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sábado, 21 de outubro de 2017

"Armar" a população é inútil; "Amar" o povo - eis o Caminho da Paz !


"Armar" a população é inútil; "Amar" o povo - eis o 
Caminho da Paz !
 
Com a proclamação da República em 1889, seguindo-se a promulgação da Constituição de 1891, o Brasil adotou um modelo presidencialista de democracia representativa por meio de sufrágio direto. 
 
O Ato Institucional Número Um e a subsequente Constituição de 1967 determinavam a instituição de eleições presidenciais indiretas, realizadas por meio de um colégio eleitoral, modelo que se seguiu até a promulgação pela Constituição de 1988, que restabeleceu o voto direto, secreto e universal, e possibilita uma participação popular maior que todos os pleitos anteriores.
 
Dos 30 pleitos para presidente, 22 foram realizados de forma direta e 8 de forma indireta, tendo havido apenas uma eleição extraordinária, em 1919. 

No contexto, apenas 4 eleições foram vencidas pela chamada “oposição” (1960, 1985, 1989 e 2002), sendo três diretas e uma indireta

Em 2018 haverá nova eleição direta para presidente do Brasil. 

Razões temos de sobra para permanecermos atentos sobre nosso intuito de voto a respeito de quem indicaremos para dirigir o país. 

Os espíritas não poderão ficar alheios ao próximo pleito.

Esquivando um pouquinho da introdução aqui lembrada, na verdade, hoje observamos um quadro político moralmente pervertido, em face dos inimagináveis desvios do erário público. 

Um famoso procurador da república afirmou que o Brasil é governado por “larápios egoístas e escroques ousados”. 

Raríssimos parlamentares escapam da corrupção. 

Por outro lado, e como se não bastasse, confessamos que é com muita inquietação que acompanhamos a crescente popularidade de certo “pré-candidato” que, não obstante, permaneça fora da curva dos corrompidos, todavia tem anunciado o armamento da população, visando a conquista de votos.

Tal discurso é extremamente preocupante. 

Não duvidamos da honestidade de tal candidato, contudo, suas promessas de governo têm sido aterradoras, conquanto possa estar imbuído de boas intenções, e até mesmo arregimentar a seu favor honestos cidadãos brasileiros. 

Entretanto, cremos que o seu discurso “messiânico” para transformação social sob o látego do revide, da animosidade, da retaliação é cabalmente desfavorável à paz social.

Asseguramos isso com base no resultado do plebiscito sobre o desarmamento de 2005, em que mais de 60% do povo brasileiro optou pelo comércio de armas de fogo e munição no Brasil. 

Portanto, a maioria da população apoiou o armamento do cidadão, quando detinha o poder de decidir pela sua interdição. 

À época, muitos setores da sociedade defenderam a manutenção do comércio legal das armas aos cidadãos que delas necessitem, por algum motivo, justificando que todos têm direito a possuir, nos limites da Lei, uma arma de fogo para se defenderem de qualquer atentado à incolumidade física do indivíduo, sua vida, seu patrimônio etc.

Ante a Lei de Ação e Reação, obviamente, com essa decisão brotou um espantoso débito moral (“carma”) dos brasileiros. 

E isso é lamentável!

Há vários anos André Luiz tem advertido aos espíritas segundo consta no Livro:- Conduta Espírita, cap. 18 – “Esquivar-se do uso de armas homicidas, bem como do hábito de menosprezar o tempo com defesas pessoais, seja qual for o processo em que se exprimam. 

Pois o servidor fiel da Doutrina possui, na consciência tranquila, a fortaleza inatacável.”

Cremos que a criminalidade tem as suas raízes, dentre outras, na desigualdade social, no elevado índice de desemprego, na urbanização desordenada e, destacadamente, no descrédito à classe política mísera e comprovadamente corrupta e na difusão incontrolada da arma de fogo, sobretudo clandestina, situações essas que contribuem de forma decisiva para o avanço do tráfico de drogas, dos assaltos, dos roubos, dos sequestros e, por fim, dos homicídios.

