asseguram também, em contrapartida, que os infernos são destinados aos espíritos culpados. 

Conduzidos forçosamente a um mundo de expiações eternas, sem meios de reparação, ficariam condenados a viver eternamente as dores do fogo e o sofrimento não menos cruel da eterna ociosidade.

As crenças no poder dos “melhores”, ou seja, dos aristocratas, fortificaram-se ainda mais no tempo dos patriarcas, das sociedades greco-romanas. 

Expandindo-se, essas ideias fizeram com que os homens formassem unidades produtivas com base no escravismo. 

As vilas romanas e gregas possuíam dezenas de criados/cativos para satisfazer a todas as necessidades dos patrícios, para que vivessem no fastio e na inutilidade.

Durante séculos, a escravidão no Brasil foi aceita sem que as classes dominantes questionassem a legitimidade dos cativeiros. 

Os senhores de engenho se justificavam dizendo que resgatavam os negros do paganismo em que viviam para a conversão cristã que lhes facultava a redenção dos pecados e lhes abria as portas da salvação. 

Na realidade, ocultavam suas verdadeiras intenções:-
- A mão-de-obra lucrativa, que lhes permitia a vida fácil de esbanjamento com seus familiares, para manter a aparência social.

Aprendemos com as sociedades absolutistas do passado que a ociosidade era uma peça importante na vida. 

Na corte, as etiquetas, jogos, bailes e saraus eram as atividades mais comuns da nobreza.

Assim pensavam os nobres na época de Luís XIV da França:-
- “Somos uma classe que não ganha dinheiro pelo trabalho, mas o temos pela nossa genealogia; não queremos ser confundidos com os poupadores vulgares, que são a gentinha da burguesia.” 

Pode-se afirmar que, até poucas décadas atrás, a grande maioria também assim raciocinava.

As regras e costumes do passado pesam sobre todos nós. Somos espíritos milenares, encarnando sucessivas vezes, adquirindo experiências e assimilando crenças, algumas verdadeiras, outras não, repetindo o que escrevemos inicialmente. 

Essa a razão da necessidade de revisar nossos conceitos.

Disse certa feita Sócrates:-
- “Não é ocioso apenas o que nada faz, mas também o que poderia empregar melhor o seu tempo”. 

A ociosidade é uma porta que se abre para os vícios, é uma casa sem paredes; as “serpentes” podem entrar nela por todos os lados.


Livro:-  As Dores da Alma
 Item Vício
Espírito Hammed
Psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto