sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Trabalho





O que lavra a sua terra será farto de pão, mas o que corre atrás de cousas vãs é falto de senso, P.v. 12:11

O Trabalho nos leva ao ambiente de Paz e proporciona ao coração um clima de tranquilidade.

O Trabalho dirigido é filho da inteligência e coadjuvante do progresso. 

O labor lícito conforta a consciência e abre caminhos de luz para a alma.

Ganhar o pão com o suor do rosto é alegria para o coração.

Quem vive às custas do esforço alheio sente-se impaciente no seu mundo interno e assina com isso um dever de ajudar quando puder servir.

Nada na vida física, fica esquecido no desenho imenso das responsabilidades assumidas.

O trabalhador é digno do seu salário, diz o Evangelho.

O salário vem sempre  em direção do operário que fez jus sem errar   o caminho.

Quem lavra a terra, anda com os celeiros cheios e, quem busca facilidades é falto de esperanças e não confia no plantio.

Em qualquer situação planta as sementes do bem, que elas algum dia nascerão com o fruto dos sentimentos.
  
 Mesmo que a tua situação orgânica não esteja boa não faltes com a Paciência com aqueles que te cercam, porque o Amor nas horas difíceis brilha mais pelo exemplo de Fraternidade e Confiança em Deus.

Ajuda quem está ajudando não obstante jamais esqueças de ajudar também aos que te ignoram, pois a caridade é um meio poderoso de os fazer reconhecer que somos todos irmãos e filhos do mesmo Pai - Deus !
 
Quem gasta o tempo  com futilidades é falta de senso desconhece as belezas da vida e da justiça de Deus.

A Sinceridade é um penhor Divino que a garante a Paz da alma, pois conquistada passo a passo, dia a dia, melhora com os esforços desmedidos.

Abençoa mesmo quem te quer mal, que esse gesto te isola das maldições.

Perdoa mesmo quem te ofende, que esse entendimento, te colocará em outra dimensão, para que não respires a mesma atmosfera do ofensor, porém, nunca ames nem perdoes com interesse próprio e faze tudo por amor.

O Amor Universal é uma Luz eterna na eternidade da vida.




 "Gotas de Fé"

João Nunes Maia

Espírito Carlos



Duelo....






Antigamente, o duelo surgia por hábito deplorável, desfigurando o caráter e enodoando a cultura.

Empenhavam-se antagonista, com a presença de testemunhas, em golpes violentos, legalizando o homicídio em nome da honra.

O progresso aboliu semelhante nódoa de nossa face, todavia, o conflito continua em outras modalidades, a dentro de nossa vida.

Não mais a característica fulminante, dos apetrechos de matar ou ferir, mas o golpe em câmara lente que o ódio e a incompreensão, a ignorância e a crueldade arremessam por onde passam, gerando pertubações  e enfermidade.

Por toda parte, vemos o duelo mental torturando e aniquilando criaturas, mantido por nossas atitudes delituosas de uns para com os outros,  quando não se exprime, sem forma perceptível aos sentidos comuns, à feição da troca de dardos invisíveis, penetrando corações, arrojando-os, muitas vezes, aos tormentos do hospícios ou à vala da morte.

 Fujamos de toda idéia que signifique discórdia e maledicência, ciúme e desespero, maldade e intolerância, porquanto, as imagens desse teor, a fluirem constantes de nossa fonte mental, possuem vitalidade própria, corporificando-se com a persistência de nossas irreflexões repetidas e atingindo o objetivo de nossas projeções, a operarem desajuste e flagelação regressando a nós mesmos, em lamentável retorno, trazendo-nos de volta, a aflição e o infortúnio que tivermos causado.

O amor é Lei Universal, mas a Justiça nos segue serena e inexorável, para que todos nós tenhamos nos caminho, o justo pagamenteo de nossas próprias obras.
 

Autor: Emmanuel

Psicografia de Chico Xavier
 Livro: Viajor

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Ainda o dinheiro




Nunca demais esclarecer esse ou aquele ponto obscuro, em torno do dinheiro.
 