É constrangedor saber que o país onde há milhares de centros espíritas, lidere a lista mundial em casos de mortes produzidas com a utilização de armas de fogo. 

E, por forte razão, senhor pré-candidato, cremos ser falsa a segurança oferecida pelas armas mormente no ambiente doméstico, considerando o potencial de alto risco do uso da arma por familiares não habilitados, que podem causar efeitos danosos irreparáveis na vida doméstica.

De modo óbvio, não somos tão ingênuos a ponto de acreditar que a restrição (proibição) do uso de armas de fogo equacione definitiva e imediatamente o problema da violência. 

Sabemos que a arma de fogo pode ser substituída por outras, talvez não tão eficientes. 

Na ausência de estrutura da aparelhagem repressora e preventiva do Estado, as armas de fogo continuarão chegando às mãos dos indivíduos descompromissados com o bem e fazendo suas vítimas. 

Por isso, urge meditar que devemos aprender a desarmar, antes de tudo, nossos espíritos, e isso só se consegue pela prática do amor e da fraternidade.

Muitos vivem sob o guante da síndrome das balas perdidas. 

Cremos ser o investimento de recursos em armamentos inútil, perigoso e desnecessário. 

As leis e a ordem impostas à sociedade como resposta à exigência coletiva são aceitáveis e compreensíveis, mas muito melhor será quando os homens amarem-se ao invés de armarem-se e fazerem ao outro o que desejariam que lhes fizessem, pelo menos respeitarem seus direitos, sobretudo o mais fundamental, como o direito à vida e nesse contexto o ensinamento espírita em seu esboço filosófico e religioso (ético-moral) é o instrumento por excelência decisivo para transformação social.

Jorge Hessen
 
 

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Abrigar e conviver com todos


 
Abrigar e conviver com todos

O conceito de “minorias sociais” é usado de forma genérica para fazer menção a grupos sociais diferenciados por suas características étnicas, religiosas, cor de pele, país de origem, situação econômica, entre outros. 

Tais grupos estão associadas a condições sociais mais frágeis, razão pela qual sofrem discriminação e têm sido vítimas de extremas intolerâncias da chamada (maioria “normal”).
 
Não obstante haver no Brasil normas jurídicas que visam punir tal intransigência, mormente advindas dos grupos religiosos, é inadmissível qualquer intolerância no reduto espírita. 

A nossa Carta Magna assegura a inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença, a liberdade de expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

Prevendo ainda que toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião. 

Apesar da lei, há grupos, e aqui destacamos os grupos religiosos, promovendo o discurso do ódio, da violência, da discriminação contra os grupos LGBT, idosos, favelados, portadores de necessidades especiais, moradores de rua (quase sempre “invisíveis” aos olhos da sociedade, negros, indígenas, imigrantes e até mesmo contra as mulheres.

A Doutrina dos Espíritos entra no debate para reconhecer que uma civilização “normal” só é completa  pelo seu desenvolvimento moral. 

Em face disso, os Benfeitores expuseram a Kardec:-
- “Credes que estais muito adiantados, porque tendes feito grandes descobertas e obtido  maravilhosas invenções;… 

Todavia, não tereis verdadeiramente o direito de dizer-vos civilizados, senão quando de vossa sociedade houverdes banido os vícios que a desonram e quando viverdes como irmãos (…).”[1], 

Portanto, à medida que a sociedade se aperfeiçoa, faz cessar alguns dos males que gerou, males que desaparecerão com o progresso moral.

Jorge Hessen
jorgehessen@gmail.com

Referência bibliográfica:-
[1]  KARDEC, Allan. O Livros dos Espíritos, per. 793, RJ: Ed. FEB, 2000

Espírita ! Não Desista Jamais !


Espírita ! 
Não Desista Jamais !

O homem não teria alcançado o possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o “impossível”. 

No ancião, por exemplo, a constância da curiosidade de espírito e da abertura ao mundo é um sinal de juventude duradoura. 

