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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Nosso Lar é o Planeta - Nossa Família - a Humanidade


 
Nosso Lar é o Planeta  
Nossa Família a Humanidade


A transição espiritual, planetária, em nosso orbe, há muito difundida e estudada, principalmente no meio espiritualista, se processa sem que percebamos. 

E, infelizmente, a maioria de nós sequer cogita sobre isso, como também não percebe nem se incomoda com as transformações que constantemente ocorrem em nosso mundo. 

Talvez, pelo habitual estado de preocupações exclusivas com o imediatismo da vida prática, em seus aspectos de ascendência humana pessoal ou social, em que a maioria se deixa envolver e mais se dedicam, quase que integralmente; conquanto tais aspectos sejam deveras importantes em nossa experiência terrena, considerando nossas prioridades enquanto seres humanos em interação social, quer seja em função da própria subsistência, da formação profissional ou mesmo intelectual, filosófica.

Ainda assim, precisamos considerar, creio que primordialmente, a nossa precípua condição espiritual como realidade de que devemos nos conscientizar, inclusive filosoficamente, posto que eterna e por isso, pré e pós-existente à vida física; ou seja, permanente, enquanto a existência física é transitória, impermanente. 

Embora esta seja, naturalmente, deveras essencial, como acima referido, para o nosso aperfeiçoamento moral-espiritual, como meio de corrigir nossas imperfeições imanentes, exercitando os ensinamentos divinos por intermédio da vivência humana em interação social, tal como o próprio sentido desta reflexão; que igualmente já refleti e compartilhei em texto anteriormente publicado – O MUNDO – É A ESCOLA DA VIDA. (28.10.13) .

E prosseguindo este mesmo critério de raciocínio, sabendo-nos Espíritos, facilmente podemos compreender a lógica da assertiva em epígrafe, ampliando a nossa visão transcendente, que revela-nos como criaturas divinas universais e centelhas do infinito amor de Deus – “inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”. 

Por isso, como tal, não devemos nos restringir à limitada idéia de um lar circunscrito entre paredes, nem à família somente por consangüinidade. 

E sim, buscando ampliar tal conceito ao infinito das ‘muitas moradas’ a que se referiu o Divino Mestre Jesus. 

E, até mesmo considerando apenas o nosso Planeta, já temos mais de 7,2 bilhões de seres encarnados como semelhantes irmãos, segundo dados estatísticos oficiais de 2013; enquanto os Espíritos elevados nos informam que há em torno de 2/3 de Espíritos desencarnados na erraticidade e vinculados a Terra, em processo de interação/influenciação conosco e dependentes das oportunidades reencarnatórias, para o desenvolvimento neste plano humano de que ora todos nós dispomos. 

Isto porque, no estágio evolutivo em que nos encontramos, somente por meio das experiências em vivências reencarnatórias ensejamos as condições para o aperfeiçoamento a que estamos destinados, corrigindo nossas imperfeições, seja por processos expiatórios ou de provações. 

Até que, por nossos esforços e força de vontade, alcancemos a condição de não mais necessitarmos reencarnar expiatoriamente.

O que nos leva a meditar sobre os verdadeiros laços que devem unir todos nós – o amor em sua essência, fraternal, universal. 

E assim, como irmãos, buscando amar a todos como a nós mesmos, superando as adversidades que caracterizam nossas relações humanas, compreendendo, ajudando, perdoando, o quanto possível; do íntimo de nosso coração e de nossa consciência, certos de que, consoante as divinas leis de causa e efeito, ação e reação, cada um recebe na justa medida daquilo que doa de si mesmo. 

Daí, porque cada um vive no ‘céu’ ou no ‘inferno’ que constrói para si próprio, por suas boas ou más ações, em seus efeitos, ao longo de sua vivência interpessoal. 

Ao mesmo tempo em que, desse modo, edifica o próprio destino e contribui de certa forma, para o futuro de toda humanidade; porquanto, tal como o altruísmo, o egoísmo individual forma o egoísmo do mundo.

Portanto, urge estarmos atentos e concordes às transformações que gradualmente já se processam, conforme citado inicialmente, e que culminará com a grande transição para um estágio espiritual mais elevado, em que na Terra somente permanecerão Espíritos – encarnados e desencarnados – sintonizados no bem. 

E busquemos por em prática, como verdadeiros discípulos, as palavras da vida eterna a que se referiu o Divino Mestre Jesus quando, nos exortando, asseverou:-
- “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” (João, 13:25.)