Moeda é sempre parcela do esforço ou do suor de alguém. 
 
Cansaço que se metalizou para auxiliar ou inquietação que se fez crédito, em louvor do bem coletivo.
 
Cada pequeno ou grande desgaste da criatura em ação ter-se-á transformado em recurso capaz de colaborar na garantia do corpo social.

Não existe dinheiro desprezível.
 
Venha de onde vier, pode ser notícia de alguém que tombou na doença ou na morte, a fim de conquistá-lo; sacrifício de irmãos fatigados que o obtiveram à custa da fadiga e de lágrimas; fruto de renúncia e pranto de irmãos em desespero ou ideia materializada de amigos que esfoguearam a própria cabeça, buscando atraí-lo para ganhar o pão.

Dinheiro é trabalho concretizado a dissolver-se em aquisições e realizações, apoio humano, prestação de serviço, auxílio e dádiva.
 
Moeda pode converter-se em prato que alimenta, remédio que alivia, livro que instrui, teto que protege e força que recompõe.

Dinheiro é sangue do organismo social que não se deve afastar da circulação, sob pena de gerar anemia do progresso e a penúria comunitária.
 
Por isso mesmo, cabe-nos manejá-lo, quando na Terra, com reverência e altruísmo, sem abusar dele para qualquer atividade deprimente que resgataremos, em qualquer tempo, na lei de causa e efeito, porque o dinheiro em si é suor da criatura humana e bênção de Deus.

 
 
Referência Bibliográfica:

Francisco C. Xavier
 
Espírito Emmanuel
 
São Bernardo do Campo, SP
 
 GEEM - Grupo Espírita Emmanuel
 
 1978. p.60-62.
 
 

Ociosidade





    

Sorrateiramente se instala na casa mental, entorpecendo a vontade.

Disfarça-se de cansaço, sugerindo repouso.

Justifica-se como necessidade de refazimento de forças, exigindo, cada vez, maior soma de horas.

Apresenta-se como enfermidade, impondo abandono das tarefas.

Desculpa-se, em nome da exaustão das energias, que deseja recobrar.

Reage contra qualquer proposição de atividade que implique no inconveniente esforço.

A ociosidade é cruel inimigo da criatura humana e fator dissolvente que se insinua nas tarefas do bem, nas comunidades que laboram pelo progresso.

Após vencer aquele de quem se  apossa, espalha o seu ar mefítico, contaminando quantos se acercam da sua vítima,  que se  transforma em elemento pernicioso, refugiando-se em mecanismos de evasão de responsabilidade sob a condição de abandonado pela fraternidade alheia.

O ocioso faz-se ególatra, termina impiedoso.

Solicita direitos, sem cumprir com os deveres que lhe dizem respeito.

Parasito social, é hábil na dissimulação dos propósitos infelizes que agasalha.

Dispõe de tempo para censurar os que trabalhem e observa, nos outros refletidas, as imperfeições que de si transfere.

Sua palavra enreda os incautos, torpedeando os programas que exigem ação.

Quando se demora anestesiado, mentalmente, pelos vapores tóxicos que emite e absorve, consegue exibir falsa compostura, atribuindo-se superioridade que está longe de possuir, no ambiente onde se encontra.

Escolhe serviços e especifica tarefas, que jamais cumpre integralmente, acusando os outros ou escusando-se por impedimentos que urde com habilidade.

É adorno de aparência agradável, que sugere valor ainda não conseguido.

Bom palestrante, conselheiral, cômodo, refugia-se na gentileza para atrair simpatias, desde que lhe não seja exigido esforço.

Sabe usar os recursos alheios e estimula as tendências negativas, insuflando, com referências encomiásticas, o orgulho, a vaidade, a insensatez.

Na enfermidade de que padece, não se dá conta da inutilidade que o caracteriza.

Teresa D’Avila, atormentada por problemas artríticos e outros, na sua saúde delicada, exauria-se, silenciosa, nas tarefas mais cansativas do Monastério, embora portadora de excelente dons espirituais.

