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sábado, 15 de outubro de 2016

A Gentileza dos Estranhos

 

 A Gentileza dos Estranhos

Quando muitos desacreditam da generosidade humana e, pessimistas, alardeiam que neste mundo é cada um por si, que ninguém se importa com outrem, é bom ouvir relatos que atestam exatamente o contrário.

Uma senhora que emigrou da Rússia, ainda criança, com sua família, após a Segunda Guerra Mundial, tem recordações bastante agradáveis de uma pessoa que lhe era desconhecida.

Durante o terrível confronto mundial, ela e sua família foram sequestrados e levados a um campo de concentração na Alemanha, onde permaneceram por cinco anos.

Tendo sobrevivido aos rudes tratos, vieram para o Brasil, desembarcando no porto do Rio de Janeiro, no ano de 1948.

Na qualidade de imigrantes, receberam o prazo limite de quatro meses para conseguirem emprego e moradia, caso contrário, seriam deportados ao seu país.

Dois meses transcorridos, a família resolveu mudar-se para São Paulo, a ver se melhores seriam as possibilidades.

Encontraram uma senhora alemã que tinha uma casa para alugar. 

Contudo, a família não tinha recursos, não poderia indicar avalistas, por desconhecida na cidade.

A mãe de família explicou à senhora a situação. 

O prazo para conseguirem moradia e emprego expiraria em dois meses. 

O insucesso significaria desistir da esperança de melhores dias.

A senhora era uma dessas almas, não somente revestida de Bondade, quanto de Sabedoria.

Abriu a casa que lhe deveria render algum dinheiro e permitiu que a família ali se alojasse. 


Pagariam, quando tivessem condições.

Na sequência, apresentou a jovem mãe de família ao açougueiro e ao dono do mercadinho. 


Assim, como um aval de que pudesse realizar suas compras, a fim de não perecer à fome.

Os pais conseguiram um trabalho quinze dias depois e puderam recomeçar as suas vidas.

É uma das filhas que, entre a Gratidão e a Emotividade, narra o episódio. 


Sua vida e de toda sua família foi salva, graças a um coração que acreditou em sua Honestidade.

E, diga-se, que a família soube aproveitar com muita vontade, a chance que lhe foi ofertada.


****


Um dia, num país distante, um casal procurou abrigo. 

Não possuía credenciais, nem cartas de apresentação.

Ele era um carpinteiro, das bandas de Nazaré. 


Ela, uma jovem grávida, de aspecto cansado, pela longa viagem.

Seus bens não passavam de um jumento, um boi, roupas para viagem, algumas provisões, umas peças de enxoval para o bebê que deveria nascer em breve.

Uma alma generosa, não tendo outro lugar, cedeu-lhes o local onde costumava recolher seus preciosos animais.

E foi ali, na gruta de Belém, que uma estrela de primeira grandeza deixou as alturas e se engastou no corpo de um menino.

O nome do homem era José. 


A mulher se chamava Maria. 

E o menino recebeu o doce nome de Jesus.

Redação do Momento Espírita

sexta-feira, 17 de julho de 2015

O Sofrimento nos Fortalece

O Sofrimento nos Fortalece

Nossa visão limitada dos acontecimentos da vida, às vezes, não nos permite entender os mecanismos divinos na coordenação da Sua obra.

Quando vemos um pequeno ramo verde romper a terra firme e elevar-se na direção do sol, buscando instintivamente a luz, não compreendemos quais são os objetivos divinos para a pequena planta.

Passados alguns dias, voltamos a atenção para o pequeno ramo e nos surpreendemos...

Já não é mais um raminho, está mais forte. 

Contudo, o vemos agora ser açoitado por rajadas de vento, por chuvas torrenciais ou pelo sol escaldante.

A pequena planta se dobra... 

É jogada de um lado para o outro. 

Algumas folhas, ainda frágeis, não resistem, desprendem-se do galho e são levadas...

A chuva castiga, o sol maltrata, mas a pequena árvore não sucumbe.

Dentro de alguns anos o tronco estará mais firme, já não se dobrará tanto com os açoites do vento, e as raízes buscaram sustentação no solo generoso.

E nesse fenômeno da natureza os objetivos do Criador se cumprem...

A semente se converte em planta, que se faz árvore, floresce, frutifica e espalha novas sementes que germinarão e frutificarão.

* * *

Como ocorre com a árvore, nós também passamos por momentos em que sentimos, no corpo e na alma, os açoites do vento cruel dos sofrimentos.

Outras vezes, são as tempestades de problemas que testam a nossa resistência...

