Mostrando postagens com marcador Hugo Lapa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hugo Lapa. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Solte ..... e sejam Livre !!!!!


Solte ..... e sejam Livre !!!!!

Tudo aquilo que nós não conseguimos soltar… nos prende.
Mais do que prender… nos escraviza.

Se existe algo na vida que você não consegue soltar, liberar, deixar ir… 

Isso pode estar te escravizando e você nem saber.

As pessoas só descobrem o grau de escravidão e prisão que se encontram depois que perdem esse algo.

Pense… 

O que você não consegue liberar?

O que você não consegue soltar?

Alguns não conseguem soltar certos hábitos...

Outros não se desvinculam de algumas crenças, dogmas e supostas verdades...

Outros não largam de jeito nenhum o prazer, o conforto, sua ostentação e seus bens materiais

Outros ainda não conseguem deixar certas pessoas irem embora...

É preciso dizer que, caso você não consiga soltar nada disso.

Você se torna um prisioneiro... 

Mais do que um prisioneiro, se torna um escravo... 

Mais do que um escravo, você pode se anular ou se neutralizar completamente...

Aquilo que não queremos ou não podemos soltar… é algo que já nos prendeu.

Dependendo do nível de envolvimento, sim, nos tornamos escravos daquilo.

Ao contrário, quem solta, libera, deixa ir, larga, desvincula, desliga ou se desamarra de algo… 

Esse está livre... completamente livre.

Você prefere ser livre diante do que você solta...

Ou um escravo daquilo que não deixa ir?

Quem não consegue soltar de jeito nenhum, , cai, se vicia, se perturba, se perde e se decepciona sempre…

Esse passa a ser um vassalo, um prisioneiro, um serviçal ou alguém submisso àquilo que não conseguimos deslaçar.

Não se esqueça desse princípio da vida:-
- Quem não sabe liberar… é um escravo.

Quem aprende a soltar e deixar ir… esse passa a ser livre.
 
Hugo Lapa

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Vale dos Arrependidos


Vale dos Arrependidos


Um espírito estava prestes a nascer no mundo material. 

Um anjo que o estava instruindo decidiu conduzi-lo a um vale no submundo do plano espiritual onde dezenas de milhares de espíritos se mantinham presos. 

Muitos não sabem, mas as almas que vivem nos mundos espirituais sempre se ligam uns aos outros pela afinidade de suas vibrações e de sua natureza.

O espírito e o anjo chegaram a um vale desconhecido de muitos, conhecido como o “Vale dos espíritos arrependidos”, para onde vão as almas daqueles que viveram vidas superficiais, cometeram erros e não aproveitaram a sua encarnação. 

 Ambos foram conversando com alguns desses espíritos. 

Um deles disse:-
- “Desperdicei minha vida com a bebida, a boemia, bares, futebol, churrascos e com falsos amigos. 

Todos eram meus “amigos” quando eu estava bem, bebia e contava muitas piadas nos botecos da vida, mas depois que contraí uma doença, todos se afastaram. 

No leito de morte vi que desperdicei minha vida com frivolidades e depois que cheguei ao plano espiritual tive uma forte sensação de tempo perdido…”

Outro espírito de uma mulher, ainda chorosa, nos disse:-
- “Sim, desperdicei minha encarnação tentando ajudar meu filho a ser alguém na vida. 

Eu não percebi que fazia isso porque me sentia carente e sozinha. 

No fundo queria que ele ficasse comigo e não desejava sua liberdade e independência. 

Eu era dependente dele e por isso achava que o estava ajudando, mas só o prejudiquei. 

Eu o mimei muito e depois ele não conseguia ser independente. 

No meu leito de morte ele nem apareceu. 

Eu vivia também para outras pessoas e elas nunca me deram nenhum valor. 

Podia ter feito tantas coisas na vida, estudado, trabalhado, me dedicado a vida espiritual, mas perdi toda uma encarnação vivendo em função de outras pessoas.”

