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domingo, 4 de maio de 2014

Excessos do culto ao Corpo


 

Como uma mulher aferrada aos conceitos volúveis da vida poderia aceitar abdicar de tudo o que ela julga tão certo, tão indispensável, tão agradável ao seu estilo de viver, se não fosse obrigada a encarar a vida pela janela da enfermidade que dilacera os seus tolos princípios?

Não encontrando mais qualquer recurso para manter essa farsa da beleza indestrutível, é obrigada a buscar novas formas de viver, meditando na transitoriedade das coisas, sentindo-se mais vulnerável às ocorrências degeneradoras do corpo, observando que, de uma hora para outra, toda a base de seu mundinho de fantasias vai deixar de existir, que perderá os afetos que tem, se é que construiu algum durante o caminho de encantamento ególatra que escolheu trilhar.

Tudo isso é fator de reforma que se impõe pelas circunstâncias.

Quantas vezes essa mesma pessoa não escutou de algum amigo, de algum parente que a alertava, o chamamento sobre a necessidade de modificar a abordagem que dava à vida? 

Quantos não a aconselharam a mudar o teor de suas preocupações, a esquecer o mal que lhe tenham feito, a trabalhar no bem ajudando os que sofriam, a ser solidária com a necessidade alheia, empenhando um pouco de seus recursos na melhoria de outras vidas?

Quantos milhões de mulheres não se desgastam todos os dias no esforço da manutenção da beleza artificial? 

Seja nas cirurgias plásticas que a vaidade solicita, seja nos cremes, nos tratamentos, nas ações cosméticas da aparência, nas roupas, nos modismos? 

Já pensou, Rosimeire, quantos milhões vão para o ralo da inutilidade diariamente?

E não me refiro aos casos em que a estética natural, a manutenção da higiene e da boa aparência são consideradas expressões naturais e bem-vindas da auto-estima.

Certamente que Deus não criou a beleza para que ela fosse relegada a desprezível situação de algo sem valor, interditando às pessoas a possibilidade de buscá-la ou mesmo de preservá-la.

No entanto, as próprias pessoas passaram a cultuar o exterior de seus corpos como se estes amontoados de carne fossem verdadeiros deuses, ao mesmo tempo em que os meios de comunicação fazem muitas mulheres viverem baseadas em estereótipos que devem ser impostos, imitados, seguidos cegamente, como maneira de copiar aquilo que alguns manipuladores dizem ser a beleza ideal.

Tudo isto acontece pelo despreparo espiritual, pelo adormecimento da pessoa em relação à sua própria essência. 

E neste caso, posso lhe afirmar sem qualquer medo de equívoco:-
- Somente o recurso drástico da dor que nós produzimos em nós mesmos nos facilita esse despertamento.


Livro:- Esculpindo o Próprio Destino
Cap. 24
Espírito Lúcius 
Psicografia de André Luiz Ruiz

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Aprendendo com os Erros


 

O fato de existirem oportunistas em todas as religiões cristãs não transformou Jesus em uma mentira. 

E se falarmos acerca do Divino Mestre, dentre as inúmeras coisas lindas que Ele fez, estão as inumeráveis curas físicas, sem que necessitasse de qualquer tipo de instrumento para atuar em favor dos mais desajustados ou perturbados na carne.

A mesma coisa acontece em todas as religiões da Terra, caminhos de aprendizagem ou de despertamento que nos educam a respeito das grandes possibilidades da alma, ao contato com as forças superiores do Espírito.

Quando o doente vitimado por qualquer enfermidade entende que a doença não é a manifestação da vontade do Criador, mas ao contrário, o reflexo das equivocadas experiências da ignorante criatura, ele, o doente, passa a compreender que foi do que já fez um dia que decorreram os efeitos nocivos no presente. 

E se isso é assim, do que ele fizer hoje, decorrerão os dias melhores no futuro.

Desse jeito, as conseqüências suportadas são fatores positivos na conscientização dos deveres de agora, em relação aos frutos do amanhã.

Se não aprendêssemos com os nossos erros, jamais deixaríamos de realizá-los, uma vez que tudo o que nós procuramos fazer está ligado, diretamente, à sensação de bem-estar que todos buscamos. 

Bem-estar no vício, no abuso do garfo, nos excessos do sexo, na volúpia da mentira, no prazer da usura, na satisfação propiciada pela vingança, na vitória com a destruição do adversário, na conquista do que pertence a outros, no sucesso dos empreendimentos egoísticos, na capacidade de iludir ou de ser cobiçado pela ilusão dos demais, no gosto bom de causarmos inveja em nossos vizinhos. 

