segunda-feira, 8 de agosto de 2016

40 coisas que você deveria ter (ou saber) aos 30 anos


40 coisas que você deveria ter (ou saber) aos 30 anos 

Hoje o blog tem post de um convidado especial, o publicitário Carlos Costa e Souza, amigo de longa data do autor da página.

Ele me mostrou o texto durante a semana e, como fez sucesso no meu Facebook, decidi dividir com os leitores daqui. 

Espero que gostem tanto quanto eu!

(Fotos: Pìxabay)

Toda pessoa com mais de 30 anos deveria ter ou saber:-
1. Amor próprio
2. Saber dizer não.
3. Saber dizer sim.
4. Saber a hora certa de dizer sim ou não (AKA, discernimento)
5. Cuidar da própria alimentação de forma adulta.


6. Fazer escolhas.
7. Assumir as responsabilidades por suas escolhas.
9. Perdoar.
10. Acreditar em segundas chances.
11. Dormir horas suficientes pra nao se sentir um lixo no dia seguinte.


12. Aprender com erros.
13. Ter humildade pra se permitir ser fraco e pedir ajuda.
14. Aceitar ajuda.
15. Saber que exageros nao são saudáveis.
16. (isso inclui bebidas. Ok, comidas também)


17. Saber que o melhor da vida não é nem foi programado: é espontâneo e improvisado.
18. Pensar na sua aposentadoria.
19. Manter seu carro limpo.
20. Ter um plano B para a sua vida.
21. Gastar menos do que você ganha.


22. Fazer as compras da sua casa.
23. Lavar sua própria roupa.
24. Ser grato.
25. Ser gato (lindo/a, manhoso/a, sexy, preguiçoso - conforme a ocasião/necessidade)
26. Ser cachorro (isso inclui ser amigo, ser fiel ou canalha - conforme a ocasiao/necessidade)

26. Ler por puro prazer.
27. Dar aos seus pais a atenção e amor que eles merecem.
28. Saber que nessa vida você tem que ser esperto (não espertinho, muito menos espertão).
29. Entender que "tratar os outros como você gostaria de ser tratado" não resolve tudo, mas ajuda bastante.
30. Chegar na hora marcada.

31. Entender que você não "TEM QUE" merda nenhuma nessa vida.

32. Você só sabe que está feliz porque já esteve triste. Nao despreze os momentos ruins, tudo é aprendizado.
33. Saber que paranóia tem limites e não enxergar intenção por trás dos erros dos outros.

34. Não se abater com críticas, mas sim, saber interpretá-las (e melhorar).
35. Saber manter a calma no trânsito. 
Ficar puto ou nervoso nao faz os carros da frente sumirem.


36. Não se deixar levar pelos elogios.

37. Aceitar as pessoas e as situações como elas são.
38. Não trepar de meia.
39. Fazer ao menos uma lista em sua vida.
40. Não acreditar 100% em listas.


Quem sabe o que é melhor pra sua vida é você. 

Se essa cagação de regra te ajudar em alguma coisa, aceito o pagamento em cervejas. 

Obrigado/de nada.

Toda Pessoa que Ama .....


Toda pessoa que ama alguém devia ler esse texto que Fernanda Gentil escreveu ao "perder" um Amigo

Desde ontem está ecoando na minha cabeça o texto abaixo, que a jornalista Fernanda Gentil publicou em seu instagram. 

Ela escreveu essas palavras após a perda de um Amigo, Pedro Ivo Salles, de 33 anos, editor do 'Jornal Nacional' que morreu nesta semana, após um acidente de moto.


Não tenho mais o que dizer, além de que fiquei emocionado e achei que todo mundo que ama alguém — seja um Amigo, Irmão, Sobrinho, Pai, Mãe, Vizinho — deve e merece ler o que ela escreveu. 

Que Deus conforte o coração de Fernanda Gentil, da família e das demais pessoas próximas de Pedro Ivo.

Amigos, vamos parar!!!! 

Vamos parar porque hoje perdemos nosso Pedro Ivo!

Novo, querido, recém-casado, pai em poucos meses... 

Vamos parar, por favor, porque amanhã pode ser o Pedro Ivo de Vocês.