A conquista está na persistência daqueles que lutam por aquilo que vale a pena como ideal. 

Lutar é persistir e a perseverança é o caminho do êxito, por isso mesmo realiza o improvável.
 
O evangelista Mateus regista no cap. 24 versículo 13 – “quem perseverar até o fim este será salvo”. 

Ora, com Jesus no coração, diante de uma realidade desafiadora a nossa coragem não pode somente significar ausência do medo, mas a firme pertinácia apesar do receio. 

Sim! 

A vitalidade, a energia, o vigor, o trabalho são confirmados não apenas pela tenacidade, mas pela capacidade da perseverança e recomeço.

A perseverança e a determinação são, por si sós, onipotentes. 

O aforismo “não desista jamais” socorreu e sempre salvará o homem da desesperança. 

E quando estamos sob inflexível indecisão, conseguiremos superá-la se em tais circunstâncias formos perseverantes, recatados e despidos de arrogância.

Desistência tem sido a escolha de muitos em face da incômoda realidade que os fracassos e perdas lhes infligem, fazendo-os interromper ou recuar. 

Contudo, em cada um de nós existe pelo menos um resquício de esperança, que é capaz de nos transportar para a dimensão das possibilidades, nos fazendo acreditar numa iminente virada e o alcance do triunfo.

Nossos sonhos precisam de persistência e coragem para serem realizados. 

Nós os regamos com nossos erros, fragilidades e dificuldades. 

Quando lutamos por eles, nem sempre as pessoas que nos rodeiam nos apoiam e nos compreendem. 

Às vezes somos obrigados a tomar atitudes solitárias, tendo como companheiros apenas nossos próprios sonhos.

Há um mistério para a perseverança? 

Por que nos abalamos nalgumas ocasiões da vida e noutras não? 

A persistência poderia ser caracterizada pelo susto da alma, todas as vezes que é obrigada a mergulhar dentro de si mesma. 

Qual será o rumo da melhor direção, diante dos empecilhos, dos calhaus que encontramos em nosso caminho? 

Abdicarmos do objetivo, optar por outra situação mais fácil, ou perseverar em nossos planos, ainda mesmo que por longo tempo e árduas experiências que nos levem a prantear muitas vezes?

Quem persiste sempre alcançará resultados e satisfações. 

Os grandes homens da história suportaram problemas por anos a fio, até conseguirem a concretização dos seus desígnios que fizeram deles vitoriosos.

Persistência é a irmã gêmea da excelência. 

Uma é a mãe da qualidade, a outra é a mãe do tempo. 

Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis. 

E ademais, a nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda.

Quando a Providência coloca pedregulhos em nossa caminhada, não o faz para esfolar-nos os pés, porém para aprovisionar material para a edificação da base de nossa conquista. 

O sucesso jamais poderá descansar na fragilidade das facilidades. 

As árvores são fortes porque enfrentam os desafios da natureza, e fincam suas raízes com vigor, na conquista dos elementos vitais. 

Com isso resistem a intensas ventanias.

Jorge Hessen
jorgehessen@gmail.com




sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Tatuagem na Visão Espíritualista


Tatuagem na Visão Espíritualista !

Conhecemos líderes espíritas convictos de que pessoas que tatuam o corpo inteiro ou o enchem de piercings são espíritos primários que ainda carregam lembranças intensas de experiências pretéritas, sobretudo dos tempos dos bárbaros, quando belicosos e cruéis serviam-se dessas marcas na pele para se impor ante os adversários.

O certo é que o perispírito é efetivamente lesado pela defecção moral, desequilíbrio emocional que leva a suicídios diretos e indiretos; vícios físicos e mentais, rancores, pessimismos, ambição, vaidade desmesurada, luxúria.
Esfola-se o corpo espiritual todas as vezes que se prejudica o semelhante através da maledicência, da agressividade, da violência de todos os níveis, da perfídia. 

Destarte, analisado por esse prisma, os adereços afetam menos o corpo perispirítico. 

