sexta-feira, 16 de junho de 2017

Relações conflitivas entre pais e filhos diante da espiritualidade !!!


Relações conflitivas entre pais e filhos diante da espiritualidade !!!



Para melhor se compreender as relações conflitivas entre pais e filhos, deve-se levar em conta, também, a pluralidade das existências. 

Vivemos atualmente uma educação libertadora, onde muitos pais usam o diálogo amoroso e negociam com seus filhos, comportamentos éticos mínimos necessários para viverem em sociedade como cidadãos íntegros e conscientes da finalidade da vida. 

No entanto, muitos se confundem, sendo partidários da liberdade absoluta, chegando ao anarquismo, deixando aos filhos a decisão e consecução dos seus mais estranhos desejos, favorecendo a geração de conflitos inimagináveis entre eles, tais como o parricídio e filicídio.* 1

É lamentável que tal aconteça entre almas que saíram do torvelinho da escuridão espiritual pelo retorno à matéria, com a promessa de se perdoarem e iniciarem a jornada ascensional em direção à luz.

Foi o Codificador quem melhor esclareceu, do ponto de vista da reencarnação, as causas anteriores dos conflitos familiares. 

Escreveu ele:-
- “Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram as más tendências desde o princípio! 

Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de respeito e a sua ingratidão.”

Permita-me o leitor relembrar que tendência é uma energia que incita alguém a seguir um determinado caminho ou agir de certa forma. 

É uma predisposição natural, inclinação, vocação. 

Pode ser boa ou má. 

Não é instinto, pois não se origina de uma necessidade biológica, não devendo ser com ela confundido. 

O Espiritismo define a tendência como uma força espiritual que adormece no Inconsciente Profundo de todos nós e que se debate para despertar no Consciente e se manifestar nos atos, palavras, sentimentos e pensamentos.

São elas manifestações do Espírito velho reencarnado, que as crianças já demonstram a partir dos primeiros meses de vida material, as quais devem ser levadas em alta conta pelos pais. 

Lembra André Luiz:-
- “Se o Espírito reencarnado estima as tendências inferiores, desenvolvê-las-á, ao reencontrá-las dentro do novo quadro da experiência humana, perdendo um tempo precioso e menosprezando o sublime ensejo de elevação” . 

Daí a necessidade de levar em consideração o poder da influência do meio e dos exemplos dados pelos pais aos seus filhos.

Nem sempre os pais admitem a manifestação das inclinações inferiores em seus filhos, já que alimentam a ideia de que são inocentes e que tudo não passa de infantilidade, sem observar que nem todas as crianças sentem prazer em destruir brinquedos e outros objetos, maltratar animais domésticos, agredir colegas da creche e da escola de forma sistemática.

Crianças que chutam, xingam e gritam violentamente, não respeitando os pais nem aqueles que são responsáveis por elas, merecem atenção especial, para se buscar as razões de tais procedimentos, que não são unicamente do estado de infância. 

Joanna de Ângelis ensina que:-
- “Essas inclinações más ou tendências para atitudes primitivas, rebeldes, perturbadoras do equilíbrio emocional e moral, são heranças e atavismo insculpidos no Self, em razão da larga trajetória evolutiva, em cujo curso experienciou o primarismo das formas ancestrais [...] .

Sem dúvida, não é somente a mãe a responsável pela formação moral do filho. 

O pai também responde pelas suas negligências ou fracasso da missão que recebeu para cooperar com a esposa nesse mister. 

No entanto é universalmente comprovada a força influenciadora da mãe sobre seus filhos, que lhes exerce um efeito psíquico alimentador. 

E é por essa razão que o Mentor Emmanuel ensina que:-
- “A mãe terrestre deve compreender, antes de tudo, que seus filhos, primeiramente, são filhos de Deus. 

Desde a infância, deve prepará-los para o trabalho e para a luta que os esperam. 

Desde os primeiros anos, deve ensinar a criança a fugir do abismo da liberdade, controlando-lhe as atitudes e concertando-lhe as posições mentais, pois que essa é a ocasião mais propícia à edificação das bases de uma vida.”

Quando o Codificador perguntou aos Espíritos (LE - questão 890) se o amor materno era uma virtude ou um sentimento instintivo, comum aos homens e aos animais, eles responderam que seria “uma e outra coisa”. 