Vamos parar de nos estressar por arranharmos nosso carro, de brigar com o vizinho por música alta, de ficar com raiva por esquecermos algo em casa. 

De um minuto pro outro, Pedro Ivo se foi. 

Vamos parar de discutir relacionamentos por besteira, de julgar os outros pela cor da pele, classe social, peso corporal ou gosto sexual.

Vamos parar de sofrer por vaidade. 

De acreditar que crachá conta, que salário define, que cargo manda. 

Vamos parar de acreditar que a vida acontece da catraca do trabalho pra dentro.

A vida é lá fora — é onde tudo acontece, é onde a gente luta por ela de verdade..... e onde a perdemos também. 

É pra lá da catraca que estão nossos filhos, pais, irmãos e sobrinhos, e eles muitas vezes não podem nos esperar.

Vamos parar de nos agredir e machucar. 

Parar de matar. 

Vamos parar, gente!!!! 

Parar de gastar tanta energia com a perda de um emprego, uma nota baixa ou um amor não correspondido. 

O tempo tem que ser gasto com o que requer tempo... porque o tempo não volta. 

O Pedrinho não volta.

Paremos, simplesmente, de PER-DER-TEM-PO com "falsos golpes" da vida. 

 Pancada mesmo é o que não dá pra consertar. 

O Pedro foi uma pancada da vida, e virou uma lição também — pra gente aprender, de uma vez por todas, que quem a gente vê todo dia não vai estar aqui todos os dias.

Vamos valorizar. Pedro estava ontem, e hoje não estava mais. 

Um dos corações mais puros daquela redação foi embora sem nem avisar, mas eles normalmente não avisam mesmo; a gente é que tem que estar sempre avisando a eles, e só assim estaremos plenos e de consciência tranquila no dia em que eles forem embora sem dar tchau.

Distribuam, sempre, pequenos avisos:-
- "Te amo"
- "Parabéns"
- "Saudade"
- "Bom dia"
- "Volta logo"
- "Belo texto"
- "Gosto muito de você"
- "Obrigada"
- "Boa noite"
- "Dorme bem"

Meu aviso de hoje vai pra Ele, claro:-
"Descanse em Paz."


 Pedro Ivo:-
- Editor do 'JN', ele sofreu um acidente de moto e não resistiu.

domingo, 7 de agosto de 2016

O céu estrelado por Léon Denis


 
O céu estrelado

Um livro grandioso, dissemos, está aberto aos nossos olhos, e todo observador paciente pode ler nele a palavra do enigma, o segredo da vida eterna.

Aí se vê que uma vontade dispôs a ordem majestosa em que se agitam todos os destinos, se movem todas as existências, palpitam todos os corações. 

Ó alma! aprende primeiro a suprema lição que desce dos espaços sobre as frontes apreensivas. 

O Sol está escondido no horizonte; seus alvores de púrpura tingem ainda o céu; luz serena indica que, além, um astro se velou aos nossos olhos. 

A noite estende acima de nossas cabeças seu zimbório constelado de estrelas.

Nosso pensamento se recolhe e procura o segredo das coisas. Voltemo-nos para o oriente. 

A Via Láctea expande, qual imensa fita, suas miríades de estrelas, tão aconchegadas, tão longínquas, que parecem formar uma contínua massa. 

Por toda parte, à medida que a noite se torna mais densa, outras estrelas aparecem, outros planetas  e acendem qual se fossem lâmpadas suspensas no santuário divino. 

Através das profundezas insondáveis, esses mundos permutam os seus raios de prata; impressionam-nos, a distância, e nos falam uma linguagem muda.

Eles não brilham todos com o mesmo fulgor:-
- A potente Sírius não se pode comparar à longínqua Capela

Suas vibrações gastaram séculos a chegar até o nosso olhar, e cada um de seus raios vale por um cântico, uma verdadeira melodia de luz, uma voz penetrante. 

Esses cânticos se resumem assim:-
- “Nós também somos focos de vida, de sofrimento, de evolução. 

Almas, aos milhares, cumprem, em nós, destinos semelhantes aos vossos”.