Uma outra alma, que parecia muito triste, disse:-
- “Sim, eu desperdicei minha vida mergulhando no trabalho e vivendo apenas para conquistar bens materiais. 

Meu objetivo na vida eram os melhores cargos, os melhores salários, ganhar mais e mais dinheiro, status e uma posição de destaque. 

Vaidade das vaidades, tudo isso era apenas vaidade, como diz Salomão na Bíblia. 

Perdi 70 anos da minha vida com bobagens, futilidades e remoendo coisas supérfluas. 

Como gostaria de ter uma outra chance e cuidar mais de mim mesmo, ajudar outras pessoas, amar mais, dar valor as coisas simples da vida, me ligar no espírito eterno que sou, ter vivido mais a vida espiritual, e não as ilusões do mundo material. 

Aqui no plano do espírito, nada podemos trazer da matéria.”

Uma alma que parecia um pouco agitada e até irada dizia:-
- “Aquele líder religioso me enganou! 

Ele me prometeu um paraíso no céu se eu desse o dízimo, se seguisse os dogmas da religião, se eu fosse casto e reto, e estou aqui, nesse vale sombrio, amargando todas as consequências de um vazio interior pela total perda de tempo. 

Gostaria de voltar a vida e mudar de postura, não acreditar cegamente em líderes religiosos, ter fé apenas em Deus, amar e não cultivar dogmas ou verdades prontas e acabadas. 

Poderia ter exercido a verdadeira espiritualidade, mas perdi tempo, muito tempo e fui um hipócrita. 

Não praticava o que eu mesmo pregava. 

Mas pensando bem, no fundo ninguém me enganou, eu mesmo que me deixei enganar, pois acreditar em dogmas e no fundamentalismo era algo muito mais cômodo do que me desenvolver espiritualmente e me tornar uma pessoa melhor, mais humilde e mais amorosa.”

Outros espíritos diziam:-
- “Eu desperdicei minha vida com sexualidade descontrolada”; 
- “Já eu desperdicei minha vida com intelecto agudo e muito conhecimento teórico, mas sem prática e sem experiência direta”; 
- “Eu fiz algo muito comum:-
- desperdicei minha vida me julgando sempre superior a outras pessoas, e não compreendi que esse sentimento de superioridade nada mais era do que uma forma de abafar a imensa insegurança e inferioridade que eu sentia.”

E assim, muito relatos nos foram passados pelos espíritos presos ao “Vale dos Arrependidos”, almas que desperdiçaram a oportunidade que Deus lhes deu de evoluir espiritualmente se detendo em questões banais, transitórias e sem nenhuma importância para a verdadeira vida, que é a vida do espírito imortal que somos.

Você, que ainda está encarnado e vivendo a sua vida, não faça como esses espíritos, que jogaram suas vidas fora levando existências superficiais, sem alma, sem profundidade, sem se perguntarem quem são e o que estão fazendo aqui. 

Almas que vivem apenas pelo corpo e pelas aparências do mundo, e não pelo espírito e pela verdade. 

Você tem tempo de mudar, não desperdice essa sagrada oportunidade de desenvolvimento espiritual que Deus te deu … que é a vida.


Hugo Lapa
 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Criar Expectativas


Criar Expectativas

Não espere nada de ninguém …

Nem fique criando expectativas sobre a vida.

A expectativa é o primeiro passo para o sofrimento.

Quem fica esperando algo, não vive,
 
E quem vive, não fica esperando.
 
Quanto mais você espera de alguém,
 
Mais se decepciona quando o outro não corresponde.
 
A frustração é sempre proporcional as nossas expectativas.
  A vida nunca te prometeu nada, ela apenas é o que é.
 
Somos nós que projetamos nela sonhos e ilusões,
 
Que desde que foram criadas, já estão fadadas ao fracasso.
 
Quem fica esperando retribuição, sofre mais por não ser retribuído.
 
Quem fica esperando atenção, sofre mais por não ganhar a atenção.
 
Quem fica esperando afeto, sofre mais por não receber o afeto esperado.
 