Seria virtude, que não é uma graça obtida, mas um hábito adquirido; e seria instinto, que no animal se limita a prover as necessidades primárias das crias. 

Sabendo o Professor Rivail que nem todas as mães possuem esse sentimento tão nobre de que falam as entidades do Além-túmulo, redarguiu:-
 - “Como é que há mães que odeiam os filhos e, não raro, desde a infância destes?” 

E a resposta foi a de que, em muitos casos, pode ser uma prova ou expiação que o filho escolheu para enfrentar uma mãe má. 

Fica, portanto, implícito que o Espírito ao reencarnar na condição de mãe nem sempre terá o amor pelo futuro filho. (LE - questão 891) 

Não obstante encontrarmos valiosos esclarecimentos para as relações conflitivas entre pais e filhos; na verdade da reencarnação e na Lei de causa e efeito, não devemos ser
reducionistas na apreciação dessa modalidade de conflito. 

“Sem dúvida, muitos pais, despreparados para o ministério que defrontam em relação à prole, cometem erros graves, que influem consideravelmente no comportamento dos filhos, que, a seu turno, logo podem se rebelar contra estes, crucificando-os nas traves ásperas da ingratidão, da rebeldia e da agressividade contínua, culminando, não raro, em cenas de pugilato e vergonha.”

Em verdade, quase todos nascemos despreparados para sermos pais, amar e educar os filhos na forma ideal, conforme os estudiosos do assunto e os Espíritos Superiores. 

Diante disso, teremos que buscar ajuda nas ciências que tratam do relacionamento interpessoal, com enfoque na família. 

Não há dúvida que as técnicas psicológicas e a metodologia da educação favorecem profundamente o êxito desse empreendimento. 

O diálogo aberto e sincero, a solidariedade, a indulgência, a energia moral e o amor dilatado em todos os sentidos são instrumentos de que os pais podem adotar para merecerem o respeito e a confiança dos filhos. 

Imprescindível acompanhar o desenvolvimento bio-psico-social deles, na tentativa de compreender-lhes o comportamento, levando em conta a idade, capacidade intelectual, estágio espiritual e o contexto social em que estão inseridos.

Aos pais lhes é dada pelo Criador a árdua e compensadora missão de conduzir os filhos, preparando o adolescente e o homem do futuro; moldando-os com cinzel das admoestações amorosas; alimentando suas mentes com as conversações dignificantes; oferecendo-lhes exemplos de caráter saudável, carinho e amizade.

Esses procedimentos promovem a desintegração dos quistos conflitantes na família, com etiologia em vidas pregressas, evitando que novos desajustes se iniciem na vida atual. 

A família de cada um de nós é estruturada com base na lei da causa e efeito; pais e filhos se reencontram porque necessitam uns dos outros, almejando a reconciliação. 

Vital é que a tolerância, a indulgência e o perdão se façam presentes nos momentos difíceis, para que o recomeço, bênção divina, se transforme em ventura espiritual.
Fonte: Waldehir Bezerra de Almeida


*1 - Parricídio:- Assassinato do pai, da mãe, do avô, da avó ou de qualquer outra figura ...

* Filicídio:- Crime de quem mata o próprio filho ou filha...




As implicações espirituais do consumo de drogas !!!


As implicações espirituais do consumo de drogas !!!

Um dos problemas mais graves da sociedade humana, na atualidade, é o consumo indiscriminado e, cada vez mais crescente, das drogas por parte não só dos adultos, mas, também, dos jovens e lamentavelmente até das crianças, principalmente nos centros urbanos das grandes cidades.

A situação é tão preocupante, que cientistas de várias partes do Planeta, reunidos, chegaram à seguinte conclusão:-
- “Os viciados em drogas de hoje podem não só estar pondo em risco seu próprio corpo e sua mente, mas fazendo uma espécie de roleta genética, ao projetar sombras sobre os seus filhos e netos ainda não nascidos.”

Diante de tal flagelo e de suas terríveis consequências, não poderia o Espiritismo, Doutrina comprometida com o crescimento integral da criatura humana na sua dimensão espírito-matéria, deixar de se associar àqueles segmentos da sociedade que trabalham pela preservação da vida e dos seus ideais superiores, em seus esforços de erradicação de tão terrível ameaça.

