quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Durante a Viagem !!!!!


Durante a viagem... delírios, muitos delírios!

Percebo o momento em que a lucidez começa a escorrer de minha mente - contudo, paira no ar a dúvida se esses delírios não seriam, de fato, lapsos da realidade.

E esses delírios não carregam consigo a amarga essência vertiginosa desestabilizadora. 
 
Não causam mal-estar, nem febre e nem dor. 
 
Iniciam descompassados e confusos, mas, logo se mostram repletos de Paz e Satisfação, frente ao entendimento de que tudo aquilo que pensei ter conquistado no mundo físico ficou lá em baixo, e vai ruir! 
 
E, incorporado à minha alma, viajou comigo apenas a carga de amor que troquei e as réstias das luzes que não ofusquei.

Falo da viagem entre os dois mundos! 
 
Do mundo físico para o astral, do frio meio mundano para o mágico espiritual, do denso apego terreno para uma existência mais sutil, das garras dos laços cármicos para o mergulho no ser etéreo, da ancoragem na baixa frequência para a sublime vibração.

Falo da viagem espiritual, que parte daqui, para tantos nobres destinos. 
 
Para as Colônias de Cura! 
 
Para o Jardim dos Anjos e dos Protetores!  
 
Para a Morada dos Santos! Para o Lar das Entidades de Luz! 
 
Para o círculo de todas as Legiões e Falanges de bem! 
 
Para a vila dos Mestres Ascensionados da Grande Fraternidade! 
 
Falo da viagem para qualquer esfera constituinte do imenso e belo Reino de Deus.

Falo da viagem astral, para as místicas montanhas - que já me serviram de templo de medição em outras vidas; para a longínqua selva virgem - que remete minha mente ao surgimento do cosmos de meu espírito, recordando minha natureza irracional, pura e selvagem; para o misterioso e imenso mar azul - que vidra profundamente meu olhar e tanto me traz paz! 
 
Falo da viagem para meus lugares sagrados, para onde me sinto bem.

Ao longo da viagem, após o fim dos delírios e das adaptações mentais, vem o firmamento de nossa consciência. 
 
A mente, agora limpa e serena, fica livre para crescer - isenta de medos e traumas - e para criar convicções mais sólidas sobre o desapego material e do ego e, para fortalecer o próprio espírito, possibilitando um retorno à jornada terrena com mais fé e mais força.
 
Durante essas viagens brecamos o relógio biológico da vida e compreendemos melhor nossa missão.

Cada viagem espiritual nos induz a uma profunda reflexão. 
 
Experiência única que nos leva a compreender como somos pequenos e insignificantes em relação ao mundo material e, ao mesmo tempo, como somos gigantes perante a espiritualidade! 
 
Descobrimos o poder de transformação de cada sentimento, ação ou pensamento nosso, descobrimos a imensidão da força de nosso amor e do quanto temos a oferecer.

A frequência espiritual desbloqueia partes de nossa visão - partes antes embaçadas ao limite de nossa fé. 
 
Lá, tendemos a perceber que nossos reais poderes são ilimitados. 
 
Apenas lá, a máscara de nosso ego cai verdadeiramente. 
 
Apenas lá, percebemos quão irrisórios são nossos grandes problemas.

Mesmo quando viajamos sem nenhum compromisso, sem objetivos específicos, somente com o ideal do engrandecimento da alma, somos presenteados por grandes revelações. 
 
Por vezes, o mundo nos leva em direção ao cerne de cada dilema que tem impedido nossa evolução e, por fim, entendemos que a maioria deles fomos nós mesmos que os criamos.

Já a viagem astral tem mais a função de purificação do que a de aprendizado. 
 
Viajamos para acabar com o stress, para trazer serenidade a mente, para amenizar a estafa, para recarregar plenamente nossas energias. 
 
Viajamos para o mesmo plano em que estamos vibrando, para lugares calmos, bonitos e místicos que foram especiais para a história de nossa existência.

Permita-se viajar. 
 
Saia da defensiva. 
 
Comece com meditação e, em seguida, permita sua alma explorar um mundo novo. 
 
Deixe a natureza fluir sobre seu espírito e prevalecer sobre o seu mental.

Bons sentimentos... Boa viagem...
 
     Julius, pela inspiração de seu espírito guia
 

Sabedoria Indígena



terça-feira, 26 de setembro de 2017

Quem são seus exemplos?


Quem são seus exemplos?

Creio que para tal questionamento não caibam respostas, apenas reflexões - até para não corrermos o risco de sermos traídos por nossa memória e deixarmos de citar algum personagem importante da composição de nossa história!

Mas, quem são meus exemplos? 
 
E o os seus? 
 
Já parou alguma vez para pensar sobre isso?
Como alguém já disse:-
- “Nascemos autênticos e morremos um plágio!”. 
 
Por mais que busquemos a independência, de modo a tomar nossas decisões limpas de influências externas, tentando agir conforme nossos próprios pensamentos e valores, por fim, acabamos sendo inspirados pelos exemplos de pessoas a que admiramos, esse é o bônus do fato de vivermos em sociedade, ou o ônus - não sei!