Criamos um ideal de como as coisas devem ser,
 
E ficamos sempre na expectativa de que esse ideal se concretize.
 
Mas todo ideal é sempre destituído de realidade
 
Criar expectativas é abster-se do real e viver na ilusão.
 
O ideal é, por definição, inalcançável.
 
Nunca uma coisa estará exatamente como nós esperamos,
 
A realidade estará sempre ao menos levemente diferente do ideal.
 
O tolo cria muitas expectativas,
 
O homem comum ainda espera ao menos um pouco da vida.
 
Mas o sábio, nada espera, e por isso, nunca se decepciona.
 
Quem vive sem nada esperar ganha a cada segundo.
 
Quem vive esperando perde a cada segundo.
 
Quem não cria ideais e nada espera, vive melhor.
 
“Não espero nada, o que vier é lucro.”,
 
Este é o melhor lema para nossas vidas.
 
Esse se satisfaz com pouco, e esse pouco se torna suficiente.
 
Quem não cria expectativas, não cai em desilusões,
 
Vive sem esperar pelos frutos de suas ações, e assim, está satisfeito.

Autor: Hugo Lapa

domingo, 5 de março de 2017

Siga em Frente .....


Siga em Frente


Numa pequena cidade do interior, havia um padeiro, o dono da padaria, que diziam ser um homem singular. 

Todos que entravam em sua padaria podiam ler a seguinte inscrição numa placa afixada na parede:-
“A vida é feita de duas escolhas principais. 
 Escolha sempre seguir em frente.”

Certo dia, um viajante passou pela rua da padaria e resolveu comprar pão. 

Entrou no estabelecimento, viu a placa e não entendeu direito seu conteúdo. 

O padeiro olhou para o forasteiro e perguntou se ele queria comprar algo. 

O viajante disse que havia ficado intrigado com a inscrição da placa e pediu ao padeiro que explicasse seu significado. 

O padeiro respondeu:-
– Meu caro, isso é simplesmente a vida …

Na vida humana temos sempre duas opções em tudo …

Ou ficamos remoendo as mágoas e dores, ou perdoamos tudo e seguimos em frente.

Ou ficamos nos sentindo culpados pelos nossos erros, ou aprendemos com eles e seguimos em frente.

Ou deixamos o medo nos paralisar, ou enfrentamos o medo e seguimos em frente.

Ou caímos e ficamos no chão machucados, ou nos levantamos e seguimos em frente.

Ou lamentamos as perdas do passado ou tentamos renovar nossa vida no presente e seguimos em frente.

Ou nos acomodamos ao estado atual, ou agimos para mudar as coisas e seguimos em frente.

Ou ficamos reclamando das desgraças da vida, ou assumimos a responsabilidade de nossa vida e seguimos em frente.

Ou esperamos algo do outro e nos decepcionamos, ou passamos a confiar em nós mesmos e seguimos em frente.

Ou vamos morrendo e definhando um pouco a cada dia, ou vamos morrendo e renascendo um pouco a cada dia.

Tudo isso se resume em:-
- Ou viver esperando a morte, ou não esperar nada e viver a vida.

O viajante ficou maravilhado com as explicações. 

O padeiro concluiu:-
- Você, que está viajando, alguma vez ficou parado no mesmo lugar indefinidamente? 

Não, pois isso atrasaria a sua viagem e seria contraproducente. 

O ser humano é também um viajante do cosmos, e não pode jamais ficar parado … 

É necessário sempre seguir em frente, não importa o que aconteça. 

Então a vida é sempre uma questão de ou ficar parado em algo, ou libertar-se e seguir em frente. 

Essas são as duas escolhas do espírito humano.

O que você tem escolhido até hoje? 

Não importa o que você escolheu até agora. 

Siga em frente … 

O que importa é o que você vai escolher a partir de agora.

Autor: Hugo Lapa 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Laços Afetivos através das Reencarnações


Amor de vidas passadas
Para se entender com maior profundidade a origem do amor é necessário contextualizá-lo dentro da teoria da palingenesia, ou reencarnação. 