Devaldo Teixeira de Araújo


[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]

domingo, 15 de novembro de 2015

A Força da Prece e seu Inestimável Poder

 
A Força da Prece e seu Inestimável Poder

Lendo e estudando as educativas obras espíritas e por excelência as elucidativas lições do primoroso Emmanuel, reflito, como indica o próprio título, sobre a importância de nossas atitudes em relação à prática da meditação e da prece, para o nosso equilíbrio mental e espiritual, essencial para a harmonia própria e, por conseguinte, do ambiente onde vivemos, assim como de todos com quem interagimos, seja no círculo familiar, de trabalho ou social em geral. 

Por sabermos que sempre irradiamos em torno de nós as energias magnéticas que nos caracterizam, de acordo com o nosso modo de pensar, para o que, precisamos estar bem harmonizados. 

Para tanto, necessitamos dos momentos de preces, quando nos sintonizamos com a dimensão superior e, pelo magnetismo que se instala nesses instantes, nos beneficiamos com os fluidos emanados do Alto, afastando as energias negativas e sobrepondo as positivas. 

É desse modo que, muitas vezes, nos sentimos aliviados, libertos das pressões psíquicas, pela regeneração da saúde mental, psicossomática e até mesmo fisiológica, dependendo das condições de comprometimento orgânico em sua estrutura e origem, e também, claro, do sentimento de fé verdadeira e da força de vontade aplicadas, daquele que medita e ora em preces.

Inclusive, vemos pessoas simples demonstrarem equilíbrio, tranqüilidade e alegria de viver, por sua religiosidade e fé, enquanto muitos outros, envolvidos com o orgulho e a presunção, vivem de modo contrário, desequilibrados e sobrecarregados de problemas e dores de toda natureza, por falta de fé e de religiosidade. 

Não por acaso, o Dr. Augusto Cury – eminente médico psiquiatra, psicoterapeuta, escritor e conferencista; asseverou:-
- “A Psiquiatria trata dos transtornos psíquicos usando antidepressivos e tranqüilizantes, e a Psicologia, usando técnicas psicoterapeutas. 

Mas elas não resolvem o vazio existencial, não dão respostas aos mistérios da vida. 

Quando a fé se inicia, a ciência se cala. 
A fé transcende a lógica.” (extraído do seu Livro:- “Dez Leis para Ser Feliz”). 

Nada mais verdadeiro e concernente a este contexto, do que este conceito, elaborado por um profundo conhecedor do psiquismo humano, doutorado em Psicanálise e autor da Teoria da Inteligência Multifocal.

E encontramos muitos exemplos dos efeitos realmente positivos e eficazes do culto à prece, naturalmente que quando feita com convicta fé, força de vontade e propósitos superiores, em muitas narrativas evangélicas, como por exemplo:-
- Narram os Atos dos Apóstolos:-
- ”… E, tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos e todos ficaram cheios do Espírito Santo. …” 
(c.4 : v.31). 

O que podemos entender como extraordinária força de expressão para designar a eficácia e a força da prece, oriundas da fé vital.  

Assim como consta no Evangelho de Tiago:-
- “… e orai uns pelos outros, para que sareis

A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. …” (c.5 : v.16). 

E esclarece-nos, ainda, um Espírito Iluminado:-
- “… Os Espíritos hão dito sempre:- a forma nada vale, o pensamento é tudo. 

Ore, pois, cada um segundo suas convicções e da maneira que mais o toque. 

Um bom pensamento vale mais do que grande número de palavras com as quais nada tenha o coração. …” 
(do Livro:- “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, c. XXVIII, item 1).

Dessarte, corroborando esta reflexão, reproduzo os esclarecimentos de um Espírito autodenominado de protetor, quando disse:-
- “… O Magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. 
- É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres.  

Repito:- a Fé é Humana e Divina.  

Se todos os encarnados se achassem bem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem por a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o a que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas.” 
(do Livro:- “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, c. XIX; item 12).

Então, por tudo isso, tenhamos a plena convicção dessa realidade e a coloquemos em prática em nossas vidas, para que possamos haurir todos os benefícios de tudo que foi refletido e acima tratado, e não desperdicemos tais oportunidades, em nosso próprio benefício e também dos nossos semelhantes; considerando a suma importância da oração em preces, em sua força equilibrante e seu poder curativo e realizador; o que só depende de nós mesmos, com nossa fé e força de vontade.

Devaldo Teixeira de Araújo


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O Problema de Todos Nós !

O Problema de Todos Nós !

Muito se debate e se argumenta, em todos os níveis, inclusive nas conversas e discussões mais populares, sobre os notórios problemas político-sociais com que convivemos em nossa sociedade. 