O efeito destruidor das drogas é tão intenso que extrapola os limites do organismo físico da criatura humana, alcançando e comprometendo, substancialmente, o equilíbrio e a própria saúde do seu corpo perispiritual. 

Tal situação, somada àquelas de natureza fisiológica, psíquica e espiritual, principalmente as relacionadas com as vinculações a entidades desencarnadas em desalinho, respondem, indubitavelmente, pelos sofrimentos, enfermidades e desajustes emocionais e sociais a que vemos submetidos os viciados em drogas.

Em instantes tão preocupantes da caminhada evolutiva do ser humano em nosso planeta, cabe a nós, espíritas, não só difundir as informações antidrogas que nos chegam do plano espiritual benfeitor que nos assiste, mas, acima de tudo, atender aos apelos velados que esses amigos espirituais nos enviam, com seus informes e relatos contrários ao uso indiscriminado das drogas, no sentido de envidarmos esforços mais concentrados e específicos no combate às drogas, quer no seu aspecto preventivo, quer no de assistência aos já atingidos pelo mal.


II - A ação das drogas no perispírito
Revela-nos a ciência médica que a droga, ao penetrar no organismo físico do viciado, atinge o aparelho circulatório, o sangue, o sistema respiratório, o cérebro e as células, principalmente as neuroniais.

Na Obra:- “Missionários da Luz” – André Luiz ( pág. 221 – Edição FEB), lemos:-
- “O corpo perispiritual, que dá forma aos elementos celulares, está fortemente radicado no sangue. 
O sangue é elemento básico de equilíbrio do corpo perispiritual.” 

Em “Evolução em dois Mundos”, o mesmo autor espiritual revela-nos que os neurônios guardam relação íntima com o perispírito.

Comparando as informações dessas obras com as da ciência médica, conclui-se que a agressão das drogas ao sangue e às células neuroniais também refletirá nas regiões correlatas do corpo perispiritual, em forma de lesões e deformações consideráveis que, em alguns casos, podem chegar até a comprometer a própria aparência humana do perispírito. 

Tal violência concorre até mesmo para o surgimento de um acentuado desequilíbrio do Espírito, uma vez que “o perispírito funciona, em relação a esse, como uma espécie de filtro na dosagem e adaptação das energias espirituais junto ao corpo físico e vice-versa.

Por vezes o consumo das drogas se faz tão excessivo, que as energias, oriundas do perispírito para o corpo físico, são bloqueadas no seu curso e retornam aos centros de força.


III - A ação dos espíritos inferiores junto ao viciado.
Esta ação pode ser percebida através das alterações no comportamento do viciado, dos danos adicionais ao seu organismo perispiritual, já tão agredido pelas drogas, e das consequências futuras e penosas que experimentará quando estiver na condição de espírito desencarnado, vinculado a regiões espirituais inferiores.

Sabemos que, após a desencarnação, o Espírito guarda, por certo tempo, que pode ser longo ou curto, seus condicionamentos, tendências e vícios de encarnado. 

O Espírito de um viciado em drogas, por exemplo, em face do estado de dependência a que ainda se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga. 

Somente a forma de satisfazer seu desejo é que varia, já que a condição de desencarnado não lhe permite proceder como quando na carne. 

Como Espírito precisará vincular-se à mente de um viciado, de início, para transmitir-lhe seus anseios de consumo da droga, posteriormente, para saciar sua necessidade, valendo-se para tal do recurso da vampirização das emanações tóxicas impregnadas no perispírito do viciado, ou da inalação dessas mesmas emanações quando a droga estiver sendo consumida.

“O Espírito de um viciado em drogas, em face do estado de dependência a que se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga.”

Essa sobrecarga mental, indevida, afeta tão seriamente o cérebro, a ponto de ter suas funções alteradas, com consequente queda no rendimento físico, intelectual e emocional do viciado. 

Segundo Emmanuel, “o viciado, ao alimentar o vício dessas entidades que a ele se apegam, para usufruir das mesmas inalações inebriantes, através de um processo de simbiose em níveis vibratórios, coleta em seu prejuízo as impregnações fluídicas maléficas daquelas, tornando-se enfermiço, triste, grosseiro, infeliz, preso à vontade de entidades inferiores, sem o domínio da consciência dos seus verdadeiros desejos”.