Em outros momentos é o sol escaldante da solidão, do desalento, fazendo-nos exaustos e desejosos de nos deixar cair para não mais levantar...

Ainda aí, devemos nos espelhar nos exemplos da natureza.

A árvore somente se mantém em pé porque se faz flexível diante dos embates.

Enquanto o vento a faz dobrar-se, as raízes se firmam no solo, tornando-a mais forte e resistente.

Mesmo quando as baixas temperaturas do inverno lhe crestam a ramagem, ela não desiste, permanece em pé, aparentemente vencida, para, logo mais, enfeitar-se novamente com folhas e flores e continuar em busca do sol, sua fonte de vida.

Pensando a respeito dessas singelas experiências da natureza, poderemos entender os objetivos do sofrimento em nossas vidas.

Jesus, o Espírito mais sábio de que a Terra teve notícias, alertou que nada há oculto que não venha a ser descoberto. 

Essa é a realidade da qual não poderemos fugir, por mais que tentemos.

Assim sendo, é decisão inteligente de nossa parte agirmos de tal forma que, se forem divulgados nossos pensamentos e atos, de nada tenhamos que nos envergonhar.

Em outras palavras, é importante que nossa vida seja um livro aberto, do qual não tenhamos de arrancar nenhuma página ou adulterar nenhuma linha, na tentativa de enganar a ninguém, muito menos de enganar a Deus.

* * *

Uma das causas de sofrimento dos Espíritos é o fato de perceberem que os equívocos cometidos não se apagaram com a morte.

Muitos tentam fugir de suas vítimas, que os aguardam no além-túmulo, ou fugir de si mesmos, tamanha a carga negativa que acumularam na própria consciência.

Assim, enquanto estamos a caminho, repensemos nossos valores, nossas atitudes.

E se percebermos que não estamos agindo de acordo com a sã consciência, corrijamos o nosso passo, para nosso próprio bem.

Redação do Momento Espírita

sábado, 29 de novembro de 2014

Ter Sempre Razão


Ter Sempre Razão

Quanto custa ter sempre razão?

Em algum momento, paramos para analisar esta questão? 

Já pensamos quais são as consequências de sempre querer provar que estamos certos?

É claro que defender um ponto de vista é corriqueiro.

Colocar nosso posicionamento ou nossas ideias perante um fato, de maneira sensata, é mesmo saudável.

Trocar ideias a respeito de um tema, argumentar a favor de um conceito no qual acreditamos, são posturas naturais e comuns nas nossas relações cotidianas.

Porém, quando essa atitude supera todas as barreiras, está sempre como ponto de honra de nossa palavra, quando se torna fundamental ter a razão, qual o preço a ser pago?

Quantas vezes nos aborrecemos com alguém pelo simples fato de querermos convencê-lo de que ele está errado em sua forma de pensar?

Quem de nós não se pegou transformando uma discussão tranquila em um afrontamento pessoal?

Ou ainda, quantas vezes não elevamos o tom da conversa, nos tornamos ríspidos no enfrentamento de ideias?

Defendemos nosso ponto de vista como acreditamos ser o mais adequado. 

E, naturalmente, temos nossa maneira de ver a realidade, conforme nossos valores, conceitos e capacidades.

Quatro pessoas, cegas de nascença, ao serem colocadas junto a um elefante vão conseguir relatar o que puderem tocar do animal.

Se não lhes derem a oportunidade de perceber as diferenças entre orelha, cauda, tromba, corpo, terão apenas uma idéia parcial.

Não estarão erradas, apenas cada uma terá somente parte da razão.

Muitas vezes isso acontece nos nossos relacionamentos. 

Temos a nossa percepção, a nossa capacidade de análise.

Não quer dizer que estejamos errados ou que não tenhamos razão em nossos argumentos.

Porém não podemos esquecer de que o outro tem sua própria forma de ver, seus valores, suas ideias.

Enfrentar-se nessas situações, será o duelo de ideias, a briga de argumentos, em que, quase sempre, o que existe, de verdade, é o desejo de impor nosso raciocínio, nossa argumentação.

Inúmeras vezes, em nome de desejarmos provar que a razão nos pertence, usamos nossa palavra como quem está numa batalha, não desejando nunca perder.

Ter sempre razão às vezes custa o preço de uma amizade.

Buscar impor aos outros nossos argumentos, repetidamente, pode ocasionar o desgaste da relação.

Querer estar sempre certo, no campo das ideias e reflexões, pode causar fissuras nas relações familiares.

Assim, antes de buscarmos ter razão, melhor buscarmos a preservação da harmonia.

