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quinta-feira, 19 de junho de 2014

O Colhedor de Risos


O Colhedor de Risos


Há muitos e muitos anos, viveu na Terra um homem que fazia rir.

Entre tantos ofícios considerados úteis e produtivos, como o de lenheiro, ferreiro ou alfaiate, surgiu este homem que escolheu a estranha profissão.

Ninguém sabia o seu segredo. 

Seria a terna expressão do seu olhar, os gestos amplos como grandes abraços, as piruetas ou a roupa colorida? 

Suspeitava-se até que ele derramasse algum pó na água dos vilarejos, ou que fosse mesmo uma espécie de mago. 

Mas quando ele aparecia numa casa ou praça, risos eram ouvidos.

As crianças se aproximavam, sempre. 

Os velhos o amavam. 

Ninguém ficava indiferente.

Era voz corrente que as pessoas que aprendiam a rir brigavam menos, queixavam-se menos, tinham mais amigos e suas tarefas rendiam muito mais.

Quando este homem teve um filho, todos se perguntaram:- 
- "De que eles vão viver? 

Se, pelo menos, trabalhasse a sério..."

Mas ninguém levava mais a sério seu trabalho do que ele. 

Com sua esposa e filho, prosseguia sua jornada e nada lhes faltava.

Desde que seu filho se conheceu como gente, observou seu pai. 

Foi crescendo e aprendendo que o trigo vinha da terra, a água vinha da fonte. 

De onde vinham os risos? 

Os olhos do menino seguiam-no atentamente, querendo descobrir...

Ao seguir os passos do pai, o menino encontrou sua vocação:-
- Ia ser um colhedor de risos. 

Colheria risos nobres e populares, alemães, italianos e espanhóis. 

Afinal, viu que o riso é bom pra quem ri e pra quem faz rir, assim como o trigo ou a água. 

Semeado com bondade, brota espontâneo e nutre a emoção.

Um dia ele confessou seu sonho ao pai, que lhe disse:-
- Como o camponês que conhece sua gleba, é preciso conhecer o coração das pessoas. 

Vou levar-te comigo e tu mesmo verás.

Tomando o filho pelas mãos, andaram por muitos lugares.

 Quanto mais conhecia os corações das pessoas, mais via quanto haviam penado e chorado e quanto precisavam urgentemente de uma boa palhaçada. 

Quanto mais conhecia os corações das pessoas, mais amava vê-las alegres. 

A alegria era o curativo das feridas da alma e o elixir renovador da esperança.

E assim ele também deu ao seu pai a maior das alegrias quando, já bem idoso, sentava-se para ver seu filho a colher risos e gargalhadas de ricos e pobres, nos teatros e descampados.

O filho que segue os passos dos pais sempre pode ir mais longe, porque começou mais cedo e aprendeu, desde logo, o que os pais levaram anos para saber. 

Por isso, se tens um ensinamento ou um hábito que te faz bem, oferece-o aos teus pequeninos como dádiva imortal:-
- Eis o que Deus espera de todos os pais de boa-vontade.

Rita Foelker

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O Sublime Educador - Calunga

         

O Sublime Educador

Eu observo que vocês fazem um dramalhão com esse negócio de carma, de pagar os pecados (que acaba sendo tudo a mesma coisa, do jeito que vocês vêem), uma tragédia que não se justifica.

A lei do carma, ou lei de causa e efeito, é uma lei de educação.

É fazer o espírito progredir através dos seus próprios erros e acertos, porque se ele não tiver o retorno dos erros e acertos, ele não vai saber se está agindo certo ou errado consigo mesmo.

O errado sempre dói.

Eu sei que é difícil abandonar estes conceitos que vocês tem, de muito séculos, de Catolicismo Romano, estas idéias de castigo e punição que vocês trazem, e que aplicam na educação de seus filhos e acaba dando tudo errado, porque a educação do castigo e da punição puxa de dentro do indíviduo o que ele tem de ruim - a revolta, a malandragem, a raiva e o medo - enquanto que a educação verdadeira é pra fazer desabrochar o que ele tem de melhor:- as virtudes, a paciência a benevolência, a humildade, a mansuetude, a dignidade. 

Como é que você quer que a dignidade aflore, espezinhando a dignidade e exaltando a indignidade?

Porque é só isto que fazem o castigo e a surra, minha gente!

Vocês ensinam os seus filhos desse jeito doido, e acham que DEUS faz a mesma coisa com vocês?

A vontade de DEUS é que você se torne uma criatura do bem, colaboradora da Harmonia do Universo, e pra isso, você precisa desenvolver os sentimentos bons em relação a si mesmo, ao próximo, a tudo que existe, porque só assim você vai ser um bom trabalhador da Grande Obra.

Ele não usa a pedagogia do castigo, do medo, porque Ele não precisa, Ele é um Pai amoroso e respeitoso, sempre, aceitando seus filhos como são, deixando que eles vivam do seu jeito, até acharem o jeito melhor de viver.