Entretanto, todos não têm a mesma linguagem, porque uns são moradas de paz e de felicidade, e outros, mundos de luta, de expiação, de reparação pela dor. 

Uns parecem dizer:-
- Eu te conheci, alma humana, alma terrestre; eu te conheci e hei de te tornar a ver! 

Eu te abriguei em meu seio outrora, e tu voltarás a mim. 

Eu te espero, para, por tua vez, guiares os seres que se agitam em minha superfície!

E depois, mais longe ainda, essa estrela que parece perdida no fundo dos abismos do céu e cuja luz trêmula é apenas perceptível, essa estrela nos dirá:-
-Eu sei que tu passarás pelas terras que formam meu cortejo, e que eu inundo com os meus raios; eu sei que tu aí sofrerás e te tornarás melhor. 

Apressa a tua ascensão. 

Eu serei e sou já para contigo uma vera amiga, porque até mim chegou o teu apelo, tua interrogação, tua prece a Deus.

Assim, todas as estrelas nos cantam seu poema de vida e amor, todas nos fazem ouvir uma evocação poderosa do passado ou do futuro. 

Elas são as “moradas” de nosso Pai, os estádios, os marcos soberbos das estrelas do Infinito, e nós aí passaremos, aí viveremos todos para entrar um dia na luz eterna e divina.

Espaços e mundos, que maravilhas nos reservais?

Imensidades sidéreas, profundezas sem limites, dais a impressão da majestade divina. 

Em vós, por toda parte e sempre, está a harmonia, o esplendor, a beleza! 

Diante de vós, todos os orgulhos caem, todas as vanglórias se desvanecem. 

Aqui, percorrendo suas órbitas imensas, estão astros de fogo perto dos quais o nosso Sol não é mais que simples facho. 

Cada um deles arrasta em seu séquito um imponente cortejo de esferas que são outros tantos teatros da evolução. 

Ali, e assim na Terra, seres sensíveis vivem, amam, choram. 

Suas provações e suas lutas comuns criam entre si laços de afeto que crescerão pouco a pouco. 

E é assim que as almas começam a sentir os primeiros eflúvios desse amor que Deus quer dar a conhecer a todos. 

Mais longe, no insondável abismo, movem-se mundos maravilhosos, habitados por almas puras, que conheceram o sofrimento, o sacrifício, e chegaram aos cimos da perfeição; almas que contemplam Deus em sua glória, e vão, sem jamais cansar, de astro em astro, de sistema em sistema, levar os apelos divinos.

Todas essas estrelas parecem sorrir, qual se fossem amigas esquecidas. 

Seus mistérios nos atraem. 

Sentimos que são a herança que Deus nos reserva. 

Mais tarde, nos séculos futuros, conheceremos essas maravilhas que nosso pensamento apenas toca. 

Percorreremos esse infinito que a palavra não pode descrever em uma linguagem limitada.

Há, sem dúvida, nessa ascensão, degraus que não podemos contar, tão numerosos são, mas nossos guias nos ajudarão a subi-los, ensinando-nos a soletrar as letras de ouro e de fogo, a divina linguagem da luz e do amor. 
 
Então o tempo não terá mais medida para nós. 
 
As distâncias não mais existirão. 
 
Não pensaremos mais nos caminhos obscuros, tortuosos, escarpados, que seguimos no passado, e aspiraremos às alegrias serenas dos seres que nos tiverem precedido e que traçam, por meio de jorros de luz, nosso caminho sem-fim. 
 
Os mundos em que houvermos vivido terão passado; não serão mais que poeira e detritos; mas nós guardaremos a deliciosa impressão das venturas colhidas em suas superfícies, das efusões do coração que começaram a unir-nos a outras almas irmãs. 
 
Conservaremos a muito cara e dolorosa lembrança dos males partilhados e não seremos mais separados daqueles que tivermos amado, porque os laços são entre as almas os mesmos que entre as estrelas. 
 
Através dos séculos e dos lugares celestes, subiremos juntos para Deus, o grande Foco de Amor que atrai todas as criaturas!