Principalmente porque na atualidade muitos desses adornos que ferem o corpo físico podem ser revertidos, já na atual encanação, e naturalmente não repercutirá no tecido perispiritual.

André Luiz elucida que o perispírito não é reflexo do corpo físico; este é que reflete a alma. 

"As lesões do corpo físico só terão, pois, repercussão no corpo espiritual se houver fixação mental do indivíduo diante do acontecido ou se o ato praticado estiver em desacordo com as leis que regem a vida.".(2) 

As tatuagens e as pequenas mutilações que alguns indivíduos elaboram como forma de demonstrar amor a exemplo de alguém que grava o nome do pai ou da mãe no corpo de modo discreto não trariam, logicamente, os mesmos efeitos que ocorreriam com aqueles que se tatuam de modo resoluto, movimentados por anseios mais grosseiros.

Curiosamente, muitas pessoas, retornando ao plano espiritual, podem optar pelo uso dos adornos aqui discutidos. 

Segundo o autor do Livro:- Nosso Lar, "os desencarnados podem, sob o ponto de vista fluídico, moldar mentalmente e de maneira automática, no mundo dos Espíritos, roupas e objetos de uso e gosto pessoal. 

Destarte, é perfeitamente possível, embora lamentemos, que um ser no além-túmulo permaneça condicionado aos vícios, modismos e tantas outras coisas frívolas da sociedade terrena.".(3)
No que concerne às tatuagens especificamente, por ser um tipo de insígnia permanente, pode, sem dúvida, ocasionar conflitos mentais. 

A começar na atual encarnação, quando chega a ocasião em que o tatuado se arrepende, após ter mudado de idéia, em relação à finalidade da tatuagem. 

Concebamos que seja o apelido, sobrenome, o desenho ou algum emblema de alguma pessoa que já não estima, não ama ou qualquer outra silueta que já não aceita em seu corpo. 

Então, o que era um mero enfeite, culmina cansando a estética e torna-se um problema particular de complexa solução.
Nas estruturas dos códigos espíritas não há espaços para proibições. 

Não obstante, a Doutrina dos Espíritos oferece-nos subsídios para ponderação a fim de que decidamos racionalmente sobre o que, como, quando, onde fazer ou deixar de fazer (livre-arbítrio).

Evidentemente que não é o uso de tatuagens que retratará a índole e o caráter de alguém. 

Todavia, não podemos perder de vista que alguns modelos de tatuagens, com pretextos sinistros, podem ser classificados (sem anátemas) como censuráveis e inadequados para um cristão de qualquer linhagem.

Jorge Hessen

quarta-feira, 30 de março de 2016

A Prece e a capacidade mental para potencializá-la !



A PRECE e a capacidade MENTAL para potencializá-la !

Existem pesquisas sobre os efeitos da prece na saúde das pessoas.

Uma delas foi realizada pelo Laboratório de Imunologia Celular da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, com a participação ativa de mais de cinquenta e dois estudantes de medicina durante o período de 2000 a 2003.

A pesquisa, segundo divulgação no final de outubro, nos principais jornais do País, apresentou resultados positivos que se materializam no aumento da estabilidade celular dos indivíduos que receberam a prece.

De acordo com o estudo em foco, um dos principais mecanismos de defesa do organismo - a fagocitose(1) - pode ter a função estabilizada com preces feitas a distância.

"Na análise dos cinquenta e dois voluntários, a cada semana, uma dupla fornecia amostras de sangue e respondia a um questionário sobre estresse. 

Encaminhava-se uma foto do voluntário, identificada apenas pelo nome, a um grupo de dez religiosos de diferentes credos, que, por uma semana, faziam preces para aquela pessoa.” 