O grande problema, pelo que tenho percebido e me entristecido, é tendemos, cada vez mais, a valorizar quem pouco tem valor, a ouvir quem tem nada ou muito pouco tem a dizer, a seguir os passos daqueles que  nem sabem para onde estão caminhando.

Já se foi o tempo em que nossos ídolos eram os santos e mártires, que entregaram suas vidas pelo bem comum, pela libertação de seu povo, pelo outro. 
 
Ou eram as mães e pais chefes de família, que do ventre da miséria ou diante grandes arbitrariedades da vida, ressurgiam mais fortes, tornando-se capazes de manter a harmonia e a unidade de todos aqueles que viviam ao seu convívio. 
 
Nossos exemplos já foram aqueles humanos que se iluminaram, abdicando das buscas pessoais e materiais e direcionando seus destinos ao enfrentamento das injustiças sociais, à luta contra o ódio, contra o preconceito e as discriminações.

A dor do outro já doeu mais em mim! 
 
Já fomos mais sensíveis às necessidades urgentes do mundo. 
 
Hoje parece que o que reluz são as aparências, as opiniões terceiras vazias. 
 
Por isso nossos exemplos tem sido outros... 
 
Nossos ídolos tem sido outros... 
 
São aqueles que saciam nossa sede de reconhecimento, são aqueles que preenchem nossa nuvem de ilusão mundana...

Não precisamos, nem temos o direito de diminuir pessoa alguma, nenhum ser vivo, nem nada, nem ninguém. 
 
Mas, valorizar, tomar como exemplo, é algo muito mais intenso, é aceitar que uma energia desconhecida e nem sempre pura exerça sobre nós muita influência. 
 
Isso não muda apenas nosso dia, mas, pode transformar todo nosso ser.

Que voltemos a valorizar e seguir quem tem, pelo menos, tentado fazer a diferença por essa humanidade tão carente. 
 
Que voltemos a reconhecer na multidão esses verdadeiros guerreiros. 
 
Que resgatemos a mesma atenção e respeito que já tivemos aos nossos pais, aos mais velhos, à todos os  sábios anônimos, que muito já viram da vida real e são os verdadeiros heróis!


Quem são seus exemplos? 
 
Reveja, reflita, repense, por favor!

Julius, pela inspiração de A. de Assis.
 
 

Mea-culpa


Mea-culpa

As imagens veiculadas na mídia, do menino africano de dois anos de idade que estava vivendo sozinho nas ruas da Nigéria, sobrevivendo com restos de comida, abandonado pelos próprios pais que o acusavam de bruxaria, não me saem da cabeça. 
 
A humanidade está doente! 
 
Sei que tudo é certo, mas custo a crer que esses atos, de tamanha maldade, sejam apenas reflexos do carma acumulado pela criança, que ela esteja apenas colhendo o que, outrora, plantou! 
 
Sinto que existe algum elemento a mais agindo como fonte potencializadora de tanta dor.  

E o desalento não tem limites, nem fronteiras. 
 
O mundo todo parece envolto de uma névoa de poeira alucinógena, que vem cegando os últimos que enxergavam, que vem calando os últimos que carregavam palavras de generosidade, que vem adormecendo os últimos que resistiam acordados. 
 
As ruas da cidade ecoam angústias, medos e clamores desesperados. 
 
A corrupção se faz presente em todas as esferas dos poderes e repartições político-administrativas. 
 
A certeza da impunidade fortalece o braço do malfeitor. 
 
Vidas inocentes sendo ceifadas, todos os dias, em vão.

Tomado pela revolta perguntei:-
- De quem é a culpa por tanto sofrimento?

- A culpa é Sua! - lá de longe, surge a voz do mestre espiritual.

Pegou-me completamente de surpresa. 
 
Fiquei contrariado! 
 
Ele, sempre justo, sábio, sereno e complacente, desta vez não aliviou minha responsabilidade, não poupou palavras. 
 
E continuou:-
- É fácil perceber o quanto bem eu faço, o quanto contagio as pessoas e envolvo o ambiente de luz e boas energias naqueles dias em que acordo bem, animado, sereno, calmo e cheio de amor pra dar. 
 
Contudo, em geral, não somos capazes de perceber o quanto emporcalhamos o mundo quando estamos de mau humor e irritados, quando falamos ou pensamos mal de alguém, o quanto tornamos densa a energia e, quanto combustível do mal lançamos aos ares. 
 
Não temos noção do quanto é nocivo para o cosmos os nossos atos de maldade, egoísmo, inveja e raiva.

Encontrei-me, mais uma vez, decepcionado! 
 
Descobri que também sou culpado por todas as desgraças que acometem o mundo. 
 
Eu pensava estar à margem desses fatos, mas, na verdade, estou no centro, sou coautor de toda dor.

A mente humana é tão conveniente e seletiva. 
 
Minhas conquistas e vitórias são frutos de toda a minha entrega por tal causa, são as retribuições do mundo por minha dedicação e sabedoria no manejo da vida – isso eu consigo compreender de primeira, sem ser necessário pensar. 
 
