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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Pede Ajudando


Pede Ajudando


Pede ardentemente o Amparo Celestial, mas não olvides o socorro a quem te sente compelido no caminho terrestre.

O Anjo ouve o Homem na medida que o Homem ouve os próprios irmãos.

Esperas jubilosa segurança para os que nasceram em tua equipe doméstica, no entanto, consagra essa ou aquela migalha de teu próprio conforto aos que se reúnem desalentados, na furna do sofrimento.

Contas com o agasalho justo em favor daqueles que te merecem carinho, contudo, estende alguma peça desnecessária ao companheiro relegado à intempérie.

Rejubilas-te com o pão farto, entretanto, divide alguma fatia disponível à mesa com aqueles que trazem o estômago flagelado no corpo desnutrido.

Agradece, ditoso, os talentos da provisória tranqüilidade que te enriquecem os dias, mas aplica alguns momentos no concurso fraterno, a benefício dos que choram sem esperança.
Regozijas-te com a fé luminosa de que te coroa perante o mundo, todavia, não fujas à esmola de paz aos que vagueiam nas trevas.

Alegras-te com a saúde preciosa que te assegura harmonia interior, no entanto, ampara o enfermo esquecido que te mostra os braços sequiosos de entendimento.

Ergues tua voz no Templo Celeste, entretanto, milhares de vozes, cada dia erguem-se da sombra humana, buscando-te o coração.

Aqui alguém te solicita a bênção da simpatia, adiante há quem te rogue cooperação.

Pede, pois, ajudando.

Lembra-te de que podes também auxiliar e serve quanto possas.

Pela fé subirás ao Senhor com a tua súplica, mas pela caridade o Senhor descerá ao teu encontro para que as tuas mãos se enriqueçam de amor na construção do Reino da Luz.

 Livro:- Ideal Espírita
Emmanuel
Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira


segunda-feira, 30 de março de 2015

Crises sem Dor


Crises sem Dor

Fáceis de reconhecer as crises abertas.

Provação exteriorizada, dificuldade à vista.

Surgem, comumente, na forma de moléstias, desencantos, acidentes ou suplícios do coração, atraindo o concurso espontâneo das circunstantes a que se escoram as vítimas, vencendo, com serenidade e valor, tormentosos dias de angústia, como quem atravessa, sem maiores riscos, longos túneis de aflição.

Temos, porém, calamitosas crises sem dor, as que se escondem sob a segurança de superfície:-
- quando nos acomodamos com a inércia, a pretexto de haver trabalhado em demasia...

- nas ocasiões em que exigimos se nos faça o próximo arrimo indébito no jogo da usura ou no ataque da ambição...

- qualquer que seja o tempo em que venhamos a admitir nossa pretensa superioridade sobre os demais...

- sempre que nos julguemos infalíveis, ainda mesmo em desfrutando as mais elevadas posições nas trilhas da Humanidade...

- toda vez que nos acreditemos tão supostamente sábios e virtuosos que não mais necessitemos de avisos e corrigendas, nos encargos que nos são próprios...

Sejam quais sejam os lances da existência em que nos furtemos deliberadamente aos imperativos da auto – educação ou de auxílio aos semelhantes, estamos em conjuntura perigosa na vida espiritual, com a obrigação de esforçar-nos, intensamente, para não cair em mais baixo nível de sentimento e conduta.

Libertemo-nos dos complexos de avareza e vaidade, intransigência e preguiça que nos acalentam a insensibilidade, a ponto de não registrarmos a menor manifestação de sofrimento, porquanto, de modo habitual, é através deles que se operam, em nós e em torno de nós, os piores desastres do espírito, seja pela fuga ao dever ou pela queda na obsessão. 
  
Livro:- "Estude e Viva"
Emmanuel
 Francisco Cândido Xavier 
 Waldo Vieira
                                      Fonte: CACEF