Coordenada pelo professor de imunologia Carlos Eduardo Tosta, a pesquisa demorou três anos para ser concluída. (2) 

A prece atua sobre indivíduos sadios, influenciando o sistema imunológico, segundo estudo pioneiro realizado no ano de 1988, no Hospital Geral de São Francisco, na Califórnia. Nesse hospital "foi possível comprovar que os pacientes que receberam preces apresentaram significativas melhoras, necessitando inclusive de menor quantidade de medicamentos". (3)

Para nós, espíritas, ela se reveste de características especiais, pois "a par da medicação ordinária, elaborada pela Ciência, o magnetismo nos dá a conhecer o poder da ação fluídica e o Espiritismo nos revela outra força poderosa na mediunidade curadora e a influência da prece" (4).

Allan Kardec, ao emitir seus comentários na questão 662 de O Livro dos Espíritos, afirma que "o pensamento e a vontade representam em nós um poder de ação que alcança muito além dos limites da nossa esfera corporal". 

(5) A rigor "a eletricidade é energia dinâmica; o magnetismo é energia estática; o pensamento é força eletromagnética" (6).

Considerando-se a propriedade do fluido magnético para que nos influenciemos mutuamente, e "reconhecendo-se a capacidade do fluido magnético para que as criaturas se influenciem reciprocamente, com muito mais amplitude e eficiência atuará ele sobre as entidades celulares do Estado Orgânico - particularmente as sanguíneas e as histiocitárias -, determinando-lhes o nível satisfatório, a migração ou a extrema mobilidade, a fabricação de anticorpos ou, ainda, a improvisação de outros recursos combativos e imunológicos, na defesa contra as invasões bacterianas e na redução ou extinção dos processos patogênicos (...)".

Muito se tem dito a respeito da prece, mas muito pouco ainda conhecemos do seu mecanismo de funcionamento. 

Por isso mesmo, pouco a valorizamos, e por vezes até a esquecemos.

É até um procedimento compreensível, uma vez que o Espiritismo é uma Doutrina relativamente jovem com aproximadamente 150 anos, e a análise de seus aspectos científicos requer conhecimentos básicos, sem os quais não entenderíamos as suas explicações, precisaríamos então ter noções de física, ciências, biologia, fluidos, magnetismo, eletromagnetismo, eletricidade, telecomunicações etc.

Mas, uma coisa é clara, a prece não pode mudar a natureza das provas pelas quais o homem tem que passar, ou até mesmo desviar-lhe seu curso, e isto porque elas estão nas mãos de Deus e há as que devem ser suportadas até o fim, mas Deus leva sempre em conta a resignação.

Muitas vezes surgem aqueles que contestam a eficácia da prece, alegando que, pelo fato de Deus conhecer as necessidades humanas, torna-se dispensável o ato de orar, pois sendo o Universo regido por leis sábias e eternas, as súplicas jamais poderão alterar os desígnios do Criador.

 No entanto, não pode perder de mira a assertiva do Mestre "O que quer que seja que pedirdes na prece, crede que obtereis, e vos será concedido".

(7) Apesar das preces que fazemos não nos desviarem de nossos problemas e desilusões, elas são um bálsamo reconfortante para a nossa alma enfermiça, pois nos fazem penetrar em estados de suave sossego e gozos que somente aquele que ora é capaz de decifrar. 

Tem, assim, a prece, o inefável dom de dar-nos forças para suportarmos lutas e problemas, internos e externos, de colocar-nos em posição de vencer obstáculos que, antes, pareciam irremovíveis.

Kardec dava tanta importância ao ato de pensar que um dia escreveu no Livro A Gênese:-
-"O pensamento produz uma espécie de efeito físico que reage sobre o moral:-
-É isso unicamente o que o Espiritismo poderia fazer compreender". (8)

É o pensamento que dá qualidade curativa aos fluidos que existem em estado natural ao nosso redor.

É ele que transforma o fluido inerte em energia capaz de recompor um tecido doente ou reduzir os males de ordem espiritual que afetam os indivíduos. 

É o pensamento também o fio que nos permite estabelecer um relacionamento positivo com os Espíritos, que participam das atividades curadoras. 

Mas, ao mesmo tempo em que nos permite tudo isso, ele também poderá nos ligar a Espíritos cuja presença será prejudicial ao ato de curar.

