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terça-feira, 27 de setembro de 2016

A Raça dos Desassossegados !!!




Pertenço (desde menina o sei) à essa raça, a raça dos desassossegados, aqueles que estão sempre inquietos, exigentes conosco mesmo, que amam com atropelos, amam os sonhos e as fantasias, não se aquietam por nada e so sossegam quando se reconhecem. 

Creio que somos uma raça abençoada. 
 Vejam só:-
A RAÇA DOS DESASSOSSEGADOS
Martha Medeiros 

“À raça dos desassossegados pertencemos todos, negros e brancos, ricos e pobres, jovens e velhos, desde que tenhamos como característica desta raça comum, a inquietação que nos torna insuportavelmente exigentes com a gente mesmo e a ambição de vencer não os jogos, mas o tempo, este adversário implacável.

Desassossegados do mundo correm atrás da felicidade possível, e uma vez alcançado seu quinhão, não sossegam:- 
- Saem atrás da felicidade improvável, aquela que se promete constante, aquela que ninguém nunca viu, e por isso sua raridade. 

Desassossegados amam com atropelo, cultivam fantasias irreais de amores sublimes, fartos e eternos, são sabidamente apressados, cheios de ânsias e desejos, amam muito mais do que necessitam e recebem menos amor do que planejavam.

Desassossegados pensam acordados e dormindo, pensam falando e escutando, pensam ao concordar e, quando discordam, pensam que pensam melhor, e pensam com clareza uns dias e com a mente turva em outros, e pensam tanto que pensam que descansam.

(..) Desassossegados têm insônia e são gentis, lhes incomodam as verdades imutáveis, riem quando bebem, não enjoam, mas ficam tontos com tanta idéia solta, com tamanha esquizofrenia, não se acomodam em rede, leito, lamentam a falta que faz uma paz inconsciente. 

Desta raça somos todos, eu sou, só sossego quando me aceito.”


Analuz Carvalho

domingo, 28 de dezembro de 2014

A Janela dos Outros







A Janela dos Outros

Linda mensagem!!! 

Vale a pena pensar sobre isso!!!!


Gosto dos livros de ficção do Psiquiatra Irvin Yalom:-
Quando Nietzsche Chorou
- A Cura de Schopenhauer e por isso acabei comprando também seu:-
- Os Desafios da Terapia, em que ele discute alguns relacionamentos padrões entre terapeuta e paciente, dando exemplos reais. 

Eu devo ter sido psicanalista em outra encarnação, tanto o assunto me fascina. 

Ainda no início do livro, ele conta a história de uma paciente que tinha um relacionamento difícil com o pai. 

Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem.

Durante o trajeto, o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e degradação de um córrego que acompanhava a estrada. 

A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário de Walt Disney.

E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida. 

Seguiram a viagem sem trocar mais palavra.

Muitos anos depois, esta mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada, desta vez com uma amiga. 

Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se:-
- Do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído, como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista.

E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o então comentário de seu pai, que a esta altura já havia falecido.

Parece uma parábola, mas acontece todo dia:-
- A gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela, nunca a janela do outro. 

O que a gente vê é o que vale, não importa que alguém bem perto esteja vendo algo diferente. 

A mesma estrada, para uns, é infinita, e para outros, curta.

Para uns, o pedágio sai caro; para outros, não pesa no bolso. 

Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança. 

Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias. 

Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade. 

Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem. 

Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho.

Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vista, mas, em contrapartida, me tira a certeza de tudo.

Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar.

Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios. 

E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise.

É o triunfo da dúvida.

Vale a pena pensar nisso!!!!!!!
Martha Medeiros

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Ser Feliz não é pecado


Ser Feliz não é pecado

 A Felicidade é desprezada por muita gente. 

A pessoa feliz sofre o preconceito de parecer uma pessoa vazia, sem conteúdo. 
 
No entanto, algo ela tem, senão não incomodaria tanto. 
 
Será que é porque ela nos confronta com nossa própria miséria existencial? 
 
É irritante ver alguém naturalmente linda, rica, simpática, inteligente, culta, talentosa, apaixonada e, ainda por cima, magra! 
 