Antes de querermos ser vencedores em nossa argumentação, melhor que tenhamos paz de espírito.

A verdade, mais dia, menos dia, se fará presente, duradoura, perene.

Assim, mesmo quando toda a razão nos pertença, vale refletirmos se devemos continuar nossos duelos de ideias.

Talvez, o melhor, em determinadas situações, seja utilizarmos nossa capacidade pensante, nosso senso de validação para buscar compreender o próximo.

Ao assim procedermos, poderemos entender o porquê dos argumentos alheios, de sua forma de agir, facilitando e aprofundando nossas relações.

Dessa maneira, evitaremos o granjear de atritos e dissabores, pesos desnecessários ao nosso coração.

Pensemos nisso.


     Redação do Momento Espírita
r.s.durant dart

sábado, 8 de junho de 2013

Humildade e Orgulho




 
 Humildade e Orgulho

Você já deve ter ouvido muitas vezes a palavra humildade, não o mesmo?

Essa palavra é muito usada, mas nem todas as pessoas conseguem entender o seu verdadeiro significado.

O termo humildade vem de húmus, palavra de origem latina que quer dizer terra fértil, rica em nutrientes e preparada para receber a semente.

Assim, uma pessoa humilde está sempre disposta a aprender e deixar brotar no solo fértil da sua alma, a boa semente.

A verdadeira humildade é firme, segura, sóbria, e jamais compartilha com a hipocrisia ou com a pieguice.

A humildade é a mais nobre de todas as virtudes pois somente ela predispõe o seu portador, é sabedoria real.

O contrário de humildade é orgulho, porque o orgulhoso nega tudo o que a humildade defende.

O orgulhoso é soberbo, julga-se superior e esconde-se por trás da falsa humildade ou da tola vaidade.

Alguns exemplos talvez tornem mais claras as nossas reflexões:-
- Quando, por exemplo, uma pessoa humilde comete um erro, diz:-
- “Eu me equivoquei”, pois sua intenção é de aprender, de crescer. 

Mas quando uma pessoa orgulhosa comete um erro, diz:-
- “Não foi minha culpa”, porque se acha acima de qualquer suspeita.

A pessoa humilde trabalha mais que a orgulhosa e por essa razio tem mais tempo.

Uma pessoa orgulhosa esta sempre “muito ocupada” para fazer o que  é necessário. 

A pessoa humilde enfrenta qualquer dificuldade e sempre vence os problemas.

A pessoa orgulhosa dá desculpas, mas não dá conta das suas obrigações e pendências. 

Uma pessoa humilde se compromete e realiza.

Uma pessoa orgulhosa se acha perfeita. 

A pessoa humilde diz:-
- “Eu sou bom, porém não tão bom como eu gostaria de ser”.

A pessoa humilde respeita aqueles que lhe são superiores e trata de aprender algo com todos. 

A orgulhosa resiste àqueles que lhe são superiores e trata de pôr-lhes defeitos.

O humilde sempre faz algo mais, além da sua obrigação. 

O orgulhoso não colabora, e sempre diz:-
- “Eu faço o meu trabalho”.

Uma pessoa humilde diz:-
- “Deve haver uma maneira melhor para fazer isto, e eu vou descobrir”. 

A pessoa orgulhosa afirma: “sempre fiz assim e não vou mudar meu estilo”.

A pessoa humilde compartilha suas experiências com colegas e amigos, o orgulhoso as guarda para si mesmo, porque teme a concorrência.

A pessoa orgulhosa não aceita criticas, a humilde está sempre disposta a ouvir todas as opiniões e a reter as melhores.

Quem é humilde cresce sempre, quem é orgulhoso fica estagnado, iludido na falsa posição de superioridade.

O orgulhoso se diz céptico, por achar que não pode haver nada no universo que ele desconheça, o humilde reverencia ao criador, todos os dias, porque sabe que há muitas verdades que ainda desconhece.

Uma pessoa humilde defende as idéias que julga nobres, sem se importar de quem elas venham. 

A pessoa orgulhosa defende sempre suas idéias, não porque acredite nelas, mas porque são suas.

Enfim, como se pode perceber, o orgulho é grilhão que impede a evolução das criaturas, a humildade é chave que abre as portas da perfeição.

Você sabe por que o mar é tão grande? 

Tão imenso? 

Tão poderoso?

É porque foi humilde o bastante para colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios.

Sabendo receber, tornou-se grande. 

Se quisesse ser o primeiro, se quisesse ficar acima de todos os rios, não seria mar, seria uma ilha. 

E certamente estaria isolado.

                                 Texto da Equipe de 
                      Redação do Momento Espírita