Tudo isso, em nosso mundo emocional, corresponde a boas sensações que produzem sofrimentos a nós ou a alguém. 

E se isso não chegasse a nos fustigar em nós mesmos um dia certamente que continuaríamos, indefinidamente, a agir sempre da mesma maneira, pouco nos importando com esclarecimentos, com aulas de boa conduta, com conceitos de correção ou de conveniência. 

Enquanto não recebêssemos em nós tudo o que fizemos os outros passarem, não nos conscientizaríamos de que aquele comportamento que adotamos era, realmente, inadequado.

E nesse campo, a Doutrina Espírita tem um grande legado de lições esclarecedoras a nos oferecer.

Quando nos ensina que Deus não deseja o nosso sofrimento, mas ao contrário, o nosso despertamento, nos anuncia a chegada da grande alvorada da Esperança. 

Além do mais, nos fala de que tudo o que nos está acontecendo é a expressão da Justiça a entregar aos autores, aos semeadores, o exato teor daquilo que fizeram ou semearam, a fim de que avaliem o grau de insanidade, de loucura, de insensatez a que se permitiram chegar.

No entanto, a doutrina de Amor que o Espiritismo representa nos dá a idéia de que é a Misericórdia que governa a Justiça, ensinando que, quando o culpado dá sinais verdadeiros de arrependimento, quando seus esforços pessoais demonstram a modificação de seus rumos, quando as atitudes perversas de outrem dão lugar a atos generosos de reparação, de reconstrução dos erros cometidos, os piores efeitos do mal praticado outrora podem ser atenuados a fim de que o interessado repare o equívoco pelo trabalho no Bem e não pela lágrima de desespero.

Que coisa mais bela do que essa pode existir, na qual a Bondade prefere ver o filho equivocado trabalhando do que vê-lo cair sob o peso de chicotes, envolvido pelas grades do sofrimento vingativo?


Livro:- Esculpindo o Próprio Destino
Cap. 24
Espírito Lúcius 
 André Luiz Ruiz

domingo, 27 de abril de 2014

Luta contra o Cancêr


 

As dificuldades nos acontecem não para nos destruir, mas para nos melhorar. 

Todos trazemos defeitos ou fraquezas que precisaremos corrigir de uma forma ou de outra. 

Por isso, nos surpreendemos tanto ao perceber que o câncer físico não corresponde à mais difícil das doenças que nos podem ferir. 

Existem coisas dentro de nós, em vaidades, orgulhos, rancores, invejas ou defeitos inúmeros, que são mais corrosivos, mais tóxicos, mais nefastos do que um pobre tumorzinho. 

Quando entendemos esse chamamento à razão, à necessidade de aprendizado e de transformação, passamos a ver os benefícios que as dores nos trazem ao nos fazerem ver as coisas da vida por outro prisma.

Ora, que importa perder alguns fios de cabelo se, na luta contra a doença que nos poderia tirar a vida física, saímos vitoriosos e exterminamos nosso adversário? 

Depois o cabelo cresce novamente e nossa figura se recompõe.

Além disso, todas as fases da enfermidade nos ajudarão a ter uma visão relativa e diferente de tudo o que nos cerca, transformando grandes problemas em coisas verdadeiramente sem importância.

Quantas mulheres perdem a paz íntima porque vêem uma pequena camada de poeira sobre a mesa da sala, fazendo, então, que suas horas se transformem em longos martírios de reprimendas às empregadas, aos serviçais que deveriam ter limpado os móveis, aos filhos descuidados. 

Quantas se orgulham de possuir um corpo exuberante, usando sua estrutura física como uma arma de sedução ou de provocação, visando a queda dos incautos que por elas se deixarem apaixonar ou seduzir. 

E no momento em que os seios são ameaçados, em que elas não mais serão as esfuziantes bonecas infladas, em que não se candidatarem mais aos galanteios sexuais de homens imaturos, tal conceito equivocado que fazem de si mesmas precisará dar lugar a um outro tipo de abordagem a respeito do que, realmente, cada uma delas é.

É natural que isso as faça sofrer. 

Mas se trata de um sofrimento que as desperta para uma realidade mais elevada e duradoura. 

O corpo que serve de roupa para a alma jamais deve ser mais importante ou essencial do que o Espírito. 

Dessa forma, a mutilação da área física se apresenta como um freio para a necessária mudança de conceitos, de reformulação moral, de alerta para a leviandade. 