Essa ninfa nunca ouviu falar em insônia, depressão, dívidas, mousse de chocolate?

Os felizes ainda estão associados ao padrão "comercial de margarina", portanto, costumam ser idealizados - e desacreditados. 
 
É como se fossem marcianos, só que não são verdes. 
 
Por isso, damos mais crédito aos angustiados, aos irônicos, aos pessimistas. 
 
Por não aparentarem possuir vínculo com essa tal felicidade, dão a entender que têm uma vida muito mais profunda. 
 
Você é feliz? 
 
Não espalhe, já que tanta gente se sente agredida com isso.
 
 Mas também não se culpe, porque felicidade é coisa bem diferente do que ser linda, rica, simpática e aquela coisa toda. 
 
Felicidade, se eu não estiver muito enganada, é ter noção da precariedade da vida, é estar consciente de que nada é fácil, é tirar algum proveito do sofrimento, é não se exigir de forma desumana e, apesar (ou por causa) disso tudo, conseguir ter um prazer quase indecente em estar vivo.

O psicanalista Contardo Calligaris certa vez disse uma frase que sublinhei:-
- "Ser Feliz não é tão importante, mais vale ter uma vida interessante". 
 
Creio que ele estava rejeitando justamente esta busca pelo kit felicidade, composto de meia dúzia de realizações convencionais. 
 
Ter uma vida interessante é outra coisa:-
- É cair e levantar, se movimentar, relacionar-se com as pessoas, não ter medo de mudanças, encarar o erro como um caminho para encontrar novas soluções, ter a cara-de-pau de se testar em outros papéis - e humildade para abandoná-los se não der certo. 
 
Uma vida interessante é outro tipo de vida feliz:-
- A que passou ao largo dos contos-de-fada. 
 
É o que faz você ter uma biografia com mais de 10 páginas.

Se você acredita que ser Feliz compromete seu currículo de intelectual engajado, troque por outro termo, mas não cuspa neste prato. 
 
 Embriague-se de satisfação íntima e justifique-se dizendo que é um louco, apenas isso. 
 
Como você sabe, os loucos sempre encontram as portas do céu abertas.
 
Rita Lee, que já passou por poucas e boas, mas nunca se queixou de não ter uma vida interessante, anos atrás musicou com Arnaldo Batista estes versos:-
- "Se eles são bonitos, sou Alain Delon/ se eles são famosos/ sou Napoleão/se eles têm três carros/ eu posso voar". 
 
Também faço da Balada do Louco meu hino, que assim encerra:-
- "Mais louco é quem me diz que não é Feliz".

Eu sou Feliz !!!

Martha Medeiros
 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Não se esqueça de ser feliz


 

Viva Intensamente!

Morre lentamente.......
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo
Morre Lentamente
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente.........
Quem se transforma em escravo do hábito

Repetindo todos os dias os mesmos trajetos,

Quem não muda de marca,

Não se arrisca a vestir uma nova cor

Não conversa com quem não conhece.


Morre lentamente.........

Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções,

Justamente as que resgatam o brilho dos

Olhos e os corações aos tropeços.

Morre lentamente........
Quem não vira a mesa quando está infeliz


Com o seu trabalho, ou amor,

Quem não arrisca o certo pelo incerto

Para ir atrás de um sonho,

Quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, 

Fugir dos conselhos sensatos...

Viva hoje !

Arrisque hoje !

Faça hoje !

Não se deixe morrer lentamente!




NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ !!!!!

Martha Medeiros

sábado, 18 de janeiro de 2014

Saudades .............




Saudades é não saber:-
- Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,
- Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento,
- Não saber como frear as lágrimas diante de uma música,
- Não saber como  vencer a dor de um silêncio que nada preenche.



Martha Medeiros

sábado, 12 de maio de 2012

       "MÃE"...
       
Vamos esclarecer alguns pontos sobre mães, ok?
 
Desconstruir alguns mitos.

Não, não precisa se preocupar.

Não é nada ofensivo, eu também sou mãe...e avó!

Vamos lá:-

MÃE É MÃE:- mentira !!!
 
Mãe foi mãe, mas já faz um tempão!
 