Bernadette Soubirous, a célebre vidente de Lourdes, afadigava-se, enferma, nos trabalhos mais vigorosos, até a total impossibilidade de movimentos.

Allan Kardec, advertido pelo seu médico, Dr. Deméure, então desencarnado, para que poupasse as energias, prosseguiu ativo até o momento da súbita desencarnação.

… E Jesus, que jamais se escusou ao trabalho, são lições que não podem nem ser ignoradas.

Se não gostas ou não queres trabalhar, sempre encontrarás justificativas para dissimular a ociosidade.

O progresso de que necessitas, porém, não te desculpará o tempo perdido ou mal-empregado.

Volverás à liça, em condição menos afortunada, sendo-te indispensável o esforço para a sobrevivência.

Os membros, que se não movimentam na atividade edificante, atrofiam-se, perdem a finalidade, e apenas se recuperarão sob injunções mui dolorosas.
Oxalá te resguardes da ociosidade.

Melhor a exaustão decorrente do bem, vivenciado a cada instante, do que a agradável aparência, cuidada e rósea, mediante a exploração do esforço alheio e a nutrição da inutilidade ociosa.




quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ante os Pequeninos





A criança é uma edificação espiritual dos responsáveis por ela.

Não existe criança - nem uma só - que não solicite amor e auxílio, educação e entendimento.

Cada pequenino, conquanto seja, via de regra, um espírito adulto, traz o cérebro extremamente sensível pelo  fato de estar reiniciando o trabalho da reencarnação, tornando-se, por isso mesmo, um observador rigorista de tudo o que você fala ou faz.

A mente infantil dar-nos-á de volta, no futuro, tudo aquilo que dermos agora.

Toda criança é um mundo espiritual em construção ou reconstrução, solicitando material digno a fim de consolidar-se.

Ajude os meninos de hoje a pensar com acerto dialogando com ele, dentro das normas do respeito e sinceridade que você espera dos outros em relação a você.

A criança é um capítulo especial no livro do seu dia a dia.

Não tente transformar seus filhinhos em bibelôs, apaixonadamente guardados, porque são eles espíritos eternos, como acontece a nós, e chegará o dia em que despedaçarão perante você mesmo quaisquer amarras de ilusão.

Se você encontra algum pirralho de maneiras desabridas ou de formação inconveniente, não estabeleça censura, reconhecendo que o serviço de reeducação dele, na essência, pertence aos pais ou aos responsáveis e não a você.

Se veio  a sofrer algum prejuízo em casa, por depredações de pequeninos travessos, esqueça isso, refletindo no amor e na consideração que você deve aos adultos que respondem por eles.

André Luiz
Francisco Cândido Xavier
Livro:- Sinal Verde
Editora CEC

Antagonistas





O adversário em quem você julga encontrar um modelo de perversidade talvez seja apenas um doente necessitado de compreensão.



Reconheçamos o fato de que, muitas vezes, a pessoa se nos torna indigna simplesmente por não nos adotar os pontos de vista.



Nunca despreze o opositor, por mais ínfimo que pareça.



Respeitemos o inimigo, porque é possível seja ele portador de verdades que ainda desconhecemos, até mesmo em relação a nós.



Se alguém feriu a você, perdoe imediatamente, frustrando o mal do nascedouro.



A crítica dos outros só poderá trazer-lhe prejuízo se você consentir.



A melhor maneira de aprender a desculpar os erros alheios é reconhecer que também somos humanos, capazes de errar talvez ainda mais desastradamente que os outros.



O adversário, antes de tudo, deve ser entendido por irmão que se caracteriza por opiniões diferentes das nossas.



Deixe os outros viverem a sua própria vida e eles deixarão você viver a existência de sua própria escolha.



Quanto mais avança, a ciência médica mais compreende que o ódio em forma de vingança, condenação, ressentimento, inveja ou hostilidade está na raiz de numerosas doenças e que o único remédio eficaz contra semelhantes calamidades da alma é o específico do perdão no veículo do amor.