 Transcrito do Livro:- 
- O grande Enigma
 16. ed. 1. imp. 
Brasília, FEB Editora, 2014.
Léon Denis
Revista Reformador

Origem das Colonias Espirituais



Origem das Colonias Espirituais


Consta que a formação das Colônias Espirituais data de diferentes épocas. 

O Espírito André Luiz, ao decorrer de suas obras ditadas ao médium Francisco Cândido Xavier, refere-se a várias estações de repouso do Mundo Espiritual. 

Nosso Lar, por exemplo, foi fundado no século XVI, por portugueses distintos, desencarnados no Brasil. 

Ainda no mesmo Nosso Lar, há referências à Colônia Socorrista Moradia, como uma das mais antigas, ligada a zonas bem inferiores para atendimento à população do Umbral, assim denominada a região espiritual habitada por espíritos trevosos.

Outro exemplo é a Colônia Campo da Paz a que o Espírito André Luiz se reporta no Livro:- Os Mensageiros, psicografado por Francisco Cândido Xavier

Segundo ele, esta é uma colônia bem próxima da Terra:-
Alguns benfeitores, reconhecidos a Jesus, resolveram organizar, em nome dele, uma colônia em plena região inferior, que funcionasse como instituto de socorro imediato aos que são surpreendidos na Crosta com a morte física, em estado de ignorância ou de culpas dolorosas. 

O projeto mereceu a bênção do Senhor e o núcleo se criou, há mais de dois séculos.

Em Obreiros da Vida Eterna, também do Espírito André Luiz e psicografado por Francisco Cândido Xavier, é citada a instituição de assistência aos desencarnados Casa Transitória de Fabiano. 

Em uma de suas viagens de estudo, ele recebeu do instrutor espiritual Jerônimo a informação de que esta colônia fora fundada pelo Espírito Fabiano de Cristo, devotado servo da Caridade entre antigos religiosos do Rio de Janeiro, desencarnado há muitos anos.

A Colônia Redenção, descrita por Otília Gonçalves (Dedicada trabalhadora do Centro Espírita Caminho da Redenção, fundado pelo médium Divaldo P. Franco

Ela administrou a primeira creche dessa instituição) no Livro:- Além da Morte, psicografado pelo médium Divaldo Pereira Franco, conforme declara a autora espiritual, foi criada no tempo da escravatura (provavelmente no século XVIII), objetivando socorrer escravos desencarnados sob o peso de sofrimentos ou sequiosos de vingança.

O Reverendo George Vale Owen (Vigário de Oxford, no Lancashire, Inglaterra; 1869-1931. 

Após experiências psíquicas, recebeu de Espíritos informações sobre a vida Além-Túmulo), assessorado por sua mãe desencarnada e um grupo de Espíritos, registra, em sua obra A Vida Além do Véu, a existência da Colônia da Música, em que esta Arte é cultivada em todos os aspectos.

Enfim, não há como definir, com exatidão, quando se formaram as primeiras Colônias Espirituais, desde que a época da origem do Homem no planeta Terra não foi ainda determinada pela Ciência. 

As diversas colônias existentes, por se encontrarem bem próximas da Terra, sofrem as mesmas influências do planeta.

E não poderia ser de outra forma, uma vez que foram criadas para atendimento a faixas ainda não muito elevadas da Espiritualidade. 

Há, entretanto, as colônias dos planos superiores, a que só têm acesso Espíritos que atingiram as esferas menos densas. 

No seu oposto, estão as constituídas por falanges de Espíritos que se dedicam ao Mal e se encontram, ainda, nos planos pavorosos do Mundo Invisível. 

O Espírito Otília Gonçalves, em Além da Morte, a eles se refere como (. . .) bandos perigosos, sob a direção de mentes cruéis, dificultando a obra de evangelização do mundo.

Essas hostes do Mal, muitas vezes sob o comando de chefes bárbaros, investem, furiosas, contra abnegados missionários que lhes tiram das mãos Espíritos infelizes por eles arregimentados.

No romance mediúnico "Apenas uma Sombra de Mulher", de Fernando do Ó, uma entidade descreve a Colônia Gordemônio situada nas adjacências da Terra, como uma vasta região habitada por Espíritos transviados e malfazejos, solertes na prática do vampirismo, os quais, após a desencarnação, surpreenderam-se impotentes para galgar... (. . .) planos menos tenebrosos e horríveis, em vista do seu atraso moral.