Agora mãe é um monte de coisas:- é atleta, atriz, é superstar.

Mãe agora é pediatra, psicóloga, motorista.
 
Também é cozinheira e lavadeira.
 
Pode ser política, até ditadora, não tem outro jeito.
 
Mãe às vezes também é pai.
 
Sustenta a casa, toma conta de tudo, está jogando um bolão.

Mãe pode ser irmã:- empresta roupa, vai a shows de rock pra desespero de algumas filhas, entra na briga por um namorado.

Mãe é avó:- moderníssima, antenadíssima, não fica mais em cadeira de balanço, se quiser também namora, trabalha, adora dançar.

Mãe pode ser destaque de escola de samba, guarda de trânsito, campeã de aeróbica, mergulhadora.

Só não é santa, a não ser que você acredite em milagres.

Mãe já foi mãe, agora é mãe também.

MÃE É UMA SÓ:- mentira !!!

Sabe por quê? 
 
Claro que sabe!

Toda criança tem uma avó que participa, dá colo, está lá quando é preciso. 
 
De certa forma, tem duas mães.

Tem também aquela moça, a babá, que mima, brinca, cuida. 
 
Uma mãe de reserva, que fica no banco, mas tem seus dias de titular.

E outras mulheres que prestam uma ajuda valiosa.

Uma médica que salva uma vida, uma fisioterapeuta que corrige uma deficiência, uma advogada que liberta um inocente, todas são um pouco mães.

Até a maga do feminismo, Camille Paglia, que só conheceu instinto maternal por fotografia, admitiu uma vez que lecionar não deixa de ser uma forma de exercer a maternidade.

O certo então, seria dizer:- mãe, todos têm pelo menos uma.

SER MÃE é PADECER NO PARAÍSO:- mentira!
Que paraíso, cara-pálida?
 
Paraíso é o Taiti, paraíso é a Grécia, é Bora-Bora, onde crianças não entram.

Cara, estamos falando da vida real, que é ótima muitas vezes, e aborrecida outras tantas, vamos combinar.

Quanto a padecer, é bobagem.

Tem coisas muito piores do que acordar de madrugada no inverno pra amamentar o bebê, trocar a fralda e fazer arrotar?
 
Por exemplo? 
Ficar de madrugada esperando o filho ou filha adolescente voltar da festa na casa de um amigo que você nunca ouviu falar, num sítio que você não tem a mínima idéia de onde fica.
 
Aí a barra é pesada, pode crer...
 
MATERNIDADE é A MISSÃO DE TODA MULHER:- mentira !!!

Maternidade não é serviço militar obrigatório!

Deus nos deu um útero mas o diabo nos deu poder de escolha.

Como já disse o poeta:- filhos, melhor não tê-los, mas se não tê-los, como sabê-lo?

Vinicius era homem e tinha as mesmas dúvidas.

Não tê-los não é o problema, o problema é descartar essa experiência.

Como eu preferi não deixar nada pendente pra a próxima encarnação, vivi e estou vivendo tudo o que eu acho que vale a pena nesta vida mesmo, que é pequena mas tem bastante espaço.
 
Mas acredito piamente que uma mulher pode perfeitamente ser feliz sem filhos, assim como uma mãe padrão, dessas que tem umas seis crianças na barra da saia, pode ser feliz sem nunca ter conhecido Paris, sem nunca ter mergulhado no Caribe, sem nunca ter lido um poema de Fernando Pessoa.
É difícil, mas acontece.

MAMÃE, EU QUERO:- verdade!
 
Você pode não querer ser uma, mas não conheço ninguém que não queira a sua.
 
5 anos:- "Mamãe, te amo."

11 anos:- "Mãe, não enche."
 
16 anos:- "Minha mãe é tão irritante."
 
18 anos:- "Eu quero sair de casa."
 
25 anos:- "Mãe, você tinha razão."
 
30 anos:- "Eu quero voltar pra casa da minha mãe."
 
50 anos:- "Eu não quero perder a minha mãe."
 
70 anos:- "Eu abriria mão de TUDO pra ter minha mãe aqui comigo."...
             
 Recebido da amiga Marina