IV — Contribuição do Centro Espírita no trabalho antidrogas desenvolvidas pelos Benfeitores Espirituais.
As Casas Espíritas, como Pronto-Socorro espirituais, muito podem contribuir com os Espíritos Superiores no trabalho de prevenção e auxílio às vítimas das drogas nos dois lados da vida. 

Com certeza, esta contribuição poderia ocorrer através de medidas que, no dia-a-dia da instituição:-

Um incentivo cada vez mais constante às atividades de evangelização da infância e da juventude, principalmente com sua implantação, caso a Instituição ainda não o tenha implantado.

Estimular seus frequentadores, em particular a família do viciado em tratamento, à prática do Evangelho no Lar. 

Estas pequenas reuniões, quando realizadas com o devido envolvimento e sinceridade de propósitos, são fontes sublimes de socorro às entidades sofredoras, além, naturalmente, de concorrer para o estreitamento dos laços afetivos familiares, o que decerto estimulará o viciado, por exemplo, a perseverar no seu propósito de libertar-se das drogas ou a dar o primeiro passo nesse sentido.

Preparar devidamente seu corpo mediúnico para o sublime exercício da mediunidade com Jesus, condição essencial ao socorro às vítimas das drogas, até mesmo as desencarnadas.

No diálogo fraterno com o viciado e seus familiares, sejam-lhes colocados à disposição os recursos socorristas do tratamento espiritual:-
- Passe, desobsessão, água fluidificada e reforma íntima. 

Criar, no trabalho assistencial da Casa, uma atividade que enseje o diálogo, a orientação, o acompanhamento e o esclarecimento, com fundamentação doutrinária, ao viciado e a seus familiares.


V - Conclusão
Diante dos fatos e dos acontecimentos que estão a envolver a criatura humana, enredada no vício das drogas, geradoras de tantas misérias morais, sociais, suicídios e loucuras, nós, espíritas, não podemos deixar de considerar essa realidade, nem tampouco deixar de concorrer para a erradicação desse terrível flagelo que hoje assola a Humanidade. 

Nesse sentido, urge que intensifiquemos e aprimoremos cada vez mais as ações de ordem preventiva e terapêutica, já em curso em nossas Instituições, e que, também, criemos outros mecanismos de ação mais específicos nesse campo, sempre em sintonia com os ensinamentos do Espiritismo e seu propósito de bem concorrer para a ascensão espiritual da criatura humana às faixas superiores da vida.


Xerxes Pessoa De Luna
(Reformador – Março/98, páginas 86 e 87)
Autor desconhecido

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Existe casamento no mundo espiritual ?


Existe casamento no mundo espiritual ?


Interessante é o pensamento que nega a existência de namoro, casamento e família no Mundo Espiritual.

Ainda em razão de nossa infância consciencial, imaginamos a outra dimensão vibratória como o céu prometido, composto de anjos e nuvens.

Até mesmos os Espíritas (Allan Kardec), que receberam a revelação de que não existe céu ou inferno, possuem dificuldades de imaginar como seria a vida na outra dimensão.

Espíritos respiram? dormem? casam? namoram? trabalham?

Primeiro, Espíritos somos nós.

Espíritos desencarnados somos nós em dimensão vibratória diferente, que, didaticamente, denominamos “Mundo Espiritual”.

Sabemos que a outra dimensão vibratória é a principal (fato afirmado reiteradamente pelos Espíritos no Livro dos Espíritos).

Ora, se a dimensão vibratória conhecida como “Mundo Espiritual” é a principal, temos que ela tem que ser, no mínimo, tão complexa quanto a nossa, tida como a escola do Espírito (ser eterno destinado a evolução).

Pois bem, conforme foi revelado por André Luiz no Livro:- “Nosso Lar”, existem cidades construídas no chamado “Mundo Espiritual”. 

Aliás, cidades com tecnologia muito mais avançada do que a nossa (lembre-se, lá é o principal, logo é mais complexo do que aqui).

São centenas, milhares de cidades, em diversas faixas vibratórias, algumas em locais mais densos e outras em locais menos densos.

O fato é que muitos de nós passamos décadas nessas cidades (alguns séculos), em verdadeiro convívio social. 

Afinal, lá existe tudo o que tem aqui (trabalho, confraternização, entretenimento, casa, família, namoro, casamento, etc) (leiam as primeiras palestras/estudos postados no link “palestras”).