E a perda dos cabelos acaba sendo uma nova maneira para fustigar o orgulho da beleza, o alimento da vaidade, atestando, para cada uma que a suporta, a necessidade de repensar os próprios conceitos, colocando um fator relativizante em tudo o que, antes, era uma vaidade absoluta e escravizante.

Livro:- Esculpindo o Próprio Destino
Cap. 24
Espírito Lúcius 
Psicografia de André Luiz Ruiz

quinta-feira, 10 de abril de 2014

A Grande Transformação


A Grande Transformação

Procuremos viver de tal maneira que as garantias do Amor, da Responsabilidade Afetiva, do esforço no Bem, correspondam aos sinais verdadeiros de que nossa partida para um mundo mais atrasado ainda não foi a derradeira escolha de nossos atos maus ou de nossa indiferença no Bem.

Não bastará ter uma religião, cumprir seus rituais, participar em suas cerimônias e desfrutar de seus privilégios, imaginando-nos seres vacinados contra o exílio moral.

Será preciso acatar o que Jesus solicitou, aceitando em Espírito e Verdade tudo quanto nos seja indispensável para a demonstração de que o Reino de Deus se instalou em nossos corações.

Sem isso, poderemos imaginar que ainda temos muito tempo, mas, em realidade, nos surpreenderemos dentro do comboio dos insensatos, despedindo-nos da Terra no rumo dos planetas primitivos.

Por isso, aprendamos com Allan Kardec na obra A Gênese, que em seu capítulo XVIII – OS TEMPOS SÃO CHEGADOS – nos ensina com clareza, entre outras coisas importantíssimas para nossas reflexões, o seguinte:-
- “A NOVA GERAÇÃO.

27. Para que os homens sejam felizes sobre a Terra, é necessário que ela não seja povoada senão por Bons Espíritos, encarnados e desencarnados, que não quererão senão o bem. 

Tendo chegado esse tempo, uma grande emigração se cumprirá entre aqueles que a habitam; aqueles que fazem o mal pelo mal, e que o sentimento do bem não toca, não sendo mais dignos da Terra transformada, dela serão excluídos, porque lhe trariam de novo a perturbação e a confusão, e seriam um obstáculo ao progresso. 

Eles irão expiar o seu endurecimento, uns nos mundos inferiores, os outros entre as raças terrestres atrasadas, que serão o equivalente de mundos inferiores, onde levarão os seus conhecimentos adquiridos, e terão por missão fazê-las avançar. 

Serão substituídos por Espíritos melhores, que farão reinar, entre eles, a Justiça, a Paz, a Fraternidade.

A Terra, no dizer dos Espíritos, não deve ser transformada por um cataclismo que aniquilaria subitamente uma geração. 

A geração atual desaparecerá gradualmente, e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que nada seja mudado na ordem natural das coisas.

Tudo se passará, pois, exteriormente como de hábito, com esta única diferença, mas esta diferença é capital, que uma parte dos Espíritos que nela se encarnam não se encarnarão nela mais. 

Em uma criança que nasça, em lugar de um Espírito atrasado e levado ao mal, que se encarnaria, esse será um Espírito mais avançado e levado ao bem.

Trata-se, pois, bem menos de uma geração corpórea do que de uma nova geração de Espíritos, e é nesse sentido, sem dúvida, que o entendia Jesus quando dizia:-
- “Eu vos digo, em verdade, que esta geração não passará sem que esses fatos tenham se cumprido.” 

 Assim, aqueles que esperarem ver a transformação se operar por efeitos sobrenaturais e maravilhosos, serão decepcionados.

28. A época atual é de transição; os elementos das duas gerações se confundem. 

Colocados no ponto intermediário, assistimos à partida de uma e à chegada da outra, e que cada uma se assinala já, no mundo, pelos caracteres que lhe são próprios.

As duas gerações que se sucedem têm idéias e vistas inteiramente opostas. 

À natureza das disposições morais, mas sobretudo das disposições intuitivas e inatas, é fácil distinguir a qual das duas pertence cada indivíduo.

A nova geração, devendo fundar a era do progresso moral, se distingue por uma inteligência e uma razão geralmente precoces, unidas ao sentimento inato do bem e das crenças espiritualistas, o que é o sinal indubitável de um certo grau de adiantamento anterior. 

Ela não será composta, pois, exclusivamente de Espíritos eminentemente superiores, mas daqueles que, tendo já progredido, estão predispostos a assimilar todas as idéias progressistas, e aptos a secundar o movimento regenerador.