Toda moeda tem dois lados, as leis da natureza são estradas de duas mãos.

A mente é fonte de energia curativa ou de energia destruidora. 

A prece é, sem dúvida, um dos meios pelos quais a cura de um mal pode ser alcançada.

Mas é, também, um meio dos mais difíceis, haja vista a pequena capacidade mental que temos para orar. 

Isto porque a oração tem sido um ato mecânico, que se realiza pelos lábios. 

Contudo, a prece é algo que depende enormemente do pensamento e da vontade.

Sem esses dois requisitos, a prece se transforma em algo sem maior valor. 

Destarte, cremos que a temática prece deveria se constituir em matéria de constante estudo nos centros espíritas, porém, estudo sério, e não se tornar objeto de considerações puramente místicas, que impedem alcançar a sua essência e importância.

JORGE HESSEN

Nota e referências bibliográficas:

1 - Incorporação de partículas sólidas por uma célula mediante o envolvimento daquelas por esta.

Esse processo não implica penetração da membrana celular e serve à nutrição e de defesa contra elementos estranhos ao organismo.

2 - Publicado no jornal Folha de São Paulo em 9/julho de 2004.

3 - Artigo de Kátia Penteado intitulado Efeitos da Prece na Saúde: a Ciência confirma a Doutrina Espírita – Nov./2004.

4 - Kardec, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2004, Cap28, item 77.

5 - ______, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2000, questão 662.

6 - Xavier, Francisco Cândido. Pensamento e Vida, 9ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1991. P. 16.

7 - Marcos 11:24.

8 - Kardec, Allan. A Gênese, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1999, cap. 14, item 20

terça-feira, 8 de março de 2016

A cada 40 segundos, uma pessoa se AUTODESTRÓI



A cada 40 segundos, uma pessoa se AUTODESTRÓI





Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1 milhão de pessoas se matam por ano em todo o mundo. 

A cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio. 

Somente no Brasil, quase 30 pessoas se suicidam por dia, e infelizmente os números são crescentes. 

As maiores incidências são nos países ricos. 

O leste europeu registra um dos mais altos índices de suicídio proporcionalmente. 

Países da Ásia, como Coreia do Norte, China e Japão são os recordistas mundiais.

Em 2014, mais de 25 mil pessoas cometeram suicídio no Japão. 

Isso dá uma média de 70 por dia. 

A maioria é de homens. 

O assunto voltou a ter destaque recentemente com o suicídio de um homem de 71 anos, que ateou fogo no corpo dentro de um trem bala. 

Para o psicólogo Wataru Nishida, da Universidade Temple, em Tóquio, a solidão na velhice é o fator número um que antecede a depressão e o suicídio. 

Tese que encontra respaldo em John Cacioppo, cientista e professor de psicologia da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, que sugere ser o isolamento um fator impactante para acelerar o extermínio “prematuro” do idoso solitário. 

Para Cacioppo há fatores de risco em face do sentimento de solidão, dentre os quais estão a:- interrupção frequente do sono, elevação da pressão arterial, aumento do cortisol (hormônio do estresse), alterações no sistema imunológico e aumento da depressão.

Talvez realmente a solidão seja preocupante enfermidade dos dias de hoje. 

Mas não são apenas os idosos homens com problemas pessoais que estão tirando suas vidas. 

O índice vem crescendo rapidamente entre homens jovens, fazendo com que o suicídio seja a principal causa de morte entre os homens japoneses com idades entre 20 e 40 anos. 

E as evidências apontam que estes jovens estão se matando porque perderam completamente a esperança e são incapazes de pedir ajuda.

Para alguns pesquisadores as causas do suicídio podem estar relacionadas a distúrbios psicossociais, como exclusão, dependência química, desesperança e traumas emocionais. 

Não raro, o suicídio é tido como consequência da depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, anorexia e desvios de personalidade. 

E os especialistas procuram responder o que leva o ser humano a desrespeitar o seu instinto de autopreservação.