Vejamos essa passagem do Livro:- “Evolução em Dois Mundos” (p. 228, 25ª Edição):

“Aglutinam-se em verdadeiras cidades e vilarejos, com estilos variados, como acontece aos burgos terrestres, característicos de metrópole ou do campo, edificando largos empreendimentos de educação e progresso, em favor de si mesmas e em benefício dos outros”.

Assim, naturalmente, há o envolvimento entre as pessoas que habitam a dimensão vibratória “mundo espiritual”, com namoro, casamento e constituição de famílias.

Aliás, muitos relacionamentos existente na outra dimensão continuam quando encarnados e vice-versa.

“Interrompida a aliança física na esfera carnal, por interferência da morte, o homem ou a mulher, consagrados à sublimação íntima, se associam, quase sempre, à companheira ou ao companheiro levados à viuvez, em construtivas simbioses de ação” 
(Evolução em Dois Mundos, p. 239, 25ª Edição).

O Livro:- “E a vida continua…”, também de André Luiz, narra linda história de amor vivenciada na dimensão vibratória conhecida como “Mundo Espiritual”.

Quanto ao fato de que o Espírito, ser em si, não possuir sexo determinado (conforme revelado no Livro dos Espíritos), é importante entender que é comum um mesmo espírito passar dezenas/centenas de reencarnações seguidas como homem ou como mulher, conforme sua necessidade de evolução. 

Nesse sentido, quando na erraticidade espiritual, ou seja, quando na dimensão vibracional do plano espiritual, continuam com as mesmas características da vida terrena, mantendo-se homem ou mulher, conforme suas últimas reencarnações (porque é assim que se vêem – campo mental).

Assim, é possível e acontece de espíritos afins, quando na dimensão vibracional conhecida como Mundo Espiritual, casarem e programarem novos planos juntos.

Quanto mais compreendermos que o Mundo Espiritual não é céu e sim dimensão vibratória paralela a nossa, mais fácil será entender que lá é vida como aqui. 

Na verdade, encarnamos reiteradamente para evoluirmos e conseguirmos viver melhor lá, composto de matéria em outra composição vibracional.
A vida no mundo espiritual
Estudo das obras de Andre Luiz

 

Quando as almas vibram na mesma sintonia, elas se atraem e se reconhecem !!!


Quando as almas vibram na mesma sintonia, elas se atraem e se reconhecem !!!





Os encontros mais importantes, já foram combinados pelas almas antes mesmo que os corpos se vejam... 
(Paulo Coelho) 

Dizem que vivemos várias vidas… 

Se formos analisar a vida do espírito, podemos dizer que vivemos uma só, ora em um corpo físico e ora fora dele, na construção do Eu que se modifica e engrandece nas várias existências, em diversos corpos e diversas “personalidades”, embora essas nunca percam sua essência.

Uma vez conquistado ou aprendido um atributo do espírito, como a paciência, resiliência, capacidade de perdoar, etc., esses não se perdem. 

Carregamos sempre conosco esses bens espirituais, nossos verdadeiros tesouros.

Não somos os mesmos de outras existências físicas, assim como não somos os mesmos de 10 anos, 5 anos, 1 ano, 1 mês atrás. 

Pois estamos em constante mudança, crescimento e renovação íntima. 

Mas os laços que criamos com aqueles que nos relacionamos não desatam, apenas se esticam ou se afrouxam. 

E sendo a vida contínua, as histórias provavelmente não terminam com a morte do corpo físico, e sim quando atingido seu objetivo.

E se formos considerar uma vida sendo uma história construída com pessoas específicas, podemos considerar que em uma existência física vivemos várias vidas, pois vivemos várias histórias com pessoas distintas.

Hoje em dia tudo virou “carma”, seja bom ou ruim. 

No caso do ruim sentimos, por exemplo, aquela impressão do “meu santo não bate com o dele”, e enquanto não nos acertarmos com o outro podemos sim viver a mesma história com a mesma pessoa por várias existências físicas. 

(Pode ser então que eu tenha que suportar o mesmo marido ou mulher por várias outras vidas além dessa?)

Temos que ter em mente que não estamos aqui para suportarmos uns aos outros, e sim para aprendermos a amar. 

Enquanto estivermos suportando ficamos presos, quando aprendemos a amar, nos libertamos.

Com relação ao carma bom, é aquela sensação boa de reencontro, simpatia, alegria. 