André Luiz
Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro “SINAL VERDE” 
 Edição CEC
 



terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Carta a ... Jesus .






Querio Amigo Jesus...

Hoje é o dia em que comemoramos teu aniversário, mas...

Pouco lembram:-

- a humildade do teu simples berço, 

- o local do teu nascimento, 

- a visita dos pastores, 

- os importantes três reis magos, 

- muito animais e 

- tua mãezinha, tão linda quanto Tu.

Mas...

De onde é que começou o Papai Noel?

Porque ele surgiu?

Não me lembro de tê-lo visto na Tua história e nem no meio das tuas visitas, será que esta história do bom velhinho começou pelos presentinhos que ganhastes dos reis Baltazar, Gaspar e Belchior?

Ou será que foi a partir deste fato?

Mas não tem problemas que a gente receba ou doe presente, este fato não tem mal algum.

Agora...

Porque todos apenas pedem objetos materiais?

Roupas, carros, sapatos, brinquedos, computador, celular?

Em tuas passagens e andanças na Terra, eu lembro que Tu sempre nos dizia:-


- Eu sou rei, mas...


Meu reino não é deste mundo ou então nos ensinava:-

- a perdoar, 


- a não julgarmos ninguém,


- a  termos Fé,


- Paciência,


- a sermos brandos e pacíficos...


O que aconteceu Jesus? 

Porque as pessoas em suas cartinhas não pedem pela:-

- Paz,


- União,

- Igualdade,


- Solidariedade, 


- Amor,


ou, porque não pedem para terem:-

- Esperança,


- Resignação e,


- Calma,


já que todos parecem ter muita pressa de chegar a não sei em que lugar...


E a Fraternidade e a Solidariedade?


Por que ninguém lembra de pedir estas virtudes tão necessárias ao coração da humanidade e a nossa Terra em estado de evolução.


Ah...

Senhor, como a Tua imagem e Teu humilde nascimento ficaram perdidos por aí.

Tantas festas para comemorar, tantos presentes para comprar.

Muitos esqueceram que um dia Tu nos deixaste este lindo ensinamento:-

- Toda vez que derdes de comer, de beber e vestir a um destes mais pequeninos, é a Mim mesmo que fazes.

Então Jesus, se fizermos isto que nos exemplificaste, estaríamos dando um  presente para Ti?

Porque o aniversário é Teu, Senhor, e eu sei que Tu ficarias muito feliz ao receber estes ricos presentinhos, não é, Jesus?


Escritora
Dothy Medeiros (Artigo)

Desejo que neste Natal...





Antes de você perceber Jesus nas luzinhas que piscam pela cidade, que você O encontre primeiramente em seu coração.

E, à frente de qualquer palavra que expresse seu desejo de um Feliz Natal, O encontre em suas ações.

Festeje o ano que acabou não apenas como dias que se passaram, e sim, como mais um trecho percorrido na estrada da sua vida !

Festeje a Alegria que lhe extasiou e a dor que lhe fez crescer !

Festeje pelo Bem que foi capaz de fazer e pelo mal que foi capaz de superar !

Festeje o prazer de cada conquista e o aprendizado de cada derrota !

Festeje por estar aqui !

Festeje a esperança no ano que se inicia, no amanhã !

Festeje a Vida !

Abra os braços do coração para receber os sonhos e expectativas do Ano Novo.

Rodopie... jogue fora o medo, sinta a Vida !...

Sonhe, busque, espere... ame e reame !

Deixe sua alma voar alto...

Pegar carona com os fogos coloridos.

Mentalize seus desejos mais íntimos e acredite: eles também chegarão ao Céu.

Irão se misturar às estrelas.

Irão penetrar no Universo e voltarão cheios de energia para tornarem-se Reais.

Basta você querer de Verdade, ter Fé e nunca, NUNCA desistir deles !

E que seu Ano seja, então,  plenificado de Bençãos e Realizações.

Feliz Natal e Próspero Ano Novo !!!



G. E. Casa do Caminho de São Vicente