Sob a tese sociológica, o escritor francês Albert Camus, no seu Livro:- intitulado “O Mito de Sísifo” defende a tese que só existe um problema filosófico realmente grave:-
- o suicídio - Julgar se a vida vale ou não a pena ser vivida é responder a questão de filosofia. 

Que o confirmem os peculiares escritores Artur Shopenhauer no seu macabro Livro:- “As Dores do Mundo”, que induz o leitor fragilizado ao suicídio, e Friederich Nietzsche, que em “Assim Falava Zaratustra” afirma que orar é vergonhoso. 

Emille Durkhein, um dos maiores pesquisadores das teses suicidógenas, afirma que a culpa maior para uma pessoa cometer um ato tão extremo, de vencer o próprio instinto de conservação é da sociedade, que é a grande pressionadora para esse ato extremo do homem - é o ser psicológico sendo abatido pelo ser social.

Os Espíritos explicam que o adiamento de uma dívida moral significa reencontrá-la mais tarde com juros somados com cobrança sem moratória. 

A vida na Terra foi dada como prova e expiação e depende de cada um lutar com unhas e dentes para ser feliz o quanto puder, amenizando as suas dores com amor. 

Como explicar o descontentamento da vida que, sem motivos plausíveis, se apodera de certos indivíduos?

Certamente é resultado da ociosidade, da falta de fé, e também da saciedade. 

É óbvio que ninguém tem o direito de acabar com a própria vida. 

O suicídio é uma grave transgressão às leis de Deus.

O suicídio cometido por desgosto da vida é uma brutal estupidez, uma loucura. 

Ora, por que tais infelizes rebeldes da vida não trabalhavam para o próximo? 

Com certeza a existência seria menos pesada. 

Infelizes são os que não têm a coragem de suportar as adversidades da existência. 

Deus ajuda os que sofrem e não os que carecem de energia e de coragem. 

As consternações da vida são provas ou expiações. 

Felizes os que as suportam sem se queixar, porque serão recompensados. 

O suicídio é resultado da ociosidade, da falta de fé, e geralmente da saciedade.

Jorge Hessen



sábado, 6 de fevereiro de 2016

A Mente não pertence ao cérebro e o cérebro não explica a mente


A mente não pertence ao cérebro e o cérebro não explica a mente



-Nos últimos anos, a neurociência sofreu uma explosão no campo da pesquisa. 

A cada dia, surgem novas técnicas, como mapeamentos cerebrais, que podem tirar fotos instantâneas do fluxo sangüíneo do órgão, e tubos de vidro microscópicos, que injetam poucas moléculas de um medicamento, diretamente, no neurônio. 

 “Todas essas inovações ajudaram a revelar a organização do cérebro em detalhes.”

--Nosso cérebro representa, apenas, 2% do peso total do corpo, mas possui, segundo pesquisas atuais, aproximadamente, 100 bilhões de neurônios [células nervosas cerebrais], sendo que, em algumas de suas partes, para realizar suas funções, aglomera, até, 5 milhões de neurônios de uma só vez e é capaz de produzir cerca de 1.000 trilhões de conexões.


--Desde o pulsar do coração, o movimento do intestino, a produção de novas células sanguíneas e, até, o eriçar dos pelos do nosso braço, quando nos assustamos, é controlado pelo sistema nervoso e, em última instância, pelo cérebro.


Temos no córtex os centros da visão, da audição, do tato, do olfato, do gosto, da palavra falada e escrita, da memória e de múltiplos automatismos em conexão com os mecanismos da mente, configurando os poderes da memória profunda, do discernimento, da análise, da reflexão, do entendimento e dos multiformes valores morais de que o ser se enriquece no trabalho da própria sublimação.”



--Em verdade, “o cérebro é o instrumento que traduz a mente, manancial de nossos pensamentos. Através dele, pois, unimo-nos à luz ou à treva, ao bem ou ao mal.”