O que faz com que queiramos nos relacionar com uns ao invés de outros. 

Sendo a história do espírito uma escrita constante, ela não cessa com as mudanças físicas, e sim retoma do ponto anterior, após uma pequena ou longa pausa.

Daí vem o especial, a saudade sem razão, as fortes emoções, etc. 

Pois quando as almas vibram na mesma sintonia elas se atraem e se reconhecem, independente dos corpos que habitam.

Autor desconhecido


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Quanto tempo demora para uma pessoa reencarnar ?

 

Quanto tempo demora para uma pessoa reencarnar ?

Depende da disponibilidade, vontade e da evolução de cada Espírito. 

O estágio na erraticidade, como denominava Kardec, a vida Espiritual, é variável.

Podemos ficar um ano ou um milênio. 

Depende de nossas necessidades e opções.

Em média, ficamos mais tempo na Terra do que no Além.

Tendemos a ficar mais tempo no mundo espiritual, até por uma questão de disponibilidade reencarnatória. 

A população desencarnada é bem maior que a população encarnada.

Não estão equivocados os demais Espíritas que falam da necessidade de valorizarmos a experiência humana, considerando que há filas no Além, aguardando o mergulho na carne.

A evolução não está subordinada exclusivamente à vida Física. 

Ocorre nos dois planos. 

O Espírito evolui também no continente Espiritual, onde está nosso lar. 

(Isto também se fizer por onde, auxiliar os necessitados e não ficar na inércia).

Alguns Espíritos com graves comprometimentos Espirituais, em virtude de seus desatinos, necessitará retornar à carne em tempo breve. 

Um missionário, que costuma vir à Terra para sagradas tarefas em favor do bem comum, poderá permanecer séculos na Espiritualidade. 

(O caso do nosso saudoso Francisco Cândido Xavier). 

"Então em média, ficamos mais tempo no mundo espiritual"?

Considerando-se não apenas a disponibilidade reencarnatória, mas também o fato de que a experiência humana funciona como um estágio escolar. 

O tempo que o aluno passa na escola é bem menor do que aquele que ocupa com outras atividades.

Espíritos mais amadurecidos, conscientes de suas responsabilidades, planejam a época do retorno. 

Espíritos imaturos são orientados e conduzidos por mentores Espirituais.

Mas e se o Espírito recusar-se a reencarnar?

Havendo necessidade premente, seus mentores providenciarão a reencarnação compulsória.

Então perguntamos? 

Onde fica o Livre Arbítrio? 

Sendo obrigado a reencarnar, não será natural que o Espírito venha a se rebelar, que não assuma suas responsabilidades"?

Provavelmente. 

Tanto quanto o sentenciado que não se conforma com a prisão em que foi confinado. 

Mas, assim como a penitenciária objetiva conter o comportamento criminoso, a reencarnação compulsória desbasta as imperfeições mais grosseiras do Espírito reencarnante. 

Entre "choro e ranger de dentes", segundo a expressão evangélica, ele amadurecerá; por amor ou pela dor. 

Enfim ele não ficará no "Bem Bom", só gozando de prazeres. 

Quanto ao Livre Arbítrio, está intrínseco nele suas Leis.

Ruy L. Freitas

E a vida continua .....


E a vida continua ....


“Eu estava num hospital… 

Deparei-me com um filme retratando todos os momentos de minha vida. 

Perguntei-me:-
- Por que meus sobrinhos – que tinham o hábito de a tudo filmar – estavam me mostrando aquelas cenas? 

Só que – pensei de imediato – não poderiam ter gravado aqueles momentos. 

Uns retratavam minha infância; outros momentos íntimos; até mesmo, inexplicavelmente, quando ainda estava no útero materno. 

Adormeci e acordei num hospital diferente. 

Só aí me dei conta de que havia desencarnado…” 

O internauta tem o direito de não acreditar em vida após a morte. 

É um direito, que respeitamos! 

Contudo, permita-nos narrar um caso ocorrido numa reunião de socorro e esclarecimento a espíritos desencarnados, cuja participação é restrita a espíritas militantes, com conhecimento de causa, obrigados a manter sigilo do ocorrido e profundo respeito à vida íntima dos comunicantes. 

Tanto é que o caso será narrado sem identificar nome e/ou dados que possam identificar a família do falecido.
 
Sabemos que cada indivíduo faz a sua “viagem” de forma peculiar. 