E formam... (...) desde tempos quase imemoriais uma como 'societa sceleris', que tem por esfera de ação essa extravagante, estranha e incrível metrópole do crime, (. . .) organização sui generis que recruta sua população entre infelizes entidades inferiores. 

A Colônia dispõe de líderes que superintendem todas as frentes de atividade de Gordemônio. 

Os líderes contam com assessores que, a seu turno, dirigem núcleos mais ou menos numerosos.

Portanto, assim como temos Colônias habitadas por Espíritos benfeitores, somos informados da existência de domínios sombrios, povoados de malfeitores que só pensam em si mesmos ou se comprazem em praticar o Mal. 

Não é o inferno propalado pelas religiões, pois não há calor nem fogo eternos; uma região criada por Deus com características apropriadas aos pecadores da Terra e aos demônios.

Os Espíritos que aí habitam poderão, em dias, anos ou séculos, libertar-se, por esforço próprio, desse plano deprimente, criado por suas próprias mentes. 

Sobre o assunto, Allan Kardec nos esclarece na Revista Espírita, no 4, de abril de 1859, no artigo Quadro da Vida Espírita:-
- Vem a seguir o que se pode chamar de escória do mundo espírita, constituída de todos os Espíritos impuros, cuja preocupação única é o Mal. 

Sofrem e desejariam que todos sofressem como eles. 

A inveja lhes torna odiosa toda superioridade; o ódio é a sua essência. 

Não podendo culpar disso os Espíritos, investem contra os homens, atacando aos que lhe parecem mais fracos.

Excitar as paixões ruins, insuflar a discórdia, separar os amigos, provocar rixas, fazer que os ambiciosos pavoneiem o seu orgulho, para o prazer de abatê-los em seguida, espalhar o erro e a mentira, numa palavra, desviar do Bem, tais são os seus pensamentos dominantes.

Os Espíritos que povoam as regiões inferiores não podem ascender a planos das Altas Esferas; entretanto os Espíritos superiores baixam a planos inferiores para incentivar os Espíritos atrasados a lutar pela sua renovação.

Os Espíritos desencarnados, oriundos de países estrangeiros, também se referem a estações de repouso no Mundo Espiritual, as quais denominam de Colônias e Cidades Espirituais e dão descrições semelhantes às contidas em obras mediúnicas brasileiras. 

Diversos desencarnados nos têm narrado, em mensagens avulsas, as suas experiências pela faculdade mediúnica de Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e José Medrado, para esclarecimento e consolo dos que lhe são caros:-
- Falam sobre o momento da morte, esclarecem dúvidas, dão notícias de parentes falecidos, descrevem o ambiente em que se encontram e informam sua situação no momento em que se comunicam.

Em A Vida Além do Véu, por exemplo, o Espírito comunicante, entre outros com nomes esquisitos, afirma ao Reverendo George Vale Owen que o Mundo Espiritual é a Terra aperfeiçoada, exatamente como dissera Allan Kardec. 

Do lado de lá, como no de cá, existem montes, rios, belas florestas e muitas casas; tudo preparado por aqueles que o precederam.

Refere-se, em diversas ocasiões, aos diversos planos da existência, desde os que se encontram próximos da crosta terrestre, como o Umbral, até as altas esferas, onde habitam os Espíritos mais evoluídos. 

O ponto discordante entre o conteúdo das mensagens que os médiuns ingleses receberam e as recebidas no Brasil é não considerar a reencarnação como fator imprescindível para o evolver do Espírito.

Em suma, como se pode apreender dos ensinamentos e descrições que nos chegam do Outro Mundo, não resta a menor dúvida de que o Mundo Espiritual pouco difere de nosso mundo material. 

Entretanto, no que diz respeito a volume de obras psicografadas sobre o tema colônias espirituais, encontra-se, na dianteira, o médium Francisco Cândido Xavier.