Um amor não nasce de simples semelhanças de modos de ser e de interesses comuns, ele é o resultado de um longo processo de dezenas ou mesmo centenas de vidas passadas em que duas almas conviveram juntas. 

Nestas experiências conjuntas, ambas foram passando por circunstâncias juntos, enfrentando desafios, superando obstáculos, atravessando todas as dificuldades, e envolveram-se em laços afetivos e amorosos um com o outro, brotando daí uma profunda identificação e um sentimento verdadeiro.
Muitas pessoas me perguntam como podemos descobrir se alguém que muito amamos fez parte do nosso passado de outras vidas. 

A resposta a essa pergunta é bem simples: se você ama verdadeiramente essa pessoa, e a conhece há pouco tempo, então vocês já viveram, sem sombra de dúvida, experiências mútuas em vidas passadas. 

Isso significa que o amor verdadeiro, aquele que reside numa esfera muito íntima do nosso ser, não pode ser desperto em apenas uma vida. 

Os laços do amor real são tão fortes, que apenas experiências milenares podem despertar em nós um amor que é quase divino, que nasce do infinito e que se manifesta no ser humano como a expressão do sentimento mais puro que o homem da face da Terra pode ter acesso:-
- O Amor Incondicional.

Em nossos estudos com terapia de vidas passadas chegamos a conclusão, tal como centenas de terapeutas ao redor do mundo, que todos os seres se agrupam naquilo que se convencionou chamar de “família de almas” ou “grupo anímico”. 

Além de nossa família consangüínea, que forma indivíduos com laços de sangue comuns, todos os seres possuem uma família espiritual, que é bem maior do que a nossa família genética atual. 

Ela é composta por centenas de espíritos que tiveram milhares de experiências conosco em vidas passadas; são espíritos que nos conhecem há milênios, e todo esse arcabouço de experiências coletivas os liga por laços de amizade, carinho, amor, cooperação, compaixão, e outros. 

Como tudo na vida tem dois pólos, as experiências negativas também fazem parte destes laços, sendo comuns sentimentos de ódio, raiva, antipatias, rejeição, ojeriza, malquerença, amargor, mágoa, etc. 

Toda essa mistura de sentimentos, tanto os positivos quanto os negativos, podem se expressar em nossas relações, e na maioria das vezes nem desconfiamos que eles vêm de vidas passadas, e não da vida atual.

Dentre nossa família de almas, há aqueles espíritos que cada um de nós guarda uma afeição mais profunda. 

Esses geralmente oscilaram, nos diversos papéis de vidas passadas, sendo nossos filhos, amigos, marido, esposa, pai, mãe, avô, avó, irmão ou irmã. 

A proximidade do parentesco físico não é definitiva para indicar o grau de afeição entre duas almas. 

Por exemplo, um filho pode amar mais a avó do que a própria mãe, pois seus laços espirituais podem ter sido mais estreitos em diversas vidas passadas. 

Um pai pode amar mais um filho do que o outro:-
- Embora muitos pais neguem essa diferença afetiva, sabemos que isso existe e é perfeitamente normal, já que um pai pode ter mais experiências amorosas pretéritas com um filho do que com o outro.
 
Algumas vezes as experiências traumáticas do passado podem abafar um amor entre duas almas. 

Por exemplo:-
- Uma mãe que matou seu filho numa vida passada, quando eles eram irmãos que disputavam algo. 

O filho pode carregar essa recordação inconsciente dentro de si e expressa-la em forma de rejeições, afastamento, ojeriza e até uma raiva inconsciente pelo que foi feito. 

É preciso lembrar sempre que esses traumas, apesar de terem sido esquecidos entre uma vida e outra, não apagam os sentimentos, sejam eles positivos ou negativos. 

A falta de memória não destrói as emoções que guardamos dos espíritos que fizeram parte do nosso histórico encarnatório.
Dessa forma, a família de almas é nossa família espiritual e vale muito mais do que nossa família física. 