Apesar disto, em quase toda passagem, o espírito, geralmente, defronta-se com um fato admirável:-
- O retrospecto detalhado de sua concluída existência. Revive as cenas e as emoções. 

Um filme sem corte, cujo desenvolvimento já não se pode mudar.

Os irmãos espirituais nos transmitem as suas experiências, a fim de que possamos valorizar e ponderar nossa conduta diária. 

Na codificação e obras espírita encontramos testemunhos similares. 

“Toda a minha existência se desdobrou na memória.”

2 “Num relance, vi tudo que tinha realizado durante a vida e o que se espera para a hora do julgamento, com o bem e o mal praticados.”

3 Após o relato em epígrafe, solicitou-me o amigo espiritual:- - “…diga a todos que a vida continua e que estamos sujeitos à lei de causa e efeito”. 

Por ser de interesse geral, aqui estou satisfazendo a sua vontade neste informativo.

Notei, por minha vez, que a preocupação maior do espírito amigo não era informar que a morte não existe, mas, sobretudo, que somos responsáveis pelos nossos atos e que sempre devemos fazer o melhor.

A vida continua…

De fato, é confortador saber que somos eternos. 

Agora, útil sobremaneira é a consciência da importância da nossa ação. 

Às vezes, o ser humano se esquece de que está sujeito à lei de ação e reação.

A retrospectiva geral de sua finda existência carnal proporciona ao espírito plena consciência da importância da conduta diária (ação). 

A memória revive cada ato do cotidiano vivido. 

Cada momento está gravado. 

A recordação, às vezes, é torturante, uma vez que o espírito chega à conclusão de que poderia ter sido mais paciente, atencioso, fiel, calmo, disciplinado, persistente; percebe, não raro, que perdeu grande oportunidade de agradecer, de elogiar; o dever não foi fielmente cumprido; não precisava ser exigente, incompreensivo.

E o nosso irmão suicida?

Que decepção ao saber que tudo poderia ter sido mudado sem a fuga indevida? 

Quando se informa que o alívio estava próximo, o ato de se matar, de não confiar na misericórdia Divina, queima a alma.

O recado é este:-
-  Em cada obra, o zelo; 
- Num simples gesto, a manifestação de carinho; 
- No olhar, a confissão de amor; 
- A misericórdia estimulante perante o erro; 
- No desespero, a religiosidade; 
- Em cada palavra, estímulo, gratidão, equilíbrio. 

Intenção e ação.

Em síntese, o cuidado incessante em plantar aquilo que dê bons frutos.

E, para isto, não devemos aguardar pelo último dia. 

Hoje é o momento. 

Amanhã poderá ser tarde, dando azo a lamentação.

Numa entrevista perante uma emissora de televisão, informou-nos o médico psiquiatra e escritor Roberto Shinyashiky4 que, após acompanhar vários pacientes terminais, pode constatar que a maioria das pessoas morre arrependida pela maneira como viveram. 

Esclarece-nos que vários agonizantes confessaram os motivos de arrependimento. 

E eles não são variados. 

Em resumo, noticia que os motivos de contrição, salvo raras exceções, são:-
- a) não amaram; 
-b) não curtiram os filhos, estimulando-lhes a potencialidade; e 
- c) não perseguiram os sonhos.

Portanto, somos eternos. 

Esta verdade não deve ser causa à protelação, mas, sobretudo, incentivo à realização diária, visto que a felicidade futura é obra do “agora”. 

Agindo bem hoje, teremos a oportunidade de visualizar num futuro próximo uma história com final feliz, envolta de frutos divinos, num telão exclusivo: “…nossa consciência”.

Agradecemos ao irmão pela lição inesquecível.

[1] Um amigo espiritual, na reunião do dia 1º de Outubro de 1.999, na Casa Espírita Emmanuel.
 
2 O CÉU E O INFÉRNO, Cap. II, Espíritos Felizes, inciso I, item 7
 
3 O QUE É A MORTE, Carlos Imbassahy, Coleção científica edicel, nº 08, 3ª edi., Cap. “Além do véu”. Pág. 144.
 
4 ROBERTO SHINYASHIKY, Psiquiatra e consultor Organizacional. 
Presidente do Instituto GENTE, entrevista na Rede vida, no dia 22 de Setembro de 1.999.


Despertar Espiritual