Lúcia Loureiro


sábado, 6 de agosto de 2016

O Bem e o Mal


O Bem e o Mal



Para abordar a questão do bem e do mal, assunto fundamental para a humanidade, é preciso em primeiro lugar tratar da missão dela:-
- O desenvolvimento da liberdade e do amor altruísta. 

Note-se que, sem a primeira, o amor não pode ser altruísta. 

De fato, por maior que seja um ato de amor, se ele é motivado por instintos, prazeres, imposições, egoísmo, enfim, por qualquer coisa que não seja o que Rudolf Steiner, o fundador das Antroposofia, denominou "amor pela ação", ele não é altruísta. 

Por exemplo, suponhamos que alguém doe dinheiro para uma instituição construir algo; se isso for feito em troca desse algo levar o nome do doador, a doação não é altruísta. 

Uma doação altruísta não deve conter absolutamente nenhuma amarra; a pessoa ou instituição que recebe a doação deve ter completa liberdade na aplicação do que foi doado.

Uma pessoa coerentemente materialista deve negar a possibilidade de o ser humano ter livre arbítrio, pois da matéria não pode advir liberdade. 

A matéria está sujeita às leis físicas, que são inexoráveis. 

Se não o fosse, não haveria nem prédios, nem máquinas, pois seria impossível projetá-los, contruí-los e garantir que não cairiam ou que funcionariam, respectivamente. 

Uma interessante questão é:-
- O ser humano físico é composto de matéria; como então ele pode ter liberdade?


Saber Sofrer


Saber Sofrer

“Porque melhor é que padeçais fazendo o bem (se a vontade de Deus assim o quer) do que fazendo o mal.” 
– Pedro (I Pedro, 3:17.)

Em sua primeira epístola, o apóstolo Pedro ensina que devemos aceitar as provações e ir ao encontro do sentido verdadeiro do pensamento de Jesus sobre as dores terrenas. 

As provações não são nada diante das bênçãos que conquistamos, ao vencermos com coragem e abnegação as provas que amealhamos, seguros de que a Terra é apenas um repositório de experiências necessárias para a evolução do Espírito.

Nossa passagem pela vida corporal é extremamente importante para que possamos cumprir os desígnios de Deus, por meio de ações materiais que nos auxiliam no desenvolvimento da inteligência e da moral. 

No entanto, em todos os atos que realizamos, precisamos considerar que não pertencemos a este mundo e que, algum dia, retornaremos à verdadeira pátria espiritual.

Certas pessoas, que não conhecem os princípios básicos do Espiritismo, não conseguiriam entender ou aceitar os objetivos abençoados que nos movem na busca de melhoria espiritual. 

Porém, falar do sofrimento como instrumento providencial para edificação e amadurecimento moral do Espírito é tarefa difícil, mesmo para nós espíritas que, apesar de termos a compreensão exata dessa definição, ainda não a aceitamos, como grave desafio a superar em nossa existência.

Para a mentora espiritual Joanna de Ângelis, o sofrimento se apresenta como uma enfermidade, e ela aconselha que se faça um “tratamento conveniente, em que se invistam todos os valores ao alcance, pela primazia de lograr-se o bem-estar e o equilíbrio fisiopsíquico”.1 

Entretanto, para alguns, o sofrimento não acaba facilmente. 
 
Soror Joanna de Ângelis alertando-nos para a necessidade de buscarmos a sua cessação afirma:-
- Encontrado o sofrimento, o homem tem o dever de idenidentificar as suas causas, que procedem dos atos degenerativos, próximos ou remotos, referente às suas reencarnações. 

Ao lado daqueles que ressumam das dívidas cármicas, estão os decorrentes das suas emoções desequilibradas, que têm nascentes no egoísmo, no apego, na imaturidade psicológica. 

Dentre outros, apresentam-se em plano de destaque o medo, o ciúme, a ira, que explodem facilmente engendrando o sofrimento.1

No uso de nossa relativa liberdade, podemos fazer coisas que afrontam as leis divinas. 

Agimos em oposição ao Criador, sem nos preocuparmos com as consequências. 

Daí resulta o afastamento das boas ações cujo efeito é a dor, e ela só cessará quando chegarmos à conclusão de que precisamos mudar, principalmente quanto à nossa vontade personalista, que insiste em prevalecer em muitas ocasiões, mesmo sem ter razão. 