--Embora tentem explicar (só pelos fenômenos físicos), pela prática dos neurologistas, toda a classe de fenômenos intelectuais, e, até, “espirituais”, através das ações combinadas do sistema nervoso; e, em que pese a Ciência ter atingido certezas irrefutáveis, como, por exemplo, a de que uma lesão orgânica faz cessar a manifestação que lhe corresponde, e que a destruição de uma rede nervosa faz desaparecer uma faculdade, ela, porém, está infinitamente limitada para explicar os fenômenos do espírito.


-- Em razão de semelhante situação, NÃO PODEMOS AFASTAR A VERDADE DA INFLUÊNCIA DE ORDEM ESPIRITUAL E INVISÍVEL no cérebro. 


Se faz mister, também, compreender, não a alma insulada do corpo, mas ligada a esse corpo, o qual representa a sua forma objetivada, com um aglomerado de matérias imprescindíveis à sua condição de tangibilidade, animadas pela sua vontade e por seus atributos imortais.

--Sobre a questão da MENTE,ESTA NÃO PERTENCE AO CÉREBRO E O CÉREBRO NÃO EXPLICA A MENTE , embora exista uma interação entre os dois. A MENTE É UMA ENTIDADE INDEPENDENTE , é uma segregação cerebral.


--O CÉREBRO É O MEIO QUE EXPRESSA A INTELIGÊNCIA no mundo material. 


Por isso, a maioria dos estudiosos da mente humana faz da inteligência um atributo do cérebro.

--Há uma diferenciação significativa entre a pesquisa acadêmica com viés, nitidamente, materialista, e a ciência espírita, pois, enquanto a ciência humana faz do cérebro o excretor da inteligência, a ciência espírita faz do cérebro um instrumento do espírito, que é o ser inteligente individualizado. 


Destarte, é importante que o Espiritismo e a Ciência se complementem, até porque, as leis do mundo espiritual e as leis do mundo material são faces de uma realidade comum, – a vida.

--O cérebro assemelha-se a complicado laboratório “onde o espírito, prodigioso alquimista, efetua inimagináveis associações atômicas e moleculares, necessárias às exteriorizações inteligentes.” 


“O cérebro real é aparelho dos mais complexos em que o nosso «eu» reflete a vida. 

Através dele, sentimos os fenômenos exteriores segundo a nossa capacidade receptiva, que é determinada pela experiência; por isso, varia ele de criatura a criatura, em virtude da multiplicidade das posições na escala evolutiva. “

-- “Para que nossa mente prossiga na direção do alto, é indispensável se equilibre, valendo-se das conquistas passadas, para orientar os serviços presentes, e amparando-se, ao mesmo tempo, na esperança que flui, cristalina e bela, da fonte superior de idealismo elevado; através dessa fonte, ela pode captar, do plano divino, as energias restauradoras, assim construindo o futuro santificante.”


--A alma é o centro de tudo – emoções, pensamentos, etc.; o cérebro é seu instrumento, facilitando a coordenação do corpo e servindo de canal para as múltiplas manifestações da alma. 


A experiência de cada um de nós é medida pelo referencial de imagens mentais que criamos e armazenamos sobre o mundo onde vivemos. 

Cada objeto, cada palavra, cada sensação é carregada de um potencial simbólico que desencadeia em nós a capacidade de criar imagens vivas da realidade. 

A ciência, sobretudo a neurociência, apesar dos nítidos avanços, ainda não admite, integralmente, essa conclusão, insistindo que tudo está nas funções cerebrais:-
- A linguagem, o pensamento, a coordenação motora, a emoção, e muito mais.

--O HOMEM NÃO PODE SER O CÉREBRO . 

Inúmeras experiências de quase morte, de sonambulismo, de hipnose conduzida, de regressão a vidas passadas, e a extensa bibliografia dos fenômenos mediúnicos, desmentem, categoricamente, essa idéia de que os neurônios cerebrais respondem pelo ser humano. 

“Portanto, o pensamento, assim como a consciência, não moram nos neurônios, mas vivem no íntimo da alma imortal, que leva para todo o sempre, como conquista inalienável, o amor e a sabedoria.” 


Jorge Hessen