Um bom exemplo é observar o comportamento afetivo das pessoas. 

Algumas podem gostar mais de um amigo do que de um parente próximo, como pai, mãe ou irmão. 

Esse amigo, apesar de não fazer parte de sua família consangüínea, pode ser um membro próximo de nossa família espiritual, e um amor muito grande pode estar presente na relação de ambos. 

Assim, a família espiritual transcende nossa família de sangue e demonstra a existência de laços muito maiores, mais sutis e imensamente mais antigos do que os laços consangüíneos.
Cada família espiritual é parte de uma família ainda maior, que pode nem sequer viver atualmente no planeta Terra. 

Há pessoas que sentem internamente, com grande certeza íntima, de que seus amigos verdadeiros e sua família não são deste planeta. 

Esse é o caso de muitas pessoas que foram exiladas de seu planeta de origem e estão aqui na Terra há algumas vidas tentando transmutar uma parcela do karma que ainda as prende nos grilhões terrestres. 

Alguns sentem isso tão forte que sequer conseguem manter laços afetivos na Terra, tal é o seu grau de apego a sua família espiritual extraterrestre. 

Alguns podem imaginar que isso representa uma evolução e que é uma indicação de superioridade espiritual, mas não é bem assim. 

Essa recusa em se viver a realidade atual implica num forte apego a um estado arcaico de existência, e esse apego pode aprisionar o espírito muito fortemente dentro de limites muito reduzidos, o que abafa a natureza essencial daquela alma e pode degradar seus sentimentos, pensamentos e comportamentos. 

O apego é um sinal claro de atraso espiritual e deve ser objeto de um esforço no sentido da libertação do cárcere terrestre. 

Se estamos vivendo aqui na Terra, precisamos da Terra para atingir esse desprendimento; de nada adianta desejar sair daqui para uma condição externa melhor e mais elevada. 

O universo é perfeita harmonia e inteligência, e nada ocorre por acaso. 

Quem está aqui, precisa das experiências terrestres para seu desenvolvimento espiritual.