O que distingue, ao contrário, os Espíritos atrasados, é primeiro,:-
- a Revolta contra Deus pela recusa de reconhecer algum poder superior à Humanidade; 
- A propensão instintiva às paixões degradantes, 
- Aos sentimentos antifraternos do egoísmo, do orgulho, da inveja, do ciúme; enfim, 
- O agarramento por tudo o que é material:-
- A sensualidade, a Cupidez, a Avareza.

São esses vícios, dos quais a Terra deve ser purgada pelo afastamento daqueles que se recusam se emendar, porque são incompatíveis com o reino da fraternidade, e que os homens de bem sofrerão sempre por seu contato. 

Quando a Terra deles estiver livre, os homens caminharão sem entraves para um futuro melhor, que lhes está reservado neste mundo, por preço de seus esforços e de sua perseverança, esperando que uma depuração, ainda mais completa, lhes abra a entrada dos mundos superiores.

29. Por essa emigração dos Espíritos, não é necessário entender que todos os Espíritos retardatários serão expulsos da Terra, e relegados a mundos inferiores. 

Muitos, ao contrário, nele retornarão, porque muitos cederam ao arrastamento de circunstâncias e do exemplo; a aparência neles era pior do que o fundo. 

Uma vez subtraídos à influência da matéria e dos preconceitos do mundo corpóreo, a maioria verá as coisas de um modo muito diferente do que quando vivos, assim como temos disso numerosos exemplos. 

Nisso, serão ajudados por Espíritos benevolentes que se interessam por eles, e que se apressam em esclarecê-los e mostrar-lhes o falso caminho que seguiram. 

Pelas nossas preces e nossas exortações, nós mesmos podemos contribuir para seu melhoramento, porque há solidariedade perpétua entre os mortos e os vivos.

A maneira pela qual se opera a transformação é muito simples, e, como se vê, ela é toda moral e em nada se desvia das leis da Natureza.

30. Que os Espíritos da nova geração sejam novos Espíritos melhores, ou os antigos Espíritos melhorados, o resultado é o mesmo; desde o instante que tragam melhores disposições, é sempre uma renovação. 

Os Espíritos encarnados formam, assim, duas categorias, segundo as disposições naturais:-
- De uma parte, os Espíritos retardatários que partem, da outra os Espíritos progressistas que chegam. 

O estado dos costumes e da sociedade estará, pois, em um povo, em uma raça ou no mundo inteiro, em razão daquela das duas categorias que tiver a preponderância.

31. Uma comparação vulgar fará compreender melhor ainda o que se passa nesta circunstância. 

Suponhamos um regimento composto, em grande maioria, de homens turbulentos e indisciplinados:-
- Estes ali levarão sem cessar uma desordem que a severidade da lei penal terá frequentemente dificuldade para reprimir. 

Esses homens são os mais fortes, porque serão os mais numerosos; eles se sustentam, se encorajam e se estimulam pelo exemplo. 

Os que sejam bons são sem influência; seus conselhos são desprezados; são escarnecidos, maltratados pelos outros, e sofrem com esse contato. 

Não está aí a imagem da sociedade atual?

Suponhamos que são retirados esses homens do regimento um por um, dez por dez, cem por cem, e que sejam substituídos na mesma medida por um número igual de bons soldados, mesmo por aqueles que foram expulsos, mas que se emendaram seriamente:-
- Ao cabo de algum tempo, ter-se-á sempre o mesmo regimento, mas transformado; a boa ordem ali terá sucedido à desordem. 

Assim o será com a Humanidade regenerada.

32. As grandes partidas coletivas não têm somente por objetivo ativar as saídas, mas transformar mais rapidamente o Espírito da massa, desembaraçando-a das más influências e dando mais ascendência às ideias novas.

É porque muitos, apesar de suas imperfeições, estão maduros para essa transformação, que muitos partem afim de irem se retemperar numa fonte mais pura. 

Ao passo que se tivessem permanecido no mesmo meio e sob as mesmas influências, teriam persistido em suas opiniões e na sua maneira de ver as coisas. 

Uma permanência no mundo dos Espíritos basta para lhes abrir os olhos, porque ali veem o que não podiam ver sobre a Terra. 

O incrédulo, o fanático, o absolutista poderão, pois, retornar com idéias inatas de Fé, Tolerância e de Liberdade. 

Em seu retorno, encontrarão as coisas mudadas, e suportarão o ascendente do novo meio onde terão nascido. 

Em lugar de fazer oposição às idéias novas, delas serão os auxiliares.

33. A regeneração da Humanidade não tem, pois, absolutamente necessidade da renovação integral dos Espíritos:-
- Basta uma modificação nas suas disposições morais; esta modificação se opera em todos aqueles que a ela estão predispostos, quando são subtraídos à influência perniciosa do mundo. 