DEUS não se intromete, e por não se intrometer, principalmente na hora do retorno, das consequências dos maus atos, do chamamento à responsabilidade, é que Ele revela a verdadeira justiça, porque também não existe educação num ambiente sem justiça.

A lei de causa sem efeito não está aí pra você pagar o que fez num determinado momento, não!
      
Ela está aí pra você sentir como você é, porque o que você fez, fez por um impulso e se este impulso ainda persiste em você, ele é que tem de mudar, e não o que houve lá atrás.
      
Este impulso está fazendo sofrer,  sofrer no dia de hoje, e desde que você descobre e esperimenta uma alternativa pra ele, se esta alternativa é melhor, você começa a sentir agora os efeitos da melhora.
    
Se você andou exagerando no doce e na massa e está com excesso de peso, você sofre numa subida a pé.
      
Se você começa a fazer dieta, as coisas vão melhorando, mas a dieta não é pra pagar o exagero que você fez, é pravocê assumir uma atitude de respeito a si mesma e ao seu organismo, que, logicamenta, vai ter resultados positivos.
      
Vocês dizem:-
 - Ai! Hoje eu sofro de bronquite porque era fumante na outra encarnação.

 - Hoje eu nasci sem um braço porque gostava de mandar chicote nos escravos.

Isto é uma verdade parcial.

Você não está pagando o que fez, principalmente, se não tinha consciência de sua falta.
        
A sua postura interior, de buscar satisfação maltratando o corpo, que é o Instrumento Sagrado que DEUS lhe dá para o aperfeiçoamento, ou de exigir dos outros mais do que você mesmo é capaz de dar, é que levou vocês a uma situação em que você precisa cuidar do corpo para aprender a valorizar o que ele representa, ou que precisa pedir com humildade que os outros o ajudem em tarefas que, no seu orgulho e vaidade, você costumava ordenar.
     
Quando você sofrer, ou vir um companheiro ou uma companheira sofrendo, não mais olhe como um devedor(a) ou um faltoso(a).
          
Olhe como um(a) aprendiz, que a vida conduz amorosamente ao equilíbrio consigo mesmo e com as Leis Universais, pois é isto que todos somos, em essência.

Livro: Mestre  de Mim Mesmo
Espirito de Calunga
Médium: Rita Foelker

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O Eu e a Mente - Calunga

          
     
O Eu e a Mente

Eu não tenho vergonha de mudar de opinião.

Crescer, aprender, é mudar o modo de pensar.

Quem não muda de opinião, é porque pasa muito tempo sem aprender nada de novo.

E vocês aí na Terra tem um nome pra quem não consegue aprender, que não é nada lisongeiro!

Mas é isso que são as  pessoas que não mudam de opinião.

Eu mudo. Já mudei milhates de vezes, e acho ótimo esse jogo de cintura, essa flexibilidade, essa agilidade.

Quem anda com os músculos mentais enferrujados não consegue, tem que fazer um esforço muito grande pra conseguir enxergar idéias e situações por angulos diferentes.

Acredita que, se ficar mudando, vai perder a credibilidade. Mas como é que se vai acreditar numa pessoa que é fechada, que se recusa a raciocinar sobre as idéias em que acredita?

Se tem medo, vai ver que estas suas verdades não são tão verdadeiras assim, do contrário seriam à prova de qualquer análise!
Sabe porque o povo age assim?

É que vocês confundem o eu com a mente.

Vocês acreditam que preservam a sua individualidade preservando seus  pensamentos, e que os seus pensamentos é que compõem vocês.

Na verdade, vocês não conseguem se perceber como algo mais sutil e único, que não vai se esfacelar, não vai se diluir, se vocês soltarem  o cinturão da rigidez.

O Espírito é o ser inteligente, indestrutível, coeso.

Os pensamentos, pelo contrário, se espalham, são como o ar que você expira e se mistura ao ar ambiente, apesar de manter suas características, porque  os fluidos podem ser comparados a uma atmosfera em que estamos todos mergulhados, que recebe as qualidades dos pensamentos que emitimos, como o ar recebe as substâncias que nossos pulmões devolvem.

Numa comparação podemos dizer que, como Espíritos, respiramos fluidos. Assimilamos do meio espiritual que nos cerca - com os pensamentos e emoções dos encarnados e desencarnados que nso circundam - e devolvemos, cheios das qualidades que nos são próprias e que transmitimos aos nossos pensamentos.

Mas do mesmo jeito que vocês não são  o ar que expelem, os pensamentos que emitem não são vocês.

Vocês são a essência, o ser que experimenta e decide, e que se enriquece no aprendizado da vida.

Vocês são aqueles que pensam, mas não são o pensamento, aqueles que sentem, mas não são o sentimento.

No fundo, somos silêncio e meditação, como um lago profundo cuja superfície se agita e, em profundidade, se aquieta.

E nunca vamos deixar de ser, ainda que mudemos muito, que nos transformemos, que sejamos alguém novo todos os dias, porque DEUS nos fez para sermos imortais, e isto, nada vai mudar...

Livro: Mestre de Mim Mesmo 
Espiríto de Calunga
Médium: Rita Foelker