Allan Kardec, em nota à questão 933, de O Livro dos Espíritos, reflete sobre as diferenças existentes entre as criaturas e os resultados obtidos por elas de felicidade e de infelicidade:-
- De ordinário, o homem só é infeliz pela importância que liga às coisas deste mundo. 

Fazemlhe a infelicidade a vaidade, a ambição e a cobiça desiludidas. 

Se se colocar fora do círculo acanhado da vida material, se elevar seus pensamentos para o infinito, que é seu destino, mesquinhas e pueris lhe parecerão as vicissitudes da humanidade, como o são as tristezas da criança que se aflige pela perda de um brinquedo, que resumia a sua felicidade suprema. 

Aquele que só vê felicidade na satisfação do orgulho e dos apetites grosseiros é infeliz, desde que não os pode satisfazer, ao passo que aquele que nada pede ao supérfluo é feliz com os que outros consideram calamidades.

[…] Como civilizado, o homem raciocina sobre a sua infelicidade e a analisa. 

Por isso é que esta mais o fere, mas, também, lhe é facultado raciocinar sobre os meios de obter consolação e de analisá-los. 

Essa consolação ele a encontra no sentimento cristão, que lhe dá a esperança de melhor futuro, e no Espiritismo, que lhe dá a certeza desse futuro.2

Assim, os sofrimentos existem, em forma de tormento material, para os que não acreditam em Deus, deixando-se transtornar pelas agonias das vicissitudes, sem suportar as misérias da existência. 

Alguns desses infelizes indivíduos procuram, no suicídio, a pretensa solução para seus males. 

Igualmente, o sofrimento cresce para aqueles em que “o orgulho ferido, a ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões […] são torturas da alma.[…] 

O invejoso e o ciumento vivem ardendo em contínua febre […]”.

São os que criam suplícios voluntários para si.

Por outro lado, os sofrimentos surgem também para aqueles que se tornam verdadeiramente fortes e resolutos para enfrentá-los, com a crença a sustentá-los na dolorosa caminhada terrena. 

Testemunhos acerbos são vividos por essas almas bondosas e humildes, que aceitam com paciência e abnegação suas penas temporárias. 

São Espíritos que reencarnam em condições de vencer suas mazelas morais, sem se deixarem abater pela excessiva tristeza, convictos de que, em pouco tempo, haverão de se libertar dos problemas materiais e morais que os atingem, continuando seu itinerário de luz em benefício dos homens. 

É difícil imaginar como essas pessoas conseguem suplantar suas desmedidas dores, construindo um clima de paz e benemerência à sua volta, tornando-se modelos singulares para nós.

O Dr. Viktor Emil Frankl (1905-1997) – M. D. ph.D.professor de Neurologia e Psiquiatria da Universidade de Viena e da Universidade Internacional da Califórnia, criador da Logoterapia, autor de dezenas de livros e reconhecido mundialmente – legou à Humanidade exemplos edificantes sobre a sua vida. 
 
Foi prisioneiro dos nazistas em campos de concentração – entre eles o de Auschwitz – sendo reduzido a uma vida extremamente dolorosa e miserável, até ser libertado. 
 
Seus pais, seu irmão e sua esposa foram mortos em outros campos de extermínio. 
 
Ele resistiu bravamente a essa desafiadora prova, que lhe fazia sentir, diariamente, as angústias de esperar a cada momento por sua exterminação, além da saudade pungente que guardava de seus afetos. 
 
Em seus trabalhos terapêuticos, um dos argumentos essenciais defendidos por ele é descobrir o sentido da vida e do sofrimento:- […] Um dos principais fundamentos da logoterapia está em que a principal preocupação da pessoa não consiste em obter prazer ou evitar a dor, mas antes em ver um sentido em sua vida. 

Essa a razão por que o ser humano está pronto até a sofrer, sob a condição, é claro, de que seu sofrimento tenha um sentido. 

É preciso deixar perfeitamente claro […], que o sofrimento não é de modo algum necessário para encontrar sentido. 