Aqueles que retornam, então, não são sempre outros Espíritos, mas, frequentemente, os mesmos Espíritos pensando e sentindo de outro modo.

Quando esse melhoramento é isolado e individual, passa despercebido, e sem influência ostensiva sobre o mundo.

O efeito é diferente quando se opera simultaneamente em grandes massas; porque, então, segundo as proporções, em uma geração, as ideias de um povo ou de uma raça podem ser profundamente modificadas.

É o que se nota quase sempre depois dos grandes abalos que dizimam as populações. 

Os flagelos destruidores não destróem senão o corpo, mas não atingem o Espírito; eles ativam o movimento de vai-e-vem entre o mundo corpóreo e o mundo espiritual, e por consequência um movimento progressivo dos Espíritos encarnados e desencarnados. 

É de notar-se que, em todas as épocas da história, as grandes crises sociais foram seguidas de uma era de progresso.

34. É um desses movimentos gerais que se opera neste momento, e que deve trazer o remanejamento da Humanidade. 

A multiplicidade das causas de destruição é um sinal característico dos tempos, porque elas devem apressar a eclosão de novos germes. 

São folhas de outono que caem, e às quais sucederão novas folhas cheias de vida, porque a Humanidade tem suas estações, como os indivíduos têm suas idades. 

As folhas mortas da Humanidade caem levadas pelas rajadas e golpes de vento, mas para renascerem mais vivazes sob o mesmo sopro de vida, que não se extingue, mas se purifica.

35. Para um materialista, os flagelos destruidores são calamidades sem compensações, sem resultados úteis, uma vez que, segundo ele, aniquilam os seres sem retorno. 

Mas para aquele que sabe que a morte não destrói senão o envoltório, eles não têm as mesmas consequências, e não lhe causam o menor medo; compreende-lhe o objetivo, e sabe também que os homens não perdem mais morrendo em conjunto do que morrendo isoladamente, uma vez que, de uma forma ou de outra, é necessário sempre lá chegar.

Os incrédulos rirão dessas coisas, e as tratarão por quimeras; mas digam o que disserem, eles não escaparão à lei comum; cairão a seu turno, como os outros, e, então, o que será deles? 

Eles dizem:-
- Nada! 

Mas viverão a despeito de si mesmos, e serão, um dia, forçados a abrir os olhos.”

Se servir de compensação, no mundo inferior que espera os indiferentes e para onde já estão sendo levados, também haverá sexo, pirâmides, choro e ranger de dentes.

Que saibamos escolher, enquanto há tempo.

Afinal, não é por falta de esforço do Criador, do Cristo e dos Espíritos Amigos que ainda existe tanta lágrima nos olhos e nos corações da humanidade. 

É por causa de suas escolhas erradas.

Assim, relembremos os ditos de Jesus:-
-“Misericórdia quero, não o sacrifício!”

Brilhe vossa Luz.
Muita paz!

Lúcius
23/07/2006

Livro:- Despedindo-se da Terra
Cap. 42
Espírito Lúcius 
Psicografia de André Luiz Ruiz


quarta-feira, 9 de abril de 2014

O que podemos suportar?


 
O que podemos suportar?

A sociedade moderna, tendo adestrado os homens para serem hábeis e astutos competidores, não os treinou para enfrentarem a derrota com a mesma coragem com que se atiram às lutas da conquista material.

Derrotadas em seus sonhos, perdendo seus nichos dourados, decaídas de seu status, as criaturas se veem diante de seu real nível de evolução espiritual, surpreendendo-se quais crianças perdidas, derrubadas do caminhão que transportava os seus sonhos ao destino que, agora, não poderão mais atingir.

E por causa disso, a maioria se permite o exercício da autodilaceração, da depressividade, da vontade de vingar-se do mundo, das pessoas, atribuindo culpas e responsabilidades a todos aqueles que surjam à frente de seus pensamentos.

A vergonha da derrota ainda não foi convenientemente transformada pelas pessoas em uma força de reação no caminho da autossuperação, da renovação de esforços, da ruptura com o passado de erros, para a construção de um futuro diferente.

Os que perdem seu tempo nos caminhos da indignação infantil, procurando responsáveis pelos momentos dolorosos que passaram, são homens e mulheres pela metade, não crescidos espiritualmente, carentes de confiança em si mesmos e em uma Força Superior que só lhes parecia existir enquanto lhes favorecia com concessões e regalias.



Livro:- Despedindo-se da Terra
Cap. 42
Espírito Lúcius 
Psicografia de André Luiz Ruiz