No entanto, na derrota, sempre me fica a impressão de que todos faltaram quando mais precisei - meus amigos, minha família - que minhas provações são maiores que a dos outros, que o mundo foi cruel perante meus anseios.

Meu dedo esteve junto naquele gatilho, que disparou na direção de outra vítima inocente. 
 
A verdade é que carrego à culpa de tudo àquilo que minha alma sentiu, mas, meu coração não enxergou. 
 
Sou, no mínimo, cúmplice de todas as injustiças e maldades que acontecem no mundo.

Depois de tantas reflexões um grande vazio me preencheu!

Eu sabia que toda minha ação causava uma reação ao mundo, porém, nunca me dei conta de que meus atos, pensamentos e sentimentos pudessem influir tão diretamente na vida do outro. 
 
Comentei isso com o mestre espiritual, ao que ele, retoricamente, complementou:

- Somos todos, em essência, seres de luz, de paz, do bem...  
 
Contudo, vez ou outra, por nossas falhas humanas, produzimos energia maléfica, negativa, que, por sua vez, fluirá em todas as direções. 
 
E, essa energia, afetará desde a mais pura alma até aquele ser humano mais fragilizado, que já sobrevive no limite inferior de seu caráter, perambulando pela face escura da vida, devido a uma série de experiências e escolhas equivocadas tomadas ao longo de sua existência. 
 
E este último, munido da energia ruim que acabou de absorver do mundo, irá atacar o primeiro que cruzar seu caminho (semelhante a uma serpente em sua condição de animal irracional), para se defender, pois sente que o contato com um ser que vibra numa energia diferente da sua representa perigo, um risco para sua integridade, para a manutenção de sua ilusória zona de conforto. 
 
O medo nos devolve ao mundo irracional - o medo, a falta de fé, o egoísmo. 
 
É assim que contribuímos para com a falha do outro, incentivando ações de maldades alheias. 
 
Assim fomentamos o mal, a dor, o sofrimento.

Somos vítimas. 
Vítimas de nossos próprios erros!

Provavelmente meu espírito ainda levará muitos séculos para compreender e aceitar tudo isso plenamente. 
 
Talvez nunca venha a compreender! 
 
Mas, o tempo urge! 
 
É preciso recomeçar agora, errando menos, crendo mais em Deus e em seu poder transformador.

Algumas práticas simples nos ajudam a manter boas vibrações, como, por exemplo, o exercício da gratidão, que nos retira da ciranda das queixas e amarguras; da compaixão, que nos traz a paz do sentimento de que nossos problemas não são maiores do que os do próximo; da amorosidade, que leva embora a aura cinza que nos envolve, abrindo espaço para todas as cores do mágico mundo que nos rodeia; do perdão, que quebra ciclos ruins, elos viciosos, traumas e ressentimentos inúteis.

Só somos capazes de emanar àquilo que produzimos.
 
No fundo, tudo é tão simples e fácil. 
 
Requer apenas amor e entrega! 
 
Ainda assim, infelizmente e sistematicamente, optamos por fazer o mal, esquecendo tudo que a vida tem nos ensinado, pacientemente, ao longo das tantas existências de nossa alma.

(...)

Felizmente, o menino nigeriano que vagava abandonado, desnutrido e sozinho pelas ruas, após pagar muito mais do que devia ao mundo, foi resgatado por uma voluntária, que dedica a missão de sua vida ao acolhimento de crianças vítimas de superstição na África. 
 
A criança ganhou um lar, pais carinhosos e protetores e vários irmãos para brincar. 
 
Recebeu o nome de Hope!

O resgate do pequeno Hope simboliza mais do que o fim de um carma terrível e do que a correção de uma grande injustiça social. 
 
Representa, assim como o significado de seu nome, esperança! 

Esperança, que precisamos cultivar, de que todos os maltratados e injustiçados abandonados pelo mundo, também terão sua oportunidade de serem resgatados, de recuperarem sua humanidade. 
 
E mais do que esperança, precisamos ajudar a pavimentar esse caminho de libertação, com sentimentos, atitudes e intenções puras e repletas de amor.

Além disso, quando sentirmos que nós mesmos nos desviamos fortemente do caminho, precisamos também querer ser resgatados, assim como Hope. 
 
Precisamos querer evoluir, alimentar nossa alma para tentar fazer o bem e evitar a proliferação do mal, com uma maior consciência. 
 
É preciso permitir que mais magia abarque nossas vidas e que os bons presságios e intuições se sobressaiam, mais frequentemente, a nossa fria racionalidade durante nossas escolhas. 
 
Por mais que as garras das trevas estejam sempre à espreita, existe uma luz que nunca se apaga.

Depois de muito ver da vida, o homem simples aprendeu que cada ato seu se refletirá por toda humanidade e, por isso, sente os sinais do mundo com serenidade antes de pensar, pensa antes de agir e só age se for por amor.

Resgate a si mesmo, ao menor sinal de fraqueza!

Julius