Insisto apenas que o sentido é possível mesmo a despeito do sofrimento – desde que, naturalmente, o sofrimento seja inevitável. 

Se ele fosse evitável, no entanto, a coisa significativa a fazer seria eliminar sua causa, fosse ela psicológica, biológica ou política. 

Sofrer desnecessariamente é ser masoquista, e não heroico.

[…] Ao aceitar esse desafio de sofrer com bravura, a vida recebe um sentido até seu derradeiro instante, mantendo esse sentido literalmente até o fim. 


Em outras palavras, o sentido da vida é um sentido incondicional, por incluir até o sentido potencial do sofrimento inevitável.3

A fé em Deus permitiu que esse homem extraordinário ajudasse outras pessoas sofridas, após as experiências trágicas, ocorridas durante a Segunda Guerra Mundial.

Soube tirar proveito das lições que recebeu, sem se sentir completamente derrotado nas lutas enfrentadas pela sua sobrevivência. 

Aceitou o desafio de sofrer corajosamente e encontrou um verdadeiro sentido em sua vida ao tentar compreender, profundamente, as razões do sofrimento para si e para milhares de seres humanos. 

Para determinados espíritas, como já vimos anteriormente, o sofrimento surge, muitas vezes, pela incúria e pela imperfeição, resultando em experiências dolorosas a exprimir os erros do passado e do presente. 

Porém, os resgates, promulgados pelas leis divinas, conferem-nos inúmeras oportunidades espirituais que conquistamos, obtendo a cura de nossas doenças morais.

Em página psicografada por Francisco Cândido Xavier, o Espírito Emmanuel pergunta a respeito de como tem sido nosso empenho no serviço a executar em benefício daqueles que sofrem:-
- Como recear o cansaço e o esgotamento, as complicações e incompreensões, os conflitos e os desgostos decorrentes da abençoada luta pela suprema vitória do bem, se o combate pelo triunfo provisório do mal conduz os batalhadores a tributos aflitivos de sofrimento? 

Gastemos nossas melhores possibilidades a serviço do Cristo, empenhando-lhe nossas vidas.

A arma criminosa que se quebra e a medida repugnante consumada provocam sempre maldição e sombra, mas para o servo dilacerado no dever e para a lâmpada que se apaga no serviço iluminativo reserva-se destino diferente.4

Desse modo, é preciso amadurecer emocionalmente, admitir que o sofrimento nos depura todas as vezes que procurarmos, no trabalho de Jesus, olvidar os dramas vividos em nossas existências. 

A dor amiga nos convida a servir ao próximo, e o ato de doação se transforma no melhor remédio para os que sofrem. 

Na Terra, sofrem todos, quer sejam ricos ou pobres. 

No entanto, poucos sofrem bem e aceitam suas provas com compreensão e paciência. 

Deus não coloca fardos pesados em ombros fracos e se torna primordial acreditar na bondade divina:-
- […] O fardo é proporcionado às forças, como a recompensa o será à resignação e à coragem. 

Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição. 

Cumpre, porém, merecê-la, e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.5

REFERÊNCIAS:-
1 FRANCO, Divaldo Pereira. O homem integral. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador (BA): Leal Editora, 1990. cap. Os sofrimentos humanos, p. 127, 128, respectivamente.


2 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Guillon Ribeiro. 93. ed. 1. imp. (Edição Histórica.) Brasília: FEB, 2013. Comentário de Kardec à questão 933.

3 FRANKL, Viktor. Em busca do sentido: um psicólogo no campo de concentração. Trad. Walter O. Schlupp e Carlos
C. Aveline. 32. ed. revisada. São Leopoldo: Editora Sinodal; Petrópolis: Editora Vozes, 2008. “O sentido do sofrimento”, p. 137-138.


4 XAVIER, Francisco C. Pão nosso. Pelo Espírito Emmanuel. 9. imp. Brasília: FEB, 2015. cap. 64.

5 KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. 131. ed. 6. imp. (Edição Histórica.)
Brasília: FEB, 2015. cap, 5, it. Bem e mal sofrer..





























Saber Sofrer
Clara Lila Gonzalez de Araújo claralilaez@gmail.com