Um fenômeno interessante que pode ocorrer é a inversão de papel. 
Uma mãe, que teve experiências afetivas de marido-esposa muito fortes com seu filho atual, pode sentir desejos inconscientes de experimentar novamente o amor de marido-mulher. 
Alguns pais conseguem desapegar-se disso e viver a condição da atual encarnação dentro da função de pai e filho. 
Outros, no entanto, cedem a essas tendências e podem ser levados até mesmo, em última instância, a molestar seus filhos. 
Todo pai que sinta essa inversão de papel deve lutar contra essa tendência, esse apego, pois só assim poderá viver com mais intensidade a relação atual de pai-filho. 
Isso ocorre também entre irmãos, que no passado foram marido e mulher e hoje sentem vontade de ter carinhos mais próximos, que extrapolam a relação fraterna natural.
Outro exemplo são marido e mulher atual, que numa outra existência (ou existências) foram irmãos e acabam depois se tornando amigos, ou têm dificuldades de manter relações sexuais por conta das lembranças inconscientes de vidas como irmãos. 
Há muitos outros exemplos dessa inversão de papel; o mais importante aqui é entender que o passado não deve interferir em nossas relações atuais da forma que elas se apresentam hoje:-
- Se hoje sou pai da minha filha, devo trata-la como filha e deixar de lado os sentimentos típicos de marido e mulher que tivemos em vidas passadas.
Outro fenômeno que pode ocorrer, esse não muito comum, é quando duas almas muito próximas, e que se amam muito, se reencontram, querem viver juntas, mas ambas são do mesmo sexo. 
Eles podem viver como bons amigos, ou podem desejar, se o apego for grande, viverem juntas como companheiros. 
Se forem dois homens, podem ceder aos desejos sexuais e iniciarem uma relação que vai além da amizade, passando a viver como amantes; se forem duas mulheres, podem fazer o mesmo e até casarem. 
O mais interessante é que, mesmo sem existir um histórico de homossexualidade, essas almas podem decidir estreitar os laços dentro de um contexto amoroso e sexual. 
Já vi casos como esse, e as pessoas envolvidas me garantiram que nunca tiveram desejos homossexuais, e o que sentiam uma pela outra só servia para essa pessoa em específico, e para nenhuma outra.
Por exemplo, uma das meninas gosta de outra menina e quer ficar com ela, mas nunca havia se relacionado com outras mulheres e garante não sentir qualquer tipo de desejo sexual por outras mulheres, somente por aquela que se torna sua companheira. 
Esse é um caso típico de apego a condição anterior em vidas passadas. 
Ninguém pode julgar se isso é correto ou não; a escolha, neste caso, é da própria pessoa e só a ela compete avaliar a qualidade de suas relações. 
Repudiamos aqui o preconceito a homossexualidade e somos favoráveis a liberdade de expressão da sexualidade. 
Advertimos, porém, que qualquer excesso nessa área, seja com heterossexuais ou homossexuais, pode implicar em efeitos graves e num karma negativo, com severas complicações futuras, na vida atual ou em vidas futuras.
Quando duas almas que se amam muito estão em planos diferentes, isso pode se tornar um problema. 
É o caso de pessoas que nascem no plano físico, e que sonham ou sentem a presença de espíritos que não estão em corpo físico. 
Essa pessoa ama o espírito, e deseja ficar com ele, mas como essa alma não se encontra encarnada, ela nada pode fazer. 
É possível encontros em projeção astral, quando dormimos a noite e nosso corpo espiritual deixa o corpo físico e passa a interagir com outras dimensões. 
Nesses momentos, as duas almas podem se encontrar e ficar um tempo juntas. 
O encarnado pode ter vários sonhos com o desencarnado, mesmo sem saber quem ele é e nunca te-lo conhecido na vida atual. 
Mas intimamente ela sabe que o conhece, que o ama, e sente vontade de ficar com ele, como mostra esse exemplo de um breve relato que recebemos:-
- “Mais uma noite eu sonhei com aquela moça linda, ela me faz sentir uma forte emoção, uma saudade, eu a amo, eu acordo chorando, sempre, há anos.”
Os espíritos de luz que comandam o destino dos seres podem autorizar esta situação para estimular o desapego entre as duas almas.
O universo sempre conspira para que uma alma se desenvolva espiritual e passe a amar a todos, e não apenas uma só pessoa. 
Embora o amor entre nossa família física e espiritual seja um exercício do amor incondicional, a maioria dos espíritos que vivem na Terra ainda estão longe do amor incondicional a todos os seres. 
Por esse motivo, a inteligência divina cria circunstâncias que nos façam entender que o amor vale muito mais quando ele se expande para abraçar todos os seres do universo, e não apenas pessoas de nossa convivência. 
O amor universal é a meta sagrada de todas as almas que aspiram à perfeição. 
Quando acontece de duas almas que se amam estarem separadas, uma no plano físico e outra no plano espiritual, ambas devem exercitar o desapego e procurar outras pessoas para se relacionar.
Essa situação também pode ser problemática quando há muitas energias pendentes entre ambos. 
Pode acontecer, por exemplo, de o desencarnado desejar ficar junto do encarnado e começar a boicotar todos os seus relacionamentos. 
O desejo do desencarnado é que o encarnado seja só dele, e por conta disso ele poderá agir no sentido de isolar o encarnado de todos, desejando que fique sozinho. 
Como o encarnado sente um amor sincero pelo desencarnado, pode ceder a isso, e aceitar as sugestões de sempre permanecer sem se relacionar com outros. 
Quando esse tipo de assédio ocorre, é bem mais difícil de ser tratado num trabalho espiritual, pois há uma permissão inconsciente do encarnado diante da obsessão exercida pelo desencarnado. 
Neste caso, a melhor forma de agir é conscientizar o encarnado a se libertar desse apego e viver a vida física naturalmente, sem ficar esperando que o desencarnado venha a preencher um vazio que ficou das experiências “perdidas” de vidas passadas, quando ambos viveram juntos.