E, infelizmente, o que mais se percebe são as idéias negativas, os pensamentos funestos de que nosso país ‘não tem jeito’, de que pouco ou nada presta e tudo está pior, como se não houvesse solução, e a corrupção, fator que mais e destaca e a mídia mais divulga, como se fosse surpresa… 

A maioria quase sempre se eximindo de culpa, o que se considera dos outros, principalmente dos políticos e administradores… 

Quando, na verdade, todos os políticos, em todos os níveis, foram escolhidos pela maioria de nós, democraticamente, como nossos verdadeiros mandatários.

 E a História nos mostra, em seus vários aspectos e especificidades, de que tais problemas não são de agora, e que toda a sociedade deixou passar, talvez até avolumar, indiferente ou sem a devida reação, legal e democrática, contrária a tudo isso. 

E nos tempos atuais, tão somente vemos se divulgar e, de algum modo, se apurar, mesmo com suas nuances… 

Porque vivenciamos uma democracia, eis a grande verdade.  

E tenho convicção de que seria bem pior se assim não fosse; enquanto vemos alguns, nesses momentos, fomentar inconseqüentemente, idéias de desmandos com fins espúrios, disfarçados de incontida ‘revolta’, falso inconformismo e injustificada ira, manipulando a opinião pública; buscando retroagir ao poder da força e não a força do poder – da democracia plena e da justiça imparcial, como sempre deve ser.


Porém, não desejo prolongar esta reflexão sob o aspecto político-social, conquanto importante para conscientização de cidadania e conhecimento geral, parte de nossa cultura e da nossa realidade; o que, por certo, demandaria longo raciocínio em torno de idéias ou ideologia próprias, em defesa de princípios e questionamentos de fontes divergentes de alguém ou alguns e que envolveria, provavelmente, como é comum, polêmicas estéreis que não cabe aqui divulgar nem fomentar. 

Tão somente reflito sobre o quanto estamos distantes da verdadeira fé racional, do equilíbrio e do discernimento, quando, por exemplo, pensamos e discutimos assuntos tal como no contexto inicial, em que logo advém o pessimismo e as idéias negativas, quando não de descabida intolerância e violência, que nos afastam da compreensão de nossa realidade e dos procedimentos corretos em benefício da coletividade e de nós próprios.


Creio que o legítimo pensamento cristão, a fé racional, em qualquer circunstância, sobretudo nos momentos difíceis, nos faz ter a certeza de que nada acontece por acaso sob os desígnios divinos. 

Logo, devemos ter convicção de que tudo se resolverá com o tempo – senhor de tudo. 

Precisamos estar atentos para não sintonizarmos e absorvermos o magnetismo das sombras – da intolerância, da desproporcional revolta, do falso inconformismo e da abominável beligerância, que nos leva a abismos incomensuráveis. 

Para que tenhamos a verdadeira compreensão do discernimento para com tudo e todos. 

E que saibamos pensar e agir sempre com bom senso e idoneidade ante as adversidades, sejam quais forem; com o correto pensar e proceder, para a possível solução, legal e pacífica, onde impere a compreensão, a paz  e a harmonia.  

Nunca as reações perturbadoras e amotinadoras, o que nos tornam meros reacionários.


E para que sempre estejamos com a consciência tranqüila, que nos dá o imprescindível equilíbrio, basta cumprirmos as Leis divinas de Amor e Caridade, Compreendendo, Tolerando, Perdoando, e assim, o entendimento há de predominar em todos nós e estabelecer-se no seio da sociedade. 

Eis como será, então, com o advento do “Estágio de Regeneração” que a Terra alcançará neste Milênio, disso tenhamos convicção. 

E não percamos tempo em cogitar de que a sociedade como está, não conseguirá tal feito neste Século… 

Não importa uma existência ou um século; a Vida Espiritual é Eterna e Submetida ao Progresso, Insofismável e Inevitavelmente; esta a grande verdade como nos revelam e esclarecem os Sábios Espíritos Superiores.  

Comecemos por nós mesmos:-
- Busquemos o Nosso Aprimoramento Moral-Espiritual, a conduta correta como sabemos – por muito ensinado; e assim, um a um, influenciados pelo próprio exemplo seremos, ‘amanhã’, do individual ao coletivo, uma Humanidade Fraterna e Uma Só FamíliaUniversal, vivenciando a Paz e a Harmonia; como se diz comumente:-
- Se Deus quiser! – ou ainda melhor:-
- Graças a Deus!



Devaldo Teixeira de Araújo


[Autorizada a divulgação desde que respeitadas a integridade e autoria do texto]