Outro fenômeno bastante interessante e inexplicável é o chamado “amor à primeira vista”. 
Esse fenômeno só é inexplicável quando não se leva em conta a teoria da reencarnação. 
O amor à primeira vista consiste no despertar de um sentimento tão logo vemos ou estamos na presença de uma pessoa desconhecida que nos desperta algo portentoso, excelso, superior, quase celeste e divino, e que é incompreensível. 
Há uma nítida impressão de que já conhecemos aquela pessoa. 
Alguns indivíduos, não muito versados na noção reencarnacionista, afirmam que não existe o amor à primeira vista, mas sim uma espécie de encantamento, de fascinação, de deslumbramento pela beleza do outro. 
Apesar de estes sentimentos estarem misturados no primeiro momento, não seria apressado dizer que há, de fato, um amor que pode estar sendo ressuscitado, reaceso, vindo à superfície e despertando, trazendo à tona um sentimento sublime e transcendente que até então estava meio apagado dentro de nós.
Esse amor pode ter sua origem em dezenas ou mesmo centenas de vidas passadas onde estas duas almas viveram juntas. 
Pode até mesmo ser anterior aos primeiros nascimentos terrestres. Esse reencontro faz ressurgir uma emoção, um envolvimento que já existia dentro da pessoa, mas que ainda estava disperso. 
O amor à primeira vista não deve ser confundido com maravilhamento pela beleza física. 
Ele é uma profunda identificação com alguém que já conhecemos há milênios e que reencontramos nesta vida. Esse pode ser o início de uma longa história de amor.
Para se diferenciar um amor verdadeiro e uma simples paixão é preciso notar se há um total desprendimento em relação a pessoa que amamos. 
O amor real é calmo, sereno, não se deixa influenciar por sentimentos de controle, posse, ciúme, e outras armadilhas inferiores. 
O amor verdadeiro deseja que o outro esteja bem, mesmo que ele não fique conosco. 
Ele é espontânea, livre e há desprendimento; só o que importa é o bem estar do outro. Fazemos de tudo para que o outro seja feliz.
A melhor forma que eu conheço para harmonizar o nosso passado e cuidar para que estes laços não se tornem disfuncionais e problemáticos na vida atual é a realização da terapia de vidas passadas. 
Através da regressão o passado pode ser revisto e os laços amorosos podem ser tratados, dissolvendo os resíduos de energias conflituosas, brigas, assassinatos, traumas, e qualquer situação negativa que tenha ocorrido em vidas passadas. 
Muitos afirmam que tratar o passado conjunto com nossos entes queridos pode reacender velhas mágoas, nos fazer lembrar de velhas disputas e ódios passados, e que isso inviabilizaria nossa convivência atual com eles.
Quem defende esta tese alega que uma mãe não poderia conviver bem com seu filho caso descubra que ele a torturou e matou em vidas passadas. 
A nossa experiência de mais de 2.000 regressões individuais prova que essa ideia é bastante equivocada. 
Jamais pude presenciar nenhuma relação que tivesse piorado após uma revisão de vidas passadas negativas entre membros de uma mesma família. 
Pelo contrário, as experiências negativas são tratadas e os laços de amor são purificados, o que torna a convivência atual muito melhor e mais satisfatória.
Já atendi dezenas de casos em que visitamos vidas passadas bastante duras entre familiares e o resultado sempre foi uma grande melhora na qualidade da relação atual. 
Os bloqueios caem, os conflitos são tratados, as disputas são harmonizadas e tudo passa a ser objeto de precioso aprendizado. 
Além disso, o esquecimento do passado não apaga os sentimentos negativos de vidas passadas, eles continuam existindo hoje, podem e devem ser tratados, para que as relações familiares melhorem e para que possamos viver bem com nossos familiares e com as pessoas que amamos.
Autor: Hugo Lapa